Apenas 25% dos projetos do Novo PAC foram concluídos

Postado em 5 de novembro de 2026

Apenas 25% dos empreendimentos previstos no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) para o período de 2023 a 2030 estavam concluídos até abril de 2026. Os dados constam de um estudo divulgado nesta quinta-feira (5) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O percentual representa 9.742 dos aproximadamente 38,6 mil projetos que integram o programa lançado em agosto de 2023, que reune investimentos em áreas como transportes, energia, saneamento, saúde, educação e conectividade.

O programa prevê R$ 1,8 trilhão em investimentos, dos quais R$ 1,3 trilhão até 2026 e outros R$ 500 bilhões após esse período.

O percentual de empreendimentos concluídos varia entre os eixos do programa, segundo dados da Casa Civil consultados pela CNI em abril de 2026. Veja os índices para os projetos previstos para o período de 2023 a 2030:

  • Infraestrutura social e inclusiva: 7%
  • Cidades sustentáveis e resilientes: 14%
  • Saúde: 21%
  • Transporte eficiente e sustentável: 29%
  • Educação, ciência e tecnologia: 30%
  • Inovação para a indústria da defesa: 50%
  • Transição e segurança energética: 56%

Como o programa tem empreendimentos com execução prevista até 2030, os percentuais não significam necessariamente que os projetos ainda não concluídos estejam atrasados ou paralisados na data do levantamento, já que parte deles poderia estar em andamento dentro dos prazos estabelecidos.

O SBT News procurou a Casa Civil para obter dados atualizados sobre a execução do Novo PAC, incluindo o número de empreendimentos concluídos, em andamento e paralisados, além do volume de recursos efetivamente investidos. O espaço permanece aberto para manifestação.

Déficit de investimentos

Além das dificuldades para concluir os empreendimentos, o Brasil enfrenta um déficit de investimentos em infraestrutura.

Segundo a CNI, o país destina entre 1,9% e 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) por ano no setor, enquanto estimativas da consultoria Inter.B apontam que seria necessário investir aproximadamente 4,7% do PIB anualmente, durante duas décadas, para modernizar a infraestrutura brasileira.

O estudo estima que o desgaste da infraestrutura equivale a 1,4% do PIB ao ano, consumindo boa parte dos investimentos que poderiam ser usados para ampliar e modernizar o setor.

O especialista em Infraestrutura da CNI, Ramon Cunha, destacou que as restrições do orçamento público aumentam a importância da participação privada, mas ressaltou que os recursos das duas fontes são necessários para o desenvolvimento do setor.

“A gente sempre ressalta e diz da importância desse investimento público. É importante também que a gente possa pensar em mecanismos de como atribuir cada vez mais uma parcela desse orçamento público para o investimento em infraestrutura. Lembrando que esses investimentos não são substitutos.”

sbt

PEC da Segurança deve ampliar integração policial e garantir recursos para o RN, avalia secretário

Postado em 5 de novembro de 2026

A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública pelo Senado Federal, nesta terça-feira (3), deve fortalecer a atuação conjunta das forças policiais e ampliar a segurança dos investimentos no setor. A avaliação é do secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte (Sesed), coronel Araújo Silva, que destacou os possíveis impactos da medida para o estado.

Entre as principais mudanças apontadas pelo secretário estão a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição Federal e a garantia de recursos para o financiamento de ações de segurança pública.

Segundo Araújo, a constitucionalização do Susp permitirá ampliar a cooperação entre órgãos estaduais e federais, especialmente no compartilhamento de informações e nas atividades de inteligência voltadas ao enfrentamento do crime organizado.

“Irá fortalecer cada vez mais a integração de nossas instituições estaduais com as federais. Não só em operações policiais, mas a integração de informações, de dados, de conhecimento e de inteligência, que aporta todas essas ações”, afirmou.

O secretário citou como exemplo as operações conjuntas já realizadas no Rio Grande do Norte por meio de estruturas como a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que reúne agentes das polícias Civil, Militar, Penal e Federal em ações desenvolvidas em cidades como Natal e Mossoró.

De acordo com o titular da Sesed, a proposta também preserva a autonomia dos governos estaduais na administração das forças de segurança, ao mesmo tempo que estabelece mecanismos para ampliar a cooperação com a União.

Recursos para segurança pública

Outro ponto destacado por Araújo é a previsão constitucional do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen). Segundo o secretário, a mudança busca proteger os recursos dessas fontes de financiamento contra bloqueios e contingenciamentos orçamentários.

O gestor afirmou que o Rio Grande do Norte avançou na utilização das verbas federais destinadas à segurança pública e passou a ocupar a segunda posição nacional em execução dos recursos do FNSP.

“Quando tivemos acesso ao Fundo Nacional de Segurança Pública, nós estávamos na 27ª colocação. Hoje, nós somos o segundo estado do Brasil em execução dos recursos do Fundo Nacional”, declarou.

Segundo Araújo, os repasses têm sido utilizados na aquisição de viaturas, armamentos e equipamentos tecnológicos destinados às forças policiais, incluindo a Polícia Civil e a Polícia Científica.

O secretário também destacou a atuação da governadora Fátima Bezerra (PT) nas discussões sobre a proposta, afirmando que a gestão estadual defendeu a ampliação dos investimentos e a integração entre os diferentes níveis de governo.

