O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira 13 mais um recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que buscava novamente reverter a pena de 27 anos e três meses de prisão à qual ele foi condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado.
Os advogados de Bolsonaro protocolaram o novo recurso na segunda 12. No agravo regimental, a defesa pleiteava levar o caso para discussão no plenário do Supremo, alegando que o Regimento Interno do Supremo não prevê quórum mínimo para que o colegiado julgue recursos contra decisões das turmas.
Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo em setembro. Pouco depois, a defesa entrou com uma apelação do tipo embargos infringentes, que permite à defesa insistir pela absolvição e usar argumentos de algum voto divergente. No caso, o único voto divergente foi do ministro Luiz Fux, que se posicionou pela absolvição do ex-presidente e a anulação do caso.
Moraes, contudo, negou andamento aos infringentes. Ele justificou a decisão afirmando que a jurisprudência do Supremo, ao menos desde 2017, estabeleceu a necessidade de no mínimo dois votos divergentes para que esse tipo de embargo seja aceito.
Na segunda, os advogados alegaram que em nenhuma parte do Regimento Interno pode ser encontrada essa limitação de quórum, e que negar o direito de Bolsonaro ser julgado pelo plenário seria uma violação de direitos humanos, por impossibilitar que o ex-presidente tenha acesso ao duplo grau de jurisdição.
Na decisão desta terça, Moraes não chegou a analisar o mérito dos argumentos da defesa. O ministro-relator negou andamento ao apelo afirmando ser “absolutamente incabível juridicamente a interposição desse recurso após o trânsito em julgado do Acórdão condenatório”.
Atualmente, Bolsonaro está preso em uma sala especial nas instalações da Polícia Federal (PF) em Brasília. O ex-presidente já obteve autorização mais de uma vez para ser deslocado a um hospital particular, inclusive para a realização de uma cirurgia de hérnia inguinal.
Por diversas vezes, a defesa pediu autorização para que Bolsonaro cumpra pena em casa, por motivos humanitários de saúde, mas todas foram negadas por Moraes. Para o ministro, a lei não permite a concessão do benefício, pois a PF teria condições de oferecer atendimento adequado ao ex-presidente.
Bolsonaro foi condenado por cinco crimes: liderar organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado. Os últimos crimes estão ligados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes da República.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu o advogado Wellington César Lima e Silva como novo ministro da Justiça e Segurança Pública após uma conversa no Palácio do Planalto. O anúncio será feito nesta terça-feira 13. As informações são da Folha de S. Paulo.
Atualmente, Lima e Silva chefia o departamento jurídico da Petrobras, cargo para o qual foi indicado pelo próprio presidente. Antes disso, foi secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, função exercida entre janeiro de 2023 e julho de 2024. Durante os 18 meses no cargo, era responsável pela análise de atos da Presidência, avaliação de indicações e preparação de despachos, entre outras atribuições, com despachos quase diários com o presidente.
Esta não é a primeira passagem de Lima e Silva pelo Ministério da Justiça. Em 2016, durante o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff, ele foi nomeado para o cargo em 2 de março, mas permaneceu por 14 dias. A exoneração ocorreu em 16 de março do mesmo ano, após o Supremo Tribunal Federal anular a posse sob o entendimento de que integrantes do Ministério Público não podem exercer funções no Poder Executivo.
Lima e Silva ingressou no Ministério Público da Bahia em 1991, com atuação em comarcas do interior até 1995, quando foi promovido para Salvador. Em 2010, foi nomeado procurador-geral de Justiça da Bahia durante o governo de Jaques Wagner, cargo que ocupou por dois mandatos consecutivos, apesar de ter sido o menos votado da lista tríplice encaminhada ao governador.
No período à frente do Ministério Público baiano, criou o Comitê Interinstitucional de Segurança Pública e participou do programa Pacto pela Vida. Também atuou na aproximação entre o Ministério Público e as polícias.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), é apontado como principal articulador da indicação ao Ministério da Justiça, com apoio do ministro da Casa Civil, Rui Costa. Ambos são ex-governadores da Bahia. Wagner também foi responsável pela articulação da indicação de Lima e Silva ao ministério em 2016, quando era ministro da Casa Civil de Dilma Rousseff.
