Seis indígenas são resgatados de trabalho escravo no RS

Postado em 6 de julho de 2026

Seis trabalhadores indígenas foram resgatados em condições análogas à escravidão em uma propriedade rural no município de Glorinha, no Rio Grande do Sul. O proprietário da fazenda foi preso em flagrante pela Polícia Federal.

A operação foi realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pelo Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS), com apoio da Polícia Federal. Segundo os órgãos, os trabalhadores atuavam na lavoura de legumes e estavam submetidos a condições degradantes de alojamento e trabalho, sem garantias legais e sem registro em carteira.

Os seis resgatados são homens indígenas da etnia Guarani, com idades entre 20 e 30 anos. Um deles é migrante argentino, dois são de Santa Catarina e os demais do Rio Grande do Sul. Dois dos trabalhadores falavam apenas Guarani.

De acordo com os depoimentos colhidos durante a fiscalização, eles viviam em um casebre de madeira sem condições mínimas de habitabilidade e sem instalações sanitárias adequadas. Os relatos também indicam que o empregador não fornecia cobertas nem equipamentos de trabalho para todos os contratados.

“Para o MPT, chamou a atenção a absoluta precariedade dos alojamentos rurais e a vulnerabilidade dos indígenas, que estavam sendo atropelados nos seus direitos mais básicos”, afirmou o procurador do Trabalho Bernardo Mata Schuch, que participou da operação.

Além da prisão em flagrante, o proprietário assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) emergencial com o MPT, comprometendo-se a interromper imediatamente a exploração de trabalho degradante na propriedade. Ele também assumiu a obrigação de pagar indenização por danos morais individuais aos trabalhadores e custear as passagens para o retorno dos resgatados às suas cidades de origem.

sbt