Projeto reconhece Banda Grafith como patrimônio cultural e imaterial do RN

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou por unanimidade nesta terça-feira 29 um projeto de lei da deputada estadual Eudiane Macedo (PV) que reconhece a banda Grafith como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado.
A medida celebra a trajetória do grupo, que há mais de três décadas é um ícone do cenário musical nordestino, com uma legião de fãs e uma influência inegável na cultura popular da região.

Formada em 1988, a Banda Grafith é composta pelos irmãos Kaká, Carlinhos, Joãozinho e Júnior. Em 2022, Felipe passou a integrar o time. Misturando ritmos que vão do brega ao funk, passando pelo forró e pela lambada, a banda conquistou milhares de seguidores com sucessos que embalam festas e carnavais em várias cidades do Nordeste.

agora rn

Postado em 30 de outubro de 2024

Escolha do candidato em 2026 será guiada por pesquisas, diz Agripino

Ex-senador e presidente estadual do União Brasil, José Agripino disse em entrevista nesta terça-feira 29 que o partido deverá escolher um candidato ao Governo do Estado em 2026 baseado em pesquisas. A declaração foi dada durante o Jornal da Cidade, da rádio 94 FM.
“Quem é, na minha opinião, que deve ser o candidato a governador? Aquele que nas pesquisas demonstrar ser a melhor alternativa perante o eleitorado. O que for o preferido. Não tem porque desconfiar de pesquisa. Basta que você faça uma sequência e você consegue chegar. E aí, é respeitar a vontade antecipada do povo, antecipada de pesquisa”, disse ele.

O ex-senador disse ainda que é preciso dialogar com vertentes do centro acerca das alternativas para o pleito. “E tentar convencer os partidos de que se querem ganhar, se o centro quer ganhar, as alternativas são essa, essa e essa. É a tentativa que eu vou fazer com a isenção de quem não quer nada, se não escolher alguém com bom perfil para ganhar a eleição e para governar bem. Porque candidato eu não sou, interesse pessoal eu não tenho. Eu tenho interesse, sim, na vitória que leve o Estado de novo a se movimentar”, pontuou.
José Agripino ressaltou o destaque do União Brasil no cenário político local, que resultou na eleição de dois deputados federais e obteve destaque nas eleições municipais deste ano. “Carla Dickson, que agora vai ser deputada federal, não foi diplomada por dois mil e poucos votos. E agora, essa quantidade importante de candidatos a prefeito eleitos. Isso é produto de experiência e articulação”.

Ele apontou que Paulinho Freire venceu a disputa em Natal por causa da junção de vários partidos. “Foi a visão que nós tivemos de que a hora era do centro. Não era de extrema direita, nem de extrema esquerda. É tanto que o conjunto de partidos que nós conseguimos reunir, e o mérito é de Paulinho. Paulinho foi o costurador disso tudo, dessas alianças. É que fez com que o candidato do União Brasil tivesse o maior tempo de rádio e televisão. E tivesse apoio de Styvenson Valentim, de Rogério Marinho, de Álvaro Dias com o Republicanos, que foi um apoio importantíssimo. Nós montamos uma constelação de partidos importante”.

E continuou: “Se você juntar com muita gente, você tem chance de ganhar a eleição. Se você for para a luta sozinho, isolado, a sua capacidade de ganhar diminui muito. Por melhor candidato que você seja, carece estrutura, apoios e capacidade de se comunicar”.

José Agripino citou nomes possíveis para concorrer ao Governo do RN, a depender dos resultados das pesquisas eleitorais. “Styvenson Valentim é um nome bom, Rogério Marinho é um nome bom, Allysson Bezerra é um nome bom, é excelente, Álvaro Dias é um bom, é excelente, é claro”.

União Brasil deve dialogar com Ezequiel Ferreira e João Maia
Ainda acerca das articulações para 2026, José Agripino informou que o União Brasil deverá dialogar com o deputado estadual Ezequiel Ferreira, presidente estadual do PSDB, e o deputado federal João Maia, presidente estadual do PP.

“Eles serão bem-vindos? Serão. O que aconteceu na campanha de 2024 vai ser relembrado? Vai. É preciso modificar o comportamento para que eles sejam, porque eles vão querer ter protagonismo. Porque João Maia deverá ser candidato a alguma coisa e Ezequiel também.

Para ser candidato eles têm que botar a cara do partido e botar a cara deles próprios. Então eles serão chamados para a conversa? Claro que serão chamados. Qual vai ser a participação deles? Proporcional ao interesse deles se elegerem. Aquilo para o que foram candidatos. Do contrário, não interessa nem a nós, nem a eles. É uma questão de pragmatismo”, argumentou ele, ao comentar sobre o distanciamento de ambos os deputados no pleito municipal.

José Agripino reconheceu que o tempo de televisão do PSDB e do PP, usado por Paulinho Freire, foi importante. “Agora, teria sido melhor se eles tivessem botado a cara, tivessem feito como outros fizeram. Rogério Marinho teve algumas aparições na TV. Eu cheguei a me encontrar com ele em palanque. Álvaro Dias nem se fala, o Solidariedade também deu a sua participação”.

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Postado em 30 de outubro de 2024

Varela Santiago cobra R$ 1,5 milhão de repasses atrasados do Governo do Estado

O Hospital Infantil Varela Santiago, instituição que atende exclusivamente pelo SUS e realiza cerca de 15 mil procedimentos mensais para crianças e adolescentes de 0 a 14 anos, denunciou nesta terça-feira 29 que enfrenta sérias dificuldades devido a um grave atraso nos repasses do convênio com a Secretaria de Saúde Pública do Estado (Sesap).
O convênio, estabelecido no valor de R$ 2,5 milhões, foi dividido em 8 parcelas de R$ 312,5 mil, referentes ao ano de 2023. No entanto, até o momento, apenas 3 parcelas foram efetivamente pagas, restando 5 em aberto, o que corresponde a um valor pendente de R$ 1.562.500,00.

