Styvenson é contra retorno de extintor para veículos

Em tramitação há quase uma década no Congresso Nacional, aguarda deliberação no plenário do Senado Federal, projeto de lei para incluir entre os equipamentos obrigatórios dos veículos extintor de incêndio com carga de pó ABC. A proposta não está pacificada, vez que o senador Styvenson Valentim (PODE-RN), como relator da matéria na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa já havia se manifestado por sua rejeição. “Além da falta de evidência técnicas em favor do uso dos extintores veiculares, a medida encontra problemas econômicos e de mercado”, dizia o relatório aprovado em maio de 2019.

Styvenson Valentim informava que o que se extraiu do processo administrativo para fundamentar a decisão do Conselho Nacional de Trânsito (Conatran) em 2015, “seriam necessários entre três e 11 anos para que os produtores de extintores ABC se adequassem à demanda, além de onerar os usuários”, envolvendo uma frota de 36 milhões veículos, exceto picapes, furgões, caminhões e motos, que não são alcançados pela medida.

O projeto de lei começou na Câmara dos Deputados em 2017. O autor, deputado Moses Rodrigues (União-CE), justificava que tornar o facultativo o uso de extintores de incêndio deixa nos automóveis deixa os ocupantes vulneráveis em caso de incêndio.
Antes, em 2004, sobreveio resolução do Contran, determinando que todos os veículos novos fabricados no Brasil, a partir de 1º de janeiro de 2025, seriam equipados com extintor de incêndio com carga pó ABC.

Os prazos para implantação dos extintores foram postergados até 2015, mas em setembro daquele ano, o Contran tornou facultativo o extintor de incêndio para automóveis, utilitários, camionetas, caminhonetes e triciclos de cabine fechada.

Para fundamentar seu parecer pela rejeição da matéria, Valentim alertava que em nota, a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (ABEA) informava à época da revogação da obrigatoriedade do uso do extintor, que em 200, de 2 milhões de sinistros cobertos por seguradores no país, 800 foram incêndios, mas s[o em 24 casos os extintores foram utilizados, ou seja, em 3% dos incêndios.

Para ilustrar, citou que nos Estados Unidos, “onde as estatísticas são mais confiáveis, os incêndios representam 0,1% do total de sinistros”.
Segundo o relatório de Valentim, ainda que no Brasil “os números não sejam devidamente consolidados, as evidências apontam a ocorrência de incêndios veiculares é um sinistro, estatisticamente, de baixa frequência”.

Já em novembro do ano passado, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) posicionou-se favoravelmente à matéria na Comissão de Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC), entendendo que a presença de extintores “pode ser determinante para coibir sinistros graves”.
Para Braga, esses equipamentos “são de fácil operação e eficientes para combater princípios de incêndios”.

Segundo Braga, no país é comum o processe de recall, com 17% dos veículos do recall de automóveis ocorrendo por falhas que, potencialmente, provocam incêndios: “Apenas 2% dos incêndios de veículos começam em tanques, indicando que carros elétricos, mesmo que se tornem a frota majoritária no Brasil, podem pegar fogo”.

  • O extintor pó ABC

A carga de pó ABC é um extintor de incêndio que contém fosfato mono-amônico, sendo eficaz contra incêndios das classes A, B e C.
Os extintores de pó ABC são adequados para uso em instalações residenciais, industriais e automotivas.
A validade da carga de um extintor ABC pode variar de 1 a 5 anos, dependendo do fabricante.

Tribuna do Norte

Postado em 22 de janeiro de 2025

Intolerância religiosa cresce 66,8% no Brasil em 2024, aponta Disque 100

O Brasil registrou um aumento alarmante de 66,8% nos casos de intolerância religiosa em 2024, de acordo com dados do Disque 100, divulgados pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Foram registradas 2.472 denúncias no ano passado, um crescimento de quase mil casos em relação a 2023.
Religiões de matriz africana, como umbanda e candomblé, foram as mais atingidas pela intolerância religiosa. Mulheres foram as principais vítimas, representando 57% das denúncias. Os estados com maior número de casos foram São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul.

O aumento das denúncias evidencia a necessidade de intensificar a luta contra a intolerância religiosa no país. A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, reforçou a importância da laicidade do Estado e a necessidade de garantir a liberdade religiosa para todos os cidadãos.

Para denunciar casos de intolerância religiosa, a população pode utilizar o Disque 100, que funciona 24 horas por dia, além de outros canais como WhatsApp, Telegram e videochamada por Libras.

agora rn

Postado em 22 de janeiro de 2025

Açúcar adicionado e sal são os ‘vilões’ na relação entre padrões alimentares e câncer no estômago

O açúcar adicionado aos alimentos pode ser o “vilão” quando se trata da relação entre câncer no estômago e alimentação não saudável, enquanto o sal aumenta o risco de tumores para pessoas com hábitos considerados saudáveis. É o que mostra pesquisa realizada no Brasil e publicada na revista científica BMC Medicine.

O estudo considerou como padrão alimentar não saudável (PANS) aquele que inclui alto consumo de carnes processadas, bebidas gaseificadas ricas em açúcares e fast-food. Por outro lado, o padrão saudável (PAS) foi caracterizado pela alta ingestão de vegetais, frutas e baixo nível de sódio.

