Ministros ignoram frente ampla e apostam no ‘cada um por si’ em 2024

Postado em 21 de novembro de 2023

Na eleição presidencial mais disputada desde a redemocratização, Lula derrotou Jair Bolsonaro em 2022 com a ajuda de uma frente ampla, que reuniu até antigos adversários do petista, como o ex-governador e atual vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, tucano histórico convertido em neossocialista. Na campanha, prevaleceu entre mais de uma dezena de partidos o entendimento de que Bolsonaro representava um mal maior, uma ameaça à democracia brasileira, o que justificava a aliança entre atores políticos com programas e ideias diferentes. Na formação do governo, o PT, hegemônico por natureza, ficou com os principais ministérios, mas Lula acomodou na Esplanada os esquerdistas PSB e PCdoB, os centristas MDB e PSD e até o direitista União Brasil. Recentemente, em troca de apoio no Congresso, escalou indicados de PP e Republicanos, legendas que deram sustentação à gestão anterior. Com maior ou menor comprometimento, essas siglas estão juntas na base governista, mas serão rivais, em muitos casos, nas eleições de 2024. O desafio de Lula é impedir que os duelos municipais causem turbulência na administração federal, atrapalhem a governabilidade e prejudiquem a sua provável campanha à reeleição.

Um dos embates entre aliados do presidente acontecerá na cidade de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. O PT assumiu o compromisso de apoiar a candidatura do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) à prefeitura, hoje comandada por Ricardo Nunes (MDB), que tentará a reeleição. Lula já deu declarações favoráveis a Boulos, que concorrerá também com outro nome do campo da esquerda, a deputada federal Tabata Amaral (PSB). Em evento partidário no fim do mês passado, Alckmin divergiu publicamente do presidente e fez questão de reforçar a pré-campanha de Tabata ao dizer que ela representa “a verdadeira mudança”. O vice, que acumula a função de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, reforçou uma regra bem conhecida na política: a de que as disputas locais, na maioria das vezes, não reproduzem a lógica das alianças nacionais. Na capital paulista, a tendência é que os esquerdistas se unam apenas em eventual segundo turno, no qual, alegam, haverá um nome da direita. “Onde for possível, estaremos juntos no primeiro turno. Onde houver candidatos competitivos, disputaremos (entre nós) e estaremos juntos no segundo turno. Não consigo enxergar problema para o governo Lula”, diz o presidente do PSB, Carlos Siqueira.

A um ano da eleição, é fácil entoar um discurso de harmonia, ainda mais quando as candidaturas citadas são de parceiros históricos. Mas em outras capitais a rivalidade se dará entre campos políticos diferentes. No final de outubro, o petista Jaques Wagner, líder do governo no Senado, anunciou apoio ao deputado estadual Robinson Almeida à prefeitura de Salvador, causando um rebuliço em seu próprio partido, o PT, que tem outros pré-candidatos, e no MDB, que sonha com uma aliança com os petistas em torno do vice-governador da Bahia, Geraldo Junior (MDB). Os dois partidos são da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), assim como o PSB, que chegou a cogitar, mas descartou, a candidatura do ex-vereador José Trindade, próximo do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa. Em tese, caberá ao governador costurar um acordo entre as legendas e ungir um nome para representá-las. Não será fácil. Mandachuva do MDB na Bahia, o ex-ministro Geddel Vieira Lima estrilou quando Jaques Wagner defendeu a escolha de um petista. Geddel é conhecido por fazer política com o fígado, e o partido dele só embarcou na frente ampla liderada por Lula no segundo turno, por decisão de Simone Tebet. Terceira colocada na eleição presidencial, Simone foi recompensada com o cargo de ministra do Planejamento e é considerada potencial candidata ao Planalto em 2026.

Em outro grande colégio eleitoral, Belo Horizonte, a situação também parece complicada. O prefeito da capital mineira, Fuad Noman (PSD), deve disputar a reeleição, já que perdeu força a possibilidade de o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, seu colega de partido, sair candidato. Na eleição para o governo de Minas, em 2022, o PT abriu mão de concorrer para apoiar um nome do PSB. Agora, no entanto, não quer ceder espaço e já lançou a pré-candidatura do deputado federal Rogério Correia à capital mineira. Por enquanto, não há possibilidade de composição com o PSD, partido que controla três ministérios, preside o Senado com Rodrigo Pacheco e é comandado por Gilberto Kassab, influente secretário do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, um dos principais líderes da oposição a Lula. Geralmente, quando partidos aliados no plano nacional disputam prefeituras, o presidente costuma adotar como regra a imparcialidade — ou, pelo menos, simula uma postura olímpica. Nem sempre dá certo. Às vezes, as normas de boa convivência combinadas em Brasília são simplesmente ignoradas nos municípios, dando espaço a disputas fratricidas, como está ocorrendo no Ceará.