O Varela Santiago informa que, desde junho, solicita o repasse das parcelas devidas e tem buscado uma resposta do governo estadual, mas sem sucesso.
“Mesmo diante dessas dificuldades, o hospital continua prestando serviços essenciais à população. Como exemplo de seu compromisso, desde sexta-feira o Varela Santiago realiza exames de tomografia para pacientes do Hospital Walfredo Gurgel, que teve seu tomógrafo quebrado”, diz nota enviada à imprensa ontem.

Em nota, a Sesap afirmou que o plano de trabalho do convênio entre secretaria e Varela Santiago prevê que cada repasse financeiro é feito após a análise da prestação de contas do repasse anterior, a partir das informações prestadas pelo conveniado.

“O convênio foi formalizado em agosto de 2023 em setembro de 2023 foi feito o 1º repasse, que teve a prestação de contas apresentada em outubro. O repasse seguinte foi feito em dezembro de 2023, com a prestação de contas apresentada em 5 de março; a parcela seguinte foi quitada em junho, com o recebimento da prestação de contas em agosto. A gestão aguardava a conclusão dos processos de prestação de contas do repasse anterior para encaminhar a próxima parcela, que deve ocorrer dentro em breve”.

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Postado em 30 de outubro de 2024

Eleições 2024 No Brasil, 727 mulheres foram eleitas prefeitas; 10% a mais que em 2020

Entre os 5.570 municípios brasileiros, 727 serão comandados pelos próximos quatro anos por mulheres eleitas em 2024 – o equivalente a 13% das cidades do País. As políticas que conseguiram um mandato para os Executivos municipais representam 30% das candidaturas femininas.

Considerando o número de municípios, as 2.381 candidatas que concorreram no primeiro turno não chegariam a participar nem da metade das disputas, caso fossem distribuídas de forma igualitária pelo Brasil – ou seja, se cada município tivesse pelo menos uma candidata à prefeita.

No Rio Grande do Norte, a professora Nilda Cruz (Solidariedade) foi eleita prefeita de Parnamirim, um dos maiores colégios eleitorais do Estado.

Foram 722 eleitas no primeiro turno, sendo que outras 15 passaram para a segunda etapa do pleito, decidido em 51 municípios neste domingo, 27. Nos 13 em que concorreram, foram eleitas em cinco: nas capitais Campo Grande (MT) e Aracaju (SE); e em Ponta Grossa (PR), Uberaba (MG) e Olinda (PE).

Nas outras cidades e capitais em que disputaram – Curitiba (PR), Natal (RN), Palmas (TO), Porto Alegre (RS) e Porto Velho (RO) -, o rival saiu vitorioso. Comparando com 2020, quando foram eleitas 663 prefeitas, o aumento de uma eleição para outra no número de prefeituras comandadas por elas foi de quase 10%.

Única disputa de segundo turno totalmente feminina nas capitais, Campo Grande, um dos centros do agronegócio no País, reelegeu Adriane Lopes (PP), com 51,45%, vencendo a adversária Rose Modesto (União) por 12.587 votos.

A atual prefeita teve como principal cabo eleitoral a senadora e ex-ministra da Agricultura do governo de Jair Bolsonaro (PL), Tereza Cristina (PP-MS). O próprio ex-mandatário declarou apoio à Adriane no segundo turno, além do pupilo do bolsonarismo, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Na outra cidade em que o pleito foi decidido entre duas mulheres, a paranaense Ponta Grossa, a atual prefeita Elizabeth Schmidt (União) ganhou de virada por 53,72% dos votos válidos, ante 46,28% de Mabel Canto (PSDB), que terminou o primeiro turno na frente da adversária.

Em Aracaju, a primeira mulher à frente da prefeitura da capital sergipana foi eleita neste domingo. A vereadora Emília Correa (PL) recebeu 57,46% dos votos válidos, derrotando o adversário Luiz Roberto (PDT) por pouco mais de 40 mil votos de diferença.

Nas redes sociais, candidata da sigla de Bolsonaro não usou a imagem do ex-presidente para alavancar sua campanha, mas falou diretamente com o público conservador da cidade. No primeiro post comemorando a vitória, a defensora pública aposentada pintou metade do rosto como um leão e vestiu uma camiseta com a palavra “escolhida”. “Meu Deus é o leão, da tribo de Judá”, dubla a nova prefeita.

Como mostrou o Estadão, 82,2% das candidatas às prefeituras eleitas neste pleito representam partidos de direita ou centro. O MDB lidera a lista, com 129 prefeitas, seguido do PSD, com 104, e do PP, com 90.

Desde 2022, com a promulgação de uma emenda constitucional, os partidos são obrigados a destinarem 30% do fundo eleitoral para candidaturas femininas. A cota, entretanto, não é o suficiente para garantir que os partidos alavanquem as candidatas – nem que sejam punidos caso não cumpram a lei.

Em agosto deste ano, o Congresso Nacional perdoou R$ 23 bilhões em dívidas de partidos que descumpriram as regras eleitorais, inclusive as de gênero. A emenda, que ficou conhecida durante sua tramitação no Legislativo como “PEC da Anistia”, também desobrigou as siglas a repassarem valores proporcionais ao número de candidaturas de pessoas negras, passando a fixar esse valor em 30%.

Novo Noticias

Postado em 30 de outubro de 2024

STJ marca para 3 de dezembro julgamento de recursos de José Dirceu

Apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter anulado as condenações da Lava Jato contra o ex-ministro José Dirceu, recursos movidos por ele no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ainda vão ser julgados no dia 3 de dezembro.
A ministra Daniela Teixeira, relatora do caso, liberou o processo para análise da Quinta Turma. A data foi publicada oficialmente na terça-feira (29).

Mais cedo, o ministro Gilmar Mendes, do STF, enviou ofício ao STJ informando da decisão de anular as condenações que foram impostas inicialmente a Dirceu pela 13ª Vara Federal de Curitiba, quando Sérgio Moro era juiz.

Integrantes do STJ entendem que a decisão do Supremo anulou as condenações, mas não o processo todo, nem declarou a inocência de Dirceu. Por isso, o novo julgamento foi marcado.

Caso o tribunal rejeite os recursos, isso não interfere no fim da inelegibilidade de Dirceu, mas o caso pode voltar à estaca zero para nova análise da Justiça Federal do Paraná, por um juiz que seja considerado imparcial e competente.

