O Partido dos Trabalhadores (PT) acionou, nesta segunda-feira (16), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e o Partido Liberal (PL). A sigla acusa os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de espalhar notícias falsas e fazer propaganda eleitoral antecipada.
A ação, movida pela Federação Brasil da Esperança – Fé Brasil, composta pelo pelo PT, pelo Partido Verde (PV) e pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – , pede a remoção imediata de três vídeos publicados nos perfis dos bolsonaristas no Instagram, no último dia 10 de março, além da aplicação de multa.
As publicações tentam associar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT e lideranças do partido, como a ministra Gleisi Hoffmann, ao crime organizado, alegando que Lula e o PT estariam ligados a facções criminosas e sugerindo que o governo federal atuaria para proteger organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC).
“Os valores e objetivos da política externa brasileira são propositalmente distorcidos para, em meio à exposição de imagens cruas de violência física/psicológica, influenciar a opinião do eleitorado e fomentar a falsa percepção de que o Chefe do Executivo e o PT atuam na ‘proteção’ dos interesses de facções criminosas”, afirmam os advogados que representam a federação.
No pedido encaminhado ao TSE, a federação solicita uma decisão liminar para que os três vídeos sejam removidos imediatamente do Instagram no prazo de 24 horas. A ação também pede a aplicação de multa contra os responsáveis pela divulgação das publicações. Pela legislação eleitoral, o valor da penalidade pode chegar de R$ 5 mil a R$ 30 mil.
Procurado pelo SBT News por meio de sua assessoria, Flávio Bolsonaro afirmou que não irá se pronunciar. O espaço segue aberto para manifestação.
Áudio interceptado pela PF
Um dos vídeos mostra um áudio interceptado pela Polícia Federal (PF) em 2019, já analisado pela Justiça Eleitoral. No áudio, Alexsandro Roberto Pereira, conhecido como “Elias”, suposto tesoureiro do PCC, diz: “Ele já começou a atrasar quando foi pra cima do PT”, em referência ao então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.
O TSE decidiu anteriormente que o vídeo não comprova qualquer ligação entre o PT e organizações criminosas. Ainda assim, o material voltou a ser usado nas redes sociais anos depois, por aliados de Bolsonaro, para insinuar uma suposta proximidade entre o partido e o PCC.
Flávio Bolsonaro já foi condenado pelo TSE por utilizar esse mesmo áudio para atacar o PT durante as eleições de 2022. Na ocasião, o Tribunal concluiu que não havia base factual para sustentar as acusações divulgadas nas redes sociais e aplicou multa ao senador.
Um estudo apresentado no início de março à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo pelo sociólogo e professor da Universidade de São Paulo (USP), José Pastore, aponta que a redução abrupta da jornada de trabalho prevista na Proposta de Emenda à Constituição 8/2025 pode provocar efeitos econômicos significativos, incluindo redução do Produto Interno Bruto (PIB), aumento de custos trabalhistas e fechamento de empresas. Representantes de diferentes segmentos empresariais do Rio Grande do Norte afirmam que a discussão sobre mudanças na jornada de trabalho é legítima, mas defendem que qualquer alteração seja feita de forma gradual e com amplo diálogo entre trabalhadores, empresas e governo.
A proposta de mudança, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), estabelece jornada semanal de 36 horas, organizada em quatro dias de trabalho e três de descanso, sem redução salarial. De acordo com o estudo do professor Pastore, a mudança representaria uma redução de cerca de 480 horas anuais de trabalho no Brasil, um ritmo muito mais acelerado do que o observado em outros países.
Em economias desenvolvidas, como os Estados Unidos e na média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), reduções de jornada ocorreram gradualmente ao longo de cerca de 15 anos, geralmente por meio de negociação coletiva.
Para as entidades empresariais potiguares que representam setores como comércio, serviços, turismo, construção e pequenos negócios, o fim da escala 6×1 pode até acontecer, mas numa transição gradual. No entanto, essa mudança na jornada de trabalho deve aumentar custos.
As preocupações das entidades vão ao encontro de levantamentos de outras instituições. Estudos do Centro de Liderança Pública (CLP) indicam que mudanças abruptas na jornada podem resultar em queda no emprego formal em setores intensivos em mão de obra, enquanto análises da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) apontam que a redução da jornada sem ajuste salarial pode elevar significativamente o custo da hora trabalhada.
O superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio Grande do Norte, Zeca Melo, afirma que o debate precisa considerar os impactos sobre emprego e produtividade. “Na área de comércio e serviços, mais especificamente hotelaria, restaurantes e bares (onde os pequenos predominam), por exemplo, a repercussão pode ser bastante negativa. Há que se debruçar também sobre a repercussão sobre a baixíssima produtividade da indústria brasileira. O caminho mais sustentável é avançar na melhoria da qualidade de vida sem comprometer a geração de emprego formal e a produtividade da economia”, afirma.