À frente do Ministério da Previdência, com Carlos Lupi, o PDT deve lutar pela reeleição de José Sarto à prefeitura de Fortaleza. Se depender do ex-ministro Ciro Gomes, quarto colocado na eleição presidencial de 2022 e hoje desafeto de Lula, não haverá composição com o PT. Se depender do senador Cid Gomes, irmão de Ciro, tudo pode ser alvo de negociação com os petistas, até a cabeça de chapa. Os petistas têm pelo menos quatro pré-candidatos à prefeitura — entre eles, a deputada Luizianne Lins. O ministro da Educação, Camilo Santana, já defendeu publicamente o direito de o PT participar da disputa, independentemente da decisão do PDT. Os pedetistas estão em pé de guerra. No começo do mês, Sarto se reuniu em Brasília com Carlos Lupi e o presidente do PDT, André Figueiredo, e, logo em seguida, foi decretada uma intervenção no diretório cearense a fim de tirá-lo das mãos de Cid Gomes. O senador recorreu à Justiça, conseguiu anular a medida e retomar as rédeas do diretório. A questão parece local, mas tem como pano de fundo um embate entre quem defende a manutenção da aliança nacional com o PT, inclusive em 2026, e quem quer seguir um caminho de oposição ou, no mínimo, de independência.

Apesar de parecerem distantes, rivalidades locais podem render dor de cabeça ao presidente da República, mesmo em colégios menores como o Maranhão, onde os ministros da Justiça, Flávio Dino (PSB), e das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil), são adversários políticos. Acossado por denúncias de irregularidades, Juscelino credita seu desgaste à Polícia Federal, órgão que está sob o guarda-chuva de Dino. Na eleição de 2024 para a prefeitura de São Luís, os dois apoiarão candidatos diferentes. Juscelino trabalhará pela reeleição de Eduardo Braide (PSD), enquanto Dino apadrinhará o deputado federal Duarte Junior, seu colega de partido. Em seus dois mandatos anteriores, Lula costumava dizer que não se envolveria nas eleições municipais, a não ser, claro, quando houvesse uma disputa entre um aliado e um oposicionista. No próximo ano, é provável que ele siga o mesmo receituário, mas, mesmo com todos os cuidados que precisa ter para não melindrar integrantes da frente ampla, ele tentará cumprir dois objetivos. O primeiro, mais imediato, é redimir o PT, que em 2020 elegeu apenas 183 prefeitos, o pior desempenho do partido neste milênio. O segundo, de médio prazo, é costurar acordos que permitam o fortalecimento de outras legendas governistas. Por ordem do presidente, o PT deve abrir mão de concorrer, por exemplo, no Rio de Janeiro e no Recife. A vitória que interessa a Lula é em 2026 — de preferência, com o apoio de uma ou duas dezenas de partidos.

Frente ampla demais
Interesses envolvendo as eleições municipais já provocam divergências entre ministros das siglas que hoje fazem parte da base de apoio do governo Lula

São Paulo
O PT fez um acordo para apoiar o deputado Guilherme Boulos. O vice Geraldo Alckmin já anunciou preferência pela deputada Tabata Amaral na disputa

Salvador
O ministro Rui Costa queria indicar um aliado, mas despontam como pré-candidatos o vice-governador Geraldo Junior e o petista Robinson Almeida

Belo Horizonte
Com o apoio do ministro Alexandre Silveira, o prefeito Fuad Noman vai disputar a reeleição, provavelmente enfrentando o deputado Rogério Correia

Fortaleza
Os ministros Camilo Santana e Carlos Lupi estarão em lados opostos. O primeiro deve apoiar um nome do PT, provavelmente Luizianne Lins. O segundo, a reeleição de José Sarto

São Luís
Os ministros Juscelino Filho e Flávio Dino também estarão em lados opostos — um defendendo a reeleição de Eduardo Braide e o outro apadrinhando o deputado Duarte Junior

Fotos Cadu Gomes/VPR; André Ribeiro,Fátima MeiraA/Futura Press; Câmara dos Deputados; GOVBA; SECOMBH; PMF; Valter Campanato/Agência Brasil; Agência São Luís

Publicado em VEJA

Rastrear ou não? Os exames para detectar câncer de próstata em debate

Postado em 21 de novembro de 2023

“A próstata produz líquido seminal durante a vida adulta de um homem e ansiedade em seus anos finais”, escreve, sem perder o humor, o americano Bill Bryson em Corpo: um Guia para Usuários. Sim, a mesma glândula que fabrica o fluido essencial para os espermatozoides correrem atrás de um óvulo é aquela que pode sediar um preocupante tumor com o envelhecimento. Pois essa estrutura, do tamanho de uma noz, voltou a protagonizar um debate no país depois de o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) publicarem um documento desaconselhando o rastreamento populacional do câncer de próstata por meio de exames anuais, como o toque retal e a dosagem de marcadores no sangue.

A posição do governo se baseia em dezenas de estudos segundo os quais esse tipo de check-up em homens sem sintomas não reduz a mortalidade pela doença. Isso porque boa parte dos tumores encontrados teria evolução lenta e não apresentaria riscos ao organismo. Ao tentar erradicá-los, o paciente ainda pode ser penalizado com sequelas e efeitos colaterais de intervenções como biópsias e cirurgias. Os técnicos do ministério argumentam que o zelo com a próstata é diferente daquele do cuidado com o câncer de mama, em que mamografias anuais a partir dos 50 anos comprovadamente diminuem mortes entre as mulheres.

