RN lidera aumento de mortes violentas no Brasil em 2025; conflitos entre facções explicam alta, aponta Anuário

Postado em 23 de julho de 2026

As mortes violentas intencionais caíram 8,2% no Brasil em 2025 em relação ao ano anterior. Em contrapartida, sete estados registraram alta no quesito. Os dados são do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) na manhã desta quinta-feira (23).

Durante o ano de 2025, o Brasil registrou 40.775 mortes violentas intencionais. Na categoria estão englobadas vítimas de homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais em serviço e fora. Os números revelam uma taxa de 19,1 mortes por 100 mil habitantes.

Além da queda em relação ao ano de 2024, há também uma redução de 31,0% em comparação com 2012, primeiro ano da série histórica publicada pelo FBSP.

Mesmo com a redução das mortes violentas intencionais, sete unidades da federação registraram aumento na categoria. Elas são: Rio Grande do Norte, Rondônia, Acre, Roraima, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. 

Categorias das mortes violentas intencionais

Ao analisarmos os dados por cada tipo criminal, é possível observar que, em 2025, houve 32.914 casos de homicídios dolosos, com uma taxa nacional de 15,4 e uma variação de menos 10% em relação aos números de 2024.

Com isso, o Brasil antecipou em dois anos o cumprimento da meta nacional de redução dos homicídios prevista na Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social para 2027.

Na categoria dos homicídios dolosos estão inseridos os feminicídios. Em 2025, foram registradas 1.571 vítimas. Isso significa uma taxa de 1,4 casos por 100 mil mulheres. Os casos cresceram 4% em relação ao ano anterior. 

Algumas subcategorias também apresentaram queda entre os dois últimos anos analisados. Em 2025, foram 807 vítimas de latrocínio, com taxa de 0,4 por 100 mil habitantes, com redução de 17% em relação a 2024. Já os casos de lesão corporal seguida de morte tiveram, em 2025, 659 vítimas, com uma taxa de 0,3 por 100 mil e uma variação de menos 15,2% dos casos em comparação aos dados de 2024.

O fenômeno de redução aparece também nos casos de policiais civis e militares mortos em serviço ou fora de trabalho. No ano passado, foram registradas 139 mortes. Os números apontam para uma taxa de 0,27 casos para cada mil policiais da ativa. Isso implicou em uma variação de -3,5% em relação aos casos de 2024.

Por outro lado, em 2025, os casos de mortes em decorrência de intervenção policial em serviço ou fora totalizaram 6.602 registros. Os registros indicam um aumento de 5,4% em relação ao ano anterior.

As MDIP (mortes em decorrência de intervenção policial) representaram, em 2025, 16,2% de todas as mortes violentas intencionais. Ou seja, cada seis MVI no Brasil foram de autoria de policiais civis e militares.

Perfil das vítimas

O Anuário revela que a violência letal no Brasil tem alvos específicos. Os dados mostram que 90% das vítimas de mortes violentas intencionais são homens. O percentual sobe para 99,3% quando analisadas apenas as mortes decorrentes de intervenção policial. 

Além disso, segundo o estudo, a violência é desproporcionalmente racializada. Pessoas negras representam 79,7% das vítimas de MVI e 79,9% das vítimas de homicídio doloso.

A proporção alcança o maior patamar nas mortes decorrentes de intervenção policial, nas quais pessoas negras correspondem a 82,0% das vítimas. 

Já no que diz respeito à idade, a concentração de MVI está entre adolescentes, jovens e adultos jovens, especialmente na faixa de 18 a 24 anos.

O grupo apresenta o principal para mortes violentas intencionais, homicídio doloso e mortes decorrentes de intervenção policial. Na última categoria, a participação de pessoas de 18 a 24 anos chega a aproximadamente 36%.

Aumento das MVI em sete estados

Os estados que apresentaram crescimento nas taxas de MVI foram: 

  • Rio Grande do Norte: 19,6%
  • Rondônia: 7,5%
  • Acre: 6,3%
  • Roraima: 5,8%
  • Distrito Federal: 5,8%
  • Mato Grosso do Sul: 4,9%
  • Rio de Janeiro: 2,1%

O Rio Grande do Norte registrou o aumento mais expressivo. Os números foram motivados principalmente pelo salto nos homicídios dolosos, que passaram de 655 em 2024 para 843 em 2025. De acordo com o estudo, os conflitos entre organizações criminosas como Comando Vermelho, Sindicato do Crime e PCC (Primeiro Comando da Capital) elevaram a violência.

Em Rondônia, o principal fato para o aumento dos dados foi a letalidade policial. O número de mortes nessa categoria saltou de apenas 8 ocorrências em 2024 para 47 em 2025, e representa 9,5% do total de mortes violentas intencionais do estado. 