Os cientistas concluíram que o PANS está associado a um aumento na chance de câncer gástrico, sendo que os açúcares adicionados aos alimentos – introduzidos durante o processamento para adoçar – contribuem de 7% a 21% nessa relação. Já o consumo de sódio é o principal fator mediador na associação do padrão saudável e o risco de adenocarcinoma gástrico. Para ácidos graxos saturados e fibra não foram encontrados efeitos mediadores.

Utilizando uma abordagem inovadora, o trabalho analisou dados de uma grande amostra com indivíduos de quatro capitais de diferentes regiões brasileiras. Envolveu 1.751 participantes, entre pacientes e controle, de São Paulo, Goiânia (GO), Fortaleza (CE) e Belém (PA), sendo esta última a que tem as maiores taxas da doença.

O adenocarcinoma gástrico é um tumor maligno que se desenvolve na camada mais interna (mucosa) do estômago, respondendo por mais de 90% dos casos desse tipo. O câncer no estômago é o sexto mais comum no Brasil, com estimativa de 21 mil novos registros no triênio 2023-2025, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Tem ainda um alto risco de óbito – 75% dos pacientes morrem em até cinco anos.

Na pesquisa (multicêntrica de caso-controle), os padrões de consumo foram identificados por meio de análise fatorial exploratória (técnica estatística que identifica padrões e relações subjacentes a um conjunto de variáveis), usando para cada região do país um questionário adaptado de frequência alimentar, com 130 itens. Para decompor os efeitos diretos e indiretos desses padrões no risco de câncer gástrico, os pesquisadores fizeram uma análise de mediação.

A abordagem convencional na literatura científica que trata da relação entre dieta e câncer tem focado em alimentos ou nutrientes individualmente, desconsiderando uma perspectiva mais ampla de padrões alimentares, como foi adotado nesse estudo.

“Cada região e cultura do Brasil tem um comportamento. Os hábitos alimentares dos moradores de Belém não são os mesmos do que os de Goiânia ou de São Paulo, mas podem levar à mesma doença. Resolvemos fazer o caso-controle, ou seja, para cada paciente buscamos um outro indivíduo sem doença na mesma região. Introduzimos também um grupo que fez endoscopia e não tinha câncer. Isso foi demorado, mas obtivemos um importante resultado que contribui para elucidar os mecanismos envolvidos no câncer gástrico sob uma perspectiva epidemiológica, com implicações para a saúde pública”, diz à Agência FAPESP a oncologista Maria Paula Curado, chefe do Grupo de Epidemiologia e Estatística em Câncer do Centro Internacional de Pesquisa do A.C. Camargo Cancer Center.

Autora correspondente e orientadora do primeiro autor do artigo – o doutorando em oncologia e nutricionista Alex Richard Costa Silva –, Curado teve apoio da FAPESP por meio do Projeto Temático Epidemiologia e genômica de adenocarcinomas gástricos no Brasil. Além disso, a pesquisa contou com a colaboração internacional do pesquisador Gianfranco Alicandro, professor da Universidade de Milão (Itália).

“Este estudo faz parte da minha tese de doutorado e apresenta novas perspectivas sobre a relação entre alimentação e adenocarcinoma gástrico. Ressaltamos que o papel dos açúcares adicionados ainda é pouco explorado na literatura sobre alimentação e câncer gástrico, o que traz novos insights para futuras pesquisas”,

Relação

O sódio é um fator de risco que influencia diretamente a carcinogênese. A ingestão excessiva tem efeitos prejudiciais na mucosa gástrica, resultando em inflamação e interações com a colonização por Helicobacter pylori, bactéria comumente encontrada no estômago, mas que pode provocar gastrite, por exemplo. O aumento da ingestão de sódio pode induzir gastrite atrófica e metaplasia, complicações decorrentes da irritação crônica da mucosa gástrica, levando ao câncer.

Pesquisa alimentar nacional realizada recentemente estimou que cerca de 60% da população adulta brasileira excede os limites recomendados de sódio, principalmente por meio do consumo de pão branco, torrada, feijão, arroz e carne bovina. Produtos rotulados como “integrais”, entre eles cereais matinais, pães e biscoitos, também podem conter alto teor de sódio.

“Falta informação à população sobre os alimentos. Não é fazer terrorismo, mas sim popularizar o tema, explicando mais sobre dietas, ensinando agentes de saúde, falando disso em postos de atendimento. É preciso criar uma filosofia de educar, informar e respeitar a cultura de cada região. Não adianta dizer a uma pessoa que come churrasco todos os dias que ela não poderá mais consumi-lo porque vai morrer de câncer. Não é assim. Precisa informar dos riscos. O que estamos querendo fazer é prevenção, diagnóstico precoce e ensinar alimentação saudável de forma prática e adaptada à realidade”, completa Curado, que desde 2020 é reconhecida na lista dos “2% melhores cientistas do mundo”, realizada pela Universidade Stanford/Elsevier.

No estudo, os pesquisadores destacam que o Brasil implementou em 2022 uma nova legislação de rotulagem de alimentos para melhorar a compreensão das informações nutricionais com o objetivo de auxiliar os consumidores a fazer escolhas conscientes.

De acordo com as regras de rotulagem, é obrigatória a veiculação do símbolo de lupa com indicação de um ou mais nutrientes quando os produtos apresentarem, por exemplo, 600 miligramas (mg) ou mais de sódio por 100 gramas de alimento sólido ou 15 gramas ou mais de açúcar adicionado por 100 gramas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a ingestão de sódio seja inferior a 2 gramas por dia, o equivalente a 5 colheres pequenas (café) rasas de sal. Os brasileiros consomem quase o dobro da recomendação diária de sódio.