A turma que julgará os recursos no STJ é formada por três dos cinco ministros que condenou o petista no passado: Reynaldo Fonseca, Joel Paciornik e Marcelo Navarro Ribeiro Dantas continuaram. A relatora Daniela Teixeira — indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — e Messod Azulay — indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — entraram depois.

Decisão de Gilmar
Na decisão desta terça, Gilmar Mende entendeu que Moro era suspeito para julgar Dirceu, o que inviabilizaria a análise do caso desde o início. Dessa forma, o ministro avaliou a forma do julgamento, sem entrar na questão do mérito das acusações.

A defesa de José Dirceu, por sua vez, avalia que o caso perdeu o objeto após a manifestação de Mendes.

Desdobramento semelhante ocorreu com processos da Lava Jato contra Lula. Apesar do STF anular a decisão de Moro, o tribunal também remeteu o caso para primeira instância que pode recomeçar a análise. A 12ª Vara Federal do Distrito Federal acabou decidindo pela prescrição do caso.

CNN

Postado em 30 de outubro de 2024

Dólar alcança R$ 5,76 e fecha no valor mais alto desde 2021

O dólar fechou em alta de 0,95% nesta terça-feira (29), cotado a R$ 5,762, em meio à preocupação com as contas públicas brasileiras. A disparada foi impulsionada por declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que afirmou não haver prazo para o anúncio de medidas de corte de gastos.
Essa foi a maior cotação do dólar desde 29 de março de 2021, quando encerrou em R$ 5,767. A moeda brasileira foi a que mais perdeu valor no dia, enquanto a Bolsa caiu 0,37%, fechando aos 130.729 pontos.

Haddad informou que terá reuniões com o presidente Lula nesta semana, mas sem previsão para apresentar o novo pacote fiscal com redução de despesas públicas.

Nas últimas semanas, o ministro havia sinalizado que o governo preparava medidas de corte após as eleições municipais, com estimativa de redução de até R$ 60 bilhões, o que daria mais “credibilidade” à gestão financeira.

SBT

Postado em 30 de outubro de 2024

Denúncias de violência política foram 13 vezes maiores que nas eleições de 2020, aponta Disque 100

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania recebeu, através do Disque 100, 705 denúncias de violência política até 20 de outubro – sete dias antes do segundo turno das eleições municipais. O número é duas vezes maior que o registrado no pleito geral de 2022 (354) e 13 vezes ao da última eleição municipal, em 2020, (54).

Apenas entre agosto e outubro, período de campanha eleitoral, foram registradas 145 denúncias. Segundo a pasta, os principais casos de violações em 2024 foram:

Violência política de gênero contra as mulheres: 394
Participação e democracia: 232
Votar e ser votado: 82
Violência política étnico-racial: 59

Todas as denúncias foram encaminhadas aos órgãos de apuração e acolhimento, como Ministério Público, centros de referência ou delegacias. Denise de Paulo, ouvidora nacional de Direitos Humanos, explica que cada violação tem um fluxo específico.

“A Ouvidoria recebe as manifestações dos cidadãos, analisa, orienta e encaminha às áreas responsáveis pelo tratamento ou apuração do caso. O papel da Ouvidoria é intermediar as relações entre os cidadãos que as demandam e os órgãos ou entidades aos quais pertencem, promovendo a qualidade da comunicação entre eles”, diz Denise.

Como denunciar?
Além de ligações pelo Disque 100, as vítimas podem denunciar violações de direitos humanos por meio do WhatsApp e do Telegram. Pessoas surdas ou com deficiência auditiva podem entrar em contato por meio de videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Outra opção é o atendimento por meio de bate-papo.

Em todas as plataformas, as denúncias são gratuitas, anônimas e recebem um número de protocolo para que a pessoa denunciante possa acompanhar o andamento.

SBT

Postado em 30 de outubro de 2024

Dadá poderá assumir a SEMTHAS em 2025.

Maria Aparecida Othon, carinhosamente conhecida por “Dadá” é o nome mais cotado para assumir a secretaria de assistência social (SEMTHAS) substituindo a ex vereadora Zefinha Moura na gestão Lucas e Milena em 2025.
Dadá, seria uma indicação do PSDB, liderada no município por Milena Galvão.

Postado em 29 de outubro de 2024

Com emenda de R$ 1,7 milhão do senador Styvenson, Acari ganha em dezembro seu primeiro condomínio de idosos

O município de Acari, localizado no Seridó potiguar, ganha em dezembro o primeiro condomínio dos idosos do RN. Viabilizado graças a uma emenda parlamentar do senador Styvenson Valentim, que destinou R$ 1,7 milhão para sua construção, o espaço representa uma evolução gigantesca em relação ao antigo modelo de “abrigo ou asilo” e deverá transformar a qualidade de vida dos idosos do município seridoense.

Inspirado em um modelo que o senador Styvenson foi conhecer no estado do Paraná, o condomínio dos idosos de Acari tem área coberta de mais de mil metros quadrados e capacidade para receber até 50 idosos. 

O condomínio oferece uma estrutura completa e adaptada às necessidades dos seus futuros moradores. 
São leitos adequados aos idosos e que proporcionam conforto e segurança, além de uma ampla área de convivência, onde eles podem interagir e participar de atividades coletivas. O refeitório espaçoso e os quartos para cuidadores completam o pacote que garante o bem-estar e o suporte necessário para uma vida digna e saudável. O espaço também conta com salas de TV, igreja e outras facilidades que promovem a socialização e o entretenimento dos residentes.

Para o senador Styvenson Valentim, a construção do condomínio é um passo crucial na promoção da dignidade e garantia do respeito devido aos idosos. “Normalmente os asilos são espaços que foram transformados para receber os idosos. Não foram construídos pensando neles. São edifícios antigos, muitos deles repletos de obstáculos que são instransponíveis para a mobilidade reduzida dos idosos. Além disso, eles funcionam mantendo estas pessoas praticamente como presidiários, que passam os dias confinados em quartos simplesmente porque não há espaços para convivência e socialização. Tudo isso muda com o condomínio, porque ele está sendo construído para atender todas estas necessidades”, afirma ele.

