Allyson muda primeiro escalão em meio a cenário pré-eleitoral

Postado em 8 de janeiro de 2026

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), anunciou nesta semana uma ampla reformulação no secretariado municipal, em mudanças que ocorrem já no início do ano e meses antes de ele precisar se desincompatibilizar do cargo para disputar as eleições de 2026. O prefeito é apontado por pesquisas de diversos institutos como líder nas pesquisas de intenções de votos para o governo do estado, o que tem antecipado movimentos políticos e administrativos na gestão.

As alterações foram confirmadas por ele por meio de publicações nas redes sociais. Segundo Allyson, o objetivo é fortalecer a equipe junto ao vice-prefeito Marcos Medeiros (PSD) e manter o ritmo de trabalho da gestão. “Eu e Marcos estamos fazendo alguns ajustes no nosso secretariado, fortalecendo o time, mantendo o ritmo do trabalho em Mossoró, tudo com responsabilidade e planejamento para a gente continuar avançando nas entregas e melhorando os serviços para o nosso povo”, afirmou.

Na Secretaria de Comunicação Social, Wilson Fernandes deixa o cargo e, para o lugar dele, foi anunciado o jornalista Wesley Duarte. “O Wesley retorna à Secom, agora como secretário, depois de um trabalho importante na direção de comunicação da Câmara Municipal e de já ter integrado nossa equipe no primeiro mandato”, disse.

Outra mudança estratégica ocorre na Secretaria de Gestão e Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Segepe). Marcos Oliveira deixa o comando da pasta após passagem também pela Secretaria de Educação. Quem assume é Rodrigo Forte, até então secretário de Governo. “Rodrigo tem um perfil técnico, preparado e comprometido com a boa gestão pública”, afirmou Allyson.

Com isso, a Secretaria de Governo passa a ser comandada por Isabela Freitas, ex-diretora-geral da Câmara Municipal. Na Cultura, Janaína Holanda deixa o cargo, segundo Allyson, após atuação marcada pelo fortalecimento do diálogo com a classe artística e pela consolidação dos grandes eventos do calendário municipal. O novo secretário é Cícero França, arquiteto e urbanista que vinha atuando na Secretaria de Programas e Projetos Estratégicos. “Cícero já contribuiu muito com nossa gestão, inclusive na organização do Mossoró Cidade Junina, e tem uma história ligada à cultura da cidade”, afirmou o prefeito.

Da Secretaria Municipal de Infraestrutura, sai Rodrigo Lima e entra Josenildo Gomes, que era secretário adjunto. “Josenildo acompanhou de perto o planejamento e a execução das obras que estão transformando Mossoró”, ressaltou o prefeito. Augusto Cavalcante assume como secretário adjunto da pasta. Também houve mudança na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo, que passa a ser comandada pelo ex-vereador Marckuty da Maísa, antes adjunto, reforçando a presença da zona rural na gestão.

Na área administrativa, Washington Filho assume a Secretaria de Administração, deixando a Controladoria-Geral, que terá Luana Lima à frente. Outras mudanças incluem a nomeação de Alessandra Dantas como secretária adjunta da Segepe e de Rosinaldo “Naldo” Feitosa como secretário adjunto de Serviços Urbanos.

Caso se concretize a candidatura de Allyson para as próximas eleições, o prefeito deverá transferir o comando do Executivo municipal ao vice-prefeito até o início de abril, em um movimento que já é interpretado nos bastidores como preparação para a disputa eleitoral de 2026.

TRIBUNA DO NORTE

MDB nacional amplia mandato de Walter Alves e mantém liderança do partido no RN até 2027

Postado em 8 de janeiro de 2026

A Direção Executiva Nacional do MDB decidiu estender até 15 de março de 2027 o mandato de Walter Alves na presidência do diretório estadual no Rio Grande do Norte. A medida assegura que o dirigente continue à frente da sigla durante o processo de articulação e organização para as Eleições de 2026, etapa considerada estratégica pelo partido.

A prorrogação já está em vigor e, segundo o MDB, reafirma a confiança da direção nacional no trabalho conduzido por Walter no estado. Integrante da própria Executiva Nacional, Walter lidera um período em que o MDB potiguar consolidou-se como a maior força partidária do Rio Grande do Norte, reunindo o maior número de filiados, além de administrar prefeituras e manter presença expressiva em câmaras municipais.