Na construção civil, os impactos também preocupam. O vice-presidente de Mercado Imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon-RN), Francisco Ramos, afirma que a mudança precisa ser amplamente debatida antes de eventual aprovação. “No setor da construção civil, que é intensivo em mão de obra e depende de presença física no canteiro de obras, os impactos potenciais são bastante significativos”, afirma.
Segundo ele, a mudança pode elevar significativamente o custo das obras. “Essa alteração pode elevar até 37,5% o valor da hora trabalhada, com forte aumento no custo final das obras”, explica. Ramos acrescenta que a redução da jornada exigiria a contratação de mais trabalhadores em um mercado que já enfrenta escassez de mão de obra. “Isso pode elevar o prazo de execução das obras e provocar atrasos nas entregas. Como consequência, as empresas deverão fazer o repasse do aumento de custos, onerando tanto o valor dos imóveis quanto o custo na infraestrutura, com impacto direto no bolso dos consumidores.”
Comércio, serviços e turismo
O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte, Marcelo Queiroz, também defende cautela na análise da proposta. “A Fecomércio RN diverge de propostas que tratam a eliminação da escala 6×1 como se fosse um ‘benefício mágico’ para o trabalhador, sem enxergar os riscos reais que isso traz à economia. Não se trata de uma discussão ideológica, mas de fatos concretos”, afirma.
Segundo ele, estudos como o apresentado por José Pastore indicam que a mudança pode elevar de forma imediata os custos da mão de obra. “O fim da escala pode resultar em um aumento imediato no custo da mão de obra de, no mínimo, 22%, com destaque para o comércio como um dos setores mais afetados, inclusive com redução de produtividade e queda na produção geral da economia”, diz.
No setor turístico, a preocupação também é evidente. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Rio Grande do Norte (ABIH-RN), Edmar Gadelha, observa que hotéis operam em regime contínuo e dependem diretamente de mão de obra. “Uma eventual redução da jornada, sem ajustes que garantam equilíbrio econômico, tende a elevar os custos operacionais, já que as empresas precisam contratar mais funcionários ou ampliar o pagamento de horas extras para manter o mesmo nível de funcionamento”, afirma.
Impacto semelhante a uma recessão
O levantamento elaborado pelo sociólogo e professor da USP, José Pastore, destaca que a jornada média efetivamente negociada no Brasil já é inferior ao limite legal de 44 horas, ficando em torno de 38,4 horas semanais, o que demonstra que ajustes já vêm ocorrendo gradualmente no mercado.
Outro fator considerado é o nível de produtividade do trabalho no Brasil. Dados da Organização Internacional do Trabalho indicam que cada hora trabalhada no país gera cerca de US$ 17 em produção, valor inferior ao de economias desenvolvidas, como EUA e países europeus.
O estudo conclui que não existe relação automática entre decisões legais e resultados no mercado de trabalho. “Não há nada automático entre uma decisão legal e o comportamento do mercado de trabalho. Redução de jornada ocorre principalmente por negociação”, afirma Pastore.
Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta terça-feira (17), aponta que as indústrias brasileiras pretendem reduzir os investimentos em 2026.
De acordo com o estudo, 72% das empresas investiram em 2025, mas a intenção para este ano caiu para 56%. Na prática, isso significa que 44% das indústrias não pretendem investir em 2026.
O levantamento também mostra que muitas empresas enfrentaram dificuldades para executar seus planos em 2025. Apenas 36% conseguiram investir como planejado, enquanto 29% realizaram os projetos parcialmente.
A maior parte dos investimentos foi feita com recursos próprios das empresas, que representaram 62% do total. Outras fontes tiveram participação menor, com destaque para bancos comerciais privados (9%) e bancos de desenvolvimento (5%).
Incertezas econômicas lideram obstáculos
Entre os principais fatores que dificultaram os investimentos em 2025, o destaque é para o cenário econômico incerto, citado por 61% das empresas industriais.
Outros entraves apontados foram queda nas receitas (51%), incertezas setoriais (47%), expectativa de demanda insuficiente (46%) e entraves tributários (45%).
Entre as empresas que chegaram a adiar ou cancelar investimentos, a queda de receitas foi o principal motivo (80%), seguida pelas incertezas econômicas (79%).
Além disso, o aumento das tarifas de importação dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros em 2025 aumentou a percepção de risco entre os empresários.
Entre junho e agosto do ano passado, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu de 50,2 para 45,6 pontos, entrando na chamada zona de desconfiança.
Onde as indústrias vão investir em 2026
Entre as indústrias que ainda pretendem investir em 2026, o foco será na modernização da produção e no aumento da eficiência operacional. A principal finalidade é a melhoria do processo produtivo, citada por 48% das empresas.
Em relação ao destino dos recursos, 30% pretendem investir apenas no mercado interno, enquanto 37% indicam foco no Brasil, mas com atuação também no exterior.
Quanto ao estágio dos projetos, 62% já estavam em andamento, enquanto 31% correspondem a novos investimentos.
