A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta terça-feira (6) a favor do pedido para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) volte a visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em Brasília.
Em manifestação enviada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou não haver fatos novos que justifiquem a manutenção da restrição imposta ao senador.
“Considerando a ausência de fatos supervenientes indicativos de descumprimento das condições fixadas ou da necessidade de prorrogação da medida restritiva anteriormente determinada, a Procuradoria-Geral da República não opõe óbice ao deferimento do pleito formulado”, afirmou Gonet.
A restrição às visitas de Flávio foi determinada por Moraes após a divulgação de uma carta de Jair Bolsonaro durante o período eleitoral. A defesa do ex-presidente pediu nesta segunda-feira (5) que a suspensão fosse encerrada antes do prazo previsto, permitindo novamente os encontros entre pai e filho.
Agora, cabe a Alexandre de Moraes decidir sobre o pedido.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP) e o Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), aplicam, nesta terça (6) e quarta-feira (7), as provas do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade e Jovens em Medidas Socioeducativas (ENCCEJA PPL) nas unidades prisionais do Rio Grande do Norte.
Ao todo, 3.181 pessoas privadas de liberdade (PPLs) estão inscritas para realizar o exame, que possibilita a certificação de conclusão dos ensinos Fundamental e Médio.
Neste ano, o exame conta com uma nova ferramenta de combate a fraudes: o reconhecimento facial de pessoas privadas de liberdade. Além dos procedimentos tradicionais de identificação, todos os participantes passarão pelo reconhecimento facial biométrico. A ferramenta foi desenvolvida pelo Departamento de Tecnologia da Informação (DTI) da SEAP e integrada ao Sistema Integrado de Administração Penitenciária (SIAPEN), podendo ser utilizada em outros exames realizados nas unidades prisionais.
No primeiro dia de aplicação, 1.948 PPLs realizarão as provas para a certificação de conclusão do Ensino Fundamental. Serão quatro provas, com 30 questões cada, distribuídas em quatro áreas do conhecimento. Duas provas serão aplicadas no período da manhã e outras duas à tarde.
No segundo dia, 1.233 PPLs realizarão o exame para a certificação de conclusão do Ensino Médio, também dividido em quatro áreas do conhecimento, com quatro provas e uma redação.
O resultado do exame será divulgado pelo Inep no dia 14 de dezembro, por meio de seu portal oficial. A certificação de conclusão dos ensinos Fundamental e Médio será realizada pela Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC), responsável pela emissão dos documentos aos participantes que alcançarem a pontuação necessária.
A aplicação do ENCCEJA PPL é conduzida pelo Departamento de Promoção à Cidadania (DPC), com apoio logístico e de segurança dos policiais penais. No RN, as provas são realizadas nas unidades prisionais e em instituições parceiras.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) passou mal nesta terça-feira (6), quando retornava a Brasília após participar de compromissos políticos em Goiânia (GO) ao lado do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Marinho foi encaminhado ao Hospital DF Star, em Brasília, onde passa por exames. Segundo a assessoria do parlamentar, o mal-estar pode ter sido provocado por uma queda de pressão. Ele está bem e aguarda os resultados dos exames. As informações são do portal Metrópoles.
Coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, Marinho esteve em Goiânia para o evento em que o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) formalizou apoio ao candidato do PL no segundo turno. A agenda também contou com a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Antes da viagem a Goiás, o senador potiguar também cumpriu agenda em Brasília e se reuniu com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.
As campanhas de rua dos candidatos a governador do Rio Grande do Norte que estão no segundo turno das eleições já estão em andamento. Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil) deram largadas nas campanha em Natal, onde terminaram o primeiro turno em segundo e terceiro lugares, com 147.509 votos (35,43%) e 101.941 votos (24,49%), respectivamente, e que ficaram atrás do candidato que não foi ao segundo turno, Álvaro Dias, com 165.210 sufrágios (39,69%). São estes votos dados ao ex-prefeito de Natal que Cadu e Allyson miram neste segundo turno.
O PT deu a arrancada confirmando a vinda do presidente Lula ao Rio Grande do Norte, o que acontecerá no sábado (10). Lula participará de evento de campanha que será realizado em Natal, com começo marcado para às 14h, tendo como ponto de concentração a área de lazer do conjunto Panatis, Zona Norte de Natal.
Com um saldo de 15.509 votos no primeiro turno, uma diferença de apenas 0.78 pontos percentuais favoráveis a Allyson Bezerra, que obteve 733.809 (36,94%) votos ante Cadu de Lula, com 718.300 (36,16%) sufrágios, os dois candidatos focam a campanha em Natal, maior colégio eleitoral do Estado com mais de 570 mil eleitores.
“É hora de colocar o segundo turno na rua, com muita gente, muita energia e ainda mais vontade de vencer”, diz Cadu ao convocar a militância, nas redes sociais, para a plenária que ocorreria a partir do final da tarde da terça-feira (6), na praça da Árvore, em Mirassol, Zona Sul de Natal.
