Uma carga com aproximadamente 36 quilos de maconha, avaliada pela Polícia Militar em cerca de R$ 1,44 milhão, foi apreendida nessa segunda-feira (24), em Canguaretama, no litoral Sul do Rio Grande do Norte. Dois homens foram presos em flagrante por tráfico de drogas após uma perseguição por uma área de canavial.
Segundo a 10ª Companhia Independente de Polícia Militar (10ª CIPM), uma equipe realizava patrulhamento nas proximidades do posto de fiscalização tributária, na divisa entre o Rio Grande do Norte e a Paraíba, quando percebeu um VW Polo branco trafegando pelo interior de um canavial. A suspeita dos policiais era de que o motorista tentava desviar da fiscalização.
A equipe determinou que o veículo parasse, mas, de acordo com a PM, o motorista desobedeceu à ordem e fugiu pelo canavial. Os policiais iniciaram um acompanhamento e conseguiram alcançar o automóvel após alguns quilômetros.
Durante a busca no veículo, foram encontrados no porta-malas 72 pacotes com aproximadamente meio quilo cada de uma substância com características de maconha do tipo “flor”. A Polícia Militar estima que cada pacote tenha valor médio de aproximadamente R$ 20 mil. Com isso, a carga apreendida foi avaliada em R$ 1,44 milhão.
Além dos dois homens, duas adolescentes estavam no automóvel. Segundo a PM, elas informaram ser filhas de um dos ocupantes e disseram que o grupo seguia em direção a Natal. A corporação não detalhou a origem da carga.
Também foram apreendidos o veículo utilizado no transporte, aparelhos celulares, um relógio e cartões bancários. Os ocupantes foram conduzidos à Delegacia Regional para os procedimentos cabíveis. Os dois homens receberam voz de prisão e a ocorrência foi apresentada à Polícia Civil como flagrante por tráfico de drogas.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (25), a Operação Dealer, para desarticular um grupo suspeito de atuar no tráfico interestadual de drogas por meio do serviço postal. A ação ocorre em Natal e Extremoz, no Rio Grande do Norte, onde são cumpridos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e busca pessoal.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Federal, a investigação começou após a interceptação de encomendas que continham drogas como maconha e haxixe. Com o avanço das apurações, os agentes identificaram uma estrutura logística utilizada para enviar entorpecentes a destinatários em diferentes regiões do país.
Grupo teria usado dados de terceiros
Segundo a PF, os investigados teriam utilizado dados pessoais de terceiros para dificultar a identificação dos remetentes das encomendas. O esquema também envolveria contratos fraudulentos com plataformas de intermediação postal, que permitiam a emissão de etiquetas, o pagamento dos envios e o despacho das encomendas em agências dos Correios e estabelecimentos conveniados.
Ao longo da investigação, foram identificadas pelo menos 79 remessas postais consideradas suspeitas e relacionadas ao grupo.
As buscas realizadas nesta terça-feira têm como objetivo localizar novos elementos que possam ajudar a esclarecer a dimensão do esquema. Entre os materiais procurados estão celulares, dispositivos eletrônicos e documentos, além de possíveis informações que levem à identificação de outros envolvidos.
Os investigados poderão responder por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico e falsidade ideológica, além de outros crimes que eventualmente sejam identificados durante o andamento das investigações.
A Agência Nacional de Proteção de Dados multou a ByteDance, dona do TikTok, em R$ 153,7 milhões por falhas no tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (25).
Segundo a agência, o TikTok cometeu cinco violações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Entre os problemas apontados estão o tratamento de dados de menores sem respaldo legal e a falta de mecanismos eficazes para impedir o cadastro e a coleta irregular de informações desse público.
Além da multa, a ByteDance terá de eliminar dados coletados irregularmente e adotar novas medidas de proteção. Contas de menores de 16 anos terão configurações de privacidade mais restritas, e a plataforma deverá ampliar o controle parental e os filtros para conteúdos inadequados.
