O Banco Central esclareceu nesta terça-feira (02) que o teto de juros para o rotativo do cartão de crédito só entra em vigor amanhã. Segundo o órgão, o feriado de 1º de janeiro adiou em um dia a entrada em vigor da medida.
Os juros para quem atrasar ou parcelar o pagamento da fatura não vão poder ultrapassar o valor da dívida original. Ou seja, se você dever R$ 1 mil no cartão, os juros só poderão chegar a mais R$ 1 mil, assim sua dívida chega ao total máximo de R$ 2 mil.
Esse teto foi estabelecido pelo programa Desenrola, do governo federal. A expectativa era que houvesse uma negociação entre os bancos e o governo para um novo modelo para o rotativo. Como as instituições financeiras não apresentaram nenhuma proposta, valeu o que estava previsto na lei do Desenrola.
Segundo dados do Banco Central, em novembro, os juros do rotativo do cartão estavam, em média, em 431% ao ano.
A partir de primeiro de julho, vai ser permitido ainda a portabilidade do saldo devedor do cartão de crédito para outras instituições bancárias que oferecerem melhores condições, além do aumento da transparência nas faturas.
Projeção foi feita com exclusividade para o ‘Estadão/Broadcast’ pelo economista Paulo Tafner, com base na faixa de 25 a 29 anos; além de impactos econômicos, inatividade aprofunda problemas sociais e de saúde mental, segundo especialistas
Os jovens de 25 a 29 anos que não estudam nem trabalham podem levar a uma perda de até 10 pontos porcentuais no potencial de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ao longo de 30 anos. A projeção foi feita com exclusividade para o Estadão/Broadcast pelo diretor-presidente do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) e especialista em Previdência, Paulo Tafner. Para chegar a tal indicativo, ele projetou qual seria a expansão da renda da população brasileira nessa faixa etária caso estivesse em um nível de escolaridade mais alto, similar ao do Chile.
De acordo com o dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 6 de dezembro, o Brasil tinha cerca de 10,9 milhões de nem-nem em 2022, considerando a faixa etária completa dos que não estudam nem trabalham, que vai de 15 a 29 anos, conforme classificação da instituição. A situação é considerada crônica no País, que não consegue reduzir esse contingente, e provoca diversos problemas sociais e de saúde mental, além das questões econômicas, segundo especialistas (leia mais abaixo). Do total dos que estão fora das escolas e do emprego, 36,45% tinham entre 25 e 29 anos, ainda segundo a Síntese de Indicadores Sociais 2023 do IBGE.
“Eles são numerosos e são jovens. São pessoas que vão deixar de produzir por toda uma vida”, diz Tafner. Isso ocorre porque a juventude brasileira tem baixa escolaridade, inserção ruim no mercado de trabalho e, quando ficar mais velha, sairá precocemente do emprego, fatores que impactam na produtividade do trabalhador, de acordo com a análise do pesquisador.
A projeção considerou a renda gerada por essa população e a correlação com o PIB. No estudo, Tafner avalia as mudanças demográficas globais para considerar o intervalo de 30 anos. A população estudada deve viver o auge da capacidade de trabalho e contribuição para a economia nesse período. A tendência é a de que o Brasil passe pelo pico populacional desse grupo etário na próxima década.
Embora a faixa etária dos nem-nem pelo IBGE seja mais ampla, o estudo priorizou o grupo restrito por ser majoritariamente responsável financeiramente pelo domicílio em que vive. O restante dos nem-nem ainda é dependente (15 a 17 anos) ou está em processo de emancipação (18 a 24 anos). “Esse contingente focado no estudo atinge o ponto mais elevado de participação no mercado de trabalho”, afirma Tafner.
Segundo o especialista, o potencial de alta do PIB do Brasil é de até 40% nas próximas três décadas. No estudo, Tafner considera que 22% de todos os brasileiros que têm entre 25 e 29 anos são nem-nem. Esse contingente gera uma perda de até 10 pontos porcentuais no que poderia expandir a economia brasileira. “Em vez de gerar 40% de crescimento a mais, geraria 30%”, conclui, considerando o potencial produtivo da faixa etária analisada.
“Eles são numerosos e são jovens. São pessoas que vão deixar de produzir por toda uma vida”
Paulo Tafner
diretor-presidente do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS)
O estudo Principais Desafios para a Juventude no Brasil e Impactos sobre a Renda e a Produtividade, realizado por Tafner, em outubro de 2023, junto com Sérgio Guimarães Ferreira e Leandro Rocha, ambos do IMDS, e Samuel Franco e Débora Leandro, da Oppen Social, avaliou como os jovens de 15 a 29 anos estão inseridos na sociedade brasileira, quais são suas dificuldades e potencialidades, e como eles podem contribuir para o crescimento do Brasil.
O Chile, país utilizado para fazer a comparação de nível educacional com Brasil, tinha 40,5% da sua população com ensino superior completo em 2020. Já aqui esse índice não era superior aos 23%. No país vizinho, o PIB per capita é 1,5 vez maior do que o brasileiro.
Segundo um levantamento feito em 2022 pela PwC, que utilizou dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Chile ocupa o 32º lugar entre os países-membros com maior taxa de empregabilidade de jovens. Outros países da América Latina que estão no relatório são México (27º), Peru (35º), Costa Rica (36º) e Colômbia (37ª). O Brasil não foi analisado neste estudo por ainda não fazer parte da OCDE.
Já no Reino Unido, o estudo da PwC mostrou que o PIB poderia aumentar em 38 bilhões de libras caso a quantidade de jovens nem-nem, que em 2020 chegava a 14% no país, fosse reduzida para o nível alemão, que tinha 8,4%. A Alemanha foi utilizada como comparação por ter, na época, a segunda menor taxa de desemprego da OCDE e a terceira menor taxa de jovens nem-nem de 20 a 24 anos.