Em relação ao açúcar adicionado, o consumo máximo deve ser equivalente a 10% das calorias diárias. Isso significa que, em uma dieta de 2 mil calorias, por exemplo, esse percentual representa 50 gramas de açúcar por dia ou até dez colheres de chá. Uma embalagem de 350 ml de refrigerante tem, em média, 38 gramas de açúcar adicionado.

Os cientistas sugerem na pesquisa a implementação de iniciativas e estratégias adicionais para opções alimentares mais saudáveis, visando reduzir a ingestão de sódio e de açúcares adicionados para evitar câncer gástrico.

Novo Noticias

Postado em 22 de janeiro de 2025

Azul anuncia suspensão de voos entre Natal e Fernando de Noronha

A Azul informou, nesta terça-feira (21), a suspensão dos voos ligando o Aeroporto de Natal, em São Gonçalo do Amarante, ao Aeroporto de Fernando de Noronha, a partir do dia 8 de março.

Segundo a companhia, a decisão é parte de um “processo normal de ajuste de capacidade à demanda”. Com a modificação, todos os voos entre a ilha pernambucana e o continente serão operados somente a partir de Recife (PE).

De acordo com a empresa, os clientes impactados com a decisão receberão toda a assistência necessária, incluindo a reacomodação em outros voos.

Confira a nota da Azul

“Azul informa que, como parte de um processo normal de ajuste de capacidade à demanda, a partir de 03 de março, os voos para Fernando de Noronha (PE) serão operados somente a partir de Recife.

Importante ressaltar que os Clientes impactados serão reacomodados e receberão a assistência necessária, conforme prevê a resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).”

Novo Noticias

Postado em 22 de janeiro de 2025

Queimadas no Brasil cresceram 79% em 2024, segundo MapBiomas

A área devastada por queimadas no Brasil aumentou 79% em 2024 em comparação a 2023, segundo dados do Monitor do Fogo, do MapBiomas. No total, foram consumidos pelo fogo 30.867.676 hectares — uma extensão maior que todo o território da Itália.

Do total de terras queimadas no ano passado, 73% eram de vegetação nativa, incluindo 25% em formações florestais. As áreas de pastagens representaram 21,9% da área incendiada. O número é o maior registrado desde 2019, quando o Monitor do Fogo iniciou a série histórica.

“O ano de 2024 destacou-se como um período atípico e alarmante do fogo no Brasil, com um aumento expressivo na área queimada em quase todos os biomas, afetando especialmente as áreas florestais, que normalmente não são tão atingidas”, afirmou Ane Alencar, diretora de Ciências do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e coordenadora do MapBiomas Fogo.

A Amazônia foi o bioma mais afetado, com 17,9 milhões de hectares queimados, seguida pelo Cerrado (9,7 milhões), Pantanal (1,9 milhão), Mata Atlântica (1 milhão), Caatinga (330 mil) e Pampa (3.400).

“O fogo na Amazônia não é um fenômeno natural e não faz parte de sua dinâmica ecológica; é um elemento introduzido por ações humanas”, destacou Felipe Martenexen, integrante do MapBiomas Fogo.

O Pará liderou entre os estados mais atingidos, com 7,3 milhões de hectares queimados (24% do total nacional). O estado será sede da COP30 em 2025. Na sequência, vêm Mato Grosso, com 6,8 milhões de hectares, e Tocantins, com 2,7 milhões.

Os dados reforçam a urgência de medidas para combater as queimadas, que comprometem biomas inteiros e intensificam os impactos ambientais e climáticos no Brasil.

Jair Sampaio

Postado em 22 de janeiro de 2025

De assalto a carro forte à invasão à mineradora: Currais Novos terá dia atípico nesta quinta feira, 23; Assista

Currais Novos está vivendo o 5º Estágio da Gestão de Crises, evento crucial para garantir uma resposta eficaz e segura em caso de ataques do novo cangaço. Forças de Segurança do Rio Grande do Norte estão na cidade para o evento, que conta com instrutores capacitados para o treinamento.

Nesta quinta feira, 23, o plano terá um evento mais complexo, onde figurantes se passaram por bandidos em invasão a empresas e instituições financeiras, além de ataque ao aeroporto da cidade. Lembrando que toda a ação é coordenada pela polícia, que tem à frente o major Flávio Valdez, de Caicó.

DOMÍNIO DAS CIDADES

Domínio de cidades é um crime organizado que consiste em controlar uma cidade ou parte dela por um período de tempo. Os criminosos bloqueiam entradas e saídas, sequestram autoridades, assaltam bancos e interditam delegacias. 

O domínio de cidades é considerado uma evolução do novo cangaço. As forças de segurança federais e estaduais consideram esse crime uma modalidade negativa do novo cangaço. 

O domínio de cidades é um crime hediondo, o que significa que os condenados não podem ser beneficiados com anistia e indulto. 

Algumas características do domínio de cidades são: 

  • Bloqueio de rodovias, estradas e vias
  • Uso de veículos potentes e blindados
  • Uso de armas portáteis de cano longo e calibre restrito
  • Uso de artefatos explosivos
  • Obstrução das forças de segurança pública
  • Uso de armas de uso das forças de segurança pública

Em março de 2024, o Senado aprovou um projeto que tipifica o crime de domínio de cidades. 