A discussão é complexa. Afinal, o diagnóstico precoce não representaria chances maiores de cura e menos percalços pelo caminho? Nem sempre, na avaliação dos especialistas do governo. Ao flagrar um tumor em estágio inicial, é difícil cravar se ele terá comportamento indolente ou agressivo — situação que demandaria tratamento quanto antes. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), especialidade que lida diretamente com os males da próstata, concorda que o rastreio amplo e irrestrito é contraproducente, mas tem um ponto: defende os testes anuais, de acordo com a idade, a história e os fatores de risco do paciente. São iniciativas que ajudam a mitigar a detecção de tumores em estágio avançado, quando a probabilidade de remissão é mínima e as terapias são mais custosas.

No fundo, é uma querela atrelada a questões de foro íntimo e de saúde pública — e as autoridades precisam tomar posição. Por isso, a SBU encoraja homens entre 45 e 74 anos a procurar um médico anualmente a fim de se decidir se vale a pena monitorar a glândula com exames. Decisão que, claro, precisa levar em conta circunstâncias que elevam o risco de quadros graves da doença, como obesidade e histórico do problema na família. Essa abordagem individualizada é hoje advogada por países como os Estados Unidos.

De qualquer forma, os urologistas seguem reconhecendo o papel do toque retal, do teste de PSA (proteína dosada no sangue que acusa alterações na próstata) e de exames de imagem, a depender do contexto. Até porque o fato de diagnosticar um tumor mais brando não significa automaticamente que o paciente terá de passar por cirurgia ou radioterapia. Ganhou força o conceito de vigilância ativa, em que o sujeito é acompanhado periodicamente para saber se o tumor está quietinho e não carece de intervenção alguma — estima-se que 30% dos casos possam ser cuidados dessa maneira. No entanto, a SBU e outras entidades, como a Sociedade Brasileira de Radioterapia, batem na tecla do diagnóstico precoce. “Quando você descobre a doença quando já existem sintomas, o risco de ter um câncer sem possibilidade de cura que se espalhou é algo em torno de 94%”, diz o médico Alfredo Canalini, presidente da SBU. “Mas, se identificar numa fase anterior, sem sinais do problema, tem a chance de curar 90% dos pacientes. A detecção precoce salva, sim, vidas.”

Quem está na linha de frente dos consultórios e hospitais também acredita que o caminho é personalizar a indicação. “Não dá para ser totalmente contra o rastreamento nem para defendê-lo cegamente”, diz o urologista Stênio Zequi, do A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo. “O ideal é que todo homem ao redor de 50 anos procure um médico e converse a respeito.” Essa conversa deve acontecer mais cedo sobretudo entre homens negros ou com parentes de primeiro grau que tiveram a enfermidade. São eles que geralmente enfrentam os quadros mais drásticos, em que a celeridade no diagnóstico faz diferença. O que não adianta é fugir: uma boa consulta médica é o melhor meio de evitar ansiedades e dissabores com a saúde.

VEJA

Bolsonaristas criticam STF e Moraes por morte de preso do 8/1 na Papuda

Postado em 21 de novembro de 2023

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiram à morte de Cleriston Pereira da Cunha, um dos presos por envolvimento com os ataques de 8 de Janeiro, com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro da Alexandre de Moraes. O detento tomava um banho de sol na Penitenciária da Papuda, em Brasília, nesta segunda (20/11) quando teve um mal súbito.
A defesa de Cleriston Pereira da Cunha, 46 anos, havia pedido ao ministro Alexandre de Moraes para que ele fosse colocado em liberdade provisória. No dia 1º de setembro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deu parecer favorável ao pleito, mas ainda não havia despacho do STF sobre a solicitação. O homem respondia a uma ação penal por acusações de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

O senador e ex-vice presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) criticou o fato de Cleriston ainda estar preso até esta segunda-feira, 20, mesmo com o parecer da PGR. Segundo o parlamentar, o falecimento do homem representa uma “burocracia que vem cerceando direitos dos presos”. “É preciso uma investigação minuciosa para que esse fato gravíssimo seja esclarecido”, afirmou Mourão.

O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, publicou nas redes sociais um documento enviado para a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal. No texto, Sanderson questiona os motivos que levaram à morte do preso. “Alguém terá que ser responsabilizado”, afirmou o parlamentar do PL.

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou que o seu gabinete está trabalhando em conjunto com a bancada de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a realização de uma “apuração dos fatos relacionados a essa infeliz notícia”.

O deputado Coronel Meira (PL-PE) chamou Cleriston, acusado de tentativa de golpe de Estado, de “patriota” e publicou uma imagem em que afirma que o preso “pagou com a sua vida”.

