O Rio Grande do Norte apresenta a segunda maior parcela de obesidade tipo 1 do país. Dados de janeiro do sistema de vigilância alimentar e nutricional do Ministério da Saúde indicam que 36,84% dos adultos potiguares atendidos pelo SUS possuem a condição. O estado fica atrás apenas de Sergipe, que registra 41,67%.
A média nacional para esse indicador é de 21,74%. A obesidade tipo 1 é definida por um Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 e 34,9 kg/m ². Esse acúmulo excessivo de gordura corporal eleva o risco de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares.
Segundo o Ministério da Saúde, a classificação da doença varia do sobrepeso à obesidade de grau III. O quadro clínico está diretamente associado ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes, enfermidades hepáticas e neoplasias.
O ganho de peso é influenciado por complexos fatores genéticos, hormonais e ambientais, o que torna o emagrecimento um desafio que transcende a vontade individual. O acompanhamento médico regular é essencial para o manejo seguro e eficaz da patologia.
O excesso de peso é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes tipo 2. A prevenção da obesidade reflete diretamente na prevenção de males como infarto agudo do miocárdio, AVC esquêmico e apneia do sono. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 650 milhões de pessoas no mundo sejam afetadas pela doença.
O Dia Mundial da Obesidade, em 4 de março, busca incentivar soluções práticas para o alcance de um peso saudável. O objetivo é reverter a crise ligada ao consumo de alimentos com alto teor de gordura, açúcar e sal. A OMS reforça a necessidade de facilitar o acesso a alimentos saudáveis para combater essa doença crônica.
A perda de apenas 5% do peso corporal já é suficiente para gerar melhorias significativas na saúde geral e no controle de complicações, como hipertensão e dores articulares. A redução gradual da massa gorda impacta positivamente na qualidade e na expectativa de vida do paciente. Portanto, a integração entre mudanças de estilo de vida e suporte clínico contínuo constitui a estratégia fundamental para mitigar os danos causados pela obesidade.
Os financiamentos de moradias a famílias que perderam a casa nas fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais seguirão modelo adotado nas enchentes do Rio Grande do Sul há dois anos, disse neste sábado 28 o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em declaração conjunta à imprensa após a reunião com os prefeitos de Juiz de Fora, Ubá e Matias Pereira, Lula afirmou que a União dará apoio integral às cidades atingidas.Financiamentos a desabrigados em Minas seguirão modelo do RS, diz Lula – Agora RNFinanciamentos a desabrigados em Minas seguirão modelo do RS, diz Lula – Agora RN
As medidas incluem assistência às prefeituras e linhas de crédito para pequenos empresários prejudicados pelos temporais.
“Aprendemos com a tragédia no Rio Grande do Sul. Vamos ajudar os prefeitos a recuperar suas cidades, vamos ajudar os pequenos empresários a ter crédito para recuperar suas empresas e vamos dar casa para as pessoas que perderam suas casas”, declarou Lula.
Assim como nas enchentes do Rio Grande do Sul, as novas residências, explicou o presidente, não serão reconstruídas em locais considerados de risco. Caso o município não disponha de terrenos adequados, o governo poderá adotar o modelo de “compra assistida”, já utilizado em outras tragédias climáticas no país.
Nesse formato, a família que perdeu o imóvel recebe um valor do governo federal e pode adquirir uma casa nova ou usada em qualquer cidade do estado. Todo o custo é arcado pela União. “Se a cidade não tiver terreno, vamos arrumar. Se não tiver, vamos adotar o sistema de compra assistida”, afirmou Lula.
O presidente ressaltou que a prioridade é garantir moradia digna e segura às famílias atingidas, evitando a reconstrução em encostas ou áreas sujeitas a alagamentos.
Sobrevoo e visita a desabrigados O presidente desembarcou pela manhã na região e sobrevoou cidades atingidas. Em Juiz de Fora, município mais afetado, visitou áreas devastadas e conversou com moradores que estão em abrigos improvisados. A cidade concentra o maior número de vítimas e registra milhares de desalojados.
Além de Juiz de Fora, municípios como Ubá, Matias Barbosa, Divinésia e Senador Firmino também sofreram impactos severos, com deslizamentos de terra, alagamentos e danos a prédios públicos.
Em encontros com prefeitos da região, Lula pediu que as administrações municipais façam um levantamento detalhado dos prejuízos para viabilizar a liberação de recursos federais. “O que for material, seja na saúde, na educação ou na infraestrutura, nós vamos garantir que seja recuperado”, disse.
Recursos e medidas emergenciais O governo federal já anunciou a liberação de recursos para ações emergenciais e assistência humanitária nas cidades em situação de calamidade pública. Os valores serão destinados ao restabelecimento de serviços essenciais, apoio a abrigos e reconstrução de estruturas públicas.