As mudanças também atingem quem utiliza o TikTok sem criar uma conta. Nesse tipo de acesso, serão suspensos anúncios no Brasil e bloqueados recursos como mensagens diretas, transmissões ao vivo, comentários e outras interações sociais. A recomendação de conteúdo também será menos personalizada.
A ByteDance poderá recorrer da multa ao Conselho Diretor da Agência Nacional de Proteção de Dados no prazo de dez dias úteis.
Você já está preparado para viver uma noite especial em Acari?
Vem aí, no dia 5 de setembro, mais uma edição da Serenata Acari de Saudades!
A partir das 7 da noite, o Grupo Tons Boêmios vai percorrer as ruas de Acari-RN, levando ao público canções que marcaram época e resgatando o encanto das antigas serenatas.
E o cortejo segue até a Praça Otávio Lamartine, no centro da cidade, onde a programação continua com um grande show de Leozinho do Samba no corêto da praça, o menino prodígio que conquistou as redes sociais com seu talento e carisma.
Então, anote aí: 5 de setembro, a partir das 7 da noite, em Acari-RN.
Serenata Acari de Saudades! Uma noite para cantar, recordar e se emocionar!
O deputado estadual e candidato à reeleição, Nelter Queiroz (Progressistas) participou, na noite desta segunda-feira (24), em Caicó, de mais um encontro de mobilização política ao lado de amigos, familiares e apoiadores do vereador Rutênio da Palma. A agenda também contou com a presença do prefeito de Caicó, Dr. Tadeu e reforçou a proximidade de Nelter com lideranças e bases políticas do município. O momento integra uma série de reuniões que vêm sendo realizadas em Caicó, nos últimos dias, com o objetivo de fortalecer o diálogo e ampliar a mobilização em torno do projeto político do deputado.
Na última semana, Nelter já havia participado de reuniões semelhantes com grupos ligados aos vereadores Fabinho da Saúde e Rosângela e Zé Maria, reunindo apoiadores, amigos e lideranças locais. Para Nelter, a realização desses encontros representa uma oportunidade de estar próximo das pessoas que acompanham sua trajetória política e de reafirmar compromissos construídos ao longo de seus mandatos.
“É muito bom poder estar ao lado dos nossos amigos, das nossas lideranças e daqueles que acreditam no nosso trabalho. Esses encontros fortalecem nossa caminhada e, principalmente, renovam a nossa disposição de continuar trabalhando por Caicó e por todo o Estado”, destacou.
O crime de stalking cresceu 24,4% entre 2024 e 2025 no Rio Grande do Norte, saltando de 1.221 para 1.519 ocorrências, é o que aponta os dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A prática consiste em perseguir, monitorar e insistir em contatos indesejados com outra pessoa – ultrapassando o limite do comportamento inconveniente.
O avanço ganha visibilidade durante o Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização e combate à violência contra a mulher. O crime afeta diretamente a liberdade, a privacidade e a sensação de segurança das vítimas, alterando profundamente sua rotina diária.
Tipificada no Código Penal em 2021 pela Lei nº 14.132, a perseguição é punida quando ocorre de forma reiterada e por qualquer meio, ameaçando a integridade física ou psicológica, restringindo a locomoção ou perturbando a privacidade da vítima.
Limites e formas do crime De acordo com o advogado criminalista e professor Vinicius Cipriano, uma tentativa isolada de contato não caracteriza, por si só, o stalking. O fator determinante é a repetição da conduta e o impacto na vida da vítima. “Esse limite é ultrapassado quando a conduta cria um padrão capaz de provocar medo ou constrangimento à vítima”, explicou o especialista.
A perseguição pode acontecer de maneira presencial — com o autor aparecendo repetidamente em locais frequentados pela vítima — ou por meios digitais e eletrônicos, utilizando ligações sucessivas, mensagens contínuas e monitoramento por redes sociais.
No cenário nacional, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública registrou 218.707 casos em 2025. Para Cipriano, a própria criminalização e o uso da tecnologia para produzir provas facilitaram a identificação e a visibilidade dessas ocorrências perante as autoridades.