MULHERESNEM-NEM GERAM MAIS PERDA NO PIB DO QUE HOMENS
As mulheres nem-nem têm maior peso nessa projeção feita por Tafner. Para ele, isso ocorre pelo fato de elas serem, em média, mais escolarizadas do que os homens e porque a taxa de participação dos jovens no mercado de trabalho aumenta conforme completam as etapas de ensino.
Por isso, o especialista defende que investir em políticas públicas para tirar as mulheres da condição de nem-nem pode melhorar o nível de escolaridade da nação e, consequentemente, reduzir a perda do potencial de crescimento do PIB. “Se tiver de investir em nem-nem como política pública, o ideal é investir em todo mundo. Mas, se eu tivesse de investir pensando em PIB, eu focaria nas mulheres”, diz. Tafner calcula que o investimento em mulheres pode reduzir essa perda estimada para o potencial de crescimento de até 10 pontos porcentuais para 3 pontos porcentuais.
7 milhões É o número de mulheres entre 15 e 29 anos que se enquadram como nem-nem no País Conforme a síntese de indicadores do IBGE, divulgada no início de dezembro, as jovens mulheres entre 15 e 29 anos que nem estudam e nem trabalham eram cerca de 7 milhões em 2022, representando 63,4% de um total de aproximadamente 10,9 milhões de nem-nem no País. Dessas, 2 milhões estavam cuidando de parentes e dos afazeres domésticos, também de acordo com a síntese.
As mulheres entram na equação nem-nem por duas razões principais: gravidez precoce e maior participação no cuidado de outras pessoas em casa, segundo a economista e pesquisadora do Instituto Singularidades, Claudia Costin. “Na verdade, ela trabalha, mas é um trabalho que não é reconhecido como trabalho produtivo, que é o cuidado dos irmãos mais jovens ou de uma criança que nasceu dela ainda adolescente”, explica.
“Na verdade, a jovem nem-nem trabalha, mas é um trabalho que não é reconhecido como produtivo, que é o cuidado dos irmãos mais jovens ou de uma criança que nasceu dela ainda adolescente”
Claudia Costin
economista e pesquisadora do Instituto Singularidades
O trabalho doméstico informal não é calculado como fator de produtividade para a economia, de acordo com Marcelo Neri, economista e diretor da Fundação Getulio Vargas (FGV Social) e fundador do Centro de Políticas Sociais (FGV Social/CPS). “O trabalho doméstico não é computado quando se calcula o Produto Interno Bruto (PIB), por exemplo. As mulheres que cuidam dos filhos e dos idosos estão trabalhando. É um trabalho que existe e é importante, mas, em geral, não é considerado nas estatísticas e nem nas análises.”
Caso as mulheres nem-nem voltassem aos estudos, o potencial de desempenho traria mais resultados do que os homens porque a média de escolarização delas é superior à deles. “A taxa de mulheres nem-nem é muito mais alta do que a dos homens. É uma questão de gênero. Isso reflete um pouco a cara da desigualdade brasileira, que discrimina pretos, pessoas da periferia e mulheres”, afirma Neri.
Para a presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Adriane Bramante, a situação previdenciária pode enfrentar um desequilíbrio nas contas em decorrência da queda na taxa de natalidade ao longo dos anos somada à ausência da força de trabalho ativa, como o público de mulheres nem-nem. “Somos de uma geração que ninguém quer ter filhos ou se arrisca a ter apenas um. Vivemos em um período de inversão dessa pirâmide demográfica, com menos nascimentos e as pessoas vivendo por mais tempo. Por isso, a importância de ter as pessoas contribuindo em idade ativa.”
O Pix contabilizou 143 milhões de pessoas físicas cadastradas de janeiro a novembro de 2023, com um recorde de R$ 15,3 trilhões movimentados no acumulado do ano. O número é quase três vezes os R$ 5,2 trilhões de 2021, e 40% maior que os R$ 10,9 trilhões do ano passado.
O novo ano também começa com uma agenda de inovações avançadas em relação à automatização dos pagamentos, apesar de atrasos no calendário. A prioridade do Banco Central, nesta área, será o lançamento do chamado Pix Automático, que tem a premissa de facilitar pagamentos recorrentes, de forma programada e mediante autorização prévia do usuário pagador.
Na prática, vai abranger pagamentos recorrentes a empresas, como as contas de escola, condomínio, clubes, planos de saúde, distribuidoras de energia e água, entre outras. Na ponta, terá a mesma funcionalidade do tradicional débito automático. Porém, como o sistema do Pix possibilita múltiplas transações em tempo real, haverá maior facilidade no processo de efetivação dos débitos.
Em entrevista ao programa da Miriam Leitão na Globonews, Roberto Campos Neto, presidente do BC, colocou como prioridade a programabilidade dos pagamentos, aproximando a trilha do Pix a do cartão de crédito.
A mudança será mais profunda para as empresas e pequenos e médio empreendedores. Hoje, as pessoas jurídicas precisam firmar um acordo com cada banco para oferecer um serviço com pagamento mensal automático, em crédito ou débito. Esse processo é acompanhado de tarifas e toda uma cadeia logística.
No Pix automático, com o sistema único, não haverá a necessidade de convênio entre diversos bancos, mas apenas um. Logo, o processo será mais direto.
Outro efeito, segundo o BC, deve ser a redução dos custos para as empresas recebedoras. Além disso, a funcionalidade pode ajudar a diminuir os índices de inadimplência que atrapalham o fluxo de caixa dos negócios.
— Essa utilidade irá substituir o débito automático de contas recorrentes e com periodicidade definida. Isso pode fazer com que o DDA (Débito Direto Autorizado) e o débito automático percam espaço — avalia Rafael Guazelli, advogado especialista em direito bancário.
