O Ministério da Educação (MEC) anunciou dois novos aplicativos gratuitos: um para leitura de livros digitais e outro de cursos de idiomas.
O MEC Livros já está disponível online, neste site, que pode ser acessado no computador, celular ou tablet. O aplicativo, para iOS e Android, porém, ainda não foi disponibilizado. O MEC Idiomas ainda será lançado, tanto o site como o app.
O acesso em ambos será feito por meio do login no sistema gov.br do governo federal.
MEC Livros
A plataforma de leitura é similar ao Kindle, da Amazon, mas funciona com aluguel temporário gratuito das obras (veja vídeo no topo). Assim como em uma biblioteca física, há limite de unidades de livros que podem ser emprestadas pelo sistema. Caso todos os exemplares estejam emprestados, o usuário pode entrar na fila de espera para ler após a devolução pelos outros leitores.
O usuário só pode alugar um livro por vez. Ele terá 14 dias para ler, prazo que pode ser renovado. A leitura ocorre pelo próprio site, onde é possível adaptar o tamanho e a fonte da letra, assim como a cor de fundo da tela.
Há desde obras em domínio público até best-sellers atuais, nacionais e internacionais. Jorge Amado, Graciliano Ramos, João Guimarães Rosa, Lygia Fagundes Telles e Drauzio Varella estão entre os autores brasileiros. Já entre os escritores internacionais há títulos de Fiodor Dostoiévski, José Saramago, Jane Austen, Han Kang e Virginia Woolf.
Segundo o MEC, os livros atuais, que ainda não estão em domínio público, foram escolhidos por critérios técnicos e de curadoria. Houve autorização dos detentores de direitos autorais. “O MEC Livros organiza seu acervo a partir de critérios que valorizam a diversidade literária, cultural e linguística.”
A plataforma é uma parceria do ministério com a Biblioteca Nacional para ampliar o acesso da população à literatura.
MEC Idiomas
O portal vai oferecer cursos online assíncronos gratuitos de idiomas, do nível básico ao avançado. Por enquanto, só haverá a opção de inglês ou espanhol. No lançamento, estarão disponíveis 800 aulas.
Cada idioma terá seis níveis (A1 a C2), com quatro a seis módulos por nível, cada módulo com dez a 15 aulas. O aluno fará um teste para avaliar seu conhecimento do idioma e realizar o módulo adequado.
Haverá exercícios de fixação e de gamificação ao final de cada aula. A plataforma conta ainda com lições de reforço, teste ao fim dos módulos, exercícios de fala e ferramenta de inteligência artificial para tirar dúvidas e praticar conversação.
Estudantes universitários já podem se inscrever no concurso TCU no TikTok – Rolê Cidadão, iniciativa do Tribunal de Contas da União (TCU) que busca estimular a participação cidadã e o controle social por meio das redes sociais. As inscrições seguem abertas até o dia 30 de abril de 2026 e podem ser realizadas por meio de um formulário on-line. Os vencedores receberão prêmios que podem chegar a R$10 mil, além de certificados, troféus, visitas à sede do TCU e divulgação nos canais oficiais do órgão.
A proposta é simples: produzir um vídeo autoral para o TikTok, mostrando como jovens podem atuar na fiscalização dos gastos públicos. A participação pode ser individual ou em grupo, e os conteúdos precisam ser inéditos.
De acordo com o auditor-geral da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Bruno Silva, o uso do TikTok é uma estratégia para aproximar os jovens de temas importantes. “As redes sociais são amplamente utilizadas pelos jovens e funcionam como um canal eficiente para disseminar informações relevantes”, afirma.
O concurso propõe abordar o chamado controle social, que, segundo o auditor, pode ser compreendido como a participação da população na fiscalização das ações do governo. “Isso complementa o trabalho dos órgãos de controle e contribui para uma gestão pública mais transparente”, explica.
Nesse contexto, o trabalho da Auditoria Interna (Audin/UFRN) também se conecta à proposta do concurso. Segundo o auditor, a atuação do setor está voltada para a avaliação da gestão, a prevenção de irregularidades e o fortalecimento da transparência dentro da instituição. “A Auditoria contribui para um ambiente mais justo e eficiente, o que beneficia diretamente a comunidade acadêmica”, destaca.
