O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), defendeu, nesta segunda-feira (14/9), uma mudança no Regimento Interno da Casa para permitir que pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sejam pautados automaticamente assim que obtiverem a assinatura de 49 senadores, em vez de ter que aguardar o presidente da respectiva Casa liberar o requerimento para votação. A informação é do Metrópoles. Veja no vídeo acima.
“O regimento dessa Casa dá um poder desmedido ao seu presidente. No próximo ano, nós vamos propor, ou este ano ainda, a mudança do regimento do Senado da República pra que na hora em que 49 senhores senadores e senadores, por meio de um requerimento, formulem o pedido da abertura de um inquérito por crime de responsabilidade isso seja feito automaticamente, independentemente da vontade do presidente da Casa”, disse a jornalistas.
Marinho citou, de forma indireta, que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre(União Brasil-AP), já “afirmou em uma ação pretérita que, mesmo que houvesse 80 assinaturas, ele não abriria um processo, que não cumpriria a função desse Senado da República de fazer esse expediente em defesa da democracia”.
A proposta ocorre em meio ao aumento da tensão entre Congresso e STF e à pressão da oposição após novas controvérsias envolvendo ministros da Corte. O caso do Banco Master também ampliou o embate político e levou senadores a cobrarem explicações e a defenderem a abertura de processos contra integrantes do Supremo.
A mudança defendida por Marinho, portanto, alteraria o atual rito ao retirar da presidência do Senado a possibilidade de impedir que uma representação avance apenas por não despachá-la. A ideia da oposição é transformar o número de assinaturas em um gatilho para que o pedido seja obrigatoriamente levado à análise da Casa.
Apesar da pressão, 49 assinaturas não seriam suficientes para aprovar um impeachment. Caso um processo fosse efetivamente aberto, a condenação de um ministro do STF exigiria o voto de dois terços do Senado, ou seja, 54 dos 81 senadores.
A pesquisa Metadata/Grupo Dial, divulgada nesta segunda-feira (14), mostra Benes Leocádio (União) na liderança das citações espontâneas para deputado federal no Rio Grande do Norte, com 2,94% das intenções de voto.
Nina (PL) aparece em segundo lugar, com 2,42%. Em terceiro está Natália Bonavides (PT), com 2,37%, seguida por Thabatta Pimenta (PV), com 2,36% das intenções de voto.
Na pesquisa espontânea, os entrevistados não recebem uma lista prévia de candidatos e respondem livremente em quem pretendem votar.
Cabo Deyvson (PL), aparece com 2.15% Sargento Gonçalves (PL), com 1.94%.
Branco/Nulo/Nenhum somam 13.6, já Não Sabe/ Não respondeu representa 53.7% dos entrevistados.
Metodologia
A pesquisa Metadata/Grupo Dial ouviu 1.536 eleitores em 63 municípios do Rio Grande do Norte, com entrevistas realizadas entre os dias 10 e 12 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A distribuição das entrevistas contempla municípios de diferentes portes e regiões do estado.
O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número RN-02543/2026, referente às disputas no Rio Grande do Norte.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o relatório apresentado pelo ministro André Mendonça é ilegal e pediu a anulação da investigação relacionada ao chamado Caso Master. Segundo Moraes, não existem indícios de infração penal que justifiquem a apuração.
Em manifestação apresentada na noite desta segunda-feira (14), em resposta ao presidente do STF, Edson Fachin, Moraes classificou a iniciativa como uma tentativa de “vingança” e afirmou que haveria motivação político-eleitoral por trás das acusações.
“Apesar da farsa montada e divulgada, não existe absolutamente nada e todos sabem a motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras. VINGANÇA”, declarou o ministro.
A manifestação de Moraes tem 44 páginas e 121 tópicos, nos quais o ministro apresenta os argumentos para pedir que o relatório elaborado pela Polícia Federal seja considerado inválido.
Resposta foi solicitada por Fachin
A manifestação foi apresentada após Fachin determinar, em 3 de setembro, que Moraes, André Mendonça, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentassem esclarecimentos sobre o caso.