No Rio de Janeiro, a motivação para o aumento é a mesma. A letalidade policial, que é historicamente alta, atingiu o patamar de 20,5% de todas as mortes violentas intencionais do estado em 2025. O ano ficou marcado pela “Operação Contenção”, que deixou 122 mortos, sendo 117 civis e outros cinco agentes de segurança. 

Cidades mais violentas do Brasil

Nordeste e o Norte ainda são as regiões com as maiores taxas de mortes violentas intencionais do país (31,6 e 25,3 por 100 mil habitantes), ambas acima da média nacional. Além disso, o Nordeste concentra os 10 municípios mais violentos do Brasil em 2025.

Bahia conta com cinco cidades no ranking, o Ceará com três e Pernambuco e Paraíba com um município cada.

Veja abaixo quais são: 

  • Maranguape (CE)
  • Eunápolis (BA)
  • Maracanaú (CE)
  • Porto Seguro (BA)
  • Simões Filho (BA)
  • Jequié (BA)
  • Caucaia (CE)
  • Cabo de Santo Agostinho (PE)
  • Santa Rita (PB)
  • Juazeiro (BA)

CNN

RN desperdiça mais de 23% da energia renovável por falta de estrutura; setor fala em cenário “gravíssimo”

Postado em 23 de julho de 2026

O RN desperdiçou 23,2% de toda a energia renovável que poderia produzir entre janeiro e 20 de julho deste ano, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O índice é o maior do Nordeste e supera a média nacional, de 19,1%

Na prática, quase um quarto da energia produzida por parques eólicos e usinas solares deixou de ser aproveitada devido às limitações da rede de transmissão e ao excesso de oferta em determinados períodos. Dos 4.091 MW médios de capacidade registrados no período, 951 MW médios foram cortados.

O setor considera o cenário preocupante. O presidente da Comissão Temática de Energias Renováveis da Federação das Indústrias do Estado (Fiern), Sérgio Azevedo, classificou a situação como “gravíssima”.

Segundo ele, os cortes reduzem a receita das empresas, diminuem a arrecadação, travam novos investimentos e colocam em risco toda a cadeia produtiva de energias renováveis no estado.

Representantes da Associação Potiguar de Energias Renováveis (Aper), do Sebrae-RN e do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) compartilham da mesma avaliação.

Eles afirmam que as restrições reduzem a confiança dos investidores e comprometem o crescimento de um dos principais segmentos da economia potiguar.

Segundo as entidades, a expansão das linhas de transmissão e dos sistemas de armazenamento não tem acompanhado o ritmo de crescimento da geração eólica e solar.

Em nota, o ONS informou que as restrições são um desafio comum em países com alta participação de fontes renováveis na matriz elétrica.

O órgão afirmou que trabalha em medidas como o reforço da rede de transmissão, a implantação de sistemas de armazenamento e a ampliação da participação de grandes consumidores de energia para reduzir os cortes nos próximos anos.

informações da Tribuna do Norte.

Milena Galvão será a segunda suplente de Styvenson Valentim ao Senado

Postado em 23 de julho de 2026

O senador Styvenson Valentim definiu mais um nome para compor sua chapa na disputa pela reeleição ao Senado Federal. A vice-prefeita de Currais Novos, Milena Galvão, será anunciada como a segunda suplente.

Milena é irmã do presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira, uma das principais lideranças políticas do estado. Sua indicação amplia a presença do grupo político de Currais Novos na chapa de Styvenson e reforça a articulação com lideranças do Seridó.

A escolha também evidencia o peso político da família Galvão e de Ezequiel Ferreira na composição da aliança para as eleições de 2026, agregando uma liderança com atuação municipal e forte inserção na região Seridó.

98FM

PF investiga suspeita de corrupção e vazamento de informações sigilosas no RN

Postado em 22 de julho de 2026

A Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) deflagraram, nesta quarta-feira (22), a Operação Acesso Indevido, que investiga a suspeita de consultas irregulares em sistemas restritos da administração pública e o repasse de informações sigilosas a terceiros no Rio Grande do Norte.

Durante a operação, as equipes cumpriram um mandado de busca e apreensão em Natal. A ordem foi expedida pela Justiça e teve como objetivo recolher novos elementos para auxiliar no esclarecimento do caso.

Segundo a Polícia Federal, as investigações identificaram indícios de que um servidor público teria acessado sistemas restritos de forma indevida para consultar informações de interesse de terceiros. Os dados obtidos teriam sido compartilhados posteriormente.

A PF não informou qual órgão estaria vinculado ao servidor investigado, nem detalhou quem teria recebido as informações ou a natureza dos dados consultados.