Mesmo sendo uma iniciativa externa, a UFRN contribui com a divulgação do concurso entre os estudantes, incentivando a participação. Mais informações e inscrições estão disponíveis no site oficial do TCU.
Com o fim dos principais prazos do calendário eleitoral, partidos aceleram as definições para a disputa presidencial de 2026. A janela partidária se encerrou na sexta-feira (8), e a desincompatibilização, que exige a saída de cargos públicos, terminou no sábado (9).
Faltando seis meses para a eleição, nomes como Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) já confirmaram pré-candidatura ao Palácio do Planalto. Os pedidos de registro devem ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. Veja, a seguir, os principais pré-candidatos:
Lula
O presidente confirmou, em novembro do ano passado, a intenção de disputar um quarto mandato. Ele foi eleito em 2002 e 2006 e voltou ao cargo em 2022, tornando-se o primeiro brasileiro a vencer três eleições presidenciais.
Flávio Bolsonaro
O senador anunciou pré-candidatura em dezembro, com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível e condenado por trama golpista. Flávio cumpre mandato no Senado e já foi deputado estadual e federal pelo Rio de Janeiro.
Ronaldo Caiado
O governador de Goiás foi lançado como pré-candidato pelo PSD em março. Ele disputava espaço com Ratinho Jr. e Eduardo Leite, mas acabou escolhido pela sigla. Caiado tem trajetória longa na política e já foi deputado federal e senador.
Romeu Zema
O ex-governador de Minas Gerais lançou pré-candidatura pelo Novo em 2025 e deixou o cargo em março deste ano para disputar a eleição. Ele afirma que pretende manter candidatura própria, sem alianças no primeiro momento.
Cabo Daciolo
O ex-deputado anunciou filiação ao partido Mobilização Nacional e pré-candidatura à Presidência. Ele já disputou o Planalto em 2018, quando terminou em sexto lugar.
Hertz Dias
O PSTU lançou a pré-candidatura do ativista, professor e rapper maranhense. Ele já integrou chapa presidencial como vice em 2018.
Renan Santos
Fundador do MBL, é pré-candidato pelo Partido Missão, legenda aprovada pelo TSE em 2025. Segundo pesquisa AtlasIntel, aparece empatado tecnicamente com outros nomes em cenários de primeiro turno.
Rui Costa Pimenta
Presidente nacional do PCO, já disputou a Presidência em outras ocasiões e teve o nome aprovado pelo partido para 2026.
Samara Martins
Vice-presidente do Unidade Popular (UP), teve a pré-candidatura anunciada recentemente. A campanha deve focar em pautas sociais, como desigualdade, direitos das mulheres e meio ambiente.
O relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou neste domingo (5) ter reunido as assinaturas necessárias para prorrogar os trabalhos da comissão no Senado.
O prazo atual da CPI se encerra em 14 de abril. O colegiado pretende estender as atividades por mais 60 dias para concluir a análise de documentos e a coleta de depoimentos antes da apresentação do relatório final.
A decisão sobre a prorrogação caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
“Conseguimos as assinaturas necessárias para a sua prorrogação, pois ainda temos depoimentos importantes e muita documentação para analisar”, disse Vieira.
Oitivas mantidas com prazo apertado
Enquanto aguarda a deliberação, a comissão mantém o cronograma de oitivas. Estão previstas ao menos quatro sessões nesta semana.
Entre os depoimentos aguardados está o do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha, convocado para terça-feira (7). Ele, no entanto, obteve habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que o desobriga a comparecer. A sessão está mantida.
A CPI pretende questionar Ibaneis sobre decisões estratégicas do Banco de Brasília (BRB) relacionadas a operações com o Banco Master, alvo de investigação da Polícia Federal.
Também está prevista para terça-feira a oitiva do secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia, sobre o domínio de facções criminosas em unidades prisionais.
Na quarta-feira (8), a comissão deve ouvir o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o atual chefe da autoridade monetária, Gabriel Galípolo. Campos Neto já havia obtido habeas corpus anteriormente para não comparecer, enquanto Galípolo deve participar como convidado.
CPI enfrenta entraves no STF
Instalada em novembro, a CPI tem enfrentado decisões judiciais que impactam o andamento das investigações, especialmente em relação ao Banco Master.
O ministro Gilmar Mendes suspendeu a quebra de sigilo da empresa Maridt, ligada ao caso. A comissão recorreu, mas o presidente do STF, Edson Fachin, manteve a decisão.