Também foi confirmada a antecipação do pagamento do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para famílias atingidas. Moradores dos municípios afetados poderão solicitar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), conforme as regras para desastres naturais.
Além disso, pequenos empresários terão acesso facilitado a crédito para retomar atividades e recompor estoques e equipamentos perdidos.
Compromisso com reconstrução Ao final da agenda, Lula reforçou que o apoio federal não dependerá de alinhamento político com prefeitos ou lideranças locais. “Não importa o partido do prefeito. Teve problema na cidade, tem projeto bem-feito e demanda verdadeira, nós vamos ajudar”, afirmou.
O presidente reconheceu que vidas perdidas não podem ser recuperadas, mas garantiu que o governo atuará para restabelecer as condições de moradia e infraestrutura.
“A vida a gente não consegue trazer de volta. Mas podemos garantir que as pessoas tenham perspectiva e dignidade para recomeçar”, concluiu.
Lula visitou as cidades afetadas pelas enchentes acompanhado dos ministros Jader Filho (Cidades); Alexandre Padilha (Saúde); Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional); Wellington Dias (Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome); do presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Antônio Vieira; e do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Também participaram do pronunciamento a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, e o prefeito de Ubá, José Damato.
“Me atrevo a falar em nome de todos os prefeitos da região. Nós vamos fazer o dever de casa, levantar detalhadamente as necessidades e vamos colocá-las para o governo federal. E tenho absoluta certeza de que ninguém vai ficar para trás. Ninguém vai ficar sem casa, ninguém vai ficar desassistido. A vida não conseguimos recuperar, mas a perspectiva de vida a todos podemos garantir”, declarou Margarida Salomão.
A pedido de Lula, o evento encerrou-se com um minuto de silêncio em memória dos mortos no desastre climático.
O Rio Grande do Norte ocupa a terceira posição entre os estados da região Nordeste com a maior incidência do crime de estupro de vulnerável. Em 2025, foram 28,68 casos para cada 100 mil habitantes. A taxa supera a incidência regional, correspondente a 23,96, além da média nacional de 27,7. Em números absolutos, o Estado registrou 991 casos de estupro contra menores no ano passado, com estimativa de 3 vítimas por dia. É o que apontam os dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), mantido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Na região Nordeste, segundo o levantamento, a taxa de incidência do Rio Grande do Norte é superada apenas pelos estados de Sergipe e Piauí, onde o número de casos por 100 mil habitantes foi de, respectivamente, 36,92 e 36,13. O estado potiguar apresentou, por outro lado, o menor aumento no total de crimes registrados na região, correspondendo a 0,92% em relação a 2024, ficando atrás do Maranhão (21,19%), Paraíba (20,38%) e Piauí (6,72%). Já em todo o país, ocorreu uma redução de -0,38% nos casos, passando de 59.519 para 59.294.
O psicólogo Gilliard Laurentino, pesquisador do Observatório da População Infantojuvenil em Contextos de Violência (OBIJUV) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), explica que ter uma visão real do aumento ou diminuição de casos de estupro no país ainda é um desafio. Além da subnotificação, ele aponta que alguns fenômenos precisam ser analisados com atenção. É o caso do aumento de violência contra vulneráveis em áreas com projetos do setor eólico e festas públicas sem estrutura para combater esses crimes.
A assessora técnica do Cedeca Casa Renascer, a psicóloga Ana Amélia Melo, reconhece que os números podem ser ainda maiores em virtude da subnotificação. Ela avalia, por outro lado, que o aumento de casos no Rio Grande do Norte evidencia uma melhora na capacidade de denúncia desses crimes por meio de iniciativas de fortalecimento do direito de crianças e adolescentes.
“Entendemos que precisamos denunciar ainda mais, pois há um número muito maior de crianças e adolescentes em situação de abuso sexual, seja pelo estupro de vulnerável, pelo assédio ou pelo “grooming”, quando um adulto cria um perfil falso numa rede social, fingindo ser uma criança ou adolescente, para estabelecer um vínculo e começar um processo de ameaças até chegar, na maioria das vezes, ao estupro virtual”, destaca.
O crime de estupro de vulnerável está previsto no Código Penal e consiste na conjunção carnal ou na prática de atos libidinosos com menores de 14 anos. A legislação considera vulnerável, ainda, pessoas que não têm o discernimento necessário para a prática do ato ou que não podem oferecer resistência.
Em 2017, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovou uma súmula que torna irrelevante o eventual consentimento da vítima, sua experiência sexual anterior ou existência de relacionamento amoroso com o agressor. O assunto voltou a ser destaque após o desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), votar pela absolvição de um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos.