A nova funcionalidade do sistema de pagamento instantâneo será um complemento para o chamado Pix Agendado, usado somente entre pessoas físicas.
Esse agendamento pode ser usado no pagamento de doações, mesadas, aluguéis, entre outros pagamentos recorrentes entre duas pessoas.
Atrasos Inicialmente prevista para abril do próximo ano, a ferramenta foi adiada para outubro de 2024. A estimativa foi ajustada, segundo o Banco Central, em função da complexidade do novo produto e o tempo necessário para desenvolver o papel de cada um dos participantes. O BC também fala em “questões organizacionais” internas.
No momento, há um cenário de mobilização de servidores, que pedem reestruturação de carreira e reajuste salarial.
A chamada operação-padrão começou em julho deste ano. Em função disso, há constante atraso na divulgação de dados econômico-financeiros mensais na autoridade monetária. A agenda Pix também foi afetada.
— Das novidades de 2024 a mais avançada é do Pix automático, pois ele trará mais flexibilidades aos usuários. Há também o Pix internacional, mas as principais dificuldades incluem o câmbio entre países, sistematização e parametrização dos usuários e a verificação de informações em tempo real — avalia Luciano Bravo, CEO da empresa Inteligência Comercial.
Novos números O sistema de transferências instantâneas do BC também fecha 2023 com 13,3 milhões de empresas cadastradas, de pequenos a grandes negócios, além das 43 milhões de pessoas físicas.
Em janeiro de 2023, 64% das transações eram entre pessoas físicas. No último levantamento feito (novembro), essa parcela era de 53% total de operações.
— O anúncio das novas funcionalidades tende a permitir ainda mais a adesão do brasileiro ao Pix. No entanto, ainda podemos ver uma dificuldade maior das pessoas jurídicas na utilização do pix, preferindo ainda a TED, boleto e o cartão. Talvez um dos motivos seja a imposição de tarifa às pessoas jurídicas — analisa Adriano Marrocos, conselheiro do Conselho Federal de Contabilidade.
Aprovação de reformas, boa relação com lideranças do Congresso e números da economia acima do esperado. O desempenho de Fernando Haddad à frente do Ministério da Fazenda o coloca como possível sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na visão de economistas, parlamentares e cientistas políticos.
Indagado sobre o tema em entrevista exclusiva ao GLOBO, Haddad diz que o nome de Lula é consenso no PT para 2026, mas alerta que o partido precisa começar a se preparar para essa transição, porque o problema “vai se colocar” na eleição seguinte.
Ele nega que almeje o posto, diz que disputou a Presidência em 2018 por uma questão atípica, já que Lula estava preso, e rebate com ironia as críticas feitas por petistas em redes sociais à condução da política econômica: “Nos cards de Natal, o que aparece é assim: ‘A inflação caiu, o emprego subiu. Viva Lula!’ O meu nome não aparece. Haddad é um austericida”, afirma.
O senhor teve atuação decisiva para o governo este ano com a aprovação da agenda econômica no Congresso. Muita gente diz que isso o coloca como possível sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como avalia essa ideia?
Acredito que existe consenso dentro do PT e da base aliada sobre a candidatura do presidente Lula em 2026. Na minha opinião, é uma coisa que está bem pacificada. Não se discute.
Mas em algum momento o presidente precisará de um sucessor.
O Lula foi três vezes presidente. Provavelmente, será uma quarta.
Ao mesmo tempo que é um trunfo ter uma figura política dessa estatura por 50 anos à disposição do PT, também é um desafio muito grande pensar o day after. Eu não participo das reuniões internas sobre isso. Mas, excluído 2026, o fato é que a questão vai se colocar. E penso que deveria haver uma certa preocupação com isso.
Porque a natureza da liderança do Lula é diferente da de outros fenômenos eleitorais. O bolsonarismo tem uma dinâmica muito diferente.
O senhor pensa na possibilidade de um dia ser sucessor do presidente Lula?
Eu não penso. E só passou pela minha cabeça em 2018 porque era uma situação em que ninguém queria ser vice do Lula. E aí, um dia, ele falou: “Haddad, acho que vamos sobrar só nós dois”. Dentro da cadeia. Eu disse: “Pense bem antes de me convidar, porque vou aceitar”. E acabou acontecendo.
Mas era um momento particular. Eu próprio me engajei na sensibilização do Ciro Gomes e do Jaques Wagner para que eles fossem vice. Porque entendia que eram figuras mais consensuais. Sobretudo o Jaques Wagner dentro do PT.
O PT aprovou recentemente um documento que fala de ‘austericídio’ (suicídio econômico por políticas de cortes de gastos), de uma corrente encampada pela presidente Gleisi Hoffmann. Quem faz mais oposição hoje ao senhor, o PT ou o ministro da Casa Civil, Rui Costa?
Olha, é curioso ver os cards que estão sendo divulgados pelos meus críticos sobre a economia, agora por ocasião do Natal. O meu nome não aparece. O que aparece é assim: “A inflação caiu, o emprego subiu. Viva Lula!” E o Haddad é um austericida.
Então, ou está tudo errado ou está tudo certo. Tem uma questão que precisa ser resolvida, que não sou eu que preciso resolver.
Não dá para celebrar Bolsa, juros, câmbio, emprego, risco-país, PIB que passou o Canadá, essas coisas todas, e simultaneamente ter a resolução que fala “está tudo errado, tem que mudar tudo”. Alguma coisa precisa ser pensada a respeito, mas não tenho problema com isso.
Mas isso atrapalha de alguma forma?
Eu fui criticado no MEC, mas virei o melhor ministro da Educação da história do país, depois que deixei o MEC. Melhor prefeito da história de São Paulo, depois que deixei a prefeitura. Tomara que aconteça a mesma coisa agora (como ministro da Fazenda).
Como o senhor avalia a sua agenda com a da Casa Civil, elas são conciliáveis?