Moraes sustenta que a investigação não poderia ter sido instaurada da forma como ocorreu. Segundo ele, o procedimento não foi aberto pela Procuradoria-Geral da República (PGR) nem submetido à aprovação do plenário do Supremo.
Ministro questiona relatório da Polícia Federal
Na avaliação de Moraes, teria ocorrido uma quebra da cadeia de custódia das informações utilizadas na elaboração do relatório. Ele também levantou a possibilidade de participação de um órgão externo, mencionando a hipótese de envolvimento estrangeiro.
O ministro relacionou a suposta irregularidade a uma tentativa de interferência nas eleições brasileiras de 2026 e afirmou que a iniciativa teria como alvo sua atuação como relator de processos julgados pela Primeira Turma do STF.
Moraes cita tentativa de golpe
Na manifestação, Moraes também associou o episódio às investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Segundo o ministro, a tentativa de ruptura institucional não teria terminado nos atos de 8 de janeiro de 2023, mas teria mudado de estratégia.
“A tentativa de Golpe não se encerrou em 8/1/2023, simplesmente mudou seu modus operandi”, escreveu Moraes.
Ele afirmou ainda que o Supremo saberá resistir às tentativas de interferência e continuará atuando em defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito e da democracia.
As informações foram divulgadas pelo Metrópoles, que teve acesso à manifestação apresentada pelo ministro.
Sessão do STF
A defesa de Moraes foi apresentada um dia antes da sessão que deverá analisar se o ministro deve ser investigado no âmbito do Caso Master. O julgamento ocorre em meio à troca de manifestações entre integrantes da Corte sobre a abertura e os fundamentos da apuração.
Pesquisa Metadata/Grupo Dial divulgada nesta segunda-feira (14) mostra Styvenson Valentim (Podemos) com 18,4% das intenções de voto para o Senado Federal, considerando conjuntamente o primeiro e o segundo votos dos eleitores do Rio Grande do Norte na pesquisa estimulada.
Zenaide Maia (PSD) aparece em seguida, com 14,4%, enquanto Samanda de Lula (PT) registra 11%. Rafael Motta (PDT) tem 9,6% e Coronel Hélio (PL), 6,5%.
Na sequência aparecem Tércio Tinoco (União), com 2,2%; Sandro Pimentel (PSOL), com 1,8%; Rosália Fernandes (PSTU) e Professor Guilherme (UP), ambos com 1,1%.
O resultado consolidado considera as 3.072 respostas possíveis, correspondentes às duas intenções de voto de cada um dos 1.536 entrevistados. Na eleição de 2026, cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado, já que duas das três cadeiras do Rio Grande do Norte estarão em disputa.
Na soma das duas escolhas, 15,1% das respostas correspondem a eleitores que não souberam ou não responderam. Outros 10,8% indicam que o eleitor não votaria em nenhum dos candidatos apresentados, enquanto 5,8% correspondem a votos brancos ou nulos.
Metodologia
A pesquisa Metadata/Grupo Dial ouviu 1.536 eleitores em 63 municípios do Rio Grande do Norte, com entrevistas realizadas entre os dias 10 e 12 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A distribuição das entrevistas contempla municípios de diferentes portes e regiões do estado.
O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números RN-02543/2026 e BR-03830/2026, referente às disputas no Rio Grande do Norte.
A Justiça Eleitoral tirou de vez da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte a candidatura de Carlos Jararaca (DC), que tem como nome de registro Carlos Alberto de Almeida Cavalcante. Certidões divulgadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) na segunda-feira 14 confirmam que a decisão que negou o registro se tornou definitiva sem recurso de ninguém e que a Democracia Cristã não apresentou outro nome no prazo fixado pela lei.
Com o fim dos prazos, a candidatura cai inteira. Os registros de governador e de vice formam uma chapa única, que não pode ser separada, e por isso a negativa ao titular atinge também o candidato a vice, o Pastor Júlio (DC), cujo nome é Júlio César Neves. Salvar a chapa só seria possível trocando Carlos Jararaca dentro do prazo, e a direção partidária não fez isso.