Preservação de provas e proteção legal Especialistas ressaltam a importância de guardar evidências digitais, como capturas de tela (prints) de conversas, registros de chamadas, dados de geolocalização e relatórios médicos ou testemunhais. Preservar esse material ajuda a demonstrar a frequência das abordagens e a gravidade da interferência na vida da vítima.
Em casos de violência doméstica e familiar, a vítima pode acionar os mecanismos da Lei Maria da Penha, que preveem o afastamento do agressor do lar, a proibição de aproximação e até o monitoramento eletrônico. Além disso, tramita no Senado Federal o Projeto de Lei nº 1.976/2025, que propõe permitir a alteração do nome completo da vítima e de seus dependentes em situações específicas para dificultar a localização por parte do agressor.
Para mais informações sobre campanhas de conscientização e canais de apoio, você pode consultar o portal oficial do Ministério das Mulheres.
O Rio Grande do Norte iniciou nesta segunda-feira (24) uma mobilização para ampliar a coleta de material genético de pessoas com algum familiar que desapareceu. A ação integra a Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas e busca aumentar o número de perfis genéticos disponíveis para cruzamento com amostras de pessoas vivas sem identificação e de restos mortais ainda não identificados. O Estado tem uma estimativa de 500 restos mortais não identificados, enquanto aproximadamente 200 famílias já tiveram material coletado por terem parentes desaparecidos.
A campanha terá um Dia D nesta quarta-feira e segue até a sexta-feira (28). São quatro pontos de atendimento no Estado: Natal, Mossoró, Caicó e Pau dos Ferros. “Existe um número grande de pessoas desaparecidas. Isso é a realidade”, afirmou o chefe do Laboratório de Genética Forense da Polícia Científica do RN, Fabrício Fernandes.
O perito ressalta, porém, que não há um número oficial consolidado, principalmente porque nem todas as famílias registram os desaparecimentos. A coleta de DNA é realizada gratuitamente e de forma contínua, por meio de material da mucosa oral. O material é transformado em um perfil genético e inserido na rede de bancos que permite o confronto em âmbito nacional.
O familiar precisa ter registrado o desaparecimento em um boletim de ocorrência e pode procurar o laboratório ou uma das unidades regionais. Segundo ele, também é importante que a família comunique quando a pessoa for localizada, para que o caso seja retirado dos registros de desaparecimento. “A única forma de localizar e identificar esses cadáveres é coletando material genético”, explicou.
A dimensão nacional do banco é considerada fundamental porque o local onde uma pessoa desaparecida é encontrada pode estar distante de onde a família vive. O próprio Rio Grande do Norte já teve um caso em que o mecanismo permitiu identificar um pescador que havia desaparecido após sair do Estado.
Fabrício lembra que a família forneceu material genético no RN e o cruzamento encontrou compatibilidade com restos mortais localizados no estado de Santa Catarina. “Se ela não tivesse cedido material genético, a gente ia conseguir identificar um cadáver que nem aqui estava”, afirmou o perito.
O banco também pode ajudar a localizar pessoas que estejam vivas, mas sem condições de informar a própria identidade. São situações que podem envolver pacientes hospitalizados ou pessoas em situação de vulnerabilidade, por exemplo. “Geralmente somos provocados por outras instituições, seja um hospital, delegacia, serviço de assistência social, porque geralmente são pessoas em situação de vulnerabilidade”, explica a perita Lara Lys. O perfil da pessoa é então inserido no sistema e pode ser confrontado com o material fornecido por familiares que estejam procurando por ela.
A mobilização desta semana intensifica um trabalho que já é realizado rotineiramente pela Polícia Científica desde 2021. A coleta pode ser feita durante todo o ano, não apenas durante campanhas nacionais, e os perfis permanecem disponíveis para novos confrontos. Assim, mesmo quando não existe uma correspondência imediata, uma futura amostra incluída no banco pode permitir a identificação. A Polícia Científica orienta que familiares de 1º grau, principalmente pais, mães, filhos e irmãos, participem da campanha.
O Rio Grande do Norte terá 14 candidatos ligados às forças de segurança nas eleições de 2026. São 11 policiais militares e três integrantes das Forças Armadas, de acordo com levantamento feito pelo NOVO com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número representa uma redução de 48% em relação ao pleito de 2022.
