A estreia do Cafezinho com Kaká na TV aconteceu ontem 04/03 e já começou com grande repercussão entre o público. Levando para a televisão a mesma irreverência e leveza que marcam o programa no rádio, Kaká conduziu um bate-papo descontraído, cheio de boas histórias e momentos de interação.
O programa conquistou uma excelente audiência tanto na TV quanto no canal do YouTube, mostrando a força e a conexão do Cafezinho com o público da região.
O encontro para boas histórias está marcado: toda quarta-feira, às 19h, ao vivo na Sidys TV, convidados especiais e aquele clima de conversa boa que já virou marca registrada do programa.
As articulações políticas em torno de um possível mandato-tampão no Governo do RN ganharam um novo capítulo e já provocam reações nos bastidores da Assembleia Legislativa. Uma reunião realizada na segunda-feira (2) pela federação formada por União Brasil (UB) e Progressistas (PP) colocou na mesa a tentativa de construção de um nome de consenso para comandar o Executivo estadual até o fim de 2026.
A iniciativa teria partido de interlocuções conduzidas pelo deputado estadual Kleber Rodrigues (PSDB). A ideia era buscar um entendimento entre a governadora Fátima Bezerra (PT) e o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), pré-candidato ao governo em 2026, em torno de um nome capaz de pacificar o cenário político no caso de dupla vacância no governo do RN.
Nos debates internos da federação, surgiu como possível ponto de convergência o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Francisco do PT, citado como alternativa que poderia ser aceita tanto pela Governadoria quanto por setores do campo político que orbitam o projeto de pré-candidatura de Allyson ao governo do Estado.
A idieia uniria no mesmo projeto Fátima Bezerra (PT) e José Agripino, presidente do UB, adversários políticos de longa data.
Mas, um deputado consultado pela reportagem alertou que Francisco do PT não agradou ao pré-candidato, Allyson Bezerra (UB), por entender que o líder do governo na ALRN, no exercício do mandato de governador, pode se tornar mais forte do que o atual pré-candidato governista, Cadu Xavier.
“Assim Allyson poderia estar colocando no poder um futuro concorrente ao governo, no exercício do cargo, com estrada eleitoral e experiência como ex-prefeito de Parelhas”, disse o deputado recém-chegado ao campo político que orbita o projeto de pré-candidatura de Allyson.
Surpresa na Assembleia
A movimentação, contudo, causou surpresa dentro da própria Assembleia Legislativa. Segundo informações apuradas nos bastidores políticos do Estado, o presidente da Casa, Ezequiel Ferreira (PSDB) — aliado da governadora e figura central no processo de eventual eleição indireta — não participou da construção inicial da proposta.
Ezequiel teria tomado conhecimento das articulações pela imprensa, fato que gerou desconforto em seu entorno político. Como chefe do Legislativo, caberá a ele conduzir o processo de eleição indireta caso se confirme a renúncia da governadora para disputar o Senado. Tanto que conduziu o projeto e lei para regulamentar a eleição indireta.
Incômodo no PSD
Outro efeito colateral da reunião foi a reação, segundo apoiadores, da senadora Zenaide Maia (PSD). O PSD, partido da parlamentar, sequer esteve representado no encontro da federação UB/PP, o que ampliou o desconforto político. O PSD apoia a pré-candidatura de Allyson Bezerra ao governo do RN em 2026, juntamente com o MDB, UB e PP.
O movimento, contudo, ocorre sob a crescente irritação da senadora Zenaide Maia, contrária a iniciativa conduzida pelo deputado estadual Kleber Rodrigues (PSDB).
Zenaide é candidata à reeleição ao Senado em outubro e pode enfrentar justamente a governadora Fátima Bezerra (PT), caso a petista confirme a renúncia ao cargo para disputar a vaga. Pelas projeções sustentadas por pesquisas divulgadas nos últimos meses, o senador Styvenson Valentim (PSDB) aparece como favorito à primeira vaga, o que tende a transformar a segunda cadeira em uma disputa direta entre Zenaide e Fátima — cenário em que apenas uma das duas teria chances reais de vitória.
Nesse contexto, interlocutores avaliam que a senadora é uma das maiores interessadas em que a governadora não reúna condições políticas para eleger um sucessor em um eventual mandato-tampão. Caso não consiga viabilizar essa sucessão, Fátima poderia rever a estratégia de renunciar ao governo e disputar o Senado.
Segundo relatos de bastidores, tanto Zenaide quanto seu marido, o ex-prefeito de São Gonçalo do Amarante Jaime Calado (PSD), estariam dispostos a cobrar uma posição mais firme das lideranças da aliança política.
Disputa de estratégias
Enquanto isso, deputados que se alinham politicamente ao projeto de Allyson Bezerra avaliam que cada grupo precisa priorizar seus próprios interesses eleitorais. Nas negociações em curso, o foco estaria na obtenção de garantias políticas e benefícios concretos para projetos de reeleição, sem preocupação direta com os impactos na disputa ao Senado.
O movimento, contudo, ocorre sob a crescente irritação da senadora Zenaide Maia, sinalizando que o tabuleiro político estadual tende a ficar ainda mais tensionado agora em março, durante a janela de mudanças partidária e formação de nominatas.