O registro havia sido negado em 3 de setembro, em decisão monocrática — tomada por um só magistrado — do desembargador eleitoral Hallison Rêgo. Segundo certidão da Secretaria Judiciária do TRE-RN, o julgamento transitou em julgado, isto é, deixou de admitir recurso, em 6 de setembro, sem contestação do candidato nem da legenda.
Uma segunda certidão, também publicada na segunda-feira, registra que se esgotou, sem pedido de substituição, o prazo do artigo 72 da Resolução nº 23.609/2019, norma editada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A falta de iniciativa da DC sacramenta a saída da chapa da eleição para o Governo do Estado.
A Democracia Cristã tinha pedido o registro para as eleições de 2026. Ninguém contestou a candidatura, e não houve notícia formal de inelegibilidade, o impedimento legal para disputar uma eleição. Na análise inicial, a Justiça Eleitoral constatou ainda que Carlos Jararaca cumpria exigências como ser brasileiro, ter a idade mínima, o domicílio eleitoral e a filiação partidária, e que tinha entregado a documentação exigida normalmente.
Tudo começou com uma certidão unificada emitida pela Justiça Estadual potiguar. Ela apontava processos em segredo de justiça — com acesso restrito às partes — no 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e na 6ª Vara de Família e Sucessões, ambos em Natal, mas não permitia saber do que exatamente tratavam.
Sem essa informação, o relator mandou Carlos Jararaca apresentar, em três dias, certidões de objeto e pé, documentos que descrevem o assunto e a situação de cada processo. Com elas, a Justiça Eleitoral poderia verificar se as ações revelavam algum motivo de inelegibilidade previsto na legislação. Carlos Jararaca não atendeu à intimação, não justificou o silêncio e nem pediu mais prazo.
A Procuradoria Regional Eleitoral, braço do Ministério Público que atua na Justiça Eleitoral, se manifestou pelo indeferimento por causa da falta dos documentos, mas lembrou que a pendência poderia ser resolvida antes do fim da instância ordinária, a fase do processo em que ainda se examinam fatos e provas. Mesmo com essa possibilidade, os papéis não chegaram até o julgamento, e ninguém recorreu da decisão.
Ao negar o registro, Hallison Rêgo destacou que a existência dos processos sigilosos, sozinha, não provava que houvesse inelegibilidade. O obstáculo foi o Tribunal não ter como descartar esse risco sem as certidões pedidas. Para o desembargador, o silêncio do candidato tornou impossível comprovar que todas as condições do registro estavam cumpridas.
O processo encontrou ainda uma divergência na autodeclaração de cor ou raça. Em 2026, Carlos Jararaca se declarou pardo, mas no registro de candidatura de 2014 aparecia como branco. Chamado a explicar por que a informação mudou de uma eleição para a outra, ele não respondeu.
Essa divergência, porém, não motivou o indeferimento. De acordo com a decisão, o efeito se limitaria a corrigir a informação conforme o Cadastro Eleitoral e a impedir o acesso aos recursos públicos reservados às candidaturas de pessoas negras.
Já na decisão de 3 de setembro, Hallison Rêgo tinha avisado que, sem substituição no prazo legal, toda a chapa seria indeferida. Com a decisão definitiva e o prazo encerrado sem que a DC se manifestasse, Carlos Jararaca e o candidato a vice dele estão fora da eleição para o Governo do RN.
Pesquisa Metadata/Grupo Dial divulgada nesta segunda-feira (14) mostra Allyson Bezerra (União Brasil) com 43% das intenções de voto para o Governo do Rio Grande do Norte no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados.
Cadu de Lula (PT) aparece com 20,1%, enquanto Álvaro Dias (PL) registra 17,5%. A diferença entre Cadu e Álvaro é de 2,6 pontos percentuais, praticamente no limite da margem de erro da pesquisa, de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
Na sequência aparecem Rodrigo de Bolsonaro (Agir), com 1,1%; Arinaldo do MLB (UP) e Professor Robério Paulino (PSOL), ambos com 0,6%; Carlos Jararaca (DC), com 0,3%; e Dário Barbosa (PSTU), também com 0,3%.