Têm sido. Há debates, às vezes, mais acalorados, às vezes, menos acalorados. Mas há a noção de que primeiro tem um árbitro. Já leva a informação organizada e aguarda o presidente tomar a decisão.
Tem uma pessoa que já comandou o país por oito anos e está completamente apto a arbitrar as divergências. Não considero ruim que haja divergências. É natural. Mas toda discussão é para organizar a informação da melhor maneira possível para que o governo tome a decisão. A minha experiência é que, quando a informação está bem organizada, o presidente dificilmente erra.
Agora, quando está mal organizada, pode acontecer. Mas, organizando bem, ele dá o caminho.
E a articulação política do governo, o senhor acha que está bem organizada?
No que diz respeito à Fazenda, minha parceria com o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) é antiga. Padilha trabalhou comigo na prefeitura, foi um colega de ministério. E as coisas estão acontecendo.
Não é fácil essa função. Falam que o pior emprego do mundo é o do ministro da Fazenda, mas tem concorrente, que é o do Padilha. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), recentemente ficou bravo e reclamou que tinham vazado uma informação do Planalto de que a relação entre vocês não estava tão boa.
Pois é, e nós nos falamos naquele dia. Então, não tinha procedência nenhuma.
O senhor acabou construindo uma relação muito boa com Lira. Como isso aconteceu?
Ela começou bem porque a transição de governo não foi feita pelo Executivo anterior, mas pelo Legislativo. O Executivo sumiu. Foi algo inédito. Tanto Arthur Lira quanto o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), foram fundamentais neste processo.
A relação começou numa situação de crise, em que as pessoas compreenderam o que estava em jogo. Teve um episódio em que estava uma discussão e eu falei: “Nós não estamos discutindo quem vai ganhar o campeonato. Nós estamos discutindo se vai ter campeonato, porque, se a gente não se entender, a gente não chega em junho”.
Era uma situação caótica. Governadores gritando, Bolsa Família fora do Orçamento, calote nos precatórios. A gente tinha R$ 200 bilhões de problema para resolver.
A Argentina passou por uma transição também difícil, e o senhor chegou a demonstrar preocupação com a vitória do candidato Javier Milei. Como vê o início deste governo?
A preocupação não era em relação à política interna da Argentina, que é um país soberano e escolhe democraticamente os seus presidentes. Eu estava preocupado com o Mercosul. E até agora não houve, do meu conhecimento, nenhuma sinalização a esse respeito.
Até porque estávamos, à época, negociando com a União Europeia, tinham muitas coisas encaminhadas que poderiam ser colocadas em risco. Mas tenho dúvidas sobre a eficácia de um pacote ultraortodoxo para a situação que a Argentina enfrenta hoje.
Se o povo vai aguentar e se vai produzir os resultados almejados. Mas é uma preocupação de um observador que deseja o bem do país vizinho. Estou acompanhando à distância e com os filtros, não estou lá vendo medida por medida.
Mesmo com o Legislativo e o Judiciário em recesso neste mês de janeiro, 2024 promete começar em clima decisivo na política. Entre os eventos mais relevantes que devem marcar este início de ano está o julgamento do senador Sergio Moro (União Brasil-PR), previsto para retornar à pauta no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) no final do mês.
Em dezembro, o ex-juiz federal da Lava-Jato prestou depoimento à Justiça Eleitoral. O recesso termina no próximo dia 8, quando as diligências serão retomadas. A expectativa é de que o processo siga a plenário em seguida.
Moro é acusado de abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022 por seus gastos de campanha. Isto porque o político iniciou sua pré-campanha na disputa à Presidência pelo Podemos, mas, no meio do caminho trocou de rumo e partido: migrou para o União Brasil e resolveu disputar o Senado Federal.
Neste contexto, PT e PL entraram com ações paralelas sob a alegação de que o parlamentar obteve vantagem financeira e ultrapassou o limitador de gastos. No final de dezembro, o Ministério Público Federal (MPF) deu parecer favorável à cassação do mandato.
Além da situação do senador, em seis dias os ataques antidemocráticos do 8 de janeiro completarão um ano. Neste contexto, o presidente Lula (PT) fará um evento com o objetivo de “lembrar o povo que houve uma tentativa de golpe, que foi debelado pela democracia deste país”. O ato contará com a presença de governadores, parlamentares e empresários.
Como noticiou a colunista Miriam Leitão, o ministro da Justiça Flávio Dino ficará na pasta até esta data, justamente para participar desta reunião. Escolhido para o Supremo Tribunal Federal (STF), Dino deve tomar posse em fevereiro, mas seu substituto deve ser anunciado logo após sua saída. Um dos favoritos para ocupar o posto é o ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski.
Ciro e Cid Gomes Após quase chegarem as vias de fato em 2023, os irmãos Gomes selarão a separação política no início de fevereiro. Isto porque o senador Cid Gomes se filiará ao PSB, deixando para trás o PDT. As divergências entre os dois tiveram início nas eleições de 2022, quando Cid quis apoiar o então candidato ao governo do Ceará e atual governador Elmano de Freitas (PT). Ciro, à época, insistiu no ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio, terceiro colocado na disputa.
A negativa em compor com o PT continuou permeando o enredo em 2023. Ciro defendia que o partido fosse oposição a Elmano Freitas, enquanto o senador almeja ser base.
Ano eleitoral Enquanto os eventos marcam o mês de janeiro, nos bastidores o período será utilizado para costurar as alianças tendo em vista as eleições deste ano. Em outubro, brasileiros de todos os 5.568 municípios do país vão às urnas para escolher seus vereadores e prefeitos.
