O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou que a esquerda brasileira também precisa aprender a lidar com os novos anseios do trabalhador, após as mudanças nas relações do trabalho. Ele fez a consideração durante entrevista concedida ao podcast brasileiro Calma Urgente! ainda em Barcelona, durante viagem para Europa.
“Não podemos pegar um conjunto de brasileiros e brasileiras que querem trabalhar de um outro jeito e brigar com eles, ou se eles quiserem trabalhar daquele jeito. A opção é tentar mostrar a ele que o que queremos é garantir um sistema de segurança. Nós queremos segurar uma jornada mínima de trabalho. Eles têm que ter uma jornada que não seja escravocrata.”
Lula citou como exemplo o caso de entregadores, que não têm a intenção de pagar o INSS, mas que correm o risco de se machucarem durante o trabalho. “Quando a gente é muito jovem, a gente acha que o mundo não vai ter problema nenhum. A gente nem pensa em aposentadoria. Daqui a pouco a gente chega aos 50, começa a pensar.”
Big techs
O presidente mostrou otimismo em relação ao processo de regulação das Big Techs “da melhor forma possível”, ainda que o debate esteja travado no Congresso Nacional. Para ele, o assunto não pode estar relacionado ao debate de que haveria limites para a liberdade de expressão e nem à promiscuidade.
“A regulação, necessariamente, não está proibindo as pessoas de falarem. Não tem nada a ver com liberdade de expressão”, disse. Em outro momento da entrevista, complementou: “A gente tem que ter a regulação, claro. A sociedade civil tem que estar satisfeita com o funcionamento das redes digitais.”
A sugestão legislativa de regulamentação do uso e autocultivo de maconha no Brasil foi rejeitada pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) em reunião na última quarta-feira (15). Os senadores acompanharam o voto do senador Eduardo Girão (NOVO-CE), que chamou atenção para os efeitos nocivos da substância e para a “inviabilidade prática” da fiscalização do produto.
A sugestão (SUG 25/2020) deriva de ideia legislativa apresentada ao e-Cidadania pelo cidadão Diego B., que recebeu mais de 20 mil apoios em um mês. Além de regulamentar o uso adulto da maconha, a ideia estipula uma quantidade permitida de até 20 plantas por pessoa, com o objetivo de tornar possível o acesso à cannabis sem depender do comércio ilegal.
Em seu relatório, porém, Girão discordou dos argumentos, mencionando impactos negativos para a saúde pública, a segurança e a capacidade de fiscalização do Estado. Ele citou a permissão para uso medicinal de produtos à base de cannabis, que é submetida a rigoroso controle.
“Mesmo no âmbito medicinal, o Estado brasileiro opera sob uma lógica de cautela e controle intensivo. Não há, em nenhuma hipótese, autorização para autocultivo irrestrito, tampouco para uso recreativo. Ao contrário, a evolução regulatória evidencia que quanto maior o conhecimento técnico sobre a matéria, maior tem sido a necessidade de controle e supervisão estatal.”
Na discussão do projeto, o senador avaliou que a proposta ecoa o sentimento de uma parcela pequena da sociedade, pois, conforme salientou, a maior parte da população é contra a liberação das drogas. Ele criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) pela decisão de liberar o porte de pequenas quantidades de maconha.
“Eles não param o ativismo. Sei lá a quais interesses servem, mas aqui no Senado a gente vai fazer o nosso papel, e nós estamos aqui rejeitando uma proposta de regulamentação (…). É o Congresso resistindo, mesmo com a nossa democracia em frangalhos”, disse Girão.
O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) concordou, acrescentando que a liberação das drogas dificultaria o controle sobre a circulação das substâncias.
“Se nós não cuidarmos das nossas crianças e dos nossos jovens, nós vamos ter um futuro muito triste para o nosso país. Vai ser muito triste para o país e, talvez, pelo mundo afora”, completou Jaime Bagattoli.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino acompanhou o relator Alexandre de Moraes e votou nesta terça-feira (21), pela condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). A ministra Cármen Lúcia já havia acompanhado Moraes na segunda-feira, 20.
Para os ministros, o filho de Jair Bolsonaro (PL) cometeu o crime ao publicar conteúdo falso nas redes sociais sobre uma proposta elaborada por Tabata para distribuição gratuita de absorventes em espaços públicos.