Há quatro anos, foram 27 candidatos desse grupo: 12 policiais militares, sete policiais civis, seis militares reformados e dois integrantes das Forças Armadas. Em 2018, foram 24 candidatos, sendo 13 policiais militares, cinco policiais civis, três militares reformados e cinco integrantes das Forças Armadas.
A redução acompanha a queda no número total de candidaturas registradas no Rio Grande do Norte. Ao todo, 324 nomes disputam cargos eletivos no estado. O número é 40% menor do que o registrado nas eleições de 2022 e representa o menor total de candidatos desde 2010, quando 249 pessoas participaram do pleito.
Em todo o Brasil, dos 20.501 candidatos registrados para as eleições deste ano, 921 usam patentes no nome de urna ou declaram integrar as forças de segurança. A participação desse grupo caiu de 5,1% em 2022 para 4,5% em 2026.
Em 2026, três postulantes a cargos eletivos são integrantes das Forças Armadas no Rio Grande do Norte. Neste caso, segundo a Constituição de 1988, aqueles com mais de dez anos de serviço podem se afastar temporariamente para disputar eleições. Se não forem eleitos, podem retornar à ativa. Em caso de vitória nas urnas, passam para a inatividade no momento da diplomação.
Outra característica dos candidatos militares é que o Partido Liberal (PL) concentra 71% dos concorrentes deste ano, entre eles os policiais militares Sargento Gonçalves e Coronel Brilhante, que disputam vagas na Câmara dos Deputados.
O uso de patentes e graduações militares permanece comum nos nomes de urna de postulantes aos cargos de deputado estadual e federal. Entre as mais comuns estão as denominações de Cabo, Sargento, Major e Coronel.
O número de candidatos que utilizam patentes no nome de urna, porém, não corresponde necessariamente ao total de integrantes das forças de segurança. Alguns candidatos optaram por registrar outras ocupações profissionais. É o caso do deputado estadual Coronel Azevedo, registrado agora como “deputado”, diferentemente de 2022, quando declarou ser “policial militar” à Justiça Eleitoral.
Já o senador Styvenson Valentim retirou a patente “Capitão” do nome de urna, algo que manteve para as disputas de 2018 (ao Senado) e de 2022 (ao Governo do Estado).
O Município de Parelhas, na região Seridó, foi condenado pela quarta vez a pagar R$ 400 mil de indenização a uma vítima do mutirão de cirurgias de catarata realizado em setembro de 2024 na Maternidade Dr. Graciliano Lordão. Com a sentença divulgada nesta segunda-feira 24 pelo Tribunal de Justiça do RN, as condenações conhecidas pelo mesmo episódio já somam R$ 1,6 milhão — todas fixadas pelo juiz Wilson Neves de Medeiros Júnior, da Vara Única da Comarca de Parelhas, e todas no mesmo valor: R$ 200 mil por danos morais e R$ 200 mil por danos estéticos.
A nova decisão beneficia uma idosa que perdeu a visão do olho esquerdo após desenvolver endoftalmite, infecção ocular grave provocada pela bactéria Enterobacter cloacae. Diferentemente das autoras das ações anteriores, ela não passou pela retirada do globo ocular, mas ficou com sequelas permanentes — a sentença registra encurtamento do globo e alteração física visível. “A culpa é grave, considerando que não se trata de um fato isolado, mas sim que afetou várias outras pessoas”, escreveu o magistrado, ao reconhecer negligência do município na fiscalização do serviço contratado. O caso foi detalhado nesta segunda-feira 24 pelo O Correio de Hoje, que publicou os fundamentos da condenação.
A frase do juiz descreve com precisão a dimensão do episódio. Das 48 pessoas operadas nos dias 27 e 28 de setembro de 2024, 15 desenvolveram endoftalmite — todas operadas no primeiro dia — e ao menos oito precisaram retirar o globo ocular. O Agora RN acompanha a série de condenações desde a primeira sentença: a Justiça mandou o município pagar os primeiros R$ 400 mil em julho de 2025, condenou a prefeitura pela segunda vez em setembro do mesmo ano e fixou a terceira indenização em maio de 2026, sempre para pacientes que perderam o globo ocular.
