O Rio Grande do Norte vai receber R$ 225.680.766,24 após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar a liberação de recursos do antigo Fundef, destinados à educação e à valorização do magistério.
Segundo o STF, a autorização foi assinada nesta semana pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e envolve valores de precatórios devidos pela União em ações cíveis originárias (ACOs). Os repasses decorrem de decisões do STF que reconheceram que o governo federal transferiu, no passado, quantias abaixo do previsto para o fundo, devido a erro no cálculo do valor mínimo anual por aluno.
Com isso, foi determinada a recomposição financeira aos estados. No caso do RN, os valores estão vinculados à ACO 700 e já haviam sido formalizados, estando na fase de liberação para levantamento.
Além do Rio Grande do Norte, também foram contemplados Ceará, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Já o Pará foi intimado a apresentar informações necessárias para viabilizar o repasse.
Segundo o STF, os recursos devem ser aplicados em políticas públicas de educação e na valorização dos profissionais do magistério, dando continuidade ao cumprimento das decisões judiciais e reforçando o financiamento da educação pública.
É falsa a informação que circula nas redes sociais na notícia “vendedora de marmitas é notificada pela Receita após movimentar R$ 52 mil via PIX no CPF”, de que a Receita Federal rastrearia movimentações de Pix e notificaria contribuintes por conta disso.
Em nota oficial, a Receita esclarece que não realiza rastreamento de transações individuais nem envia notificações com base em movimentações financeiras.
O órgão também desmentiu a existência de supostos sistemas citados nas mensagens, como “Harpia” e “T-Rex”. Segundo a Receita, essas ferramentas não existem ou não têm qualquer relação com monitoramento de pessoas físicas.
A instituição reforça ainda que movimentação financeira não é sinônimo de renda ou lucro, e, portanto, não pode ser usada isoladamente como base para cobrança ou fiscalização.
Outro ponto importante: a Receita não recebe dados detalhados sobre transações individuais nem identifica o meio de pagamento utilizado, como Pix, transferência ou depósito.
De acordo com o órgão, esse tipo de desinformação costuma gerar insegurança na população e pode favorecer golpes e interesses de organizações criminosas.
A orientação é sempre buscar informações em canais oficiais antes de compartilhar conteúdos sobre impostos, fiscalização ou uso do Pix.
Confira a nota na íntegra:
“É falsa a informação veiculada na notícia “vendedora de marmitas é notificada pela Receita após movimentar R$ 52 mil via PIX no CPF”, de que a Receita Federal rastrearia movimentações de Pix e notificaria contribuintes por conta disso.
Os sistemas Harpia e T-Rex citados nem sequer existem. O T-Rex era um hardware (servidor) no início da nota fiscal eletrônica em meados de 2007,hoje desativado.
Outras “notícias” semelhantes, referindo-se a pessoas não identificadas que recebem valores de amigos são também falsas.
A Receita não recebe informações sobre transações individuais, não há qualquer identificação dos meios de pagamento.
Principalmente, a Receita Federal sabe que movimentação financeira não se confunde com renda ou lucro, não havendo sentido em uma notificação como a relatada pela reportagem.
Para que fique claro: a Receita não recebe qualquer informação sobre transações individuais ou a forma como elas ocorrem (PIX, depósito, transferência etc.) e não notifica contribuintes somente por conta de volume de transações, ainda mais em valores mais baixos como o citado nas reportagens.
Fake news sobre pix e fiscalização da Receita, sempre buscando apavorar as pessoas trabalhadoras, servem aos interesses poderosos de organizações criminosas, que se valem do sistema financeiro para lavar bilhões de reais de dinheiro do crime, e de grandes corporações de pagamento que se opõem ao PIX.
A atuação do governo do Brasil contra o pilar financeiro do crime organizado veio pra ficar, apesar de incomodar aqueles que insistem em espalhar fake news.”
A deputada federal Carla Dickson (PL) afirmou, em entrevista nesta segunda-feira (20), que ainda não garantiu o seu voto para o senador Styvenson Valentim (PSDB) nas eleições de 2026. Segundo Dickson, ela enfrenta entraves nas articulações com o parlamentar.