Outro parlamentar bolsonarista a se posicionar após a morte de Cleriston foi o deputado José Medeiros (PL-MT). O político afirmou que a morte do homem seria uma “nódoa” para o ministro do STF Alexandre de Moraes. “Esse senhor não era para estar preso”, disse.

O ex-deputado federal e ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo-PR) também ressaltou o aval dado pela PGR à concessão da liberdade provisória para Cleriston. “Não há palavras para a injustiça absurda praticada pelo Supremo”, disse.

Cleriston era acompanhado por equipe multidisciplinar da Unidade Básica de Saúde da Papuda desde que foi preso em janeiro durante a invasão dos Três Poderes. Ele recebia remédios controlados para diabetes e hipertensão.

Correio Braziliense

Prefeitura de Currais Novos envia 10 projetos no PAC Seleções do Governo Federal

Postado em 21 de novembro de 2023

A Prefeitura de Currais Novos enviou para o Governo Federal a proposta de 10 projetos para serem incluídos no PAC Seleções em áreas da saúde, esporte, resíduos sólidos e educação. Dos 10 projetos, cinco foram incluídos pelo Governo do Estado do RN e os outros foram diretamente pela Prefeitura. De acordo com o Prefeito Odon Jr, a Prefeitura deverá aguardar a seleção dos projetos por parte do Governo Federal. “Quero agradecer à Secretária Virgínia Ferreira (Gestão e Projetos Especiais) e a Governadora Fátima Bezerra por incluir Currais Novos no planejamento estratégico do Governo do Estado”.
As 10 propostas enviadas por Currais Novos para o PAC Seleções foram:
– Pelo Governo do Estado: 1 Policlínica Regional em Currais Novos, 1 CEU da Cultura, 1 Unidade de Transbordo de Resíduos Sólidos, 1 Unidade de Triagem de Resíduos Sólidos e 1 Projeto de Esgotamento Sanitário contemplando bairros e Estação de Tratamento de Esgotos.
– Pela Prefeitura de Currais Novos: 1 Parque Esportivo Comunitário, 1 Unidade Móvel Odontológica, Construção de 1 Posto de Saúde, Construção da sede do CAPS e a Construção de 1 Creche.

Justiça concede medida protetiva para a ex do deputado Zé Trovão

Postado em 20 de novembro de 2023

A Justiça concedeu à ex-companheira do deputado Zé Trovão (PL-SC), Ana Rosa Schuster, uma medida protetiva contra o parlamentar, por meio da Lei Maria da Penha, sob a acusação de agressão física e psicológica. No depoimento prestado à Delegacia Especial do Atendimento à Mulher do Distrito Federal, obtido pelo Correio, Ana Rosa afirmou que já havia sido agredida durante o relacionamento, “mas nunca havia registrado ocorrência ou requerido medidas preventivas de urgência”.
A mulher relatou que Zé Trovão “é muito agressivo e costuma falar com o tom de voz elevado com todas as pessoas com quem convive” e que o “relacionamento sempre foi abusivo, permeado por violência psicológica e ofensas constantes”. À polícia, a vítima contou que a relação é marcada por idas e vindas e que, sempre que discutem, “ele termina o relacionamento e diz para ela ‘ficar quieta’”.
Segundo o depoimento, Ana Rosa já teria sido ameaçada, “dentro de casa, com uma faca de cozinha”, em 9 de setembro, e, há cerca de uma semana, eles terminaram, em meio a uma briga, e “acabaram discutindo e trocaram ofensas”. “Que MARCOS (Antonio Pereira Gomes, nome do deputado) empurrou a declarante, que tentou se defender, e os dois acabaram entrando em vias de fato.”

“Em determinado momento, Marcos apertou forte o pescoço da declarante, como se quisesse enforca-la, e disse: ‘Vou acabar com você!’. Que a declarante resolveu acionar a Polícia e, enquanto isso, Marcos ligou na portaria, pedindo que a Depol (Departamento de Polícia Legislativa) subisse para retira-la do apartamento. Que, pouco tempo depois, como ninguém apareceu, Marcos ligou novamente para a portaria, solicitando que a Depol comparecesse e expulsou a declarante de casa. Que Marcos ligou para um irmão da declarante e disse que queria ela fora do apartamento imediatamente. Que, então, a declarante pegou uma bolsa contendo apenas um biquíni e uma toalha, momento em que Marcos a conduziu até o térreo”, contou ela.
Ana Rosa disse à polícia que se relacionava com Zé Trovão há cerca de 11 meses, passou a morar com o deputado em junho deste ano e que o casal não têm filhos. Ela disse, ainda, que, após a separação, “estava tentando reorganizar a sua vida, inclusive profissional, que foi devastada após o relacionamento com Marcos”.

Ao conceder a medida protetiva, a Justiça do DF determinou que Zé Trovão está proibido de se aproximar da ex-companheira e precisa manter um limite de 300m de distância dela. Além disso, ele está vedado de tentar qualquer contato telefônico ou por meio das redes sociais com Ana Rosa. Também foi autorizado, caso necessário, reforço policial.

