Eduardo Bolsonaro critica pedido da PGR por condenação e diz que objetivo é torná-lo inelegível

Postado em 13 de maio de 2026

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro criticou nesta terça-feira (12) o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que seja condenado por coação contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). As declarações foram publicadas em suas redes sociais.

Na gravação, Eduardo afirmou que a solicitação da PGR representa uma tentativa de torná-lo inelegível por meio da Lei da Ficha Limpa. Segundo ele, uma eventual condenação por órgão colegiado poderia impedir sua participação em futuras eleições.

“Mas o objetivo principal disso é o quê? É me deixar inelegível. Vale lembrar, condenado uma vez por um colegiado, e mais uma vez que vai me jogar é sempre o Alexandre de Moraes, eu cairia na lei da ficha limpa”, disse.

O ex-parlamentar também questionou o fundamento jurídico do pedido e afirmou que sua atuação nos Estados Unidos, incluindo manifestações favoráveis à aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, não configuraria crime.

Eduardo Bolsonaro comparou sua situação a manifestações de parlamentares de esquerda que, segundo ele, defenderam a responsabilização do ex-presidente Jair Bolsonaro em organismos internacionais.

“Se o PGR está dizendo que eu tenho que ser condenado por esse crime chamado de coação, o que dizer dos parlamentares da esquerda quando pediam a condenação de Bolsonaro até mesmo por crimes contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional de Haia?”, afirmou.

O ex-deputado também mencionou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e criticou o pedido apresentado pela PGR. Segundo Eduardo, a medida ignora garantias constitucionais e a imunidade parlamentar.

Na publicação, ele ainda negou qualquer mudança de posicionamento político e afirmou que continuará atuando “pela liberdade dos presos políticos”. Eduardo também voltou a criticar decisões do Judiciário e disse que não irá “se curvar” ao que chamou de “interferência na política usando o tapetão do Judiciário”.

98fm