Em entrevista concedida em 2013, ao comentar a PEC 37, que tratava dos poderes de investigação do Ministério Público, Lima e Silva afirmou que a polícia deve ter atribuição de investigar, mas com apoio de outras instituições, e que não pode haver uma “plena hegemonia” de uma delas.
Formado em direito, Wellington César Lima e Silva possui mestrado em ciências criminais e já atuou como professor, com passagem pela Universidade Federal da Bahia.
Ele assumirá o cargo no lugar de Ricardo Lewandowski, cuja exoneração foi publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira 9. Até a posse do novo ministro e a conclusão da transição, o secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto segue no comando da pasta de forma interina.
A deputada federal Natalia Bonavides, do PT, será candidata a reeleição. Ponto. A informação é da própria parlamentar, que tem sido envolvida numa especulação sobre a possibilidade de substituir Fátima Bezerra, também do PT, na disputa pelo Senado Federal em 2026.
Com idade para disputar o Senado (mais de 35 anos) e despontando como uma liderança política da esquerda, Natalia Bonavides tem sido especulada como uma eventual substituta de Fátima Bezerra no plano do PT de eleger um senador pelo Rio Grande do Norte este ano. A possibilidade seria consequência da mudança de planos de Fátima, que abriria mão da candidatura para seguir no Governo até o final do mandato.
Pelo que foi apurado pela 96, não há possibilidade de Natalia disputar outro cargo em 2026 que não seja o de deputada federal. Em nenhum momento, inclusive, ela cogitou ou “manteve mistério” sobre, eventualmente, disputar o Senado.
É bem verdade que a tese (Fátima ficar no governo e Natalia ir para o Senado) foi reforçada, em dado momento, por alguns nomes governistas, que apontaram que, caso Walter Alves não assumisse o Governo em março, Fátima poderia sim ficar no mandato. Contudo, confirmado que Walter não assumirá, foi confirmado também pelo PT Nacional que Fátima será candidata – ou seja, ela renuncia mesmo que Walter não assuma.
A Casa de Cultura Popular de Acari, no Seridó potiguar, passa a se chamar oficialmente Casa de Cultura Popular Titina Medeiros a partir desta terça-feira (13). A homenagem reconhece a trajetória da atriz, considerada uma das maiores referências das artes cênicas do Rio Grande do Norte e do Brasil.
O anúncio foi feito pela governadora Fátima Bezerra, durante a despedida da artista em sua terra natal, na segunda-feira (12). A cerimônia foi marcada por forte comoção e reuniu familiares, amigos, artistas e moradores do município.
Homenagem na terra natal
A Casa de Cultura que agora eterniza o nome de Titina Medeiros está localizada na sede do Grupo Escolar Tomaz de Araújo, local onde o corpo da atriz foi velado em Acari. A escolha do espaço simboliza o vínculo profundo da artista com sua cidade, com o Seridó e com a cultura popular, presente ao longo de toda a sua trajetória.
O corpo da atriz chegou ao município em um cortejo acompanhado por representantes da classe artística, que saiu de Natal e foi marcado por aplausos, homenagens e emoção. Em Acari, foi celebrada uma missa de corpo presente na Basílica de Nossa Senhora da Guia, seguida de novo cortejo ao som da Banda Filarmônica Felinto Lúcio Dantas.
Despedida em Natal
Antes do sepultamento, Titina Medeiros foi velada até a manhã de segunda-feira no palco do Teatro Alberto Maranhão, em Natal. O espaço é considerado simbólico em sua carreira, por ter sido um dos principais palcos onde sua arte se desenvolveu, emocionou plateias e se consolidou na memória cultural do Estado.
Trajetória inspiradora
Titina Medeiros construiu uma trajetória marcante no teatro potiguar, integrando e fortalecendo grupos importantes da cena cultural, como a Casa de Zoé e o Grupo Estação de Teatro, onde também atuou como diretora.
Seu talento ultrapassou fronteiras e projetou o Rio Grande do Norte no cenário nacional, sem que a atriz se afastasse de suas origens ou de seu compromisso com a cultura popular. Na televisão, conquistou o público brasileiro com atuações em produções da TV Globo, levando para todo o país o sotaque, a identidade e a alma do povo potiguar.
