O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino determinou nesta segunda-feira (23) a suspensão do pagamento de aproximadamente R$ 4 bilhões em emendas parlamentares. Dino também mandou instaurar um inquérito pela Polícia Federal para apurar a liberação desses valores, “a fim de que os fatos sejam adequadamente esclarecidos, inclusive com a oitiva dos citados parlamentares”.
A decisão é um novo capítulo da disputa sobre essas verbas que levou a uma crise entre STF e Congresso nos últimos meses.
Dino atendeu a uma representação do PSOL que apresentou novos fotos a respeito do pagamento das emendas de comissão -alvo de críticas e de decisões anteriores do próprio ministro pela falta de transparência.
A representação cita o ofício de encaminhamento ao governo federal, subscrito por 17 líderes partidários da Câmara dos Deputados, com a indicação de 5.449 emendas.
Esse total de emendas totaliza R$ 4,2 bilhões e se daria “sem aprovação prévia e registro formal pelas comissões, sob o pretexto de ‘ratificar’ as indicações previamente apresentadas pelos integrantes das comissões”.
Em sua decisão, Dino determinou que a Câmara dos Deputados publique em seu site, em um prazo de até cinco dias úteis, as atas das reuniões das comissões permanentes nas quais foram aprovadas as indicações dessas emendas.
O ministro do STF afirmou que “não é compatível com a ordem constitucional” o que descreveu como uma continuidade no ciclo de denúncias acerca de obras malfeitas, desvios de verbas, “malas de dinheiro sendo apreendidas em aviões, cofres, armários ou jogadas por janelas”, em face de operações policiais e do Ministério Público.
“Tamanha degradação institucional constitui um inaceitável quadro de inconstitucionalidades em série, demandando a perseverante atuação do Supremo Tribunal Federal”, afirma.
Dino também determinou que o Poder Executivo só poderá executar as emendas parlamentares relativas ao ano de 2025 com a conclusão de todas as medidas corretivas já ordenadas pelo STF.
Em virtude das festas de fim de ano, informamos que a coleta de lixo nos dias 24 e 31 de dezembro acontecerá a partir das 16h. Fiquem atentos aos horários e colaborem para manter nossa cidade limpa!
O que aconteceu Lima “está clinicamente estável e em tratamento, mas neste momento não tem previsão de alta”, diz boletim médico divulgado pela assessoria do artista neste domingo (22). Ele está internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo desde o sábado (21).
Sertanejo é acompanhado por uma equipe liderada pela médica dos famosos Ludhmila Hajjar. Mais cedo, a assessoria de Gusttavo confirmou a Splash que ele mantém sua agenda de shows para o final deste ano. Ele tem shows previstos para os dias 28 e 29 de dezembro em cidades do interior de São Paulo. Em 30 de dezembro ele tem show marcado em Fortaleza (CE), e no 31 deverá se apresentar no Réveillon de Aracaju (SE).
Gusttavo Lima cancelou apresentação no Festival VillaMix, que aconteceu no sábado (21), em São Paulo. Ele precisou ser hospitalizado na capital paulista após sentir desconforto gastrointestinal.
Andressa Suita, que estava em Miami, nos Estados Unidos, retornou ao Brasil para ficar ao lado do marido. A assessoria não informou se ela já está em São Paulo.
O Ministério da Justiça informou ao ministro dos Esportes que pediu à Polícia Federal para instaurar um inquérito para investigar suspeitas em torno de uma lista de influenciadores e canais de Youtube que estariam cometendo crimes contra a economia popular por divulgar plataformas irregulares do “jogo do tigrinho“, um programa que simula uma máquina caça níquel. Uma relação com 53 sites e 25 canais foi anexada ao pedido.
O documento tem como base um levantamento feito pela equipe técnica do ministro André Fufuca (PP-MA) que apontou que alguns canais de grande alcance no YouTube – vários mantidos por adolescentes – estão cedendo espaço para a realização de retransmissões ao vivo conduzidas por supostos influenciadores que estimulam a audiência a apostar no “jogo do tigrinho”.
Durante as lives, os influenciadores orientam os espectadores a acessar a bet por plataformas que seriam utilizadas para aplicar golpes — muitas delas são administradas por empresas estrangeiras e operam ilegalmente.