Guardas municipais

A PEC também prevê mudanças relacionadas à atuação das guardas municipais e metropolitanas. De acordo com o secretário, a regulamentação deverá estabelecer com maior clareza as atribuições dessas instituições dentro do sistema de segurança pública.

Araújo avalia que a definição das competências poderá facilitar a articulação entre municípios, estados e União, especialmente nas atividades de prevenção à criminalidade e proteção comunitária.

Para o secretário, a combinação entre integração operacional, compartilhamento de inteligência e financiamento contínuo representa um dos principais efeitos esperados da proposta para a segurança pública do Rio Grande do Norte.

98fm

Brasil segue com maior taxa de juros reais do mundo

Postado em 5 de novembro de 2026

O Brasil manteve a liderança isolada no ranking mundial de juros reais após o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidir manter a taxa básica de juros Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira (4).

Segundo levantamento elaborado em conjunto pelas consultorias MoneYou e Lev Intelligence, a taxa de juro real brasileira avançou para 9,49% ao ano, superando os 8,45% registrados na reunião anterior da autoridade monetária, realizada em setembro.

O cálculo do juro real desconta a inflação projetada para os próximos doze meses da taxa de juros nominal negociada no mercado financeiro.

Com a expectativa de inflação apurada em 4,99% pelo Relatório Focus, o custo real do crédito no país permanece no nível mais elevado do planeta.

Ranking global e comparação entre países
A medição das consultorias compara quarenta das principais economias do mundo. No topo da lista de juros reais, o Brasil aparece com ampla vantagem sobre os demais colocados:

Brasil: 9,49%
Turquia: 7,77%
Argentina: 6,80%
Rússia: 6,57%
Colômbia: 4,05%
Indonésia: 3,67%
México: 3,26%
África do Sul: 2,93%
Hungria: 2,04%
Chile: 1,69%

Corte da Selic mantém 13,75% ao ano
Nesta quarta-feira (4), o Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano. A decisão foi divulgada pelo Banco Central.

A decisão foi tomada na primeira reunião desde a reeleição do presidente Lula (PT), em 25 de outubro, e interrompeu um ciclo de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual iniciado em março, quando estava em 15% ao ano.

No comunicado, o Copom justificou a manutenção dos juros pela piora das expectativas de inflação, pelos impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e pelo aumento das incertezas em relação à economia brasileira e internacional.

Segundo o colegiado, esse cenário exige “serenidade e cautela” na condução da política monetária, sem sinalizar quando voltará com os cortes.

sbt

Morre José Pinheiro Braga, técnico em Contabilidade, aos 100 anos

Postado em 5 de novembro de 2026

Faleceu nesta quarta-feira (4) José Pinheiro Braga, que havia completado 100 anos de vida no mês de junho. Ele construiu uma trajetória marcada pela dedicação à profissão contábil e ao serviço público.

Técnico em Contabilidade, José Pinheiro Braga teve uma longa carreira profissional, atuando até os 91 anos de idade. Ao longo de sua história, destacou-se pela responsabilidade, honestidade, humildade e compromisso com a profissão, deixando um legado de respeito e inspiração.

O nosso portal manifesta profundo pesar pelo falecimento de José Pinheiro solidariza com familiares, amigos e Que Deus conforte os corações de todos neste momento de dor.

Deputado Francisco se reúne com ministro em Brasília para discutir medidas urgentes contra crise hídrica no Seridó

Postado em 4 de novembro de 2026

Deputado defendeu a conclusão do Eixo Norte do Projeto Seridó e ações emergenciais para evitar colapso no abastecimento de água da região

O deputado estadual Francisco do PT, presidente da Frente Parlamentar das Águas da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, participou nesta quarta-feira (4), em Brasília, de uma reunião com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, para tratar da grave situação hídrica enfrentada pela região do Seridó potiguar.

Ao lado da governadora Fátima Bezerra e do governador eleito Cadu Xavier, o parlamentar destacou a urgência da conclusão do Eixo Norte do Projeto Seridó de Adutoras, obra estratégica que permitirá a chegada das águas da transposição do Rio São Francisco à região.

Durante o encontro, também foram discutidas medidas emergenciais para garantir o abastecimento da população diante da possibilidade de agravamento da estiagem e de um eventual colapso hídrico, caso não ocorram chuvas suficientes para recuperar os reservatórios.

Uma das situações que receberam atenção especial foi a da barragem Boqueirão, responsável pelo abastecimento dos municípios de Parelhas, Carnaúba dos Dantas e Jardim do Seridó. Atualmente, o reservatório está com apenas 5% de sua capacidade, cenário que acende o alerta para a necessidade de providências urgentes.

Francisco ressaltou que, além das soluções estruturantes, como a conclusão das obras do Projeto Seridó, é fundamental que sejam adotadas medidas de curto prazo para assegurar o fornecimento de água à população.

O parlamentar, que tem a segurança hídrica como uma das prioridades do seu mandato, reafirmou o compromisso de continuar articulando, junto aos governos estadual e federal, ações que garantam o abastecimento e reduzam os impactos da estiagem sobre os municípios seridoenses.