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), deve se desincompatibilizar do cargo no início de abril, como parte da estratégia eleitoral do partido para as eleições de outubro. A decisão já está definida e tem como objetivo viabilizar a candidatura de Fátima a uma vaga no Senado Federal.
De acordo com interlocutores, a saída da governadora está alinhada ao projeto nacional do Partido dos Trabalhadores, que busca ampliar a bancada da legenda no Senado.
Sucessão no governo do RN
A desincompatibilização de Fátima Bezerra não está condicionada à permanência do vice-governador Walter Alves (MDB) à frente do Executivo estadual. Aliados afirmam que o PT possui alternativas para indicação, caso seja necessária a realização de eleições indiretas na Assembleia Legislativa, conforme previsto em lei.
Walter Alves tem o direito constitucional de assumir o governo, mas avalia outro caminho político. A tendência é que o vice-governador dispute uma vaga de deputado estadual, decisão que deve ser anunciada oficialmente nos próximos dias.
Por meio de sua assessoria, Walter Alves informou que fará um pronunciamento oficial na próxima quinta-feira, quando deve esclarecer sua posição sobre o futuro político.
Linha sucessória e eleição indireta
Com a saída da governadora e a possível não assunção do vice, o cargo de governador do Rio Grande do Norte ficará vago a partir de abril. O segundo nome na linha sucessória é o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB).
No entanto, Ezequiel pretende disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa, o que o impede legalmente de assumir o comando do Executivo estadual.
Nesse cenário, em caso de vacância simultânea dos cargos de governador e vice-governador, a legislação prevê que o presidente do Tribunal de Justiça do RN, desembargador Ibanez Monteiro, assuma o governo por até 30 dias, com a função exclusiva de conduzir o processo de eleição indireta na Assembleia Legislativa.
Durante entrevista concedida ao podcast Cafezinho com Kaká, apresentado por Kaká Moura, o ex-prefeito de Currais Novos e pré-candidato a deputado, Odon Jr, falou sobre sua posição política e rebateu a ideia de extremismo em relação à esquerda.
Questionado pelo apresentador se se considerava um político extremista por sua orientação ideológica, Odon Jr respondeu com tranquilidade e firmeza. Segundo ele, sua atuação política sempre esteve distante de radicalismos e focada nas necessidades concretas da população.
“Eu me considero uma esquerda que discute os problemas reais do povo, busca soluções e pensa no futuro, no desenvolvimento do nosso país de forma justa”, afirmou.
Odon Jr destacou ainda que sua trajetória pública, marcada por oito anos como vereador e oito anos como prefeito de Currais Novos, sempre teve como prioridade o diálogo, a inclusão social e o desenvolvimento humano. Para ele, a política deve ser um instrumento de transformação social, capaz de reduzir desigualdades e melhorar a qualidade de vida das pessoas.
A entrevista reforça o posicionamento do ex-prefeito como um nome que defende uma esquerda pragmática, comprometida com resultados e com a construção de um país mais justo e socialmente desenvolvido.
Uma Honda CG Fan vermelha, placa RGN4H34, foi roubada em São Vicente, no último dia 12, e abandonada no pé da Serra, no Seridó potiguar.
Os suspeitos tentaram fazer ligação direta, mas não conseguiram ligar a moto, possivelmente por causa da injeção eletrônica. O veículo teve apenas a parte frontal danificada. Após a falha, os criminosos fugiram do local.
A Polícia Militar cumpriu mandado de prisão em desfavor de um indivíduo condenado pelo crime de roubo, praticado com uso de arma de fogo em estabelecimento comercial no município de Currais Novos, tendo sido imposta a pena de 18 anos de reclusão.
O acusado também foi condenado por integrar organização criminosa, havendo indícios de que possivelmente ainda seja membro da referida organização.
A Polícia Judiciária segue investigando o possível envolvimento do foragido em outras práticas delituosas.
Ação firme no combate ao crime. PM presente para servir e proteger.
Duas pessoas ficaram feridas após um atropelamento de pedestre por uma motocicleta no encontro das avenidas Getúlio Vargas e Cândido Dantas, no bairro Parque Dourado, em Currais Novos. O Corpo de Bombeiros atendeu o caso e socorreu as vítimas.