Um dos pontos que chamou a atenção dos técnicos do Ministério dos Esportes foi que canais diferentes faziam a transmissão ao vivo apresentada pelas mesmas pessoas. A suspeita da pasta é de que essas plataformas ilegais se escondem por trás de influenciadores para aplicar golpes. Elas estimulam pessoas que não têm condições financeiras de apostar — inclusive crianças e adolescentes — , prometendo ganhos rápidos e dinheiro fácil, o que, na prática, não acontece.
Prazo apertado
As apostas online são legalizadas no Brasil desde 2018, mas somente no fim do ano passado começaram a ser regulamentadas pelas autoridades brasileiras. O governo estipulou uma série de regras para autorizar a operação de empresas desse setor no país.
O “jogo do tigrinho” não é ilegal, mas precisa ser oferecido por sites reconhecidos e administrados por empresas que cumpram os requisitos exigidos pela lei e pelos órgãos reguladores do governo. A Polícia Federal já está monitorando alguns desses canais.
Um total de 51% dos brasileiros acima de 16 anos disseram ter mais medo do que confiança na polícia, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (21).
O dado supera por pouco o de pessoas que afirmaram mais confiar na polícia do que temê-la: são 46%.
O instituto entrevistou 2.002 pessoas, de 16 anos ou mais, em 113 municípios de todo o país em 12 e 13 de dezembro deste ano. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O resultado é semelhante ao aferido na pesquisa anterior em que a mesma pergunta foi feita, em abril de 2019, em meio a gestão de Jair Bolsonaro (PL). Na época, 51% afirmaram ter mais medo, enquanto 47% tinham mais confiança.
O pesquisador Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, afirmou que o resultado do levantamento deve servir de alerta para os agentes de segurança mudarem sua forma de atuação.
“A população não se sente segura em relação à forma de trabalho da polícia, mas não é de hoje”, disse ele. “Há aqui um reconhecimento de que a forma com que elas têm atuado historicamente tem incomodado, porque não é uma forma que vê a segurança e o direito social para todos.”
Para Carolina Diniz, coordenadora de enfrentamento à violência institucional da Conectas Direitos Humanos, o medo da polícia é um fenômeno cíclico. “Não se trata de uma situação que acontece agora. Em São Paulo, a situação está longe do controle, mas temos visto dados alarmantes ao longo da história do Brasil.”
A pesquisa do Datafolha aponta que o temor tem dado parecido entre gêneros (56% entre mulheres 52% entre homens). Há, no entanto, diferenças entre pretos (59%, ante 45% entre brancos) e entre eleitores de Lula e de Bolsonaro no segundo turno de 2022 (58% no caso do primeiro e 40% no do segundo). As margens de erro nesses segmentos variam de 3 a 5 cinco pontos percentuais.
Segundo Diniz, os homens, geralmente, são os principais alvos da violência policial, mas são elas que cuidam dessas vítimas. “São as mulheres que sofrem essa violência, que não sabem se os filhos vão voltar para casa.”
No caso de quem tem mais confiança os agentes de segurança do que medo, as taxas mais altas estão entre homens (52%, ante 40% entre as mulheres), moradores da região Sul (57%), brancos (53%, ante 38% entre os pretos), e os eleitores de Bolsonaro no 2º turno da eleição presidencial de 2022 (58%, ante 38% entre os eleitores de Lula). As margens de erro nesses segmentos variam de três a seis pontos.
Nas últimas semanas, o estado de São Paulo enfrenta uma crise na segurança pública com casos em sequência de violência policial.
Em um deles, um soldado foi filmado jogando um homem em um córrego em Cidade Ademar, na zona sul da capital paulista. Em outro, um estudante de medicina foi morto com um tiro disparado por um PM dentro de um hotel na Vila Mariana, também na zona sul.
Noutro episódio, um soldado, que estava de folga, matou um rapaz de 26 anos com 11 tiros no Jardim Prudência, na zona sul. Ele foi atingido ao tentar fugir com produtos de limpeza furtados de um mercado.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse durante entrevista coletiva, no último dia 18, que o estado tem uma excelente polícia. “Infelizmente, há desvios de conduta que serão severamente punidos. Não vamos passar pano em nada. Tolerância zero de desvio de conduta.”
O Datafolha mostrou também que a maioria da população (63%) disse ter tomado conhecimento sobre os casos de violência policial em São Paulo, sendo que 34% responderam estar bem informados sobre o tema, 25%, mais ou menos informados, e 4%, mal informados. Uma parcela de 37% declarou não ter conhecimento acerca dos casos –entre os que têm 16 a 24 anos, o índice sobe para 56%.
