Anvisa aprova novo tratamento para câncer colorretal metastático

Postado em 31 de agosto de 2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda (31), o registro do Fruzaqla, nome comercial do fruquintinibe, para o tratamento de adultos com câncer colorretal metastático que já foram submetidos a outras terapias.

A autorização é voltada a pacientes cuja doença avançou após tratamentos que incluem diferentes tipos de quimioterapia e medicamentos direcionados a mecanismos específicos do tumor. A indicação prevê o uso anterior de fluoropirimidina, oxaliplatina e irinotecano, além de terapia anti-VEGF. Em determinados casos, quando o tumor apresenta RAS selvagem e há indicação clínica, também deve ter sido utilizada terapia anti-EGFR.

O câncer colorretal metastático é uma fase da doença em que as células cancerígenas se espalham para outros órgãos. Nessa situação, o tratamento costuma envolver diferentes linhas de medicamentos, escolhidas de acordo com as características do tumor e a resposta obtida nas etapas anteriores.

A decisão da Anvisa foi baseada em estudos clínicos que compararam o fruquintinibe com placebo associado aos melhores cuidados de suporte. Os resultados mostraram aumento da sobrevida global, período em que os pacientes permaneceram vivos, e da sobrevida livre de progressão, que mede o tempo até o avanço da doença.

Como o fruquintinibe atua

O medicamento age sobre um mecanismo usado pelo tumor para obter condições de crescimento. Para se desenvolver, o câncer pode estimular a formação de novos vasos sanguíneos ao seu redor, processo chamado angiogênese. Esses vasos levam oxigênio e nutrientes às células tumorais.

O fruquintinibe bloqueia os receptores VEGFR-1, VEGFR-2 e VEGFR-3, que participam desse processo. A interferência nessa via reduz a formação de novos vasos sanguíneos e, consequentemente, dificulta o fornecimento necessário para a expansão do tumor.

A aprovação representa mais uma opção terapêutica para pacientes com câncer colorretal metastático que já passaram por tratamentos anteriores. O medicamento, no entanto, não é indicado para todos os pacientes com a doença: seu uso depende das características do tumor e do histórico de tratamentos.

O registro foi formalizado pela Anvisa por meio da Resolução nº 3.416/2026, publicada no Diário Oficial da União.

A aprovação do registro foi publicada pela Anvisa no Diário Oficial da União, por meio da Resolução nº 3.416/2026.

98fm