Segundo a CNI, o cenário mostra que, mesmo com a redução geral dos aportes, as empresas seguem priorizando ganhos de eficiência e competitividade, mas com maior cautela diante do ambiente econômico.
A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (Seap) informou que não há risco de suspensão do serviço de monitoramento por tornozeleiras eletrônicas no Estado. Segundo a pasta, o serviço segue funcionando normalmente e os pagamentos relacionados ao contrato já foram encaminhados.
De acordo com a secretaria, as notas pendentes foram enviadas para pagamento desde a última sexta-feira 13. Segundo a pasta, o pagamento depende do envio das notas fiscais pelas empresas responsáveis pelo serviço. Após o recebimento do documento, a secretaria realiza auditoria para verificar o uso das tornozeleiras, faz a medição do serviço prestado e, em seguida, efetua o pagamento.
A secretaria também informou que ainda não recebeu notas fiscais referentes aos meses de fevereiro e março. Por isso, segundo a pasta, não é possível haver cobrança desses períodos. “A Secretaria informa que não há risco de suspensão no serviço. O serviço está funcionando normalmente”, informou.
Ainda de acordo com a secretaria, após o envio das notas fiscais pelas empresas, é realizado o processo de verificação para confirmar se todas as tornozeleiras registradas foram utilizadas no período correspondente antes da liberação do pagamento.
A manifestação ocorre após informação divulgada na imprensa de que o Governo do Estado estaria há quase quatro meses sem pagar pelo serviço e que o sistema poderia ser suspenso a qualquer momento. O monitoramento eletrônico é utilizado no acompanhamento de pessoas privadas de liberdade em regime domiciliar ou em medidas cautelares determinadas pela Justiça.
O Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que amplia a proteção de menores nas redes sociais, entra em vigor nesta terça-feira (17). Essa é a primeira lei brasileira a propor regras e punições aplicáveis às plataformas digitais que infringirem os direitos desse público.
No geral, a legislação estabelece exigências para plataformas digitais, cria mecanismos para reduzir a exposição de crianças a conteúdos inadequados e amplia a responsabilidade das empresas de tecnologia na segurança de usuários menores de idade. Entre os principais pontos estão:
– Verificação real da idade, com a proibição da autodeclaração e a exigência de métodos eficazes para comprovar a faixa etária dos usuários;
– Responsabilização das plataformas, que passam a ter a obrigação de monitorar e remover de forma ativa conteúdos nocivos, como violência, exploração e abuso sexual, cyberbullying, incentivo à automutilação e jogos de azar.
Neste caso, a legislação também determina que as empresas encaminhem relatórios às autoridades com informações sobre conteúdos removidos ou denunciados e mantenham, por no mínimo seis meses, os dados relacionados aos casos, a fim de subsidiar investigações. A solicitação de retirada de conteúdo poderá ser feita pelas próprias vítimas, por seus responsáveis legais, pelo Ministério Público ou por entidades de proteção à infância e adolescência;
– Supervisão parental reforçada, com a obrigatoriedade de vinculação das contas de crianças e adolescentes menores de 16 anos às de um responsável legal. A lei determina que as plataformas disponibilizem ferramentas claras e acessíveis de controle parental, como bloqueio de conteúdos inadequados, definição de limite de tempo de uso, autorização prévia para compras e monitoramento das interações realizadas no ambiente digital;
– Proibição da publicidade direcionada a crianças e adolescentes, incluindo o uso de dados pessoais e perfis emocionais para fins comerciais. Também é proibida a veiculação de conteúdos que exponham crianças e adolescentes de forma erotizada ou inadequada, bem como sua monetização ou impulsionamento nas plataformas;
– Limitação de mecanismos que estimulam o vício, como as chamadas loot boxes, ou caixas-surpresa, presentes em jogos eletrônicos, que exigem pagamento sem que o usuário saiba previamente qual item ou benefício será recebido.
– Ampliação da transparência das plataformas, com fiscalização pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que poderá aplicar advertências, multas e, em casos graves, solicitar a suspensão das atividades das empresas no Brasil por decisão judicial.
Para Bianca Mollicone, advogada do Pessoa & Pessoa Advogados e especialista em proteção de dados, compliance e regulação de novas tecnologias, a implementação da lei traz impactos relevantes para o Brasil. Isso porque o texto deixa de tratar a proteção de crianças e adolescentes como um tema apenas de orientação familiar, passando a cobrar e responsabilizar as plataformas digitais.
“Em outras palavras, a responsabilidade não fica mais só com pais e responsáveis. A lei parte de uma premissa que já aparece em várias jurisdições: plataformas digitais não são apenas intermediárias neutras, elas moldam o ambiente online e, por isso, passam a ter deveres mais claros de proteção quando crianças e adolescentes estão envolvidos. Na prática, isso traz impactos relevantes”, explica.
No caso das crianças, o benefício imediato é um ambiente digital potencialmente mais seguro, com menos publicidade comportamental dirigida a menores, maior restrição a conteúdos inadequados e vedação de mecanismos especialmente sensíveis.