Entre aqueles que tiveram conhecimento dos recentes casos, 55% afirmaram ter mais medo que confiança na polícia, e 42%, mais confiança que medo.
Para Lima, do Fórum, a falta de segurança em geral no país contribui para que parte da população se sinta compelida a apoiar discursos que acabam por apoiar a violência policial.
Ele cita como exemplo o atual secretário de Segurança Pública paulista, Guilherme Derrite. Capitão reformado, Derrite foi questionado em um podcast, em maio de 2021, sobre os motivos que o levaram a deixar a Rota. “A real? Porque eu matei muito ladrão”, disse na ocasião.
Ainda segundo Lima, a pesquisa mostra que declarações desse tipo “vão afetando esse outro lado que é a legitimidade da polícia enquanto instituição reconhecida e responsável pelo provimento de segurança pública e ordem”.
O Flamengo não vai contar o zagueiro David Luiz para a temporada 2025. A diretoria anunciou neste domingo que o atleta não está nos planos do clube. Pelas redes sociais, o clube carioca fez uma postagem protocolar agradecendo os serviços prestados pelo defensor.
“O Clube de Regatas do Flamengo informa que decidiu pela não renovação de contrato do zagueiro David Luiz, que foi comunicado neste domingo. Agradecemos imensamente ao atleta pela dedicação, profissionalismo e títulos com o nosso Manto Sagrado. Desejamos sorte e muito sucesso nos novos passos da carreira”.
Aos 37 anos, ele tinha uma renovação de contrato engatilhada com a diretoria comandada pelo ex-presidente Rodolfo Landim. Após uma reunião de José Boto, novo nome que comanda o futebol, com o treinador Filipe Luís, a situação tomou um outro rumo.
O Flamengo tem quatro defensores para o setor defensivo atualmente: Léo Pereira, Léo Ortiz, Fabrício Bruno e o novato Cleiton. Com a dispensa de David Luiz, o clube agora deve ir ao mercado atrás de um outro nome, ou ver a possibilidade de subir algum jogador da base para a posição.
Com uma carreira consolidada na Europa, David Luiz retornou ao Brasil no fim de 2021. Pelo clube carioca, ele fez 132 jogos, com 75 vitórias, 28 empates e 29 derrotas. Neste período, ele marcou quatro gols e deu duas assistências. O zagueiro deixa a Gávea com uma Libertadores, duas Copas do Brasil e um Campeonato Carioca conquistados em seu currículo.
Um grave acidente ocorreu neste domingo (22) na ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga Estreito (MA) a Aguiarnópolis (TO), resultando na morte de duas pessoas e deixando oito desaparecidos.
De acordo com a Defesa Civil de Estreito, as vítimas fatais foram identificadas como Alana, de 25 anos, e Marçon Gley Ferreira, de 42 anos. Ambos estavam em motocicletas no momento do colapso. Entre os desaparecidos estão duas crianças, duas mulheres e quatro homens.
O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) informou que, além das motos, um carro de passeio também caiu da ponte. O veículo transportava um homem, uma mulher e uma criança. O homem foi resgatado e está internado no Hospital de Estreito, sem risco de vida, mas a mulher e a criança seguem desaparecidas.
O acidente envolveu ainda dois caminhões transportando produtos perigosos, um deles com ácido sulfúrico. Por questões de segurança, as buscas foram suspensas às 18h e retomadas posteriormente, mas apenas com o uso de botes, sem mergulhadores.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o desabamento ocorreu quando três caminhões estavam sobre a ponte. Imagens feitas por celular registraram o momento do colapso e a destruição causada.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que o vão central da ponte, com 533 metros de extensão, cedeu. As causas do desabamento ainda estão sendo investigadas.
Com o trecho interditado, o DNIT divulgou rotas alternativas para motoristas. No Maranhão, o desvio passa pela BR-226/MA em Estreito, seguindo até Porto Franco e depois pela BR-010/MA até Imperatriz. No Tocantins, a rota inclui Darcinópolis, Luzinópolis e Axixá até Imperatriz.
Equipes do governo estadual estão no local auxiliando nas buscas e prestando suporte aos motoristas que utilizam as rotas alternativas. A situação segue monitorada pelas autoridades.
Um avião turboélice bimotor de pequeno porte caiu por volta das 9h deste domingo, 22, em Gramado, na serra gaúcha, na região da Avenida da Hortênsias. Segundo o governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB), não há sobreviventes. A estimativa é de que oito a dez pessoas estavam no avião, segundo capitão do Corpo de Bombeiros que concedeu entrevista à Rádio Gaúcha, do grupo RBS.
