PT avalia Luciana Soares, Larissa Rosado e Milena Galvão para vice de Cadu Xavier

O PT ainda não fechou a escolha do nome que ocupará a vaga de vice na chapa de Carlos Eduardo Xavier, o Cadu, pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, mas já trabalha com pelo menos três possibilidades colocadas na mesa de negociação: a advogada Luciana Soares, indicada pelo PV; a ex-deputada Larissa Rosado (PSB); e Milena Galvão, irmã do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB). Os nomes foram citados pela vereadora de Natal, presidente estadual do PT e pré-candidata ao Senado, Samanda Alves (PT), durante entrevista nesta sexta-feira 8.
Segundo Samanda, a discussão ainda está aberta e envolve partidos que orbitam a pré-candidatura de Cadu, incluindo a federação formada por PT, PV e PCdoB, além de legendas aliadas como PSB e PDT. A dirigente petista afirmou que a escolha será feita sem pressa e que o grupo pretende avaliar politicamente qual nome amplia melhor a chapa governista.
“Uuma das demandas que o PV colocou foi o nome de Luciana. Tem o nome também que está colocado da ex-deputada Larissa Rosado e tem outros nomes que podem surgir. O da irmã de Ezequiel, Milena Galvão, a ex-vice-prefeita, pode ser o nome. O PSDB pode, sim, trazer o nome para a nossa mesa de diálogo”, afirmou Samanda.
A menção a Luciana Soares reforça a movimentação do PV para ocupar espaço na majoritária. O partido integra a federação com PT e PCdoB e tenta emplacar uma indicação que represente também uma composição regional. Luciana tem relação política com o Vale do Açu e já apareceu em agendas ao lado de Cadu, o que vinha alimentando especulações sobre a possibilidade de seu nome ser escolhido para a vice.
Larissa Rosado, por sua vez, representa uma alternativa com peso político no Oeste potiguar. Ex-deputada estadual e presidente estadual do PSB, ela tem trajetória consolidada em Mossoró e já havia admitido publicamente a possibilidade de compor a chapa governista. A entrada de Larissa fortaleceria a presença do PSB na aliança e poderia ajudar Cadu em uma região estratégica, onde a disputa tende a ser fortemente influenciada pela polarização com o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil).
Já Milena Galvão aparece como opção de maior peso institucional. A citação ao seu nome tem relação direta com o diálogo ainda em curso entre o PT e o grupo do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira. Samanda destacou que Ezequiel tem sido parceiro institucional do Governo Fátima Bezerra (PT) e afirmou que há conversas políticas em andamento, embora tenha ressaltado que qualquer definição dependerá do próprio deputado.
“O deputado Ezequiel tem sido um grande parceiro do governo, coerente no diálogo institucional. Muitas coisas foram aprovadas nesses sete anos de Assembleia que têm mudado a cara do RN, que a governadora contou com o apoio do presidente da Casa”, disse.
Ao ser questionada sobre prazo para a definição, Samanda afirmou que Cadu não quer antecipar a escolha. Segundo ela, o pré-candidato tem defendido uma construção mais cuidadosa, capaz de incorporar novos apoios e evitar uma decisão precipitada. A indefinição da vice é hoje uma das principais peças da estratégia petista para ampliar a competitividade de Cadu. Enquanto adversários já avançaram na montagem de suas chapas, o PT mantém a vaga aberta como instrumento de negociação com partidos e lideranças que ainda não se posicionaram definitivamente na disputa estadual.
Na entrevista, Samanda também aproveitou para alfinetar adversários que já anunciaram composições. Sem citar nomes diretamente, ela disse que há grupos que escolheram vice “logo na largada” e agora demonstraram arrependimento. “Tem gente que escolheu o vice logo na largada e está arrependido, parece que tem gente que está arrependida”, declarou. Ao ser perguntada se a fala era uma referência à chapa de Allyson Bezerra, Samanda não confirmou diretamente, mas manteve a ironia.
A montagem da chapa de Cadu ocorre em meio à reorganização do campo governista após a decisão da governadora Fátima Bezerra de permanecer no cargo e não disputar o Senado. Com isso, Samanda foi alçada à condição de pré-candidata ao Senado pelo PT, enquanto Cadu lidera o projeto petista para o Governo.
A presidente estadual do PT afirmou que Fátima está participando diretamente da construção política das pré-candidaturas. Segundo ela, a governadora conversa com lideranças, prefeitos e correligionários, e terá papel central na tentativa de manter o PT competitivo na disputa de 2026. “A governadora tem participado do processo, tem conversado com correligionários, tem exercido um papel fundamental na minha pré-campanha, tem exercido sim, na minha pré-campanha e na de Cadu”, disse.
Samanda minimizou perdas recentes de apoio, como a decisão do prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, de se alinhar ao projeto de Allyson. Para ela, o movimento não é definitivo. A pré-candidata afirmou que Cadu chegará ao segundo turno e que, nesse cenário, aliados hoje distantes poderão voltar ao palanque petista. “O prefeito fez as suas escolhas, isso não passa de uma coisa de momento. Logo, logo estará no palanque de Cadu”, afirmou.
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