Rogério Marinho: “Cadu é sócio do caos e Allyson um imaturo”

O secretário nacional do PL, senador Rogério Marinho, abriu espaço na sua agenda política em Brasília, e intensificou desde a quinta-feira (6), a articulação política em torno da pré-candidatura do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, ao Governo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026.
Marinho afirmou que a aliança formada por partidos de oposição trabalha para ampliar o arco de apoios, incluindo a possibilidade de composição com o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira.
Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, o senador fez um comparativo entre os três postulantes ao cargo de governador mais competitivos, classificando Álvaro Dias como o “mais preparado” e considerando Cadu Xavier de “sócio do caos administrativo e fiscal” do Estado. Quanto Alysson Bezerra, o senador avalia que “precisa de mais maturidade” para governar o Estado.
Como presidente estadual do Partido Liberal (PL), o senador Rogério Marinho confirma que a aliança politico-partidária agrupada em torno da pré-candidatura do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, a governador do Rio Grande do Rio Grande do Norte, trabalha com a possibilidade de apoio do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB).
O senador Rogério Marinho disse que ao lado do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), chegou a ajudar, inclusive, na formatação da chapa proporcional que o PSDB vai registrar na Justiça Eleitoral em agosto, com candidaturas a deputado federal e estadual.
“Então, a nossa convicção é que vamos estar juntos na candidatura maioritária”, declarou Marinho, que além de continuar trabalhando uma aliança do PL com Podemos, PSDB e outros partidos, vai atuar, diretamente, na coordenação nacional da campanha do presidenciável senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a presidente da República às eleições de outubro de 2026.
Segundo Marinho, sua atuação no período que antecede a campanha eleitoral propriamente dita – a partir de 16 de agosto e até 1º de outubro, foi no sentido, de primeiro organizar o PL no Rio Grande do Norte e trabalhar a composição político-eleitoral com outros partidos: “Estamos, mesmo residindo em Brasília, conversando com os nossos líderes políticos locais e temos no Estado um grupo de coordenação, tenho tentado vir aqui sempre que possível, uma vez por mês, quando venho, faço uma agenda onde busco essa relação com os municípios, com as lideranças locais”.
Marinho afirma que apesar da participação na campanha de Flávio Bolsonaro e do exercício parlamentar no Senado Federal, não será preciso pedir licença do mandato para atuar politicamente em diversas frentes na campanha eleitoral, que oficialmente, é somente de 45 dias.
“Sempre que possível, estarei no Estado dando a minha contribuição, mesmo estando na coordenação nacional da campanha, não vou perder e nem devo perder e nem posso perder de vista o fato de que só estou no Senado da República pela confiança e pelos votos dos norteriograndenses”, reafirmou.
O senador potiguar ainda disse que a coordenação estadual da campanha de Álvaro Dias vai estar bem entregue ao prefeito Paulinho Freire, que “é sem dúvida nenhuma um grande líder político, prefeito da maior cidade do estado, nossa capital. Então, tem como característica essa questão de ser alguém ameno, que consegue começar a dialogar com tranquilidade, com todos os seguimentos da política e da sociedade norte-riograndense, e seria uma escolha absolutamente natural”.
Comparativo de candidatos
Rogério Marinho também aproveitou para traçar um paralelo entre as pré- candidaturas consideradas mais competitivas ao governo do Estado, começando por Álvaro Dias, que considera o mais qualificado para administrar o Rio Grande do Norte por quatro anos, a partir de janeiro de 2027.
“O nosso candidato Álvaro Dias é experiente, não é uma surpresa para ninguém. Nós já sabemos a maneira como ele se comporta, é alguém que esteve no Legislativo, esteve no Executivo, tem experiência na vida privada, então ele será, sem dúvida nenhuma, um grande governador e está à altura do desafio que nós temos de retirar o Estado do Rio Grande do Norte da situação vexatória em que se encontra”, destacou Marinho.
Com relação ao pré-candidato situacionista, Marinho lamentou o fato de que a governadora Fátima Bezerra (PT), a quem “respeita como cidadã”, tenha apresentado o nome do secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, que “é literalmente o sócio desse desastre do desgoverno, que é uma pessoa que se apresenta como novo, como uma novidade, mas simplesmente é alguém que, com todo o conhecimento do que estava acontecendo, mergulhou o Estado nesse caos administrativo, nesse caos fiscal”.
Para Marinho, o pré-candidato Cadu Xavier “agora se apresenta como se fosse a novidade, e eu não tenho dúvida de que a sociedade vai repudiar essa tentativa de se mascarar, de se esconder o que de fato aconteceu nos governos do PT”.