Ao menos 15 pessoas que estavam na região em que o avião caiu foram levadas ao Hospital de Gramado. De acordo com o capitão dos Bombeiros, o avião atingiu a chaminé de um prédio, o segundo andar de uma casa – onde havia uma pessoa, que saiu sem ferimentos – e depois uma loja vazia.
Os destroços também atingiram uma pousada, onde duas pessoas já foram resgatadas com vida. Por pouco o avião não atingiu um posto de combustível.
O Corpo de Bombeiros atua no momento para apagar o incêndio. A Brigada Militar e Polícia Civil também estão no local. As informações iniciais são de que o avião vinha da cidade de Canela e estaria indo para Florianópolis.
A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) informou que a ERS-235 (Avenida das Hortênsias), em Gramado, está com o fluxo de veículos totalmente bloqueado por conta do acidente. “Ao longo das próximas horas seguiremos atualizando as informações e possíveis rotas alternativas”, escreveu.
A avenida é um das mais movimentadas do centro turístico de Gramado.
Segundo a secretaria de Segurança, pelo menos 15 pessoas foram encaminhadas para o hospital da cidade, a maioria em razão de ter inalado fumaça do incêndio provocado pela queda.
O número de vítimas fatais do acidente ocorrido na BR-116 na altura de Teófilo Otoni, Minas Gerais, na madrugada deste sábado, 21, aumentou para 41, de acordo com a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais. A corporação informou neste domingo, 22, que 41 corpos chegaram ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte e 12 foram identificados.
O motorista da carreta – de onde teria caído o bloco de granito que pode ter causado o acidente – está foragido, segundo a polícia. Ele teve a carteira apreendida em 2022 em uma porque se negou a soprar o bafômetro ao ser parado pela operação da Lei Seca.
Dois corpos estão em processo de liberação para as famílias. De acordo com a Polícia, a identificação ainda busca confirmar se todas as vítimas eram passageiras do ônibus.
O acidente envolveu um carro, uma carreta e um ônibus de passageiros. A colisão ocorreu de madrugada do sábado, na altura do km 286, na comunidade rural da Lajinha, no município de Teófilo Otoni.
De acordo com a Polícia, o trecho onde ocorreu o acidente é de declive; uma grande pedra teria se desprendido da carroceria e acertado em cheio o ônibus de passageiros, que vinha na direção contrária.
Isso teria causado o incêndio, segundo as informações preliminares da investigação. Há indicativos que a carreta trafegava com excesso de peso.
Motorista está foragido e teve direito de dirigir suspenso
A Polícia Militar de Minas Gerais afirmou que o motorista da carreta está foragido “em razão do flagrante continuado”. O motorista teve a carteira apreendida em 2022 em uma blitz da PM na cidade de Mantena, também em Minas. Ele estava com o direito de dirigir suspenso, de acordo com a corporação. Isso ocorreu pois ele se negou a soprar o bafômetro ao ser parado pela operação da Lei Seca.
A Polícia Rodoviária Federal confirmou que o motorista não foi localizado. “Investigações para localização do mesmo ficarão a cargo da Polícia Judiciária”, informou em nota.
Para 71,2% dos municípios brasileiros, a crise financeira e a falta de recursos são os maiores desafios de gestão nos últimos quatro anos. Essa porcentagem corresponde a 3.186 prefeituras. A informação foi divulgada em um estudo elaborado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). Ao todo, o levantamento foi realizado junto a 4.473 cidades.
De acordo com a pesquisa, 53,1% dos entes relataram como dificuldade de gestão a instabilidade política e econômica. Questões relacionadas a reajustes salariais e à saúde também estão entre as mais apontadas pelos gestores públicos, com 47,8%. No Nordeste brasileiro, por exemplo, esse relato foi mais frequente entre prefeituras da Bahia, abrangendo 167 cidades, ou 13%.
As prefeituras também responderam sobre o Censo e as estimativas populacionais. Nesse caso, a taxa chegou a 45,1%, com destaque para Minas Gerais entre os estados do Sudeste. Nessa unidade da federação, o total de municípios atingiu 215, ou seja, 7% dos entrevistados. Já sobre desastres naturais, no geral, o percentual foi de 34,2%, com destaque para o Rio Grande do Sul entre os estados do Sul, abrangendo 391 municípios e uma taxa de 20%.