“A campanha aqui no Rio Grande do Norte vai ser de quem tem lado contra quem fica em cima do muro, de quem tem trabalho contra quem vive de ilusão e de honestidade contra suspeitas de corrupção. No que depender de mim, a energia que eu botei no primeiro turno eu vou dobrar agora, porque a gente vai continuar trabalhando pelo e para o povo”, declarou Cadu de Lula durante a plenária ao lado da governadora Fátima Bezerra e da senadora eleita Samanda de Lula.
Cadu de Lula esteve com a governadora Fátima Bezerra (PT) e a senadora eleita, vereadora Samanda Alves (PT) em Brasília, participando da reunião com o presidente Lula para discutir os rumos das eleições presidenciais e para o governo no segundo turno, que contou ainda com a participação do ex-deputado federal Rafael Motta, que concorreu ao Senado pelo PDT.
“O presidente disse que vai estar no segundo turno no Rio Grande do Norte. Então, missão dada é missão cumprida, presidente. Vamos ampliar sua votação e vamos fazer uma campanha para me eleger governador do RN”, disse Cadu.
Já o candidato Allyson Bezerra reiniciou sua campanha com caminhada também no fim da tarde da terça (6) pelo bairro de Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte da capital, a partir de concentração nos cruzamentos da avenida das Seringueiras com a rua Noel Costa: “Vamos com o pé no chão, coragem e disposição para o Rio Grande do Norte mudar”, apelava nas redes sociais, deixando transparecer que vai atrás de 60% dos votos dos eleitores, incluindo aí o percentual de votos obtidos por Álvaro Dias, que no primeiro turno alcançou 530.580 votos (26,71%) dos potiguares.
Na Zona Norte, Allyson reafirmou o compromisso de construir a terceira ponte de Natal, ligando a região ao restante da cidade e aliviando o trânsito na travessia do Potengi. Também garantiu a conclusão de obras paradas há anos, como a Avenida das Fronteiras, e investimentos na Região Metropolitana.
“Natal nos deu uma excelente votação na minha primeira campanha majoritária. Essa semana fico aqui na capital apresentando as propostas e mobilizando nossos apoiadores”, afirmou. Allyson disse ainda que novas lideranças já se somaram à campanha e que está seguro de que a maioria dos potiguares vai confirmar a mudança no segundo turno.
Comícios
Os candidatos Allyson Bezerra e Cadu de Lula já estão em campanha de rua, inclusive podendo realizar comícios até 22 de outubro, além do uso de aparelhagem de sonorização fixa, entre 8h e 24h, com exceção do comício de encerramento da campanha, que poderá ser prorrogado por mais duas horas. Já no dia 23 não podendo ultrapassar a meia-noite. O segundo turno ocorre em 25 de outubro.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta terça-feira (6) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que não haverá “espírito de vingança” contra ministros da Corte na próxima legislatura ou em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). O parlamentar, porém, avisou que o Senado não deverá se omitir diante de eventuais crimes de responsabilidade.
Marinho se reuniu com Fachin na sede do STF, em Brasília. O encontro ocorre dois dias depois de o PL ampliar sua representação no Congresso e conquistar a maior bancada do Senado para a próxima legislatura.
“Vamos cumprir a Constituição e a lei, não temos espírito de vingança”, afirmou Marinho após a reunião. Segundo o senador, eventuais crimes de responsabilidade cometidos por ministros precisam ser apurados.
Marinho também criticou a condução do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), diante dos pedidos de impeachment apresentados contra integrantes do Supremo.
“Na hora que houver algum crime de responsabilidade por um ministro do STF, o Senado não vai se omitir. E hoje ele tem se omitido”, declarou.
A declaração ganha peso diante da nova composição do Senado e das articulações para a sucessão de Alcolumbre. Marinho é um dos nomes mencionados nas discussões sobre a Presidência da Casa a partir de 2027. O presidente do Senado tem entre suas atribuições decidir sobre o andamento inicial de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.
Críticas à atuação do STF na Justiça Eleitoral
Além dos pedidos de impeachment, Marinho disse ter levado a Fachin críticas sobre o que classificou como uma “intervenção continuada” de integrantes do Supremo em questões relacionadas à Justiça Eleitoral.
O senador citou episódios envolvendo Rio de Janeiro e Roraima e defendeu que os resultados eleitorais sejam respeitados.
“Quem ganhar eleições precisa ser empossado”, afirmou.
Marinho também questionou procedimentos adotados no Supremo para a definição de relatores de determinadas petições. Na avaliação do parlamentar, mecanismos que deveriam ser excepcionais passaram a ser utilizados com maior frequência.