Afastamentos por vício em bets aumentam 438,8% e presidente do TST alerta para impactos no trabalho

Postado em 4 de novembro de 2026

O número de trabalhadores afastados por incapacidade temporária relacionada ao vício em apostas cresceu mais de cinco vezes no Brasil entre 2023 e 2025. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) citados pelo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, os registros passaram de 67 para 361 no período, um aumento de aproximadamente 438,80%. Diante dos números, o magistrado defendeu a proteção dos ambientes profissionais contra os efeitos da dependência em apostas on-line, conhecidas como bets.

Em nota à CNN, Vieira de Mello Filho afirmou que a compulsão por jogos já provoca reflexos nas relações de trabalho e representa uma preocupação para a saúde dos trabalhadores. O presidente do TST também destacou que a Justiça do Trabalho já registra processos relacionados aos impactos das apostas on-line.

“Como Justiça do Trabalho e Tribunal Superior do Trabalho, reiteramos nosso compromisso inegociável com a preservação da dignidade humana. Nenhum ambiente, inclusive o profissional, pode ser espaço para o adoecimento silencioso decorrente de compulsões e vulnerabilidades ampliadas pelas novas tecnologias”, afirmou.

A manifestação ocorre em meio às discussões sobre a proibição das bets no Brasil. Em setembro deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou a Medida Provisória 1.394/2026, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no país.

Proibição das bets é discutida no STF

Na terça-feira (3), o ministro Luiz Fux, do STF, conduziu uma audiência pública para discutir os impactos da proibição das apostas on-line. O magistrado é relator das ações que questionam a medida.

Durante o debate, representantes do governo federal defenderam a proibição como uma forma de reduzir os danos das apostas à saúde pública e à economia das famílias brasileiras. Por outro lado, representantes de clubes de futebol e entidades empresariais manifestaram preocupação com possíveis perdas financeiras, redução de empregos e crescimento do mercado ilegal de apostas.

A exploração de apostas de quota fixa havia sido autorizada no Brasil durante o governo de Michel Temer (MDB), em 2018. Em 2023, já no governo Lula, o Congresso aprovou a regulamentação da atividade. A nova medida provisória, publicada em 25 de setembro de 2026, alterou esse cenário ao estabelecer a proibição das bets.

Com informações da CNN

Governo Lula põe sigilo em dados do Desenrola 3.0 e de proibição a bets

Postado em 4 de novembro de 2026

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) impôs sigilo sobre os documentos que resultaram no Desenrola 3.0 e na proibição das bets, anunciadas pelo mandatário às vésperas da votação que o reelegeu ao Planalto, via LAI (Lei de Acesso à Informação).

As informações foram divulgadas pela BBC News e confirmadas pela CNN Brasil. As medidas compõem um conjunto divulgado pelo governo federal em setembro que foi apelidado pela oposição de “pacote de bondades”, sob o argumento de que seria uma tentativa de reverter a então desvantagem de Lula em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que saiu derrotado das urnas.

Procurada pela CNN Brasil, a Casa Civil afirmou que as informações estão protegidas pelo sigilo profissional entre advogado-cliente e que a decisão tem fundamento no Estatuto da Advocacia.

“Essa proteção pode se aplicar aos procedimentos de elaboração e análise de diferentes atos normativos e administrativos, incluindo medidas provisórias, projetos de lei, sanções e vetos presidenciais. Seu objetivo é assegurar a confidencialidade das comunicações e orientações jurídicas no exercício regular da advocacia pública”, respondeu a pasta à reportagem. O Planalto não retornou.

A CNN questionou também a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, mas não teve retorno.

Para o cientista político Leandro Consentino, por envolver o uso de dinheiro público administrado por pessoas eleitas, a falta de transparência do governo federal compromete o cumprimento dos objetivos dos programas, já que a sociedade fica impossibilitada de avaliar o alcance das medidas.

O especialista cita ainda as críticas feitas por Lula a sigilos impostos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante os anos em que ele ocupou a cadeira da Presidência.

“Isso abre precedentes ruins para outros governos praticarem a mesma coisa”, afirmou. Consentino avalia que “o governo Lula deveria dar um exemplo contrário e não ter a mesma prática ao cobrir de sigilo alguns programas públicos que são importantes para que se tenha acesso a esses dados e à efetividade da política pública e à transparência dessa política”.

Em 2022, durante a campanha presidencial, Lula escreveu no X, antigo Twitter, que os sigilos de 100 anos deveriam ser investigados. “Qualquer coisa é sigilo de 100 anos. Se eu ganhar, vou acabar com esse sigilo. Se ele for honesto como diz, não deve temer.”

Em janeiro de 2023, Lula determinou que a CGU (Controladoria-Geral da União) revisasse as imposições de sigilo de até 100 anos a documentos feitas pelo então governo Bolsonaro.

Renegociação de dívidas e proibição de apostas online
O Desenrola 3.0 foi lançado em 26 de setembro como uma forma de renegociar dívidas de pessoas inadimplentes. A gestão federal tem como objetivo renegociar R$ 150 bilhões em dívidas, com o Tesouro Nacional comprando dívidas antigas de consumidores com bancos.

