Marlos Mariz ganha destaque na política potiguar ao assumir a coordenação da campanha do deputado federal General Girão na região Oeste do Estado, onde alcançou resultados expressivos.
Durante a missão no Oeste, Marlos também somou esforços em Currais Novos ao lado do pastor João Batista, responsável pela coordenação local. A atuação conjunta contribuiu para o desempenho do General Girão no município, que terminou como o segundo candidato a deputado federal mais votado na cidade, com quase 2 mil votos.
Após quatro meses de trabalho intenso em diferentes regiões do Estado, Marlos retorna a Currais Novos para celebrar a vitória do General Girão e o expressivo resultado alcançado nas urnas.
O preço do garrafão de 20 litros de água de mineral ficou mais caro a partir desta segunda-feira (5) no Rio Grande do Norte. O reajuste não terá um percentual único, cabendo a cada indústria definir seu novo valor. Segundo o Sindicato das Indústrias de Cervejas, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em geral do RN (Sicramirn), o percentual de reajuste técnico médio sugerido às fontes oscila entre 10% e 15%.
O Sicramirn explica que o aumento ocorre após o setor absorver sucessivas altas na estrutura de custos nos últimos meses, incluindo o custo de envase, da distribuição e revenda em toda a cadeia produtiva. Atualmente, o garrafão é vendido ao consumidor final no estado com preços que variam entre R$ 9 e R$ 15.
Entre os fatores que justificaram a medida estão o reajuste de cerca de 6,8% no salário mínimo, a alta média de 5,4% na tarifa de energia elétrica da Cosern — que chegou a 10,9% para consumidores industriais de alta tensão —, e a inflação acumulada de 4,22% nos últimos 12 meses.
O sindicato aponta ainda a pressão dos “custos de resinas, embalagens, tampas, lacres, combustíveis, logística, mão de obra” e “todas as exigências sanitárias e ambientais próprias de uma indústria de alimentos”.
Nas distribuidoras, a expectativa é de que o repasse ocorra gradualmente até o final do ano. Ângelo Macedo, proprietário de uma distribuidora de água e gás no bairro Cidade Alta, em Natal, explica que o anúncio serve de alerta para que os revendedores organizem o caixa antes do repasse definitivo das fontes.
“As fontes vão falando com os distribuidores para ir se adequando, já organizando para ter o reajuste neste mês de outubro. Quando é de novembro para dezembro, começa a valer o novo valor”, diz. Ele estima que o garrafão aumente até R$ 1,00 em alguns casos, a depender também da localização do bairro e das taxas de entrega.
Diante do cenário de reajuste, o Procon Natal anunciou que intensificou as fiscalizações nos comércios da capital a partir desta segunda-feira, a fim de coibir eventuais abusos e garantir que os aumentos estejam justificados. A diretora-geral do órgão de defesa do consumidor, Dina Pérez, orienta que o consumidor deve pesquisar preços entre diferentes marcas e estabelecimentos antes de comprar.
“É fundamental verificar se o reajuste repassado ao consumidor final é proporcional ao aumento aplicado na fonte pelas indústrias, evitando, assim, margens de lucro abusivas ou desproporcionais por parte dos revendedores”, explica.
Caso o consumidor identifique aumentos excessivos ou sem justificativa, deve formalizar a denúncia no Procon Natal, apresentando comprovantes ou notas fiscais. O atendimento do órgão funciona pelo WhatsApp no número (84) 3232-6189 ou presencialmente na Avenida Ulisses Caldas, 181.
Segundo o Sicramirn, a perspectiva de novos aumentos é pressionada por variáveis externas, cambiais, de políticas tributárias, regimes e preços para importação de insumos plásticos. “O segmento é contrário a qualquer reajuste que não sejam os pressionados por esses fatores”, frisa a entidade.
O ex-presidente Michel Temer (MDB) anunciou nesta segunda-feira (5) apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em uma declaração enviada à imprensa, Temer afirmou que o resultado do primeiro turno mostrou que o eleitorado “deseja mudança”.
“Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio”, disse.
O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno na liderança. Com 100% das seções totalizadas, o candidato do PL recebeu 56,1 milhões de votos, ou 47,03% dos votos válidos. Lula teve 53.879.538 votos, equivalentes a 45,16%. Os dois voltam às urnas em 25 de outubro.