O Rio Grande do Norte foi o estado que liderou a expansão da matriz energética brasileira, segundo informações do Ministério de Minas e Energia (MME). De acordo com os dados publicados, o RN expandiu sua capacidade instalada em 2,035 GW de um total de 8,4 GW no Brasil, aumento puxado principalmente por novas usinas das fontes eólica e solar. O adicional é suficiente para abastecer mais de 4 milhões de residências. Atualmente, o RN é líder de produção em energia eólica, uma das principais fontes limpas em expansão no Brasil.
O RN ficou à frente de Minas Gerais, que aumentou a potência de geração em 2,025 GW, e da Bahia, que registrou um acréscimo de 1,922 GW. No caso das usinas fotovoltaicas e eólicas, a soma das duas foi de 7,6 GW de expansão no Brasil. Em capacidade instalada total, o País alcançou 196,6 GW, sendo que as fontes renováveis, incluem hidráulicas, eólicas, fotovoltaicas e de biomassa – representam 83,6% desse total.
Para Max Pereira, membro do Conselho Deliberativo da Associação Potiguar de Energias Renováveis (Aper-RN), o Estado também passou a ter grandes volumes de energia solar, somando-se a já liderança consolidada na energia eólica. “O RN, ano após ano, vem liderando a corrida na implantação de projetos de geração eólica, principalmente sendo líder nacional, nos últimos dois anos passamos a ter também um grande volume de projetos de energia solar, que aponta para que em um futuro próximo tenhamos a possibilidade de também liderarmos nessa modalidade de geração”, aponta.
“Acreditamos que o principal motivo do forte crescimento da fonte solar se deva a redução dos custos de aquisição dos painéis solares, que sofreram acentuada queda no mercado internacional no ano de 2023, com perspectiva de manutenção de preços em queda para o primeiro trimestre de 2024, tornando assim a fonte solar ainda mais competitiva”, acrescenta.
Ainda segundo Max Pereira, a energia solar tem apresentado potenciais competitivos no Estado. “Temos também grandes diferenciais competitivos na geração de energia solar, terras com valor acessível aos projetos, irradiação solar das melhores do país, mão de obra e empresas com expertise na implantação dos parques, dentre outros”, acrescenta.
Para a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica), Elbia Gannoum, o protagonismo do Brasil nas energias renováveis será cada vez mais ampliado com a chegada dos novos projetos offshore.
“No Brasil já estamos com mais de 78 projetos em análise pelo Ibama, o que representa mais de 182 GW de capacidade. O potencial brasileiro para eólica offshore é de 700 GW, isso significa não só um avanço rumo ao NetZero em 2030 como também o impulsionamento de novas tecnológicas que demandam por energia renovável, como o hidrogênio verde. Essa adesão, pleiteada pela ABEEólica junto ao MME, garantirá ainda a eficaz implementação da Política Industrial Verde no país”, afirmou Gannoum em entrevista recente.
O Rio Grande do Norte segue na liderança como maior gerador de energia eólica do Brasil. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o RN possui 8,9 GW de potência fiscalizada, a frente da Bahia, que possui 8,6 GW. A energia gerada no RN representa 31,19% da produção nacional. No tocante à potência outorgada, o Estado possui 4,1 GW, que corresponde a parques eólicos em fase de construção. A Bahia lidera neste quesito, com 11,0 GW.
Offshore Com liderança consolidada na energia eólica onshore, o Rio Grande do Norte e o Brasil tem intensificado as discussões e atenções para a energia eólica off shore (no mar), que é considerado um importante passo na transição energética mundial.
Em dezembro, o secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento, Thiago Barral, assinou a adesão do Brasil à Global Offshore Wind Alliance (GOWA), em cerimônia realizada durante a COP28.
País teve expansão de 10,3 GW em 2023
O mês de dezembro foi considerado “surpreendente” para a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que registrou a entrada em operação comercial de 51 unidades geradoras, que acrescentaram 1,9 gigawatt (GW) à capacidade instalada no País. Com esse resultado final, o ano terminou com crescimento de 10,3242 GW na matriz elétrica, ultrapassando o recorde anterior de 9,5278 GW alcançado em 2016. O resultado também superou a meta de 10,302,4 GW estabelecida no início do ano pela fiscalização da ANEEL.
Esses dados levam em consideração tanto os empreendimentos em operação e em construção, de acordo com dados do Sistema de Informações de Geração da ANEEL, o SIGA. No caso do Rio Grande do Norte, a expansão em 2023 atingiu 2,2785 GW.
Os parques eólicos contribuíram em grande medida para o recorde em 2023: as 140 unidades que passaram a operar ao longo do ano somaram 4,9 GW, respondendo por 47,65% da expansão da matriz no ano. Dentre as 291 usinas que entraram em operação no ano, estão ainda 104 centrais solares fotovoltaicas (4,0709 GW), 33 termelétricas (1,2149 GW), 11 pequenas centrais hidrelétricas (0,158 GW) e três centrais geradoras hidrelétricas (0,0114 GW). Essas novas usinas foram concluídas em 19 estados localizados nas cinco regiões brasileiras. Registraram expansão acima de 2 GW, além do RN, os estados da Bahia (2,614 GW) e Minas Gerais (2,0257 GW).
O Brasil somou 199.324,5 MW de potência fiscalizada, de acordo com dados do SIGA. Desse total em operação, ainda de acordo com o SIGA, 83,67% das usinas são consideradas renováveis.
Números
51 unidades geradoras entraram em operação em dezembro de 2023
1,9 gigawatts foi o volume acrescentado à capacidade instalada no País
Uma nova pesquisa publicada por cientistas argentinos em 31 de dezembro de 2023 traz uma boa notícia para pessoas que estão tentando parar de fumar. O medicamento citisiniclina (cistina), uma opção de baixo custo de produção, pode mais que dobrar as chances de abandonar o cigarro.
A substância é feita à base de plantas, e se liga aos receptores de nicotina no cérebro. Assim, o paciente tem menos vontade de fumar, além de os sintomas da abstinência serem menos graves. O medicamento funciona de forma semelhante a outro remédio já aprovado para combater o tabagismo.