Integrantes da CPI criticam a atuação de parte do Supremo e afirmam que novas medidas judiciais devem ser adotadas para tentar reverter as decisões.
O partido Avante anunciou, neste domingo (5), a pré-candidatura do renomado escritor e médico Augusto Cury à Presidência da República para as Eleições 2026. A legenda aposta em uma plataforma voltada para o equilíbrio emocional, a educação e a gestão humanizada para conquistar o eleitorado no pleito de outubro. Cury entra na disputa afirmando que seu objetivo não é a busca do “poder pelo poder”, mas sim uma contribuição para a construção de um projeto nacional que chama de “jornada”.
Com o anúncio, o cenário sucessório ganha mais um componente em um campo já ocupado por nomes de peso. Augusto Cury se junta a outros pré-candidatos como o atual presidente Lula (PT), que busca um inédito quarto mandato, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal nome da oposição atual. Também figuram na corrida os governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além de Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC).
A movimentação do Avante busca posicionar a sigla como protagonista no debate nacional, oferecendo o que chamam de “um novo caminho” para o país. O perfil de Cury, considerado o autor mais lido da última década no Brasil e doutor em Psicologia Multifocal, é o pilar central dessa estratégia que tenta fugir da polarização tradicional entre o petismo e o bolsonarismo.
Apesar do anúncio antecipado, o cronograma eleitoral segue ritos rigorosos. Os nomes apresentados são tecnicamente pré-candidatos até que passem pelas convenções partidárias e tenham seus registros oficializados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que deve ocorrer apenas em agosto. É somente a partir deste registro que a campanha eleitoral começa oficialmente, levando o debate das propostas para o rádio, TV e internet.
O deputado estadual Francisco do PT foi homenageado neste sábado (4), na cidade de São Tomé, durante a tradicional Cavalgada de Aleluia entre Amigos.
A homenagem reconhece a iniciativa do parlamentar, autor da Lei nº 12.251/2025, que estabelece a cavalgada como patrimônio cultural, histórico e imaterial do Rio Grande do Norte. A legislação reforça a importância dessa manifestação para a identidade cultural do povo potiguar, valorizando uma tradição que atravessa gerações.
Durante o evento, Francisco destacou a relevância da cavalgada como expressão da cultura popular e reafirmou seu compromisso com a preservação das tradições do estado. “Esse reconhecimento não é apenas ao nosso mandato, mas a todos que mantêm viva essa tradição tão importante para o nosso povo”, afirmou.
A Cavalgada de Aleluia reúne anualmente participantes de diversas regiões, fortalecendo os laços culturais, sociais e econômicos da comunidade local.
O Atacadão Vicunha comemora 15 anos de história com uma promoção especial que já movimenta o comércio de Currais Novos. No próximo dia 8 de abril, a empresa realizará o sorteio de mais um carro 0 km, alcançando a marca de 27 veículos sorteados ao longo de sua trajetória.
A ação faz parte da programação comemorativa do aniversário do atacadista, que se consolidou como uma das principais referências em economia e variedade para as famílias do Seridó.
Para participar, é simples: a cada R$ 50 em compras, o cliente recebe um cupom e aumenta suas chances de concorrer ao prêmio.
A campanha reforça o compromisso do Atacadão Vicunha com seus consumidores, valorizando quem faz parte dessa história e transformando economia em oportunidade. Além de oferecer preços acessíveis no dia a dia, a empresa celebra seu aniversário presenteando seus clientes.
O sorteio acontece no dia 8 de abril, e a expectativa é grande entre os consumidores, que já estão garantindo seus cupons e sonhando com um carro novo na garagem.
“Quem economiza no Vicunha pode sair de lá dirigindo um carro 0 km. No dia 8 de abril, será sorteado o 27º carro da história do Atacadão Vicunha.”
Os números do Indicador Criança Alfabetizada (ICA) dos municípios mostram que, apesar de haver evoluções, as cidades ainda enfrentam uma série de desafios para alcançar as metas de alfabetização. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira 1º pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em Natal, apenas 40% das crianças estão alfabetizadas na idade certa. O pior resultado está em Paraú, com 9%.