“Não consigo conversar com ele ainda. Já tentei três vezes e não consigo marcar agenda com ele, então não dá para você votar em uma pessoa que você não consegue conversar”, disse ela em entrevista para a 95 FM Mossoró.
A deputada, que busca a reeleição, afirmou ainda que o seu único compromisso de voto está firmado com o pré-candidato ao Senado Coronel Hélio (PL). O seu posicionamento atual foi comunicado ao líder do grupo político no Rio Grande do Norte, o senador Rogério Marinho.
Na entrevista, ela apontou outro fator que pode contribuir para um entrave entre os dois: a sinalização do apoio de Styvenson a pré-candidata a deputada federal Nina Souza. A ex-secretária de Trabalho e Assistência Social de Natal é recém filiada ao PL e busca um mandato no mesmo cargo ocupado por Carla.
“Já (disse a Marinho) e estou dizendo isso na rádio. É uma possibilidade? É, mas Styvenson já declarou bastante claro o apoio, o voto dele a Nina (Souza). Então a gente também tem que levar em consideração isso. A porta nem foi aberta, e nem foi fechada. Não houve nenhum diálogo. O pouco diálogo que a gente tem é quando tem reunião de bancada, e nas últimas reuniões de bancada eu não consegui me encontrar com ele”, afirmou.
Apesar dos entraves, a parlamentar destacou pontos que considera positivos na atuação do senador, mas reforçou que eles precisam conversar para que haja a consolidação de um apoio.
O deputado estadual Francisco do PT esteve, nesta segunda-feira (4), acompanhando a governadora Fátima Bezerra durante visita à Barragem de Oiticica, um dos mais importantes reservatórios do Rio Grande do Norte.
Atualmente, a barragem já acumula 61% de sua capacidade total de armazenamento, o que representa mais de 450 milhões de metros cúbicos de água, resultado das recentes chuvas que vêm beneficiando a região do Seridó.
Concluída e inaugurada no início do ano passado, a obra é considerada estratégica para garantir segurança hídrica, abastecimento humano e desenvolvimento econômico para diversos municípios do estado.
Durante a visita, o deputado destacou a relevância de Oiticica para o povo potiguar. “Esta é uma obra que foi sonhada durante muito tempo, mas foi a presidenta Dilma quem tirou do papel e foi o presidente Lula quem concluiu, em parceria com o governo da professora Fátima, que teve papel fundamental para a realização deste o seu início até a sua conclusão”, disse o deputada Francisco.
A agenda também foi acompanhada por outras autoridades e lideranças, como o secretário estadual de Meio Ambiente e Recurso Hídricos (SEMARH), Paulo Varela e o ex-prefeito de Currais Novos, Odon Jr.
Um sonho antigo da população de Lagoa Nova começa, enfim, a sair do papel. A construção da nova Creche e Escola de Educação Infantil Tipo 2 já está em andamento e representa um marco histórico para a educação do município.
Com investimento de R$ 2.699.000,00, a obra está sendo executada na Rua Dr. José Bezerra, no bairro José Milanês, e vai atender diretamente o distrito de Manoel Domingos, o assentamento José Milanês e outras comunidades da região.
A nova unidade escolar surge para atender uma demanda crescente por vagas na educação infantil, ampliando a capacidade da rede municipal e garantindo melhores condições de acesso, permanência e qualidade no ensino.
Além de salas adequadas para o desenvolvimento pedagógico das crianças, a creche contará com estrutura moderna, seguindo as diretrizes do FNDE, com espaços planejados também para atividades complementares e práticas educativas.
Para o prefeito Iranildo, a obra simboliza a concretização de um desejo antigo da população.
“Essa é uma conquista muito esperada. Um sonho que muitas famílias carregaram por anos e que agora começa a se tornar realidade. Estamos falando de mais acesso, mais dignidade e mais futuro para nossas crianças”, destacou.
A secretária municipal de Educação, Maria Ivanilda, reforçou a importância do investimento na base do ensino.
“A educação infantil é o começo de tudo. Essa creche vem para fortalecer nossa rede, ampliar o atendimento e garantir um ambiente adequado para o desenvolvimento das nossas crianças, com mais qualidade e mais estrutura”, afirmou.