No local, ficaram feridos o condutor da motocicleta e o homem que andava a pé no momento que foi atropelado. A motocicleta vinha pela Getúlio Vargas e fazia a conversão na avenida Cândido Dantas, em direção ao IVP, onde estava o pedestre.
Pessoas que estavam no local acionaram o Corpo de Bombeiros. O homem que estava na motocicleta foi imobilizado e transportado para o Hospital Mariano Coelho. O pedestre, por sua vez, teve escoriações e aguardava seu atendimento. Não foram registrados ferimentos mais graves em nenhum dos envolvidos no acidente
O prefeito de Currais Novos, Lucas Galvão, visitou nesta terça-feira (13) o local onde estão sendo construídos os 100 primeiros apartamentos populares do município. A visita teve como objetivo acompanhar de perto o andamento das obras do empreendimento, que integra o programa Minha Casa Minha Vida e representa um importante avanço na política habitacional da cidade.
Com investimento de aproximadamente R$ 14 milhões, os apartamentos do Residencial Irmã Ananilia I irão beneficiar famílias currais-novenses, garantindo acesso à moradia digna, infraestrutura adequada e mais qualidade de vida. O projeto foi conquistado ainda na gestão do ex-prefeito Odon Júnior, reforçando a continuidade das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social do município.
Durante a visita, o prefeito esteve acompanhado por técnicos e representantes da equipe de engenharia, que apresentaram informações sobre o cronograma da obra, serviços já executados e as próximas etapas da construção.
“Estamos acompanhando de perto cada fase dessa obra, que é fundamental para reduzir o déficit habitacional de Currais Novos. São apartamentos que vão transformar a vida de muitas famílias, fruto de um trabalho iniciado na gestão anterior e que estamos dando continuidade com responsabilidade”, destacou o prefeito Lucas.
A iniciativa reafirma o compromisso da Prefeitura de Currais Novos com a promoção de políticas públicas voltadas à habitação e ao bem-estar social, assegurando a correta aplicação dos recursos e o acompanhamento permanente das obras que impactam diretamente a vida da população.
A Prefeitura de Currais Novos, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, realizou nesta terça-feira (13) a entrega de kits de apoio às famílias contempladas com a construção de barragens submersas no município. Ao todo, 20 famílias foram diretamente beneficiadas com a implantação dessas estruturas, que representam um importante reforço para a segurança hídrica e o fortalecimento da produção na zona rural.
Os kits entregues pela gestão municipal são compostos por bomba motora, mangueiras, sistema elétrico e hidráulico, caixa d’água e insumos, equipamentos essenciais para o funcionamento das barragens e para o melhor aproveitamento da água armazenada.
Na ocasião, o prefeito Lucas agradeceu o investimento do Governo do Estado e as articulações da vice-prefeita Milena Galvão junto ao poder legislativo estadual para garantir a entrega do material. “Sabemos que precisamos dar melhores condições de irrigação para o homem e a mulher do campo nesse período”, afirmou.
As barragens submersas permitem o armazenamento de água no subsolo, favorecendo a umidade do solo por mais tempo e ampliando as possibilidades produtivas para as famílias atendidas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 50% dos eleitores e aprovado por 47%, aponta pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta terça-feira, 13. A diferença está dentro da margem de erro, de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos. Não souberam responder somam 3%.
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas por meio de entrevistas por telefone entre os dias 8 e 12 de janeiro. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06731/2026.
O levantamento também mediu a avaliação do governo e mostrou que o conceito negativo predomina. Ao serem questionados, 15% dos entrevistados responderam que o governo é ótimo; 20% disseram que é bom; 20,5% consideram a gestão regular; 18,6%, ruim; e 22,8%, péssimo. Não souberam responder somaram 3,2%.
Na soma, ótimo/bom representam 35%, regular 20,5% e ruim/péssimo 41,4%.
Ao destrinchar a avaliação por áreas, a segurança pública é a que tem o pior resultado, com 25,6% de ótimo/bom, 22,4% de regular e 48,7% de ruim/péssimo. Não souberam responder somaram 3,4%.
Já a gestão econômica do governo é considerada ótima ou boa por 32,2%, regular por 21,5% e ruim ou péssima por 43,4%. Não souberam somaram 3,1%.