Já o melhor resultado está em Taboleiro Grande, com 97% das crianças alfabetizadas na idade certa. Outros destaques são: Rafael Godeiro (95%), São Vicente (90%), São Francisco do Oeste (84%), Nísia Floresta (83%), Venha-Ver (83%), Alto do Rodrigues (81%) e Ouro Branco (81%). O município de Mossoró, segunda maior cidade do Estado, aparece com 57%.
De acordo com o presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-RN), Petrúcio Ferreira, desde 2023 existe uma cultura de acompanhamento, monitoramento e identificação, por meio de avaliações diagnósticas, das potencialidades de desenvolvimento das habilidades dos estudantes.
“Hoje, nós já conseguimos realizar uma série de avanços, principalmente naquilo que a gente considera essencial para a alfabetização das nossas crianças, que é a implementação de um compromisso por parte de todos os educadores das redes, dos territórios, dos 167 municípios”, disse o presidente da Undime.
Ele destaca que, entre as medidas adotadas, está o regime de colaboração, com formações continuadas, novas estratégias, metodologias de desenvolvimento da aprendizagem e melhor aproveitamento do tempo em sala de aula.
“É preciso compreender que o século XXI não se alfabetiza mais no estilo do século XX. Entendendo que a cultura mudou, nós precisamos criar estratégias e pontos para modificar a cultura”, afirmou.
Nesse contexto, segundo ele, é necessário fortalecer as formações continuadas com base no monitoramento de dados, já que o trabalho atual se apoia em números e indicadores que permitem identificar habilidades alcançadas e aquelas que ainda precisam ser desenvolvidas no processo de alfabetização, sendo esse acompanhamento essencial para a melhoria dos resultados.
O gestor também destaca a importância de enfrentar a rotatividade de profissionais, garantindo a permanência de professores efetivos à frente das turmas do primeiro e segundo ano, como forma de assegurar continuidade no acompanhamento dos estudantes. Ele afirmou ainda que a colaboração entre prefeituras, governo estadual e Ministério da Educação tem sido muito eficaz.
“O Governo Federal, por meio da rede Renalfa (Rede Nacional de Articulação de Gestão, Formação e Mobilização), tem trabalhado fortemente junto a estados e municípios para que haja o desenvolvimento da implantação, do monitoramento e, consequentemente, dos resultados da alfabetização dos estados brasileiros”, explicou.
Segundo ele, a Undime tem intensificado a articulação entre os municípios com o objetivo de fortalecer os resultados da alfabetização na rede pública. O trabalho envolve o diagnóstico detalhado da realidade de cada município, permitindo a identificação de pontos fortes, fragilidades, ameaças e oportunidades.
A partir desse levantamento, são traçadas estratégias específicas para cada contexto, com foco no cumprimento das metas estabelecidas pelo Ministério da Educação. A iniciativa abrange municípios de todos os portes, incluindo regiões urbanas e rurais.
Dados Menos da metade das crianças de Natal (40%) está alfabetizada na idade certa, de acordo com o Indicador Criança Alfabetizada (ICA). É necessário que haja pelo menos 70% dos alunos participando do estudo. Em âmbito estadual, Natal está na 127ª posição, de um total de 166 municípios que participaram da avaliação — apenas São José do Campestre ficou de fora.
Entre as capitais brasileiras, Natal está na vice-lanterna, à frente apenas de Porto Alegre (27%). A avaliação na capital gaúcha, porém, foi afetada pelas enchentes, o que leva pesquisadores a relativizarem os dados. Sem Porto Alegre, Natal estaria na última posição entre as capitais.
Natal também está abaixo da média do Rio Grande do Norte, que atingiu 48% de crianças alfabetizadas. O estado, por sua vez, tem o pior percentual do País. A média nacional é de 66%. O Rio Grande do Norte registrou um avanço de 39% para 48% entre 2024 e 2025.
O ICA mede o percentual de estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental que atingem o padrão nacional de alfabetização em leitura, escrita e fluência. O indicador tem como objetivo monitorar o desempenho das redes públicas e orientar políticas pedagógicas para garantir a alfabetização até o fim do 2º ano.
Como funciona o indicador O ICA é calculado a partir de avaliações aplicadas aos estudantes, compostas por 16 questões de múltipla escolha e três de resposta construída, incluindo produção textual. O padrão nacional de alfabetização foi fixado em 743 pontos na escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), com base na pesquisa Alfabetiza Brasil, realizada em 2023.