A construção da unidade faz parte de um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da educação pública em Lagoa Nova, evidenciando o compromisso da gestão com o desenvolvimento social e humano do município.
A Polícia Militar de Currais Novos foi acionada à 00h08 da madrugada desta terça-feira (21), após um chamado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para atender a uma ocorrência de homicídio registrada na Rua Luiz de França, no bairro Sílvio Bezerra.
De acordo com informações repassadas pela PM, uma mulher identificada como Damiana é a principal suspeita de ter assassinado o próprio marido com um golpe de faca. A vítima foi identificada como José Cândido Emídio da Silva, de 53 anos, que não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Equipes da Polícia Civil e do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP) foram acionadas para realizar os procedimentos de investigação e perícia. O corpo foi removido para exames necroscópicos.
A suspeita foi detida no local e conduzida à delegacia, onde foi autuada em flagrante. O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias e a motivação do crime.
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A vereadora de Natal, Samanda Alves, é o nome escolhido pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para disputar uma vaga ao Senado Federal nas eleições de 2026 pelo Rio Grande do Norte.
Engenheira de formação, Samanda está em seu primeiro mandato como vereadora da capital potiguar, eleita em 2024 com mais de 5 mil votos. Além do mandato, ela ocupa posição de destaque dentro do partido, sendo presidenta estadual do PT no RN.
Com trajetória ligada à esquerda e aos movimentos sociais, Samanda Alves construiu sua carreira política nos bastidores e na gestão pública. Atuou por cerca de 20 anos como assessora da governadora Fátima Bezerra, além de ter exercido cargos no Governo do Estado, como secretária adjunta do Gabinete Civil e subsecretária de Trabalho, Emprego e Renda.
Também teve atuação nacional durante o governo de Dilma Rousseff, com participação em políticas voltadas aos direitos humanos e à população LGBTQIA+, chegando a integrar e coordenar ações no Conselho Nacional de Combate à Discriminação.
Dentro do PT, seu nome foi escolhido como pré-candidata ao Senado após a decisão da governadora Fátima Bezerra de permanecer no cargo até o fim do mandato. A indicação foi apresentada como um movimento de renovação política e fortalecimento da unidade partidária no estado.
Samanda se apresenta como feminista e tem como principais bandeiras a defesa dos direitos das mulheres, da classe trabalhadora e das políticas sociais, alinhada ao projeto político do PT no Rio Grande do Norte.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) renovou um alerta de chuvas intensas válido para todo o Rio Grande do Norte nesta segunda-feira (20), véspera do feriado de Tiradentes, que ocorre nesta terça-feira (21). O aviso é classificado com grau de severidade de “perigo potencial” e segue válido até as 23h59.
De acordo com o órgão, a previsão é de chuvas entre 20 e 30 mm por hora, podendo chegar a até 50 mm ao longo do dia, além de ventos com intensidade entre 40 e 60 km/h. Apesar do volume previsto, o risco é considerado baixo para ocorrências mais graves, como corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.
O Inmet orienta que, em caso de rajadas de vento, a população evite se abrigar debaixo de árvores, devido ao risco de queda e de descargas elétricas, e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Também é recomendado evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada durante as instabilidades.
Em situações de emergência, a recomendação é acionar a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros, pelo número 193.
A dengue, tradicionalmente conhecida pelos sintomas como febre alta, dores no corpo e mal-estar, também pode estar relacionada a complicações neurológicas graves. Um estudo recente identificou uma associação entre a infecção pelo vírus e o aumento do risco de desenvolvimento da síndrome de Guillain-Barré (SGB), uma condição que afeta o sistema nervoso e pode levar à paralisia.
O Brasil enfrentou, em 2024, a maior epidemia de dengue de sua história, com cerca de 6,5 milhões de casos prováveis e mais de 5,8 mil mortes. Embora tenha havido redução em 2025, com aproximadamente 1,6 milhão de casos até novembro, a circulação do vírus permaneceu elevada. Para 2026, projeções indicam que o país ainda deve registrar cerca de 2 milhões de infecções.
A maioria das pessoas infectadas apresenta sintomas leves ou moderados. No entanto, um número menor de pacientes pode evoluir com complicações mais severas. Entre essas possíveis consequências está a síndrome de Guillain-Barré, uma doença rara em que o sistema imunológico passa a atacar os nervos periféricos.
