Governo Trump aprova execuções por pelotão de fuzilamento como método para pena de morte

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (24) a ampliação dos métodos de execução de presos federais condenados à morte, incluindo o uso de pelotão de fuzilamento, além da retomada das injeções letais. Também passam a ser considerados procedimentos como asfixia por gás e eletrocussão.
A medida foi divulgada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que afirma cumprir uma diretriz do presidente Donald Trump para acelerar e ampliar a aplicação da pena capital no país. Segundo o órgão, a atualização busca garantir a execução das sentenças mesmo diante da escassez de medicamentos utilizados na injeção letal.
Na prática, o documento funciona como orientação geral, já que a pena de morte nos EUA é descentralizada. O governo federal só pode realizar execuções em estados que autorizam a prática e deve seguir as regras locais. Atualmente, cinco estados permitem o fuzilamento como método: Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah.
A injeção letal, prevista no Código Penal americano, havia sido suspensa em diversos estados durante a gestão do ex-presidente Joe Biden, após estudos indicarem a possibilidade de dor e sofrimento excessivos. No novo posicionamento, o Departamento de Justiça classificou essa avaliação como “profundamente falha”.
De acordo com o comunicado oficial, a ampliação dos métodos é considerada essencial para garantir a execução de penas em crimes classificados como graves, além de oferecer uma resposta às famílias das vítimas.
Entre os métodos adicionais que poderão ser adotados estão o pelotão de fuzilamento, a asfixia com gás nitrogênio e a eletrocussão. A orientação foi reforçada pelo procurador-geral Todd Blanche, que determinou ao sistema prisional federal a inclusão de alternativas já previstas em legislações estaduais.
Casos recentes evidenciam a diversidade de práticas no país. Em 2025, um preso foi executado por fuzilamento na Carolina do Sul devido à falta de substâncias para a injeção letal. Já em 2024, o Alabama adotou pela primeira vez a execução por asfixia com nitrogênio — método que gerou críticas internacionais. A Organização das Nações Unidas apontou que o procedimento pode causar sofrimento excessivo e ser equiparado à tortura.
Com a nova diretriz, o governo busca assegurar que execuções possam ser realizadas mesmo diante de limitações logísticas, respeitando os parâmetros legais de cada estado.
Com informações do g1