No começo da noite desta segunda-feira (20/11), a assessoria do deputado respondeu ao contato do Correio, afirmando que lamenta o ocorrido e que, embora já estivessem separados há algumas semanas, “a ex-noiva se recusava a aceitar o fim do relacionamento e, num momento de exaltação em uma discussão, ela o agrediu fisicamente”.

“O deputado apenas a conteve, sem jamais feri-la. E frisa que, por sua própria iniciativa, chamou a polícia com a intenção de preservar a ambos. Em seguida, todos se encaminharam à delegacia. Zé Trovão reafirma que jamais agrediu a ex-noiva, ressalta que tem respeito e consideração pelo período em que estiveram juntos e que todos os fatos foram devidamente elucidados junto à autoridade policial. O deputado se coloca à disposição para eventuais esclarecimentos necessários”, diz o comunicado.

Correio Braziliense

Assalto em Currais Novos: vítima é rendida e suspeitos fogem

Postado em 20 de novembro de 2023

Um assalto foi registrado nesta segunda-feira (20) em Currais Novos. A informação foi dada inicialmente pelo colega Cleto Filho no blog Repórter Seridó. Ninguém foi preso até o fechamento deste texto.

Segundo informações da Polícia Militar, a ocorrência foi registrada na avenida Coronel José Bezerra. Testemunhas afirmam que dois homens chegaram ao local em um carro, modelo Siena Vermelho, e entraram numa residência em busca de ouro.

Segundo a vítima, o alvo dos assaltantes seria uma casa vizinha. Um dos elementos estaria com um revólver e por estar bem agitado, ainda realizou um disparo ao solo.

A vítima não soube identificar o calibre da arma, mas relatou ser um revólver. Os criminosos fugiram com uma carteira que continha um valor em dinheiro não divulgado. Buscas por imagens foram feitas e diligências estão sendo feitas na tentativa de localizar os suspeitos.

Com informações e apuração do Repórter Seridó

Marketing? Sandy e Lucas Lima desistem de separação e reatam casamento

Postado em 20 de novembro de 2023

Quem chorou pela separação de Sandy e Lucas Lima, podem ficar tranquilos. O casal que surpreendeu a todos ao anunciar o divórcio em setembro deste ano, resolveu retomar o casamento. As reviravoltas na vida do casal foram reveladas pela Coluna do Sodré, do Correio Braziliense.

A decisão de se separarem em setembro causou choque entre os fãs, pois Sandy e Lucas, pais de Théo, de nove anos, eram considerados um dos casais mais estáveis do cenário de celebridades.

No comunicado sobre o término, eles enfatizaram que a decisão foi difícil, mas destacaram o respeito e o amor que ainda sentiam um pelo outro. Além disso, asseguraram que continuariam a trabalhar juntos.

Após o anúncio, os famosos embarcaram juntos em uma turnê pela Europa, onde Sandy realizou apresentações. Mesmo com quartos de hotel separados, relatos indicam que os dois dividiram o mesmo quarto.

Ao retornar ao Brasil, Lucas seguiu diretamente para a casa de Sandy, em Campinas, e permaneceu lá desde então. Dois meses após a oficialização do término, não há registros de processo de divórcio.

Uma fonte próxima à família da cantora, em conversa com o colunista, sugeriu que eles reconsideraram a separação. No entanto, o anúncio oficial aguarda um momento mais oportuno devido a compromissos profissionais do cantor.

Recentemente, Sandy e sua família compartilharam imagens de uma festa à fantasia, mas Lucas não estava presente, cumprindo seus compromissos profissionais em Londrina.

96FM

Milei anuncia primeiro ministro do novo governo e fala em privatizar petrolífera e TV pública

Postado em 20 de novembro de 2023

O presidente eleito da Argentina, Javier Milei, afirmou que irá privatizar a empresa estatal de petróleo YPF e as empresas públicas de comunicação do país, em seu primeiro anúncio público sobre o futuro do governo. Em uma série de entrevistas a rádios argentinas, Milei garantiu que “o que puder” ficar nas mãos do setor privado ficará, e começou a desenhar o futuro gabinete de governo.
As primeiras empresas públicas mencionadas por Milei como alvos de privatização foram a YPF, empresa estatal de exploração e refino de petróleo e gás natural, e a TV Pública. Quanto à petrolífera, nacionalizada em 2012 durante o mandato presidencial de Cristina Kirchner, o presidente eleito afirmou que seria preciso “reconstruí-la” e recuperar seu valor, após o que classificou como anos de deterioração.

” Na transição que estamos pensando na questão energética, a YPF e a Enarsa têm um papel. Desde que essas estruturas sejam racionalizadas, elas serão colocadas para criar valor para que possam ser vendidas de uma forma muito benéfica para os argentinos” disse Milei.

Em uma nota para a Radio Mitre, o presidente eleito também criticou a TV Pública argentina e revelou que pretende privatizá-la. Milei ainda acusou a emissora de ter se transformado em um “mecanismo de propaganda” durante o governo peronista.