Essa condição provoca fraqueza muscular progressiva, que geralmente começa nas pernas e pode avançar para os braços e o rosto. Em casos mais graves, o paciente pode perder completamente a capacidade de se movimentar e até necessitar de suporte respiratório.
A pesquisa que analisou essa relação utilizou dados do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo registros de internações, notificações de dengue e óbitos. Foram avaliados grandes bancos de dados nacionais para identificar padrões entre a infecção pela dengue e o surgimento da síndrome.
Os resultados indicam que pessoas que tiveram dengue apresentam um risco cerca de 17 vezes maior de desenvolver Guillain-Barré nas semanas seguintes à infecção, especialmente entre a primeira e a sexta semana após o início dos sintomas. O período mais crítico ocorre logo após a fase aguda da doença.
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores utilizaram uma metodologia conhecida como “série de casos autocontrolados”, que compara o risco de um mesmo indivíduo em diferentes períodos. Dessa forma, é possível avaliar com maior precisão a relação entre a infecção e o desenvolvimento da complicação.
Embora a síndrome de Guillain-Barré seja considerada rara, os números absolutos chamam atenção quando analisados em conjunto com o volume de casos de dengue. Estimativas apontam que, a cada milhão de infecções, cerca de 36 pessoas podem desenvolver a condição neurológica.
A ligação entre dengue e Guillain-Barré não é totalmente nova. Desde a década de 1990 já havia registros de casos que sugeriam essa associação. No entanto, faltavam estudos com grande base de dados capazes de quantificar o risco de forma mais precisa, o que agora começa a ser preenchido.
Além da dengue, outras arboviroses também já foram associadas a complicações neurológicas. Casos de microcefalia relacionados ao zika vírus e o aumento da mortalidade associada à chikungunya são exemplos de como essas infecções podem ter impactos além dos sintomas iniciais.
O tratamento da síndrome de Guillain-Barré é mais eficaz quando iniciado rapidamente. No Sistema Único de Saúde, as principais terapias disponíveis são a imunoglobulina intravenosa e a plasmaférese, procedimento que remove do sangue substâncias que atacam o sistema nervoso.
Especialistas reforçam que a rapidez no diagnóstico é determinante para o prognóstico. Sintomas como fraqueza nas pernas, dificuldade para caminhar ou formigamento devem ser avaliados com atenção, especialmente em pessoas que tiveram dengue recentemente.
No campo da prevenção, o controle do mosquito Aedes aegypti continua sendo fundamental. A eliminação de água parada em recipientes, pneus e caixas d’água segue como uma das medidas mais eficazes para reduzir a transmissão da doença.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai discutir, no próximo dia 29 de abril, uma proposta de instrução normativa que estabelece regras para a manipulação de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras. A medida faz parte de um conjunto de ações regulatórias e de fiscalização voltadas ao controle desse tipo de produto, diante do aumento do uso e da circulação irregular no País.
A proposta prevê a definição de critérios técnicos para etapas como importação, qualificação de fornecedores, realização de testes de controle de qualidade, estudos de estabilidade, além de regras para armazenamento e transporte de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs). A norma integra o plano de ação anunciado pela agência no último dia 6, voltado à ampliação da segurança sanitária.
O avanço no uso dessas substâncias, que incluem princípios ativos como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, tem impulsionado um mercado paralelo. Atualmente, esses medicamentos só podem ser adquiridos mediante prescrição médica com retenção de receita. Mesmo assim, versões irregulares, incluindo produtos manipulados sem autorização, têm sido ofertadas, elevando o risco para os consumidores.
Segundo a Anvisa, a iniciativa busca padronizar procedimentos e reduzir falhas na cadeia de produção e distribuição. A minuta da instrução normativa está disponível para consulta no site da agência.
Como parte do reforço regulatório, a Anvisa instituiu dois grupos de trabalho para apoiar as ações de controle sanitário. O primeiro, criado pela Portaria nº 488/2026, reúne representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO). Já o segundo grupo, estabelecido pela Portaria nº 489/2026, terá a função de acompanhar a execução do plano de ação e propor melhorias nas medidas adotadas.