Jair Sampaio

Postado em 22 de janeiro de 2025

Ganhador da Mega da Virada no DF ainda não resgatou prêmio de R$ 2,6 milhões

Vinte e dois dias após o sorteio da Mega da Virada 2024, um dos ganhadores do Distrito Federal ainda não buscou seu prêmio. O bolão premiado, com 30 cotas, garantiu R$ 2.647.859,02 para cada participante. No entanto, enquanto 29 apostadores já resgataram o valor, um sortudo ainda não apareceu.

Além desse bolão, outro feito na capital, com três cotas, premiou cada integrante com R$ 26.478.590,22. Nesse caso, todos os ganhadores já sacaram o dinheiro.

A Caixa Econômica Federal, responsável pelo sorteio, lembra que os prêmios devem ser retirados em até 90 dias após o sorteio, que ocorreu em 31 de dezembro. Caso o valor não seja reivindicado dentro do prazo, ele será destinado ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

A recomendação é que o ganhador verifique seu bilhete o quanto antes, já que o prazo para resgate é limitado e valores não reclamados não podem ser recuperados posteriormente.

Jair Sampaio

Postado em 22 de janeiro de 2025

HOMICÍDIO EM CURRAIS NOVOS: SUSPEITO AINDA FORAGIDO

A Polícia Militar de Currais Novos informou que, até o momento, nenhum suspeito foi preso pelo homicídio que vitimou Ibanilson Dário. O crime aconteceu por volta das 11h58 desta terça-feira (21), no bairro Dr. José Bezerra, próximo ao Parque de Vaquejada Silvio Bezerra de Melo.

De acordo com as primeiras informações, uma pedra foi encontrada ao lado do corpo da vítima, e a polícia acredita que ela tenha sido utilizada no ato brutal. O local foi isolado para os trabalhos da perícia técnica, que deve esclarecer detalhes sobre a dinâmica do crime.

A Polícia Civil já iniciou as investigações e busca identificar os responsáveis por esse homicídio. Testemunhas estão sendo ouvidas, e a população é incentivada a colaborar com qualquer informação que possa levar ao esclarecimento do caso, utilizando os canais de denúncia anônima.

Repórter Seridó

Postado em 22 de janeiro de 2025

AGU realiza audiência nesta quarta para debater novas diretrizes da Meta

A Advocacia-Geral da União (AGU) realiza nesta quarta-feira (22) uma audiência pública para discutir novas diretrizes de moderação de conteúdo nas redes sociais.

A iniciativa ocorre semanas após a Meta, que administra redes sociais como Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciar mudanças nas políticas das plataformas.

De acordo com a AGU, 41 pessoas foram convidadas para a audiência, incluindo representantes de plataformas digitais, especialistas, agências de checagem de fatos, acadêmicos e organizações da sociedade civil.

A ideia é discutir os impactos das mudanças no enfrentamento à desinformação nas plataformas e a proteção aos direitos previstos na Constituição. Entre os convidados, estão representantes de plataformas como X, TikTok, Meta, LinkedIn, Kwai e Discord.

Além disso, foram convidados representantes de agências de checagem, institutos ligados à ciência e tecnologia e associações de defesa dos direitos da comunidade LGBTQIA+.

O ministro-chefe da AGU, Jorge Messias, vai presidir a audiência ao lado de representantes dos ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP), dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) e da Fazenda, além de integrantes da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

TikTok notificado
Nessa segunda-feira (20), a AGU notificou extrajudicialmente o TikTok para que a plataforma removesse, em até 24 horas, a publicação que continha um vídeo falso atribuído ao ministro Fernando Haddad.

As imagens foram manipuladas por meio de inteligência artificial e simulam o ministro falando sobre uma suposta taxação do sistema de transferências bancárias instantâneas, o Pix.

A AGU argumentou que a publicação tinha teor enganoso e fraudulento, além de violar o direito constitucional à informação e contrariar os termos de uso do TikTok. Segundo o órgão, após a notificação, o vídeo saiu do ar ainda na manhã de terça-feira (21).

Anúncio da Meta
No último dia 13 de janeiro, a Meta respondeu a um pedido da AGU por explicações sobre os efeitos do encerramento do programa de checagem de fatos da companhia nas redes sociais.

Segundo a companhia dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, o encerramento valerá, neste momento, apenas para as plataformas nos Estados Unidos. De acordo com a empresa, a iniciativa será testada e aprimorada antes da expansão para outros países.

A empresa afirmou estar comprometida em respeitar os direitos humanos e seus princípios de igualdade, segurança, dignidade, privacidade e voz. Segundo o documento, as mudanças recentemente anunciadas buscam “o equilíbrio ideal entre a liberdade de expressão e a segurança”.

A empresa também confirmou a implementação e adoção, no Brasil, da nova Política de Conduta de ódio.

Em nota, a AGU afirmou que os aspectos da resposta da Meta sobre o encerramento do programa de checagem de fatos causam “grave preocupação”.

Em nota, o órgão cita a confirmação da alteração e adoção, no Brasil, da Política de Conduta de Ódio, que “pode representar terreno fértil para violação da legislação e de preceitos constitucionais que protegem direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros”.