Os eleitores que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos representam 8,2%. Outros 8,2% não souberam ou não responderam.
Veja os números da pesquisa estimulada para governador
Metodologia
A pesquisa Metadata/Grupo Dial ouviu 1.536 eleitores em 63 municípios do Rio Grande do Norte, com entrevistas realizadas entre os dias 10 e 12 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A distribuição das entrevistas contempla municípios de diferentes portes e regiões do estado.
O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números RN-02543/2026 e BR-03830/2026, referente às disputas no Rio Grande do Norte.
O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu o rito da sessão desta terça-feira, 15, às 10h, quando os ministros vão decidir se autorizam abertura de investigação contra Alexandre de Moraes no âmbito do caso do Banco Master.
De acordo com as normas publicadas, haverá possibilidade de sustentações orais, o que permitirá a Moraes se manifestar. Mendonça também poderia pedir para falar, já que é o relator original do caso.
A deliberação terá como base relatório da Polícia Federal que mostra mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para Moraes. Os diálogos indicam que o empresário pediu auxílio do ministro na sua defesa e chegou a perguntar, na antevéspera de sua prisão, se deveria deixar o País.
“Após a abertura dos trabalhos, será feita a leitura e a aprovação da ata da sessão anterior, seguida da saudação de praxe aos ministros”, diz a nota do STF.
O passo seguinte será a leitura do relatório e a delimitação do tema da votação. Isso está a cargo do presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, que assumiu neste fim de semana a relatoria do processo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também poderá se manifestar. Em despacho recente, o chefe do órgão, Paulo Gonet, defendeu a nulidade do relatório da PF, em que ele mesmo é citado.
Gonet conversava com Vorcaro por meio de um intermediário, o advogado Ciro Soares, e chegou a falar por telefone com Vorcaro, que o convidou para uma degustação de uísque e charutos em Londres.
Após o pronunciamento da PGR, será aberta a opção de sustentações orais e, em seguida, o relator apresentará seu voto. Em que pese as investigações deste caso tenham sido inicialmente conduzidas pelo ministro André Mendonça no STF, o presidente do Tribunal, Edson Fachin, avocou para si a relatoria na última semana em meio a guerra de liminares e ofícios na qual Moraes acusou o colega de parcialidade.
Após o voto do relator, outros ministros poderão votar ou até mesmo tentar adiar o julgamento pedindo vista.
Celulares lacrados durante a sessão
O STF proibiu o uso de celular durante a sessão desta terça-feira, 15, em que os ministros devem votar para abrir ou não uma investigação sobre o suposto envolvimento de Moraes com Vorcaro no Caso Master. É a segunda vez que a Corte adota essa medida; a primeira foi no julgamento do núcleo 2 da trama golpista em 22 de abril de 2025.
Quem entrar no plenário com o aparelho deverá mantê-lo lacrado e desligado numa sacola de segurança. Também precisará passar por uma “inspeção de segurança”, com detectores de metais e equipamentos de raio-X.
Dessa vez, jornalistas não poderão acompanhar o julgamento direto do plenário, ficando restritos ao comitê de imprensa e à marquise do tribunal, onde haverá transmissão da sessão. O acesso estará liberado “somente às pessoas que tiveram a presença confirmada pelo Cerimonial do STF”.
Procurado pelo Estadão, o tribunal ainda não esclareceu quantos e quem são esses convidados. A Corte também vedou qualquer manifestação dos presentes, que deverão se manter em silêncio.
Segundo o tribunal, o planejamento da segurança está a cargo da Secretaria de Polícia Judicial, da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), do Comando Militar do Planalto, das Forças Armadas, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e das forças de segurança da capital federal.
André Mendonça vai antecipar seu voto
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pretende antecipar seu voto na sessão desta terça-feira, 15, no julgamento que vai decidir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por suas relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A intenção de Mendonça é expor sua decisão mesmo se já houver um pedido de vista no início da deliberação.