A citisiniclina foi sintetizada em 1964, mas apenas nos últimos anos começou a ser estudada como tratamento para o vício em cigarros. Em julho de 2023, uma pesquisa americana mostrou que 25,3% dos voluntários pararam de fumar ao tomar o medicamento.
O levantamento argentino, feito por cientistas do Hospital Nacional de Posadas, aumenta a quantidade de evidências sobre a eficácia da citisiniclina contra o tabagismo.
Foram analisados resultados de 12 ensaios clínicos com quase 6 mil participantes — dois deles mostraram que a substância mais que dobra as chances de parar de fumar. O medicamento foi comparado com outras técnicas para lidar com o tabagismo, como adesivo de nicotina, goma de mascar, inaladores e a substância vareniclina, já usada comercialmente.
“A citisiniclina poderia ser muito útil na redução do tabagismo nos países de baixa e média renda, onde são urgentemente necessários medicamentos com boa relação custo-eficácia para parar de fumar. Em todo o mundo, o tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável. A citisina tem potencial para ser uma das grandes respostas para esse problema”, afirma, em comunicado, o toxicologista Omar de Santi, principal autor do estudo.
A farmacêutica responsável pela produção do remédio, a Achieve Life Sciences, deve pedir autorização de comercialização para a Food and Drug Administration (FDA), órgão equivalente à Anvisa dos Estados Unidos, no primeiro semestre deste ano. Não há previsão de quando a substância começará a ser vendida no Brasil.
Áudios de uma suposta conversa do piloto do helicóptero desaparecido no litoral norte de São Paulo mostram que ele comunicou as dificuldades de visibilidade devido ao mau tempo.
O diálogo foi mantido momentos antes do desaparecimento da aeronave, no domingo, 31, que não chegou ao destino planejado, Ilhabela. No helicóptero, estavam o piloto e três tripulantes.
A gravação foi obtida pela TV Band do Vale do Paraíba, em São Paulo, e mostra o diálogo entre o piloto do helicóptero e o controlador do heliponto de Ilhabela.
Os registros capturam os relatos do piloto sobre as adversidades enfrentadas durante o voo, fornecendo indícios sobre as condições climáticas desfavoráveis na área.
Confira a transcrição completa da conversa:
Oi Jorge.
Oi.
Tá tudo colado aqui. Não vai dar certo não, Jorge.
Mas vem por cima. Tem um buraco aqui.
É, mas aqui onde eu estou não tem condição de subir.
Por que?
Por que não dá pra subir. Está tudo colado.
Mas não dá para ir por cima da camada?
Se tivesse. Está tudo colado, não consigo ir para cima da camada.
Aqui está um tempo bom, meu.
É?
Eu digo por cima.
Eu sei. Por cima não consigo subir.
Mas acha um buraco você sobre e vem para cá, tem um buraco.
Tá bom. Tem gasolina aí, né?
Gasolina não. O táxi tá esperando.
Tá bom.
Quem estava no helicóptero Os ocupantes do voo foram identificados como Luciana Rodzewics, sua filha Letícia Ayumi Rodzewics Sakumoto, o amigo da família Rafael Torres e o piloto, cujo nome ainda não foi divulgado e que pilotava a aeronave de prefixo PRHDB, modelo Robson 44, pintada de cinza e preto.
Letícia, de 20 anos, chegou a enviar um vídeo para o namorado, mostrando o mau tempo. Ela informou que eles não conseguiram pousar em Ilhabela e que voltariam para a capital paulista.
Em entrevista à CNN a tia da jovem, Silvia Santos contou que estava tudo programado para a família passar o Réveillon junto, mas que sua irmã, Luciana, avisou que ela e a filha iriam viajar.
“Minha irmã recebeu o convite de um amigo nosso, de muito anos, para fazer um passeio de helicóptero, e como ela gosta muito de adrenalina, acabou levando a filha junto. Nós estávamos combinados de passar o Ano Novo na casa da minha sogra, em Itaquera, e do nada, 11h da manhã, eu liguei para minha irmã para combinar o que ia levar, e ela falou que não ia mais. Ela não me informou para onde seria esse passeio”, explicou.
Um vídeo gravado pela Força Aérea Brasileira (FAB) mostra as buscas pelo helicóptero que despareceu. As buscas entraram no segundo dia nesta terça-feira, 2, e nada foi encontrado até o momento.
O governo federal reconheceu, nesta terça-feira (2), a situação de emergência em 31 cidades da Bahia, Ceará, Pará, Paraíba, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. De acordo com lista divulgada no Diário Oficial da União, o principal fator é a estiagem, que afeta mais da metade dos municípios mencionados.
Segundo a portaria publicada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o estado com maior número de cidades reconhecidas foi a Paraíba, com 11 atingidas pela estiagem: Livramento, Diamante, Cuité, Areial, Salgado de São Félix, Poço Dantas, Cacimba de Areia, Seridó, São José dos Cordeiros, Junco do Seridó e São José de Princesa.
Em Pernambuco e no Rio Grande do Sul, foram reconhecidos seis municípios para cada estado.
No território nordestino, Caetés, Pombos, Passira, Exu, Brejinho e Pedra também enfrentam forte estiagem.
Já as cidades gaúchas de Ijuí, Alegrete, Pinheirinho do Vale, Rodeio Bonito, Rondinha e Nova Roma do Sul foram relacionadas em função de chuvas intensas e enxurradas.
Outros municípios que tiveram situação de emergência reconhecida graças ao enfrentamento de seca são Cordeiros, Condeúba e Contendas do Sincorá, na Bahia; Caucaia, no Ceará; e Chaves, no Pará.
Na região sul do país, as cidades de Balneário Gaivota, Paial e Araquari, em Santa Catarina, foram contempladas pela portaria em razão das fortes chuvas enfrentadas.