Já para as empresas, Bianca aponta que a mudança é profunda, pois não se trata apenas de adaptar termos de uso. As plataformas deverão redesenhar suas estruturas, o que significa custo de adaptação, investimento em compliance, revisão de governança de dados e, muitas vezes, mudança do próprio modelo de negócio.
“O maior desafio será justamente implementar essas exigências de forma eficaz e proporcional. O ponto mais delicado é a verificação de idade, porque ela precisa funcionar sem estimular vigilância excessiva nem coleta desnecessária de dados pessoais. Há também o risco de moderação defensiva, ou seja, de as empresas passarem a remover mais conteúdo do que o necessário para reduzir risco jurídico”, analisa.
Além disso, existe um desafio concorrencial importante: grandes plataformas conseguem absorver custos regulatórios com muito mais facilidade do que empresas menores, o que exige uma implementação cuidadosa para que a regulação não acabe reforçando barreiras de entrada.
Outro ponto é a ANPD, que foi designada como autoridade responsável pela aplicação e fiscalização da lei. Agora, o grande teste institucional não é mais a aprovação da norma, mas sua regulamentação, já que a entidade terá de transformar comandos legais relativamente abertos em padrões técnicos viáveis, previsíveis e proporcionais, especialmente em temas como aferição de idade, supervisão parental, publicidade digital, jogos eletrônicos e redes sociais.
“O desafio será equilibrar proteção efetiva de crianças e adolescentes com privacidade, segurança jurídica e preservação da inovação. O sucesso da lei vai depender menos da sua retórica protetiva e mais da qualidade da sua implementação regulatória”, avalia a especialista.
Segurança digital
A implementação do ECA Digital ocorre num contexto de movimento global de maior regulação das plataformas digitais. O objetivo é mitigar os danos causados pelas redes sociais, já que muitas crianças e jovens são expostos a “conteúdos prejudiciais” na internet.
Na Austrália, por exemplo, uma lei aprovada em 2025 proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos, exigindo que as empresas implementem mecanismos efetivos de verificação etária para impedir o cadastro de crianças e adolescentes abaixo dessa idade. A legislação atendeu uma petição online, que apontou que crianças “não estão prontas para navegar nas mídias com segurança” até pelo menos 16 anos.
Países como Espanha, França e Dinamarca também seguiram o exemplo, aprovando a proibição das plataformas para menores de 15 e 16 anos. A Flórida, nos Estados Unidos, fez o mesmo, mas restringindo o acesso para menores de 14 anos. Em Portugal, a proibição passa por uma votação no Parlamento, enquanto, no Reino Unido, os deputados estudam novos regulamentos de segurança.
No Brasil, o debate sobre segurança digital também ocorre em meio ao aumento de crimes cibernéticos. Dados da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos indicam que as queixas de crimes on-line cresceram 28,4% em 2025 em comparação com 2024, totalizando mais de 87 mil novas denúncias. A maior parte dos registros está relacionada a imagens de abuso e exploração sexual infantil, além de casos de misoginia, apologia a crimes, racismo e violência.
Para Águeda Barreto, especialista sênior de Advocacy do ChildFund Brasil, a implementação da lei representa um marco na proteção digital. “Ao integrar as dimensões on-line e offline, e estabelecer deveres mais claros para as plataformas, fortalece a atuação do sistema de garantia de direitos e consolida uma cultura de proteção impulsionada pela pressão da sociedade”, afirma.
Brasília (DF) 14/09/2025 O ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seu filho, Jair Renan, deixa hospital sob forte esquema de segurança, após passar pro procedimentos. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para uma unidade semi-intensiva após apresentar melhora clínica e laboratorial. A informação foi confirmada pelo cardiologista Leandro Echenique, que acompanha o quadro médico do ex-presidente.
Bolsonaro está internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde a última sexta-feira 17devido a uma infecção pulmonar.
De acordo com o médico, nas últimas 24 horas houve recuperação da função renal e melhora parcial dos marcadores inflamatórios. Esse quadro permitiu a transferência para a unidade semi-intensiva.
As unidades hospitalares possuem níveis diferentes de monitoramento e acompanhamento dos pacientes. A UTI atende casos considerados críticos e com risco de morte, que exigem suporte contínuo.
Já a unidade semi-intensiva recebe pacientes que apresentam quadro estável ou em recuperação, mas que ainda necessitam de vigilância frequente.
Durante a internação, Jair Bolsonaro permanece em tratamento com antibióticos.
Ele também realiza sessões de fisioterapia respiratória e motora como parte do acompanhamento médico.
Até o momento, não há previsão de alta hospitalar.
Na sexta-feira 13, médicos que acompanham o ex-presidente estimaram que o período de internação seria de pelo menos sete dias, dependendo da evolução do quadro de saúde.
A defesa de Pedro Inácio afirmou que a progressão de regime concedida pela Justiça ocorreu após o condenado cumprir todos os requisitos legais exigidos. Representado pelo escritório Maldino Advogados, o réu, condenado a 20 anos de prisão inicialmente em regime fechado, passou agora ao regime semiaberto.