O investigado poderá responder pelos crimes de corrupção, violação de sigilo funcional e falsidade ideológica, além de outros delitos que possam ser identificados durante as apurações.

Tribuna do Norte

Flávio diz confiar no sistema eleitoral, mas não explica informação falsa dada à embaixadores

Postado em 22 de julho de 2026


O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), divulgou uma nota nesta quarta-feira, 22, em que afirma não ter colocado em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro durante um encontro com diplomatas estrangeiros, realizado em Brasília. O comunicado foi publicado após repercussão de um trecho de seu discurso em que o parlamentar mencionou informações falsas sobre a origem das urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras.

Em nota, Flávio sustenta que sua manifestação foi interpretada de forma equivocada e afirma que “não está questionando o sistema de votação brasileiro”. O texto também diz que o senador apenas fez referência a dois episódios públicos: a reunião entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e embaixadores que resultou na inelegibilidade do ex-chefe do Executivo e um relatório recentemente divulgado pela CIA sobre supostas fraudes nas eleições da Venezuela.

O documento, porém, não esclarece a origem da afirmação feita pelo senador durante o evento de que as urnas brasileiras teriam a “mesma origem” da empresa venezuelana Smartmatic. A declaração repete uma informação falsa que já havia sido desmentida pela Justiça Eleitoral.

Durante o discurso, Flávio afirmou que uma das suspeitas sobre o processo eleitoral venezuelano envolveria a empresa Smartmatic e acrescentou que “muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”. A afirmação contraria informações oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Desde 2017, quando a alegação passou a circular nas redes sociais, o TSE informa que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas para as eleições brasileiras. Segundo a Corte, os equipamentos utilizados no País foram desenvolvidos por técnicos da Justiça Eleitoral e são fabricados por empresas contratadas por meio de licitações públicas, sem qualquer participação da companhia venezuelana.

A nova nota é assinada por Flávio Bolsonaro, pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da pré-campanha, e pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da equipe.

O comunicado afirma a “integral confiança no sistema eleitoral brasileiro” e defende a ampliação das missões internacionais de observação das eleições. Segundo o texto, a presença de observadores estrangeiros contribui para o aperfeiçoamento do processo eleitoral, ampliando a transparência, a integridade e a confiança pública nas eleições.

Estadão Conteúdo

Abstenção eleitoral preocupa TSE e pode influenciar disputa presidencial de 2026

Postado em 22 de julho de 2026

O crescimento da abstenção eleitoral tem se consolidado como um dos principais desafios para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e passou a integrar as estratégias das campanhas para as eleições de 2026. Especialistas avaliam que o aumento do não comparecimento às urnas pode influenciar o resultado da disputa pela Presidência da República, sobretudo porque o perfil dos eleitores que costumam se abster se aproxima do eleitorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.

Dados da Justiça Eleitoral mostram que a taxa de abstenção nas eleições gerais cresceu de forma gradual desde 2002. Naquele ano, 17,7% dos eleitores deixaram de votar no primeiro turno. Em 2022, o índice chegou a 20,9%, enquanto no segundo turno houve uma leve queda para 20,5%, movimento atribuído por especialistas à forte polarização entre os candidatos. Entre os municípios, Maraã (AM) registrou a maior abstenção no segundo turno de 2022, com 45,5%, enquanto Governador Valadares (MG) liderou entre as cidades com mais de 200 mil eleitores, com 27,5%.

Cientistas políticos apontam que fatores como dificuldades de acesso aos locais de votação, principalmente em regiões remotas, desinteresse pelo processo eleitoral, desatualização do cadastro de eleitores e a baixa punição pelo não comparecimento ajudam a explicar o avanço da abstenção. Atualmente, o voto é obrigatório para eleitores alfabetizados entre 18 e 70 anos, mas quem deixa de votar e não justifica a ausência paga multa de R$ 3,51 por turno. O título eleitoral é cancelado após três ausências consecutivas sem justificativa, situação que levou ao cancelamento de cerca de 5 milhões de títulos em 2025.

Para especialistas, o baixo valor da multa e a facilidade para justificar a ausência reduzem o impacto das penalidades previstas na legislação eleitoral. O cientista político Jairo Nicolau, da Fundação Getulio Vargas (FGV), defende que a pouca efetividade das sanções contribui para o crescimento gradual da abstenção, tema que deve permanecer no centro dos debates durante o processo eleitoral de 2026.