Alunos que atingem esse nível demonstram capacidade de ler palavras, frases e textos curtos, localizar informações explícitas e inferir sentidos em textos com linguagem verbal e não verbal.
O MPF (Ministério Público Federal) enviou uma recomendação ao Exército para que, no prazo de 90 dias, apresente um plano de ação com o objetivo de ampliar a quantidade de vagas destinadas a mulheres na EsPECEx (Escola Preparatória de Cadetes do Exército).
A medida visa corrigir desigualdades identificadas em editais recentes e garantir maior equilíbrio e proporcionalidade na distribuição das vagas nos próximos cinco anos.
A ação é resultado de um inquérito civil conduzido pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do Rio de Janeiro, que investigou possíveis práticas discriminatórias de gênero nos últimos concursos.
No certame do ano passado, por exemplo, das 440 vagas disponíveis, apenas 40 foram destinadas a mulheres, o que corresponde a menos de 10% do total.
De acordo com o procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto, Julio Araujo, que assina a recomendação, o Exército havia informado que a reserva de vagas para mulheres seria uma política afirmativa a ser implementada de forma gradual.
No entanto, a instituição afirmou posteriormente que não possuía um planejamento para ampliar a oferta de vagas femininas nos cursos de formação de Oficiais das Armas, do Quadro de Material Bélico ou do Serviço de Intendência.
O documento ressalta que a limitação do acesso com base unicamente no gênero contraria a Constituição Federal, que assegura a igualdade entre homens e mulheres e veda discriminação nos critérios de admissão por motivo de sexo.
O MPF também destaca que o Brasil é signatário de tratados internacionais que garantem o direito à igualdade de oportunidades no emprego e no acesso ao serviço público.
A fundamentação jurídica da recomendação inclui decisões recentes do STF (Supremo Tribunal Federal). A Corte considerou inconstitucional qualquer norma que impeça candidatas de concorrerem ao total das vagas ofertadas em concursos de instituições militares, reafirmando os princípios da isonomia e da dignidade da pessoa humana.
Além disso, o MPF lembrou que uma lei de 2012 já estabelecia que a inclusão de mulheres na linha militar bélica deveria ser viabilizada até cinco anos após sua publicação.
Apesar disso, o órgão considera que ainda existem barreiras arbitrárias que dificultam o acesso das mulheres às funções públicas, violando tanto os objetivos do concurso quanto os direitos fundamentais das candidatas.
O MPF tomou essa medida após o Exército recusar a assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para resolver a questão de forma conciliatória.
A CNN entrou em contato com o Exército, mas até o momento não obteve posicionamento sobre o assunto.
Com a Páscoa cada vez mais próxima, vale lembrar que o que é tradição na mesa pode virar perigo para os animais de estimação. Em meio aos ovos de chocolate e os pratos típicos, um pequeno descuido pode causar até risco de vida para cães e gatos. Além do doce tradicional, outros alimentos, como uvas, passas, comidas com adoçantes artificiais e gordurosas, também devem ser evitados.
Entenda o risco
A veterinária Vanessa Barreto explica que o risco aumenta porque os pets ficam mais propensos a ingerir itens proibidos durante a Páscoa. “Muitos tutores oferecem pequenos pedaços ou deixam ao alcance dos animais sem perceber o perigo. Mesmo em pequenas quantidades, essas substâncias já causam intoxicações importantes.”
Segundo ela, a prevenção vem em primeiro lugar. “O ideal é não deixar esses alimentos expostos e orientar toda a família, especialmente crianças e visitas, a não oferecer comida ao pet. A conscientização é essencial para evitar acidentes”, reforça.
Dicas fundamentais
A veterinária compartilha algumas dicas que podem ajudar a evitar que os pets sejam intoxicados.
– Redobre a supervisão: mantenha alimentos e embalagens fora do alcance, especialmente em momentos com visitas.
– Não compartilhe comida: mesmo pequenas quantidades podem causar intoxicação.
– Mantenha a rotina alimentar: evite mudanças na dieta durante o feriado.
– Aposte em alternativas seguras: ofereça petiscos próprios para ou chocolates específicos sem teobromina.
– Invista em estímulos positivos: brinquedos e enriquecimento ambiental ajudam a incluir o pet na celebração.
– Fique atento aos sinais: vômito, diarreia, tremores ou apatia exigem atenção imediata.