Mendonça era o relator do caso, mas a relatoria passou para o presidente do tribunal, Edson Fachin, no fim de semana, após acordo de bastidores entre ambos.
Com a mudança, Fachin vota primeiro. Diante da expectativa de que aliados de Moraes apresentem pedido de vista para suspender a análise por até 90 dias, há uma articulação nos bastidores para que Mendonça, o próprio Fachin e o ministro Luiz Fux apresentem seus votos antes da paralisação formal do julgamento.
Magistrados do tribunal e de outras cortes federais em Brasilia trabalham com a expectativa de que haverá muito tumulto até a Suprema Corte decidir se vai investigar Moraes. Nos corredores do STF, interlocutores dos gabinetes avaliam que, na própria sessão desta terça, o grupo próximo a Moraes deve conturbar a deliberação para tentar forçar Fachin a suspender a sessão e barrar a apresentação dos votos antecipados.
No fim de semana, por meio de uma guerra de ofícios e de pressão junto a Fachin, esse grupo já deu sinais do modus operandi.
O ministro Gilmar Mendes solicitou o julgamento conjunto dos pedidos de investigação de Alexandre de Moraes e de André Mendonça. Este feito pelo próprio Moraes, de ofício, com base em um relatorio apócrifo da Policia Federal, “sem valor probatório”, como diz o documento.
Em outra investida, o ministro Cristiano Zanin se juntou a Gilmar e ao próprio Moraes para exigir o acesso ao conteúdo do celular de Daniel Vorcaro, material sob posse da Polícia Federal.
E, em uma frente paralela, Flávio Dino adotou medidas no inquérito das emendas parlamentares que também ajudam a criar uma cortina de fumaça sobre o escândalo e as suspeitas que pesam contra Moraes.
Dino determinou desdobramentos no caso Dark Horse e a deflagração de operação contra o deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), parlamentar próximo a Mendonça e apontado como intermediário da reunião do ministro com Vorcaro.
Embora os dois casos precisem ser apurados, o timing é orquestrado com os interesses de Moraes e do Palácio do Planalto de tentar descredibilizar Mendonça e evitar o julgamento antes das eleições.
Integrantes da magistratura avaliam nos bastidores que a atuação desse grupo, chamado de “o quarteto” -, composto por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, envolve a preocupação com a própria sobrevivência.
O eventual retorno do bolsonarismo ao poder amplia o risco de processos de impeachment e, com as novas nomeações a serem feitas para vagas que serão abertas no STF, deixaria os quatro isolados.
O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), foi o que mais cresceu na nova pesquisa Metadata/Grupo Dial, divulgada nesta segunda-feira (14). No cenário estimulado, Allyson alcançou 43% das intenções de voto e abriu 22,9 pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado, que aparece com 20,1%. O terceiro tem 17,5%. Os números reforçam a consolidação da candidatura de Allyson na liderança da disputa.
O resultado mostra um forte crescimento de Allyson em comparação com a rodada anterior do mesmo instituto, divulgada em 10 de agosto. Naquele levantamento, ele registrava 34,2%. Agora, chegou a 43%, um avanço de 8,8 pontos percentuais em pouco mais de um mês. Na pesquisa anterior, a diferença para o segundo colocado era de 10,2 pontos. Na nova rodada, a vantagem saltou para 22,9 pontos, mais que o dobro.
Além de crescer nas intenções de voto, Allyson registra a menor rejeição entre os três principais candidatos. Apenas 9% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele. Os outros dois principais concorrentes apresentam rejeição de 18,6% e 21,7%.
A pesquisa Metadata/Grupo Dial ouviu 1.536 eleitores em 63 municípios do Rio Grande do Norte, com entrevistas realizadas entre os dias 10 e 12 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números RN-02543/2026 e BR-03830/2026.
O deputado estadual Luiz Eduardo (PL) negou em nota a prática de ‘Caixa dois’ e afirmou que o valor de R$ 1,5 milhão apreendido pela Polícia Federal em operação realizada nesta segunda-feira (14) é oriundo de saques de contas bancárias próprias.