Segundo os advogados, a legislação prevê que o cumprimento da pena ocorre em etapas: fechado, semiaberto e aberto. No caso de Pedro Inácio, a defesa sustenta que ele atingiu o chamado “requisito objetivo”, que é o tempo mínimo de pena necessário para a progressão. Ao todo, foram cerca de sete anos de reclusão, considerando também o período de remição de pena.
A remição ocorre quando o preso reduz o tempo de condenação por meio de trabalho ou estudo. De acordo com a defesa, Pedro trabalhou durante todo o período em que esteve preso, o que resultou na diminuição de 560 dias de sua pena.
Além disso, foi apontado o cumprimento do “requisito subjetivo”, que diz respeito ao comportamento do detento. A defesa afirma que Pedro manteve boa conduta carcerária, sem registros de faltas disciplinares ao longo dos sete anos.
Mesmo com parecer contrário do Ministério Público, que solicitou a realização de exame psicológico para avaliar a possibilidade de progressão, o juiz responsável pelo caso entendeu que a própria execução da pena já demonstrava o preenchimento dos critérios necessários, dispensando a avaliação.
Com a decisão, Pedro Inácio passa a cumprir o restante da pena em regime semiaberto, sob monitoramento eletrônico e seguindo regras impostas pela Justiça. Posteriormente, ele ainda poderá progredir ao regime aberto.
A defesa também destacou que discorda da condenação imposta pelo Tribunal do Júri, alegando que a decisão foi contrária às provas apresentadas no processo e, por isso, considera o julgamento nulo.
O policial militar Pedro Inácio, condenado pela morte da jovem Zaira Cruz, obteve progressão de regime para o semiaberto na tarde desta segunda-feira (16). A decisão foi tomada pela Justiça e o réu já deixou o sistema prisional.
Mesmo com parecer contrário do Ministério Público do Rio Grande do Norte, que pediu a realização de um exame criminológico para avaliar se o condenado estava apto a progredir de regime, o juiz de primeira instância decidiu conceder o benefício.
Defesa argumentou cumprimento dos requisitos
A defesa de Pedro Inácio sustentou que ele já havia cumprido os requisitos legais necessários para a progressão ao regime semiaberto.
Entre os argumentos apresentados estão:
cumprimento da porcentagem mínima da pena exigida por lei;
560 dias de remissão de pena;
bom comportamento durante o período de prisão;
ausência de faltas disciplinares no sistema prisional.
Com base nesses pontos, o magistrado considerou que o condenado já atendia aos requisitos objetivos e subjetivos previstos na legislação para a mudança de regime.
Ministério Público pediu exame criminológico
O Ministério Público do Rio Grande do Norte se posicionou de forma contrária à progressão imediata e solicitou a realização de um exame criminológico, avaliação usada para analisar a possibilidade de reintegração social do detento.
Apesar da manifestação do órgão, o juiz entendeu que os elementos apresentados pela defesa eram suficientes para conceder o benefício.
Crime aconteceu no carnaval de Caicó
O caso ocorreu em 2019, durante o carnaval de Caicó, no interior do Rio Grande do Norte.
A jovem Zaira Cruz, de 22 anos, foi encontrada morta após desaparecer durante a festa.
Após quase sete anos de tramitação judicial, Pedro Inácio foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado e estupro.
A decisão do júri foi considerada um momento marcante para a família da vítima, que aguardava a conclusão do julgamento desde o crime.
Um assalto à mão armada foi registrado na tarde desta segunda-feira (16) em um depósito localizado no Lares de Santana, em Currais Novos, na região do Seridó potiguar. A ação criminosa ocorreu por volta das 14h50 e mobilizou policiais do 13º Batalhão da Polícia Militar.
De acordo com as informações iniciais, cinco homens armados, utilizando pistolas e arma longa, chegaram ao local em um veículo modelo Fox. O grupo invadiu o depósito e passou a questionar funcionários sobre a existência de dinheiro no estabelecimento.
Como não havia dinheiro em espécie no local, os criminosos acabaram levando um veículo modelo Range Rover Evoque, de cor branca, pertencente à uma vítima.
Após o crime, os suspeitos fugiram e, até o momento, não foram localizados. Equipes da Polícia Militar realizaram diligências na tentativa de identificar e prender os envolvidos.
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Currais Novos, que ficará responsável pela investigação do assalto e pela busca de pistas que possam levar aos autores do crime.
O grupo da governadora Fátima Bezerra (PT) apresentou um acordo ao grupo do pré-candidato ao governo, Allyson Bezerra (União Brasil), para consolidar um candidato de consenso nas eleições indiretas. Como contrapartida, a base governista apoiaria Allyson em um eventual segundo turno sem o pré-candidato petista, Cadu Xavier.