Paralelamente, a agência firmou uma carta de intenção com os conselhos profissionais com o objetivo de promover o uso seguro e racional desses medicamentos. A proposta inclui o desenvolvimento de ações educativas, compartilhamento de informações e alinhamento técnico entre as instituições.
“A Anvisa e os conselhos propõem uma atuação conjunta baseada em troca de informações, no alinhamento técnico e em ações educativas”, informou a agência.
A Polícia Federal revelou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 260 bilhões no Brasil. Segundo as investigações, beneficiários do Auxílio Emergencial foram usados, sem saber, como parte da engrenagem criminosa que operava principalmente por meio de transferências via PIX.
De acordo com a PF, o grupo utilizava a técnica conhecida como “smurfing”, que consiste em dividir grandes quantias em milhares de pequenas transferências para evitar alertas do sistema financeiro e órgãos de controle.
As investigações indicam que empresas ligadas a apostas ilegais fragmentavam valores em operações de baixo valor, dificultando o rastreamento. O objetivo era não ultrapassar limites que acionam mecanismos automáticos de suspeita, conforme informações do Metrópoles.
Um dos pontos mais graves, segundo o relatório, é que diversos envolvidos nas transações eram pessoas que haviam recebido o Auxílio Emergencial durante a pandemia. Elas teriam sido utilizadas como “laranjas” sem conhecimento do esquema.
A operação, chamada Narco Fluxo, foi deflagrada com mais de 200 policiais, que cumpriram dezenas de mandados de prisão e busca. Entre os alvos estão nomes do meio artístico e digital, suspeitos de integrar ou se beneficiar da estrutura.
Ainda segundo a Polícia Federal, o esquema misturava dinheiro de diferentes origens, incluindo atividades ilegais, com receitas formais para dificultar a identificação. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 2,2 bilhões em bens dos investigados.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, seja investigado no inquérito das fake news. A solicitação foi feita por meio de uma notícia-crime encaminhada ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.
O procedimento está sob sigilo. As informações foram confirmadas pelo SBT News nesta segunda-feira (20). O pedido foi apresentado após Zema divulgar, nas redes sociais, um vídeo que sugere condutas ilícitas do decano do STF. O material foi produzido com uso de inteligência artificial.
Na gravação, Gilmar Mendes aparece em uma conversa fictícia com o ministro Dias Toffoli, em referência ao caso Banco Master. Os dois são retratados por bonecos.
O vídeo simula um diálogo sobre a decisão de Mendes que anulou a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações, ligada à família de Toffoli. A medida havia sido aprovada pela CPI do Crime Organizado.
O SBT News procurou Zema para comentar o caso e aguarda retorno.
Cinco réus foram condenados ontem pelo assassinato de dez pessoas da mesma família, no caso conhecido como a maior chacina do Distrito Federal.
O que aconteceu Penas variam de dois a 397 anos de prisão. Os réus foram condenados pela prática dos crimes de homicídios qualificados, roubos, ocultação e destruição de cadáveres, sequestro, fraude processual, associação criminosa e corrupção de menor. Segundo a acusação, eles cometeram os crimes para ficar com uma chácara da família avaliada em R$ 2 milhões.
Julgamento durou seis dias e aconteceu no Tribunal do Júri de Planaltina. Ao todo, 18 testemunhas foram ouvidas. O veredito foi deliberado em sala secreta pelo corpo de jurados e proferido pelo juiz responsável pelo caso, por volta das 22h30 de ontem
Que encontrem no tempo que se inicia o amparo necessário para enfrentar as consequências desse processo, com a serenidade que a caminhada exigirá. Juiz Taciano Vogado Rodrigues Junior, após leitura da sentença
Os cinco condenados confessaram os crimes à polícia. Porém, Gideon Batista de Menezes, considerado um dos principais articuladores do grupo, mudou sua versão no tribunal. Ele afirmou ter sido vítima e confessado sob tortura, segundo o site Metrópoles. O UOL tenta localizar os advogados dos condenados. O espaço segue aberto para manifestações
Um adolescente de 17 anos também se envolveu no caso, segundo a investigação. À época, ele foi detido no Núcleo de Atendimento Integrado.