No voto, Moraes fixou pena de um ano de detenção para Eduardo, em regime inicial aberto, e 39 dias-multa, cada um equivalente a dois salários mínimos, ou seja, cerca de R$ 126,4 mil nos valores atuais. Em razão do tamanho da pena, o cumprimento se iniciaria no regime aberto.
O caso está sendo analisado pelo plenário virtual da Corte desde a última sexta-feira (17). Com o voto de Dino, o placar está em 3 votos a 0 pela condenação do ex-deputado. Restam ainda os votos de outros sete ministros empossados. A Corte está com apenas 10 ministros em razão de não ter havido a aprovação de um novo nome após a saída de Luís Roberto Barroso. Jorge Messias, indicado do presidente Lula, passará por sabatina no final do mês no Senado.
A ação foi aberta a partir de uma queixa-crime apresentada por Tabata ao STF, em março de 2023, após Eduardo compartilhar uma publicação em que sugeria que a deputada teria proposto a lei para beneficiar o empresário Jorge Paulo Lemann. Segundo o voto do relator, as informações divulgadas não tinham base factual e configuraram ofensa à reputação da parlamentar.
Em outubro de 2021, o então presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo, vetou a distribuição gratuita de absorventes menstruais para estudantes de baixa renda em escolas públicas e pessoas em situação de rua ou extrema vulnerabilidade. Essa decisão provocou reações contrárias ao veto, inclusive da deputada Tabata Amaral.
No mesmo período, Eduardo compartilhou uma publicação no X (antigo Twitter), alegando que o posicionamento de Tabata contra o veto ao projeto de lei tinha como intenção beneficiar Jorge Paulo Lemann. De acordo com a publicação, Tabata teria supostamente criado o projeto de lei sobre absorventes e recebido financiamento de Lemann para sua campanha. O texto ainda alegava que o empresário era sócio da P&G, empresa que fabrica absorventes.
Porém, nenhuma das três afirmações é verdadeira. A campanha de Tabata não foi financiada por Jorge Paulo Lemann, que também não possui participação na P&G. Diante disso, Tabata entrou com a ação contra Eduardo.
Durante interrogatório, Eduardo admitiu ter feito as publicações mas não soube informar de onde havia obtido as informações divulgadas. “Ao consentir que as afirmações não provêm de fontes confiáveis, o réu revela o dolo empregado na ação difamatória”, escreveu Moraes no voto.
Na ação, a defesa de Eduardo Bolsonaro alegou imunidade parlamentar, mas o argumento foi rejeitado pelo relator. Para Moraes, a proteção só se aplica quando há vínculo do caso com a atividade legislativa, o que não se verifica nessa situação. Ele afirmou que as declarações extrapolaram os limites da atuação parlamentar e configuraram ofensa à honra, não sendo possível invocar a imunidade como “escudo protetivo da prática de atividades ilícitas”.
A Procuradoria-Geral da República se manifestou favorável a condenação e concluiu que ocorreu o delito de difamação, sujeito a uma pena de detenção de três meses a um ano, acompanhada de multa.
Eduardo critica falta de imparcialidade de Moraes
Nesta segunda-feira (20), Eduardo Bolsonaro fez uma publicação criticando a presença de Alexandre de Moraes no casamento de Tabata Amaral com o prefeito de Recife, João Campos (PSB). Segundo Eduardo, Moraes não teria sido imparcial ao votar pela sua condenação, já que ele seria amigo do casal. A festa ocorreu no dia 21 de fevereiro deste ano.
“Na mesma imagem: a autora do processo contra mim (Tabata) e o ‘juiz’ (Moraes) que me condenou a 1 ano de prisão + multa, tudo no casamento dela! Isso que se tornou o Brasil com a associação Lula-Moraes. Já imaginou ser condenado por um juiz amigo daquela que te processa?”, escreveu Eduardo.
Começa a valer nesta quarta-feira (22) as novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida. As mudanças englobam a ampliação do limite de renda familiar, bem como do teto do valor dos imóveis.
As alterações foram aprovadas em março pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), responsável por financiar os imóveis do programa. A partir de agora, a iniciativa passa a contemplar famílias com renda mensal de até R$ 13 mil, ampliando o alcance para a classe média.