Durante sua participação no programa 12 em Ponto desta segunda-feira (16), Spinelly trouxe a apuração sobre a proposta do acordo, que foi entregue à base do adversário de Fátima. O deputado estadual Kleber Rodrigues (PP) realiza a interlocução nas tratativas. Ele integra o grupo do gestor mossoroense, mas possui boa relação com o governo e demonstra apoio nas pautas legislativas.
Para Spinelly, a ação da governadora é uma tentativa de manter sua candidatura ao Senado e cumprir o objetivo do diretório nacional do PT. Conforme apurado por jornalistas do Grupo Dial Natal, Fátima condiciona a confirmação de um sucessor confiável à sua candidatura ao Senado Federal. Se o cenário não se confirmar, a tendência é que ela permaneça no cargo e cumpra o mandato até o fim.
“É uma cartada final da governadora, tentando fazer o governador tampão para viabilizar a sua sobrevivência política, que é a sua candidatura ao Senado”, disse.
Eleições indiretas
O pleito na Assembleia Legislativa ganha forma com as definições do regimento interno, e também com os posicionamentos da governadora Fátima Bezerra, pré-candidata ao Senado Federal, e Walter Alves, pré-candidato a deputado estadual. Se ambos deixarem seus cargos, o cenário de dupla vacância se confirma e as eleições indiretas serão convocadas.
Nesse cenário, o governador será eleito por voto aberto. Ele ocupará o mandato até o fim de dezembro. Em janeiro, o candidato eleito nas eleições gerais de outubro assumirá o posto. O próprio governador no mandato-tampão também terá a possibilidade de buscar a reeleição, caso queira.
A apuração é do comentarista Saulo Spinelly, da 98 FM Natal.
O deputado estadual Kleber Rodrigues, vice-presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, deixou o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) após quatro anos e oficializou sua filiação ao Progressistas (PP). A mudança foi confirmada em um ato realizado no último sábado 14 no município de Monte Alegre, seu reduto político-eleitoral.
A mudança de legenda acontece em meio à chamada janela partidária, prazo aberto pela Justiça Eleitoral do Brasil durante o qual deputados estaduais e federais podem trocar livremente de sigla sem risco de perda de mandato. A janela vai até dia 3 de abril.
O evento de filiação contou com a presença de lideranças de cinco partidos — Progressistas, União Brasil, Partido Social Democrático, Solidariedade e Movimento Democrático Brasileiro —, além de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e outras lideranças de diversas regiões do Rio Grande do Norte. O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), pré-candidato ao Governo do Estado, também estava presente, assim como o deputado estadual Hermano Morais, pré-candidato a vice-governador por indicação do MDB.
Segundo a assessoria do deputado, estiveram presentes representantes de mais de 50 municípios potiguares.
Em coletiva de imprensa durante o evento, Kleber explicou por que decidiu migrar para o Progressistas:
“Eu estou indo para um canto onde eu me sinto bem. Eu estou indo para um partido que está me recebendo de braços abertos, para um partido onde eu vou dar minhas opiniões, eu vou dar minhas ideias, que vai me escutar. E é isso o que eu quero onde eu esteja, que eu tenha oportunidade de me expressar e de falar aquilo que eu penso”, destacou o deputado, que em 2026 vai tentar conquistar o 3º mandato seguido na Assembleia Legislativa.
Presidente estadual do Progressistas, o deputado federal João Maia declarou que a chegada de Kleber Rodrigues à legenda “fortalece ainda mais o nosso time e o trabalho que estamos construindo em todo o Estado.”
“Ter Kleber no Progressistas é motivo de alegria e de muito orgulho. Seguimos reunindo lideranças que acreditam na boa política, no diálogo e no fortalecimento dos municípios. Com união, responsabilidade e compromisso, continuamos construindo um projeto para cuidar dos municípios do Rio Grande do Norte”, afirmou o parlamentar.
Pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra se referiu a Kleber como “amigo e irmão”. Em discurso durante o evento, o prefeito de Mossoró relatou um contato que teve com o deputado estadual no dia em que foi alvo da Operação Mederi, da Polícia Federal, em 27 de janeiro.
“Eu vim para agradecer. Agradecer ao que é gesto, agradecer ao que é amizade. Em um dos dias nos quais eu passei mais dificuldade na minha vida, num dos dias de maior provação da minha vida, em que a minha família e os meus amigos foram testados na prova, eu recebi uma ligação de um amigo, de um irmão. Que disse o seguinte: ‘Levante a cabeça.’ Ele me fez uma das ligações mais importantes da minha vida que eu lembro. E no dia seguinte à luta, no dia seguinte à tormenta, eu acordo com a ligação dele. E ele disse o seguinte: ‘Levanta a cabeça. Lance a sua pré-candidatura. Vamos rodar o estado do Rio Grande do Norte. E aqui você tem um amigo para levar nos perfeitos.’”, contou Allyson.
O prefeito de Mossoró disse que tem “consideração e gratidão” por Kleber Rodrigues.