Na decisão, o magistrado considerou que a vítima tinha “vínculo afetivo consensual” com o indivíduo. Após repercussão do caso, ele voltou atrás e acolheu o recurso do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), restabelecendo a condenação do homem, além da mãe da vítima, que foi omissa ao crime.
De acordo com Gilliard Laurentino, essas relativizações prejudicam a notificação de casos de estupro de vulnerável. “Muitos casos que estão na saúde, que seriam caracterizados como estupro de vulnerável, por exemplo, quando se entende que há um namoro, então esse caso não é notificado como violência”, explica.
Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com três delegacias especializadas na proteção da criança e do adolescente (DPCA’s), localizadas em Natal, Parnamirim e Mossoró, para atender denúncias e investigar esses crimes de forma adequada. Para Gilliard Laurentino, considerando o tamanho de todo o Estado, o número deveria ser ampliado para aumentar a capacidade de identificação de casos.
“Quando temos delegados, promotores e juízes generalistas, esses profissionais acabam sendo responsáveis por tudo, desde o patrimônio público ao estupro de criança e adolescente. Então fica difícil eles conseguirem ser especializados, e isso favorece as subnotificações”, ressalta o pesquisador.
Uma perspectiva semelhante é defendida por Ana Amélia Melo. Segundo ela, o ideal seria que cada cidade, ou pelo menos cada região de saúde do Estado, contasse com uma delegacia especializada no atendimento à criança e ao adolescente. “Muitas vezes, o primeiro local ao qual uma família recorre diante de uma situação de violência é a delegacia. Quando esse local não está preparado, ao invés de proteger, pode revitimizar a criança ou adolescente que sofreu a violência”, explica.
Especialistas destacam prevenção e integração
Os desafios na rede de proteção, contudo, não estão concentrados somente no baixo número de delegacias especializadas. Gilliard Laurentino destaca que municípios de menor porte, seguindo a legislação federal, não podem receber repasses federais para a construção de um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) por não terem a extensão necessária para serem contemplados.
Os Creas são responsáveis por promover assistência social nos casos mais graves de violência contra crianças e adolescentes. De acordo com o pesquisador, somada à falta desses espaços, muitas cidades não conseguem abarcar a demanda por atendimento especializado em saúde mental para vítimas de abuso. “Tenho muita dificuldade de enxergar em todo o orçamento público do nosso país o que diz o artigo 227 da Constituição de 1988, ou seja, que a criança e o adolescente são prioridades absolutas”, destaca.
Do ponto de vista legislativo, a obrigatoriedade em denunciar casos de violência contra menores ao Conselho Tutelar está prevista no artigo 13 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em vigor desde 1990. Em 2017, a Lei nº 13.431, que normatiza e organiza o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência, reforçou essa obrigatoriedade.
Mas o que parece faltar não são novas leis, mas uma efetivação do que está previsto e um fortalecimento dos sistemas de prevenção. Gilliard Laurentino defende que é preciso que os profissionais sejam capacitados para acolher as vítimas, seja nas escolas ou nos sistemas de saúde, em um sistema de ações intersetoriais.
A perspectiva é acompanhada por Ana Amélia Melo, para quem é necessário fortalecer o fluxo de atendimento às vítimas conforme previsto na Lei nº 13.431. “Quando falamos em sistema de garantia de direitos, não estamos considerando apenas o SUAS, mas todos os equipamentos e instituições que compõem a engrenagem para que esse sistema possa funcionar e proteger crianças e adolescentes. O SUAS é parte desse sistema, assim como as DPCAs, o Ministério Público e a Justiça”, ressalta.
Rede de assistência social no RN
Em resposta à TRIBUNA DO NORTE, a Secretaria do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas) disse que desenvolve um conjunto de ações para promover o acolhimento e o atendimento a crianças e adolescentes vítimas de abuso e outras formas de violência, seja na média ou na alta complexidade.
Além de 76 serviços do CREAS, o Estado implantou, a partir de 2021, a oferta regionalizada de Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes, destinada aos municípios potiguares com população inferior a 50 mil habitantes. Atualmente, estão em funcionamento serviços localizados em Caicó, Guamaré, Pau dos Ferros e Parnamirim, com capacidade instalada de 10 vagas por unidade, totalizando 40 vagas regionalizadas.
Em relação à qualificação dos profissionais, embora a violência contra crianças e adolescentes não seja sempre o tema principal, a pauta é incluída nas iniciativas permanentes de formação e apoio técnico às equipes da rede socioassistencial.
Já a Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social de Natal (Semtas) disse que promove e participa de processos formativos voltados às equipes da rede socioassistencial. “Tais formações fortalecem a capacidade técnica tanto da Proteção Social Especial quanto da Proteção Social Básica (CRAS), garantindo identificação precoce e encaminhamento adequado ao CREAS nos casos de violação de direitos”, disse.