Agripino
O presidente estadual União Brasil, ex-senador e ex-governador José Agripino, diz que o encontro com aliados foi uma “reflexão” em torno do processo sucessório na Assembleia, onde se discutiram duas vertentes políticas. “Um caminho é apoiar alguém que continue o governo do PT, alguém que é conhecido das suas dificuldades e que pode merecer, ou não da Assembleia, a chance de terminar, de ser concluído com o governo de transição, com todas as virtudes e defeitos”, afirmou. A
Já a segunda alternativa, que Agripino declara defender, “é os partidos de oposição se entenderem em torno de um nome que concorde ou que tenha qualificação para assumir as atitudes desde já. Que o Estado do Rio Grande do Norte exige para a sua reorganização política e administrativa, principalmente das suas contas públicas”.
“Há, portanto, o caminho de se manter um candidato ligado ao PT para que conclua a obra que começou há oito anos atrás e que o Estado conhece, ou encontrar um novo caminho pela via do diálogo entre os partidos de oposição de um nome de consenso que tenha condições de começar desde já o trabalho de reconstrução do Estado”, avisou Agripino.
Para Agripino, União Brasil e o PP precisam procurar “é o consenso entre os partidos de oposição, que somados tem número para ganhar a eleição e eleger o governo da transição, elegendo um nome que tenha condições de antecipar o trabalho que terá que ser feito pelo próximo governo de reconstrução das finanças públicas do Estado”.
Kleber Rodrigues
A TRIBUNA DO NORTE procurou o deputado Kleber Rodrigues, que não quis se posicionar diretamente sobre o tema. Por intermédio de sua assessoria de imprensa, informou que “não há qualquer posicionamento sobre esse assunto porque, simplesmente, não existe fato concreto a ser comentado, que é a eleição indireta”. O parlamentar, comunicou que “qualquer informação que circule nesse momento é mera especulação”.
A presidente estadual do PSD, senadora Zenaide Maia, também foi procurada, mas não se pronunciou sobre o tema.
Apesar das recentes chuvas que ajudaram a melhorar a situação de açudes e barragens no Rio Grande do Norte, 20 dos 69 reservatórios monitorados pelo Instituto de Gestão das Águas do Estado (Igarn) ainda estão em estado de alerta, uma vez que apresentam volume hídrico inferior a 10% da capacidade total. Dentre esses mananciais estão grandes açudes como o Itans, em Caicó, com 0,05% de volume, e o Boqueirão, em Parelhas, com 9,18%. De acordo com o mais recente relatório do Igarn, divulgado na segunda-feira (2), 36 reservatórios apresentaram melhora nos índices, embora o cenário seja de preocupação.
“A situação evoluiu, mas ainda precisa melhorar. Não temos volume suficiente para atender plenamente todos os usos múltiplos de água. Alguns reservatórios tiveram recargas mais expressivas, como a Barragem de Oiticica, que vem apresentando uma entrada de água bastante positiva, até acima do que se esperava. Por outro lado, a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves está atualmente com cerca de 42% da sua capacidade. É um reservatório estratégico, especialmente para a irrigação, que tem um peso importante na economia do estado”, pontua Procópio Lucena, presidente do Igarn.
“Se não houver uma boa recarga nos próximos meses, existe a preocupação de chegarmos ao final do ano com volumes mais baixos do que o ideal”, acrescentou. Segundo o Igarn, as chuvas dos últimos dias adicionaram 50,6 milhões de metros cúbicos aos reservatórios do estado. O volume acumulado das reservas hídricas monitoradas saiu de 1,93 bilhão de metros cúbicos (m³), equivalentes a 36,66% da capacidade total, para 1,99 bilhão de m³, ou seja, 37,62% da capacidade, entre 23 de fevereiro e a divulgação dos dados atualizados na segunda-feira.
Os 69 reservatórios têm capacidade hídrica de 5,29 bilhões de m³. A barragem Dinamarca, em Serra Negra do Norte, atingiu 100% da própria capacidade e começou a sangrar no domingo (1º). O reservatório tem capacidade total de 2,72 milhões de m³ e, no relatório do dia 23 de fevereiro, acumulava apenas 226,08 mil m³, o equivalente a 8,30% da capacidade. O manancial é responsável pelo abastecimento público municipal.
O açude Novo Angicos, em Angicos, registrou aumento de 35,38%, passando de 631,42 mil m³ (14,87%) para 2,133 milhões de m³ (50,25%) da capacidade total, que é de 4,24 milhões de m³. Além destes, outros 34 mananciais apresentaram melhora. Na outra ponta estão 20 reservatórios que não conseguiram melhorar os volumes. São eles: Boqueirão de Parelhas, Itans, Sabugi, Passagem das Traíras, Esguicho, Carnaúba, Bonito II, Dourado, Apanha Peixe e Gangorra.
Jesus Maria José, Beldroega, Tourão, Zangarelhas, Brejo, 25 de Março, São Gonçalo, Mundo Novo, Inspetoria e Lulu Pinto completam a lista. Desses, a situação mais crítica é observada em Mundo Novo, em Caicó (totalmente seco), Lulu Pinto, em Luís Gomes (0,01%), Passagem das Traíras, em São José do Seridó (0,03%), Itans, em Parelhas (0,05%), e Jesus Maria José, em Tenente Ananias (0,42%).
Efeitos
José Vieira, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do RN (Faern), aponta que os reservatórios em alerta estão concentrados principalmente nas regiões do Seridó, Alto Oeste e parte do Oeste potiguar, áreas onde, segundo ele, a economia rural depende fortemente da pecuária, da produção de forragem e da agricultura familiar. “Nessas regiões, a escassez de água afeta diretamente as atividades produtivas”, diz.