CNN

Postado em 22 de janeiro de 2025

TRE retoma atendimento na Central do Cidadão de Currais Novos

A partir desta terça-feira, 21 de janeiro de 2025, o box de atendimento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) retomou suas atividades normais na Central do Cidadão de Currais Novos. Os serviços oferecidos incluem emissão de títulos de eleitor, transferências, regularizações e outras demandas relacionadas à Justiça Eleitoral.

A volta do atendimento presencial reforça o compromisso do TRE em facilitar o acesso da população aos serviços eleitorais, contribuindo para a cidadania e a regularização eleitoral.

O horário de funcionamento segue o padrão da Central do Cidadão, e os eleitores são incentivados a comparecer portando documentos pessoais e comprovante de residência.

Para mais informações, os interessados podem buscar atendimento diretamente no local ou acessar o site do TRE-RN.

Geraldo Carneiro

Postado em 21 de janeiro de 2025

Trump tira EUA do Acordo de Paris, da OMS e anula 78 medidas de Biden; veja ações do 1º dia

No primeiro dia de trabalho em seu segundo mandato, o presidente Donald Trump assinou ações que retiram os EUA do Acordo Climático de Paris, congelam as contratações no governo federal e exigem que os funcionários federais retornem ao cargo.
Aqui estão algumas das principais ações que Trump tomou em seu primeiro dia no cargo:

Anunciou um perdão para a maioria dos acusados ​​no ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos EUA. O presidente disse que seus perdões cobririam “aproximadamente 1.500 por um perdão — perdão total”;
Assinou uma ação executiva que estendeu o prazo para a empresa controladora do TikTok encontrar um novo proprietário ou enfrentar uma proibição nos EUA;
Rescindiu 78 ações executivas da era Biden, incluindo uma ordem executiva que exigia que as agências federais estendessem as proibições de discriminação sexual; uma ordem que exigia que os nomeados do poder executivo assinassem um compromisso de ética; uma ordem que permitia que pessoas transgênero servissem nas forças armadas; e uma ordem que proibia a renovação de contratos de prisões privadas;
Declarou emergência nacional na fronteira sul, desencadeando o uso de recursos e pessoal do Pentágono que serão mobilizados e usados ​​para construir o muro da fronteira;
Sua administração também encerrou o uso de um aplicativo que permite que migrantes notifiquem a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA de que pretendem entrar nos Estados Unidos. Também assinou uma ordem que buscava redefinir a cidadania por direito de nascença;
Anunciou que está retirando os EUA da Organização Mundial da Saúde. Sua ordem diz que a OMS “continua a exigir pagamentos injustamente onerosos” dos EUA;
Assinou uma ação decretando um congelamento de contratações para funcionários do governo federal por meio do poder executivo. Trump também estabeleceu formalmente o novo Departamento de Eficiência Governamental como uma entidade dentro do governo federal em uma ação executiva;
Tomou uma ação executiva sobre os nomes de marcos dos EUA – incluindo renomear Denali e o Golfo do México – uma medida que sua Casa Branca disse que “honrará a grandeza americana”;
Assinou uma ação retirando os EUA novamente do acordo climático de Paris, um acordo global de redução de emissões;

Perdão total
O presidente Donald Trump perdoou os manifestantes que invadiram o Capitólio dos EUA em 2021, dizendo que o perdão abrangeria 1.500 pessoas, o que parece cobrir quase todos os acusados ​​desde o ataque em 6 de janeiro.

O decreto faz parte de uma série de mais de cem decretos que Trump deve assinar até o fim desta segunda-feira.

Essas ações vão além do que muitos — incluindo os próprios conselheiros de Trump e aliados do Partido Republicano — esperavam. O vice-presidente JD Vance e o presidente da Câmara Mike Johnson disseram nos últimos dias que Trump deveria perdoar apenas infratores não violentos.

Mas a proclamação que ele assinou, concedendo um “perdão total, completo e incondicional”, abrange cerca de 600 pessoas com condenações criminais por agredir policiais ou impedir a polícia durante um motim.

O que é o Acordo de Paris?
É um acordo internacional para combater as mudanças climáticas, e quase 200 países se comprometeram a manter o aquecimento global abaixo de 2 graus Celsius e, idealmente, abaixo de 1,5 graus.

Cada país é responsável por desenvolver seu próprio plano para manter o compromisso para evitar os piores impactos das mudanças climáticas.

A decisão de Trump coloca os Estados Unidos ao lado do Irã, Líbia e Iêmen como os únicos países do mundo fora do pacto de 2015.

Saída da OMS
O presidente Donald Trump anunciou que está retirando os Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde (OMS), cortando laços com a agência de saúde pública das Nações Unidas em seu primeiro dia no cargo.

O governo de Trump se retirou formalmente da organização em julho de 2020, enquanto a pandemia de Covid-19 se espalhava pelo mundo.

O texto da ordem executiva desta segunda cita a “má gestão da pandemia de COVID-19 pela organização que surgiu de Wuhan, China e outras crises globais de saúde, sua falha em adotar reformas urgentemente necessárias e sua incapacidade de demonstrar independência da influência política inapropriada dos estados-membros da OMS”, como razões para a retirada.

“Essa é uma grande questão”, disse Trump a um assessor ao começar a assinar a ordem executiva, apontando para sua decisão de 2020 e sua crença de que os EUA estavam pagando muito dinheiro à organização em comparação a outros países.