Veja os novos limites por renda familiar:
Faixa 1: passou de R$ 2.850 para até R$ 3.200 Faixa 2: passou de R$ 4.700 para até R$ 5.000 Faixa 3: passou de R$ 8.600 para até R$ 9.600 Faixa 4: passou de R$ 12.000 para até R$ 13.000
Com a atualização, ao menos 87,5 mil famílias brasileiras devem ser beneficiadas com a redução nas taxas de juros em seu financiamento habitacional. Isso porque os juros cobrados dentro do programa aumentam gradualmente conforme a faixa de renda. Uma família com renda mensal de R$ 4,9 mil, por exemplo, migra da faixa 3 para a faixa 2, o que fará a taxa de juros cair de 7,66% para 6,5%.
Outra mudança no programa envolve a ampliação do valor máximo dos imóveis financiáveis, o que permite o acesso a unidades maiores ou melhor localizadas. O teto das faixas 3 e 4 foi de R$ 350 mil para R$ 400 mil e de R$ 500 mil para R$ 600 mil, respectivamente. O valor máximo dos imóveis nas faixas 1 e 2, por sua vez, seguem em R$ 275 mil, conforme atualização publicada no começo do ano.
Os principais bancos que financiam o Minha Casa, Minha Vida são a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. No caso da Caixa, interessados em financiar um imóvel pelo programa podem realizar simulações através do site do banco ou do aplicativo Habitação Caixa. A simulação é gratuita e permite ao interessado avaliar a melhor condição de financiamento antes de iniciar a contratação.
Segundo o Conselho Curador do FGTS, as mudanças buscam atualizar os parâmetros do programa diante da evolução do salário mínimo e ampliar o acesso ao financiamento habitacional. O impacto estimado é de R$ 500 milhões em subsídios e cerca de R$ 3,6 bilhões em recursos onerosos, com parte dos valores sendo absorvida pelo Fundo Social.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça, 21, que está estendendo o cessar-fogo com o Irã até que uma proposta seja submetida pelos país persa e as discussões sejam concluídas “de uma forma ou de outra”.
Em post na Truth Social, o republicano disse que a decisão de suspender os ataques veio a pedido do marechal de campo paquistanês, Asim Munir, e do primeiro-ministro Shehbaz Sharif, até a apresentação de uma proposta unificada.
Segundo Trump, o exército americano continuará o bloqueio no Estreito de Ormuz e nos portos iranianos.
Depois de antecipar a sabatina de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) em um dia por conta do feriado de 1º de maio, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado reagendou a sessão para 29 de abril, às 9h.
A análise estava marcada originalmente para a data – uma quarta-feira –, mas foi alterada pela proximidade com o Dia do Trabalhador – que cai na sexta. O nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o cargo vago desde a saída do ministro Luís Roberto Barroso em outubro recebeu parecer favorável do relator, senador Weverton Rocha (PDT-MA).
A previsão, conforme Weverton, é que, findada a sabatina, os senadores prossigam com a votação na CCJ e em plenário no mesmo dia. Messias precisa de ao menos 41 votos para ser aprovado.
Advogado-geral da União (AGU) desde início de 2023, Messias representa a terceira indicação de Lula ao STF no atual governo do petista. Os primeiros foram Cristiano Zanin, que atuou como advogado de Lula durante a Lava Jato, e Flávio Dino, ministro da Justiça no governo petista.
A escolha desagradou Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, que tinha preferência pelo senador e ex-presidente do Congresso Rodrigo Pacheco (PSB-MG), seu aliado próximo . Por isso, o governo cozinhou a formalização do indicado por mais de quatro meses, enviando mensagem à Casa apenas no fim de março.
Messias precisa ser aprovado tanto na CCJ quanto no plenário do Senado com maioria de votos – ou seja, pelo menos 41 senadores favoráveis.
Uma cobra da espécie jiboia foi capturada dentro de uma residência no bairro Nova Mossoró, em Mossoró, na Região Oeste do Rio Grande do Norte, nesta segunda-feira 20. O animal foi encontrado sobre a mesa da cozinha, o que levou moradores a acionarem o Pelotão de Ação Ambiental (PAAM), da Guarda Civil Municipal.
De acordo com a corporação, a equipe especializada realizou a captura de forma segura, sem ferimentos, garantindo a proteção dos moradores e do animal. A jiboia estava sobre uma bandeja, enrolada a potes posicionados na mesa.
Segundo a família, o animal já vinha sendo visto na vizinhança desde o sábado, por meio de imagens de câmeras de segurança. Antes de ser encontrado na cozinha, a jiboia chegou a se enrolar em um ventilador dentro da residência e derrubá-lo.