“A falta de reservatórios em níveis adequados reduz a disponibilidade de água para os rebanhos e para pequenas áreas irrigadas, o que obriga os produtores a recorrer à suplementação alimentar, elevando significativamente os custos de produção. Na pecuária, isso se traduz principalmente em perda de peso dos animais, redução da produção de leite e maior pressão sobre a renda das famílias rurais. A situação também impacta o abastecimento humano em diversas comunidades rurais, aumentando a dependência de carros-pipa e de outras soluções emergenciais”, prossegue Vieira.
O presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do estado (Fetarn), Erivam do Carmo, indica que a situação segue difícil. “Falta o manancial hídrico. Se tem água, a situação se inverte, porque o trabalhador pode plantar, variar a produção e aproveitar bem a água da chuva. Nas áreas onde os reservatórios estão acima de 50%, a gente pode dizer que existe uma maior tranquilidade”, avalia do Carmo.
Previsão
Segundo a Emparn, caso persista a tendência de aquecimento do Atlântico Sul, resfriamento do Atlântico Norte e condição de La Niña fraca no Pacífico, o período correspondente aos meses de março, abril e maio deverá apresentar chuvas dentro da normalidade. Nos dois primeiros meses, os volumes serão maiores, acima de 100 milímetros no Agreste e superiores a 200 milímetros no Alto Oeste. Em maio, último mês do período chuvoso nas regiões Oeste e Central, os índices tendem a diminuir. O quadro tem gerado boas perspectivas.
“Se a previsão da Emparn se confirmar, poderemos alcançar entre 50% e 55% da capacidade total dos reservatórios — podendo chegar até 60%. Assim, teremos um quadro hidrológico bastante positivo para o RN. Seguiremos acompanhando de perto cada atualização”, afirmou Procópio Lucena, presidente do Igarn. “Para a Faern, o estado não vive uma situação de colapso hídrico generalizado, mas ainda enfrenta um cenário de vulnerabilidade que exige cautela, planejamento e acompanhamento permanente da evolução do período chuvoso”, discorre José Vieira, da Federação da Agricultura.
Erivam do Carmo, da Federação dos Trabalhadores Rurais, diz estar otimista em relação à previsão. “Se tivermos a regularidade prevista, teremos uma boa produção”, fala. De acordo com o Igarn, os maiores mananciais do RN estão em processo de recarga atualmente, mas um deles, a Barragem de Oiticica – segundo maior reservatório do estado –, acumula 168,70 milhões de m³, correspondentes a 22,72% da capacidade total. Já a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves acumula 1 bilhão de m³, o equivalente a 42,17% da capacidade geral. A Barragem Santa Cruz do Apodi registra 321 milhões de m³, correspondentes a 53,53% da capacidade total.
DADOS
Confira os volumes previstos de chuva por mesorregião:
Oeste: 197,5 mm em março; 180,2 mm em abril; 101,4 mm em maio
O presidente Lula (PT) transferiu R$ 721,3 mil para o seu filho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em três transações. Dois desses pagamentos — um de R$ 244,8 mil e outro de R$ 92,4 mil — foram feitos no dia 27 de dezembro de 2023.
Um outro pagamento, de R$ 384 mil, foi feito por Lula a Lulinha em 22 de julho de 2022. Os depósitos partiram de uma conta de Lula na agência do Banco do Brasil de São Bernardo do Campo (SP).
Na mesma data de julho de 2022, o petista Paulo Okamotto, então presidente da Fundação Perseu Abramo, o “think tank” do PT, transferiu R$ 152.488,39 para Lulinha. O depósito aparece acompanhado da anotação “Depósito cheque BB liquidado”. Paulo Okamotto também é diretor do Instituto Lula.
Não há qualquer indicação do motivo do pagamento.
Dois dias depois desse pagamento de R$ 384 mil, em 25 de julho, Lulinha investiu R$ 386 mil em um fundo de investimentos do Banco do Brasil, o BB Renda Fixa Longo Prazo High. Trata-se de um fundo voltado para títulos públicos e privados, visando rentabilidade acima do CDI.
Antes da transferência de Lula, o saldo da conta era de R$ 12.031,92. Após o depósito do então presidenciável do PT e da aplicação no fundo, o montante ficou em R$ 10.199,12.
A mesma coisa aconteceu com os pagamentos de dezembro de 2023. Antes dos depósitos de Lula e Okamotto, o saldo da conta era de R$ 5.196,55. Após os depósitos dos dois, que somaram R$ 489 mil, Lulinha investiu o equivalente a R$ 299,2 mil em fundos do Banco do Brasil. Além do BB Renda Fixa Longo Prazo High, também aplicou em outro fundo de renda fixa, o BB Referenciado DI Plus Estilo.
Após esses investimentos, o Banco do Brasil debitou pouco menos de R$ 180 mil a título de “taxa de custódia”, levando o saldo da conta para R$ 2 mil negativos.
Essas informações constam da quebra de sigilo de uma das contas bancárias de Lulinha. Como revelou a coluna, o filho do presidente da República movimentou cerca de R$ 19,3 milhões nessa conta bancária em quatro anos, de 2022 a 2025.
À coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, aliados de Lulinha disseram que parte do valor movimentado por ele na conta era de uma herança.
Nos últimos dias, a defesa de Lulinha tem negado qualquer envolvimento dele com o Careca do INSS ou com os descontos indevidos nas aposentadorias. A defesa afirma que o filho do presidente prestará os devidos esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal, que é o foro adequado para a investigação.