Na manifestação, Michel Temer afirmou que as urnas mostraram que a população quer “atenção e respeito” e relacionou o desempenho de Flávio às mudanças nas bancadas eleitas para o Congresso Nacional.
“A sociedade não quer fórmulas repetidas e discursos grosseiros. Quer novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente”, escreveu o ex-presidente.
Temer também destacou que Flávio chegou ao segundo turno em primeiro lugar. “As urnas falaram. O povo brasileiro, autoridade única da democracia, deixou claro que deseja mudança”, afirmou.
O apoio é uma posição pessoal de Temer. No primeiro turno, o MDB decidiu não apoiar nenhum candidato ao Planalto e liberou seus diretórios estaduais para formar alianças de acordo com as disputas locais.
Após o resultado do 1º turno, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que possa ver seu filho Flávio antes do dia 11, quando acaba a proibição de visitas do senador ao pai. Neste domingo (4), Flávio foi para o 2º turno das eleições na liderança pela corrida presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em prisão domiciliar, Jair pediu, nesta segunda-feira (5), a Moraes que tenha o seu regime ordinário de visitas restabelecido ou que, ao menos, seja autorizada uma visita de seu filho, Flávio Bolsonaro.
Atualmente em cumprimento de prisão domiciliar humanitária, Bolsonaro encontra-se submetido a restrições ao direito de visita impostas desde o mês de julho de 2026, quando Flávio divulgou uma carta de apoio à sua candidatura.
O advogados afirmam que transcorreu um período significativo sem registro de fatos ou episódios que justificassem a manutenção do regime extraordinariamente restritivo à convivência familiar e pessoal.
Cumprimento das regras
A defesa promete que o retorno das visitas ocorrerá com a observância de todas as condições de fiscalização e cautelares vigentes, preservando a convivência familiar sem causar prejuízos às regras de segurança estabelecidas.
Caso a retomada geral das visitas não seja concedida de imediato, a defesa apresentou um pedido subsidiário focado em uma liberação pontual. Os advogados requerem a autorização excepcional para uma única visita de Flávio Nantes Bolsonaro, destacando o caráter estritamente familiar do encontro.
A suspensão específica das visitas de Flávio Bolsonaro foi fixada por um prazo de 90 dias em 13 de julho de 2026, com término previsto para 11 de outubro de 2026.
Diante da proximidade da data final de cumprimento da medida, a petição solicita a antecipação dessa oportunidade de visita, com data e horário a serem previamente combinados com o Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM).
Com informações da coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles.
O plenário do Senado começa a discutir nesta terça-feira (6) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. Para ser aprovada, a proposta ainda precisa passar por dois turnos de votação na Casa. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não definiu, porém, quando a matéria será efetivamente votada.
A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, mas teve a análise no Senado adiada por Alcolumbre para depois das eleições. Em setembro, a proposta avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), após permanecer meses sem andamento.
Com o primeiro turno das eleições encerrado, o Senado retoma agora a discussão sobre a redução da jornada. Pelo regimento, são necessárias cinco sessões de discussão antes da votação de uma PEC. Nesta semana, estão previstas três sessões. Uma alternativa seria aprovar um calendário especial para permitir a votação no mesmo dia, mas essa possibilidade é considerada pouco provável por aliados do governo e integrantes da oposição.
Governo quer votação nesta semana
O governo defende que a PEC seja votada ainda nesta semana. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, participou de uma reunião de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na tarde desta segunda-feira (5) e afirmou a jornalistas que o objetivo é aprovar a proposta até quarta-feira (7).
A posição do governo encontra resistência na oposição. O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que ainda não havia conseguido conversar com Alcolumbre, mas disse que, na avaliação dos senadores, o processo deve seguir as cinco sessões previstas para a discussão da proposta.
A tendência, portanto, é que a votação não ocorra antes do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. Outro fator considerado pelos senadores é que a sessão desta terça-feira será realizada em formato semipresencial, o que reduz a presença de parlamentares em Brasília e dificulta uma eventual votação da PEC no mesmo dia.
Disputa sobre o calendário
A discussão sobre a escala 6×1 ganhou espaço no Senado depois da aprovação da proposta na Câmara e da pressão do governo para que o texto avançasse.