As críticas fazem parte de um movimento defendido pelo senador para redefinir a relação entre Congresso e Supremo na próxima legislatura. Marinho afirmou que pretende buscar uma “normalização” da relação entre os Poderes, ao mesmo tempo em que defende maior atuação do Senado sobre eventuais responsabilidades de integrantes da Corte.
Após o encontro com Marinho, Fachin também recebeu a líder do governo Lula no Senado, Teresa Leitão (PT-PE). A petista tratou com o presidente do STF de pautas em discussão no Congresso, entre elas a PEC da Segurança e a proposta relacionada à escala 6×1.
A reunião de Marinho com Fachin ocorre ainda no início das articulações para a próxima composição do Congresso. Com o crescimento do PL nas eleições de domingo, o comando do Senado e a relação da Casa com o Supremo devem estar entre os temas centrais das negociações para 2027.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse na terça-feira (6) que vai pautar a votação da proposta sobre o fim da escala 6×1. Em entrevista coletiva, Alcolumbre afirmou que os senadores da Casa terão o “livre-arbítrio” de votar conforme suas convicções.
Mesmo sem cravar que pretende votar o texto antes do segundo turno da campanha presidencial, Alcolumbre previu a primeira votação da PEC na próxima semana. Se for aprovada, e com mais três sessões de discussões pela frente, haveria prazo para que a votação final do projeto ocorra antes do segundo turno eleitoral.
Segundo o presidente, a tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) seguirá o ritmo tradicional, sem acelerar o processo. O rito prevê cinco sessões de discussões antes da votação em primeiro turno.
A proposta vem seguindo o rito regimental, disse Alcolumbre. Ele ainda disse que seu desejo é seguir a norma do regimento, “sem atropelos e sem acelerar nada”.
Em primeira manifestação após o primeiro turno das eleições, Alcolumbre aproveitou para cumprimentar os eleitos de domingo (4).
Já passou na Câmara
A proposta que encerra a jornada 6X1 começou a ser discutida pelos senadores em plenário na terça-feira. A Proposta de Emenda à Constituição propõe a substituição do atual modelo por uma rotina que limita a carga horária semanal a 40 horas e garante dois dias de folga remunerada, contra a atual jornada de até 44 horas. A regra de transição reduz as horas de trabalhdo de 44 para 42 horas dois meses após a promulgação e atinge 40 horas um ano depois.
Apresentada originalmente na Câmara dos Deputados em 2019, a medida foi aprovada pelos deputados em maio e avançou sem modificações na CCJ do Senado em setembro, sob a relatoria do senador Omar Aziz. A definição da pauta partiu do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Ele havia prometido que o tema só seria discutido depois das eleições.
A análise ocorre em ambiente de disputa e resistência por parte de frentes parlamentares. Grupos de oposição articulam estratégias para esvaziar as sessões deliberativas e dificultar a formação de quórum.
O Senado agendou três sessões ordinárias para discutir a proposta esta semana. Porém, são necessárias cinco sessões antes da votação, o que deve empurrar a votação.
O apoio mínimo de três quintos dos senadores representa o principal entrave para a aprovação da proposta em plenário. Para ser validada de forma definitiva, o projeto exige o voto de pelo menos 49 dos 81 parlamentares em duas votações distintas.
Flávio acusa Lula de oportunismo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “oportunista” a discussão sobre o fim da escala 6×1, iniciada na terça-feira (6) no Senado, e defendeu uma alternativa que permita ao trabalhador escolher a própria jornada.
Flávio afirmou que o governo do presidente Lula (PT) poderia ter tratado do tema durante o mandato e o acusou de usar a discussão com objetivo eleitoral, já que os dois disputam o segundo turno da eleição presidencial.
“Lula, em quatro anos de governo, não faz. Agora, no meio do segundo turno, ele vem de uma forma oportunista querer fazer um movimento achando que isso vai dar voto para ele”, disse.
VOTO
Flávio Bolsonaro evitou declarar se votará contra ou a favor da PEC, mas defendeu uma proposta alternativa baseada na negociação da jornada entre trabalhador e empregador.
“Meu posicionamento é o que já é público, é que eu tenho uma proposta infinitamente melhor do que essa proposta que está na mesa, que é dar liberdade para o trabalhador escolher sua própria carga horária”, afirmou.
Policiais militares da 3ª Companhia da Polícia Militar, durante patrulhamento na zona rural de Lagoa Nova, localizaram uma motocicleta abandonada no Sítio Ceará.
Durante a averiguação, a equipe realizou a consulta do chassi e do número do motor do veículo e constatou que havia um registro de furto/roubo.
A motocicleta estava sem placa e havia sido pintada na cor prata. No entanto, após a identificação pelos sinais identificadores, foi constatado que se tratava de uma Honda CG 125, originalmente de cor verde, com placa MXI-3292.
Diante da situação, a guarnição conduziu o veículo até a Delegacia de Polícia Civil de Cerro Corá, onde foram realizados os procedimentos cabíveis para a restituição do veículo ao proprietário e demais providências legais.