O parlamentar esclareceu que a movimentação é “lícita, declarada e de origem plenamente comprovada” e que apresentará toda documentação às autoridades competentes.
Leia abaixo a nota na íntegra
O deputado Luiz Eduardo gostaria de esclarecer: A investigação tem por base saques realizados em contas bancárias do próprio deputado. Movimentação lícita, declarada e de origem plenamente comprovada, cuja documentação será apresentada às autoridades competentes.
Os valores sacados permaneciam guardados em sua residência e não foram gastos, circunstâncias que por si só afastam qualquer finalidade eleitoral. Não há caixa dois sem recurso arrecadado à margem da prestação de contas ou aplicação de despesas de campanha. Em nenhuma dessas hipóteses ocorreu gasto de dinheiro.
O deputado respeita a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal, colabora integralmente com as investigações e confia que ao final estará demonstrada a inexistência de qualquer ilícito, seja na origem, seja na destinação dos recursos natal.
Natal, 14 de setembro de 2026 Deputado Estadual Luiz Eduardo
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirou nesta segunda-feira (14) o sigilo do processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos do empresário Daniel Vorcaro e do Banco Master. Ele atendeu a um pedido feito pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
A publicização desse processo foi pedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no domingo (13). A PGR (Procuradoria-Geral da República) foi favorável ao levantamento do sigilo.
Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula em pesquisa Quaest divulgada neste domingo 14. Em eventual segundo turno, o candidato do PL à Presidência registra 42% das intenções de voto, contra 40% do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado aponta empate técnico. Ainda assim, é a primeira vez durante a campanha que Flávio aparece à frente de Lula nesse cenário, segundo o levantamento contratado por O Globo e TV Globo.
Na rodada anterior, divulgada na semana passada, os dois marcavam 41%. A nova pesquisa foi realizada entre quinta-feira 10 e domingo 13 de setembro, período em que a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) dominou o noticiário político.
Durante esses dias, Flávio concentrou críticas nas suspeitas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e buscou associar o magistrado a Lula. O senador também é investigado no caso Master.
Outros cenários de segundo turno A Quaest também testou Lula contra outros candidatos. Diante de Augusto Cury (Avante), o presidente teria 38%, contra 36% do escritor — também em situação de empate técnico dentro da margem de erro.
Contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula venceria por 41% a 39%. Na simulação com Renan Santos (Missão), o placar seria de 41% a 38% para o petista.
Romeu Zema (Novo) foi o único entre os nomes testados que não alcançou empate técnico com Lula. O governador de Minas Gerais aparece com 33%, enquanto o presidente registra 45%.
Metodologia O instituto ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-03607/2026.
O que significa o empate técnico A diferença de dois pontos entre Flávio Bolsonaro e Lula é igual à margem de erro informada pela Quaest. Por isso, o levantamento não permite afirmar que um dos dois esteja efetivamente à frente do outro fora do intervalo estatístico da pesquisa.
A vantagem numérica, no entanto, altera o retrato da rodada em relação à pesquisa anterior. Na semana passada, Lula e Flávio registravam 41% cada. Agora, o candidato do PL oscilou um ponto para cima e o presidente recuou um ponto, dentro da margem de erro.
Pesquisas eleitorais retratam a opinião dos entrevistados no período da coleta. Elas não representam uma previsão do resultado da eleição e podem mudar conforme a campanha avança, novos fatos entram no debate e os candidatos ampliam a exposição ao eleitorado.
O levantamento desta rodada foi feito em meio à repercussão da crise no STF e do caso Master. Esses temas ocuparam parte da agenda dos candidatos e apareceram no debate político durante os quatro dias em que a Quaest ouviu os eleitores.
Além das simulações de segundo turno, o resultado reforça que a disputa permanece aberta entre os principais nomes testados pelo instituto. Nos confrontos envolvendo outros candidatos, as diferenças com Lula também ficaram próximas ou dentro da margem de erro, com exceção da disputa contra Romeu Zema.
A leitura dos números deve considerar tanto o percentual de cada candidato quanto a margem de erro. É por isso que, embora Flávio Bolsonaro apareça numericamente à frente de Lula nesta rodada, o instituto classifica o cenário como empate técnico.