O condomínio também oferece atendimento ambulatorial de saúde, de enfermagem e até mesmo atendimentos com especialistas a depender do empenho das prefeituras onde eles são construídos. 

A gestão do condomínio prevê, ainda, a destinação de parte dos benefícios que estes idosos recebem do INSS, por exemplo, para o custeio (alimentação, medicamentos, materiais de higiene) que também pode ser reforçado com emendas parlamentares e convênios a serem firmados pelas prefeituras.

“Estes condomínios não podem ser regionalizados. Porque os idosos têm características e necessidades diferentes nos municípios. Então cada prefeitura que tiver interesse em transformar os seus antigos asilos e abrigos e dispuser de uma área para isso, nos procure e vamos buscar recursos para viabilizar”, diz o senador.

O prefeito de Acari, Fernando Antônio, também destacou a importância do equipamento para a população de Acari e de todo o Rio Grande do Norte. “É inegável esta importância. O condomínio não somente oferece um ambiente seguro e acolhedor para os idosos, mas também alivia as famílias que, muitas vezes, não têm condições de prover os cuidados necessários. Sob todos os aspectos é uma obra extraordinariamente positiva. Ademais, o atual imóvel – onde funciona o Abrigo de Idosos há décadas – não comporta mais o equipamento da maneira como ele deve ser. E toda esta transformação só foi possível graças à sensibilidade e a decisiva ajuda do senador Styvenson”, afirmou ele.

Blog do Gustavo Negreiros

Postado em 29 de outubro de 2024

Val Araújo saiu fortalecido das últimas eleições em Lagoa Nova

Um dos políticos que vem sendo destaque na política lagoanovense nas últimas eleições sem dúvidas alguma é o ex Vereador Val Araújo. Filiado ao PSB desde 2021, Val vem consolidando e garantindo nas últimas eleições, uma grande fatia do eleitorado. Em 2020, Val Araújo ficou na frente de 6 vereadores eleitos, obtendo 381 votos. Já em 2024, além de ampliar para 445 sua votação, o que equivale a quase 5% dos aptos a votar. Val Araújo foi mais votado que 7 eleitos, ficando de fora da câmara apenas pela legenda e demonstra que tem ocupado a cada eleição um espaço político inquestionável na maior cidade da Serra de Santana.

Postado em 29 de outubro de 2024

PSD tem mais prefeituras e direita domina cidades mais populosas de SP

São Paulo – O PSD de Gilberto Kassab sai das eleições deste ano como o partido que mais arregimentou prefeituras em São Paulo: foram 205 vitórias, somando o primeiro e o segundo turno. Localizada no centro do espectro político brasileiro, com representantes em governos de direita e esquerda, a sigla conquistou cinco das trinta cidades mais populosas do estado.
Em Ribeirão Preto, que tem a oitava maior população de São Paulo, o candidato Ricardo Silva (PSD) ganhou a disputa neste domingo (27/10), após um segundo turno acirrado contra Marco Aurélio (Novo) – apenas 687 votos separaram os dois adversários.

Com mais folga, o partido venceu também nas populosas São José dos Campos, com Anderson Farias; Piracicaba, com Helinho Zanatta; Carapicuíba, com José Roberto; e Bauru, com Suéllen Rosim. Juntas, as cinco cidades que deram vitória ao PSD contam com 2.682.185 de habitantes.

Foram os partidos de direita, no entanto, que mais se destacaram nas cidades mais populosas do estado. No grupo dos 30 municípios mais populosos do estado, o Republicanos, partido que abriga o governador Tarcísio de Freitas, foi quem teve o melhor desempenho.

A sigla ganhou em Campinas, terceira maior cidade paulista, com Dario Saadi; e também levou as prefeituras de Sorocaba, com Rodrigo Manga; Santos, com Rogério Santos; Barueri, com Beto Piteri; Sumaré, com Henrique do Paraíso; e Embu das Artes, com Hugo Prado. As cidades somam 3.252.452 de habitantes.

O Republicanos teve ainda o terceiro maior número de prefeituras desta eleição em São Paulo, elegendo seus candidatos em 82 municípios paulistas. Como mostrou o Metrópoles, o partido foi o que mais cresceu entre o primeiro turno de 2020 e 2024, quadruplicando a quantidade de cidades em que saiu vitorioso.

O PL, de Jair Bolsonaro, foi outro partido de direita que também expandiu seu domínio no estado. A sigla abocanhou 104 prefeituras, sendo cinco no grupo das 30 cidades mais populosas de São Paulo.

O partido teve seu melhor desempenho em Guarulhos, na região metropolitana, onde Lucas Sanches (PL), que não teve o apoio de Bolsonaro no primeiro turno, venceu — com 58,55% dos votos — o rival Elói Pietá (Solidariedade) na segunda etapa da disputa.

Também deram vitórias para o partido os candidatos Coronel Fábio, em São José do Rio Preto; Mara Bertaiolli, em Mogi das Cruzes; Delegado Eduardo Boigues, em Itaquaquecetuba; e Pedro Ishi, em Suzano, todos também parte da lista das 30 cidades mais populosas do estado.

Outro destaque nos municípios mais populosos de São Paulo ficou com o Podemos, que venceu em cinco das 30 prefeituras com maior número de habitantes: São Bernardo, com Marcelo Lima; Osasco, com Gerson Pessoa; São Vicente, com Kayo Amado; Limeira, com Murilo Felix; e Guarujá, com Farid Madi.

O MDB, partido de centro vitorioso com Ricardo Nunes na capital paulista, levou ainda em Diadema, com Taka Yamauchi; Praia Grande, com Mourão; e Franca, com Alexandre Ferreira. Juntas, as cidades têm 13.029.604 de habitantes.

Já o União Brasil, que conquistou Jundiaí e Taboão da Serra, e o Novo, o PT e o PSDB, que venceram em uma prefeitura cada (Taubaté, Mauá e Santo André, respectivamente), completam o ranking de partidos que marcaram território nas 30 cidades mais populosas do estado.