Morreu nesta terça-feira (6), em Currais Novos, Raimundo André, conhecido como Galego, vítima de um assalto ocorrido na noite da última sexta-feira (2), nas proximidades do Parque de Exposições.
Raimundo André havia sido atingido por quatro disparos de arma de fogo, sendo dois na região da cabeça, durante a ação criminosa. Ele recebeu atendimento médico após o crime, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu nesta terça-feira.
A vítima era conhecida na cidade e trabalhou durante muitos anos no setor de mineração em Currais Novos. A confirmação de sua morte causou tristeza e comoção entre familiares, amigos e conhecidos.
O crime aconteceu por volta das 23h40. Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, um homem teria invadido a residência da vítima e efetuado os disparos.
A Polícia Civil investiga o caso e busca esclarecer as circunstâncias do crime e identificar o responsável pela ação. Imagens de câmeras de segurança da região também poderão auxiliar nas investigações.
Com a morte de Raimundo André, o caso passa a ser investigado como homicídio.
O Rio Grande do Norte chegou a 1.103 denúncias de possíveis irregularidades eleitorais registradas no sistema Pardal após o encerramento do primeiro turno das Eleições 2026. Os registros estão distribuídos por 98 municípios potiguares, com Natal e Mossoró concentrando mais da metade das ocorrências. Os dados foram consultados pela TRIBUNA DO NORTE às 10h15 desta terça-feira (6).
O volume representa um crescimento de 84,1% em relação ao levantamento realizado pela reportagem em 21 de setembro, quando o Estado contabilizava 599 denúncias em 64 municípios. Desde então, foram acrescentados 504 registros à plataforma da Justiça Eleitoral.
Natal permanece na liderança, agora com 343 denúncias, seguida por Mossoró, com 213. Juntas, as duas cidades somam 556 ocorrências, o equivalente a pouco mais de 50% de todos os registros no Estado.
Parnamirim aparece na terceira posição, com 77 denúncias, seguida por Lajes, com 55. Completam a relação dos dez municípios com mais ocorrências Santa Cruz, com 24; Pau dos Ferros, com 18; Apodi e Ceará-Mirim, com 16 cada; e Caicó e São Gonçalo do Amarante, ambos com 15.
Vias públicas concentram maior número de denúncias
As possíveis irregularidades relacionadas a vias públicas continuam sendo as mais frequentes no Pardal e chegaram a 421 registros. No levantamento anterior, eram 212 ocorrências dessa natureza.
Casos relacionados a carros de som, minitrios e trios elétricos aparecem em seguida, com 140 denúncias. As ocorrências envolvendo bens públicos somam 115, enquanto aquelas relacionadas a bens particulares chegaram a 99.
A propaganda na internet contabiliza 69 registros, seguida pela distribuição de material gráfico, com 56; outdoors e outdoors eletrônicos, com 54; comícios e showmícios, com 42; e adesivos em automóveis, com 40.
Deputados estaduais lideram registros
As candidaturas a deputado estadual permanecem como as mais denunciadas no Rio Grande do Norte, com 355 registros. Em 21 de setembro, eram 207.
Na sequência aparecem as candidaturas a deputado federal, com 255 denúncias, e ao Governo do Estado, com 202. Partidos, coligações e federações aparecem relacionados a 198 registros.
As candidaturas ao Senado contabilizam 50 ocorrências e as relacionadas à disputa pela Presidência da República somam 41. Há ainda duas denúncias referentes ao cargo de vice-governador.
O que é o Pardal?
O Pardal é a ferramenta da Justiça Eleitoral destinada ao recebimento e gerenciamento de denúncias sobre possíveis irregularidades durante o processo eleitoral. A plataforma permite que cidadãos comuniquem situações relacionadas à propaganda eleitoral que possam estar em desacordo com a legislação.
As denúncias podem ser acompanhadas por meio do protocolo gerado após o registro, inclusive quanto à tramitação, baixa no sistema ou eventual peticionamento no PJe.
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), prometeu ampliar a votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Estado no segundo turno das eleições. Em um discurso para apoiadores no último domingo 4, após o primeiro turno, a petista convocou seus apoiadores a intensificar a mobilização contra o bolsonarismo. “Lula teve agora quase 60% dos votos, mas nós vamos aumentar a votação do Lula aqui no Rio Grande do Norte”, afirmou, durante ato em Ponta Negra. Na sequência, dirigiu uma convocação aos aliados: “Meus companheiros e companheiras, meus amigos e amigas do Rio Grande do Norte, se preparem, porque nós vamos derrotar a extrema-direita! O bolsonarismo não voltará a governar esse país.”