Na saúde, o governo é visto como ótimo/bom por 32,1%, regular por 23,2% e ruim/péssimo por 41,5%. Não souberam 3,4%.
A educação é avaliada como ótima ou boa por 37,9%; regular por 20,2%; e ruim ou péssima por 39,1%. Não souberam 3%.
A ex-deputada estadual e presidente estadual do PSB, Larissa Rosado, surge como um dos nomes cotados para compor como vice-governadora a chapa do pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT). A informação foi divulgada pelo comentarista político Saulo Spinelly durante o programa 12 em Ponto, da 98 FM Natal, nesta segunda-feira (12), ao tratar dos bastidores das articulações políticas visando as eleições de 2026.
Segundo Spinelly, a movimentação ganhou força após agendas recentes no Alto Oeste Potiguar, que contaram com a presença da governadora Fátima Bezerra (PT), de Larissa Rosado e da ex-deputada Sandra Rosado. De acordo com o comentarista, o grupo governista passou a buscar alternativas para a vaga de vice diante de um possível afastamento do MDB da composição majoritária.
Ainda conforme a análise, o MDB não demonstraria interesse em indicar um nome para a vice, concentrando seus esforços na disputa proporcional e na montagem das nominatas para deputado estadual e federal, liderada por Walter Alves. Esse cenário teria levado o governo a avaliar um nome com forte inserção regional, especialmente em Mossoró e no Oeste Potiguar, área estratégica do estado.
Durante as discussões, outros nomes chegaram a ser lembrados, como o da ex-prefeita Fafá Rosado, que atualmente integra o governo estadual. No entanto, segundo Spinelly, questões familiares afastariam essa possibilidade. Assim, o nome de Larissa Rosado teria se consolidado como uma opção considerada forte dentro da base governista.
O comentarista destacou a trajetória política de Larissa, que já foi deputada estadual por vários mandatos, obteve votações expressivas na disputa pela Prefeitura de Mossoró e mantém bom trânsito político. Ele também ressaltou a ligação histórica da ex-prefeita com campos progressistas e a proximidade com a governadora Fátima Bezerra.
O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) revisou o entendimento sobre a possibilidade de acúmulo de cargos públicos com o exercício do mandato eletivo de vereador. A decisão foi tomada pelo Pleno da Corte no julgamento do Procedimento de Revisão de Interpretação das Consultas nº 006623/2013-TC e nº 001162/2016-TC.
Com a nova interpretação, o TCE-RN reconheceu que é juridicamente possível a manutenção de três vínculos públicos, sendo dois cargos, empregos ou funções públicas constitucionalmente acumuláveis e o mandato de vereador, desde que não haja percepção simultânea de três remunerações.
Nessa situação, o servidor deverá se afastar, sem remuneração, de um dos cargos públicos enquanto durar o exercício concomitante do outro vínculo com a vereança, observada a compatibilidade de horários.
O Tribunal esclareceu que o mandato eletivo de vereador não se equipara a cargo, emprego ou função pública, por possuir natureza temporária e regime jurídico próprio, conforme previsto na Constituição Federal. Segundo o entendimento, a vedação constitucional incide sobre o recebimento de três remunerações, e não sobre a existência de três vínculos.
Na tese firmada pelo Pleno, o TCE-RN definiu que: o mandato de vereador não se confunde com cargo, emprego ou função pública;
é vedado o recebimento de três remunerações no exercício simultâneo de dois cargos públicos e da vereança; e, comprovada a compatibilidade de horários, é permitida a acumulação remunerada de um cargo público com o mandato eletivo, sendo obrigatório o afastamento sem remuneração do outro vínculo acumulável.
A revisão foi motivada por decisões judiciais, principalmente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, além de entendimentos adotados por outros Tribunais de Contas, que passaram a admitir a acumulação de vínculos, desde que observados os limites constitucionais.
Na tese firmada pelo Pleno, o TCE-RN definiu que o mandato de vereador não se confunde com cargo, emprego ou função pública; que é vedado o recebimento de três remunerações no exercício simultâneo de dois cargos públicos e da vereança; e que, comprovada a compatibilidade de horários, é permitida a acumulação remunerada de um cargo público com o mandato eletivo, sendo obrigatório o afastamento sem remuneração do outro vínculo acumulável.