Veja o ranking de partidos que conquistaram as 30 prefeituras mais populosas do estado, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE):

Republicanos – 6
PL – 5
Podemos – 5
PSD – 5
MDB – 4
União – 2
Novo – 1
PT -1
PSDB – 1
Quem conquistou mais prefeituras no estado como um todo, segundo o TSE:

PSD – 205
PL – 104
Republicanos – 82
MDB – 67
PP – 47
União – 34
PODEMOS – 31
PSDB – 21
PSB – 9
Cidadania – 5
Novo – 4
PDT – 4
PT – 4
Solidariedade – 4
Avante – 2
PRD – 2
Mobiliza – 1

Metrópoles

Postado em 29 de outubro de 2024

Ao menos 276 pessoas no país perderam a visão em mutirões de cirurgias de catarata em 15 anos

Ao menos 276 pessoas no país perderam a visão, parcial ou totalmente, em mutirões de cirurgias de catarata nos últimos 15 anos. Em alguns casos mais graves, elas tiveram o globo ocular removido. O levantamento foi feito pela reportagem com base em relatos publicados pela imprensa nas ocasiões.

Os mutirões aumentam o risco de infecções. Na terça-feira (22), o CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) lançou recomendações de segurança para mutirões após nove pessoas terem o globo ocular infectado e removido em um mutirão em Parelhas (RN), entre os dias 27 e 28 de setembro.

Ao jornal, a presidente do CBO, Wilma Lelis, defende que o número de casos de catarata no Brasil não justifica mutirões de cirurgias feitos por prefeituras e estados.

Segundo ela, o SUS (Sistema Único de Saúde) é capaz de absorver a demanda ao longo do ano e que, em 2023, o sistema público realizou mais de 1 milhão de cirurgias de catarata. Já a fila de pacientes à espera atualmente é de 167 mil.

“Considerando o número de [casos] de cataratas que surgem anualmente e o número de cirurgias já realizadas, que não tiveram complicações, a gente não precisa de mutirões”, diz Lelis.

A especialista avalia que a cirurgia sem urgência passou a ser usada para demonstrar eficiência no atendimento de saúde pelo poder público.

“Se a gente olhar a época do ano que elas tendem a acontecer e a frequência, a gente observa que acaba sendo uma atitude dentro de localidades que fazem isso com o objetivo de fazer uma prestação de serviço aparentemente muito rápida à população -e isso acaba gerando riscos”, afirma.

CASOS SE ESPALHAM POR REGIÕES DO PAÍS
No caso de Parelhas, a prefeitura calcula um total de 15 pessoas que apresentaram sintomas de endoftalmite após as cirurgias.

A infecção costuma ser uma das causas comuns de ocorrências após os mutirões. O combate à inflamação é feito com antibióticos para evitar atingir o cérebro. Nos casos mais graves, a recomendação é a retirada do globo ocular e a substituição por uma prótese, mas apenas com fins estéticos.

Em nota, o governo do Rio Grande do Norte afirma ter solicitado mais informações à prefeitura de Parelhas, à empresa responsável e à maternidade onde as cirurgias aconteceram.

Segundo a gestão potiguar, a prefeitura teria bancado o mutirão com as próprias economias. O estado trabalha com a possibilidade de “falha na gestão dos procedimentos, em especial com relação à esterilização”. As vítimas foram encaminhadas para a unidade especializada do Hospital Universitário Onofre Lopes, em Natal.

Em 2016, em São Bernardo do Campo, 22 pacientes tiveram endoftalmite aguda devido a instrumentos sem esterilização adequada pela equipe médica.

Na ocasião, o mesmo bisturi foi usado em 27 pessoas, uma após a outra, das 9h às 16h. O médico só foi penalizado em setembro deste ano, conforme mostrou reportagem da Folha de S.Paulo.

A prefeitura de São Bernardo, no ABC Paulista, afirma que os pacientes cegados em 2016 continuam acompanhados por uma equipe de oftalmologistas, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais, além de receberem manutenção de óculos, próteses oculares e colírios.

Em 2019, 14 pessoas apresentaram complicações oculares em Mato Grosso após um programa de mutirão do governo do estado. O episódio gerou processos na Justiça e pedidos de investigação pelo Ministério Público.

O governo do estado afirma ter descontinuado os mutirões e investido em um programa para diminuição de filas de espera, onde os procedimentos são realizados na estrutura dos hospitais especializados já criados.

Nos três casos, as cirurgias foram feitas por empresas terceirizadas contratadas pelos municípios para o serviço. “A gente sugere primeiro que os gestores busquem essa assistência na própria cidade”, pontua Lellis.

O motivo é pós-cirúrgico. “Os médicos que vão fazer isso nessas contratações vão ao local, operam e depois vão embora. Então, a manutenção do acompanhamento desses pacientes no pós-operatório é fundamental”, diz.

O guia do conselho também indica que os atendimentos sejam feitos em centros cirúrgicos oftalmológicos especializados. Unidades móveis, tendas hospitalares ou ambientes hospitalares de outras áreas da saúde são contra indicados. Em Parelhas, os procedimentos foram feitos em uma maternidade.

Segundo o conselho, os ambientes especializados são equipados com máquinas de limpeza e esterilização que diminuem riscos de contaminação dos instrumentos, capazes de transportar fungos ou bactérias.

“Um ambiente cirúrgico e com médicos locais já testados é o jeito mais seguro. Acontece que, muitas vezes, economicamente, eles acabam fazendo negociações que privilegiam esse tipo de busca por outros profissionais”, acrescenta.

A catarata é o envelhecimento natural e gradual do cristalino. A estrutura atrás da íris equivale a uma lente e seu desgaste prejudica a visão, mas a cirurgia é considerada eletiva pelo Ministério da Saúde. Ou seja, sem urgência.

Em 2023, a pasta criou o PNRF (Programa Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas, Exames Complementares e Consultas Especializadas) com orçamento de R$ 600 milhões para a redução da espera por procedimentos eletivos -como a catarata- em municípios e estados.

Os efeitos da catarata podem ser diminuídos com uso de óculos, explica Lelis. “Essas características da cirurgia de catarata, o número [de atendimentos já feitos] e a possibilidade de melhora em qualquer tempo que a pessoa for operada, fazem com que nós desaconselhamos a realização de mutirões”, diz.