O pedido de acesso aos documentos foi feito pela BBC em 25 de setembro. Já a proibição das bets ocorreu no dia 25 de setembro e o pedido de acesso à informação foi feito pelo veículo em 1º de outubro.

CNN Brasil

PL oficializa Rogério Marinho como candidato à presidência do Senado

Postado em 4 de novembro de 2026

O Partido Liberal (PL) oficializou nesta quarta-feira (4) a candidatura do senador Rogério Marinho (RN) à presidência do Senado Federal. A decisão foi anunciada após uma reunião da bancada da legenda, em Brasília, e confirma a escolha do parlamentar potiguar para disputar o comando da Casa contra o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP).

Ex-líder da oposição no Senado e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), Marinho já era apontado como o nome de consenso dentro do partido. Durante a reunião, o senador afirmou que sua candidatura conta com o apoio de mais de 40 parlamentares e defendeu a retomada das discussões sobre a anistia.

Apesar da oficialização, o PL ainda trabalha para evitar uma divisão entre os partidos de direita. O principal obstáculo é a possibilidade de candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também articula apoio para disputar a presidência da Casa.

Aliados de Marinho avaliam que a presença de duas candidaturas do mesmo campo político pode dificultar a formação de uma maioria contra Alcolumbre, que busca permanecer no comando do Senado.

O senador potiguar afirmou acreditar em um entendimento com Tereza Cristina e destacou a proximidade política entre os dois.

“A senadora Tereza é nossa parceira, está do mesmo lado, comungamos das mesmas bandeiras, dos mesmo propósitos. E, juntos, faremos o possível para derrotar o atual presidente, senador Davi Alcolumbre”, declarou.

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), também demonstrou confiança em uma solução para o impasse. À CNN Brasil, afirmou que Tereza Cristina continuará alinhada ao grupo político.

Disputa pelo comando do Senado

A candidatura de Rogério Marinho ocorre em um cenário de fortalecimento da bancada do PL. O partido elegeu 19 senadores e deverá ocupar 29 cadeiras na próxima legislatura, ampliando sua participação nas articulações para a escolha da presidência da Casa.

Além dos votos da própria legenda, Marinho busca apoio de parlamentares de outras siglas, incluindo PP e Republicanos. O senador apresenta sua candidatura como uma iniciativa de pacificação política e de mudança na condução do Congresso Nacional.

Do outro lado, Davi Alcolumbre trabalha pela recondução ao cargo com o apoio de setores do centrão e da base parlamentar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após a vitória na eleição presidencial, Lula manifestou apoio à permanência de Alcolumbre no comando do Senado.

A definição sobre uma eventual candidatura de Tereza Cristina será um dos próximos pontos das negociações entre os partidos de oposição.

98FM

Gastos com candidaturas ultrapassaram R$ 11 bilhões nas eleições de 2026

Postado em 4 de novembro de 2026

Os gastos de candidatos nas eleições deste ano somaram R$ 11,03 bilhões, R$ 2,36 bilhões a menos em comparação com o pleito de 2022, segundo dados disponibilizados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até a última sexta-feira (30).

O levantamento da CNN contabiliza as despesas de campanhas de candidatos à Presidência da República, Senado Federal, Câmara dos Deputados, além de candidaturas para deputados estaduais e distritais.

Representando cerca de 52% das despesas (R$ 5,72 bilhões), o principal gasto dos candidatos foi com doações financeiras a outros candidatos e partidos. Esse mecanismo permite que um político transfira parte da própria verba eleitoral para outros concorrentes.

O segundo maior gasto das candidaturas foi com “publicidade por materiais impressos” (R$ 976 milhões) – categoria que engloba panfletos e cartazes –, seguido por serviços prestados por terceiros (R$ 795 milhões), atividades de militância e mobilização de rua (R$ 662 milhões) e “despesas com pessoal” (R$ 538 milhões).

Segundo a Corte eleitoral, outros gastos relevantes das campanhas foram despesas com impulsionamento de conteúdos (R$ 488 milhões), serviços advocatícios (R$ 302 milhões), publicidade por adesivos (R$ 289 milhões), produção de programas de rádio, televisão ou vídeo (R$ 282 milhões), publicidade por adesivos (R$ 454 milhões) e cessão ou locação de veículos (R$ 180 milhões).

Somadas, essas dez categorias representam 94% dos gastos totais da campanha, somando R$ 10,73 bilhões. Os outros R$ 662 milhões gastos na campanha estão diluídos em outras 32 despesas, que vão desde serviços contábeis (R$ 172 milhões) até encargos sociais ( R$ 12,4 mil).

Segundo Murilo Borsio Bataglia, professor de Direito da UnB (Universidade de Brasília), o destino dos investimentos mudou ao longo dos últimos anos por conta do avanço das plataformas digitais. Apesar da mudança, ele ressalta que todos os gastos devem respeitar as regras de financiamento, os limites legais e as exigências de transparência e prestação de contas à Justiça Eleitoral.

“Essas despesas correspondem a diferentes formas de alcançar o eleitor e transformar recursos financeiros em visibilidade, engajamento e mobilização política. Vivemos em uma sociedade em rede e em contexto de sociedade da informação, a realidade incorporou o digital. A produção de vídeos permite transmitir mensagens com maior capacidade de comunicação; os materiais impressos e adesivos ajudam a ampliar a presença da candidatura nos espaços públicos – que incluem agora o espaço ‘digital'”, disse.