Com informações da Folha de S.Paulo

RN está entre os estados com municípios na mira do STF por irregularidades em “emendas Pix”; Natal, Tenente Laurentino Cruz, Serra de São Bento e outras cidades aparecem na lista

Postado em 22 de julho de 2026

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta terça-feira (21) que a Secretaria Judiciária da Corte notifique diretamente estados e municípios que apresentam irregularidades na prestação de contas de “emendas Pix” destinadas a eventos entre 2020 e 2024.

A decisão tem como objetivo dar cumprimento à cobrança de multa diária de 1% sobre o valor das emendas recebidas por entes que omitiram ou deixaram incompletos seus Planos de Trabalho e Relatórios de Gestão no sistema Transferegov.br.

Em março de 2025, Dino havia solicitado esclarecimentos sobre empresas beneficiadas pelo Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) e que também receberam emendas individuais de parlamentares entre 2020 e 2024. Mais de um ano depois, em junho deste ano, o ministro determinou a aplicação da multa diária para estados e municípios que não apresentaram ou não complementaram as informações exigidas na plataforma oficial de transparência.

Além disso, a AGU (Advocacia-Geral da União) apresentou ao STF um levantamento com os entes federativos que permaneciam em situação irregular mesmo após a determinação da Corte. Segundo o órgão, ainda havia:

21 casos de Planos de Ação aprovados sem nenhum Relatório de Gestão iniciado;
19 casos com Relatórios de Gestão parciais ou pendentes de finalização;
40 casos de Planos em fase de complementação sem nenhum Relatório de Gestão;
9 casos de Planos em complementação com Relatórios parciais ou incompletos.
Confira os estados e municípios apontados pela AGU:

Planos de Ação aprovados sem nenhum Relatório de Gestão iniciado
Os planos de ação foram aprovados formalmente, mas os entes não iniciaram ou não apresentaram nenhum Relatório de Gestão referente à execução dos recursos no sistema.

Estados apontados:

Amapá
Bahia
Piauí
Municípios apontados:

AM: Coari
ES: Venda Nova do Imigrante
GO: Lagoa Santa
MG: Ituiutaba
PA: Palestina do Pará
PR: Ribeirão Claro
RN: Natal, Serra de São Bento e Tenente Laurentino Cruz
RS: Torres
SE: Ribeirópolis
SP: Mairiporã
TO: Barra do Ouro, Bernardo Sayão, Caseara e Porto Nacional

Planos de Ação aprovados com Relatórios parciais ou pendentes de finalização
Os planos foram aprovados e a prestação de contas foi iniciada, mas os relatórios permanecem parciais, pendentes de envio ou sem conclusão formal.

Estados apontados:

Bahia (Sufotur)
Goiás (Goiás Turismo)
Sergipe

Municípios apontados:

GO: Córrego do Ouro, Pilar de Goiás, Santo Antônio da Barra e Varjão
MG: Caxambu e Conquista
MS: Porto Murtinho
PA: Conceição do Araguaia
PR: Piraí do Sul e Santa Mariana
RN: Natal e Riacho da Cruz
RS: Caxias do Sul e Gramado
SE: Aracaju
Planos em fase de complementação sem nenhum Relatório de Gestão
Os planos de trabalho ainda necessitam de correções ou complementações documentais e, paralelamente, os entes não apresentaram nenhum Relatório de Gestão.

Estados apontados:

Amapá
Bahia
Paraíba
Municípios apontados:

AP: Macapá
BA: Gandu e Tucano
ES: Água Doce do Norte
MA: Magalhães de Almeida
MG: Ituiutaba, Juiz de Fora e Machacalis
MT: Chapada dos Guimarães
PB: Jucati e Pedra Branca
PE: Capoeiras
PI: Barra d’Alcântara, Buriti dos Lopes e Tanque do Piauí
RJ: Nova Friburgo
RN: Areia Branca, Macau, Natal e Riacho da Cruz
RO: Urupá
SC: Bela Vista do Toldo
SE: Ribeirópolis
SP: Aparecida
TO: Lajeado, Palmeirante e Porto Nacional

CNN

Três mandados de prisão são cumpridos em Currais Novos

Postado em 22 de julho de 2026

Nesta terça-feira, 21 de julho, equipes policiais realizaram o cumprimento de três mandados de prisão no município de Currais Novos, em mais uma ação voltada ao fortalecimento da segurança pública e à preservação da ordem social.

As diligências foram conduzidas com planejamento e comprometimento, resultando no êxito das ações e contribuindo para o cumprimento das decisões judiciais, reforçando o compromisso das forças de segurança com a proteção da sociedade.

A retirada de indivíduos procurados pela Justiça do convívio social representa um importante passo para a promoção da tranquilidade da população, fortalecendo a sensação de segurança e a confiança da comunidade no trabalho policial.
O Tenente-Coronel Medeiros parabenizou todos os policiais envolvidos pela dedicação, profissionalismo e empenho demonstrados durante as diligências.