O padrão das quatro sentenças é o mesmo: responsabilidade do poder público pela falha na fiscalização da empresa de oftalmologia contratada por licitação, com base no artigo 37 da Constituição Federal. Segundo os autos, a avaliação pré-operatória foi coletiva, e exames e documentos levados pelos pacientes não teriam sido analisados. A empresa responsável afirmou, em nota à época, que o mutirão foi conduzido por “oftalmologista experiente, tendo seguido os protocolos médicos e de segurança exigidos”. As sentenças de primeiro grau ainda podem ser revistas pelo TJRN.
O caso de Parelhas não é isolado no país — e ajudou a mudar a regulação nacional. Levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia divulgado pela Agência Brasil registrou 222 pessoas com complicações oculares após mutirões entre 2022 e 2025, cerca de 20% delas com perda de visão em um ou nos dois olhos. Em resposta à sequência de surtos, a Anvisa editou em 2 de janeiro deste ano a Nota Técnica GVIMS/GGTES/DIRE3 nº 05/2026, que endureceu a vigilância de endoftalmites pós-cirúrgicas: cirurgias de catarata passaram a exigir acompanhamento de até 90 dias após o procedimento, com busca ativa de casos e notificação padronizada — e mutirões passaram a ser tratados expressamente como situação de alto risco, com vigilância intensificada.
Em Parelhas, a conta ainda pode crescer. A Secretaria Municipal de Saúde informou à época que, além dos casos de retirada do globo ocular, quatro pacientes passaram por vitrectomia e três seguiram em acompanhamento oftalmológico — e parte das vítimas ainda aguardava indenização mais de um ano depois do mutirão, o que indica que novas ações podem chegar à mesma vara.
Os candidatos às eleições de 2026 passam a contar, a partir desta sexta-feira (28), com o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. A propaganda será exibida até 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno, e marca uma nova etapa da campanha eleitoral no Rio Grande do Norte e na disputa pela Presidência da República.
No Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil) terá o maior tempo entre os candidatos ao Governo do Estado. A coligação “Esperança e Trabalho” terá 4 minutos e 8 segundos em cada bloco, além de 451 inserções distribuídas na programação das emissoras.
Álvaro Dias (PL), da coligação “EnDireita RN”, terá 2 minutos e 23 segundos por bloco e 260 inserções. Cadu Xavier (PT), da coligação “Time que Cuida”, contará com 2 minutos e 219 inserções. Robério Paulino (PSOL), da Federação PSOL-Rede, terá 27 segundos em cada bloco e 50 inserções.
A diferença de tempo coloca Allyson com uma vantagem de exposição em relação aos principais adversários na propaganda em bloco. O espaço maior, porém, será dividido com inserções ao longo da programação, formato que permite às campanhas distribuir mensagens de 30 ou 60 segundos durante diferentes faixas da programação.
A propaganda eleitoral começa quando a campanha entra em uma fase de maior exposição pública. Desde o início da campanha, os candidatos já podem realizar atividades nas ruas e divulgar propaganda na internet, mas o horário gratuito amplia a presença das candidaturas na televisão e no rádio.
A propaganda para governador será exibida às segundas, quartas e sextas-feiras. No rádio, os programas irão ao ar das 7h às 7h25 e das 12h às 12h25. Na televisão, serão transmitidos das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55.
Senado
Os candidatos ao Senado terão sete minutos de propaganda por bloco. O tempo será distribuído entre as coligações e federações, que deverão organizar internamente a participação dos dois candidatos de cada grupo.
“Esperança e Trabalho”, de Tércio Tinoco (União Brasil) e Zenaide Maia (PSD), terá 3 minutos e 13 segundos e 451 inserções.
“EnDireita RN”, de Coronel Hélio (PL) e Styvenson Valentim (Podemos), terá 1 minuto e 51 segundos e 260 inserções.