A ordem também diz que a OMS “continua a exigir pagamentos injustamente onerosos” dos EUA.

cnn

Postado em 21 de janeiro de 2025

Preço de gasolina varia até R$ 1,15 por litro

A gasolina comum em Natal apresenta uma variação de até R$ 1,15 por litro entre os postos da capital, conforme levantamento do Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de Natal (Procon). Enquanto o maior preço registrado foi de R$ 6,69, o menor chegou a R$ 5,54. A pesquisa revela que a zona Sul concentra os valores mais altos, já a zona Leste oferece os mais baixos, impactando diretamente o orçamento dos motoristas.

Dos 15 postos com preços mais altos, nove estão na zona Sul, como os estabelecimentos localizados na avenida Rui Barbosa e avenida Prudente de Morais, que vendem a gasolina comum a R$ 6,69 por litro. Em contrapartida, dos 15 postos com preços mais baixos, oito estão na zona Leste, por exemplo, o da rua Apodi, comercializando o produto por R$ 5,54.

Considerando um carro popular que consome, em média, 67,1 litros de gasolina por mês e roda 33 km por dia, a economia que o motorista terá ao abastecer no posto de combustível mais barato é de R$ 77,16 por mês. Isso porque no local mais caro o custo mensal será de R$ 448,89, enquanto no estabelecimento mais barato, o valor será de R$ 371,73.

O presidente do Sindicato dos Postos do Rio Grande do Norte (SindiPostos-RN), Maxwell Flor, explicou que o preço mais alto na zona Sul pode estar ligado a fatores como o custo do IPTU, que é mais elevado na região Sul. “Os postos dessa área normalmente ocupam locais nobres, como esquinas bem localizadas e de grandes dimensões, o que encarece a operação e onera a composição dos preços. Porém, cada revendedor tem a liberdade de praticar o preço que achar necessário para remunerar o negócio”, afirmou Flor.

Em contrapartida, o economista Helder Cavalcanti apresentou outra visão, argumentando que a relação entre localização e preço final não é direta. “O que existe é uma espécie de acordo tácito entre os postos, que operam com preços médios baseados na leitura do mercado e nas condições oferecidas pelos fornecedores. Os tributos estaduais, por exemplo, são uniformes em toda Natal, não havendo diferenciação que justifique as disparidades regionais”, explicou.

Cavalcanti recomendou aos consumidores que utilizem aplicativos de monitoramento de preços e priorizem o abastecimento em postos localizados dentro da sua rota habitual, evitando deslocamentos longos apenas para economizar. “A pesquisa constante é a principal arma do consumidor, mas é importante buscar alternativas práticas que não gerem mais custos com deslocamento”, completou.

De acordo com o Procon Natal, a média do preço do produto na região mais cara (Sul) fica a R$ 6,35, e a com menor valor (Leste), é equivalente a R$ 6,00. A média geral é de R$6,13, ficando em terceiro lugar do combustível mais caro, atrás apenas da gasolina aditivada (R$6,19) e diesel S-10 (R$6,18).

Diante da alta no preço da gasolina, os consumidores podem buscar alternativas mais econômicas, como o etanol, para reduzir os gastos com combustível. Em Natal, o etanol pode ser encontrado com a média de R$ 4,42. Os postos com preço mais barato estão localizados nas zonas Norte e Oeste. Apesar de o consumo ser maior em relação à gasolina, a diferença de preço por litro em alguns postos tem tornado o etanol uma opção viável, especialmente para motoristas de veículos flex, que podem alternar entre os dois combustíveis.

No entanto, a escolha pelo etanol deve levar em conta a relação custo-benefício, calculada pelo percentual de preço em relação à gasolina. Para ser vantajoso, o etanol deve custar até 70% do valor da gasolina, que não é este caso. Já que ao dividir o valor do etanol pelo da gasolina, o valor teria que resultar abaixo de 0,7, no entanto, com esses valores atuais, o cálculo final é de 0,72.

Por isso, Helder Cavalcanti orienta que os motoristas façam os cálculos antes de abastecer, analisando qual combustível oferece mais economia a longo prazo. “Além disso, a prática de pesquisar preços em diferentes postos e abastecer em locais estratégicos pode ajudar a reduzir os impactos no orçamento mensal”, finaliza.

Tribuna do Norte

Postado em 21 de janeiro de 2025

Estado e 74 municípios perdem verba por descumprirem critérios do Fundeb

O Rio Grande do Norte e 74 municípios não receberão recursos federais adicionais do indicador Valor Aluno Ano Resultado (VAAR) em 2025, conforme levantamento divulgado pela Federação dos Municípios do RN (Femurn). A exclusão, que também atinge as maiores cidades do estado, como Natal, Mossoró e Parnamirim, decorre do não cumprimento de condicionalidades vinculadas ao desempenho educacional. O VAAR é uma das três modalidades de complementação ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), instituído pela Emenda Constitucional nº 108/2020.

O Fundeb é composto por recursos de estados, municípios e da União. O fundo também é formado por diversas complementações da União para tentar equilibrar os investimentos entre os entes federados. Enquanto o Valor Anual Aluno Total (VAAT) garante um investimento mínimo de R$ 8.006 por aluno em 2025, considerando todas as receitas vinculadas à educação, o VAAR premia redes de ensino que atingem metas de melhoria no aprendizado e equidade educacional. Há também o VAAF, direcionado aos entes que não alcançam o valor mínimo.

