El Niño registra em outubro maior aquecimento da série histórica

Postado em 4 de novembro de 2026

O El Niño de 2026 atingiu novos recordes de aquecimento no Oceano Pacífico, segundo dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As medições indicam que o fenômeno já apresenta intensidade muito forte.

Em outubro, a temperatura da superfície do mar na região do El Niño 3.4 registrou uma anomalia positiva de 2,47 °C, o maior valor já observado para esse mês. Na região do El Niño 3, que exerce grande influência sobre o clima da América do Sul, a anomalia mensal chegou a 3,56 °C.

Recordes no Oceano Pacífico

Os dados semanais, cuja série histórica começou em 1981, também apontam temperaturas extremas em outras áreas do Pacífico Equatorial.

Na região do El Niño 1+2, próxima à costa do Peru e do Equador, a anomalia chegou a 4,6 °C na última semana de outubro. O resultado igualou o recorde registrado em junho de 1983. Essa área, porém, tem pouca influência sobre o clima brasileiro.

Já na região do El Niño 3, a anomalia atingiu 3,7 °C no mesmo período, superando o recorde anterior de 3,6 °C, registrado em dezembro de 1982.

Impactos do El Niño

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial. O fenômeno altera a circulação atmosférica e pode modificar os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do Brasil.

Em 2026, o processo de formação começou em junho e apresentou aquecimento acelerado nos meses seguintes. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, o episódio pode estar entre os mais intensos já registrados.

O Inmet ressalta que os impactos dependem da intensidade do fenômeno, da época do ano e das condições atmosféricas de cada região. Por isso, o acompanhamento das próximas semanas será importante para avaliar a evolução do El Niño e seus possíveis efeitos sobre o clima brasileiro.