Na última terça-feira (26), outros 53 municípios já haviam sido reconhecidos pelo governo federal. A portaria anterior também trazia a Paraíba como o estado com mais cidades relacionadas — na ocasião, foram 19.
Municípios em Alagoas, Goiás, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina, Bahia, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte também foram mencionados.
Por que reconhecimento é importante De acordo com informações do MIDR, cidades em situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecido pela Defesa Civil Nacional estão aptas a solicitar recursos do ministério para que seja feito atendimento à população afetada.
“As ações envolvem socorro, assistência às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de infraestrutura destruída ou danificada”, informa o ministério.
O presidente Lula criticou duramente o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), pela postura nas invasões golpistas às sedes dos Três Poderes, em Brasília, no 8 de janeiro de 2023.
Segundo fontes do Palácio do Planalto, as críticas foram disparadas pelo petista em entrevista ao documentário “8/1 – A democracia resiste”, produzido pelos jornalistas Julia Dualib e Rafael Norton.
O documentário também ouviu outros personagens relacionados aos atos golpistas. Entre eles, o ministro do STF e presidente do TSE, Alexandre de Moraes, e o ministro da Justiça, Flávio Dino.
O próprio Ibaneis, porém, não gravou entrevista. O governador do DF chegou a ser afastado do cargo por 90 dias no dia dos ataques golpistas, mas acabou retornando ao posto após 65 dias.
A decisão de afastá-lo foi de Moraes, que apontou “omissão e conivência” de autoridades da área de segurança e inteligência do governo do DF, responsável pela segurança da Esplanada dos Ministérios.
Relatório posterior da Polícia Federal com base nos celulares de Ibaneis, porém, apontou que ele não foi conivente com as invasões e manteve contato durante o dia 8 de janeiro com autoridades locais e federais.
O documentário “8/1 – A democracia resiste” estreia na Globonews no domingo (7/1), às 23h30. A reprise será às 21h30 da segunda (8/1), mesmo dia em Lula fará um ato em Brasília em alusão ao 1 ano dos atos.
A 99,5 FM Ouro Branco apresentou a equipe esportiva Bola na Rede que irá atuar na cobertura do Campeonato Potiguar 2024.
No coração da competição esportiva, uma equipe se destaca não apenas pelos talentos individuais, mas pela sinergia que desenvolve em conjunto.
Apresentamos com entusiasmo a equipe esportiva Bola na Rede, um grupo extraordinário de profissionais dedicados e empenhados a superar desafios e alcançar grandes feitos no cenário esportivo estadual e Nacional.
A esportiva Brasileira terá dois times um para os jogos na capital Potiguar e outra no interior para os jogos em Currais Novos-RN.
Já nesta sexta feira dia 5 de janeiro de 2024, às 19h, no estádio Coronel José Bezerra em Currais Novos-RN, o timão 99,5 transmite o duelo da volta entre Potyguar e o Nacional de Patos-PB.
As coberturas acontecerão pela plataforma do YouTube da emissora www.radio99.fm.br.
SERÁ INAUGURADA DIA 17/03/2024 COM MISSA CELEBRADA PELO BISPO DOM ANTÔNIO CARLOS E TEREMOS UM SHOW RELIGIOSO COM A CANTORA CELIONE DAVID E FAMILIA
Um sonho dos moradores, juntamente com o saudoso Padre Erivan Primo (in memorian), a construção da capela com dedicação a SÃO JOSÉ, com acessão do terreno pelo DNOCS, teve o início de sua construção em 12 de agosto de 2018, com doações de devotos e moradores do Bairro. A capela ainda tem pequenos serviços a serem concluídos mas já tem seu presbitério, piso, forro e até o dia da inauguração terá todos os bancos instalados, (tudo fruto de doação e mobilização dos moradores do Bairro Manoel Salustino). O SHOW RELIGIOSO da cantora Celione David com participação do Diácono Adaildo Santos. A cantora tem levado grandes multidões em seus louvores no estado da Paraíba e teve a graça de cantar algumas canções com o nosso amado Padre Zezinho, (o local do show religioso ainda será definido pela comissão). A festa da CAPELA DE SÃO JOSÉ acontecerá do dia 15 á 19 março de 2024, adiantamos que teremos primeira Eucaristia, noite dos Operários e Operárias, o jantar, cavalgada, leilões e que as visitas aconteceram nas residências nas quintas e sextas a partir do dia 01 de fevereiro, aos sábados os noitários serão na capela e reunirão várias familias. Quem desejar fazer doações para nos ajudar pode entrar em contato com Dona Luzia pelo fone (84) 996584224.
O líder do maior partido de oposição da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, foi atacado durante uma visita à cidade portuária de Busan, no sul do país, nesta terça-feira (2, no horário local), informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap.
Lee foi esfaqueado no lado esquerdo do pescoço por um homem não identificado enquanto respondia perguntas de repórteres no canteiro de obras de um aeroporto na cidade às 10h30 da manhã (22h30 em Brasília). O agressor foi detido no local, segundo a agência.
Fotografias publicadas mostram Lee deitado no chão com os olhos fechados e as mãos de outras pessoas pressionando um lenço contra seu pescoço.
Ele foi levado a um hospital sangrando, mas consciente, ainda segundo a Yonhap. Um funcionário do hospital disse à Reuters durante a madrugada que a lesão sofrida pelo político não a oferece risco de vida.
Lee é líder do Partido Democrata, principal força de oposição ao governo do atual presidente, Yoon Suk-yeol, do conservador Partido do Poder Popular, de quem ele perdeu as eleições em 2022 por uma diferença de menos de 250 mil votos —o país tem cerca de 51 milhões de habitantes, de acordo com o Banco Mundial.