Alcolumbre já havia afirmado que o Senado não seria uma Casa “carimbadora” de projetos aprovados pelos deputados e que os parlamentares deveriam analisar propostas que alterassem a Constituição. O presidente do Senado também havia dito que não pretendia “contaminar” o período eleitoral com uma pauta que classificou como “eleitoreira”.
Antes das eleições, a aprovação da PEC era tratada como uma prioridade pelo governo, que pretendia apresentar a redução da jornada como uma de suas bandeiras durante a campanha.
Oposição mira mudanças em 2027
A oposição defende que a discussão sobre a redução da jornada avance a partir da próxima legislatura. A avaliação é de que a composição do Congresso a partir de fevereiro de 2027 poderá permitir mudanças no texto, incluindo um período maior de transição e alterações nas regras trabalhistas.
O PL terá 29 senadores em 2027, além de contar com aliados eleitos em outros estados. Nesse cenário, integrantes da oposição defendem que a votação seja adiada para o próximo ano.
Rogério Marinho, que coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), já apresentou uma PEC que prevê a possibilidade de a remuneração dos trabalhadores ser calculada com base nas horas trabalhadas. O senador também é cotado para disputar a presidência do Senado no próximo ano.
Do outro lado, governistas passaram a pressionar pela aprovação da proposta ainda em 2026. A avaliação dentro da base do governo é que uma eventual votação apenas em 2027 poderia abrir espaço para mudanças no texto atualmente em discussão.
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), pretende analisar, logo após o segundo turno das eleições, o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para anular a condenação de 27 anos e três meses de prisão. A avaliação, segundo interlocutores, independeria de quem vencer a disputa presidencial.
Kassio considera a possibilidade de conceder uma decisão liminar para libertar Bolsonaro. A tendência, porém, é que o pedido de revisão criminal seja levado ao plenário do STF.
O ministro tem dito a auxiliares que identifica uma série de “exageros” na ação sobre a trama golpista, conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão e atualmente cumpre a pena em regime domiciliar.
A defesa do ex-presidente pede a anulação da sentença e sustenta que houve “erro judiciário”. Os advogados alegam falta de individualização das condutas, prejuízo ao direito de defesa e questionam o fato de o julgamento ter ocorrido na Primeira Turma, e não no plenário da Corte.
Kassio Nunes Marques é o atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, segundo interlocutores, afirma que o pedido de revisão criminal já está pronto para ser julgado. O ministro, no entanto, ainda não teria liberado o processo para evitar acusações de interferência no processo eleitoral.
O magistrado também teria afirmado a uma pessoa próxima que já definiu sua posição e entende que houve excessos no julgamento de Bolsonaro, especialmente em relação ao direito de defesa e ao rigor da pena aplicada.
Kassio disse ainda que sanções políticas não estão previstas no Código Penal e que uma eventual decisão sua, seja por voto ou liminar, poderá provocar uma “comoção nacional”, diante dos questionamentos que considera existentes sobre a tramitação do processo.
Uma eventual decisão favorável ao ex-presidente pode ampliar as divergências internas no Supremo. A Corte já enfrenta um ambiente de tensão entre ministros desde o início do ano, em meio às investigações relacionadas ao Banco Master e a acusações de atuação com viés político.
Possível indulto
O senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente e candidato no segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prometeu conceder indulto a Jair Bolsonaro caso seja eleito presidente.
A medida, porém, só poderia ser adotada após uma eventual posse. Por isso, Flávio também conta com a possibilidade de uma decisão judicial que permita ao pai estar em liberdade antes de 2027.
Em maio, durante um evento de pré-campanha no Paraná, o senador afirmou que pretendia “fazer justiça” com o ex-presidente. “Ele vai subir aquela rampa junto com a gente em 2027”, projetou.
Ministros divergem sobre revisão
Entre os ministros que participaram da condenação de Bolsonaro, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin são contrários à revisão criminal. Eles têm ainda o apoio de Gilmar Mendes.
A avaliação desse grupo é que uma revisão criminal deve ser admitida apenas em situações excepcionais, como o surgimento de um fato novo capaz de comprovar a inocência do condenado ou a descoberta de que a decisão foi baseada em depoimentos ou documentos falsos. Na avaliação desses ministros, essas hipóteses não se aplicariam ao caso de Bolsonaro.
André Mendonça e Luiz Fux, que votou pela absolvição de Bolsonaro no julgamento, são apontados como ministros que podem acompanhar Kassio em uma eventual revisão da pena.