A Polícia Ambiental foi acionada e realizou o resgate com equipamentos adequados. Após a captura, o animal foi encaminhado para os procedimentos ambientais e deverá ser devolvido ao habitat natural.
A Guarda Civil Municipal orienta que, ao encontrar animais silvestres em áreas urbanas, a população não tente realizar a captura por conta própria e acione o Centro Integrado de Operações de Trânsito e Segurança (CIOTS) pelo telefone 153.
A Eli Lilly, conhecida pelo medicamento Mounjaro, está em negociações avançadas para a aquisição da Kelonia Therapeutics em um acordo que pode chegar a US$ 7 bilhões, reforçando sua aposta no mercado global de tratamentos oncológicos.
A transação prevê um pagamento inicial de US$ 3,25 bilhões em dinheiro, além de valores adicionais condicionados ao cumprimento de marcos clínicos, regulatórios e comerciais. O fechamento é esperado para o segundo semestre de 2026 e foi informado inicialmente pelo The Wall Street Journal.
A Kelonia desenvolve terapias inovadoras para mieloma múltiplo, um tipo de câncer do sangue. Entre as apostas estão terapias celulares intravenosas “in vivo”, que reprogramam glóbulos brancos diretamente no organismo — uma abordagem que pode tornar os tratamentos mais acessíveis e potencialmente dispensar a quimioterapia.
O movimento amplia a presença da Lilly em um mercado global estimado em US$ 240 bilhões, analisou a Barron’s. Hoje, os medicamentos contra câncer já representam uma fatia relevante do negócio, com US$ 9,4 bilhões em receita dentro de um total de US$ 65,2 bilhões. Ainda assim, a empresa conta com apenas um remédio voltado a cânceres hematológicos, o Jaypirca.
Em março, segundo a Barron’s, o HSBC rebaixou a recomendação para os papéis da Lilly, citando revisões nas perspectivas para o mercado de medicamentos contra obesidade, segmento em que a farmacêutica é líder.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (21) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deveria receber logo o prêmio Nobel da Paz para ver se as guerras acabam. A declaração foi feita em tom de brincadeira ao lado do primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro.
Trump pleiteia o Nobel da Paz desde o início de seu segundo mandato na Casa Branca. Segundo o republicano, ele é merecedor da honraria por supostamente ter encerrado oito conflitos. O dado é contestado por especialistas e contraditório em um momento em que os EUA estendem a guerra no Irã, iniciada há quase dois meses pelo país norte-americano e por Israel.
Lula também questiona a campanha do líder dos Estados Unidos para o Nobel. Em sua viagem pela Europa, que incluiu passagens por Espanha e Alemanha antes da chegada a Portugal, o petista repetiu em discursos seu descontentamento com a quantidade de conflitos bélicos no mundo atualmente. E criticou Trump pelo o que ele chamou de “guerra da insensatez” no Oriente Médio.
“É importante, primeiro-ministro [Montenegro], lembrar que hoje nós temos a maior quantidade de conflitos da história depois da Segunda Guerra e não tem uma única instituição capaz de falar a palavra paz. O que a gente vê todo santo dia são declarações, que eu não sei se brincadeira ou não, o presidente Trump dizendo que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o Prêmio Nobel da Paz. Então, é importante que a gente dê logo um prêmio Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra. Aí o mundo vai viver em paz tranquilamente”, ironizou.
O último prêmio Nobel da Paz, em 2025, foi entregue a María Corina Machado, líder da oposição venezuelana ao regime chavista. A decisão do comitê foi criticada por Trump, que atribuiu a si o mérito pela homenagem a Corina Machado.
Quatro presidentes dos Estados Unidos já receberam o Nobel da Paz, três deles durante o período no comando do país. O último foi o democrata Barack Obama, em 2009.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) considera entre aliados a possibilidade de ter como vice na chapa à presidência da República a vereadora mais votada de Fortaleza, Priscila Costa. Ela também é vice-presidente do PL Mulher e é próxima de Michelle Bolsonaro, que já declarou apoio à vereadora na disputa por uma vaga ao Senado.
No início de abril, Flávio Bolsonaro esteve com a vereadora e com o pai dela, o pastor Teixeira Rêgo, que é presidente da igreja Assembleia de Deus da Bela Vista. O senador tem feito gestos aos evangélicos. No entanto, a adesão à campanha ainda não aconteceu da maneira esperada.
