“Não é sinal de fraqueza”: Flávio Bolsonaro justifica fuga para os EUA e fala em novas eleições antes de 2030

Postado em 31 de outubro de 2026

O candidato derrotado nas eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL), realizou sua primeira transmissão ao vivo na noite desta sexta-feira (30), dias após deixar o país. Durante a live, transmitida de seu perfil no Instagram, o senador tentou justificar a fuga para os Estados Unidos logo após o segundo turno.

Segundo Flávio, a decisão de sair do Brasil foi discutida apenas com sua esposa, Fernanda Bolsonaro, visando “poupar aliados”. Ele argumentou que deixar o país não demonstra fragilidade: “Isso não é nenhum sinal de fraqueza não, gente. Eu posso ser tudo, menos burro”, disparou o candidato, alegando ter feito uma análise de cenário sobre ações futuras do “sistema” contra ele.

Ao longo do vídeo, o candidato do PL manteve o discurso de não reconhecer o resultado oficial proclamado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Sem apresentar provas, Flávio acusou a chapa de Lula (PT) de abusar da máquina pública durante o pleito, fazendo o que classificou como “vários gols de mão” que, segundo ele, não foram anulados pela Justiça.

O senador, que antes do pleito evitou questionamentos contra as urnas e buscou se vender como uma versão mais moderada da direita, também insinuou, sem indícios, que pode ter havido fraude nas eleições, afirmando ser “matematicamente impossível” a virada do candidato petista no segundo turno. A equipe jurídica do senador já havia aconselhado que ele descartasse essa tese de fraude eleitoral, devido à total falta de indícios.

Apesar das acusações, Flávio aproveitou a oportunidade para agradecer aos seus apoiadores pelos “cerca de 60 milhões de votos” obtidos. Ele também sinalizou que deseja se manter como uma voz ativa da oposição, mesmo no exterior, e declarou ter coragem para disputar uma “nova eleição” antes mesmo de 2030, em uma suposta aposta de que o governo Lula poderia “quebrar o país” e sofrer com instabilidades políticas, a exemplo da queda de Dilma Rousseff em 2015.

96fm