Ainda há dúvidas sobre como devem se posicionar Dias Toffoli e o presidente do STF, Edson Fachin.
Rafael Motta (PDT) afirmou nesta segunda-feira (5) que seguirá atuando na política após receber 510.674 votos na disputa pelo Senado no Rio Grande do Norte. O pedetista terminou a eleição com 14,16% dos votos válidos e ficou na quinta colocação.
“510.674 pessoas saíram de casa e confiaram a mim o seu voto. Recebo esse resultado com respeito e, acima de tudo, responsabilidade”, afirmou Rafael em publicação nas redes sociais.
O candidato destacou ainda os 116.978 votos recebidos em Natal, sua cidade, e agradeceu ao PDT, ao presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, às lideranças que participaram da campanha e aos suplentes Jean Paul Prates e João Batista.
Rafael também parabenizou Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda de Lula (PT), eleitos para as duas vagas do RN no Senado. Styvenson recebeu 1.055.000 votos, enquanto Samanda teve 635.924.
“Desejo que façam um grande trabalho pelo nosso Rio Grande do Norte”, declarou.
Na mesma manifestação, Rafael parabenizou Cadu de Lula (PT) pela classificação para o segundo turno da disputa pelo Governo do Estado e citou os deputados federais e estaduais eleitos pelo grupo político do qual participou durante a campanha.
Ao projetar os próximos passos, o ex-deputado federal indicou que pretende permanecer na atividade política.
“Sigo com a responsabilidade de quem recebeu mais de meio milhão de votos e com a disposição de continuar fazendo política com presença, diálogo e trabalho”, afirmou.
Mesmo sem contar com o apoio de grandes lideranças da política local, a deputada estadual Eudiane Macedo conquistou 570 votos em Currais Novos nas eleições deste domingo. A candidata recebeu votos em praticamente todas as seções eleitorais do município.
O resultado destaca a presença de Eudiane no eleitorado currais-novense e o trabalho desenvolvido no município ao lado de seus apoiadores, entre eles Paulo Filho, conhecido como Pepeca da Discot.
A votação em Currais Novos contribuiu para o resultado de Eudiane Macedo na disputa pela reeleição para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.
O senador Styvenson Valentim (Podemos) quebrou outro recorde ao garantir sua reeleição. Com mais de 1,045 milhão de votos, o parlamentar superou Garibaldi Alves e garantiu a maior votação da história do cargo no Rio Grande do Norte.
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral, às 21h28 deste domingo (4), 99,25% das sessões foram totalizadas. Styvenson conquistou a escolha 1.045.106 potiguares. Em 2010, Garibaldi Alves teve um registro total de 1.042.272 votos, de acordo com o histórico da Agência Senado em pleitos no Estado. Até então, o parlamentar do PMDB era o detentor do recorde.
Valentim manteve a liderança desde o início da apuração de 2026, confirmando a projeção de pesquisas divulgadas pela Consult Pesquisa/Tribuna do Norte ao longo da disputa eleitoral. Styvenson é natural de Rio Branco (AC), Em 2022, licenciou-se do mandato para disputar o governo do Rio Grande do Norte, mas não foi eleito.
O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Álvaro Dias (PL) afirmou que o resultado do primeiro turno das eleições demonstra um crescimento da direita no Estado. Em seu primeiro pronunciamento após ficar fora do segundo turno, publicado nas redes sociais na manhã desta segunda-feira (5), Álvaro agradeceu os mais de 530 mil votos recebidos e destacou o desempenho de candidaturas alinhadas ao seu campo político.
“O povo potiguar fez a sua escolha e eu respeito. Mas o recado dessas urnas também é claro. A direita cresceu no Rio Grande do Norte. Cresceu no voto para presidente. Cresceu na Assembleia. Cresceu na Câmara”, afirmou.
Álvaro terminou o primeiro turno na terceira colocação, com 26,71% dos votos válidos, equivalente a 530.580 votos. A disputa pelo Governo do Estado terá segundo turno entre Allyson Bezerra (União Brasil), que terminou com 36,94%, ou 733.809 votos, e Cadu de Lula (PT), que recebeu 36,16%, ou 718.300 votos.