O “Time que Cuida”, com Rafael Motta (PDT) e Samanda Alves (PT), terá 1 minuto e 33 segundos e 219 inserções.
A Federação PSOL-Rede, com Sandro Pimentel (PSOL) e Sonia Godeiro (PSOL), terá 21 segundos e 50 inserções.
Cinco candidatos ao Governo do Estado e seis ao Senado ficaram sem participação nos blocos por seus partidos não terem atingido a cláusula de desempenho nas eleições de 2022.
Presidência
Na disputa presidencial, o horário eleitoral gratuito será dividido em dois blocos de 12 minutos e 30 segundos. A coligação “Brasil Pronto para Mais”, formada por PT, PCdoB, PV, PDT, PSB, PSOL e Rede, terá o maior tempo. A candidatura de Lula contará com 5 minutos e 31 segundos de propaganda. Flávio Bolsonaro terá 4 minutos e 20 segundos. Ronaldo Caiado terá 2 minutos e 2 segundos, enquanto Augusto Cury terá 35 segundos.
Os demais candidatos à Presidência não terão participação nos blocos de propaganda gratuita por não terem atingido as exigências da cláusula de desempenho. A divisão do tempo segue critérios previstos na legislação eleitoral. A maior parte do espaço é distribuída de acordo com a representação dos partidos na Câmara dos Deputados, enquanto uma parcela é repartida igualmente entre as candidaturas que têm direito ao horário.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sinalizou a aliados que deve concluir a votação em plenário da PEC que muda a escala 6×1 somente após as eleições.
O plano é que o senador Omar Aziz (PSD-AM) apresente seu relatório até o final desta semana para que ele seja apreciado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado na semana que vem.
A partir dai, o presidente do colegiado, Otto Alencar (PSD-BA), deverá conceder um pedido de vista por um prazo ainda não, algo entre uma hora e 24 horas. Findo o prazo, ele pauta e a proposta é aprovada na CCJ.
Alcolumbre porém não deve levar de imediato a PEC para o plenário porque a oposição é contrária a ela. Como ele precisa da oposição para se reeleger presidente em 2027, a tendência é de que ele aguarde o resultado da eleição presidencial para definir se pauta ou não a PEC.
Se Lula ganhar, ele pauta; se Flávio Bolsonaro ganhar, ele segura.
Apesar da sinalização, um parlamentar que acompanha de perto a tramitação disse temer que o sinal dado por Alcolumbre não seja cumprido.
A CNN questionou oficialmente a assessoria de Alcolumbre sobre quando ele pretende pautar a PEC, mas ela não respondeu.
O aumento das áreas afetadas pela seca e a escassez de chuvas ao longo do ano ampliaram o número de decretos de situação de emergência ou de estado de calamidade pública no Rio Grande do Norte. Em 2026, o governo federal já reconheceu 115 pedidos até 25 de junho, de acordo com dados do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Em todo o país, foram 1.229 ocorrências registradas em 25 unidades da Federação no mesmo período. O volume de decretos feitos por municípios potiguares coloca o estado na quarta posição nacional, representando quase 10% do total deste ano.
Segundo o MIDR, Pernambuco lidera o ranking com 248 reconhecimentos, seguido por Minas Gerais, com 149, e Paraíba, com 133. Na outra ponta, os estados com menor número de registros são Rondônia, com dois, além de Mato Grosso do Sul e Roraima, com quatro cada. As informações foram obtidas por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) pela agência de dados Fiquem Sabendo.
O total de decretos registrados no Rio Grande do Norte até junho de 2026 é 51% superior ao contabilizado no mesmo período de 2025, quando houve 76 reconhecimentos. Em relação às causas de 2026, a seca responde por 101 das 115 ocorrências, acompanhada por estiagem (8) e chuvas intensas (6).
