Fátima promete salários em dia até o fim do governo e anuncia plano para reestruturar Previdência do RN

Postado em 14 de agosto de 2026

A governadora Fátima Bezerra (PT) afirmou nesta quinta-feira (13) que manterá o pagamento dos servidores estaduais em dia até o fim de sua gestão e anunciou que o governo prepara um plano de reestruturação da Previdência do Rio Grande do Norte. Em entrevista ao Repórter 98, da 98FM Natal, a petista disse que as mudanças não atingirão direitos dos servidores e deverão se concentrar nos repasses feitos pelos Poderes.

Ao tratar da folha salarial, Fátima afirmou que o Estado tem conseguido pagar cerca de 100 mil servidores até o quinto dia de cada mês e assumiu publicamente o compromisso de preservar a regularidade dos salários enquanto estiver à frente do Executivo.

Enquanto eu estiver à frente, vocês podem ter a tranquilidade que receberão seus salários para pagar exatamente as suas contas, declarou.

A governadora também criticou, sem citar nomes, adversários que, segundo ela, torceriam para que o Estado não consiga manter os pagamentos, classificando-os como “turma do mal, do atraso”.

A situação previdenciária, porém, foi apontada pela própria governadora como um problema que exige medidas estruturantes. Fátima revelou ter se reunido na quarta-feira (12) para discutir o tema e afirmou que está encaminhando ao Poder Judiciário um plano de reestruturação da Previdência estadual. Segundo ela, a proposta foi elaborada por uma força-tarefa do governo e pretende dar sustentabilidade ao sistema para as atuais e futuras gerações.

Fátima antecipou que o plano não prevê mudanças nos direitos dos servidores. “Não vai se mexer em direito de servidor”, afirmou. De acordo com a governadora, a reestruturação deverá envolver o compromisso patronal do Estado e alterações relacionadas às contribuições e aos repasses dos Poderes para o sistema previdenciário.

Durante a entrevista, a governadora também voltou a rebater críticas sobre a utilização de recursos previdenciários por sua administração. Segundo Fátima, quando assumiu o governo, em 2019, o fundo previdenciário já não existia nos moldes anteriores e restava apenas uma aplicação, que ela estimou entre R$ 27 milhões e R$ 32 milhões. A petista atribuiu o agravamento do desequilíbrio previdenciário principalmente à gestão que antecedeu seu governo e sustentou que os recursos remanescentes transferidos para a conta única do Estado já não pertenciam ao fundo.

98FM