O presidente Yoon se manifestou por meio de um porta-voz cerca de uma hora após o atentado. Ele expressou preocupação com o ataque, que classificou como “inaceitável”, e ordenou a autoridades uma investigação rápida e todos esforços necessários para transporte e tratamento do opositor.
Lee está atualmente em julgamento por suposto suborno em um projeto de desenvolvimento quando era prefeito de Seongnam, cidade próxima da capital, Seul. Lee nega irregularidades e chama as acusações de “ficção” e “conspiração política”.
O político lidera o Partido Democrata desde agosto de 2022. As próximas eleições parlamentares na estão marcadas para abril.
Embora haja restrições rigorosas à posse de armas de fogo no país, a Coreia do Sul tem uma história de violência política envolvendo outros tipos de arma.
Song Young-gil, também do Partido Democrata, foi atacado em 2022 em um evento público e sofreu lacerações decorrentes do episódio.
Park Geun-hye, que em 2013 se tornaria presidente, foi atacada em um evento em 2006 por um agressor com uma faca e sofreu um corte no rosto que exigiu cirurgia.
O governo reservou R$ 8 milhões do orçamento de 2024 para reforçar a proteção dos vidros do Palácio do Planalto. O recurso será destinado para a aplicação de blindagem em todo o piso térreo da sede presidencial.
A medida é encampada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela proteção palaciana, e representa uma reação aos ataques do 8 de janeiro, quando vândalos invadiram e depredaram as sedes dos três poderes.
No caso do Planalto, os manifestantes tiveram acesso ao palácio presidencial após, com paus, pedras e pancadas, quebrarem o vidro da entrada principal. À época, chamou atenção a facilidade com que o grupo conseguiu entrar no local, que também contava com um baixo efetivo policial no dia.
Alguns detalhes, porém, ainda estão sendo fechados para o processo de licitação avançar. Um deles é se haverá algum dano à estética do Planalto, que é uma área tombada e tem de ter a sua originalidade preservada. Dessa maneira, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) está avaliando se a proteção nos vidros acarretará mudanças visuais.
Ainda não há prazo para a aplicação da blindagem, mas a ideia é que ela ocorra ainda no primeiro semestre do ano que vem.
Grades e monitoramento por câmeras Em outra frente, o governo está investindo no monitoramento das sedes presidenciais e adquiriu novas câmeras de segurança para serem instaladas tanto no Palácio do Planalto quanto no Palácio da Alvorada (residência oficial do presidente da República) e no Jaburu (residência do vice-presidente).
Não há, por outro lado, a intenção de retomar o uso das grades ao redor do Palácio do Planalto. A proteção foi instalada após o 8 de janeiro, e retirada em maio por determinação do presidente Lula, que dizia que o aparato deixava o Palácio do Planalto “muito feio”.
Os equipamentos estão disponíveis para serem usados a qualquer momento, caso haja algum tipo de ameaça. Ainda está em análise se os objetos serão novamente instalados para a cerimônia prevista para o próximo 8 de janeiro, quando se completa um ano dos ataques em Brasília.
Por ora, a ideia é que a Esplanada dos Ministérios fique aberta, o que permite a aproximação de manifestantes e apoiadores. Em monitoramentos, o governo não detectou, até agora, nenhum tipo de ameaça ao evento.
Desde o governo de Jair Bolsonaro, o deputado Arthur Lira (PP-AL) e os senadores Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) figuram entre os parlamentares mais poderosos do país. Boa parte da força deles decorre dos cargos que ocupam, mas eles também ganharam prestígio pela capacidade de costurar acordos políticos, de colher dividendos pessoais e de distribuir benesses a colegas de Congresso.
Apesar de criticado por Lula na última campanha eleitoral, Lira foi reeleito para o comando da Câmara com o aval do presidente da República e do PT e conseguiu para seu grupo político cargos de primeiro escalão em 2023, como o Ministério do Esporte e a presidência da Caixa Econômica Federal.
No próximo ano, uma de suas prioridades é pavimentar o terreno para eleger Elmar Nascimento (União Brasil-BA) seu sucessor na Casa, em eleição marcada para fevereiro de 2025. Se conseguir cumprir a missão, Lira se credenciará, segundo seus próprios aliados, para se tornar ministro e, assim, continuar influente. É aquela história: quem tem acesso ao Planalto não gosta de voltar para a planície.
Dobradinha
Já o horizonte do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, tem um contorno estadual. Cauteloso, ele não gosta de falar de seu futuro político, mas tanto no Palácio do Planalto quanto no Congresso é dado como certo que Pacheco disputará a eleição para o governo de Minas Gerais, com o apoio de Lula. Os dois já estão trabalhando juntos, por exemplo, no debate da renegociação da dívida mineira com a União, tema que tem causado desgaste ao atual governador, Romeu Zema (Novo).
À frente do Senado, Pacheco encampou, por exemplo, propostas que limitam a atuação de ministros do Supremo. Essa iniciativa tem potencial para aproximá-lo dos bolsonaristas, que empunham com entusiasmo a pauta anti-STF, e pode render dois frutos a ele. O primeiro é ganhar popularidade em Minas, onde Lula venceu Bolsonaro no segundo turno por apenas 50 000 votos. O outro é facilitar a eleição para a presidência do Senado, em 2025, de seu aliado Davi Alcolumbre, que foi seu antecessor no cargo.
Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Alcolumbre é desde já favorito para reassumir o comando da Casa. Na função, ele se notabilizou, entre outras coisas, por ser — ao lado de Arthur Lira — o senhor do destino das verbas bilionárias do antigo orçamento secreto. No governo de Bolsonaro, um ministro chegou a dizer que Alcolumbre, sozinho, destinou 1 bilhão de reais das chamadas emendas de relator. Na gestão Lula, o senador manteve o prestígio, mas ele quer mais — e 2024 é peça-chave em seu plano para voltar a chefiar o Legislativo em 2025.