A pasta atua, ainda, na realização de campanhas de prevenção, como a Maio Laranja e a Faça Bonito, mais destinadas a períodos sazonais de grande movimentação. “Durante eventos com grande movimento de público (como festas juninas, carnaval), a pasta atua através de abordagens sociais integradas — em parceria com conselhos tutelares, Guarda Municipal, polícia e redes de proteção”, completa a Secretaria.
Além de remunerações que podem passar dos R$ 100 mil por mês, alguns magistrados do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), desde 2024, têm outra vantagem: a utilização de veículos blindados. O contrato firmado com uma empresa de locação dos veículos é de R$ 3,5 milhões.
A empresa vencedora da disputa foi uma empresa sediada em Curitiba, no Paraná. O valor global máximo estimado para a contratação é de R$ 3.540.000,00. O contrato tem vigência de 30 meses, com encerramento previsto para este ano, e definiu a utilização de 12 automóveis.
O acordo estipula o fornecimento de oito veículos do tipo sedã na cor preta com blindagem nível III-A. Esta é a proteção máxima permitida para uso civil no Brasil, cobrindo mais de 90% do automóvel, segundo as normas técnicas. O preço unitário mensal para este modelo foi fixado em R$ 9.625,00. O custo total para esse grupo de carros será de R$ 2,3 milhões.
A licitação inclui também a locação de quatro veículos do tipo SUV, também na cor preta e também com blindagem nível III-A. O valor unitário mensal para os utilitários é de R$ 10.250,00. O montante destinado a esses automóveis soma R$ 1.230.000,00 no contrato global.
Segundo o documento que homologou a licitação, a decisão confirma que a proposta atendeu aos requisitos técnicos do edital e apresentou o menor preço. Não houve recursos administrativos interpostos durante o processo.
Maior remuneração entre todos os judiciários do país
Nos últimos dias, os privilégios do Judiciário potiguar ganharam o noticiário após o desembargador Ibanez Monteiro da Silva ter recebido o maior rendimento entre representantes de judiciários estaduais do país em janeiro. O contracheque do magistrado alcançou R$ 384,5 mil no primeiro mês do ano. O montante é cerca de oito vezes superior ao teto constitucional do funcionalismo público, fixado em R$ 46,3 mil.
Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que 100% dos magistrados potiguares receberam valores acima do limite máximo em janeiro. O balanço abrange desembargadores e juízes da corte estadual. O Rio Grande do Norte emplacou ainda outro representante entre os dez maiores rendimentos do Brasil.
O contracheque dos magistrados inclui direitos pessoais, como abono de permanência, e indenizações legais, a exemplo do auxílio-alimentação. Há ainda verbas indenizatórias discriminadas como licenças compensatórias, gratificações por exercício cumulativo e gratificações natalinas.
O Judiciário estadual somou R$ 16,7 milhões apenas com o pagamento desses direitos eventuais em janeiro. O valor representa cerca de 60% da folha total de R$ 28,6 milhões ao considerar vencimentos básicos e indenizações.
O vencimento médio dos magistrados potiguares foi de R$ 119 mil no período. Apenas cinco dos 240 contracheques do Judiciário estadual não ultrapassaram a linha dos R$ 100 mil. O menor registro foi de R$ 57,7 mil, pago a um juiz atuante em Caicó.
O Tribunal de Justiça informou em nota que o salário do presidente da Corte está dentro do teto constitucional. O órgão explicou que os acréscimos de janeiro referem-se a verbas eventuais não fixas. Os valores correspondem a sessenta dias de férias não gozadas relativas a 2025 e plantões no recesso.
A instituição ressaltou a inviabilidade de gozo de férias para cargos de alta direção devido à necessidade de plantão permanente. A indenização ocorre apenas e excepcionalmente no mês de janeiro, segundo o comunicado.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, discursou neste domingo (1º) durante o ato público “Acorda Brasil”, realizado em Brasília, com a presença de apoiadores.
Em trecho do discurso, o parlamentar citou o ex-presidente Jair Bolsonaro e relacionou a mobilização nas ruas à defesa de pautas como liberdade de expressão e Constituição. “Bolsonaro nos inspira, nos lidera e nos dá esperança de que nós em breve vamos virar a página, essa página negra da história do Brasil e vamos de novo reconquistar o Brasil para os brasileiros”, afirmou.
Marinho também criticou o que chamou de ataques à liberdade de expressão e ao Estado de Direito. “Não vamos aceitar a banalização dos ataques feitos à liberdade de expressão. Não vamos aceitar a naturalização do encarceramento de inocentes”, disse, acrescentando que o ato ocorre “por justiça, pela defesa da Constituição, pela liberdade dos nossos cidadãos, pelo futuro dos nossos filhos e pelo resgate do nosso país”.
