Decisão de Moraes que proíbe visitas a Bolsonaro é “vingança”, diz Flávio

Postado em 18 de julho de 2026

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) classificou nesta sexta-feira (17) como “ilegal, desproporcional, covarde e cruel” a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de proibir que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba visitas de familiares pelos próximos 30 dias.

“O Bolsonaro foi enterrado vivo, só com a cabeça para fora da terra e tá tomando chute na cara de Moraes. Hoje, foi mais um bico na boca”, disse Flávio em um vídeo publicado nas suas redes sociais.

Mais cedo, Moraes decidiu suspender por 30 dias o direito de Bolsonaro receber qualquer visita, com exceção de advogados e médicos, depois de o ex-presidente ter violado as regras da sua prisão domiciliar ao divulgar uma “Carta aos Brasileiros” através de Flávio.

Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), a “Carta aos Brasileiros” assinada pelo ex-presidente e lida pelo seu filho em uma transmissão ao vivo nas redes sociais configura uma violação das restrições impostas pelo STF desde que Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022.

No entendimento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, a violação não justifica o retorno imediato de Bolsonaro ao regime fechado, mas requer novas medidas para impedir que contatos pessoais do ex-presidente sejam utilizados para transmitir mensagens capazes de interferir nas eleições deste ano.

Moraes decidiu acatar a manifestação da PGR.

Segundo Flávio, a decisão do ministro parte “do medo de que Bolsonaro ou um Bolsonaro volte à Presidência do Brasil”, o que “tirou completamente a sua condição de ser juiz”.

“Usar a força que o Estado lhe conferiu para satisfazer os seus devaneios pessoais não é justiça, é vingança”, afirmou Flávio.

No vídeo, o senador também volta a acusar Moraes de ter “desequilibrado” as eleições de 2022. Ao fim, Flávio repete o tom da “Carta aos Brasileiros” escrita pelo pai e pede que a direita “deixe as diferença de lado” para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas próximas eleições.

CNN