Ao menos 110 municípios potiguares decretaram situação de emergência neste ano. Em alguns deles, houve mais de um reconhecimento. É o caso de Severiano Melo, Santo Antônio, Paraná, José da Penha e Cruzeta. Vale ressaltar que um decreto reconhecido pelo governo federal tem validade máxima de 180 dias.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil Estadual, tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Alexandre Fonsêca, o avanço no número de reconhecimentos é justificado por dois fatores principais. O primeiro é de ordem climática: dados do Monitor da Seca apontam que o primeiro semestre de 2026 registrou uma acentuação do quadro de estiagem em comparação ao primeiro semestre de 2025.
“Por esta razão, do ponto de vista climatológico, com menos chuvas na quadra chuvosa (fevereiro a maio) de 2025, boa parte do estado entrou em algum grau de situação de seca no segundo semestre, ou teve esse quadro agravado. Situação que perdurou e influenciou sobremaneira o primeiro semestre de 2026. Portanto, o comportamento das estações chuvosas, especialmente no interior do estado, contribuiu à necessidade de decretação de situação de emergência em um número maior de municípios”, detalhou Fonsêca.
O segundo fator refere-se à vigência de decretos estaduais coletivos. No primeiro semestre de 2025, o Governo do Estado não possuía um decreto de emergência próprio ativo, o que só foi publicado em setembro daquele ano devido à piora dos índices de estiagem. Em abril de 2026, a gestão estadual renovou a medida, com validade de 180 dias, abrangendo de forma coletiva 166 municípios potiguares (deixando apenas a capital, Natal, fora da lista). “A publicação do decreto estadual facilitou a homologação federal da situação de emergência para as cidades do Rio Grande do Norte”, reforçou Fonsêca.
Entre junho e julho, a área com seca no Rio Grande do Norte aumentou de 69% para 79% do seu território, de acordo com a última atualização de dados divulgada pelo Monitor de Secas. O índice representa o maior percentual de área afetada pela estiagem no estado potiguar desde março deste ano, quando a área sob seca havia atingido a marca de 93% do território estadual.
Apesar da expansão da área afetada no comparativo de um mês para o outro, a severidade (grau de intensidade) do fenômeno climático manteve-se em nível de estabilidade no Rio Grande do Norte. A parcela do território classificada sob seca moderada permaneceu no patamar de 15% no período, sem evolução para níveis de seca grave ou extrema.
Seca lidera registros de desastres naturais
De acordo com os registros do MIDR, os dados do período de 2016 a 2026 somam 2.760 registros de desastres e eventos adversos no Rio Grande do Norte. O maior número ocorreu em 2021, com 521 ocorrências. Naquele ano, o volume foi influenciado pela pandemia da Covid-19, com 334 ocorrências dessa categoria.
Fora do período da pandemia, a seca aparece como o evento com maior número de registros ao longo da série. O fenômeno atingiu 313 ocorrências em 2018, 304 em 2017 e 276 em 2019. Em 2025, a seca voltou a apresentar alta, com 209 registros. A estiagem também aparece de forma recorrente na série, com o maior número em 2021, quando foram contabilizadas 115 ocorrências.
Segundo Fonsêca, a Defesa Civil Estadual intensificou um amplo trabalho de assessoramento técnico aos municípios nos últimos anos, inclusive com diversas capacitações voltadas aos agentes e gestores municipais. “Isso por si acaba influenciando que o município tenha uma melhor condição técnica para enxergar e adotar as providências necessárias à eventual decretação dos expedientes administrativos legais inerentes a cada situação, inclusive a decretação de situação de emergência por seca, que representa o maior volume de decretos. É um conjunto de fatores, e claro que os aspectos climatológicos estão inseridos nesse contexto, mas não é o único fator”, afirmou.
Cidades com o reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar ao MIDR recursos para ações de defesa civil. A solicitação pelos municípios em situação de emergência deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). Com base nas informações enviadas nos planos de trabalho, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com o valor a ser liberado.
Um levantamento das pesquisas eleitorais para o Governo do Estado cadastradas no TRE-RN aponta a consolidação de Allyson Bezerra na liderança do eleitorado potiguar. Dos 43 levantamentos estatísticos válidos e divulgados no estado, o candidato lidera em 39 oportunidades, registrando seus maiores percentuais de intenção de voto em pesquisas como Parla Mentors / Gazeta RN (43,90%), Data Census / Mega Portal RN (41,80%), Exatus / Agora RN (41,78%) e Exatus (41,10%).
