Responsável por indicação de Moraes ao STF, Temer cobra solução para crise e alerta para instabilidade

O ex-presidente Michel Temer, responsável pela indicação de Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF), entrou publicamente no debate sobre a crise na Corte e cobrou uma solução rápida para os conflitos internos. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Temer pediu “serenidade”, defendeu a apuração de responsabilidades e alertou para o risco de instabilidade no país.
“Diante dos conflitos internos que hoje expõem a nossa Suprema Corte, eu sinto o dever cívico, pela vida pública que construí, de dirigir uma palavra de serenidade à nação”, afirmou.
Temer também cobrou uma resposta do próprio Supremo. “Impõe-se que a Corte Suprema logo decida a questão para impedir clima de instabilidade no país”, declarou.
A manifestação ocorre depois de o ex-presidente conversar diretamente com Moraes e sugerir ao ministro uma tentativa de diálogo com André Mendonça. Temer já havia defendido uma solução negociada para o impasse dentro do próprio STF.
Temer indicou Moraes ao STF
Moraes chegou ao Supremo em 2017 por indicação de Temer. Na época, era ministro da Justiça do governo e foi escolhido para ocupar a vaga aberta após a morte do ministro Teori Zavascki. A indicação foi posteriormente aprovada pelo Senado.
Apesar da relação com Moraes, Temer evitou transformar o pronunciamento em uma defesa individual do ministro. “O que me move não é a defesa de indivíduos, mas a defesa irrestrita da integridade das instituições, no particular, do Supremo Tribunal Federal”, disse.
Para o ex-presidente, a preservação da Corte e da harmonia entre os Poderes deve se sobrepor às disputas pessoais.
“O que deve prevalecer não são as pessoas, mas sim as instituições”, afirmou. Segundo Temer, “manter a integridade do Supremo Tribunal Federal e preservar a harmonia dos Poderes é uma questão de sobrevivência para a nossa República”.
Crise no Supremo
A manifestação acontece em meio ao agravamento das divergências internas no STF, especialmente entre Alexandre de Moraes e André Mendonça. A crise ganhou novos capítulos nos últimos dias e passou a envolver decisões relacionadas a investigações da Polícia Federal e ao comando da corporação.
Temer defendeu que o impasse seja solucionado dentro das próprias instituições. “É fundamental que esses episódios sejam superados com diálogo e respeito”, afirmou.
O ex-presidente também defendeu a investigação de eventuais responsabilidades. “Que as responsabilidades sejam apuradas, claro, mas que o nosso Norte seja sempre a harmonia, a paz e a defesa da nossa Constituição”, concluiu.