13º BPM

Currais-novense Rafael Batista será palestrante no maior congresso de educação do Norte-Nordeste

Postado em 22 de julho de 2026

O currais-novense Rafael Batista será um dos palestrantes do maior congresso de educação do Norte-Nordeste, que acontecerá no Centro de Convenções de Natal, reunindo profissionais, pesquisadores e educadores de diversas regiões do país.

Durante o evento, Rafael apresentará a palestra “Neuroanatomia da Aprendizagem: de dentro para fora”, abordando de forma prática e científica como o cérebro processa, absorve e transforma o conhecimento. A proposta é oferecer reflexões e estratégias voltadas ao processo de ensino e aprendizagem, contribuindo com educadores, estudantes e interessados no desenvolvimento humano.

A participação de Rafael Batista no congresso representa um importante reconhecimento ao seu trabalho e leva o nome de Currais Novos a um dos maiores eventos educacionais da região, reforçando o talento e a capacidade dos profissionais da cidade em se destacarem no cenário estadual.

CONVENÇÃO CARTORIAL DA UNIÃO PROGRESSISTA HOMOLOGA PRÉ-CANDIDATURA DE NELTER QUEIROZ; PESQUISA APONTA DEPUTADO EM 1º LUGAR NA DISPUTA POR VAGA NA ASSEMBLEIA

Postado em 22 de julho de 2026

A Federação União Progressista (União Brasil/Progressistas) homologou, nesta segunda-feira (20), durante convenção cartorial realizada em Natal, a pré-candidatura à reeleição do deputado estadual Nelter Queiroz (Progressistas). A oficialização ocorre em um momento de fortalecimento político do parlamentar, impulsionado pelo resultado da mais recente pesquisa Data Census/Mega Portal RN, divulgada também na segunda-feira, que coloca Nelter na liderança da corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa.

De acordo com o levantamento, o deputado aparece com 1,6% das intenções de voto na pesquisa espontânea, ocupando o 1º lugar geral entre os pré-candidatos a deputado estadual e também a 1ª colocação dentro da Federação União Progressista. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de julho, ouvindo 2.000 eleitores em 60 municípios do Rio Grande do Norte. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança, e registro na Justiça Eleitoral sob os números RN-08307/2026 e BR-01168/2026.

Para Nelter Queiroz, a homologação de sua pré-candidatura e o desempenho nas pesquisas representam o reconhecimento de um mandato construído com presença constante nos municípios, defesa dos mais humildes e atuação em favor do desenvolvimento do Rio Grande do Norte. “Recebo esse resultado com muita gratidão, humildade e, acima de tudo, com ainda mais responsabilidade. Nosso compromisso continua sendo o mesmo: trabalhar pelos municípios, defender quem mais precisa e honrar a confiança do povo potiguar. A homologação da nossa pré-candidatura fortalece esse projeto, que é coletivo e construído ao lado de tantas lideranças e amigos em todas as regiões do Estado”, destacou o parlamentar.

Deputado estadual em seu nono mandato consecutivo e pré-candidato à reeleição, Nelter Queiroz tem intensificado sua agenda pelo Rio Grande do Norte, dialogando com lideranças políticas, representantes de diversos setores da sociedade e a população dos municípios, consolidando apoios para a disputa eleitoral de 2026.

A convenção cartorial da Federação União Progressista marcou o início oficial da organização partidária para as eleições deste ano, reunindo dirigentes e pré-candidatos da legenda em torno do projeto político da federação no Rio Grande do Norte. Com a homologação, Nelter Queiroz segue credenciado para buscar o décimo mandato consecutivo na Assembleia Legislativa, respaldado por um histórico de atuação parlamentar e pelo desempenho registrado nas pesquisas de intenção de voto.

IVP abre matrículas para curso técnico subsequente em Edificações em Currais Novos

Postado em 22 de julho de 2026

O Instituto Vivaldo Pereira (IVP) está com matrículas abertas para o Curso Técnico Subsequente em Edificações, uma excelente oportunidade para quem deseja se qualificar e ingressar no mercado da construção civil.

O curso é voltado para quem já concluiu o Ensino Médio e busca formação técnica em uma área com alta demanda por profissionais. Durante a formação, os alunos terão acesso a conteúdos voltados para qualidade na construção, leitura de projetos, sustentabilidade e segurança, preparando-os para atuar em diferentes segmentos da construção civil.

As inscrições podem ser realizadas pelo SigEduc, e as matrículas estão previstas para o dia 28 de julho.