” Setenta e cinco por cento do que foi dito sobre nosso lado foi de maneira negativa, com mentiras e apoiando a campanha do medo. Não vou aderir a essas práticas de ter um ministério da propaganda” afirmou.

Ministro anunciado
Milei também antecipou um pouco do que deve ser o seu gabinete, quando assumir em dezembro. De acordo com o presidente eleito, a organização do Executivo nacional terá apenas oito ministérios.

O ultraliberal também anunciou o advogado criminal Mariano Cúneo Libarona como ministro da Justiça, e Carolina Píparo, como chefe da Administração Nacional da Seguridade Social (Anses).

” Vamos surpreender com a equipe que estamos montando. Estamos juntando especialistas de vários espaços, mas com a convicção de mudar a Argentina rumo às ideias de liberdade. Os mais talentosos vão ficar lá dentro, não importa de onde venham, o que importa é resolver os problemas dos argentinos” anunciou.

Embora tenha agradecido ao ex-presidente Mauricio Macri e a candidata presidencial Patricia Bullrich pelo apoio no 2º turno (o que parece ter sido fundamental para sua vitória), Milei não confirmou nenhum nome ligado diretamente ao Pro, partido dos aliados. Citada pelo La Nacion, Bullrich afirmou não ter discutido cargos no governo com Milei, mas sinalizou que isso poderia acontecer.

“Eles conhecem a força que tem o Pro, o que pode ajudar a um governo, mas não falamos de forma concreta. Só trabalhamos no apoio para que nossos votos fossem para Milei”, disse.

Folha PE

4 ANOS SEM DJ BIG FRANCIS

Postado em 20 de novembro de 2023

4 anos hoje do falecimento do radialista e comunicador Francisco de Assis Araújo Leite, conhecido por todos como DJ Big Francis.
DJ tinha 56 anos e trabalhava no radio curraisnovense há 35 anos. Na rádio 95 FM estava há 27 anos.
Figura marcante na comunicação nas tardes da 95, era um dos mais importantes profissionais do rádio de Currais Novos e da região.
Dj faz muita falta ao rádio seridoense.

Tarcísio diz a aliados que candidatura bolsonarista não ganha em SP

Postado em 20 de novembro de 2023

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem dito a aliados que uma candidatura bolsonarista à Prefeitura da capital em 2024 não tem chance de vencer e corre sério risco de contribuir para a vitória do deputado federal Guilherme Boulos (PSol-SP).

A leitura do governador é feita num momento em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu padrinho político, tem feito novos acenos à pré-candidatura do deputado federal Ricardo Salles (PL). Tarcísio já sinalizou apoio à reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que busca convencer Bolsonaro a apoiá-lo para evitar que um candidato alinhado ao bolsonarismo cresça a ponto de ameaçar sua ida ao segundo turno.

Internamente, tanto o governador quanto pessoas de seu círculo mais próximo entendem que o perfil atual da cidade de São Paulo tem apresentado uma tendência maior à centro-esquerda e que uma candidatura de direita mais “agressiva” ideologicamente pode levar eleitores indecisos a optarem por Boulos contra um nome bolsonarista.

Na avaliação de Tarcísio, segundo assessores, o desempenho das candidaturas de esquerda na capital paulista, desde 2020, tem pesado a favor da campanha de Boulos.

No ano passado, o presidente Lula (PT) conquistou mais votos do que Bolsonaro na cidade e, mesmo derrotado, Fernando Haddad (PT), atual ministro da Fazenda, também teve desempenho superior ao de Tarcísio nas urnas paulistanas na disputa ao governo estadual.

Metrópoles

1 Ano do nosso Portal

Postado em 20 de novembro de 2023

Hoje estamos completando 1 ano de muito trabalho e informação para você.
Conseguimos estar no topo dos sites mais acessados e o nosso Instagram alcançou o número de mais de 200 mil contas alcançadas por mês.
Muito obrigado a você que nos segue e acessa nosso portal.
Portal juninho Brito, servindo a população seridoense.

Eleições na Argentina: Sem citar Javier Milei, Lula deseja ‘boa sorte’ ao novo governo

Postado em 20 de novembro de 2023

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconheceu neste domingo, 19, a vitória do ultraliberal Javier Milei na eleição presidencial na Argentina. Em publicação no X, antigo Twitter, o petista, sem citar Milei, desejou boa sorte ao novo governo. “Desejo boa sorte e êxito ao novo governo. A Argentina é um grande país e merece todo o nosso respeito. O Brasil sempre estará à disposição para trabalhar junto com nossos irmãos argentinos”, escreveu.

Lula disse ainda que a “democracia é a voz do povo” e deve ser “sempre respeitada”, além de parabenizar as instituições argentinas pela condução do processo eleitoral. “Meus parabéns às instituições argentinas pela condução do processo eleitoral e ao povo argentino que participou da jornada eleitoral de forma ordeira e pacífica”, disse. O PT, partido de Lula, declarou apoio a Massa, e consultores ligados à legenda foram contratados pela campanha do ministro argentino.