A presidente do PT no Rio Grande do Norte, Samanda Alves, afirmou que o partido não permitirá que o Estado fique “à deriva”, diante da possibilidade de uma dupla vacância no comando do Governo do Estado, após as renúncias da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice Walter Alves (MDB).
“Eu quero tranquilizar o povo do Rio Grande do Norte e dizer que o PT tem responsabilidade. A gente não vai deixar o Rio Grande do Norte à deriva em nenhuma aventura”, afirmou Samanda, em entrevista ao programa Cenário Político, da TCM.
Questionada sobre o fato de o vice-governador já ter confirmado à imprensa que não pretende assumir o governo, Samanda disse que, até agora, Walter Alves não comunicou oficialmente ao PT sobre sua decisão. Para ela, o caminho natural após a renúncia de Fátima seria a posse do vice. “É ilegítimo, não é natural. Quando ele foi eleito vice-governador, a gente tinha a expectativa de que ele, na ausência da governadora – que também tem a legitimidade de ser candidata ao Senado Federal –, assumisse o governo”, afirmou.
Fátima Bezerra tem reafirmado que pretende disputar o Senado nas eleições deste ano. Para isso, ela precisa renunciar ao mandato de governadora até 4 de abril. Já o vice Walter Alves confirmou na semana passada que pretende ser candidato a deputado estadual – logo, também não poderá ficar no governo. A lei prevê que, nesse caso, o Estado teria de realizar eleição indireta para escolha de um governador e um vice para encerrar o mandato até o fim (5 de janeiro de 2027).
Samanda, que é vereadora de Natal, ressaltou que a discussão no PT sobre um eventual mandato tampão só deve ocorrer caso o vice formalize a decisão de não assumir. “A partir do momento que ele informar que não irá assumir, coisa que ele não fez ainda de forma direta à governadora, a gente tem uma discussão que vai acontecer naturalmente, que é do mandato dos oito meses de quem vai assumir o governo do Estado”, disse. Ela reforçou que o partido não tomará decisões precipitadas e atuará para preservar a estabilidade política e administrativa do Rio Grande do Norte.
A presidente do PT também fez questão de defender a legitimidade da governadora Fátima Bezerra em deixar o cargo para disputar o Senado. Segundo ela, trata-se de um movimento coerente com a trajetória política da chefe do Executivo estadual. “É legítimo que Fátima volte para o Senado, fez muito bem para o Rio Grande do Norte quando ela foi senadora e deputada federal”, disse. A vereadora lembrou que Fátima abriu mão de um mandato no Senado em 2018 para disputar o Governo do Estado em um momento crítico das finanças e da segurança pública. “Ela poderia muito bem ter continuado no Senado. Abriu mão para vir assumir o governo do Rio Grande do Norte no pior momento do Estado”, afirmou.
Na avaliação de Samanda, isso demonstra que não se trata de um projeto pessoal, mas de um projeto coletivo. “Isso mostra que a gente não tem projeto individual, não é o projeto de Fátima que vai deixar o governo para ser senadora, porque ela tem vontade, por essa razão por si só, mas é dentro de um projeto político de sociedade”, declarou.
Durante a entrevista, Samanda também abordou a relação do PT com o MDB, partido do vice-governador Walter Alves, e disse que, do ponto de vista político, a parceria segue baseada no alinhamento nacional. “Walter Alves tornou-se vice-governador do Rio Grande do Norte a pedido do presidente Lula, que atendeu a um pedido do MDB nacional”, afirmou.
Para ela, é fundamental que o vice mantenha a posição no campo progressista. “A gente espera que o vice-governador continue onde o povo do Rio Grande do Norte o colocou, como vice-governador eleito pelo campo progressista no time do Lula, em qualquer situação”, disse.
Pré-candidaturas de Fátima Bezerra e Cadu Xavier mantidas A presidente do PT também comentou sobre as perspectivas eleitorais para 2026 e disse acreditar no crescimento do pré-candidato Cadu Xavier, atual secretário de Fazenda, ao Governo do Estado. Segundo Samanda, a identificação com o presidente Lula tende a impulsionar a candidatura. “Quando as pessoas identificam que ele é o candidato, é o único candidato de Lula aqui no RN, vai crescer”, disse.
