Flávio Bolsonaro: “Não é derrota do Messias, é derrota do governo Lula”

Postado em 30 de abril de 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi categórico ao analisar a rejeição de Jorge Messias na CCJ do Senado: a derrota não é do indicado, mas do presidente Lula. “Toda essa conjuntura refletiu nesse resultado, com 42 votos de senadores contra a indicação. Só que eu acho que não é uma derrota do Messias, é uma derrota do governo Lula”, declarou o parlamentar.

Bolsonaro apontou que Lula insistiu, pela terceira vez, em enviar ao Supremo um nome de seu círculo pessoal. “Já tinha enviado Flávio Dino, indicou Cristiano Zanin e agora queria indicar mais um militante amigo dele. Na campanha, falou tanto que não indicaria amigos, que não seria critério de amizade”, criticou. Para o senador, o resultado deixa claro que o Senado não aceita mais esse padrão.

Mas Bolsonaro enxerga na rejeição um recado que vai além do Planalto e alcança o próprio STF. “É também um pouco da sociedade dando resposta ao Supremo. Isso é inegável”, afirmou. O senador disse que há anos pede autocontenção da Corte e que, como não houve essa iniciativa interna, “esse momento chegaria”. Na avaliação dele, o placar de 42 votos contrários já seria suficiente para abrir um processo de impeachment de ministro — o que exige 41 votos e acarreta afastamento automático por seis meses.

“Eu faço uma súplica ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin: chame os trabalhos à ordem e arrume a casa”, pediu Bolsonaro. “Não é uma consequência de postura nossa nem de organização da direita. É preciso que os ministros tenham a humildade de entender que se chega nesse ponto em função dos excessos de alguns de seus membros.”

96fm