A viabilização do início do projeto Ferro Potiguar, que prevê a exploração e o beneficiamento do minério de ferro para exportação no Rio Grande do Norte, depende da realocação de 240 famílias assentadas na área que vai ser afetada pela mina. De acordo com o gerente de portos e logística da empresa Fomento do Brasil Mineração, Alan Jones Tavares, a previsão é de que as comunidades sejam reassentadas nas novas vilas até o fim de 2027. O gerente não precisou exatamente a qual cidade pertencem as famílias. O projeto fica localizado na microrregião da Borborema Potiguar, que contempla municípios como Tangará, Serra Caiada, Sítio Novo e Senador Elói de Souza.
O projeto de reassentamento prevê investimentos de cerca de R$ 45 milhões para a construção das novas casas, dentro do período de 18 meses. A ideia é que a mudança aconteça de forma gradual, na medida em que as casas fiquem prontas para receber as comunidades. O objetivo é permitir o avanço das obras da planta da mina e da usina de beneficiamento em paralelo.
“Algumas das áreas de mineração avançam onde estão os assentamentos, sendo um deles localizado no posicionamento ideal da planta da mina. Então precisamos realizar as obras para a realocação. Não podemos realizar nada em termos de mineração até assentarmos as famílias”, aponta Alan Jones Tavares.
Atualmente o projeto da empresa aguarda a anuência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para que o processo tenha continuidade no Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Estado (Idema/RN). De acordo com o representante da empresa, o projeto para reassentamento das famílias foi protocolado no início de janeiro deste ano junto ao órgão ambiental. A expectativa da empresa é iniciar as obras das vilas para o reassentamento em junho.
Em resposta à reportagem da Tribuna do Norte, no entanto, o Idema/RN informou que a Fomento ainda não protocolou processo específico para a relocação dos assentamentos junto ao órgão. O procedimento, por se tratar de uma obra à parte, exige licenciamento separado do processo do projeto Ferro Potiguar.
O projeto Ferro Potiguar, segundo o Idema/RN, está em fase de Licença Prévia (LP). “No momento, o processo está em etapa de Solicitação de Providências, na qual foi solicitado ao empreendedor a apresentação de estudos complementares, especialmente relacionados à análise dos recursos hídricos e aos impactos sobre a fauna”, disse o Idema. O Instituto confirmou, ainda, que aguarda a anuência do Incra, tendo em vista que o empreendimento prevê a necessidade de remobilização de comunidades assentadas.
O projeto Ferro Potiguar mira a exploração do pellet feed, conhecido como “minério verde”, na microrregião da Borborema Potiguar. O mineral é um dos principais utilizados pela indústria siderúrgica e contribui para a maior descarbonização do setor.
Além da planta da mina, a iniciativa contempla a construção de uma usina de beneficiamento. De acordo com Alan Jones Tavares, a previsão é de que a empresa invista até R$ 2 bilhões no Rio Grande do Norte com o projeto. O valor inclui melhorias no Pátio Norte do Porto de Natal, recentemente arrendado pela companhia para o escoamento do minério de ferro para exportação.
O gerente aponta que no mês passado representantes da Fomento estiveram em Brasília, onde uma reunião junto ao Incra foi realizada para discutir o projeto de reassentamento. Dias depois, o assunto foi discutido entre a diretoria da empresa e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante viagem do chefe do executivo a Nova Délhi, capital da Índia, entre os dias 18 e 20 de fevereiro.
Segundo Alan Jones Tavares, não foi dado um prazo pelo Incra para a concessão da anuência, mas a empresa tem buscado atualizações junto ao órgão com regularidade.
A reportagem da TRIBUNA DO NORTE procurou o Incra para uma avaliação do instituto sobre o projeto de reassentamento das 240 famílias e questionou a entidade sobre a previsão para conceder a anuência. Até o fechamento desta edição, não foi encaminhada uma resposta.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu nesta quarta-feira 4 após ter sido internado no Hospital João XXIII, em Minas Gerais. Ele havia sido preso na Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master. Segundo a Polícia Federal, ele se suicidou na prisão.
A corporação informou que será aberta investigação interna para apurar as circunstâncias do caso. Vídeos que registram a dinâmica do ocorrido serão encaminhados ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a PF, policiais iniciaram procedimento de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que encaminhou Mourão ao hospital.
As investigações apontam que ele exercia papel central na organização criminosa, executando ordens de monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral.
Também foi preso na operação o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como chefe da organização estruturada em diferentes núcleos.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que Vorcaro determinava a Mourão o levantamento de dados pessoais, monitoramento de funcionários e planejamento de agressão ao jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Sobre monitoramento e intimidação de funcionários, as mensagens mostram Mourão informando que acompanhava um ex-funcionário e se oferecendo para usar “A Turma” para intimidar pessoas, incluindo um funcionário que teria feito gravação envolvendo Vorcaro. Há troca de dados pessoais e orientação para levantar informações sobre um funcionário e um chefe de cozinha. “O bom de dar sacode no chef de cozinha primeiro. O outro já vai assustar”, diz um dos trechos.
Em outro diálogo, Vorcaro relata estar sendo ameaçado por uma empregada e ordena que Mourão obtenha endereço e demais dados. “Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda”, disse Vorcaro. Mourão pergunta o que deveria ser feito. Vorcaro responde: “Puxa endereço tudo”.