No Rio Grande do Norte, 122 municípios receberão complementação via VAAT, mas apenas os que cumprem as cinco condicionalidades têm direito ao VAAR. A exclusão reforça a urgência de ações coordenadas para fortalecer a gestão da educação potiguar, diz a ex-secretária de educação do Estado, Cláudia Santa Rosa. “A gente tem 74 municípios verificando essa tabela da Femurn e o Estado, é bom não esquecer, que o ente Estado também está perdendo milhões, deixando de receber”, destaca a especialista.

Santa Rosa acrescenta que ao deixar de receber recursos por não cumprir requisitos, cidades e Estado deixam de investir na melhoria da infraestrutura das unidades e na formação de professores. “Quando a gente lamenta a todo instante que é preciso ter recursos para garantir a formação dos professores, equipamentos, prédios com as condições necessárias, climatização é por isso, porque poderíamos estar recebendo mais recursos para investimento nessa área”, pontua.

As condicionalidades para acessar os recursos do Valor Aluno Ano Resultado (VAAR) são critérios estabelecidos pela legislação do novo Fundeb para incentivar a melhoria da qualidade educacional e a redução de desigualdades. Entre os cinco pré-requisitos, destaca-se a exigência de provimento de gestores escolares por critérios técnicos de mérito e desempenho ou por meio de processos participativos envolvendo a comunidade escolar, desde que os candidatos sejam aprovados previamente em avaliação de competências.

Outra condicionalidade importante é a participação de pelo menos 80% dos estudantes nas avaliações nacionais, como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB). Além disso, os estados e municípios precisam comprovar esforços para a redução de desigualdades educacionais, socioeconômicas e raciais, com base nos resultados das avaliações nacionais. Outros critérios incluem a formalização de um regime de colaboração entre estados e municípios, que deve estar regulamentado em legislação estadual, e a adequação dos referenciais curriculares à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Portanto, as condicionalidades exigidas pelo VAAR vão além do cumprimento básico de metas educacionais. Para Cláudia Santa Rosa, o cumprimento dessas condicionalidades deve ser prioridade nos próximos anos, começando por 2026. “É urgente investir em políticas que garantam a participação dos alunos nas avaliações, capacitem gestores escolares e promovam equidade educacional. Somente assim o estado poderá acessar os recursos adicionais e transformar a realidade da educação básica no RN”, comenta.

Além do Governo do Estado, o levantamento da Federação dos Municípios do RN (Femurn) destaca que importantes cidades potiguares, como Natal, Mossoró, Parnamirim, Areia Branca, Bom Jesus, Caiçara do Rio dos Ventos, Carnaúba dos Dantas, Goianinha, Grossos, Florânia, Lajes, Macau, Macaíba, Nísia Floresta, Parelhas, Pau dos Ferros, Santa Cruz, São Miguel do Gostoso, não receberão recursos do VAAR em 2025.

Receitas previstas do Fundeb

Para este ano, a projeção, segundo a Femurn, é de que o Estado tenha acesso a R$ 1,55 bilhão, sem direito às complementações. Natal contará com uma receita total de R$ 401,6 milhões, mas sem o adicional do VAAR. Mossoró, segunda maior cidade do RN, registrará R$ 146,7 milhões em receitas previstas, também sem acesso ao indicador. Parnamirim, com R$ 160,1 milhões em recursos totais, e Mossoró, com R$ 146,7 milhões, estão igualmente fora dos repasses do VAAR.

Por outro lado, São Gonçalo do Amarante, com R$ 7,2 milhões em complementação via VAAR, se destaca como o município que mais receberá valores. Cidades como Assú, Canguaretama, Touros, Ceará-Mirim, João Câmara, São José de Mipibu, Nova Cruz, Monte Alegre e Baraúna têm projeções que ultrapassam R$ 2 milhões para cada. Repasses que refletem o cumprimento das exigências, como participação em avaliações nacionais e redução de desigualdades, representando um importante reforço financeiro para as redes educacionais dessas localidades.

O município de Natal foi inabilitado para receber a complementação VAAR em 2025 devido ao não cumprimento de duas das cinco condicionalidades exigidas pelo programa. A Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que não alcançou a Condicionalidade II, referente à participação mínima de 80% no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), e a Condicionalidade III, que exige a redução das desigualdades de desempenho escolar entre grupos raciais e níveis socioeconômicos, conforme dados do Inep.

A ausência de informações étnico-raciais e socioeconômicas dos estudantes da rede municipal foi apontada como um dos fatores determinantes para o não cumprimento da Condicionalidade III. Segundo a SME, não há dados estatísticos organizados devido à não declaração dessas informações no momento da matrícula. Para enfrentar esse desafio, a secretaria anunciou que passará a exigir a inclusão dessas informações nos cadastros escolares e fará a atualização dos dados de estudantes já matriculados. Além disso, estão previstas ações pedagógicas, como oficinas e minicursos voltados à educação antirracista.

No caso da Condicionalidade II, a SME pretende intensificar campanhas de conscientização para garantir maior adesão ao Saeb. As ações incluem sensibilizar gestores e a comunidade escolar sobre a importância da avaliação, além de atualizar os registros no sistema em casos de transferência de estudantes. A pasta também planeja uma busca ativa para reintegrar alunos que estão fora da sala de aula, visando aumentar a participação na próxima edição do exame.