Lula terminou o primeiro turno das eleições presidenciais com 1.237.963 votos no RN, equivalentes a 59,75% dos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 720.493 votos, ou 34,77%, ficando 517.470 votos atrás do petista no Estado. O RN foi um dos 12 estados onde o petista teve maioria de votos.
A vantagem no RN e restante do Nordeste, porém, não se repetiu no resultado nacional: com 100% das urnas apuradas, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
Vitórias na eleição A fala de Fátima ocorreu depois de um primeiro turno que trouxe duas vitórias importantes para seu grupo político: a eleição de Samanda de Lula (PT) para o Senado e a classificação de Cadu de Lula (PT) para o segundo turno da eleição para o Governo do Estado, contra Allyson (União). Os resultados mantiveram o PT competitivo na sucessão da governadora e garantiram uma representante do partido no Senado, mesmo em um cenário de desgaste da administração estadual e de perda de antigos aliados.
Na disputa pelo governo, Cadu recebeu 718.300 votos, ou 36,16% dos válidos, e ficou na segunda colocação. Allyson Bezerra (União) terminou à frente, com 733.809 votos e 36,94%. A diferença foi de 15.509 votos, equivalente a 0,78 ponto percentual. Álvaro Dias (PL), que obteve 530.580 votos e 26,71%, ficou fora do segundo turno. Cadu e Allyson voltarão a se enfrentar nas urnas em 25 de outubro.
Ao longo da campanha, Fátima apostou na associação de Cadu ao presidente Lula e na experiência do ex-secretário da Fazenda dentro do governo. Em entrevista à Rádio Universitária, na sexta-feira 2, afirmou que conhecia sua seriedade, capacidade técnica e sensibilidade social. Também demonstrou confiança de que o aliado chegaria ao segundo turno.
No Senado, o resultado teve um significado adicional para a governadora. Samanda conquistou a segunda vaga com 635.924 votos, ou 17,63% dos válidos, superando Zenaide Maia (PSD), que recebeu 630.159 votos (17,47%). A diferença de 5.765 votos deixou a senadora, antiga aliada de Fátima, sem a reeleição. A primeira vaga ficou com Styvenson Valentim (Podemos), reeleito com 1.055.000 votos e 29,25%.
Zenaide disputou a eleição no palanque de Allyson, em oposição ao candidato apoiado pela governadora, depois de romper politicamente com o grupo petista. Durante a campanha, a senadora atribuiu o afastamento à sua exclusão do projeto eleitoral de Fátima. Embora estivesse em uma aliança adversária no RN, manteve o apoio a Lula no plano nacional.
Fátima contestou essa versão na entrevista à Rádio Universitária na sexta-feira 2. Disse que nunca havia comunicado à senadora que o PSD ficaria fora da aliança para 2026 e responsabilizou o partido pela mudança de lado. “A senadora fez uma outra escolha. Ela é quem foi embora”, declarou.
A eleição de Samanda assegurou ao PT uma das cadeiras que Fátima pretendia disputar pessoalmente. O projeto original da governadora era deixar o Executivo para concorrer ao Senado, mas a recusa de Walter Alves (MDB) em assumir o governo e o rompimento do vice com sua base alteraram o planejamento. Fátima permaneceu no cargo e passou a trabalhar pela eleição de seus aliados.
Na sexta-feira, ao explicar por que não levou adiante a candidatura, a governadora afirmou que priorizou seu compromisso com a população. “Diante da trama que eles urdiram para inviabilizar as condições para que eu pudesse deixar o governo e disponibilizar meu nome para o Senado, eu não titubeei”, disse.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (6) que trabalha para ampliar o grupo de partidos e lideranças que estarão ao seu lado no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre as adesões citadas estão as de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), adversários do próprio Flávio no primeiro turno.
Zema anunciou na segunda-feira (5) apoio ao candidato do PL. O ex-governador de Minas Gerais terminou o primeiro turno na sexta colocação e afirmou que votará em Flávio na disputa marcada para 25 de outubro.
“O Romeu Zema, governador de Minas Gerais, declarou ontem apoio à nossa candidatura”, afirmou Flávio.
Segundo o candidato, representantes eleitos pelo Novo também devem se reunir com sua campanha nesta quarta-feira (7). O partido elegeu dez deputados federais e três senadores nas eleições de domingo, números também destacados por Zema ao anunciar seu posicionamento para o segundo turno.
“Vamos estar com os representantes eleitos também do Partido Novo amanhã. Foram dez deputados que o Novo elegeu, três senadores, e vão estar aqui com a gente também amanhã”, disse Flávio.
Caiado entra nas articulações
Outro movimento ocorre nesta terça-feira em Goiás. Flávio viaja a Goiânia para participar de um encontro com Ronaldo Caiado, que terminou o primeiro turno presidencial na quinta colocação, com mais de 2,6 milhões de votos. A agenda prevê a formalização do apoio do ex-governador goiano ao candidato do PL.