Os interessados devem procurar o Instituto Vivaldo Pereira (IVP) para obter mais informações sobre o processo de matrícula e garantir uma vaga no curso.

Tereza Cristina recusa convite para ser vice de Flávio Bolsonaro

Postado em 22 de julho de 2026

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) recusou o convite para ser candidata a vice-presidente na chapa do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A informação foi confirmada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

A negativa ocorreu após reunião entre Valdemar e a senadora nesta terça-feira 21. Segundo interlocutores, Tereza Cristina informou que seu projeto político é disputar a presidência do Senado Federal em 2027 e avalia que participar da campanha presidencial inviabilizaria essa candidatura.

Com a recusa, o PL continua buscando uma candidata a vice entre partidos do Centrão, como União Brasil, Progressistas (PP) e Republicanos.

A convenção que deve confirmar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência está marcada para o próximo sábado 25, em São Paulo.

Partido continua tentando coligação com federação formada por PP e União ou Republicanos, diz Marinho
Segundo o coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), o partido continuará tentando formar uma coligação até o último momento com a federação formada por PP e União Brasil ou com o Republicanos.

Após a desistência de Tereza Cristina, permanecem cotadas para a vaga de vice, pelo PP, as deputadas federais Simone Marchetto (PP-SP) e Clarissa Tercio (PP-PE).

No Republicanos, o nome defendido por Flávio Bolsonaro é Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal no governo Jair Bolsonaro e ex-assessora especial do então ministro da Economia, Paulo Guedes.

Apesar das conversas, PP, União Brasil e Republicanos mantêm, neste momento, uma posição de neutralidade em relação à disputa presidencial, especialmente a federação formada por União Brasil e Progressistas.

Segundo interlocutores, a posição é influenciada por dificuldades para compor palanques estaduais e por divergências políticas. Entre elas está o descontentamento do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), que afirma não ter recebido apoio de Flávio Bolsonaro quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada às suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro.

No caso do Republicanos, dirigentes da legenda também apontam dificuldades de composição em estados como Roraima, Sergipe e Mato Grosso, onde o PL resiste em apoiar candidatos do partido considerados competitivos.

AGORA RN

Lula lidera corrida presidencial no RN com 51%; Flávio Bolsonaro tem 35%

Postado em 22 de julho de 2026

Pesquisa do Instituto Exatus aponta o presidente Lula (PT) na liderança da disputa pela Presidência da República no RN. No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, Lula registra 51,30% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) soma 34,94%.

A diferença entre os dois principais nomes é de 16,36 pontos percentuais.

Na sequência, aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 1,84%; Renan Santos (Missão), com 1,15%; Augusto Cury (Avante), com 0,75%; e Romeu Zema (Novo), com 0,54%.

Também foram citados Cabo Daciolo (Mobiliza) e Joaquim Barbosa (DC), ambos com 0,34%, além de Samara Martins (UP), com 0,12%. Outros 5,17% disseram não votar em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 3,52% não souberam responder.

Considerando apenas os votos válidos, com exclusão dos votos brancos e nulos, Lula chega a 56,2% no RN, enquanto Flávio Bolsonaro soma 38,3%.

No cenário espontâneo, quando o eleitor responde sem receber uma lista de candidatos, Lula também lidera, com 47,76% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 30,13%.

A diferença entre os dois, nesse cenário, é de 17,63 pontos percentuais.

Ainda na espontânea, Ronaldo Caiado registra 1,19%; Renan Santos, 0,69%; Romeu Zema, 0,34%; Augusto Cury, 0,20%; Ciro Gomes, 0,11%; Joaquim Barbosa, 0,10%; e Cabo Daciolo, 0,04%.

Outros 15,56% afirmaram não saber em quem votar e 3,88% declararam voto branco, nulo ou em nenhum candidato.

A pesquisa Exatus ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do RN entre os dias 7 e 10 de julho de 2026. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números RN-02620/2026 e BR-07763/2026.

NOVO Notícias

Candidatos ao Governo do RN poderão gastar R$ 7,1 milhões no primeiro turno

Postado em 22 de julho de 2026

Os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte poderão gastar até R$ 7,1 milhões no primeiro turno das eleições de 2026. Caso a disputa estadual avance para o segundo turno, cada concorrente terá direito a utilizar mais R$ 3,5 milhões, elevando o limite total da campanha para mais de R$ 10,6 milhões.

Os valores foram oficializados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em portaria publicada nesta terça-feira 21. A Corte definiu os tetos de despesas para todos os cargos em disputa nas eleições de outubro, mantendo os mesmos limites nominais adotados em 2022.

No Rio Grande do Norte, cada candidato ao Senado poderá gastar até R$ 3,8 milhões. Como duas vagas estarão em disputa, o limite será aplicado individualmente a cada candidatura.