Ao comentar a decisão, Walter Alves afirmou que a ampliação do mandato reforça seu compromisso com o fortalecimento da legenda e com o planejamento eleitoral. Ele destacou que a prioridade agora é preparar o partido para o pleito deste ano. “Vamos continuar trabalhando para fortalecer o MDB, agora com a missão de preparar o partido para as Eleições deste ano. Agradeço a confiança da direção nacional e de todos que constroem o MDB no Rio Grande do Norte”, declarou.

98FM

Atos golpistas do 8 de janeiro completam três anos

Postado em 8 de janeiro de 2026

Os atos golpistas do 8 de janeiro de 2023 completam hoje três anos. Para relembrar a data em que os prédios dos três Poderes, em Brasília, foram invadidos e depredados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou um ato que fará tanto a lembrança da data quanto a assinatura do veto ao projeto de lei que diminui as penas dos envolvidos nos atos golpistas, o PL da Dosimetria.

A proposta, que poderia beneficiar, entre outras autoridades, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi aprovado no ano passado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado por ampla maioria. Com a crise política entre o Congresso e o governo, os presidentes das Casas Legislativas, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pautaram o texto. Convidados para a cerimônia de amanhã com o presidente, ambos não comparecerão, o que foi lido como um recado político ao chefe do Executivo.

Além de Brasília, algumas cidades registrarão atos relembrando o 8 de janeiro. No Recife, hoje, a partir das 15h, a Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE) fará uma manifestação na esquina da Rua 7 de Setembro com a Avenida Conde da Boa Vista.

Revisionismo
Na oposição, o discurso montado é de que não houve uma tentativa de golpe. No governo, a tentativa de golpe é confirmada pelas ações e provas obtidas pela Polícia Federal. No Congresso, bolsonaristas e petistas protagonizam embates ferozes sobre “velhinhas com a Bíblia nas mãos” e “massa de manobra de golpistas”.

Para o doutor em ciência política e professor da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Antônio Lucena, tanto o lulismo quanto o bolsonarismo tentaram emplacar narrativas sobre o fato histórico. Ele afirma que, mesmo sendo indiscutivelmente uma tentativa de golpe, parte da direita embarcou na negação.

“Os dois grandes campos ideológicos em disputa, o lulismo e o bolsonarismo, tentam emplacar sua narrativa da história. Apesar dos fatos serem bastante claros de uma tentativa de golpe mal sucedida”, aponta.

Comoção
A cientista política Fernanda Negromonte relembrou que, na época do 8 de janeiro, os setores políticos e a sociedade foram comovidos diante dos atos de vandalismo. Hoje, no entanto, devido ao clima de polarização, as narrativas sobre o fato histórico são contadas em versões à esquerda e à direita. A maior instabilidade entre os Poderes também ajudou nesse “estremecimento”.

“À época existiu uma comoção pública em relação à democracia. Hoje em dia seria complicado pelo fato desse estremecimento (na relação entre os Poderes)”, disse.

Donald Trump
A volta de Donald Trump à Casa Branca pode ter fortalecido esses movimentos de negação e tentativas de revisionismo. Em 2020, os Estados Unidos registraram a invasão do Capitólio, sede do Congresso do país. À época, manifestantes protestavam contra a eleição de Joe Biden, que havia derrotado Trump em novembro do ano anterior, e invadiram a sede do Poder Legislativo para impedir a cerimônia que oficializaria a vitória do democrata.

A insurreição, incentivada por Trump, foi contida. Mas ele não sofreu nenhuma represália da Justiça do país. Com a saúde debilitada e um governo impopular, Biden desistiu da candidatura à reeleição. Em novembro de 2024, Trump venceu a disputa contra a vice-presidente Kamala Harris e tomou posse para um segundo mandato em janeiro do ano seguinte.

Antônio Lucena pondera que, embora semelhantes, os eventos tiveram consequências diferentes no Brasil e nos Estados Unidos. Para ele, atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), no Brasil, foi determinante para que houvesse punição aos golpistas, diferentemente da Suprema Corte e do Departamento de Justiça norte-americanos.