Durante a campanha, Milei atacou Lula em mais de uma oportunidade. No começo de outubro, o ultraliberal afirmou que Lula atuou contra a sua candidatura e chamou o petista de “comunista furioso”. No único debate do segundo turno, Milei foi questionado sobre a relação com o Brasil, um dos principais parceiros comerciais da Argentina.

O candidato da La Libertad Avanza disse que não falará com Lula, mas isso não vai afetar questões comerciais entre os países, e citou a relação fria do atual presidente Alberto Fernández com o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro como exemplo. “Qual o problema se eu não falar com Lula? [Alberto] Fernández não falava com [Jair] Bolsonaro”, disse Milei.

A eleição de Milei preocupa o Planalto por reabrir uma oposição no Mercosul e o acordo do bloco econômico com a União Europeia, umas das bandeiras de Lula em seu terceiro mandato. O ultraliberal defende a saída da Argentina do bloco econômico.

A vitória de Milei foi anunciada pelo seu adversário, o peronista e atual ministro, Sergio Massa. Em pronunciamento por volta das 20h10, Massa reconheceu a derrota. “Falei com Milei, para felicitar-lo e desejar sorte, porque é o presidente que a maioria dos argentinos elegeu para os próximos quatro anos”, discursou Massa. “O mais importante é deixar aos argentinos a mensagem de convivência, o diálogo e a paz ante tanta violência, é o melhor caminho que podemos percorrer”, prosseguiu.

EXAME

‘Sou a esposa dele e ponto’, diz Lu Alckmin, longe de intrigas políticas

Postado em 20 de novembro de 2023

As roupas escolhidas pela primeira-­­dama e pela segunda-dama para a solenidade de posse do presidente Lula e do vice Geraldo Alckmin já mostravam, desde o primeiro dia, estilos distintos entre as duas. As diferenças ficaram evidentes no governo. Janja tem gabinete no Palácio do Planalto, participa de reuniões oficiais, dá palpites em decisões, já provocou a demissão de assessores, milita nas redes sociais, defende causas e, sempre que pode, deixa claro o seu papel de protagonista — desenvoltura que, não raro, é alvo de críticas prudentemente silenciosas por parte dos próprios petistas e aliados. Lu Alckmin, a segunda-­dama, é o oposto disso. Ela não tem gabinete na Esplanada, vai ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, onde o marido também ocupa o cargo de ministro, apenas quando é convidada a participar de alguma solenidade oficial, mantém distância regulamentar dos holofotes e raramente aparece em público.

Ao contrário da maioria das autoridades, a segunda-dama nunca gostou de chamar atenção. Discreta, ela tem dividido seu tempo entre o Palácio do Jaburu, a residência da Vice-­Presidência, e o trabalho social que realiza em comunidades carentes do Distrito Federal. Entrevistas? Pode-se contar nos dedos de uma das mãos as que ela já concedeu, e, quando acontecem, Dona Lu, de maneira educada, logo adverte que não gosta de falar sobre política. “Sempre tive essa postura”, desconversa. Algo parece ter mudado. Na semana passada, VEJA acompanhou a segunda-dama em uma visita ao Sol Nascente, a maior favela do país, localizada na periferia da Capital. No local, funciona uma unidade do Padaria Artesanal, projeto que ela coordena em parceria com a iniciativa privada e com a Igreja Católica para formar panificadores. Não havia fotógrafos, faixas, as tradicionais claques nem comboio de carros oficiais. Tudo, como de costume, muito discreto.

Dona Lu chegou ao Sol Nascente no início da tarde. A reportagem foi avisada com antecedência sobre o horário e o local da visita. “Vocês estão sentindo o cheirinho de pão?”, perguntou ela, ao ingressar no centro comunitário. Na sequência, inspecionou os equipamentos, experimentou pães, conversou com os monitores, falou sobre a importância do projeto e, por fim, posou com os alunos e a equipe — fotos que mais tarde serão postadas numa rede social, onde ela tem 135 000 seguidores. Eram 50 000 antes da posse. A segunda-dama conta que sua meta é levar o Padaria Artesanal a todos os estados. Instada a falar sobre esse tema, ela não se esquiva: “Alguns estados já se interessaram. Conversei com a primeira-dama do Ceará, que vai mandar três pessoas para receber formação aqui. Mas quero lembrar que isso não é coisa só de primeira-dama, nem só de católicos”.

A visita durou aproximadamente duas horas. Sempre sorridente, dona Lu começa então a se despedir da comunidade. Momento da abordagem, conforme previamente combinado. Atenciosa, ela logo faz a advertência de praxe. Aos poucos, porém, vai se soltando. “Quero deixar claro que eu nunca fiz esse trabalho social pelo Geraldo, mas foi ele quem me deu essa oportunidade, desde que assumiu pela primeira vez o governo de São Paulo”, disse. Indagada se isso não seria uma forma de fazer política, ela emenda: “É lógico que sou a esposa dele, as pessoas sabem disso. Mas nunca fui funcionária de governo ou falei em política”. Lu Alckmin é filiada ao PSB, mas ressalta que não participa de qualquer atividade partidária. “A partir do momento em que eu me vincular a um partido, ou alguma coisa assim, as pessoas não irão me ajudar. Sou filiada apenas para acompanhar meu marido, mas jamais serei candidata a nada”, afirma. Apesar das tentativas, é o máximo que se consegue arrancar dela nessa seara.