Para deputado federal, o teto será de R$ 3,1 milhões por candidato. Quem concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa poderá gastar, no máximo, R$ 1,2 milhão. Diferentemente dos limites para governador e senador, que variam conforme o tamanho do colégio eleitoral de cada estado, os valores das campanhas proporcionais serão iguais em todas as unidades da Federação.

No Rio Grande do Norte, a disputa para o Governo do RN deverá ter cinco candidatos: o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União), o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL), o ex-secretário estadual da Fazenda Cadu Xavier (PT) e os professores Dário Barbosa (PSTU) e Robério Paulino (Psol).

Para o Senado, os nomes em disputa deverão ser: os atuais senadores Styvenson Valentim (Podemos) e Zenaide Maia (PSD), candidatos à reeleição; o militar Coronel Hélio (PL); o ex-deputado federal Rafael Motta (PDT); a vereadora de Natal Samanda Alves (PT); o ex-deputado estadual Sandro Pimentel (Psol); a médica pediatra Sônia Godeiro (Psol); a servidora da Saúde Rosália Fernandes (PSTU); e a professora Luciana Lima (PSTU).

Na disputa pela Presidência da República, cada candidato poderá gastar até R$ 88,9 milhões no primeiro turno. Se houver uma segunda votação, será permitido utilizar mais R$ 44,5 milhões. Assim, uma campanha presidencial poderá chegar a aproximadamente R$ 133,4 milhões durante todo o processo eleitoral.

Segundo apuração do jornal Folha de S.Paulo, o PT reservou R$ 126 milhões para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, valor equivalente a 20,6% do fundo eleitoral recebido pela legenda.

A maior parte dos recursos petistas, correspondente a 43%, deverá ser destinada às campanhas para a Câmara dos Deputados, cargo que concentra o maior número de candidatos. Já o PL, que terá a candidatura do senador Flávio Bolsonaro, terá o maior volume do fundo eleitoral entre os partidos em 2026, com R$ 815 milhões ao todo.

Além dos recursos públicos, o partido de Flávio Bolsonaro conta com doações de pessoas físicas. Consideradas essas receitas, a legenda teria recursos suficientes para financiar integralmente a campanha presidencial sem utilizar o fundo eleitoral nessa candidatura.

Valores mantidos
A manutenção dos limites de 2022 atendeu a um pedido feito pelos presidentes dos partidos ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Os dirigentes argumentaram que um reajuste poderia criar distorções entre as candidaturas, já que o fundo eleitoral permaneceu em R$ 4,9 bilhões, o mesmo valor disponibilizado nas eleições gerais anteriores.

A decisão foi formalizada em resolução aprovada por unanimidade pelo plenário do TSE no dia 1º de julho. Na ocasião, Nunes Marques afirmou que o veto ao reajuste do fundo partidário proposto pelo Congresso Nacional em 2025 também justificava a manutenção dos limites das campanhas. “O reajuste do teto de gastos para os cargos em disputa nas eleições deste ano não refletiria a realidade financeira das agremiações brasileiras que, materialmente, terão menos dinheiro para investir em suas candidaturas”, afirmou o ministro.

Os valores definidos pelo TSE não abrangem apenas as despesas pagas diretamente pelos candidatos. Também entram no cálculo as transferências financeiras realizadas para outros partidos ou candidaturas e as chamadas doações estimáveis em dinheiro, como bens e serviços cedidos gratuitamente, mas que possuem valor econômico.

Os recursos transferidos pela candidatura para a conta do partido também poderão ser contabilizados no limite. Nesse caso, será considerado o montante que exceder as despesas efetivamente realizadas pela legenda em benefício do candidato. A regra não se aplica às transferências referentes às sobras de campanha.

As convenções partidárias, nas quais as legendas e federações formalizam seus candidatos, começaram nesta segunda-feira 20 e poderão ser realizadas até 5 de agosto. Depois disso, os partidos terão até 15 de agosto para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral. A campanha começará oficialmente em 16 de agosto, quando os candidatos estarão autorizados a pedir votos e realizar os atos eleitorais previstos na legislação.