O encontro também reúne lideranças políticas do estado. O governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), e o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), estão entre os participantes previstos.
“Vamos estar daqui a pouco em Goiás, em Goiânia, onde vamos também receber o apoio do Ronaldo Caiado, junto também com prefeitos e outras lideranças de Goiás”, afirmou Flávio.
Caiado e Zema disputaram o primeiro turno como alternativas dentro do campo da direita e centro-direita. Encerrada a primeira etapa da eleição, os dois passaram a integrar as articulações em torno da candidatura de Flávio contra Lula.
Republicanos e Podemos ainda discutem posição
Flávio também revelou conversas com Republicanos e Podemos. Diferentemente dos movimentos de Zema e Caiado, porém, ainda não há decisão partidária anunciada pelas duas legendas.
“Conversamos já tanto com os Republicanos quanto com o Podemos, uma primeira conversa. Eles vão voltar para as suas bancadas para tomarem alguma decisão em conjunto”, afirmou.
A campanha do PL pretende avançar nas negociações por novas alianças nos primeiros dias do segundo turno e busca concluir parte dessas tratativas ainda nesta semana. As conversas incluem partidos e lideranças que não estiveram formalmente com Flávio na primeira etapa da eleição.
Ao comentar as articulações, Flávio classificou o movimento como uma “convergência propositiva” e destacou a participação de políticos eleitos no domingo.
“Fico satisfeito com essa possibilidade de cada vez mais pessoas, mais preparadas, grandes quadros, que as urnas consagraram agora no último domingo, querendo nos ajudar nessa reta final de campanha”, declarou.
Os movimentos ocorrem dois dias depois do primeiro turno. Flávio terminou a votação nacional com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. Os dois voltarão às urnas em 25 de outubro.
Com Zema e Caiado entre as primeiras adesões vindas de candidatos derrotados no primeiro turno, a campanha do PL concentra agora as articulações em partidos e lideranças de centro e centro-direita. Republicanos e Podemos estão entre as siglas procuradas, mas ainda dependem de discussões internas antes de anunciar qual posição adotarão na disputa presidencial.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 5, um dia após terminar o primeiro turno da eleição presidencial atrás de Flávio Bolsonaro (PL). Em reunião com aliados, Lula afirmou que sua candidatura está “carregando nas costas” o que classificou como uma “promiscuidade” estabelecida na Corte após as denúncias envolvendo ministros e pessoas ligadas ao Banco Master.
“Porque só tem um candidato que é antissistema. E somos nós, não tem outro candidato. E estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira depois dessas denúncias”, afirmou Lula.
O presidente também defendeu uma reforma no sistema Judiciário e afirmou que o país precisa discutir uma nova forma de escolha dos ministros do Supremo. Atualmente, cabe ao presidente da República indicar os integrantes da Corte, que passam por aprovação do Senado.
“Precisamos definir concretamente como é que a gente vai escolher um ministro da Suprema Corte. É de interesse pessoal do presidente da República? É de pressão do Congresso Nacional? É de interesse do poder econômico? Não. Vamos ter que começar a discutir com a sociedade qual é o critério que a gente vai escolher para indicar um candidato a ministro da Suprema Corte. E se vai ter mandato ou não. Está na hora de discutir isso. A verdade é que ninguém está acima da lei nem os ministros da Suprema Corte estão acima da lei”, declarou.
A manifestação ocorreu durante encontro com políticos aliados que disputaram vagas ao Senado e governos estaduais. A reunião tratou dos rumos da campanha de Lula no segundo turno. Dirigentes de partidos aliados também participaram.
A mudança de tom ocorre após aliados avaliarem que a crise no Supremo prejudicou a campanha de Lula no primeiro turno. Segundo O Globo, interlocutores do presidente consideram que a proximidade atribuída a ele com integrantes da Corte contribuiu para associá-lo à imagem de “candidato do sistema”. Durante a primeira etapa da campanha, aliados já haviam aconselhado Lula a elevar o tom das críticas a ministros.
Lula também afirmou que não vê razão para ser derrotado no segundo turno e defendeu a aprovação ainda neste ano da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na liderança, com 56,1 milhões de votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula recebeu 53,8 milhões, ou 45,16%. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
Para a nova etapa da campanha, Lula afirmou que pretende conceder mais entrevistas a rádios, ampliar eventos e o contato com apoiadores. O presidente também indicou que pretende participar de debates, dos quais não participou no primeiro turno.
A crise no STF citada por Lula envolve os desdobramentos de um relatório da Polícia Federal com mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, com referências ao ministro Alexandre de Moraes. O caso provocou uma sequência de divergências entre integrantes do Supremo nas últimas semanas.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), será recebido nesta terça-feira (6) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. O encontro está marcado para as 13h, no gabinete da Presidência da Corte, em Brasília, e foi solicitado pelo próprio parlamentar.