Em relação à diminuição do montante gasto pelas campanhas em relação a 2022, ano da última eleição geral, Mariana Steinmetz, advogada e especialista em direito eleitoral, lembra que os candidatos podem declarar os gastos até a primeira quinzena de novembro, na próxima semana, o que pode elevar os custos das eleições deste ano.

“Acredito que a redução das despesas se explica, em grande medida, pelo fato de 21 estados terem definido a eleição para governador já no primeiro turno, o que evitou novos gastos com uma segunda etapa do pleito”, disse a advogada.

Por lei, os candidatos devem declarar as despesas do primeiro turno até 3 de novembro e os gastos com o segundo turno até o dia 14 do mesmo mês.

Facebook lidera os pagamentos
Entre os gastos destinados a plataformas digitais, o Facebook, da Meta, foi a ferramenta digital que mais recebeu recursos eleitorais no pleito deste ano. Os repasses à empresa estão relacionados ao impulsionamento digital de candidaturas.

Com 6% do total gasto nessas eleições, a empresa recebeu R$ 352 milhões em 28,6 mil contratos firmados – um salto de 272% frente ao pleito de 2022, quando as movimentações financeiras somaram R$ 129 milhões em cerca de 19,4 mil contratos.

Gustavo Ribeiro, cientista político com mestrado pela Universidade de Sorbonne, ressalta que as plataformas digitais são ferramentas fundamentais para a divulgação da campanha realizada na rua.

“A eleição de 2026 consolidou as redes sociais como o principal campo de batalha da disputa presidencial. Mais de 76% dos eleitores brasileiros já se informam pela internet, segundo o Reuters Inst., e o dinheiro acompanhou essa mudança. O peso do digital aparece também na estratégia das campanhas”, pontua.

O cientista político ainda lembra que as eleições deste ano foram marcadas por denúncias envolvendo a Meta e que acusam a empresa de ter tentar interferir no processo eleitoral brasileiro em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

Origem do orçamento
Os recursos das eleições tem entre as origens o FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), que corresponde a uma parte significativa do orçamento dos pleitos.

Nestas eleições, os recursos do “fundão” totalizaram R$ 4,91 bilhões, com PT (R$ 615 milhões), PL (R$ 882 milhões) e União Brasil (R$ 526 milhões) liderando os recebimentos por terem maior representação no Congresso Nacional. Os partidos também recebem uma verba do “fundo partidário” que, neste pleito, somou R$ 5 bilhões, valor que foi dividido entre 30 siglas.

Outras fontes de orçamento eleitoral são repasses de partidos ou outros candidatos (R$ 5,66 bilhões), além de doações de pessoas físicas (R$ 883 milhões) e doações próprias (R$ 175 milhões).

*Sob supervisão de Mayara da Paz – cnn

Cadu diz que fará governo diferente de Fátima, com foco em emprego e investimentos no RN

Postado em 4 de novembro de 2026

O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), afirmou que pretende imprimir uma identidade própria à sua gestão, com foco no desenvolvimento econômico, na geração de empregos e na ampliação da capacidade de investimento do Estado. Em entrevista à GloboNews, o petista destacou que mantém uma relação de lealdade com a governadora Fátima Bezerra (PT), mas reconheceu diferenças entre suas trajetórias políticas e prioridades administrativas.

“Eu disse ao longo da campanha que eu tenho muita lealdade a Fátima, mas eu tenho um DNA próprio. A gente tem uma trajetória diferente, eu tenho uma pegada, vamos dizer assim, mais voltada para o desenvolvimento, para a geração de emprego e de renda”, afirmou.

Cadu destacou a ligação histórica de Fátima com o movimento sindical e afirmou que sua própria trajetória foi construída a partir de experiências diferentes. “Então o meu governo vai ser um governo diferente do dela. Eu acho que é isso, as ideias se complementam”, declarou.

Apesar da diferenciação, o governador eleito descartou um conflito entre gerações dentro do PT. Segundo ele, a chegada de novas lideranças não representa um rompimento com a história do partido ou com os dirigentes que contribuíram para sua formação política.

Na área econômica, Cadu apontou a situação fiscal do Rio Grande do Norte como um dos principais desafios da próxima administração. Segundo ele, o Estado enfrenta dificuldades estruturais há mais de duas décadas, o que exige medidas para ampliar a capacidade de investimento e melhorar a prestação de serviços públicos.

“A gente está trabalhando para montar um governo com esse princípio de ampliar a capacidade de investimento do Estado, de avançar na prestação de serviços públicos para a população”, disse.

Segurança pública e combate às facções

Durante a entrevista, Cadu também abordou o avanço das organizações criminosas no Brasil e defendeu uma atuação integrada entre as forças de segurança federais, estaduais e municipais.

O governador eleito comemorou a aprovação da PEC da Segurança Pública e avaliou que a proposta poderá facilitar a cooperação entre os diferentes níveis de governo no enfrentamento à criminalidade.

Para Cadu, o combate às facções deve combinar presença policial e oferta de serviços públicos nos territórios onde o crime organizado ampliou sua atuação.