O ato “Acorda Brasil” teve como pauta críticas ao governo federal e a defesa do impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, e do presidente Lula da Silva (PT), além de mobilização política em defesa de fiscalização e responsabilização de autoridades públicas.
O deputado federal Sargento Gonçalves (PL-RN) mobilizou uma grande multidão para uma moto carreata pelas ruas de Natal neste domingo (1º). O evento, intitulado “Acorda Brasil!”, reuniu apoiadores em um ato marcado por forte participação popular.
A concentração aconteceu em frente ao gabinete do parlamentar, na Zona Norte da capital. De lá, os participantes seguiram em carreata por diversas avenidas da cidade até o Midway Mall, um dos principais pontos comerciais de Natal.
Durante todo o percurso, motociclistas, motoristas e simpatizantes acompanharam o trajeto, ocupando as ruas com bandeiras e mensagens de apoio. Segundo a organização, o objetivo do ato foi reunir a população em defesa de pautas nacionais e reforçar a mobilização popular.
Subiu para 555 o número de mortos em decorrência do ataque coordenado dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, no sábado (28). O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (2) pela organização humanitária Crescente Vermelho, que atua em países muçulmanos.
Segundo a entidade, os bombardeios atingiram 131 cidades nos últimos dois dias. Em meio à amplitude do ataque, mais de 100 mil socorristas foram colocados em alerta máximo em todo o território iraniano, visando acelerar o atendimento a feridos e resgate de corpos. Equipes de psicólogos também foram mobilizadas.
“A Sociedade do Crescente Vermelho, ao expressar profunda solidariedade pelas famílias dos mártires e desejar uma pronta recuperação dos feridos, enfatiza que permanecerá com o povo com todas as suas capacidades humanas e logísticas até que a calma completa retorne ao país”, disse a organização.
O ataque coordenado contra o Irã ocorreu em meio às negociações de Teerã com Washington sobre um novo acordo nuclear. O presidente Donald Trump acusa o país de estar próximo de desenvolver uma bomba atômica, bem como mísseis de longo alcance. A afirmação é negada pelo regime iraniano, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.
Na última semana, representantes se encontraram em Genebra, na Suíça, para debater um novo acordo. Eles haviam classificado a reunião como positiva, dizendo que o próximo passo envolveria equipes especializadas de ambos os países em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O ataque, portanto, foi inesperado, segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi.
“Um acordo estava ao alcance. Saímos de Genebra com o entendimento de que fecharíamos um acordo na próxima vez que nos encontrássemos. Aqueles que queriam prejudicar a diplomacia tiveram sucesso em sua missão. Mas foi Trump, mais uma vez, quem acabou ordenando o bombardeio da mesa de negociações. Temos o direito legítimo de nos defender”, disse o ministro, em entrevista à ABC News.
Sem diálogo
No domingo (1º), Trump afirmou que a operação contra o Irã continuará até que todos os objetivos militares dos Estados Unidos sejam alcançados. À revista The Atlantic, o presidente norte-americano revelou que a nova liderança iraniana manifestou interesse em negociar com Washington e que ele concordou em abrir diálogo.
A fala, no entanto, foi rejeitada pelo chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, que disse que Teerã não irá negociar com os Estados Unidos. “Trump mergulhou a região no caos com suas ‘fantasias delirantes’ e agora teme mais baixas entre tropas americanas. Com suas ações delirantes, ele transformou seu slogan autoproclamado ‘América Primeiro’ em ‘Israel Primeiro’ e sacrificou soldados americanos pelas ambições sedentas de poder de Israel. Hoje, a nação iraniana está se defendendo”, disse.
A Paramount assinou nesta semana o acordo para comprar a Warner Bros. por US$ 110 bilhões — o equivalente a mais de R$ 500 bilhões. A negociação encerra uma disputa que mobilizou gigantes do entretenimento em Hollywood.
O acordo foi fechado após a Netflix anunciar que não aumentaria a proposta pela Warner e abandonaria oficialmente a negociação. A empresa vinha sendo apontada como uma das principais interessadas na aquisição do estúdio.
A união entre Paramount e Warner deve criar uma das maiores potências globais do setor de entretenimento, reunindo catálogos de cinema, televisão e streaming sob uma mesma gestão. A expectativa do mercado é de fortalecimento na disputa por assinantes e direitos de produção internacional.
O negócio chamou a atenção das autoridades regulatórias da Califórnia, que analisam os detalhes do contrato para avaliar possíveis impactos na concorrência. Fusões desse porte costumam passar por escrutínio rigoroso antes da aprovação definitiva.
Especialistas apontam que o movimento pode redesenhar o mapa da indústria audiovisual, consolidando ainda mais o setor nas mãos de grandes conglomerados.