Houve, ainda, um questionamento aos prefeitos reeleitos sobre a confiança no desempenho dos recursos financeiros para 2025. Nesse caso, o estudo mostra equilíbrio entre as respostas. Enquanto 49,3% declararam estar confiantes ou muito confiantes, 49,1% afirmaram estar pouco confiantes ou nada confiantes.
De maneira geral, mesmo que a maioria tenha enfrentado dificuldades financeiras, 80,9% dos gestores responderam que encerrarão o ano e o mandato com as contas em dia. Do total de entrevistados, 1.055 – ou 22,5% – afirmaram que concluirão os mandatos deixando restos a pagar para a próxima gestão, enquanto outros 3.162 – ou 70,7% – não deixarão esse tipo de pendência.
O Sistema Único de Saúde (SUS) tem registrado aumento do número de coleta de células de medula óssea nos últimos anos. Até novembro de 2024, o total de células-tronco de medula óssea destinadas à doação chegou a 431, número 8% maior do que o registrado em todo o ano anterior (398). Em 2022 foram disponibilizadas 382 células-tronco.
Aumentou também o número de novos doadores, passando de 119 mil em 2022 para 129 mil, entre janeiro e novembro de 2024, segundo o Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).
“Paralelamente, o número de receptores cadastrados cresceu significativamente, saltando de 1.637 em 2022 para 2.201 em 2023 e chegando a 2.060 até novembro de 2024”, informa o Ministério da Saúde.
Segundo a pasta, o avanço se deve a um esforço conjunto do Ministério da Saúde, de hemocentros e hemonúcleos estaduais, ao promoverem campanhas de conscientização e cadastramento de doadores e receptores.
Além disso, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) tem contribuído com a qualificação dos cadastros, fidelização de doadores e suporte por meio de diversos canais de atendimento. Cabe ao Inca coordenar as ações técnicas do Redome – entidade que tem o terceiro maior registro de doadores voluntários de medula óssea do mundo (o maior entre aqueles com financiamento exclusivamente público), com mais de 5,9 milhões de doadores cadastrados.
“Uma ferramenta importante no processo de cadastro é o aplicativo Redome. Por meio dele, doadores podem acessar informações sobre a doação, localizar hemocentros, realizar o pré-cadastro e acompanhar todas as etapas até a inclusão definitiva no sistema. O app também gera uma carteirinha de doador”, informou o Ministério da Saúde.
As autoridades ressaltam que o transplante de medula óssea é procedimento essencial para o tratamento de doenças graves do sangue e do sistema imunológico, como leucemias, linfomas, aplasia de medula, síndromes de imunodeficiência e mielomas múltiplos.
“Ele substitui a medula óssea doente ou deficitária por uma saudável, sendo fundamental no tratamento de cerca de 80 doenças”, diz o ministério ao alertar que a maior parte dos pacientes, no entanto, não encontra doador compatível na família.
“A probabilidade depende de diversos aspectos genéticos e de etnia, mas essa chance aumenta significativamente quando doador e paciente pertencem à mesma população”, detalha a pasta ao informar que, no Brasil, estima-se que 70% a 75% dos pacientes que têm um doador compatível identificam esse doador por meio do Redome.
Como buscar doadores A primeira etapa da busca por contabilidade de doadores é feita entre familiares do paciente. Não havendo compatibilidade, inicia-se uma busca por meio de registros de doadores no Brasil e no exterior.
“A equipe do Redome utiliza tecnologias avançadas para cruzar informações genéticas e identificar possíveis doadores, que são contactados para confirmação de disponibilidade e realização de exames complementares”, diz o ministério..
Como ser um doador O candidatos a doadores de medula óssea precisam ter entre 18 e 35 anos, mas o cadastro permanece ativo até os 60 anos. É necessário que o doador esteja em boas condições de saúde e sem doenças impeditivas.
O doador precisa apresentar documento oficial com foto e comparecer ao hemocentro mais próximo para a coleta de uma amostra de 10 ml de sangue para exame de compatibilidade genética (HLA).
Os militares indiciados e presos preventivamente pela suposta participação na tentativa de golpe têm recebido visitas de familiares próximos e de advogados desde que foram transferidos para Brasília. Os três integram o grupo especial de elite do Exército, conhecido como “kids pretos”, e estão custodiados no Batalhão de Polícia do Exército (BPE), na capital federal.