“A gente não pode falar em segurança pública sem falar em ocupação desses territórios pelo Estado, com prestação de serviços públicos, para que a gente ocupe o espaço que o crime organizado ocupou ao longo desse período”, afirmou.

O petista reconheceu que a segurança pública continuará sendo um desafio no Rio Grande do Norte, mas avaliou que houve avanços durante a gestão de Fátima Bezerra e prometeu dar continuidade às ações desenvolvidas na área.

Reforma tributária e competitividade

Outro tema abordado foi a reforma tributária, da qual Cadu participou das discussões. O governador eleito classificou as mudanças como um avanço para a economia brasileira e demonstrou confiança no cumprimento do cronograma de transição, previsto até 2033.

Segundo ele, a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto Seletivo deverá simplificar o sistema de tributação sobre o consumo.

Cadu também relacionou a reforma à possibilidade de recuperação da competitividade econômica e ao fortalecimento da indústria nacional.

“A reforma vai trazer para o país uma retomada da competitividade que o Brasil perdeu ao longo das últimas décadas”, declarou.

O governador eleito afirmou ainda que a experiência dos técnicos das administrações tributárias na implantação de sistemas como a nota fiscal eletrônica contribui para uma expectativa positiva em relação à implementação das novas regras.

98FM

Escola da Assembleia promove debate sobre democracia, autoritarismo e totalitarismo

Postado em 4 de novembro de 2026

A Assembleia Legislativa do RN, através da Escola da Assembleia Legislativa realizou, na manhã desta quarta-feira (4), a conferência “Democracia, Autoritarismo e Totalitarismo”, com o professor e embaixador aposentado João Almino. O encontro reuniu alunos da pós-graduação em Segurança Pública da turma da Polícia Militar e demais interessados no tema, no auditório da Assembleia Legislativa.

A palestra abordou as diferenças entre regimes autoritários e totalitários, os desafios da democracia contemporânea e os efeitos da polarização política em diferentes países. Durante a exposição, João Almino destacou que a democracia não se limita às instituições e aos processos eleitorais, mas também depende da participação e da disposição da sociedade para conviver com diferentes ideias.

Ao comentar o cenário político atual, o conferencista chamou atenção para os riscos da polarização extrema e para a importância do diálogo. “O ideal é que haja realmente uma pluralidade de vozes, o ideal é que haja diálogo. Numa polarização extrema não existe diálogo, o outro é visto, na verdade, como um rival, como um inimigo”, afirmou.

O professor também observou que eleições livres e instituições democráticas, por si só, não são suficientes para impedir o surgimento de governos autoritários ou totalitários. Como referência histórica, mencionou a ascensão do nazismo na Alemanha e o apoio popular que contribuiu para a chegada de Hitler ao poder. Para ele, é necessário observar também os movimentos e as convicções presentes no interior das próprias sociedades.

Na abertura do evento, o diretor da Escola da Assembleia, professor José Bezerra Marinho, apresentou o conferencista e destacou sua trajetória acadêmica, diplomática e literária. Ele ressaltou a importância de promover espaços de reflexão sobre questões contemporâneas e defendeu a esperança como atitude ativa, associada ao verbo esperançar, no sentido de agir para contribuir com as mudanças desejadas.

A deputada estadual Isolda Dantas (PT) também acompanhou a atividade e destacou a contribuição da palestra para a formação dos profissionais de segurança pública e para o debate sobre a democracia. Segundo ela, ouvir diferentes interpretações sobre a realidade amplia a capacidade de compreensão e de construção de caminhos para o futuro.

“Ouvir quem estuda, quem analisa de um lugar diferente do nosso é fundamental. A democracia é isso: permitir-se ouvir o outro, ouvir a interpretação do mesmo fato a partir de outro lugar”, afirmou a parlamentar.

O aluno da pós-graduação em Segurança Pública e tenente-coronel da Polícia Militar, Diomedes, avaliou que a escolha do tema demonstra a preocupação da Escola da Assembleia com questões que atravessam o Brasil e outros países. “Trazendo para o cerne do debate a sociedade e mostrando, que é através do esclarecimento de questões, muitas vezes sensíveis e incômodas que podemos através do confronto de ideias criar uma sociedade mais esclarecida e tolerante”, avaliou.

Sobre o conferencista
Natural de Mossoró, João Almino é membro da Academia Brasileira de Letras, ocupante da cadeira 22. Diplomata aposentado, foi embaixador, diretor do Instituto Rio Branco e da Agência Brasileira de Cooperação, além de ter chefiado representações diplomáticas brasileiras no exterior.

É autor de livros de filosofia política, ecologia e literatura, incluindo oito romances, alguns deles premiados e traduzidos em diferentes países. Possui doutorado em História Comparada das Civilizações Contemporâneas pela Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, em Paris, e realizou estudos de pós-doutorado no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo.

Currais-novense lança a Princesa do Seridó, assistente virtual que informa farmácias de plantão e terá novas funcionalidades

Postado em 4 de novembro de 2026

Uma nova ferramenta de utilidade pública promete facilitar o acesso da população de Currais Novos/RN às informações sobre as farmácias de plantão. É a Princesa do Seridó, criada por Paulo Porto um currais-novense. A assistente virtual que funciona diretamente pelo WhatsApp e está disponível 24 horas por dia.