Tribuna do Norte

Postado em 21 de janeiro de 2025

Rogério lança plano de percorrer o RN e assume protagonismo para 2026

O senador Rogério Marinho (PL) revelou que assumirá um papel de destaque na construção de um projeto político para o Rio Grande do Norte para as eleições de 2026. Presidente estadual do PL e líder da oposição no Senado, ele enumerou os problemas enfrentados pelo Estado e apresentou sua visão sobre como superar o atual cenário, que considera de estagnação.

“Vou percorrer o RN pelo PL, levantando as dificuldades in loco, conversando com as pessoas e apresentando um projeto abrangente que ofereça uma alternativa real aos eleitores”, afirmou, ressaltando que a iniciativa terá início em março e durará seis meses.

Rogério definiu a possibilidade de concorrer ao governo como uma missão. “Ser governador do Rio Grande do Norte é arranjar sarna para se coçar. É uma tarefa hercúlea para recolocar o Estado nos trilhos. Mas, se essa missão me for outorgada, eu a aceitarei com honra e orgulho, buscando dar minha contribuição ao estado que tanto precisa de um novo rumo”, afirmou.

Segundo ele, a atual gestão falha em áreas fundamentais como saúde, educação e infraestrutura, e o RN enfrenta um cenário de retrocesso em comparação com estados vizinhos. “Nossa educação está pontuando nos últimos lugares, os hospitais regionais estão destroçados, e as estradas são praticamente intransitáveis. O Rio Grande do Norte parou no tempo e perdeu a corrida para estados como Paraíba e Ceará”.

Para o senador, mudanças estruturais são essenciais para reverter o quadro atual. Ele propôs a venda de ativos do Estado, incluindo a Caern, para viabilizar investimentos em áreas prioritárias. “Temos que ter coragem de pegar os ativos do RN que não servem à população e colocá-los à disposição para investir em infraestrutura, recuperar hospitais regionais e melhorar nossas estradas”.

Ele defendeu cortes nos privilégios das corporações e maior eficiência na gestão pública. “O Estado foi capturado por interesses corporativos. Precisamos de um governo que tenha coragem de enfrentar essas questões, dialogando com todos os poderes, mas garantindo que a população tenha os serviços essenciais que merece”, disse.

Ao falar sobre as eleições de 2026, Rogério destacou a importância de construir um projeto coletivo que una os principais líderes da oposição no RN. E mencionou nomes como Álvaro Dias (Republicanos), ex-prefeito de Natal; Styvenson Valentim (Podemos), senador e Paulinho Freire (União Brasil), prefeito de Natal, como aliados no processo.

“Aquele que tiver as melhores condições será o candidato. Temos que estar despidos de vaidades pessoais e trabalhar por um projeto que realmente beneficie o RN,” afirmou. Sobre sua própria candidatura, Rogério foi direto: “Eu só posso ser candidato ao governo. Essa é a única posição que faz sentido ao meu perfil e minha experiência”.

O senador também fez duras críticas à gestão federal, apontando o que considera um viés autoritário nas ações do presidente Lula (PT). “O RN precisa de um projeto que recupere a governabilidade, mas que também enfrente o autoritarismo que temos visto tanto no governo estadual quanto no federal”, disse.

Rogério reafirmou seu compromisso com a oposição, destacando a importância de oferecer alternativas concretas e de impedir que o atual cenário de retrocesso permaneça. “Não é apenas sobre criticar, mas sobre construir algo melhor. Essa será a nossa missão nos próximos meses”.

Ao encerrar, ele reforçou a necessidade de união entre os atores políticos da oposição. “Não dá para ganhar uma eleição sozinho. Vamos conversar com todos, ouvir as demandas do povo e apresentar um projeto que traga esperança e desenvolvimento ao Rio Grande do Norte”, disse.

AGORA RN

Postado em 21 de janeiro de 2025

Musk é acusado de gesto nazista em evento de Trump; veja

Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX, gerou polêmica durante um evento realizado após a posse do presidente Donald Trump nesta segunda-feira, 20. O bilionário fez um gesto que foi comparado por críticos ao saudação nazista, ao erguer o braço duas vezes enquanto agradecia aos presentes. “Eu queria agradecer a vocês por fazerem isso acontecer. Obrigado”, declarou Musk.
Durante seu discurso, Musk afirmou estar “muito animado” com o futuro governo e destacou pontos defendidos por Trump, referindo-se ao início de uma nova era para os Estados Unidos. “É graças a vocês que o futuro da civilização está garantido. Graças a vocês teremos cidades seguras, gastos conscientes com necessidades básicas, e nós vamos levar o Doge para Marte”, afirmou, mencionando o Departamento de Eficiência Governamental, do qual será responsável na nova administração.

O empresário também abordou planos relacionados à exploração espacial, destacando o compromisso do governo de levar astronautas norte-americanos a Marte. “Imaginem o quão incrível será ter astronautas norte-americanos colocando a bandeira em outro planeta pela primeira vez”, disse Musk, recebendo aplausos dos apoiadores republicanos presentes.
Até o momento, Musk e sua equipe não se manifestaram sobre as reações ao gesto, que gerou debates nas redes sociais e na imprensa.

AGORA RN

Postado em 21 de janeiro de 2025