O próximo levantamento poderá mostrar se a oscilação se consolida ou se a diferença volta a variar dentro da margem. Até lá, os dados indicam uma disputa acirrada no principal cenário de segundo turno testado pela Quaest.
Zanin recebe celular de Vorcaro com acesso integral ao conteúdo extraído do aparelho do banqueiro, ex-controlador do Banco Master. A informação foi confirmada pelo gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira 14.
No domingo 13, Zanin havia determinado que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregasse ao gabinete uma cópia completa do material apreendido na Operação Compliance Zero.
A entrega ocorre antes da sessão do plenário prevista para terça-feira 15. Os ministros devem analisar um relatório da Polícia Federal sobre mensagens encontradas no aparelho de Vorcaro que envolvem o ministro Alexandre de Moraes.
O acesso ao conteúdo completo do telefone se tornou um dos pontos de divergência no STF. Zanin, Moraes e Gilmar Mendes defenderam que os ministros tivessem acesso ao espelhamento integral do aparelho para analisar o contexto das informações antes de qualquer decisão.
Posição de Mendonça Em ofício enviado no domingo, o ministro André Mendonça afirmou que a abertura e o compartilhamento de todo o material poderiam tumultuar o julgamento e comprometer o andamento das investigações.
Segundo Mendonça, os ministros já tinham acesso ao conteúdo necessário para a análise do relatório. A discussão ocorre em meio à crise no STF provocada pela divulgação de mensagens atribuídas a Vorcaro.
O caso envolve documentos e conversas apreendidos pela PF durante a investigação sobre o Banco Master. O material deverá ser discutido pelo plenário nesta semana.
Zanin recebe celular de Vorcaro antes de sessão no STF O material entregue ao gabinete reúne o conteúdo extraído pela Polícia Federal do aparelho apreendido com Vorcaro. A determinação de Zanin buscou garantir que o ministro tivesse acesso à íntegra dos dados antes da análise pelo plenário.
O celular está no centro dos desdobramentos do caso Master porque dele foram extraídos relatórios, documentos e conversas que passaram a ser discutidos no Supremo. Parte dessas informações se tornou pública nos últimos dias e provocou divergências entre ministros sobre a extensão do compartilhamento do material.
Para Zanin, Moraes e Gilmar Mendes, o acesso integral é necessário para que cada integrante da Corte avalie o contexto de mensagens e arquivos antes de deliberar. A preocupação manifestada por eles é que recortes isolados possam não mostrar o conjunto das conversas e dos documentos presentes no aparelho.
Mendonça apresentou posição diferente em manifestação encaminhada ao STF. O ministro sustentou que os elementos já compartilhados seriam suficientes para o julgamento e que a abertura ampla do conteúdo poderia afetar o andamento da apuração conduzida pela Polícia Federal.
O plenário deverá discutir o relatório policial na sessão marcada para terça-feira 15. A análise não se limita ao conteúdo do celular: os ministros também devem examinar a forma de acesso, o compartilhamento de informações e os efeitos dos documentos sobre as investigações relacionadas ao Banco Master.
Até a sessão, o acesso integral concedido a Zanin permite que o gabinete consulte o material encaminhado pela PF. A decisão não encerra a discussão sobre o caso, que seguirá sob análise do Supremo Tribunal Federal.
Zanin recebe celular de Vorcaro para consulta integral, mas o acesso aos dados não significa divulgação automática de todos os arquivos. O conteúdo continua vinculado à investigação, e eventuais decisões sobre sigilo, compartilhamento ou uso das informações serão tomadas no âmbito do processo conduzido pelo STF.
A entrega feita à Corte confirma que Zanin recebe celular de Vorcaro em cumprimento à ordem judicial emitida no domingo e concentra a atenção do Supremo na preparação dos ministros para a sessão desta semana.