No pronunciamento, Álvaro agradeceu aos eleitores que apoiaram sua candidatura e afirmou respeitar o resultado das urnas. “A essas pessoas que acreditaram nas mudanças e nas nossas propostas, o meu muito obrigado. Agradeço de coração o apoio de todos os que nos acompanharam nessa empreitada”, declarou.
O candidato também agradeceu ao vice Babá Pereira (PL), aos senadores Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (Podemos), ao Coronel Hélio (PL) e à família, além de mencionar apoiadores que participaram da campanha.
Ao defender que a direita ampliou sua presença política no Estado, Álvaro citou resultados obtidos por candidatos ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa. “O que se plantou nessa campanha não se colhe numa safra apenas. Por isso, parabenizo os que chegaram lá”, disse.
No vídeo, Álvaro também anunciou que permanecerá ao lado de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa presidencial. O ex-prefeito, no entanto, não declarou apoio a Allyson Bezerra (União Brasil) ou Cadu de Lula (PT) para o segundo turno do Governo do RN no pronunciamento. “No segundo turno estaremos lado a lado com Flávio Bolsonaro novamente”, afirmou.
Os usuários de sites e aplicativos de apostas têm até as 23h59 desta segunda-feira (5) para retirar voluntariamente os valores mantidos nas plataformas. O prazo foi estabelecido pela Medida Provisória (MP) 1.394/2026, que proibiu a atuação de bets e casas de apostas no Brasil.
Desde a publicação da medida, em 25 de setembro, as plataformas estão impedidas de receber novos depósitos. Até o fim desta segunda, no entanto, sites e aplicativos podem continuar disponíveis para permitir que os apostadores solicitem a retirada dos recursos existentes nas contas.
Também termina às 23h59 desta segunda o prazo para a retirada de materiais publicitários e sinais de patrocínio relacionados às empresas de apostas.
A partir desta terça-feira (6), os sites e aplicativos de apostas deverão ficar indisponíveis. Apple e Google também deverão retirar de suas lojas os aplicativos das empresas que tiverem sido notificadas.
Para os apostadores que não realizarem a retirada voluntária até esta segunda, a MP estabelece um procedimento para a restituição dos recursos. Nos dias 7 e 8 de outubro, as empresas deverão informar às instituições financeiras, por CPF, quanto cada usuário tem a receber.
Veja os principais prazos
Até 23h59 desta segunda-feira (5), os apostadores ainda podem retirar voluntariamente o saldo disponível nas plataformas. Também termina neste horário o prazo para a retirada das publicidades relacionadas às bets.
Na terça-feira (6), sites e aplicativos deverão ficar indisponíveis. Entre os dias 7 e 8, as empresas terão de informar às instituições financeiras os valores devidos a cada apostador.
Em 8 de outubro, termina o prazo para plataformas como Google, Meta, YouTube, X, Telegram, TikTok, Kwai e Discord retirarem conteúdos de bets ilegais das páginas que tiverem sido notificadas.
A previsão é que as restituições realizadas por bancos e instituições de pagamento sejam concluídas até 14 de outubro. Por fim, em 25 de outubro, serão extintas as concessões, permissões e autorizações para exploração das apostas de cota fixa no País.
Mais de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas neste primeiro turno das eleições de 2026, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A taxa de abstenção foi de 21,08%, contra 20,95% no primeiro turno de 2022. A taxa registrada no domingo, 4, é a maior desde 1998.
Nas últimas quatro eleições gerais, o índice havia sido de 20 79% em 2022, 20,33% em 2018 e 19,39% em 2014. Dos 158.745.463 eleitores aptos a votar no País, 78,92% compareceram às urnas.
Entre os Estados, Mato Grosso do Sul registrou a maior taxa de abstenção, com 23,85%, enquanto Ceará teve a menor, com 15,33%.
5 Estados com maiores taxas de abstenção
Mato Grosso do Sul – 23,85%
Rio de Janeiro – 23,31%
Minas Gerais – 22,62%
São Paulo – 22,54%
Mato Grosso – 22,18%
5 Estados com menores taxas de abstenção
Ceará (CE) – 15,33%
Piauí (PI) -17,07%
Roraima (RR) – 17,10%
Sergipe (SE) -17,27%
Paraíba (PB) – 17,36%
Possibilidade não era descartada
O índice elevado de abstenção não era uma possibilidade descartada antes da votação. A pesquisa Travessia, realizada com exclusividade para o Estadão e divulgada em 2 de outubro, mostrou que 20,2% dos eleitores ainda não tinham certeza se compareceriam às urnas.