Após reportagens consideradas negativas, há conversas sobre monitorar o jornalista Lauro Jardim, levantar informações e atacá-lo fisicamente. Segundo a investigação, Vorcaro sinaliza que quer “mandar dar um pau” no jornalista e “Quebrar todos os dentes. Num assalto”. Em nota, o jornal O Globo afirmou repudiar “veementemente as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista Lauro Jardim”, conforme apontado na decisão do ministro André Mendonça.
O relatório menciona “dinâmica violenta evidenciada pelas conversas entre Vorcaro e Mourão” e indica que ele atuaria como ‘longa manus’ na prática das ações atribuídas à organização.
As apurações apontam ainda indícios de que Mourão recebia R$ 1 milhão por mês de Vorcaro como remuneração pelos “serviços ilícitos”.
A defesa de Vorcaro negou as acusações e declarou que o empresário “sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça.” Os advogados afirmaram confiar que o “esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta”.
A defesa de Fabiano Zettel informou que ele se entregou às autoridades e está à disposição dos investigadores. Os advogados dos demais citados não responderam.
A rede pública de saúde oferece atendimento gratuito para pessoas em conflito emocional ou com pensamentos de tirar a própria vida. O suporte pode ser buscado nos CAPS, Unidades Básicas de Saúde, UPA 24h, Samu (192), pronto-socorros e hospitais. O Centro de Valorização da Vida (CVV) presta apoio emocional e prevenção do suicídio pelo telefone 188, com atendimento gratuito 24 horas por dia, em parceria com o SUS.
A proposta de redução da jornada de trabalho elevaria os custos do setor produtivo do Rio Grande do Norte em até R$ 2,29 bilhões por ano, é o que aponta uma análise do Observatório da Indústria Mais RN, núcleo de planejamento estratégico contínuo da Federação das Indústrias do RN (FIERN). O levantamento tem como base o painel “PL Redução da Escala de Trabalho”, do Observatório Nacional da Indústria, da CNI, e considera os impactos de uma redução da jornada semanal de 44 para 40 horas.
Com dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o painel indica que o RN possui 709,35 mil vínculos formais de emprego, dos quais 421,13 mil têm jornada entre 41 e 44 horas semanais. Ou seja, 59,4% dos vínculos formais no estado seriam diretamente afetados pela mudança, exigindo reorganização da produção ou aumento de custos.
A análise estima dois cenários de compensação do volume de horas trabalhadas, com pagamento de horas extras ou contratação de novos trabalhadores. No primeiro cenário, em que a compensação se daria por meio de horas extras, a simulação estima o aumento anual de custos de aproximadamente R$ 2,29 bilhões, um aumento de 5,8% nos custos do setor produtivo. Já no segundo, em que a recomposição das horas reduzidas seria realizada pela contratação de outros trabalhadores, o valor adicional seria de R$ 1,53 bilhão, ou 3,9% a mais nos gastos com empregados.
“Ambos os cenários implicam aumento significativo dos custos empresariais, com repercussões diretas sobre a atividade econômica, especialmente nos setores industriais mais intensivos em trabalho, como a Indústria de Transformação, a Construção e a Indústria Extrativa”, destaca Pedro Albuquerque, analista do Observatório da Indústria Mais RN.
Antes de discutir a diminuição da escala 6×1, alerta o presidente do Sistema FIERN, Roberto Serquiz, “é necessário enfrentar um fato incontornável: o Brasil apresenta desempenho modesto em produtividade quando comparado a outras economias”. Estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) evidenciam essa fragilidade estrutural.
“Reduzir jornada sem elevar produtividade significa aumentar custos sem ampliar a geração de riqueza. Ao mesmo tempo, o país iniciou a transição decorrente da Reforma Tributária de 2023, que demanda adaptação, investimentos e reorganização das estruturas empresariais. Introduzir simultaneamente mudanças estruturais na legislação trabalhista e no sistema tributário representa um risco elevado para a economia. Soma-se a isso o desafio de que parte relevante do parque industrial brasileiro opera com defasagem tecnológica, baixa automação e competitividade pressionada”, ressalta Serquiz.
Para o presidente da FIERN, o Brasil precisa fortalecer sua base produtiva, modernizar seu parque industrial, elevar a qualificação da mão de obra e alinhar incentivos ao trabalho formal.
Repercussões para a economia industrial do RN O levantamento aponta que, para o Rio Grande do Norte, cuja estrutura produtiva apresenta forte dependência da indústria e de cadeias associadas à construção civil, mineração, energia e produção industrial, os impactos tendem a ser estruturalmente relevantes.
Entre o conjunto de prováveis repercussões da medida, estão impactos na competitividade e no custo unitário do trabalho, risco de perda de produção e PIB, pressão maior sobre micro e pequenas empresas e efeitos setoriais específicos.
A redução do teto semanal, sem redução salarial, elevaria o custo da hora trabalhada e pressionaria o custo unitário do trabalho, o que tende a se refletir em preços, margens e capacidade de competir com outros estados e com importados. No cenário de horas extras, o estudo destaca que a hora regular pode subir cerca de 10% para trabalhadores que excedem 40h, além do custo adicional das 4 horas compensatórias pagas com adicional.
Pressão sobre micro e pequenas empresas
No Rio Grande do Norte, onde a estrutura produtiva tem forte presença de pequenos estabelecimentos em diversos ramos industriais e de construção, os riscos da medida são amplificados. O estudo mostra que micro e pequenas empresas concentram a maior proporção de empregados com jornada acima de 40h semanais.
“Isso pode acelerar informalização, substituição de trabalho por serviços terceirizados, postergação de investimentos e até encerramento de operações menos produtivas”, afirma o analista do Observatório Mais RN, Pedro Albuquerque.
