Trump parabeniza democratas após admitir derrota: “Fizeram um bom trabalho”

Postado em 4 de novembro de 2026

Após a confirmação da maioria no Senado e na Câmara obtida pelo Partido Democrata nas eleições de meio de mandato, o presidente dos EUA, o republicano Donald Trump, reconheceu a derrota e, nesta quarta-feira (4/11), teceu elogios — algo raro — aos seus rivais. “Bem, digo o seguinte: parabéns aos democratas. Eles fizeram um bom trabalho”, afirmou Trump em uma entrevista por telefone à Fox News.

O líder republicano, porém, procurou se afastar de qualquer responsabilidade pessoal pelo resultado das urnas — que altera o cenário dos dois anos finais de seu mandato —, preferindo transferir a culpa para seus correligionários republicanos. “Eles [democratas] esperavam por isso há 11 anos e, finalmente, conseguiram. Mas não encaro isso como um golpe contra mim”, disse.

Os comentários elogiosos são bastante atípicos, uma vez que Trump, durante grande parte da campanha eleitoral, rotulou os democratas de comunistas até islamistas.

Trump também reiterou que, ao contrário do que ocorreu após sua derrota na eleição presidencial de 2020, desta vez ele aceitou o resultado das urnas e está disposto a trabalhar com os democratas, agora que eles passarão a controlar o Congresso. “Posso trabalhar com eles em muitas questões”, ressaltou.
Ao mesmo tempo, o presidnete alertou que está pronto para usar seu poder executivo para vetar qualquer legislação democrata que ele desejar. “Eles podem enviar, digamos, 50 projetos de lei excelentes, com os quais estejam todos entusiasmados. Eu simplesmente os devolvo com um carimbo bem claro: ‘Veto’”.

Papel do conflito no Irã
Como as pesquisas indicavam que a guerra no Irã — e a consequente alta nos preços do petróleo — era extremamente impopular entre os eleitores, Trump reconheceu que o conflito, que se arrasta sem solução, contribuiu para o resultado.

“Acho que o Irã teve um papel nisso, mas, ao mesmo tempo, as pessoas entenderam a importância do que fiz em relação ao Irã”, declarou Trump à Fox.

Contudo, o tom conciliador de Trump não se estendeu ao seu próprio partido. Durante a campanha, por diversas vezes, o político de 80 anos pediu aos republicanos que “fingissem que ele estava na cédula eleitoral”.

Mas, nessa terça, ele insistiu que o problema foi, na verdade, o oposto. “Eu não estava na cédula eleitoral e, se estivesse, teríamos vencido com uma vitória esmagadora. Obrigado pela atenção a este assunto”, disse Trump em uma publicação em sua plataforma, Truth Social.

Metrópoles