A análise mostra que Allyson mantém aprovação constante em mais de 80% dos cenários regulares. O levantamento não inclui oito pesquisas que foram suspensas ou multadas pela Justiça Eleitoral por inconsistências metodológicas, além de seis registros que não chegaram a ser veiculados.
A hegemonia abrange institutos como Seta, Data Census, Exatus, Agorasei, Consult, Item, Qualittá e Perfil.
Nos levantamentos mais recentes veiculados no mês de agosto, os números continuam expressivos: Qualittá (40,90%), Data Capital/Mix FM (40,00%), AgoraSei (39,90%), Item/Difusora (39,60%), Seta (39,50%) e Perfil/Blog do BG (33,12%).
Além da liderança nas intenções de voto, o levantamento aponta que Allyson registra os menores índices de rejeição entre os candidatos nas pesquisas analisadas, indicando margem para expansão de apoio ao longo da disputa.
Atualmente, o açude Dourado responde por 30% do abastecimento de Currais Novos, enquanto o Gargalheiras é responsável pelos outros 70%. De acordo com a companhia, o Dourado está com volume muito baixo e deverá permanecer em operação apenas até o fim de agosto.
Nesta segunda-feira (24), a Caern suspendeu temporariamente o abastecimento em Currais Novos para realizar um serviço no sistema de distribuição. A previsão é religar o fornecimento durante a noite, com normalização gradual em até 72 horas.
Além das intervenções no sistema, a companhia informou que vem executando fiscalizações para combater fraudes e realizando melhorias em reservatórios da zona urbana e rural do município, com o objetivo de contribuir para o abastecimento.
O superintendente de Operação e Manutenção da Caern, Ewerton Siqueira, orientou a população a utilizar a água de forma consciente.
“A questão não é deixar de usar a água, mas usar melhor e com consciência”, afirmou.
Caern orienta população a reduzir o consumo A companhia recomenda que os consumidores adotem medidas para reduzir o desperdício de água. Entre as orientações estão fechar a torneira durante a escovação dos dentes, reduzir o tempo de banho, consertar vazamentos, utilizar máquinas de lavar apenas quando estiverem com capacidade adequada e evitar o uso de água potável para lavar calçadas.
A Caern também orienta o reaproveitamento da água sempre que houver condições seguras para isso, além do acompanhamento do consumo por meio do hidrômetro e da conta mensal. Alterações inesperadas no consumo devem ser verificadas.
Segundo a companhia, pequenas mudanças de hábito podem reduzir o consumo quando adotadas por toda a população, contribuindo para preservar os reservatórios durante o período de estiagem.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino atendeu ao pedido da Polícia Federal para que os dados da operação contra a produtora do filme “Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, sejam compartilhados.
Em junho, a Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma ação contra Karina Ferreira da Gama, produtora do filme. A investigação apontou suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos no contrato firmado por sua ONG, chamada Instituto Conhecer Brasil (ICB), com a Prefeitura de São Paulo. Além da ONG, Karina é dona da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo “Dark Horse”.
A polícia de São Paulo realizou buscas nas sedes do ICB e da Go Up Entertainment, além de dois endereços residenciais de Karina.
O foco da investigação da Polícia Federal é distinto das apurações da Polícia Civil de São Paulo, mas os dados apreendidos com a produtora e suas empresas serão usados nas investigações que apuram se o filme utilizou recursos públicos.
Esses dados serão compartilhados no inquérito da PF que investiga se recursos de emendas parlamentares destinados a entidades ligadas ao filme sobre Bolsonaro foram usados para financiar a produção do longa.
O caso envolve cinco parlamentares, entre eles o deputado federal Mário Frias, que destinou R$ 2 milhões em emendas, em 2024, à ONG de Karina. Em maio, Mário Frias afirmou que as emendas indicadas para a ONG não teriam sido direcionadas para a produção do filme sobre Bolsonaro.
A informação é da coluna de Bela Megale, no O Globo.