Penas passam de 397 anos de prisão Punições foram definidas individualmente, considerando a participação de cada réu nos crimes. Cabe recurso à decisão, contudo, por ter sido tomada por um júri, os condenados não podem ser absolvidos. A única hipótese de isso acontecer é em caso de anulação do julgamento
Saiba as penas e crimes imputados a cada um
Gideon Batista de Menezes: condenado a 397 anos, oito meses e quatro dias de reclusão, além de um ano e cinco meses de detenção. O réu vai responder pelos crimes de extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima e extorsão mediante sequestro qualificada pelo resultado morte, corrupção de menores, ocultação de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada e roubo majorado
Carlomam dos Santos Nogueira: condenado a 351 anos, um mês e quatro dias de reclusão, além de 11 meses de detenção. Os crimes são extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima e extorsão mediante sequestro qualificada pelo resultado morte, corrupção de menores, ocultação de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada e roubo majorado
Horácio Carlos Ferreira Barbosa: condenado a 300 anos, seis meses e dois dias de reclusão, além de um ano de detenção. O réu vai responder pelos crimes de extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima e extorsão mediante sequestro qualificada pelo resultado morte, corrupção de menores, ocultação de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada, roubo majorado e fraude processual
Fabrício Silva Canhedo: condenado a 202 anos, seis meses e 28 dias de reclusão, além de um ano de detenção. O réu vai responder por extorsão qualificada, corrupção de menores, ocultação e destruição de cadáver, homicídio qualificado, cárcere privado, constrangimento ilegal, associação criminosa armada, roubo majorado e fraude processual
Carlos Henrique Alves da Silva: condenado a dois anos de reclusão pelo crime de cárcere privado. Como já estava preso há mais tempo, deve ser colocado em liberdade
Relembre o caso Sequestros seguidos de assassinatos ocorreram de dezembro de 2022 a janeiro de 2023. As vítimas foram cinco mulheres, dois homens e três crianças Renata Juliene Belchior, 52; Gabriela Belchior de Oliveira, 25; Elizamar da Silva, 39; Cláudia Regina Marques de Oliveira, 55; Ana Beatriz Marques de Oliveira, 19; Marcos Antônio Lopes de Oliveira, 54; Thiago Belchior de Oliveira, 30; Gabriel da Silva, 7; Rafael da Silva, 6; Rafaela da Silva, 6
Elas foram capturadas gradativamente, em datas diferentes, e mantidas em um cativeiro em Planaltina. Os criminosos usaram os celulares das vítimas para enviar mensagens, passando-se por elas. O objetivo era atrair outras vítimas e não levantar suspeitas dos desaparecimentos. Os encarcerados também foram ameaçados e obrigados a fornecer suas senhas bancárias, segundo a acusação.
Algumas mortes foram por estrangulamento e outras, por golpes de faca. Parte dos corpos foi carbonizada e alguns foram enterrados em cisterna perto do local do cativeiro Segundo a acusação, os crimes foram motivados pelo interesse dos réus em ficar com uma chácara da família das vítimas. O local fica em Itapoã (DF) e estava avaliado em cerca de R$ 2 milhões. Terreno de 5,2 hectares era disputado na Justiça. Os condenados também sacaram dinheiro das contas bancárias das vítimas e roubaram quantias em espécie.
No final da manhã desta segunda-feira (20), policiais do 13º Batalhão de Polícia Militar efetuaram a prisão de dois suspeitos de participação em um assalto ocorrido na última sexta-feira em um posto de combustíveis no município de Currais Novos.
De acordo com informações da polícia, a dupla foi localizada após diligências realizadas pela equipe, que conseguiu identificar os envolvidos na ação criminosa. Durante a abordagem, os suspeitos estavam em posse de uma arma de fogo, que teria sido utilizada no crime, além de roupas semelhantes às usadas no momento do assalto.
Ainda segundo a PM, o material apreendido reforça a ligação dos detidos com o roubo registrado no Posto Lais, aumentando as evidências contra os investigados.
Após a prisão, os dois homens foram conduzidos ao plantão da 11ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), onde permanecem à disposição da Justiça e devem responder pelos crimes atribuídos a eles.