Brasil tem cerca de 300 casos de assédio eleitoral por dia após eleições

Postado em 30 de outubro de 2026

Após o resultado das eleições presidenciais, no último domingo (25), o MPT (Ministério Público do Trabalho) passou a receber, em média, cerca de 300 denúncias de assédio eleitoral por dia no Brasil.

De acordo com levantamento feito pela CNN Brasil, entre a noite de domingo e as 16h desta quarta-feira (28), o órgão recebeu 1.143 denúncias sobre o tema.

Os relatos incluem boicotes a estabelecimentos comerciais cujos proprietários teriam votado em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de ameaças de demissão a funcionários que supostamente não teriam apoiado o candidato Flávio Bolsonaro (PL).

São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro lideram a lista de estados com o maior número de denúncias.

Até as 13h desta quinta-feira (29), o MPT contabilizava 3.529 denúncias de assédio eleitoral em 2026. O número supera o total registrado em 2022, nas últimas eleições gerais, quando o órgão recebeu 3.373 denúncias.

Na quarta-feira (28), o governo federal anunciou uma série de medidas para combater o assédio eleitoral no ambiente de trabalho. A iniciativa reúne o Ministério do Trabalho e Emprego, o MPT, a AGU (Advocacia-Geral da União), o TST (Tribunal Superior do Trabalho), o MPE (Ministério Público Eleitoral) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o Ministério Público do Trabalho registrou 252 denúncias de assédio eleitoral em 2026 até as 23h59 de 28 de outubro.

Apenas entre segunda e quarta-feira (26 e 28 de outubro), após o segundo turno das eleições, foram registradas 77 denúncias no estado.

A capital fluminense lidera o ranking estadual, com 135 denúncias contabilizadas neste ano.

O Rio de Janeiro ocupa a quarta posição entre as unidades do MPT com o maior número de denúncias de assédio eleitoral em 2026, atrás de São Paulo (620), Minas Gerais (351) e Paraná (338).

CNN