O projeto Saúde Pública é uma parceria com a Umane, associação que apoia iniciativas no âmbito da saúde pública.

Jornal de Brasilia

Postado em 29 de outubro de 2024

Rio: bicheiro Rogério Andrade é preso pelo assassinato de rival

O bicheiro contraventor Rogério Andrade foi preso nesta terça-feira (29/10), após uma nova denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaeco-MPRJ).
De acordo com o órgão, o bicheiro mandou matar o rival Fernando Ignnácio, executado em novembro de 2020, em uma emboscada no Recreio dos Bandeirantes.

Os mandados de prisão foram expedidos pela 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri. Rogério de Andrade foi preso em casa, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca. Outro detido é Gilmar Eneas Lisboa, encontrado em Duque de Caxias.

Disputa
Iggnácio era genro e herdeiro do contraventor Castor de Andrade, de quem Rogério era sobrinho. Os dois tiveram desavenças relacionadas a disputas de poder, após Fernando Ignnácio assumir os negócios do sogro.

Castor de Andrade era um dos líderes do jogo do bicho no Rio de Janeiro e morreu de infarto em 1997.

Fernando Iggnácio foi morto ao desembarcar de um helicóptero, vindo de Angra dos Reis, na Costa Verde, e foi alvejado ao caminhar até o carro. Os tiros foram de fuzil 556.

Mandante
Menos de um ano após a morte de Ignnácio, em março de 2021, Rogério de Andrade foi denunciado pelo MPRJ pelo crime. Porém, em fevereiro de 2022, a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria de votos, trancar a ação penal contra o contraventor, alegando falta de provas que demonstrassem o envolvimento dele como mandante.

“Em novo procedimento investigatório criminal, o Gaeco identificou não só sucessivas execuções protagonizadas pela disputa entre os contraventores Fernando Iggnácio e Rogério de Andrade, mas também a participação de uma outra pessoa no homicídio de Fernando: Gilmar foi o responsável por monitorar a vítima até o momento do crime”, diz o MPRJ.

Metrópoles

Postado em 29 de outubro de 2024

Suspeito de envolvimento na morte de prefeito de João Dias é encontrado morto

O corpo de um homem, suspeito de envolvimento no assassinato do prefeito de João Dias, Marcelo Oliveira, foi encontrado por policiais militares e identificado por policiais civis durante o fim da manhã de sábado (26) em Antônio Matins, cidade da região Alto Oeste do Rio Grande do Norte. As informações foram confirmadas pela Polícia Civil nesta segunda-feira (28). O crime, que ocorreu no dia 27 de agosto, também teve como vítima o pai de Marcelo, Sandi Alves de Oliveira.
De acordo com os policiais da 76ª DP , o corpo encontrado já estava em avançado estado de decomposição e pertence possivelmente a Josenildo Martins, homem de 31 anos conhecido como “Zinho”, suspeito de ser um dos executores do crime. Ele teria sido alvejado durante o atentado e se refugiado na mata, onde seu corpo foi localizado. A identificação foi feita através de um documento de identidade encontrado com o corpo.

O Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) foi acionado para realizar todos os procedimentos legais. Zinho já era alvo de um mandado de prisão pelo envolvimento no assassinato do prefeito.

A Polícia Civil reforçou a importância da colaboração da população e incentiva o envio de informações anônimas pelo Disque Denúncia 181.

O crime

O crime ocorreu durante a manhã. De acordo com as informações da Polícia Civil, Marcelo Oliveira, candidato à reeleição, e o pai, Sandi Oliveira, visitavam casas de apoiadores no conjunto São Geraldo, em João Dias, quando foram surpreendidos por cerca de oito criminosos em dois veículos. Eles se aproximaram das vítimas e, segundo a Polícia, realizaram onze disparos de arma de fogo contra o prefeito. Os criminosos atiraram ainda contra um segurança no local.

A Sesed disse que o prefeito chegou a ser socorrido para uma unidade de saúde em Catolé do Rocha, na Paraíba, mas teve a morte confirmada pela Polícia Civil por volta das 13h. O pai dele morreu imediatamente após o atentado.

Tribuna do Norte

Postado em 29 de outubro de 2024

Caiado diz que direita não tem dono, precisa se moderar para ganhar em 2026 e critica Bolsonaro

BRASÍLIA – A disputa eleitoral do segundo turno em Goiânia deixou marcas profundas na direita. De um lado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado estadual Fred Rodrigues (PL) saíram derrotados em uma campanha com ataques virulentos aos adversários. No outro flanco, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), saiu mais do que vitorioso ao quebrar um tabu histórico e eleger o aliado Sandro Mabel (União Brasil) em um processo que consolidou a sua liderança no Estado.

Dentre tantos afilhados políticos que disputavam o segundo turno, inclusive contra candidatos do rival PT, Bolsonaro escolheu acompanhar a apuração ao lado de Fred Rodrigues, no que foi entendido como uma afronta a Caiado em busca da hegemonia no campo da direita. Para o governador, a postura do ex-presidente foi “deselegante, desrespeitosa,” e tentou desgastar a sua autoridade no Estado.

Questionado sobre a força de Bolsonaro na direita, Caiado rebate que o segmento não tem dono e que não teme sofrer retaliação de uma oposição bolsonarista no Estado que governa.

Leia os principais trechos da entrevista:

O senhor avalia que a direita saiu rachada em Goiânia?
A centro-direita, em Goiânia, saiu vitoriosa. Eu ganhei a eleição. Eu tenho credenciais de uma vida para falar pela direita no Brasil, quando era palavrão, em 1986. Então aqui, em Goiás, ela saiu vitoriosa.