Falar da rotina em Brasília também não é problema. Aos 72 anos, a segunda-­dama acorda cedo, caminha 5 quilômetros em meio aos jardins do Palácio do Jaburu, toma café da manhã com o marido e, depois, ambos seguem separados para cumprir as respectivas agendas. No geral, ela se dedica a visitar seu projeto social, as igrejas parceiras e, vez por outra, concede audiências. Nas horas vagas, diz, cuida de uma horta e tem acompanhado o crescimento de oito emas recém-nascidas na residência oficial. Nos fins de semana, recebe a visita dos netos e cozinha para eles — “macarronada”, o prato predileto da família. Dona Lu conta que convenceu o marido a almoçar em casa todos os dias — uma vitória, segundo ela. Perguntada sobre o papel que considera ideal para uma primeira-dama, pondera que não existe um modelo: “Cada uma tem um perfil, um jeito e uma maneira de fazer o seu trabalho. Eu tive a oportunidade dada pelo Geraldo de escolher a parte social”. Seria uma crítica, mesmo que indireta, a alguém? Ela garante que não. Reverência absoluta, porém, só mesmo ao marido (leia a entrevista).

“Sou a esposa dele e ponto”

Qual é o papel de uma primeira-dama? Cada uma tem um perfil, um jeito e uma maneira de fazer o seu trabalho. Eu tive a oportunidade dada pelo Geraldo de escolher a parte social. Ajudar as pessoas é um exemplo de família que vem desde a minha infância. Meus pais tiveram onze filhos e pegaram um para criar. Mesmo com doze filhos, o meu pai e a minha mãe arrumavam tempo para cuidar das pessoas carentes. Sempre quis dar continuidade a isso. O sonho da minha vida se realizou quando casei com o Geraldo.

Por que a senhora se recusa a falar ou comentar algo em relação à política? Quero deixar claro que eu nunca fiz esse trabalho social pelo Geraldo, mas foi ele quem me deu essa oportunidade, desde que assumiu pela primeira vez o governo de São Paulo. As pessoas sabem que sou a esposa dele. Mas nunca fui funcionária de governo ou falei em política. Sempre tive essa postura. Sou mulher dele, amo ele e faço o trabalho social porque gosto. Estou fazendo o que aprendi com meus pais. Viemos ao mundo para servir.

Às vezes, não falar de política é uma maneira de fazer política. Não tenho nenhuma pretensão nessa área. Sou a esposa dele e ponto. Meu foco é o trabalho social. Quero levar o Padaria Artesanal para o Brasil inteiro. Essa é minha marca. Eu sei que tem muita gente com fome. Quero ensinar as pessoas a fazer pães, alimentar a população. São pães nutritivos, fáceis de fazer, de baixo custo, sem dinheiro público e ainda geram renda para as pessoas.

Mas a senhora não é filiada ao PSB? Não sou política e jamais vou me candidatar a nada. Nunca, nem com meu marido. Eu trabalho com a sociedade civil. Consegui os kits para que as comunidades possam fazer as suas padarias e ensinar mais pessoas. A partir do momento em que eu me vincular a um partido, as pessoas não irão me ajudar. Sou filiada ao partido apenas para acompanhar meu marido, mas jamais serei candidata a nada.

O comportamento da senhora é bem diferente do da primeira-­dama, que participa e defende a participação política das mulheres. A Janja é maravilhosa. Eu a conheci durante a campanha. Uma pessoa alegre, dinâmica, que defende a causa da mulher. Uma defensora da atuação das mulheres na política. Ela também recebe entidades sociais. Foi ao Rio Grande do Sul representar o presidente na época das enchentes. Tem um trabalho lindo, pelo qual tenho o maior respeito. Assim como Janja, eu também quero ver mais mulheres na política.

Como está sendo voltar a morar em Brasília? Eu já gostava daqui. Os meus três filhos eram pequenos na primeira vez que moramos aqui (Alckmin foi deputado federal de 1987 a 1994) e cresceram aqui. O Jaburu é tranquilo, é um lugar lindo, mas eu gosto mesmo é do trabalho social. Gosto de estar no meio dos projetos, das comunidades. E ainda consegui convencer o Geraldo a mudar um pouco a rotina dele.

Como assim? Ele trabalha muito, nunca ia almoçar. É de segunda a domingo. Comia só sanduíche e não almoçava. Eu disse que ele ocupa uma posição que necessita de saúde. Não podia continuar daquele jeito. Ele despacha de manhã no Palácio do Planalto e de tarde no ministério. São quatro minutos de carro da Vice-­Presidência até o Jaburu. Ele agora vai almoçar em casa.

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