A proposta é simples: o usuário envia uma mensagem pelo aplicativo e recebe informações sobre qual farmácia está de plantão no município, especialmente durante a noite, na madrugada, aos domingos e feriados.

A ferramenta foi desenvolvida para ajudar os currais-novenses em momentos de necessidade, evitando deslocamentos desnecessários ou ligações para descobrir qual estabelecimento está funcionando em regime de plantão.

Outro diferencial é a facilidade de utilização. Não é necessário baixar outro aplicativo, realizar cadastro ou preencher formulários. Basta acessar o WhatsApp e conversar naturalmente com a assistente virtual.

Inicialmente, a Princesa do Seridó está focada nas informações sobre as farmácias de plantão, com a proposta de ampliar sua contribuição como serviço de utilidade pública para Currais Novos.

Princesa do Seridó: informação na palma da mão, a qualquer hora do dia.

confira: https://princesadoserido.com.br/

Prefeito Lucas Galvão visita fábricas em São Paulo e no Rio de Janeiro para acompanhar produção de bombas da Adutora do Seridó

Postado em 4 de novembro de 2026

Em busca de acelerar a conclusão da Adutora Definitiva, o prefeito de Currais Novos, Lucas Galvão, cumprirá nesta quinta e sexta-feira duas importantes agendas voltadas à segurança hídrica do município.

O prefeito Lucas Galvão anunciou, por meio de suas redes sociais, que estará em Campinas, no interior de São Paulo, e no Rio de Janeiro, onde visitará duas fábricas responsáveis pela produção das bombas que serão utilizadas na Adutora do Seridó.

As visitas fazem parte de uma articulação junto à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), com o objetivo de acompanhar de perto o andamento da fabricação dos equipamentos e cobrar agilidade na entrega, etapa fundamental para o pleno funcionamento da adutora.

Lucas já cumpre agenda institucional em Brasília, onde tem realizado visitas a ministérios, ao Senado Federal e à Câmara dos Deputados, buscando emendas parlamentares, recursos e novos investimentos para Currais Novos.

A conclusão da Adutora Definitiva é uma das principais prioridades da gestão municipal. A obra, considerada estratégica para garantir a segurança hídrica da população, encontra-se em fase de ajustes finais, restando etapas importantes para sua entrada em pleno funcionamento.

Com as visitas às fábricas, o prefeito pretende verificar pessoalmente o estágio de produção das bombas e reforçar a cobrança para que os equipamentos sejam entregues o mais rápido possível.

A iniciativa demonstra a continuidade das articulações do prefeito Lucas Galvão para garantir a conclusão de uma obra aguardada pela população de Currais Novos e considerada essencial para o abastecimento de água e o desenvolvimento do município.

Trump parabeniza democratas após admitir derrota: “Fizeram um bom trabalho”

Postado em 4 de novembro de 2026

Após a confirmação da maioria no Senado e na Câmara obtida pelo Partido Democrata nas eleições de meio de mandato, o presidente dos EUA, o republicano Donald Trump, reconheceu a derrota e, nesta quarta-feira (4/11), teceu elogios — algo raro — aos seus rivais. “Bem, digo o seguinte: parabéns aos democratas. Eles fizeram um bom trabalho”, afirmou Trump em uma entrevista por telefone à Fox News.

O líder republicano, porém, procurou se afastar de qualquer responsabilidade pessoal pelo resultado das urnas — que altera o cenário dos dois anos finais de seu mandato —, preferindo transferir a culpa para seus correligionários republicanos. “Eles [democratas] esperavam por isso há 11 anos e, finalmente, conseguiram. Mas não encaro isso como um golpe contra mim”, disse.

Os comentários elogiosos são bastante atípicos, uma vez que Trump, durante grande parte da campanha eleitoral, rotulou os democratas de comunistas até islamistas.

Trump também reiterou que, ao contrário do que ocorreu após sua derrota na eleição presidencial de 2020, desta vez ele aceitou o resultado das urnas e está disposto a trabalhar com os democratas, agora que eles passarão a controlar o Congresso. “Posso trabalhar com eles em muitas questões”, ressaltou.
Ao mesmo tempo, o presidnete alertou que está pronto para usar seu poder executivo para vetar qualquer legislação democrata que ele desejar. “Eles podem enviar, digamos, 50 projetos de lei excelentes, com os quais estejam todos entusiasmados. Eu simplesmente os devolvo com um carimbo bem claro: ‘Veto’”.

Papel do conflito no Irã
Como as pesquisas indicavam que a guerra no Irã — e a consequente alta nos preços do petróleo — era extremamente impopular entre os eleitores, Trump reconheceu que o conflito, que se arrasta sem solução, contribuiu para o resultado.

“Acho que o Irã teve um papel nisso, mas, ao mesmo tempo, as pessoas entenderam a importância do que fiz em relação ao Irã”, declarou Trump à Fox.

Contudo, o tom conciliador de Trump não se estendeu ao seu próprio partido. Durante a campanha, por diversas vezes, o político de 80 anos pediu aos republicanos que “fingissem que ele estava na cédula eleitoral”.