Faltando 20 dias para o primeiro turno das eleições deste ano, os partidos e as campanhas nacionais começam a revelar – e cobrar – posicionamento de seus filiados quanto ao voto em candidatos de suas respectivas legendas. E isso, claro, também começa a ter desdobramentos no Rio Grande do Norte.
Candidato ao Senado, coronel Hélio mostrou nas redes sociais, e inserções eleitorais nas emissoras de rádio e TV, o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a presidência da República, à sua candidatura.
Flávio tem feito uma verdadeira ofensiva para que o PL consiga eleger o maior número de parlamentares de direita na chamada “Casa Alta” do Congresso Nacional a partir do próximo ano.
Colega de chapa de coronel Hélio, chama atenção o posicionamento do senador Styvenson Valentim, que é candidato à reeleição, mas não se mostra efetivamente “vestindo a camisa” da direita no RN e desconversa quando questionado a respeito do apoio a Flávio Bolsonaro.
Valentim negou ser bolsonarista em várias oportunidades, inclusive na reunião que definiua a candidatura de Álvaro Dias ao governo.
Na semana passada, o ex-senador Jorge Bornhausen (SC) disse que “os filiados do PSD estão esquecendo de pedir votos para o candidato do partido, Ronaldo Caiado”, e tem como vice Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD em uma chapa puro sangue.
Vale lembrar que a senadora Zenaide Maia é candidata à reeleição e filiada ao PSD, mas, além de não declarar ou pedir votos para a chapa Caiado/Kassab ocupa a vice-liderança do governo Lula no Senado e tenta “colar” isso com a imagem com a candidatura nacional de Lula.
Um trecho da matéria publicada no site do PSD diz que “o senador dirigiu a advertência a todos os filiados do PSD, a todos os candidatos a governador pelo PSD e aos demais candidatos do partido que estão apoiando outros candidatos ou esquecendo a chapa do PSD”.
Enquanto isso, o presidente Lula tem reforçado o pedido de voto em Samanda Alves, do PT, e Rafael Motta, do PDT, tanto nas redes sociais quanto na vinda ao estado no mês passado.
A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (14), a Operação Sem Lastro, que apura indícios de falsidade ideológica eleitoral e uso de recursos não declarados em campanha.
A Justiça Eleitoral determinou o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em Natal. Foram apreendidos celulares, documentos, equipamentos eletrônicos e mais de R$ 1,5 milhão em espécie.
As investigações identificaram saques em espécie realizados por um servidor do Rio Grande do Norte. Os valores indicam possível incompatibilidade com o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral.
A apuração segue em andamento sob supervisão da Justiça Eleitoral. Novas diligências podem ser realizadas conforme o avanço das investigações.
Currais Novos já vive o clima do Carnaxelita. Entramos na semana da maior micareta do interior do Rio Grande do Norte, e a estrutura do evento está praticamente pronta, com os últimos detalhes de montagem sendo finalizados para receber foliões e visitantes.
Em 2026, o Carnaxelita celebra 32 anos de história, consolidado como um dos eventos mais tradicionais do calendário de Currais Novos e também como um importante impulsionador da economia local.
Durante o período da festa, o movimento cresce em diversos setores. Hotéis, pousadas, supermercados, restaurantes, bares, postos de combustíveis, lojas de vestuário, salões de beleza, serviços de transporte e vendedores ambulantes estão entre os segmentos diretamente beneficiados pelo aumento da circulação de pessoas e recursos na cidade.
A chegada de visitantes de várias cidades do Rio Grande do Norte e de outros estados amplia a procura por hospedagem, alimentação, combustível, comércio e serviços, fazendo com que o impacto do Carnaxelita vá muito além do corredor da folia.
Além dos empregos temporários gerados na montagem, segurança, produção e operação da festa, o evento cria oportunidades para pequenos comerciantes, trabalhadores autônomos e empreendedores locais.
Com a estrutura entrando nos detalhes finais e a expectativa tomando conta da cidade, Currais Novos se prepara para mais uma edição de uma festa que atravessa gerações.
São 32 anos de Carnaxelita, movimentando a cidade, fortalecendo o comércio, gerando oportunidades e ajudando a aquecer a economia de Currais Novos.