Bancários do RN aprovam greve por tempo indeterminado a partir da quarta (2)

O Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte aprovou, por meio de assembleia realizada nesta quinta-feira (27), a deflagração de uma greve por tempo indeterminado a partir de 2 de setembro. O anúncio foi feito pelos diretores do sindicato, Marco Tinoco e Alexandre Cândido. Em comunicado dirigido aos bancários de outros estados, a entidade convocou sindicatos de todo o país a aderirem ao movimento.
Segundo o sindicato, a iniciativa faz parte de uma mobilização nacional dos bancários. A entidade aguarda os resultados de assembleias realizadas em outras unidades da Federação, que podem influenciar a adesão ao movimento.
Durante o anúncio, os representantes sindicais defenderam a articulação entre as entidades para pressionar a Fenaban e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nas negociações.
O sindicato também citou o acordo firmado pelo Banco do Estado do Pará (Banpará) como referência para as reivindicações. De acordo com os dirigentes, o acordo prevê condições consideradas superiores em alguns itens, como reajuste salarial, participação nos lucros e resultados (PLR) e vale-alimentação.
“O resultado do Rio Grande do Norte, assim como os resultados do Maranhão e de Bauru, reforça, em nível nacional, o entendimento da necessidade de dar uma resposta concreta à Fenaban e à Contraf-CUT”, declarou a representação sindical.
A direção do sindicato afirmou ainda que a mobilização busca pressionar pela alteração da proposta em negociação. “É possível mudar essa proposta, inclusive a partir do acordo que saiu do Banpará”, disse.
Negociações
O presidente do Sindicato dos Bancários do RN, Marcos Tinôco, já havia criticado a condução das negociações. Em vídeo publicados nas redes sociais, ele afirma que as pautas dos trabalhadores foram entregues a mais de dois meses, mas a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não teria apresentado, até o momento, uma proposta que pudesse ser analisada pela categoria
Com a aprovação, o sindicato potiguar pretende iniciar a mobilização no dia 2 de setembro e também defende a adesão de outras bases sindicais ao movimento. O sindicato sustenta que a mobilização nacional pode aumentar a pressão sobre a Fenaban e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) para que as negociações avancem.
Na avaliação da entidade, acordos firmados por bancos estaduais demonstrariam que haveria margem para melhorar as condições discutidas nacionalmente.
O que muda para os clientes
Caso a paralisação seja efetivamente iniciada e tenha adesão nas agências, o funcionamento dos bancos poderá ser afetado a partir de 2 de setembro. Serviços digitais, caixas eletrônicos e outros canais de atendimento remoto podem continuar disponíveis, mas a disponibilidade dos serviços pode variar conforme cada instituição.
Até o início da greve, os clientes que dependem de atendimento presencial devem verificar o funcionamento da agência e, quando possível, antecipar operações que exijam atendimento de funcionários.
A duração da paralisação dependerá das decisões da categoria e do andamento das negociações entre trabalhadores e representantes dos bancos.
98fm