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (27), durante sessão solene na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que o Brasil precisa decidir entre, segundo suas palavras, permanecer “ao lado de assassinos e sequestradores” ou adotar uma política mais rígida de segurança pública, com endurecimento de penas e combate mais severo à criminalidade.
Em discurso direcionado a apoiadores e lideranças do partido, o parlamentar criticou a política criminal vigente e defendeu mudanças na legislação penal para ampliar o tempo de prisão de condenados por crimes graves, especialmente contra mulheres.
“A gente precisa colocar isso no debate público esse ano. Se a gente quer defender as mulheres, vamos trabalhar para que esses covardes, vagabundos, fiquem mais tempo presos, paguem integralmente as suas penas”, declarou.
Endurecimento penal e crítica a audiências de custódia
Flávio afirmou que agressores de mulheres deveriam permanecer presos por mais tempo e criticou decisões judiciais que resultam em soltura após audiências de custódia ou progressão de regime.
“O chefe de facção criminosa vai poder pegar até 65 anos de cadeia, e ficar lá um bom tempo, para passar um recado para quem acha que pode continuar desgraçando as vidas de tantas famílias”, disse.
O senador também questionou o que classificou como “benefícios” concedidos a criminosos, como livramento condicional e visitas íntimas, e defendeu o fim do que chamou de “jeitinho” no cumprimento de penas.
Ataque a Lula e polarização do debate
Sem citar nominalmente, Flávio associou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à suposta comemoração em presídios. “Quando um presidente é declarado eleito, os presídios ficam em festa. Você quer ficar ao lado de estupradores, assassinos, sequestradores?”, questionou.
O senador afirmou que o país vive um momento decisivo para os próximos “40 ou 50 anos” e que a eleição representará uma escolha entre dois projetos distintos de país.
Economia e crítica a Haddad
No campo econômico, Flávio defendeu a redução da carga tributária e comparou o atual governo à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, durante o mandato do pai, havia uma “obsessão” por corte de impostos.
“O presidente Bolsonaro chamava o Paulo Guedes: ‘PG, vamos cortar imposto aonde?’”, afirmou, em referência ao ex-ministro da Economia Paulo Guedes.
O parlamentar também fez críticas ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao afirmar que o governo promove um “massacre” tributário contra contribuintes. “Mais de 37 impostos aumentados ou criados em três anos pelo Lula e agora mais um”, concluiu.
Os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque coordenado contra o Irã na manhã deste sábado (28). As primeiras explosões foram registradas na capital, Teerã. As cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah também foram atingidas.
Pelas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ofensiva visa defender a população norte-americana de ameaças do regime iraniano. “Nós garantiremos que o Irã não tenha uma arma nuclear”, frisou.
O mesmo foi dito pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que descreveu o ataque como “preventivo”. “Esse regime terrorista assassino não deve ser permitido que se arme com armas nucleares que lhe permitam ameaçar toda a humanidade. Nossa operação conjunta criará as condições para que o corajoso povo iraniano tome seu destino em suas próprias mãos”, disse.
Os bombardeios acontecem dois dias após Estados Unidos e Irã se reunirem em Genebra, na Suíça, para debater o programa nuclear iraniano. Os representantes haviam classificado o encontro como positivo, dizendo que o próximo passo para um novo acordo nuclear envolveria equipes especializadas de ambos os países em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
“Esta foi uma das nossas rodadas de negociações intensas até agora. Claro, ainda há divergências, mas ao menos alcançamos um entendimento geral sobre como resolver essas questões. Concordamos com o entendimento mútuo de continuar engajados em questões essenciais para o acordo, incluindo o fim das sanções e medidas relacionadas à energia nuclear”, chegou a comentar o regime iraniano.
As negociações ocorriam em meio a ameaças constantes de Trump. Em diversas ocasiões, o republicano disse que não dispensava a possibilidade de uma operação militar no Irã caso os países não chegassem a um novo acordo nuclear, enviando uma frota militar à costa do país.
Segundo o Centro para Estudos Internacionais Estratégicos, a dimensão da frota norte-americana é a mesma da Operação Raposa do Deserto, uma campanha de bombardeios de quatro dias contra o Iraque, em 1998, ordenada após o regime de Saddam Hussein se recusar a cooperar com os inspetores nucleares da Organização das Nações Unidas (ONU).
Entenda Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa dos Estados Unidos há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.
Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para desenvolver bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.
Agora, em seu segundo mandato, Trump tentava pressionar o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação sempre foi rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.
Avaliar ações, prever riscos e traçar metas. Esse foi o tema central da reunião realizada nesta sexta-feira (27) por diretores da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, que tratou diretamente sobre a apuração dos indicadores referentes ao quarto trimestre de 2025 do Planejamento Estratégico Horizonte 2027.