Limites de gastos no Rio Grande do Norte
Governador no primeiro turno: R$ 7.115.522,46
Acréscimo para o segundo turno: R$ 3.557.761,23
Governador nos dois turnos: R$ 10.673.283,69
Senador: R$ 3.811.887,03
Deputado federal: R$ 3.176.572,53
Deputado estadual: R$ 1.270.629,01

agora rn

Déficit supera R$ 55,9 bilhões e amplia pressão na Previdência do RN

Postado em 22 de julho de 2026

O déficit atuarial do Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais do Rio Grande do Norte (Ipern) alcançou R$ 55,94 bilhões em dezembro de 2025, segundo relatório apresentado ao Conselho Estadual de Previdência Social. O resultado evidencia que, no longo prazo, os recursos projetados para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) não serão suficientes para custear todas as aposentadorias e pensões previstas pelas regras atuais, reforçando a necessidade de medidas para garantir o equilíbrio financeiro do sistema. Atualmente, o Tesouro Estadual precisa arcar mensalmente com um valor de cerca de R$ 150 milhões para compensar a falta de recursos da previdência.

O cenário ganha relevância em meio ao impasse envolvendo a determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), que, em setembro do ano passado, estabeleceu prazo para que o Governo apresentasse um plano de amortização do déficit atuarial. Passados os 60 dias úteis fixados pela Corte, o plano não foi entregue. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) apresentou embargos de declaração e aguarda o julgamento do recurso pela conselheira relatora Ana Paula de Oliveira Gomes, que já solicitou parecer do Ministério Público de Contas, mas ainda não definiu prazo para julgar o processo.

O déficit apresentado é uma estimativa técnica que compara as obrigações futuras do regime com os recursos e contribuições previstos ao longo das próximas décadas. O economista Helder Cavalcanti explica que o indicador mede a sustentabilidade do sistema previdenciário. “Esse número não corresponde a uma dívida exigível hoje nem significa incapacidade imediata de pagamento aos aposentados e pensionistas. É um instrumento de planejamento que aponta a necessidade de adoção de medidas para garantir o equilíbrio do regime no futuro”, afirma.

O relatório atuarial mostra que o Ipern administra atualmente a previdência de 49.374 servidores ativos, além de 45.686 aposentados e 8.325 pensionistas. As provisões para pagamento dos benefícios futuros somam R$ 60,34 bilhões, enquanto os ativos do plano alcançam R$ 4,39 bilhões, incluindo fundos de investimento e compensações previdenciárias. A diferença entre obrigações e ativos resulta no déficit atuarial de R$ 55,94 bilhões.

Na avaliação do presidente do Conselho Estadual de Previdência Social, Eleazar Cavalcante de Brito, a previdência representa hoje o maior desafio fiscal do Estado. Segundo ele, o problema tende a se agravar em razão do crescimento contínuo das despesas com aposentadorias e pensões e da redução da arrecadação previdenciária. “O principal desafio é equilibrar as contas. Isso exige vontade política, entendimento entre os três Poderes e definição de fontes de financiamento para o sistema”, afirma.

Ele ressalta que o Estado é obrigado a honrar com o pagamento. “A responsabilidade pela cobertura é do ente instituidor. O Estado continua obrigado a garantir o pagamento das aposentadorias e pensões”, diz. No último mês, o pagamento de aposentados e pensionistas foi feito com atraso.

O economista Helder Cavalcanti reforça: “Os benefícios possuem proteção constitucional e o Estado permanece responsável.”

Ele lembra que déficits atuariais elevados são uma realidade comum entre os regimes próprios estaduais. Segundo ele, fatores como o envelhecimento da população, o aumento da expectativa de vida e a redução da proporção entre servidores ativos e aposentados pressionam as contas previdenciárias em praticamente todo o país. “A sustentabilidade do sistema é fundamental para assegurar que os direitos dos atuais aposentados e pensionistas sejam preservados e que os servidores da ativa possam construir sua aposentadoria com segurança.”

Procurado, o Ipern informou que não comentaria o assunto “enquanto os estudos não forem concluídos e aprovados pelo governo.”

Para o presidente do Conselho, a solução passa por medidas estruturais que ultrapassam um único governo. Entre elas, cita a necessidade de maior integração entre os Poderes no financiamento do déficit previdenciário e o fortalecimento da transparência das informações disponibilizadas pelo Ipern.

“O orçamento do Executivo acaba suportando sozinho esse déficit. O ideal seria uma equalização entre os Poderes. Também é fundamental ampliar a transparência dos dados previdenciários, como determina a legislação”, defende Eleazar de Brito.

Helder Cavalcanti destaca que, entre as medidas normalmente adotadas pelos estados que vivenciam situação semelhante, estão planos de amortização do déficit, ajustes nas regras previdenciárias, revisão periódica das avaliações atuariais, fortalecimento da política de investimentos dos recursos previdenciários e aportes financeiros programados pelo ente público. “O enfrentamento desse desafio exige planejamento permanente. A previdência pública precisa ser administrada com visão de longo prazo, porque seus compromissos ultrapassam governos e alcançam diversas gerações de servidores”, afirma o economista.

Tribuna do Norte