Vanessa acrescenta que, ao perceber qualquer alteração no comportamento do cão ou gato, os donos devem buscar atendimento veterinário imediatamente.
“A Páscoa pode ser um momento de celebração para toda a família, desde que os cuidados sejam redobrados e a segurança dos animais venha em primeiro lugar”, afirma a especialista da Dog Life.
O secretário de Estado da Fazenda do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Xavier, foi exonerado do cargo nesta quinta-feira (2). A saída permite que o gestor dispute o Governo do Estado nas eleições de 2026. A decisão cumpre o prazo estabelecido pela legislação eleitoral vigente.
A exoneração consta em edição extraordinária do Diário Oficial do Estado. O documento oficializa a licença de Cadu Xavier para a disputa política a partir do dia 3 de abril. O governo nomeou Álvaro Luiz Bezerra para assumir o comando da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).
Cadu Xavier comandou a área econômica estadual por anos. A sua saída integra uma série de mudanças no primeiro escalão alinhadas ao calendário das eleições.
Nos últimos dias, a governadora Fátima Bezerra (PT) também solicitou o afastamento da secretária estadual de Turismo, Marina Marinho. O plano governamental projeta Marina Marinho como candidata a vice-governadora na chapa de Cadu Xavier.
Marina Marinho é ex-prefeita de Jandaíra e elegeu o seu sucessor no pleito municipal de 2024. Ela detém o status de gestora mais bem avaliada do Rio Grande do Norte. A agora ex-secretária exerce liderança política na região do Mato Grande potiguar.
Termina neste sábado (4) o prazo para que chefes do Executivo federal e estadual deixem seus cargos caso queiram disputar as Eleições Gerais de 2026. Pela legislação, os ocupantes desses postos precisam deixar as funções seis meses antes do pleito.
Prevista na Constituição, a regra exige a desincompatibilização para prefeitos, governadores e ministros de Estado. O objetivo é evitar o uso da estrutura pública e a visibilidade do cargo em benefício eleitoral.
Entre os governadores, ao menos nove já oficializaram a saída dos cargos. A maior parte deve disputar vagas no Senado — caminho mais comum para ex-chefes de Executivo estadual.
Deixam os governos Gladson Cameli (AC), Antônio Denarium (RR), Mauro Mendes (MT), Ibaneis Rocha (DF), Renato Casagrande (ES) e Helder Barbalho (PA) – todos com planos de concorrer ao Senado. Já Ronaldo Caiado (GO) e Romeu Zema (MG) são apontados como pré-candidatos à Presidência.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que cogitava disputar o Senado, não deve concorrer após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) torná-lo inelegível por abuso de poder político.
Por outro lado, a maioria dos governadores optou por permanecer no cargo. É o caso de Tarcísio de Freitas (SP), Ratinho Júnior (PR), Eduardo Leite (RS) e Raquel Lyra (PE), além de outros nomes que devem tentar a reeleição ou concluir o mandato.
Ministros de Estado também precisam cumprir a regra de desincompatibilização. Após reunião ministerial realizada na terça-feira (31) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 17 trocas ministeriais foram feitas.
Os destinos variam entre disputas para a Câmara dos Deputados, o Senado e governos estaduais. Entre os principais nomes estão Fernando Haddad, que deve concorrer ao governo de São Paulo; Marina Silva, ao Senado; e Simone Tebet, também ao Senado.
Geraldo Alckmin, que além de vice-presidente acumulava o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, também deixou a pasta para disputar novamente a vice-presidência na chapa de Lula.
O Partido Verde articula a pré-candidatura de Gustavo Soares, prefeito de Assú, como vice-governador na chapa com Cadu Xavier (PT). A informação foi confirmada pelo presidente estadual da legenda, Rivaldo Fernandes, em entrevista ao jornalismo da 98 FM Natal.
De acordo com Rivaldo Fernandes, o partido ainda busca concretizar a indicação de Soares. Porém, o gestor não estava filiado a legenda até o fechamento desta matéria. A expectativa, segundo Rivaldo, é que Soares se filie nesta sexta-feira (3), último dia previsto para filiações partidárias.
A irmã do prefeito, Luciana Soares, se filiou ao partido e atualmente é pré-candidata a deputada estadual.