O objetivo do monitoramento dos indicadores e iniciativas é otimizar a execução do planejamento estratégico, que foi pensado e montado para ser representativo e ter consonância com a natureza representativa da instituição. A determinação é, entre outros pontos, promover a colaboração nas principais atividades da Casa através da participação ativa da liderança dos servidores de todos os departamentos e representantes dos parlamentares, estabelecendo a conexão vital entre o corpo técnico da Assembleia e próprio Legislativo.
Durante o encontro, os técnicos da Casa discutiram junto às diretorias a análise da Gestão de Risco, expondo medidas que devem ser priorizadas com base no monitoramento realizado ao longo do ano passado. O foco é minimizar as chances de possíveis falhas na execução das atividades que serão desenvolvidas pelas diretorias ao longo do ano.
O diretor geral da Assembleia Legislativa, Augusto Carlos Viveiros, elogiou a atuação dos servidores da Casa e o cumprimento das metas estabelecidas. Para ele, o Planejamento Estratégico tem sido uma marca da gestão do Legislativo e tem trazido frutos importantes para o trabalho em prol da população.
“Essa é uma determinação do presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), que tem como objetivo sempre a melhoria do serviço do Legislativo e o alcance das ações à população do Rio Grande do Norte. Certamente, teremos um ano de muitos desafios e tenho certeza de que a equipe vai manter o nível de excelência no cumprimentos das metas de nosso Planejamento Estratégico”, disse Viveiros.
Além do diretor-geral, também participaram da reunião o diretor Administrativo e Financeiro da Casa, Pedro Cascudo; o diretor de Gestão de Pessoas, Thyago Cortez; o diretor de Políticas Complementares, Ricardo Fonseca; o diretor da Escola da Assembleia, José Bezerra Marinho; diretora-geral da Presidência; Dulcinéa Brandão; o diretor de Gestão Tecnológica, Mário Sérgio Gurgel, além da diretora de Planejamento Estratégico, Luciana Cardoso, de toda a equipe e também da Ouvidoria e Controladoria da Assembleia.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou nesta sexta-feira (27) o afastamento do desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O magistrado também foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).
A medida foi tomada após o desembargador ser alvo de pedidos de investigação ao proferir voto que levou à absolvição de um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos e a mãe da menina, que teria sido conivente com o crime.
Em nota à imprensa, o CNJ confirmou que, após a repercussão do caso, recebeu denúncias de que o magistrado teria praticado delitos sexuais durante o período em que atuou como juiz nas comarcas de Ouro Preto (MG) e Betim (MG).
Segundo o conselho, cinco supostas vítimas do desembargador já foram ouvidas pela Corregedoria Nacional de Justiça. Ao identificar que há fatos recentes, que ainda não prescreveram, o CNJ determinou o prosseguimento da apuração das denúncias.
Diante das acusações, Magid Nauef ficará afastado do cargo para evitar interferências na investigação.
Recuo
Nesta quarta-feira (25), antes de ser afastado, o desembargador proferiu uma decisão individual e restabeleceu a decisão de primeira instância que condenou o homem e a mãe da adolescente. Ele também determinou a prisão dos acusados.
A Agência Brasil busca contato com a defesa do magistrado.
Com a possibilidade de sucessão da governadora Fátima Bezerra por meio de eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), setores da comunidade acadêmica potiguar iniciaram articulações para inserir no debate sucessório um nome com perfil técnico e trajetória na gestão pública. O escolhido é o professor doutor em Economia Emanoel Nunes, docente da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) e filiado ao Partido Verde (PV).
A movimentação, ainda em fase preliminar, busca construir uma candidatura respaldada institucionalmente pelas principais instituições públicas do Estado — além da Uern, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa). A proposta inclui ainda a indicação de um vice-governador oriundo do Sistema S, como forma de ampliar o diálogo com o setor produtivo.
Para Nunes, a eventual eleição indireta pode representar “uma saída legítima” dentro do ordenamento constitucional e uma oportunidade de reduzir o ambiente de polarização política no Estado. “Uma candidatura com origem na academia, apoiada de maneira suprapartidária pelas universidades, traria alívio à sociedade e evitaria o desgaste político entre deputados, permitindo que se concentrem em seus mandatos e em suas reeleições”, afirma.
Segundo interlocutores da articulação, a eventual candidatura não teria caráter corporativo, mas se apresentaria como alternativa técnica em um cenário de transição. Entre os eixos defendidos estão o fortalecimento de políticas públicas baseadas em dados, a integração das universidades ao planejamento econômico estadual, a ampliação de investimentos em ciência, tecnologia e inovação e a consolidação de estratégias de sustentabilidade e transição energética — área em que o Rio Grande do Norte se destaca nacionalmente.