Um dos problemas enfrentados pelo senador está em São Paulo, onde o deputado federal Marco Feliciano cobra o apoio de Flávio Bolsonaro na disputa ao Senado. O pré-candidato à Presidência também tenta quebrar a resistência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em entrar na campanha dele.
O nome de Priscila Costa faria a chapa de Flávio ter apenas o PL na composição majoritária e afastaria aliados importantes como PP e União Brasil.
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhou integralmente o voto do relator Alexandre de Moraes para condenar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por crime de difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
Moraes é o relator da ação penal que está em julgamento na corte e entendeu que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser condenado a um ano de prisão em regime aberto. O processo foi movido contra Eduardo Bolsonaro após uma postagem nas redes sociais.
Em 2021, Eduardo escreveu que o projeto de lei proposto pela parlamentar paulista para garantir a distribuição gratuita de absorventes íntimos para a população teria o objetivo de atender interesses empresariais de “seu mentor-patrocinador Jorge Paulo Lemann”, acionista de uma companhia que fabrica produtos de higiene pessoal.
Ao votar pela condenação, Moraes entendeu que ficou configurada a difamação contra a deputada. O caso é julgado pelo plenário virtual do Supremo. Até o momento, com a decisão de Cármen seguindo o relator, o julgamento conta com dois votos favoráveis à condenação. O prazo para o julgamento termina no dia 28 de abril. Faltam os votos de oito ministros.
Durante a tramitação do processo, a defesa de Eduardo Bolsonaro disse que as declarações foram feitas no âmbito da imunidade parlamentar.
Na noite desta segunda-feira (20), em postagem nas redes sociais, o ex-deputado publicou imagens do casamento de Tabata Amaral com João Campos, prefeito do Recife, em uma cerimônia da qual participou, como convidado, o ministro Alexandre de Moraes.
“Na mesma imagem, a autora do processo contra mim (Tabata) e o ‘juiz’ (Moraes) que me condenou a um ano de prisão + multa, tudo no casamento dela!”, escreveu o deputado. “Isso que se tornou o Brasil com a associação Lula-Moraes. Já imaginou ser condenado por um juiz amigo daquela que te processa?”, acrescentou.
Tabata Amaral não se manifestou publicamente sobre o andamento da votação no STF.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o ano passado e perdeu o mandato por acumular faltas às sessões da Câmara dos Deputados.
O humorista Marco Antonio Ricciardelli, conhecido como Marquito, usou as redes sociais para atualizar o estado de saúde após sofrer um acidente de moto em fevereiro. Internado no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, o comediante permanece em recuperação.
De acordo com nota divulgada pela unidade hospitalar nesta terça-feira 21, Marquito está em processo de “reabilitação e permanece clinicamente estável”.
Em publicação nas redes sociais, o humorista compartilhou uma foto em preto e branco e relatou o período vivido desde o acidente. “Muita gente falou que eu não voltaria. Estão errados. Cada oração, cada mensagem, chegou até mim e me deu motivo para lutar.”
Na mensagem, ele afirmou que inicia uma nova etapa da recuperação e que pretende dividir esse processo com o público. “Não vou esconder a dificuldade, mas também não vou esconder a alegria, porque ela sempre foi minha marca e não vou deixar o acidente levar isso de mim. O Marquito que vocês conhecem está aqui. Torçam comigo.”
O acidente ocorreu no dia 25 de fevereiro, quando o humorista sofreu um mal súbito enquanto pilotava uma motocicleta e colidiu com outro veículo conduzido por um enfermeiro, que prestou os primeiros socorros.
Marquito é primo do apresentador Raul Gil, que pediu orações após o ocorrido.
Uma jovem de 21 anos morreu nessa segunda-feira (20) após sofrer uma descarga elétrica na localidade de Pascoalzinho, Barreira, município localizado no Maciço de Baturité (CE).
A vítima estava utilizando o celular enquanto o aparelho carregava na tomada. Durante o uso, ela teria sido atingida por um choque elétrico.
Ela chegou a ser levada para uma unidade de saúde da região para receber atendimento médico, mas, devido à gravidade da descarga, não resistiu e morreu.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) confirmou o caso e informou que a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) já deu início às investigações. O objetivo é esclarecer as circunstâncias exatas do acidente.