Um em cada cinco adolescentes brasileiros foi vítima de violência sexual na internet em apenas um ano. O dado, divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Fundo das Nações Unidas pela Infância (Unicef), revela que cerca de três milhões de jovens entre 12 e 17 anos sofreram algum tipo de abuso ou exploração sexual com uso de tecnologia. O número acende um alerta direto para famílias do RN e de todo o país.
O levantamento faz parte do relatório “Disrupting Harm in Brazil: Enfrentando a violência sexual contra crianças facilitada pela tecnologia”, produzido em parceria com a ECPAT e a Interpol, com financiamento da Safe Online. A pesquisa ouviu famílias em todas as regiões do Brasil e investigou situações em que a internet foi usada para aliciar, ameaçar, extorquir ou compartilhar conteúdos íntimos.
Em 66% das situações relatadas, a violência aconteceu exclusivamente no ambiente virtual. Redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas de jogos foram os principais meios utilizados pelos agressores. Entre as ferramentas mais citadas estão o Instagram e o WhatsApp.
Segundo a especialista em proteção contra violências do Unicef no Brasil, Luiza Teixeira, o padrão costuma ser semelhante: o agressor inicia contato em perfis abertos, constrói uma relação de confiança e depois migra para conversas privadas, onde se sente mais protegido para cometer o abuso.
Tipos de violência mais comuns A violência mais recorrente, relatada por 14% dos entrevistados, foi a exposição a conteúdo sexual não solicitado. De acordo com o relatório, essa é uma estratégia usada pelos abusadores para gradualmente habituar a vítima a conteúdo sexual, e facilitar o escalonamento dos abusos. Além disso:
9% dos adolescentes receberam pedidos para compartilhar imagens de suas partes íntimas. 5% receberam ofertas de dinheiro ou presentes em troca de imagens íntimas 4% sofreram ameaças de divulgação de conteúdos íntimo 4% receberam propostas de conversas de cunho sexual 3% tiveram imagens íntimas compartilhadas sem consentimento 3% receberam ofertas de dinheiro ou presentes em troca de encontros sexuais 3% tiveram imagens manipuladas com uso de inteligência artificial para a criação de conteúdo sexual falso 2% foram ameaçados ou chantageados para realizar atos sexuais O estudo ainda identificou casos de manipulação de imagens com uso de inteligência artificial para criação de conteúdo falso e situações de chantagem para realização de atos de natureza sexual.
Agressor muitas vezes é conhecido Em quase metade dos casos (49%), o autor da violência era alguém conhecido da vítima, como amigos, familiares ou parceiros. Entre essas situações, parte dos adolescentes relatou ter sido abordada inicialmente pela internet, enquanto outros tiveram o primeiro contato na escola ou até dentro de casa.
O silêncio também preocupa. Um terço das vítimas afirmou não ter contado a ninguém sobre o ocorrido. Vergonha, medo de não serem acreditadas e ameaças feitas pelo agressor aparecem entre os principais motivos. Além disso, 15% disseram não saber que a situação configurava crime.
Impacto direto nas famílias O relatório mostra que 45% dos adolescentes têm acesso irrestrito à internet, enquanto apenas uma minoria sofre algum tipo de limitação por parte de pais ou professores. Com o uso intenso, 37% relataram já ter sido expostos acidentalmente a conteúdo sexual, principalmente em redes sociais e anúncios.
Para especialistas, os dados reforçam a importância do diálogo constante entre pais, responsáveis e adolescentes, inclusive no RN, onde o uso de smartphones é cada vez mais precoce. Informação, acolhimento e orientação são apontados como medidas essenciais para prevenir novos casos e estimular denúncias.
As mulheres negras são as principais vítimas de feminicídio no Brasil, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A análise reuniu 5.729 registros oficiais entre 2021 e 2024 e mostra que 62,6% das vítimas eram negras. O dado acende um alerta nacional e reforça a urgência de políticas públicas mais eficazes para enfrentar a violência contra a mulher.
De acordo com o estudo, 36,8% das vítimas eram brancas. Mulheres indígenas e amarelas representam, cada grupo, 0,3% dos casos registrados no período. Para a entidade, os números indicam que o feminicídio não pode ser tratado apenas como violência de gênero isolada, mas também como reflexo de desigualdades raciais e sociais estruturais.
A diretora executiva do Fórum, Samira Bueno, avalia que a presença majoritária de mulheres negras entre as vítimas revela um cenário de maior vulnerabilidade. O relatório destaca ainda que, na maioria das ocorrências, a violência acontece dentro de relações íntimas e poderia ser interrompida antes de chegar ao desfecho fatal, caso houvesse respostas institucionais mais eficazes.
Os dados mostram que metade das vítimas tinha entre 30 e 49 anos. São mulheres em idade produtiva, muitas vezes responsáveis pelo sustento da família e pelo cuidado de filhos e dependentes. Em 97,3% dos casos, os autores eram homens.
A relação entre vítima e agressor confirma o padrão de proximidade: 59,4% eram companheiros e 21,3% ex-companheiros. Outros 10,2% eram familiares. Apenas uma pequena parcela dos crimes foi cometida por desconhecidos. O levantamento aponta que, em oito de cada dez feminicídios, o autor mantinha ou já havia mantido vínculo afetivo com a vítima.