Marinho afirmou que pretende levar a Fachin preocupações da oposição relacionadas à atuação do Supremo em questões envolvendo a Justiça Eleitoral. Ao falar sobre a pauta do encontro, o senador classificou como “indevida” a interferência que, na avaliação dele, estaria ocorrendo sobre a Justiça especializada.
“Essa questão que está acontecendo aí com essa interferência, na nossa opinião, indevida com a Justiça especializada. Você tem o STF que inventou agora um Corregedor-Geral do Tribunal Eleitoral. Então, a gente vai conversar com o Fachin e colocar nossas preocupações”, afirmou.
A reunião ocorre em meio ao segundo turno da eleição presidencial e depois de Marinho ter buscado uma aproximação institucional com o comando do Supremo. Na semana passada, antes mesmo do primeiro turno, o senador havia solicitado audiência com Fachin. Segundo ele, a intenção era manter um canal de diálogo com a Corte, apesar das críticas feitas pela campanha de Flávio Bolsonaro à atuação de determinados ministros do STF.
Além de coordenar a campanha presidencial de Flávio, Marinho ganhou peso nas articulações do Congresso depois das eleições de domingo (4). O PL terá a maior bancada do Senado na próxima legislatura, com 28 integrantes, cenário que colocou o nome do potiguar entre os citados nos bastidores para a sucessão de Davi Alcolumbre (União-AP) na Presidência da Casa.
Questionado sobre a possibilidade de assumir o comando do Senado, Marinho não lançou formalmente uma candidatura, mas deixou claro que o tamanho das bancadas eleitas pelo PL dará ao partido condições de reivindicar a Presidência de uma das duas Casas do Congresso.
“É evidente que, pelo tamanho da bancada do PL no Senado e do PL na Câmara, uma das duas Casas, naturalmente, vai ter a aspiração do partido de presidi-la.”
O senador ponderou, no entanto, que o resultado eleitoral não garante sozinho o comando do Senado ou da Câmara. Segundo Marinho, qualquer candidatura dependerá da construção de uma maioria com outras legendas.
“Isso é um processo em que há necessidade de uma convergência, de uma transigência, de uma negociação com outros partidos, porque o PL, por maior que seja a bancada, sozinho não vai eleger ninguém.”
A eleição para a Presidência do Senado exige maioria absoluta dos votos, caso estejam presentes todos os 81 senadores. O mandato da Mesa é de dois anos. Marinho tem mandato pelo Rio Grande do Norte até 2031.
A articulação pelo comando do Congresso também está diretamente ligada ao projeto presidencial do PL. Marinho afirmou que, em caso de vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno, o objetivo será construir maiorias e buscar presidentes da Câmara e do Senado politicamente próximos à agenda do futuro governo.
“Para nós, o importante é que Flávio, eleito, tenha presidências das duas Casas que pensem de uma forma parecida”, declarou.
Antes dessa disputa interna, porém, Marinho terá nesta terça um movimento institucional de outra natureza. Às 13h, estará frente a frente com Fachin para apresentar as críticas e preocupações da oposição sobre a relação entre STF e Justiça Eleitoral. Uma hora depois, às 14h, o presidente do Supremo receberá a líder do governo Lula no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) contará, a partir de fevereiro de 2027, com a maior bancada feminina de sua história parlamentar. Das 24 cadeiras em disputa no pleito deste domingo (4), sete serão ocupadas por mulheres, o que corresponde a 29,17% da composição total da Casa. Foram eleitas Isolda Dantas (PT), Divaneide Basílio (PT), Cristiane Dantas (PSDB), Eudiane Macedo (PV), Kaline de Dr. Bernardo (PV), Cinthia de Allyson (União Brasil) e Camila Araújo (PL).
O novo quadro assegura a permanência de cinco parlamentares que já exerciam o mandato e introduz duas estreantes no Legislativo estadual: Kaline de Dr. Bernardo e Camila Araújo, além da chegada de Cinthia de Allyson, que disputou sua primeira eleição para um cargo público. O resultado geral da ALRN confirmou uma taxa de renovação de 33,3%, com 16 deputados reeleitos e oito novos nomes. Em contrapartida, os deputados Taveira Júnior, Galeno Torquato, Terezinha Maia e Ubaldo Fernandes não conseguiram a recondução, enquanto Dr. Bernardo foi eleito deputado federal, Hermano Morais disputa o segundo turno a vice-governador, e os decanos José Dias e Vivaldo Costa encerraram suas trajetórias eletivas sem disputar o pleito.