“No tempo que às vezes os políticos são reconhecidos por não serem gratos, no tempo que os políticos muitas vezes são reconhecidos por não cumprir palavra, eu quero dizer em alto e alto som. Eu estou aqui na terra dele para reconhecer um gesto de gratidão, de amizade, de consideração. Ele esteve comigo no momento mais difícil da minha vida”, enfatizou Allyson Bezerra.
Entre outras lideranças, compareceram ao evento a senadora Zenaide Maia (PSD), os deputados federais João Maia (PP) e Robinson Faria (PP), o ex-senador José Agripino Maia (União) e os prefeitos Jaime Calado (PSD – São Gonçalo do Amarante), Nilda Cruz (Solidariedade – Parnamirim), Emídio Júnior (PP – Macaíba) e André Rodrigues (MDB – Monte Alegre).
Eleição indireta Em conversa com jornalistas durante o ato de filiação, Kleber Rodrigues também comentou sobre a iminência de uma eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte para eleger um governador e um vice-governador para um mandato tampão no Governo do Estado, caso sejam confirmadas as renúncias da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice-governador Walter Alves (MDB).
O deputado evitou cravar seu posicionamento no pleito. Ele disse que ouvirá seu grupo político antes de tomar a decisão.
“Eu faço parte de um grupo político e, na minha vida, eu aprendi que eu não tomo decisão sozinho. Todas as minhas decisões são compartilhadas”, afirmou.
Kleber destacou que a construção de um entendimento passa pela articulação entre União Brasil e Progressistas, que formam uma federação.
“Está se formando uma chapa robusta, com a presença de muitos deputados federais e estaduais. Então tudo isso tem que ser feito com muito cuidado e cautela”, disse.
O ex-senador José Agripino Maia não vê qualquer risco de perder o comando do União Brasil no Rio Grande do Norte. Em meio a especulações sobre uma possível troca na presidência do diretório potiguar e diante de movimentações políticas que tentam atrair quadros da legenda para outros projetos eleitorais, Agripino afirma que a hipótese de perda de influência dentro do partido não faz parte de suas preocupações.
“Nem me preocupa a sua pergunta, nem de longe me sensibiliza”, declarou, em entrevista ao jornal O CORREIO DE HOJE. Segundo ele, a relação com a direção nacional do partido é antiga e consolidada. “Eu tenho com os companheiros do União Brasil um caminho de longa data. Eu tenho muito quilômetros rodados com essas pessoas”, acrescentou.
Agripino também afirmou não disputar espaço dentro da legenda e disse ter experiência suficiente para perceber quando há risco real de perda de poder. “Eu tenho um feeling perfeito para saber quando é que eu devo me preocupar ou não com ameaças de subtração das prerrogativas que eu possa ter como presidente do partido.”
A declaração ocorre em um momento de forte movimentação política em torno do União Brasil no Estado. O Partido Liberal (PL) tem buscado ampliar seu espaço no Rio Grande do Norte e tenta atrair lideranças da legenda para o seu campo político.
Um dos casos é o de Carla Dickson. No primeiro dia da janela partidária, em 5 de março, a deputada federal deixou o União Brasil e se filiou ao Partido Liberal. Além disso, o partido bolsonarista fez investidas sobre vereadores de Natal ligados ao União Brasil, a exemplo da vereadora licenciada Nina Souza.
No cenário estadual, o União Brasil também convive com divergências internas. O diretório municipal de Natal, presidido pelo prefeito Paulinho Freire, apoia a pré-candidatura do ex-prefeito Álvaro Dias ao Governo do Estado, enquanto a direção estadual trabalha na construção de uma aliança em torno do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra.
No plano nacional, o Partido Liberal tenta ampliar a aliança de partidos em torno da candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro, o que inclui conversas para atrair o União Brasil para esse palanque. O senador potiguar Rogério Marinho é o coordenador da campanha de Flávio.
Apesar desse ambiente de disputa política, Agripino afirma não enxergar risco ao seu comando dentro da legenda. “Em momento nenhum foi objeto das minhas preocupações ter mais prestígio ou menos prestígio do que eu tenho”, disse.
Questionado sobre possíveis reflexos locais de articulações nacionais envolvendo o Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Liberal, Agripino descartou qualquer impacto na aliança estadual. “Chance zero”, respondeu ao ser perguntado se o movimento poderia comprometer o apoio do partido da senadora Zenaide Maia à chapa liderada por Allyson Bezerra.
Segundo ele, a relação de Zenaide com a direção nacional do partido é sólida e não haveria interferência para impedir alianças locais. “A relação de Zenaide com a presidência do PSD, ao que me consta, é bastante sólida, consistente. Eles têm um diálogo muito bom e jamais a direção nacional seria impeditiva à aliança que Zenaide fizesse aqui no Rio Grande do Norte.”
Cartas de anuência Durante a entrevista, o dirigente também reafirmou a decisão do União Brasil de não conceder cartas de anuência para vereadores de Natal deixarem o partido. Segundo ele, a medida está relacionada à necessidade de fortalecer as chapas proporcionais para as eleições de 2026.