“A nossa expectativa é que ele se filie e aí ele seria o vice. Essa é a composição que a gente tá lutando. E ela (Luciana Soares) já assumiu a posição de pré-candidata a deputado estadual do grupo lá”, disse.
Fernandes explicou ainda que a vaga de vice seria a única candidatura almejada para Soares no pleito deste ano. A possibilidade foi traçada em discussões com sua família, de tradicional raiz política na região Oeste.
“O problema todo foi em torno da chapa estadual lá, né? (Os familiares) Se reuniram, discutiram. Não tinha outra possibilidade. Ou é vice ou não é nada”, afirmou.
Conforme apurado pelo jornalismo do Grupo Dial Natal, o pai do prefeito, Ronaldo Soares, também foi convidado para assumir a candidatura.
Lacunas
Além do cargo de vice-governador, a chapa majoritária da base governista ainda possui uma vaga em aberto: o segundo nome para o Senado.
Atualmente, os nomes do ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates (PDT), e da vereadora de Natal, Thabatta Pimenta (PV), estão no centro das discussões para preencherem a vaga.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou ao Supremo Tribunal Federal, nesta sexta-feira (3), novos relatórios médicos que apontam a necessidade de cirurgia no ombro direito, diante de dor e limitação funcional.
Segundo os documentos, Bolsonaro apresenta redução de movimentos, perda de força e dificuldade para realizar atividades, estando em fase pré-operatória. Os relatórios também indicam que a fisioterapia segue restrita ao controle da dor, sem avanço para exercícios ativos.
Este é o primeiro relatório apresentado desde que o ex-presidente passou a cumprir prisão domiciliar em sua residência no Jardim Botânico, em 27 de março.
A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes por um período de 90 dias, após Bolsonaro ser internado no fim de março com broncopneumonia bilateral. A decisão condiciona a manutenção da prisão domiciliar ao envio de atualizações semanais sobre o estado de saúde e a evolução do tratamento.
A arrecadação do governo federal com o imposto de importação, conhecido como “taxa das blusinhas“, cresceu 25% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Mesmo com o resultado, o debate sobre revogar a cobrança ganhou força à medida que as eleições se aproximam.
Criada para reduzir a desvantagem da indústria nacional diante dos produtos importados, a chamada “taxa das blusinhas” passou a cobrar 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares, que antes eram isentas. Desde então, a tarifa passou a fazer parte da rotina de quem compra e de quem depende dos itens importados para trabalhar.
Mesmo com a taxação, o consumo não parou. No ano passado, a medida rendeu, no total, 5 bilhões de reais e ajudou nas contas do governo.
Mas o imposto que aumenta a arrecadação continua sendo tema de disputa política. Enquanto a Câmara dos Deputados analisa um projeto que zera a cobrança sobre esse tipo de compra, integrantes do próprio governo discutem os impactos negativos do imposto na imagem do presidente Lula em ano eleitoral.
Nesta semana, o vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu a manutenção da taxa. Ele afirma que o produto fabricado no Brasil paga mais tributos e que a cobrança ajuda a proteger a produção, o emprego e a renda. É o que também defende o setor têxtil.
“Não faz o menor sentido trazer de volta um assunto já pacificado e que não prejudicou, porque se tivesse prejudicado teria havido queda nos negócios e não houve queda nos negócios. Mas ao mesmo tempo nos ajudou em parte ao aumentar a nossa capacidade de competir”, afirma Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção.
Já as empresas de comércio eletrônico afirmam que o peso do imposto recai principalmente sobre os consumidores de menor renda.
“Se a gente consegue retirar, reduzir o custo do acesso desses produtos para classe C, D e E, certamente vai haver um aumento sim do consumo e o aumento do acesso. E lembrando, né, são produtos de pequeno valor, são produtos que muitas vezes não existem no mercado brasileiro”, diz André Porto, diretor-executivo da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec).
Para especialistas, a decisão envolve um equilíbrio delicado entre arrecadação, consumo e emprego.
“A questão agora é saber se vale a pena em ano eleitoral dar esse anúncio, dizendo que para que a população possa voltar a comprar nos sites estrangeiros você vai retirar essa alíquota. Eu acho isso extremamente complexo no ano eleitoral, porque você vai ter todo um grupo na outra ponta que vai ser prejudicado mesmo de verdade”, avalia Carla Beni, economista e professora da FGV.