“Estamos falando das estradas, das escolas, dos equipamentos, da segurança pública. Nós somos um Estado que literalmente ficou para trás em relação aos estados vizinhos. Nós estamos nos últimos lugares nos indicadores de qualidade. Na área da educação, de saúde, de equilíbrio fiscal, fruto de um desgoverno e de um equívoco que foi cometido pela população do Estado, mas democraticamente, na hora que elegeu e reelegeu, alguém que não tinha nenhuma capacidade, nenhuma condição de exercer o cargo de governador”, destacou.
Em seguida, Marinho entende que o pré-candidato a governador da Federação União Brasil/PP, o ex-prefeito mossoroensae Alysson Bezerra, “precisa claramente de mais maturidade para exercer a função de governador do Estado”.
O senador disse que “não entra no mérito de sua administração em Mossoró, nem na forma como ele se comporta, mas dizer que claramente, na comparação que a sociedade necessariamente precisa fazer por ocasião da definição do seu voto, o mais qualificado, o mais preparado, aquele que tenha a capacidade de exercer o mandato de governador e retirar o Estado, repito, da situação em que se encontra, é Álvaro Dias”.
Chapa proporcional
Além da confiança na vitória eleitoral da chapa Álvaro Dias/Babá Pereira para governador e vice e na reeleição do aliado senador Styvensom Valentim (Podemos) e da eleição do Coronel Hélio (PL) na segunda vaga para o Senado Federal, Rogério Marinho tem convicção que o PL elegerá o maior número de candidados à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal em Brasília.
Para Marinho, as chapas proporcionais “são as mais competitivas, vão ter os melhores resultados e, não tenho a menor dúvida, vamos eleger de três a quatro deputados federais e de oito a dez estaduais”.
Senatória
O dirigente do PL também explicou a decisão de não fechar acordo com o partido NOVO, com apoio a uma eventual candidatura a senador do empresário do setor têxtil, Flávio Rocha: “É um dos grandes empreendedores do Brasil, não apenas do Rio Grande do Norte, é um cidadão honrado, que tem princípios e valores que são extremamente convergentes com o que nós acreditamos. Uma pessoa de família, uma pessoa que tem uma visão liberal da economia, já foi deputado federal duas vezes no Rio Grande do Norte e sem dúvida nenhuma, um grande senador da República.
“O que ocorre é que, na hora em que nós sentimos que poderia haver uma possibilidade nessa direção, a candidatura do Coronel Hélio já estava consolidada. Então, o nosso candidato ao Senado da República aqui é o Coronel Hélio, que é uma pessoa que está conosco desde 2013, ao longo dessas lutas que ocorreram no Brasil, de mobilizações, de trabalho para mudar a realidade do país”, destacou Marinho.
Para Marinho, o coronel Hélio “está pronto e preparado para exercer essa função de Senador da República e ele fará, não tem dúvida nenhuma, o seu papel, o papel que a sociedade espera dele, é exercer com autonomia, com honradeza, com propósito a sua função do Senador da República, mas Flávio Rocha vai continuar sendo nosso amigo, nosso parceiro e um grande brasileiro que, independente de mandato, vai continuar ajudando muito o Rio Grande do Norte e o Brasil”.
Apoio a Paulinho Freire
O senador Rogério Marinho externou, ainda, o apoio que continua prestando à administração do prefeito Paulinho Freire em Natal, sobretudo num momento em que verbas federais estão sendo retidas no governo Lula.
“O prefeito me procurou, eu fiz o que coube a um parlamentar, um senador da República, oficiei ao ministro da área das Cidades, principalmente, que havia esse gargalo, fizemos uma pressão institucional. O prefeito tem procurado outros interlocutores, está no papel dele, são recursos que na sua maioria foram alocados por mim, quando era ministro do Desenvolvimento Regional”, disse Marinho.
Ele cita que são recursos para urbanização do entorno da Pedra do Rosário, continuidade do Hospital Metropolitano, garantidos numa mediação nossa também com o ministro Marcelo Queiroga (Saúde) no governo Bolsonaro^: “Eu espero de verdade que não haja mesquinharia do ponto de vista político, de impedir que os recursos que já licitados e contratados e com as obras iniciadas, esses recursos sejam interrompidos”.
Finalmente, Rogério Marinho comenta o prejuízo que essa interrupção pode causar à população e à gestão pública: ”Quando há a paralisação de um canteiro de obras, , há um custo de retomar aquela obra. Isso significa, ou pode implicar, que deverá haver ou precisará de um aporte adicional de recursos. Todo mundo perde com isso. Então a gente tem acompanhado e tentado fazer a nossa parte”.
TRIBUNA DO NORTE
