Lula diz que manterá programas sociais e critica “fake news” após reeleição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo 1º que os programas sociais do governo federal serão mantidos durante o quarto mandato. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele atribuiu à “extrema-direita” a circulação de informações segundo as quais as políticas seriam encerradas após a eleição.
Lula foi reeleito no domingo 25 ao derrotar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. No pronunciamento deste domingo, o presidente disse que pretende cumprir as promessas apresentadas durante a campanha.
“Tudo aquilo que foi prometido na campanha pode ficar certo que vai acontecer”, declarou. Lula também afirmou que o novo governo poderá melhorar programas em funcionamento e criar outras iniciativas.
A manifestação ocorreu depois da circulação de publicações nas redes sociais sobre supostos cortes em políticas federais. Nos últimos dias, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência negou conteúdos segundo os quais o Bolsa Família e o Gás do Povo seriam encerrados.
O governo também classificou como falsas publicações sobre um suposto abandono da proposta de mudança da escala de trabalho 6×1. As informações foram divulgadas pela plataforma oficial Brasil Contra Fake. As declarações do governo, porém, não substituem a necessidade de detalhamento orçamentário e regulamentação das medidas anunciadas para o próximo mandato.
No vídeo, Lula também afirmou que recuperou a voz, depois de ter apresentado rouquidão durante a reta final da campanha. Ele disse que pretende voltar a percorrer o País para agradecer aos eleitores.
O presidente citou mulheres, idosos e jovens que participaram da votação e afirmou que a mobilização teve como objetivo garantir a continuidade da democracia.
“Eu preciso voltar a falar com cada estado brasileiro para agradecer”, disse Lula. Na publicação que acompanha o vídeo, ele escreveu que o governo seguirá “atento e forte”.
Lula recebeu mais de 64 milhões de votos no segundo turno e iniciará o quarto mandato presidencial em 1º de janeiro de 2027.
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