Ela lembrou ainda que o eleitorado potiguar mantém forte relação com o presidente. “As pesquisas mostram que 65% do eleitorado do RN vota no candidato indicado pelo presidente Lula”, afirmou. Para Samanda, isso cria um ambiente favorável para a candidatura de Cadu chegar ao segundo turno. “A gente sabe que, quando ele se apresentar, se entenderem que ele é o candidato de Lula, vai crescer e estará no segundo turno das eleições”, declarou.
No caso da disputa pelo Senado, Samanda ressaltou que se trata de uma eleição com características próprias, já que o eleitor vota duas vezes. “É um voto diferente. É uma eleição em que as pessoas vão votar duas vezes para senador”, disse. Para ela, é importante que o eleitor compreenda a lógica do voto alinhado. “É importante votar no presidente Lula e votar ali no Parlamento alinhado”, afirmou, citando as dificuldades enfrentadas pelo Executivo federal em um Congresso adverso.
Ao longo da entrevista, Samanda também rebateu críticas à situação fiscal do Estado e disse que o Rio Grande do Norte vive hoje um cenário muito diferente do passado recente. “Eu quero dizer que é uma situação muito diferente da situação que a governadora pegou o Estado há sete anos”, afirmou. Para ela, é incorreto afirmar que o Estado estaria ingovernável. “É falácia dizer que o Rio Grande do Norte está quebrado, que é um estado ingovernável”, disse.
Partido forma chapas para disputas de deputado federal e estadual O debate sobre o futuro do governo estadual se insere em um contexto mais amplo de preparação do PT para as eleições de 2026. Samanda afirmou que o partido vem se organizando desde o ano passado, com debates e diálogos em todas as regiões do Estado. Segundo ela, o processo incluiu a eleição das novas direções partidárias.
Ela destacou ainda que o partido está em diálogo permanente com a militância e preparando as nominatas para as disputas proporcionais.
A dirigente petista avaliou como positiva a mobilização interna do partido para a formação da nominata de deputado federal, afirmando que há mais interessados do que vagas disponíveis. “Isso mostra o quanto a militância está animada e com disposição”, disse. Segundo Samanda, o cenário reflete a compreensão, por parte dos filiados, da importância de mudar a correlação de forças no Congresso Nacional. “Quando a gente olha para o Congresso Nacional, para o desenho que está colocado hoje, muitos colocam como o pior congresso da história do Brasil”, afirmou.
Ela destacou que, no Rio Grande do Norte, a maioria da bancada federal atua contra o governo Lula. “Aqui no Rio Grande do Norte, são oito deputados federais. Dos oito, são seis que trabalham contra o Lula e apenas dois deputados, a Natália Bonavides e o Fernando Mineiro, que estão ajudando o Lula”, disse.
Por isso, segundo ela, o PT pretende ampliar sua representação. “A gente se coloca essa posição como pré-candidata a deputada federal para a gente entregar para o Lula uma bancada do Rio Grande do Norte mais comprometida em ajudá-lo”, afirmou, ao tratar de sua própria pré-candidatura.
Samanda confirmou que está em pré-campanha para a Câmara Federal. “Estou me colocando, estou rodando todo o Estado, fazendo diálogos já como pré-candidata a deputada federal pelo meu partido”, declarou. Ela lembrou que disputou o cargo pela primeira vez na última eleição geral e ficou na primeira suplência. “Eu fui candidata pela primeira vez na última eleição geral para deputada federal, nunca tinha sido candidata, numa situação ainda de nome novo, desconhecido e fiquei na primeira suplência”, disse.
Além do alinhamento com o governo federal, Samanda afirmou que sua candidatura também busca representar Mossoró e a região Oeste, que hoje não contam com deputado federal. “Eu sou nascida e criada aqui em Mossoró e, pela primeira vez depois de décadas, Mossoró ficou sem uma representação na Câmara dos Deputados”, afirmou. Segundo ela, a ausência de representantes prejudica o desenvolvimento regional. “Eu também me coloco como mossoroense, que tenho familiares aqui por todo o Médio e Alto Oeste, também olhando para esse prejuízo que Mossoró tem tido, que é de não ter uma representação nossa na Câmara dos Deputados”, completou.