O senhor coloca o Bolsonaro, Fred Rodrigues, Gustavo Gayer, no grupo extrema direita, em outra banda?
É outro raciocínio. A centro-direita saiu vitoriosa e o candidato foi eleito. Então eles saíram derrotados? O que aconteceu foi exatamente não fazer a política de entendimento e de coligação e de construção de candidatura. Eu o chamei (Bolsonaro) no começo do ano para que nos entendêssemos, compuséssemos chapas nas cidades de Goiás, ou seja, de acordo com o candidato em cada região e cidade. Certo? Eu fui surpreendido simplesmente por eles lançarem candidatos no Estado inteiro. Sem sequer ter conversado. Eles sequer sentaram para conversar. Então, o que ocorreu em Goiás foi uma falta de habilidade política. Faltou humildade e sobrou deselegância da parte deles em achar que bastava lançar um número, independente do candidato, que ganharia as eleições. Fazer política não é assim. Fazer política é entender que você tem que respeitar as lideranças estaduais, você tem que respeitar as lideranças municipais, você tem que dialogar, você tem que conversar, você tem que ceder e você pode avançar. Isso tudo faz parte do xadrez político. Não é chegar aí e simplesmente dizer: ‘ó, é 22. “Vota aqui, é 22′. Talvez a maior lição dessa eleição de 2024 é que as pessoas precisam entender que não se ganha com ações individuais. Soltar candidato para não ganhar a eleição, o que resolve? Resolve nada.

Qual é o tamanho dessa vitória em Goiânia para o projeto político do senhor?
Você sabe que há 36 anos um governador não elege um prefeito na cidade de Goiânia. 36 anos. Então, já existia esse tabu aqui no Estado de que o governador não elege o prefeito. Segundo ponto, eu não tive aqui a pretensão de inventar candidato. Eu fiz pesquisas qualitativas e todas elas mostravam que a população queria um gestor que tivesse habilidade política. O que isto significa para a minha candidatura em 2026? O primeiro lugar é que eu, se sou o governador mais bem avaliado, eu preciso de uma capital que seja também mais bem avaliada. Esse é o meu objetivo. É só poder mostrar que aquilo que eu proponho fazer está feito. Você quer falar de segurança? Vem para Goiás. Você quer falar de educação? Vem para Goiás.

Como o senhor avalia os ataques do ex-presidente Bolsonaro e dos seus familiares ao senhor?
Desrespeitoso, desalegante, sem necessidade, até porque eu o apoiei em todas as eleições que ele participou no cenário nacional. Aí ele lançou o candidato contra mim em 2022 na minha reeleição. Eu ganhei no primeiro turno. Lançou o candidato contra nós aqui, depois nós buscamos o entendimento na capital. Ganhamos a eleição dele. O que eu espero é que isso também possa fazer repensar esse seu comportamento no momento da eleição de 2026. Eu acho que a gente não ganha eleição sozinho. Está claro aí.

A gente não ganha eleição em posições extremadas. As pessoas querem moderação, querem equilíbrio. A população brasileira está cansada dessa queda de braço, desse processo de enfrentamento todo dia. O povo não aguenta mais esse nível de fake news, rotulando, se não concorda com a ideia deles, daí sai como comunista, sai como pessoa que não tem respeito à família. Pessoas totalmente desqualificadas para falar de família e falar de Deus. Tem que ter respeito com Deus. Deus é uma coisa que todos nós somos tementes. Vamos respeitar, certo? Falar em pátria, todos nós temos trabalho. A população quer saber é de algo direto. Como é que é que eu vou construir a saúde para as pessoas, a segurança pública, o transporte coletivo, os programas sociais, a educação de qualidade? É isso que a pessoa quer hoje? Vamos botar o pé no chão e vamos ter noção da vida como ela é.

O senhor falou da importância de não ir pro extremo para ganhar a eleição, de se posicionar mais ao centro. Nesse campo da direita, onde o senhor pretende buscar apoio? Com quem o senhor pretende compor? Tendo em vista que o Bolsonaro, por ser essa liderança nacional, domina esse campo…
Vamos lá, vamos lá. O Pablo Marçal mostrou que não tem essa tese não. Acho que a interpretação tem que ser feita de ambos os fatos. Essa tese caiu por terra. A direita e o centro não têm dono de nenhum lado. Cada eleição é uma eleição. Em cada momento você vai apresentar suas ideias e não quer dizer que você está em um lado que você vai ganhar, não. Você ganha se você tiver os melhores argumentos, as pessoas mais preparadas, se você voltar a fazer política na vertente daquilo que a sociedade espera. Então, não tem esse voto cego, não tem esse voto encabrestado. E você viu que essa eleição foi a eleição da lucidez. Ou seja, as pessoas passaram a refletir e excluíram os extremismos, tá certo? E votaram na experiência, na moderação, na competência. Tá aí a resposta de 2024. Então essa tese de alguém que é dono de um segmento da sociedade não existe. Não se tira o prestígio dele. Não se tira a representatividade dele. Agora, o que nós temos que construir no Brasil é a nossa capacidade de ganhar as eleições. Isso aqui é outra coisa. Ter liderança, sair candidato é uma oportunidade para construir uma ampla aliança para ganhar as eleições, porque quem perde a eleição não decide a vida do País, não muda a vida do cidadão, não escreve a história do País. Só escreve quem ganha a eleição. Então não é disputar a eleição, não é ter apenas um segmento da sociedade.

O senhor acredita que o eleitor bolsonarista pode se afastar do seu grupo político por causa dessa disputa de tantos ataques em Goiânia?
Não vejo motivo nenhum para isso, porque é muito mais histórico a representatividade da direita do que qualquer um no Brasil. Em 1989, dos 22 candidatos à presidência, eu era o único que defendia a direita no Brasil, o direito de propriedade, a livre iniciativa e tudo isso. Então eu não sou um homem extremado. Sou um mediador. Só que eu converso com as pessoas. Você não governa sozinho. O cidadão não quer se comprometer em 2026 para perder novamente uma eleição por Lula. Não é disputar a eleição, é ganhar as eleições. Isso é que é o importante. E para isso tem que ter habilidade política, humildade e tem que ter experiência de vida para poder entender que todos nós podemos cometer erros. Agora não vamos cometer erros primários, elementares, de achar que apenas um extremo ganha uma eleição no País. Não, você tem que ampliar o seu espectro junto à sociedade para você construir a sua maioria. Aí sim, ser uma maioria convergente no sentido de paz. Ninguém governa com enfrentamento, ninguém governa criando clima de guerra a todo momento. Se governa é pacificando o País, é pacificando o seu Estado.