O general Mario Fernandes e o tenente-coronel Rodrigo Bezerra Azevedo chegaram à unidade em 5 de dezembro. Já o tenente-coronel Hélio Ferreira Lima foi transferido no dia 8.
Conforme documento do Comando Militar do Planalto (CMP), Mario Fernandes recebeu seus advogados 11 vezes, entre 6 e 19 de dezembro.
O general também foi visitado por sua esposa, dois filhos, dois irmãos e sua mãe, por diversas vezes no período.
Entre 10 e 19 de dezembro, Hélio Ferreira Lima teve vista de seus advogados por cinco vezes. Seus três filhos e sua esposa também foram vê-lo na prisão.
De acordo com as informações do CMP, o tenente-coronel Rodrigo Bezerra Azevedo só recebeu seu advogado em uma única ocasião: em 10 de dezembro, entre 9h e 11h47.
Esposa, filha, pai, mãe, irmã do militar se revezaram nas visitas entre 7 e 17 de dezembro.
Rotina na prisão militar De acordo com as Normas Administrativas para Prisão Especial para militares, os presos têm direito a banho de sol, preferencialmente entre 10h e 12h, dentro do quartel.
Também são garantidas quatro refeições por dia: café da manhã, almoço, jantar e ceia.
A norma prevê que as visitas sejam em dias específicos (terça, quinta e domingo). Os dias, no entanto, podem mudar a critério do comando do batalhão “em casos excepcionais”.
Não é permitida visita íntima no local. As visitas também não podem entrar com “roupas inadequadas”, como itens transparentes, “curtas (saias acima dos joelhos, shorts/bermudas acima dos joelhos, tops, croppeds, mini blusa, etc)”.
Blusas com alças ou decote também são proibidos, além de sandália, sapato ou tênis com solado plataforma.
Quem são O general da reserva Mario Fernandes teria sido o responsável pela elaboração do planejamento operacional “Punhal Verde e Amarelo”, ação clandestina que visava assassinar o ministro Alexandre de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Segundo relatório da Polícia Federal, ele atuou como o elo entre os líderes dos manifestantes golpistas, instalados principalmente no Quartel-General do Exército em Brasília, e o governo de Jair Bolsonaro (PL), coordenando o planejamento e a execução de atos antidemocráticos, conforme o interesse dos envolvidos.
Os tenentes-coronéis Rodrigo Bezerra Azevedo e Hélio Ferreira Lima teriam participado da ação clandestina de 15 de dezembro de 2022 que tinha o objetivo de prender e matar as autoridades.
A PF indiciou 40 pessoas na investigação sobre o caso, pelos crimes de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa no inquérito da PF.
Entre os indiciados estão o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro Braga Netto.
O Ministério do Trabalho e Emprego realizou uma operação em Além Paraíba (MG), no dia 2 de dezembro, que resultou no resgate de uma trabalhadora doméstica em condições análogas à escravidão. A ação foi realizada em conjunto com o Ministério Público do Trabalho e a Polícia Federal, evidenciando a gravidade da situação enfrentada pela empregada. Desde 1996, a mulher atuava como empregada doméstica, mas não recebia salários, férias ou 13º salário. Embora sua carteira de trabalho tenha sido assinada em 2009, ela foi demitida de forma irregular em 2015, antes da promulgação da PEC das Domésticas, que ampliou os direitos dessa categoria. Desde então, até maio deste ano, a trabalhadora permaneceu sem registro e sem contribuições para a previdência. Durante a fiscalização, foi verificado que a mulher não dispunha de um quarto próprio e, nos últimos três meses, acumulava funções de empregada doméstica e cuidadora de um dos patrões, que estava doente. Ela era obrigada a dormir no mesmo ambiente que o empregador e, em maio, foi registrada como “cuidadora de idosos”. Seus bens pessoais eram limitados a algumas roupas, produtos de higiene, um cobertor e um espelho.
Os auditores do trabalho determinaram a rescisão imediata do contrato de trabalho, além da regularização do registro da empregada e do pagamento de todos os direitos trabalhistas devidos. O Ministério Público do Trabalho também estabeleceu um acordo com os empregadores, que inclui o pagamento de uma indenização à trabalhadora, embora o valor exato não tenha sido divulgado.