O senador Styvenson Valentim é uma das principais figuras políticas do Rio Grande do Norte, com atuação no Senado Federal. De perfil firme e discurso direto, ele ganhou notoriedade ainda como policial militar, especialmente pelo trabalho à frente da Operação Lei Seca no estado.
Eleito em 2018 como o senador mais votado do RN, Styvenson construiu sua trajetória política com foco em áreas como segurança pública, saúde e educação, além de defender pautas ligadas à transparência e ao combate à corrupção.
No Senado, o parlamentar tem participado de debates relevantes e apresentado propostas voltadas à gestão pública e à melhoria dos serviços essenciais. Sua atuação o mantém como um dos nomes de destaque no cenário político potiguar.
Com base eleitoral consolidada, Styvenson Valentim aparece como possível nome em futuras disputas majoritárias no estado, sendo frequentemente citado nas articulações políticas para o Senado.
Um ano se passou desde a partida do Papa Francisco, o sucessor de Pedro de número 266, eleito em 13 de março de 2013. Em sua primeira aparição pública, da sacada central da Basílica de São Pedro, expressou: “E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo”. Francisco foi um pioneiro em muitos aspectos: o primeiro Papa latino-americano, jesuíta e a residir fora do Vaticano. Também inovou ao escolher um nome inédito e a ter um antecessor vivo.
As palavras ditas no primeiro dia de Pontificado se mostraram concretas na busca de proximidade do Pastor com seu rebanho. As audiências foram um exemplo disso, principalmente, aquelas que uma e outra criança quebrava o protocolo e se aproximava de Francisco, e ele a exemplo de Cristo as acolhia com carinho.
O Papa também visitava os funcionários do Vaticano, fez as Sextas-feiras da Misericórdia em locais de marginalização, celebrou as Quintas-feiras Santas em prisões e asilos, além de percorrer paróquias nos subúrbios romanos. E a cada Ângelus, sempre pedia: “E, por favor, não se esqueçam de rezar por mim”.
Principais fatos do Pontificado
Em seus 12 anos de pontificado, Francisco deixou um legado focado na Ecologia Integral, com a “Laudato Si’”, abordando a crise ambiental e o cuidado com a casa comum. Também priorizou a Justiça Social, defendendo pobres, migrantes e marginalizados, e promovendo uma Igreja em saída.
A Reforma da Cúria Romana foi um marco, com mudanças significativas na estrutura da Igreja, visando maior transparência e participação. Outro ponto chave foi o Diálogo Inter-religioso, promovendo a paz e compreensão entre religiões e culturas. Além do Sínodo da Sinodalidade, um processo para uma Igreja mais participativa e em comunhão.
O Legado de Francisco
Francisco escreveu quatro encíclicas, emitiu sete exortações apostólicas e criou cerca de 60 Motu Proprio para reformar a Cúria Romana, alterar o Direito Canônico e o sistema judiciário do Vaticano, e estabelecer regras mais rigorosas na luta contra os abusos. Realizou mais de 500 audiências gerais e 10 Consistórios, criando 163 cardeais. Realizou mais de 900 canonizações, incluindo três predecessores. Organizou Anos Especiais, como o da Misericórdia e o Jubileu Peregrinos de Esperança de 2025, além de quatro Jornadas Mundiais da Juventude.
Uma imagem que tocou o coração do mundo, foi assistir o Papa Francisco, sozinho e determinado, atravessar a Praça São Pedro em 27 de março de 2020, sob chuva, levando a oração e a esperança a um planeta desesperado pelas mortes causadas pela Covid 19 durante a pandemia.
Papa Francisco também foi um defensor da paz, e em seus apelos semanais, no Ângelus ou nas Audiências Gerais, fazia repetidamente um clamor pelo fim das guerras e denunciava que quem lucrava com elas eram os fabricantes de armas.
Saúde frágil que culminou com sua morte
Nos últimos anos, Francisco enfrentou desafios em sua saúde, incluindo operações e internações, em 2021 e 2023, além de complicações respiratórias e dores no joelho que o limitaram. Em 2023, uma infecção respiratória o levou novamente ao hospital, mobilizando orações pelo mundo. Embora tenha recebido alta, sua saúde seguiu frágil. Em 21 de abril de 2025, Francisco faleceu, aos 88 anos, em sua residência no Vaticano. Suas exéquias foram realizadas na Basílica de São Pedro, e conforme seu desejo, foi sepultado na Basílica de Santa Maria Maior