A eleição indireta, prevista na Constituição em caso de vacância dupla nos dois últimos anos de mandato, transfere à Assembleia Legislativa a responsabilidade pela escolha do novo chefe do Executivo. Nesse ambiente, perfis com capacidade de diálogo e menor grau de rejeição política tendem a ganhar espaço.
Nunes sustenta que uma candidatura apoiada conjuntamente por Uern, UFRN, IFRN e Ufersa poderia sinalizar compromisso institucional com planejamento de médio prazo e estabilidade administrativa. A escolha de um vice oriundo do Sistema S acrescenta e buscaria compor uma frente entre conhecimento acadêmico e experiência na formação profissional e no setor produtivo.
A consolidação do movimento dependerá da evolução do cenário sucessório e da disposição das bancadas na ALRN. Nos próximos dias, a expectativa é de avanço nas conversas institucionais e na formalização de apoios, em uma articulação que insere a academia como ator direto no debate político estadual.
Perfil técnico e trajetória acadêmica Graduado em Economia pela UFRN, mestre pela Universidade Federal de Uberlândia e doutor em Desenvolvimento Rural pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com estágio doutoral na Wageningen University, na Holanda, Nunes construiu carreira voltada ao estudo do desenvolvimento regional, agricultura familiar e economia institucional.
Professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Uern, é bolsista de produtividade do CNPq (PQ-2), líder do grupo de pesquisa “Desenvolvimento Regional: agricultura e petróleo” (Nudet/Uern) e integra o Grupo de Estudos e Pesquisas em Agricultura, Alimentação e Desenvolvimento (Gepad/UFRGS).
Na gestão universitária e pública, foi diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da Uern, pró-reitor de Extensão da instituição e diretor-presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte (Fapern), onde coordenou programas de incentivo à pesquisa aplicada e à interiorização da produção científica.
A Polícia Civil desarticulou uma organização criminosa que movimentou R$ 6 milhões em 18 meses e tentava infiltrar tentáculos na política de Natal. A Operação Decreto revelou que um ex-servidor da Câmara Municipal de Natal atuava para o grupo, ameaçando proibir campanhas eleitorais na comunidade do Passo da Pátria caso emendas parlamentares não fossem destinadas ao Carnaval de 2025. O esquema visava fortalecer o domínio territorial da facção através do uso de verbas públicas.
A ação policial mobilizou agentes para cumprir mandados em Natal e em outros dois estados. Na capital potiguar, três suspeitos foram detidos hoje, incluindo um flagrante com maconha e dinheiro em espécie. A liderança do bando, uma mulher de 33 anos, já havia sido capturada na segunda-feira (23) no Mato Grosso do Sul, enquanto outro chefe da organização permanece foragido no Rio de Janeiro.
O grupo é investigado por quatro homicídios cometidos apenas em 2024 na Zona Leste. Segundo a Polícia Civil, os criminosos utilizavam violência extrema e intimidação para impor um “estado paralelo” no Passo da Pátria. O volume financeiro de R$ 6 milhões, identificado em 18 meses, é fruto do tráfico de drogas e de atividades de controle territorial que asfixiavam a economia local.
A importância dessa operação para o leitor de Natal é o combate à tentativa do crime organizado de ditar as regras do processo democrático. Ao exigir emendas parlamentares sob ameaça de proibir a circulação de políticos na região, o grupo tentava sequestrar o orçamento público para financiar seus próprios interesses, utilizando um ex-funcionário do Legislativo como ponte.
Durante as investigações, 12 integrantes foram identificados com funções específicas, que iam desde o comando das execuções até a lavagem de dinheiro. A operação busca agora rastrear o paradeiro do líder foragido e identificar se outros agentes facilitavam o trânsito do grupo criminoso em órgãos públicos.
A Polícia Civil reforça que o combate às facções na Região Metropolitana continua e pede o apoio da população. Informações que ajudem a localizar os demais envolvidos podem ser enviadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.
A madrugada deste sábado foi marcada por tensão e medo no bairro Santa Maria Gorete. Por volta das 03h45, o Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) recebeu informações sobre disparos de arma de fogo nas proximidades JVC.
De acordo com relatos de testemunhas, um indivíduo chegou ao local em uma motocicleta e, de forma repentina, ordenou que as pessoas presentes se deitassem no chão. Em seguida, efetuou três disparos para o alto, provocando correria e pânico entre os frequentadores do estabelecimento. Após a ação, o suspeito fugiu tomando rumo ignorado.
A equipe policial foi acionada e se deslocou imediatamente até o endereço indicado. No local, os militares colheram informações com populares e iniciaram buscas nas imediações que dão acesso ao Bairro Paizinho Maria na tentativa de identificar e localizar o autor dos disparos.
Até o momento, não há registro de feridos. As guarnições permanecem em diligências, e o caso deverá ser investigado para esclarecer a motivação do crime e responsabilizar o suspeito.