A queda de braço entre Luiz Inácio Lula da Silva e o mercado não dá sinais de trégua em um futuro próximo, analisam especialistas econômicos ouvidos pelo R7. O impasse ganhou novos contornos com o pacote fiscal anunciado pelo governo federal. Se por um lado há indicadores nacionais com resultados positivos, por outro, existe a avaliação de um ambiente fiscal em crise. E os movimentos de críticas entre os atores devem continuar.
“Não há dúvida de que os indicadores melhoraram, mas há uma parte que está negativa nesse final de ano, principalmente com a tempestade perfeita que é o cenário com a alta do dólar. Não vai ter paz em breve. Mas a questão é: quem perde com essa briga é o país. Em termo estrutural, os bons índices que devem ser comemorados e também a regulamentação da reforma tributária. Na área conjuntural a perspectiva de crescimento econômico ainda maior. O problema é que com as discussões, os louros das medidas, evaporam-se, perdem o brilho”, disse o economista e professor da UnB (Universidade de Brasília) César Bergo.
As críticas de Lula, do governo e do PT se concentram em Roberto Campos Neto, presidente do BC (Banco Central) indicado por Jair Bolsonaro (PL). O principal argumento é a alta taxa de juros, atualmente em 12,5%, uma das maiores do mundo. O índice faz com que a atividade econômica e o mercado de trabalho sejam desacelerados, a fim de provocar um recuo na inflação, que está equilibrada. O mandato do economista à frente do órgão monetário se encerra neste mês e, a partir de janeiro de 2025, o posto será comandado por Gabriel Galípolo, indicado pelo atual chefe do Executivo.
Diante desse cenário, o professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e economista Hugo Garbe acredita na realidade positiva dos índices econômicos, mas afirma que as críticas de Lula ao presidente do BC, principalmente o futuro, devem ser comedidas. “O governo não vai ter mais essa desculpa, de que o problema é o Banco Central. Se o presidente continuar criticando excessivamente o Galípolo, que ele indicou, vai ser um tiro no pé. Então a narrativa deve se encerrar em determinado momento, claro, dependendo também do perfil que o futuro chefe do BC assumir”, avalia.
Caem na conta de Lula os seguintes resultados econômicos: redução de 40% da extrema pobreza, redução de 20% no desemprego, aumento de 8,3% de ganho real no rendimento médio, crescimento de mais de 3% do PIB (Produto Interno Bruto), aumento de 1,83 milhão de novas vagas de empregos formais, entre outros. No entanto, o mercado financeiro, que argumenta que há necessidade de contenção de gastos públicos. Em relatório, o Tesouro Nacional apontou que o crescimento dos gastos obrigatórios e de despesas não obrigatórias, como emendas parlamentares, poderá levar o Executivo a enfrentar um apagão em 2032.
Na tentativa de solucionar o quadro fiscal, o governo apresentou um pacote de revisão de gastos. Nos cálculos do Executivo, o impacto seria de R$ 327 bilhões nos próximos cinco anos. Mas, com as alterações das propostas feitas pelos congressistas, a Fazenda estima uma redução de R$ 2,1 bilhões na economia em dois anos. Entre os exemplos estão correção das regras do salário mínimo e acesso ao BPC (Benefício de Prestação Continuada). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chegou a transmitir o apelo de Lula para que os projetos não fossem modificados.
“A briga toda do mercado é em relação as políticas públicas que Lula tem feito, por exemplo, na distribuição de renda. Pela primeira vez estamos vendo mudanças. Mas o mercado exige que o governo faça de forma tradicional, como é o Roberto Campos Neto. Se o governo não faz do jeito que eles querem, o mercado chantageia. O cenário atual, por exemplo, em que o Banco Central deixou o dólar subir muito e agora está enxugando gelo. O estrago está feito. Como se diz no meio da Faria Lima, o mercado sabe que o Banco Central está no ‘corner’”, afirmou o economista Newton Marques.
De acordo com os especialistas, a queda de braço não dá sinais de trégua. “Lula deve ficar ao lado de Galípolo, mas não podemos dizer o mesmo do PT. Inclusive, teve fogo amigo com o Haddad, que mira em 2026. Então o início do ano deve ser turbulento. O presidente poderia segurar um pouco mais [as críticas], porque o país está indo bem, apesar da tempestade econômica deste fim de ano. Então, tem que ter controle”, ponderou o professor da UnB César Bergo.
Ataque especulativo Em meio à votação do pacote fiscal pelo Congresso Nacional, houve a denúncia de ataque especulativo contra o real. Em escalada, a moeda norte-americana alcançou novo recorde e atingiu a máxima de R$ 6,30, levando o Banco Central a realizar duas intervenções no mercado de câmbio na manhã de quinta-feira (19).
