Rogério Marinho será lançado pelo PL contra Alcolumbre na disputa pela presidência do Senado

Postado em 31 de outubro de 2026
Plenário do Senado Federal durante sessão de debates temáticos destinada a discutir os impactos sociais, econômicos e produtivos da Proposta de Emenda à Constituição nº 221, de 2019, que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da chamada escala 6×1 no Brasil. A PEC, já aprovada na Câmara dos Deputados, diminui a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso, e estabelece implementação gradual da escala. À tribuna, em discurso, senador Rogerio Marinho (PL-RN). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O PL vai lançar na quarta-feira da próxima semana a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à Presidência do Senado. Com isso, a bancada do partido e senadores de oposição de outras legendas rejeitam um acordo para apoiar a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP).

A partir de fevereiro, o PL terá 29 senadores, mais de um terço das 81 cadeiras. O nome de Marinho já tem o aval de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Lula no segundo turno, e do senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC). A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também tenta se viabilizar, mas a oposição promete chegar à reta final com um nome único.

Para esvaziar a articulação, Alcolumbre tentou costurar um aceno a Jair Bolsonaro, condenado por liderar uma trama golpista. Foram discutidas alternativas como indulto, anistia ampla ou a retomada da redução de penas, hoje suspensa pelo STF. Não houve proposta fechada, e a ideia não chegou a Lula.

A oposição duvida que Alcolumbre consiga cumprir um acordo. Em 2025, o PL o apoiou esperando avanços na anistia, sem sucesso.

Outro ponto de atrito é o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, bandeira da oposição. Oposicionistas avaliam que Alcolumbre, aliado do ministro, não trabalhará por seu afastamento.

A conta dos votos

Somados os três eleitos do Novo, Marinho parte de 32 votos potenciais. Alcolumbre conta com a direção da federação União-PP e com PT, PSB, PDT, Rede e outras siglas da base de Lula, que juntos somariam 39 senadores.

A federação União-PP, porém, está dividida: Tereza Cristina e o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) resistem à reeleição. Alcolumbre tem procurado senadores individualmente, como Arthur Lira (PP-AL), que ainda não declarou voto.

O voto secreto pode favorecer o atual presidente, ao permitir que parlamentares contrariem seus partidos sem serem identificados. Republicanos, Podemos e PSDB, com 16 senadores, seguem indefinidos e são o principal alvo da oposição.