O ambiente doméstico aparece como o principal cenário da violência. Em 66,3% dos casos, o crime ocorreu na residência da mulher. A via pública representa 19,2% das ocorrências. Quanto aos meios utilizados, 48,7% das mortes aconteceram com arma branca e 25,2% com arma de fogo, o que indica confrontos diretos e o impacto da disponibilidade de armas na escalada da violência.
Municípios pequenos concentram metade dos casos Outro dado relevante diz respeito à distribuição territorial. Cidades com até 100 mil habitantes concentram 50% dos feminicídios registrados, embora abriguem 41% da população feminina do país. Nesses municípios, a estrutura de atendimento é limitada: apenas 5% possuem delegacia especializada de atendimento à mulher e 3% contam com casa abrigo.
Já nas cidades médias, entre 100 mil e 500 mil habitantes, 25% das vítimas foram registradas. Nessas localidades, 81% têm delegacia da mulher e 40% dispõem de casa abrigo. Nos grandes centros, com mais de 500 mil habitantes, 98% contam com delegacia especializada e 73% possuem casa abrigo, concentrando também 25% dos casos.
Desafio das políticas públicas Para o Fórum, o enfrentamento ao feminicídio passa pela ampliação e descentralização das políticas públicas. A Lei Maria da Penha é reconhecida como um marco no combate à violência doméstica, mas ainda há desigualdade na oferta de serviços pelo território nacional.
O relatório aponta que, além da criação de novas estruturas, é possível integrar equipamentos já existentes, como unidades básicas de saúde, delegacias comuns e centros de assistência social, formando uma rede mais articulada de proteção. Segundo a entidade, a violência letal costuma ser precedida por agressões anteriores e sinais de risco, o que reforça a importância da prevenção e do atendimento rápido.
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) aprovou regras que regulamentam a realização de eleição indireta para governador e vice-governador em caso de dupla vacância no comando do Executivo estadual no último biênio do mandato.
O procedimento foi formalizado por meio do Projeto de Resolução nº 373/2026, apresentado pela Mesa Diretora e teve relatoria do deputado estadual Gustavo Carvalho (PL). A norma define as etapas do processo eleitoral interno e estabelece prazos para escolha de um chefe do Executivo que cumprirá o chamado “mandato tampão”, estimado em cerca de nove meses.
A discussão ganhou força política diante do cenário em que a governadora Fátima Bezerra (PT) pretende deixar o cargo em abril para disputar o Senado, enquanto o vice-governador Walter Alves (MDB) anunciou que não assumirá o governo para poder concorrer a deputado estadual.
De acordo com a resolução, a eleição indireta será convocada caso haja vacância simultânea dos cargos de governador e vice-governador por motivos não eleitorais a partir do terceiro ano de mandato.
Nessa situação, caberá aos deputados estaduais escolher o novo chefe do Executivo em votação no plenário da Assembleia. O processo deverá ocorrer em até 30 dias após a abertura da última vaga.
Até a realização da eleição, a Assembleia convocará a autoridade prevista na linha sucessória da Constituição Estadual para assumir o governo de forma interina. Caso o presidente da Assembleia decida não assumir o cargo para evitar eventual inelegibilidade, a função provisória poderá ser exercida pelo presidente do Tribunal de Justiça.
Regras para a eleição indireta
As candidaturas deverão ser registradas em chapa única, com nomes para governador e vice, no prazo de até quatro dias após a divulgação do edital. Cada partido poderá participar de apenas uma chapa, e nenhum candidato poderá constar em mais de um pedido de registro.
Após o prazo de inscrição, a Mesa Diretora terá até dois dias para analisar os registros. Eventuais impugnações ou pedidos de reconsideração poderão ser apresentados e serão julgados em decisão final sem possibilidade de recurso.
A eleição ocorrerá em sessão da Assembleia, com chamada nominal dos deputados e voto aberto. Para ser declarada vencedora no primeiro escrutínio, a chapa precisará alcançar maioria absoluta dos votos dos parlamentares.
Caso esse quórum não seja atingido, será realizado um segundo escrutínio entre as duas chapas mais votadas, sendo eleita aquela que obtiver maioria simples. Se houver empate, o critério de desempate será a maior idade do candidato a governador, conforme emenda apresentada durante a votação.
O prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Canto de Moça, confirmou, nesta quarta-feira, 4, que vai apoiar dois candidatos a deputado estadual na eleição de 2026.
Um deles é o deputado Luiz Eduardo, do PL, para qual uma parte da bancada de vereadores e de aliados do prefeito vai trabalhar para garantir a manutenção do mandato de Luiz na Assembleia Legislativa.
Nas redes sociais, Fernando fez uma postagem de carrossel com fotos ao lado de Luiz Eduardo, e escreveu que: “Reafirmo meu apoio ao Deputado Luis Eduardo. Acredito no seu trabalho, na sua dedicação e no compromisso que ele tem demonstrado com a nossa gente ao longo do tempo. Mais que apoio político, existe respeito, admiração e amizade construída com confiança. Sigo firme, com posicionamento claro, lealdade e convicção.”, diz Fernando.
Por sua vez, o deputado Luiz Eduardo avisou aos amigos que nunca teve medo de concorrência e deseja ser o mais votado de Ielmo Marinho em 2026.
O projeto social “Karatê nas Escolas” segue transformando a vida de crianças e adolescentes em Currais Novos e agora passa a atender também o Distrito da Cruz. A iniciativa já conta com mais de 50 alunos e amplia seu alcance com a nova turma, que iniciou as atividades com 25 crianças.