Mas, nessa terça, ele insistiu que o problema foi, na verdade, o oposto. “Eu não estava na cédula eleitoral e, se estivesse, teríamos vencido com uma vitória esmagadora. Obrigado pela atenção a este assunto”, disse Trump em uma publicação em sua plataforma, Truth Social.

Metrópoles

PL deve anunciar Marinho ao Senado e decisão sobre Câmara segue indefinida

Postado em 4 de novembro de 2026
Plenário do Senado Federal durante sessão de debates temáticos destinada a discutir os impactos sociais, econômicos e produtivos da Proposta de Emenda à Constituição nº 221, de 2019, que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da chamada escala 6×1 no Brasil. A PEC, já aprovada na Câmara dos Deputados, diminui a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso, e estabelece implementação gradual da escala.

À tribuna, em discurso, senador Rogerio Marinho (PL-RN).

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O PL (Partido Liberal) pretende oficializar o senador Rogério Marinho (PL-RN) como o candidato da sigla à presidência do Senado. A previsão de parlamentares do PL ouvidos pela CNN é de que o anúncio possa ser feito já nesta quarta-feira (4), após reunião com senadores da legenda prevista para as 11h.

O nome de Marinho — coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — vem se consolidando internamente há meses e não há resistências de correligionários a ele.

No entanto, se confirmado, a própria direita terá de se entender, pois a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ainda alimenta esperanças de desafiar Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição interna e, em princípio, conta com o apoio do centrão e de governistas. Aliados de Marinho reconhecem que será preciso unir forças com Tereza para vencer Alcolumbre. Ninguém, porém, já cedeu a pré-candidatura.

Lideranças do PL de ambas as Casas se reuniram com o presidente do partido, Valdemar da Costa Neto, na noite desta terça (3), para tratar das articulações para as presidências do Senado e da Câmara.

“Foi uma conversa entre líderes para a gente poder alinhar inclusive o anúncio que vai ser feito amanhã de lançamento e apoio total, irrestrito, todos irmanados com a candidatura de Rogério Marinho. Vamos, inclusive, construir isso junto com outros partidos”, declarou o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ).

“A gente não pode mais ter na Casa um presidente que tenha rabo preso, porque isso atrapalha a independência e mexe com a harmonia, porque cria uma subserviência entre um Poder com outro. No caso, eu me refiro aqui explicitamente ao Poder Judiciário, especialmente ao STF”, acrescentou, em outro momento.

A perspectiva dentro do PL é de que consigam atrair votos de senadores de siglas de oposição e de centro para obter a maioria necessária. Ainda, de que haja alguma composição com Tereza Cristina, que mantém contato constante com Marinho.

O quanto cada um deve conseguir de votos dos pares e quem sairia na frente, contudo, só deve ser contabilizado com maior precisão no ano que vem, admitem.

A avaliação é de que as articulações acabaram antecipadas – normalmente acontecem em dezembro e janeiro, com a eleição interna no início de fevereiro – com as conversas já em curso e com a polarização persistente perante o resultado das eleições de outubro. O PL vai contar com a maior bancada partidária do Senado (28 senadores) e da Câmara (121 deputados federais).

Uma das maiores preocupações externadas por parlamentares que participaram da reunião desta terça é de que não é possível “trair o eleitor”. Portanto, para estes políticos, é preciso manter independência e coerência com o que foi pregado na campanha eleitoral, e isso inclui enfrentar os atuais mandatários do Congresso.

A situação do PL perante a presidência da Câmara dos Deputados segue indefinida. A previsão é de que um anúncio só seja feito após uma nova reunião de Valdemar da Costa Neto e lideranças com a presença de deputados eleitos do PL marcada para a próxima quarta-feira (11).

Há uma ala que defende uma composição com o atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), até de olho em não perder espaço e o comando de comissões estratégicas. Já outra ala defende o lançamento de um candidato próprio.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) é um dos que afirmam advogar por uma candidatura própria para “manter a identidade” da direita. “Acho que existem coisas maiores em jogo agora do que comissões ou espaço dentro da Câmara.”

Alguns dos nomes cotados dentro do PL para serem lançados à presidência da Câmara são o de Sóstenes Cavalcante (RJ), Altineu Côrtes (RJ) e Luiz Philippe de Orléans e Bragança (SP), por exemplo.

“Temos a convicção de que hoje o PL é uma grife nacional e que não vamos jogar o nome do PL na lama sem nenhum tipo de contrapartida aos nossos eleitores e nossos eleitores estão muito atentos àqueles que nos fizeram a maior bancada na Câmara e no Senado”, disse Sóstenes, ao reforçar que a decisão será tomada com respeito e equilíbrio, também levando em consideração a bancada eleita.

“Estar isolado em um primeiro momento não significa uma má estratégia. Mas não estou decidindo, essa não é uma decisão pessoal da liderança, nem do PL e muito menos da oposição. Faltam 3 meses para essa eleição.”

De acordo com Sóstenes, os cálculos do PL indicam que o partido terá direito regimental ao comando de sete comissões permanentes da Câmara, com base no tamanho da bancada eleita. A distribuição dos colegiados e os comandos efetivos, porém, dependem dos blocos a serem formados para a eleição à presidência da Casa e articulações subsequentes.

CNN