Outros 78,5% diziam ter certeza de que votariam e 1,3% não souberam ou não responderam.
As eleições deste domingo, 4, terminaram com derrotas de nomes conhecidos da política nacional. Ex-ministros, senadores e antigos candidatos à Presidência estão entre os políticos que não conseguiram conquistar os cargos disputados em 2026.
A lista inclui Renan Calheiros (MDB), que deixará o Senado após mais de três décadas, Ciro Gomes (PSDB), derrotado na tentativa de retornar ao Governo do Ceará, e Fernando Haddad (PT), que perdeu novamente a disputa pelo Governo de São Paulo para Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Também ficaram sem as vagas que disputavam nomes como Randolfe Rodrigues, Ciro Nogueira (PP), Gleisi Hoffmann (PT), Manuela D’Ávila (PSOL), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
Renan Calheiros Em Alagoas, Renan Calheiros não conseguiu renovar o mandato no Senado e deixará a Casa em 2027, após 32 anos consecutivos.
Renan recebeu 22,24% dos votos e ficou atrás de Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB), eleitos para as duas vagas disponíveis.
O senador está na Casa desde 1995 e presidiu o Senado em quatro ocasiões: 2005, 2007, 2013 e 2015. Antes disso, foi deputado estadual, deputado federal e ministro da Justiça.
Ciro Gomes No Ceará, Ciro Gomes foi derrotado por Elmano de Freitas (PT) na disputa pelo Governo do Estado.
Com 97% das urnas apuradas nos dados divulgados pela Exame, Elmano aparecia com 52,88% dos votos, contra 46,52% de Ciro.
Aos 68 anos, Ciro tentava retornar ao Governo do Ceará. Nas eleições de 2018 e 2022, disputou a Presidência da República pelo PDT, sem avançar ao segundo turno.
Fernando Haddad Em São Paulo, Fernando Haddad perdeu novamente uma disputa pelo Governo do Estado para Tarcísio de Freitas.
Tarcísio, candidato do Republicanos, garantiu a vitória no primeiro turno.
Haddad já havia enfrentado o atual governador na eleição estadual de 2022. Antes disso, foi prefeito de São Paulo e candidato à Presidência da República em 2018, quando chegou ao segundo turno.
Randolfe Rodrigues No Amapá, Randolfe Rodrigues não conseguiu se eleger para o Senado. O senador recebeu 18,5% dos votos.
As duas vagas ficaram com Rayssa Furlan (Podemos), que obteve 29,9%, e Lucas Barreto (PSD), com 24,2%.
Ciro Nogueira No Piauí, Ciro Nogueira (PP) também não conseguiu renovar o mandato no Senado.
As duas vagas em disputa ficaram com Marcelo Castro (MDB) e Julinho do Lula (PSD).
Gleisi Hoffmann No Paraná, Gleisi Hoffmann (PT) não conseguiu retornar ao Senado. Ela já ocupou uma cadeira na Casa entre 2011 e 2018.
Gleisi também foi ministra-chefe da Casa Civil durante o governo Dilma Rousseff e ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais no governo Lula.
Manuela D’Ávila No Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila (PSOL) ficou fora das duas vagas em disputa para o Senado.
Com 91,53% das urnas apuradas nos números divulgados pela Exame, Manuela aparecia em terceiro lugar, com 17,17%. Sanderson (PL) tinha 30,02% e Marcel Van Hattem (Novo), 29,99%.
Simone Tebet e Marina Silva Em São Paulo, as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) também não conseguiram se eleger para o Senado.
As duas fizeram uma dobradinha informal durante a campanha, mas ficaram atrás de Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), eleitos para as duas vagas do Estado.
Tebet deixou o Ministério do Planejamento e Orçamento em março de 2026 para concorrer ao Senado. Ela já havia exercido mandato de senadora por Mato Grosso do Sul.
Marina deixou o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em abril para disputar a eleição. Ela permaneceu filiada à Rede, partido que ajudou a fundar.
Mais de 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (4).
A abstenção chegou a 21,08% dos 158,7 milhões de eleitores aptos a votar no país, o maior percentual desde 1998, quando o índice foi de 21,49%.