Agripino explicou que a legislação eleitoral estabelece janelas específicas para troca de partido e que, fora desse período, a saída depende de autorização formal da legenda. No caso do União Brasil, a concessão desse documento exige aprovação de três quintos da direção partidária.
Ele destacou que liberar parlamentares poderia enfraquecer a nominata da legenda e prejudicar outros candidatos. “Na medida em que eu, como presidente do partido, libero, eu estou sendo infiel ou injusto com os outros que estão participando, também como os vereadores, de uma nominata”, disse.
Agripino comentou especificamente a situação da vereadora licenciada Nina Souza, cotada para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados do Brasil. A parlamentar chegou a anunciar sua ida para o Partido Liberal alegando busca por maior viabilidade eleitoral. Sem a anuência do União Brasil, a mudança partidária pode fazê-la perder o mandato na Câmara Municipal de Natal.
Segundo José Agripino Maia, caso decidisse permanecer no União Brasil, Nina também teria viabilidade eleitoral e acesso à estrutura partidária e aos recursos eleitorais. “Ela candidata pela União Brasil, claro que daria. É evidente que daria”, afirmou ao ser questionado sobre apoio financeiro e político à candidatura.
“Nina teria a condição de candidata pelo nosso partido de ter todos os privilégios da estatura política eleitoral que ela tem”, destacou.
Carlo Ancelotti convocou a seleção brasileira para os amistosos contra França e Croácia, na tarde desta segunda-feira (16), na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro. Neymar ficou de fora da lista de jogadores convocados. No entanto, atletas como João Pedro (Chelsea), Rayan (Bournemouth), Igor Thiago (Brentfort) e Gabriel Sara (Galatasaray) foram convocados.
Os jogos vão ocorrer nos dias 26 e 31 de março. Essa é a última convocação da seleção brasileira antes da lista final para a Copa do Mundo de 2026.
A proteção integral e a educação de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social estão entre as missões que conduzem as ações da Agentes da Paz, uma organização social sem fins lucrativos que há mais de 20 anos atua na região do Seridó, no Rio Grande do Norte, especialmente nas cidades de Currais Novos e Lagoa Nova. E foi este movida pela sinergia de propósitos que a Aura Borborema se uniu à entidade para realizar uma ação social que beneficiou diretamente a vida de 53 pessoas assistidas pela organização.
Iniciada em 26 de fevereiro, a ação contemplou a entrega de mobiliário e itens de primeira necessidade que vão proporcionar moradia digna e qualidade de vida às famílias. A iniciativa concretiza a força da cultura Aura 360, modelo de gestão que considera o impacto do negócio em todas as suas dimensões e coloca o bem-estar das pessoas e a mineração responsável no centro das decisões. Para a companhia, a mineração vai além da operação técnica: ela acontece de dentro para fora, com impacto positivo direto nas comunidades onde atua.
“Essa filosofia ganha rosto e voz por meio de parcerias locais que transformam compromisso em realidade. Nossa cultura coloca as pessoas em primeiro lugar porque entendemos que fortalecer a comunidade é um dever que reflete nossa visão 360. Apoiar a ONG Agentes da Paz é investir diretamente na dignidade humana e no futuro da nossa região”, destaca Maximiliano Delfino, gerente de Recursos Humanos da unidade Borborema.
Ainda segundo o executivo, a Aura acredita que a transformação coletiva de um território está diretamente ligada à dignidade individual dentro de cada lar.
“Ao equipar casas de famílias em situação de vulnerabilidade, entregamos mais do que bens materiais, apoiamos a promoção da promover autonomia e aceleramos o desenvolvimento social”, comentou.
O coordenador da ONG Agentes da Paz, Adaildo Santos celebra a parceria com a Aura nesta jornada de cuidado e promoção social.
“São parcerias como esta que nos permitem olhar o ser humano de forma integral. Não se trata apenas de uma doação, mas de proporcionar qualidade de vida e moradia com dignidade. Uma máquina de lavar para uma mãe que cuida de um filho com deficiência, ou montar uma casa do zero para uma família da zona rural, é o que chamamos de mobilização para a vida. É o apoio da mineradora chegando onde a necessidade é urgente e fortalecendo toda a nossa rede comunitária”.
Arrested man in handcuffs with handcuffed hands behind back
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu, nesta segunda-feira (16), um homem de 39 anos, suspeito do crime de estupro de vulnerável, no município de Caicó/RN.
De acordo com as investigações, os abusos teriam ocorrido por volta do ano de 2020. O investigado teria se aproveitado da relação de autoridade paterna e da ausência momentânea da mãe para praticar atos libidinosos reiterados contra a filha.
Durante as diligências, foi constatado que o suspeito já respondia por violência doméstica contra a mãe da vítima e estava sob monitoramento eletrônico, em razão do descumprimento de medida protetiva.
Após os procedimentos legais cabíveis, o homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população e solicita que informações que possam auxiliar as investigações sejam repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil do RN – SECOMS.