Tratam-se das primeiras intervenções do BC na questão cambial no governo Lula. Na época de Jair Bolsonaro, foram mais de 300 ingerências. Segundo Bergo, há três formas de a autoridade monetária intervir no mercado: empréstimo, swap cambial e spot. “Os dois primeiros não reduzem a reserva, mas a do dólar, sim, e são bilhões geralmente”, explica o professor da UnB.
“O mercado está ansioso em relação ao dólar, tem feito leilão para conter a alta da moeda. Enfim, o primeiro trimestre tende a ser decisivo nessa questão. Mas uma analogia simples: estou bem de vida, comprei um carro de ponta, mas estou endividado e a dívida só aumenta. Então, essa relação de bem-estar é a qual preço? Nessa guerra de narrativas, ninguém está mentindo. A economia é uma ciência de equilíbrio, e essa falta de equilíbrio na economia está preocupando muita gente”, argumenta Garbe.
O Brasil registrou uma morte por acidente aéreo a cada 58 horas em 2024. O dado foi compilado pelo portal R7 a partir de registros da Força Aérea Brasileira (FAB) até a queda da aeronave em Gramado, no Rio Grande do Sul, neste domingo (22).
A projeção é de ao menos 148 mortes ligadas à tragédias aéreas neste ano.
O monitoramento oficial ainda não computou as dez mortes ocorridas na queda da aeronave na serra gaúcha, mas o governo do estado confirma dez óbitos. O voo saiu, às 9h12, do aeroporto de Canela para a cidade de Jundiaí, em São Paulo, e caiu minutos depois. As causas ainda são investigadas.
Pelos dados da FAB, em monitoramento encabeçado pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), outras 138 mortes haviam sido registradas até 17 de dezembro. O número mostra um um aumento considerável em relação a períodos anteriores.
Em 2023, por exemplo, foram 77 mortes por acidentes aéreos, frente 49 em 2022. O segundo ano com mais registros de mortes foi em 2017, quando 104 pessoas morreram em desastres aéreos. Em outros desdobramentos, o Cenipa ainda estima que o país registrou 166 acidentes até o dia 17 de dezembro. Desses, 40 foram fatais.
Em 2024, o fator que mais contribuiu para o alto número de mortes foi a queda do avião da Voepass, em agosto. A aeronave caiu em Vinhedo (SP) com 58 passageiros e quatro tripulantes.
Um avião comercial não caía no Brasil desde 2007. O relatório final da investigação sobre o acidente da Voepass ainda não foi apresentado. Até o momento, as informações preliminares são de que a tripulação citou uma possível falha no sistema de degelo da aeronave pouco antes da queda. Contudo, os investigadores não conseguiram determinar, ainda, se realmente houve algum problema.
Histórico de acidentes O maior acidente aéreo em voo comercial ocorrido no Brasil foi o da Tam (hoje Latam), em 2007. O Airbus A320-233 saiu do Aeroporto Internacional de Porto Alegre com destino ao Aeroporto de Congonhas. Ao pousar, no entanto, o avião não conseguiu frear a tempo, ultrapassou os limites da pista, planou sobre a avenida Washington Luís e bateu contra um prédio da própria companhia aérea. Todas as 187 pessoas a bordo morreram, e outras 12 pessoas que estavam em solo também não resistiram.
Ao todo, dez pessoas foram indiciadas pelo acidente, mas todas foram absolvidas na Justiça Federal. Em 2023, o Ministério da Infraestrutura implementou um novo sistema de frenagem no Aeroporto de Congonhas para evitar acidentes parecidos.
Em 2009, um Airbus A330 da Air France que saiu do Brasil com destino à França caiu no Oceano Atlântico. Todas as 228 pessoas a bordo morreram. A investigação apontou uma falha nos tubos de pitot, um sistema que mede a velocidade do avião em relação ao ar. Sem saber qual era a real velocidade da aeronave, os pilotos ficaram confusos. O avião entrou em estol (perda repentina da sustentação da aeronave) e caiu. Depois de anos, a Justiça francesa absolveu a Airbus e a Air France pelo acidente.
Em 2016, um avião que levava o time de futebol da Chapecoense caiu na Colômbia, deixando 71 mortos. O acidente foi causado por falta de combustível na aeronave. Seis pessoas sobreviveram ao acidente.