Em números absolutos, a quantidade de ausentes também superou a registrada no último pleito nacional. Em 2022, 32,7 milhões de eleitores não votaram. O número de abstenções vem crescendo nas últimas eleições: foram 27,7 milhões em 2014 e 29,9 milhões em 2018.
Como justificar a ausência
O eleitor que não votou deve justificar a ausência à Justiça Eleitoral no prazo de até 60 dias após cada turno. Caso a justificativa não seja apresentada dentro do prazo ou não seja aceita, é necessário pagar multa de R$ 3,51.
A ausência sem justificativa em três eleições consecutivas pode levar ao cancelamento do título de eleitor. Na contagem, cada turno é considerado uma eleição.
Com o título cancelado, o eleitor fica sujeito a restrições, como a impossibilidade de obter passaporte, realizar matrícula em instituições oficiais de ensino e tomar posse em concursos públicos.
Brancos e nulos
Além das abstenções, o primeiro turno registrou 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de votos nulos. Em 2022, foram contabilizados 1,9 milhão de votos em branco e 3,5 milhões de nulos.
Os votos em branco vêm apresentando redução nas últimas eleições. Foram 4,4 milhões em 2014 e 3,4 milhões em 2018, antes de chegar a 1,9 milhão em 2022. Já os votos nulos passaram de 6,7 milhões em 2014 para 7,2 milhões em 2018 e caíram para 3,5 milhões em 2022.
Apesar de serem registrados pela Justiça Eleitoral, votos brancos e nulos não são considerados votos válidos e, portanto, não são contabilizados para nenhum candidato. O TSE define essas opções como formas de o eleitor não escolher nenhum dos candidatos que disputam o pleito.
O voto em branco é registrado quando o eleitor seleciona a tecla “branco” na urna eletrônica. Já o voto nulo ocorre quando é digitada uma combinação de números que não corresponde a nenhum candidato ou legenda.
Os votos brancos e nulos também reduzem o total de votos válidos utilizado no cálculo dos resultados, mas não são transferidos ou contabilizados para nenhum candidato.
Com o resultado final do primeiro turno das eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL) obteve 56,1 milhões de votos o equivalente a 47% dos votos válidos enquanto Lula (PT) recebeu 53,9 milhões, ou 45,2%.
O presidente Lula registrou o menor percentual de votos válidos em um primeiro turno desde 1998. Naquele ano, contra Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ele teve 31,7% e foi derrotado na primeira etapa. A informação é da CNN Brasil.
Nas eleições seguintes, Lula somou 46,4% em 2002, 48,6% em 2006 e 48,4% em 2022. Neste ano, o resultado ficou 3,2 pontos percentuais abaixo do obtido há quatro anos.
Entre 2022 e 2026, Lula perdeu cerca de 3,4 milhões de votos. Ele foi derrotado em Minas Gerais, estado que deu maioria a todos os presidentes eleitos desde 1989.
Flávio superou em cerca de 5 milhões de votos o desempenho do pai em 2022. Jair Bolsonaro teve 51,1 milhões de votos naquele ano, ou 43,2% dos válidos.
No Senado, o PL elegeu 19 senadores e chegará a 28 cadeiras em 2027, somando os nove com mandato em curso. O Novo elegerá três, e as duas bancadas totalizam 31 senadores, quase 40% do plenário.
Dois dos três senadores do Novo, Marcel van Hattem (RS) e Deltan Dallagnol (PR), apoiaram Flávio no primeiro turno. Damares Alves (Republicanos-DF) e Guilherme Derrite (PP-SP) também integram o grupo bolsonarista fora do PL.
O PT manteve suas dez cadeiras, mas a esquerda terá três a menos no total. O PSB passou de sete para três, o PDT de dois para uma, e a Rede de zero para uma. O PSD, do centrão, perdeu nove vagas.
O PL governa hoje um estado, Santa Catarina. Em 2027, terá ao menos cinco: Paraná (Sergio Moro), Rondônia (Marcos Rogério), Roraima (Arthur Henrique), Rio Grande do Sul (Zucco) e Santa Catarina (Jorginho Mello, reeleito). O partido também disputa o segundo turno no Rio de Janeiro e no Amazonas, com Douglas Ruas e a Professora Maria do Carmo. No Rio, Ruas teve 49,3% e precisa de menos de um ponto para ser eleito, contra Eduardo Paes (PSD), apoiado por Lula.