A ação tem o apoio do vereador Sargento Ezequiel, que destacou a importância do esporte na formação das crianças da comunidade. “Estou preocupado com essas crianças do Distrito da Cruz. Trouxemos o projeto para a escola porque o esporte ajuda a formar caráter e garante um futuro melhor”, afirmou. O projeto é coordenado pelo sensei e ex-vereador Ausônio Tales, e as aulas são ministradas pelo professor Manuel Victor.
“Nosso projeto já existe há oito anos e vem se ampliando nas escolas municipais. Queremos chegar a até 120 alunos até 2026, levando disciplina e respeito através do karatê”, disse.
Com foco na inclusão social e na formação cidadã, o projeto reforça o esporte como ferramenta de transformação no município.
O Geoparque Seridó é formado por 6 municípios (Cerro Corá, Lagoa Nova, Acari, Currais Novos, Carnaúba dos Dantas, Parelhas) localizado na região do Seridó do Rio Grande do Norte, através do Consórcio Público Intermunicipal Geoparque Seridó, candidatou-se com sucesso ao reconhecimento da sua política e conquistas em matéria de sustentabilidade através do programa Green Destinations Award. Este programa avalia destinos turísticos sustentáveis a nível internacional, de acordo com critérios ambientais, socioeconómicos e culturais. Após um período de extensa preparação e apresentação de dossiês substanciais que abrangem mais de 75 critérios de sustentabilidade e uma auditoria independente no local, o Prémio Green Destinations/QualityCoast NÍVEL BRONZE foi atribuído ao DESTINO, indicando excelência em todas as áreas da gestão sustentável de destinos, tais como conservação da natureza e do património, gestão de resíduos, energia e clima. O prémio é também um reconhecimento dos esforços do destino para manter a atratividade do seu turismo no futuro. Não são avaliados apenas aspetos visíveis e tangíveis, como o património natural, mas também políticas e planos de gestão que considerem o desenvolvimento sustentável. princípios em consideração. Como uma das melhorias para o futuro, recomendou-se dar atenção por exemplo: desenvolver uma ‘economia verde’; envolver o setor privado na adoção de medidas de sustentabilidade e promover o reconhecimento de boas práticas ambientais entre os empresários, e outras que iremos buscar conquistar. Este Prêmio Green Destinations é um grande passo em direção à certificação de desempenho em sustentabilidade totalmente baseada em evidências e verificada de forma independente, de acordo com os padrões internacionais ditados pelo Conselho Global de Turismo Sustentável (GSTC).
Para o Presidente do Consórcio Público Intermunicipal Geoparque Seridó, Prefeito Lucas Galvão (Currais Novos) “Esse reconhecimento é fruto do trabalho coletivo conduzido pelo Consórcio Público Intermunicipal Geoparque Seridó, cuja atuação técnica e comprometida tem sido fundamental para consolidar políticas e ações voltadas ao desenvolvimento sustentável do território”.
A conquista também contou com o importante apoio da Fecomércio RN e do Senac RN, parceiros que têm contribuído para fortalecer o turismo, a qualificação profissional e a valorização das experiências locais.
A Diretora Executiva do Consórcio Geoparque Seridó, Janaina Medeiros , enfatiza que “o nosso agradecimento especial vai para todos os personagens do território — empreendedores, guias, artesãos, gestores, comunidades e instituições — que receberam a missão técnica de campo e compartilharam, com generosidade, seu cotidiano de trabalho e suas parcerias com o Geoparque Seridó. Cada história, cada iniciativa e cada colaboração foram essenciais para demonstrar a força do nosso território”.
O Geocientista do Geoparque Seridó, Silas Samuel, comemora que “hoje, o Seridó celebra um marco importante: somos UNESCO Global Geopark e agora também destino certificado pelo selo Green Destinations. Essa dupla conquista reforça a consolidação do Geoparque Seridó como um dos grandes motores da interiorização do turismo no Rio Grande do Norte, impulsionando desenvolvimento, valorização cultural e conservação do patrimônio natural”.
Tudo isso só é possível graças à união entre o consórcio intermunicipal, as instituições parceiras e, principalmente, à vontade e ao protagonismo das comunidades do território.
Sobre a Green Destinations A Green Destinations é uma fundação internacional que apoia destinos em todo o mundo na implementação de sistemas de gestão de sustentabilidade confiáveis e verificados de forma independente. Seus programas de Prêmio e Certificação são credenciados pelo GSTC e promovem a melhoria contínua, a transparência e a elaboração de relatórios de sustentabilidade baseados em evidências. Mais informações: www.greendestinations.org
A Prefeitura de Currais Novos, por meio da Secretaria Especial de Mulheres, Juventude, Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEMJIDH), realizará nesta quinta-feira, 05 de março, às 8h, no Teatro Municipal Ubirajara Galvão, a formação “Construindo uma gestão que valoriza e respeita as mulheres”, voltada para servidores e servidoras do município.
Essa atividade integra a agenda do Mês das Mulheres e tem como objetivo fortalecer a atuação da gestão pública na promoção dos direitos das mulheres, no enfrentamento à violência e na construção de políticas públicas mais sensíveis e eficazes.
O prefeito do município de Bodó Horison José, declarou apoio aos pré-candidatos ao Governo do Estado, Álvaro Dias, vice-governador, Babá. Em declaração oficial, o gestor municipal afirmou que acredita na capacidade e na experiência da chapa para conduzir o Estado. “O Estado estará em boas mãos, pois conheço a competência dos pré-candidatos”, destacou o prefeito.