O senhor acredita que o resultado em Goiânia consolida o poder do senhor no Estado com vistas a disputar o Palácio do Planalto em 2026? E já aproveito para perguntar se o senhor, de fato, será candidato daqui dois anos?

Eu vou responder primeiro à última. Eu sou candidato daqui a dois anos. Até porque eu me sinto credenciado para dar, diante dos meus seis mandatos. Sobre a primeira pergunta é dizer a você que eu não busquei isso que aconteceu. De maneira nenhuma. Quem veio aqui para Goiânia me enfrentar foi o ex-presidente Bolsonaro. Eu não fui enfrentá-lo em São Paulo ou no Rio de Janeiro, certo? Essa situação você coloca, não fui eu quem a criei, pelo contrário, eu insisti várias vezes para que houvesse uma convergência nas nossas alianças. Ele, ao invés de priorizar onde se existia uma disputa ideológica, que era em Fortaleza, do PT contra o candidato dele, ele preferiu vir para Goiânia, tá certo? E passar o dia inteiro aqui. Chegou aqui às oito e meia da manhã, saiu daqui às seis horas da tarde. Não fui eu que criei essa situação. Eu fui vítima desse processo com o qual eu não entendi por que ter que focar em Goiânia, já que eu iniciei essa luta no Brasil antes dele. Eu, quando eu entrei na Cinelândia, a minha candidatura a presidente da República, ele mesmo estava lá como vereador me aplaudindo. Agora (Bolsonaro) tentou me desgastar no Estado no qual eu fui eleito no primeiro turno, fui reeleito no primeiro turno. Não tinha porque vir aqui com toda a equipe dele, com deputado. Tem deputado federal que não sabe nem onde é Goiânia, nunca esteve aqui na cidade. Olha, acho que não pode ser esse o objetivo. Por que esse é o objetivo? Qual é o mal que fiz?

O senhor já tinha criticado o PL por recusar parceria e lançar candidatos em Goiás. Agora o Bolsonaro o ataca. O PL e o ex-presidente hoje são adversários políticos do senhor?
Da minha parte nunca foi. Eu sempre tive diálogo com eles, mas teve essa atitude. O resultado foi nós ganhamos. O que se espera na política? É que isso sirva como lição para que eles voltem à mesa de conversação, voltem ao diálogo, voltem à composição. Entendam que não se despreza as lideranças estaduais. Não se despreza as lideranças municipais. Não se faz política de cima para baixo, ou seja, ninguém nega a importância da liderança do Bolsonaro, mas tem que entender que não é atropelando as pessoas que vai se construir um processo em 2026. Eu entendo que, com este resultado, e não só este de Goiás, mas outros tantos no Brasil, eu acho que deve servir para que ele repense a sua estratégia e tenha mais respeito com aqueles que sempre lhe apoiaram. Agora, é lógico que uma pessoa que tem o prestígio de mobilização dele, muitas vezes fica muito assediado daqueles cortesões. Aqueles que estão lá para poder dizer amém e que está certo. Aquelas pessoas que normalmente não têm voto algum e que ficam estimulando. Esses que eu chamo de hominho. Aquilo que o mineiro fala bem: ‘isso é hominho’. Aqueles homens que ficam só fazendo fuxico, que leva e traz. O que se precisa é a gente saber a responsabilidade que nós temos. A função de líder não é dividir. A função de líder é aglutinar, é ceder, sem ceder em princípios, mas muitas vezes ceder em alguma posição. Princípios não se negociam, mas as vezes você cede numa candidatura. Isto é composição política. O que se precisa é isso. É fazer política com inteligência. É fazer política com moderação, não é bater na mesa e dizer é este o candidato, sem saber se ele tem as qualificações mínimas.

Há alguma chance de o senhor caminhar junto com Bolsonaro em 2026?
Acho que essa pergunta tem que perguntar mais é pra ele, porque eu sempre o ajudei em todas as campanhas dele. Ele é que nunca me ajudou. Sempre lançou o candidato contra mim, certo? Agora, eu sairei candidato a presidente da República em 2026 pela União Brasil. Lógico que buscarei o diálogo, buscarei coligações e buscarei aí poder dizer à população brasileira que o que eu proponho não é com os pés do achismo. É o que eu fiz, o que eu estou fazendo em Goiás. Se as pessoas quiserem ver, venham aqui e vão experimentar o que é uma gestão que realmente atende à vontade da população.

O senhor fará oposição pela direita ao projeto bolsonarista para se firmar para 2026?
Eu vou ser um candidato como eu fui aqui. Eu tenho que somente ampliar esse espectro para o Brasil. Agora, eu serei candidato defendendo aquilo que eu acho, sem nenhuma intransigência, sem nenhum radicalismo, sem ser dono da verdade. Sou um homem que credito na ciência, acredito na pesquisa, eu acredito no que existe mais moderno para governar um País. Eu acredito na recuperação da segurança pública, acredito no resgate da educação, acredito que o Brasil pode ser referência. Agora, isso não se constrói sem boas cabeças. Isso não se constrói sem um bom quarto de ministros. Isso não se constrói sem uma motivação maior do que querer ser presidente. A única coisa que eu não vou fazer, se amanhã eu virar presidente da República, é realmente achar que sou o presidente apenas daqueles que circundam com a tese da centro-direita. Não, eu vou ser presidente de todos. Eu tenho essa condição em Goiás. Eu não tenho esse nível de usar a máquina pública para retalhar nenhum adversário meu aqui no Estado. Tanto é que tem vários prefeitos que não me apoiam aqui, que não me apoiavam, e hoje quase todos me apoiam pelo projeto municipalista, mas sempre com respeito. Então, dizer a você, claramente, que eu acho que na eleição de 2026, que a sociedade espera é exatamente sair desse extremismo da política e trazer o equilíbrio para a eleição.

O senhor já tem nomes de políticos que podem ser seus aliados de direita a nível nacional?
Eu sou um pré-candidato. O Zema é pré-candidato, o Ratinho é pré-candidato, o Tarcísio é pré-candidato. Isso é um processo que só vai ter alguma definição em julho de 2026.

Estadao

Postado em 29 de outubro de 2024