Jean Paul reafirma suplência em chapa com Rafael Motta e cita “arranjo” com Lula, Lupi e Fátima por vaga

Postado em 22 de maio de 2026

O ex-senador Jean Paul Prates (PDT) reafirmou, em entrevista à 98 FM Natal nesta quinta-feira (21), sua vaga como primeiro suplente do pré-candidato Rafael Motta ao Senado Federal nas eleições de 2026. Segundo o ex-parlamentar, sua posição se sustenta devido a um “arranjo” com o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, do presidente Lula (PT) e da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT).

A declaração de Jean Paul surgiu após a avaliação interna de nomes de partidos da base governista, os quais afirmaram que o PDT já foi contemplado com a vaga de titular na chapa ao Senado. Por isso, outras legendas defendem maior divisão dos espaços políticos.

“Ricardo Motta estava presente. Dona Fátima ficou sabendo. Isso foi uma discussão interna depois. À noite do mesmo dia, Fátima veio aqui em casa e ficou sabendo disso. Então esse arranjo é conhecido de todos. E o presidente Lula veio a saber na semana seguinte, quando o presidente Lupi foi lá”, relembrou.

Prates defendeu sua posição como suplente ao afirmar que o PDT lançou uma chapa conjunta “inovadora”, na qual o objetivo é utilizar o capital político de Motta e o seu. Na visão dele, isso reforça que ambos são importantes para consolidar uma das vagas para o partido no Senado. Ainda de segundo Prates, ele e Motta foram citados em uma lista de candidatos durante reunião na quarta-feira (20) por Lula, em uma reunião com todos os presidentes do partido.

“A condição de sair da titularidade para o Rafael entrar foi fazer um mandato compartilhado, fazer campanha juntos, como titular e suplente, é uma forma inovadora que nós vamos desenvolver ainda, não está ainda na campanha, mas durante a campanha será desenvolvido, onde o cidadão vai escolher duas personagens importantes da política do Rio Grande do Norte, recente, para o mesmo, exatamente o uso correto da suplência.São parceiros que estão juntos e vão exercer o mandato conjuntamente. O PDT não é da federação, é isso que tem que ficar claro, o PT, nem o PC do B, nem o PV, não mandam no PDT”, explicou.

Questionado sobre a possibilidade de ceder sua suplência para que a base governista firme uma aliança com o PSDB (presidido pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira) nas eleições, ele negou, e disse que essa é uma negociação que cabe diretamente ao PT. Ele também destacou que os outros componentes da base governista deveriam buscar as suplências que pertencem a vereadora e pré-candidata Samanda Alves (PT), questionando a falta de procura.

“Cara, quem tem que se aproximar do PSDB, quem tem uma parceria histórica e confia no presidente da Assembleia, durante todo o governo, foi o governo do PT, não foi o PDT. Então abra lá uma suplência de Samanda, entendeu? Será que estão achando que Rafael vai se eleger e Samanda não? Eu não estou dizendo isso. Quem não está acreditando em Samanda é quem está vindo em cima da suplência do PDT”, disse.

98fm