Na divisão de forças partidárias da Assembleia, o Partido Liberal lidera com sete deputados (Coronel Azevedo, Dr. Kerginaldo, Tomba Farias, Gustavo Carvalho, Luiz Eduardo, Adjuto Dias e Camila Araújo). A Federação Brasil da Esperança também conquistou sete mandatos (Francisco do PT, Isolda Dantas, Divaneide Basílio, Eudiane Macedo, Kaline de Dr. Bernardo, Daniel Valença e Ivanilson Oliveira). A Federação União Progressista terá seis parlamentares (Robson Carvalho, Cinthia de Allyson, Júlio César, Kleber Rodrigues, Neilton Diógenes e Nelter Queiroz), enquanto o bloco PSDB/Cidadania assegurou três vagas (Ezequiel Ferreira, Cristiane Dantas e Gustavo Soares) e o MDB garantiu uma com Bibiano.
A eleição das chapas majoritárias e proporcionais provocou, simultaneamente, uma ampla reconfiguração na Câmara Municipal de Natal. Seis vereadores titulares do Palácio Padre Miguelinho foram eleitos para outras esferas governamentais: Samanda Alves (PT) foi eleita senadora; Nina Souza (PL) e Thabatta Pimenta (PV) conquistaram assentos na Câmara dos Deputados; e Robson Carvalho, Daniel Valença e Camila Araújo garantiram assentos na Assembleia Legislativa.
A debandada de titulares reduzirá a representação feminina na Câmara da capital de quatro para apenas três parlamentares: Brisa Bracchi (PT), Ane Lagartixa (PL) e a suplente Júlia Arruda (PCdoB), que assumirá o mandato decorrente da eleição de Daniel Valença. As vagas deixadas no Legislativo municipal serão preenchidas pelos suplentes convocados Felipe Alves, Chagas Catarino, Albert Dickson, Carlos Silvestre e o professor Robério Paulino (PSOL), que retorna à Casa na vaga de Thabatta Pimenta.
Em entrevista sobre a volta ao parlamento de Natal, Robério Paulino afirmou que focará na melhoria da frota de transporte coletivo urbano com veículos climatizados, na ampliação de escolas em tempo integral e em metas de arborização para o plantio de ao menos 50 mil mudas na capital, além de destacar que a ida de Thabatta Pimenta para o Congresso Nacional fortalecerá a agenda de direitos humanos em Brasília.
Já a deputada estadual eleita Camila Araújo antecipou que sua atuação na Assembleia concentrará pautas em favor da família, infância e saúde, ressaltando o fato de ser a primeira mulher evangélica eleita para o parlamento estadual do RN. No âmbito eleitoral, a parlamentar declarou engajamento imediato na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência no segundo turno e adiantou que aguarda a orientação de seu partido antes de formalizar posicionamento na disputa pelo governo estadual entre Cadu de Lula e Allyson Bezerra. A Câmara Municipal de Natal também passará por transição em sua Mesa Diretora, após o atual presidente Eriko Jácome (PSDB) não conseguir a eleição para deputado estadual, abrindo caminho para a posse de Aldo Clemente (PP) na presidência do Legislativo municipal para o biênio 2027-2028.
O Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran-RN) e a Polícia Civil do Estado vão realizar, no dia 10 de novembro, um leilão on-line de veículos apreendidos e abandonados no âmbito do programa Pátio Livre. O certame está marcado para começar às 10h e reúne 104 veículos relacionados no edital publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (6).
A relação inclui carros, motocicletas e outros veículos que estavam em pátios de delegacias subordinadas à Diretoria de Polícia da Grande Natal (DPGRAN) e demais diretorias da Polícia Civil. Os bens foram posteriormente transferidos para o pátio credenciado de custódia do Detran-RN, em São Gonçalo do Amarante.
De acordo com o edital, entram no procedimento veículos apreendidos ou abandonados e que não foram reclamados pelos proprietários no prazo de 60 dias, além daqueles cuja alienação em hasta pública foi autorizada pelo Poder Judiciário.
Entre os veículos relacionados estão modelos como Toyota Hilux, BMW Z4, Jeep Compass, Jeep Renegade, Nissan Versa, Toyota Etios, Fiat Strada e Ford Fiesta, além de dezenas de motocicletas de diferentes marcas e modelos. A listagem contém ainda veículos sem placa ou que ainda não haviam recebido primeiro emplacamento.
O leilão será realizado exclusivamente pela internet, na modalidade de maior lance, sob responsabilidade do leiloeiro oficial Francisco Doege Esteves Filho. O edital integra o programa Pátio Livre, instituído por acordo de cooperação técnica entre Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), Corregedoria-Geral de Justiça, Ministério Público, Polícia Civil e Detran-RN.
Proprietários podem reclamar veículos
Antes da alienação, o edital também funciona como notificação aos proprietários. Conforme as regras do Pátio Livre reproduzidas na publicação, a relação dos bens destinados à alienação é divulgada para possibilitar que os proprietários reclamem o veículo no prazo de 15 dias.
Quem identificar um veículo de sua propriedade na relação e quiser regularizar a situação deverá entrar em contato com a unidade da Polícia Civil responsável pela apreensão ou com a comissão de leilão do Detran-RN.