Consult vê disputa entre Allyson e Álvaro no 2º turno

Postado em 10 de julho de 2026

Mesmo a menos de 90 dias das eleições de outubro, o diretor do Instituto Consult Pesquisa, estatístico Paulo de Tarso Teixeira, avalia que, pelo quadro das intenções de votos dos eleitores resultante da sondagem feita em parceria com a TRIBUNA DO NORTE, o novo governador do Rio Grande do Norte será conhecido no segundo turno.

“Por enquanto a gente está vendo que vai ter um segundo turno, num período ainda bem distante das eleições, a gente pode afirmar hoje, entre Álvaro Dias e e Allyson Bezerra”, afirmou Paulo de Tarso Teixeira, em função do resultado da pesquisa TN/Instituto Consult, realizada de 3 a 5 de julho, em que aponta o ex-prefeito de Mossoró com 34,59% e o ex-prefeito de Natal, com 29,0%, que somados ao percentual de outros candidatos, chega a 41,18% e pelo fato de que nenhum deles.

Paulo de T. Teixeira disse em entrevista ao “Jornal da Manhã” da rádio Jovem Pan News Natal, 93.5, que a tendência do processo eleitoral é de continuar polarizado até às eleições, configurando o quadro que ocorreu, por exemplo, já nas eleições municipais em Natal, em 2024.

“Claro, que na campanha eleitoral Allyson Bezerra vai dizer, quem está defendendo o lado governista em nível nacional é Cadu Xavier, e quem está aliado ao bolsonarismo é Álvaro Dias, mas dentro da coligação dele tem algumas tendências de polarização”, disse o diretor da Consult.

Para o estatístico, depois de registradas as candidaturas majoritárias a partir de 6 de agosto, o quadro eleitoral tende a ficar mais definido, porque os partidos começaram a abrir os fundos de financiamento de campanha, os aliados começam a se mobilizar, e os prefeitos começam a subir nos palanques, “a partir das emendas distribuídas, podem se mexer”.

O diretor da Consult disse que os prefeitos terão um papel importante na campanha: “A gente faz pesquisa nos municípios, a maioria tem mais de 60% de aprovação, o prefeito bem avaliado tende a colar o nome dele ao do candidato, que se tem acesso a maioria dos prefeitos, vai levar vantagem”.

Na avaliação dele, o fato de a pesquisa espontânea mostrar que 68,71% dos eleitores estão indecisos, ratifica que só depois das convenções partidárias o quadro começa a se definir: “No mês de agosto é onde vai ter o jogo de cintura, de como vai ser a campanha de cada candidato contra os adversários”.

Paulo de Tarso Teixeira também analisou o desempenho do pré-candidato do PT ao governo, Cadu Xavier, em função da visita do presidente Lula dia 2 de julho ao Rio Grande do Norte.

Cadu Xavier aparece com apenas 4,47% na pesquisa espontânea, percentual inferir ao número de indecisos, que é de 4,71%: “Não é a passagem de uma pessoa que faz o eleitor dizer, agora eu vou votar”.

“O voto é um namoro. O candidato passa pelo eleitor na janela, se ele simpatiza, para e vão conversar. Aí começa a paquera, para depois chegar ao voto, então, ainda está nesse momento”, disse ele.

Reunião on line do TSE

Paulo de Tarso Teixeira informou que a convite do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, vai participar, na manhã da quarta-feira (15), de uma reunião on line com outros diretores de instituto de pesquisas de opinião pública do país, para debater a atuação dessas empresas durante o período da campanha eleitoral, propriamente dita.

Do Rio Grande do Norte, segundo Paulo de Tarso Teixeira, somente a a Consult recebeu esse convite e confirmou participação nesse debate on line, inclusive antecipando e enviando documento escrito ao TSE, com três sugestões para que possam ser analisadas.

A primeira sugestão é no sentido de que somente institutos de pesquisas filiados à Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), que “é um orgão sério, instituição corretíssima, para entrar nos aos 2000, a Consult passou por seis meses de análise”.

Para Paulo de Tarso Teixeira, a Abep atuaria como “filtro” para habilitação dessas empresas. Outra sugestão é de que as pesquisas eleitorais sejam assinadas por estatísticos contratados e vínculos empregatícios com as empresas e associados ao Conselho Regional de Estatística (Conre): “Tem estatístico que assina pesquisa sem nem saber qual é o municipio que está assinando aquela pesquisa e daquele instituto”.

Em terceiro lugar, ele conclama o Conre a trabalhar, porque “hoje não serve pra nada”, a não ser cobrar anuidades de empresas legalmente institutidas. “O Conre podia estar acompanhando esses estatísticos, faça o acompanhamento, não para dizer quen está acertando ou está errando, porque no dia 3 de outubro a gente sabe quem está errando”.

tribuna do norte