O especialista aponta, ainda, a diferença entre os textos constitucionais entre os dois países como uma das razões disso. “Uma diferença fundamental entre Brasil e Estados Unidos é que a Constituição deles é bem mais antiga que a nossa e reflete um movimento mais de liberalismo e de responsabilização individual dos indivíduos. No caso do Brasil, a Constituição de 88 veio de um momento pós-ditatorial e incorporou exatamente esse tipo penal de abolição do Estado Democrático de Direito. Então, ficou muito mais fácil ter a condenação (dessas ações) aqui do que lá”, explica.

Recados políticos
Para Fernanda Negromonte, tanto o fato de Lula vetar o PL da Dosimetria no dia 8 de janeiro quanto as ausências dos presidentes Hugo Motta e Davi Alcolumbre no ato revelam recados políticos e tentativas de posicionamento para as eleições deste ano. “Essa ruptura foi criada por uma divergência de interesses (eleitorais)”, afirma.

Antônio Lucena concorda com a avaliação e aposta que ambos têm olhos em votos que o campo bolsonarista pode proporcionar. “Eles já não têm a simpatia do lulismo mesmo. Então, é melhor ficar em casa, observar de longe esse processo para que, digamos, o custo político não seja ainda maior”, revela.

Por outro lado, Lula quer enfatizar, com a escolha da data para o veto, que não haverá tolerância com atos contra a democracia “Tem toda uma simbologia (o veto ser em 8 de janeiro). Em política, isso é relativamente comum (passar recados através de simbologias)”, aponta Lucena.

FOLHA PE

Trump retira EUA de dezenas de organismos internacionais e entidades ligadas à ONU

Postado em 8 de janeiro de 2026

presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (7) uma proclamação que determina a retirada do país de 35 organizações internacionais que não integram a Organização das Nações Unidas (ONU) e de outras 31 entidades vinculadas ao sistema da ONU

Em comunicado, a Casa Branca afirmou que os organismos atingidos pela medida “operam contrariamente aos interesses nacionais dos Estados Unidos”.

O governo não divulgou a lista das organizações, mas alegou que elas promovem “políticas climáticas radicais, iniciativas de governança global e programas ideológicos incompatíveis com a soberania e a força econômica do país”.

SBT

Ministro venezuelano diz que ataque dos EUA deixou ao menos 100 mortos no país

Postado em 8 de janeiro de 2026

O ministro do Interior da Venezuela, Diossado Cabello, afirmou que o ataque realizado pelos Estados Unidos no país na madrugada do último sábado (3) deixou 100 mortos. Segundo ele, os bombardeios também resultaram num número semelhante de feridos, em balanço que ainda está sendo atualizado.

“Até agora, e repito, até agora, há 100 mortos, e um número semelhante de feridos. O ataque contra o nosso país foi terrível”, afirmou Cabello, em pronunciamento televisivo. “Cilia [Flores, esposa do ditador Nicolás Maduro] foi ferida na cabeça e golpeada no corpo. Nicolás foi ferido numa perna. Felizmente, eles estão se recuperando”, acrescentou.

Este é o primeiro balanço de vítimas divulgado pelo governo venezuelano. Inicialmente, o Exército havia publicado uma lista com os 23 militares mortos no ataque — todos parte do contingente de segurança de Maduro. Cuba também confirmou que 32 de seus cidadãos foram mortos nos bombardeios norte-americanos. Eles estavam no país no âmbito de missões de cooperação e defesa.

O ataque norte-americano ocorreu no último sábado (3), e resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Eles foram levados por um helicóptero até o Iwo Jima, um dos navios de guerra da Marinha norte-americana que estavam posicionados no mar do Caribe, de onde seguiram para Nova York.

A captura ocorreu após quatro meses de tensão militar entre Venezuela e Estados Unidos. Em setembro do ano passado, Washington iniciou uma operação naval contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, perto das costas da Venezuela e da Colômbia. O país acusa o líder chavista de comandar cartéis latino-americanos que transportam drogas para o território norte-americano.

Na segunda-feira (5), Maduro foi apresentado à Justiça. Ele foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos — crimes dos quais se declarou inocente.

Outras cinco pessoas foram indiciadas no mesmo processo, incluindo Flores e Nicolás Ernesto Maduro Guerra, conhecido como ‘Nicolasito’, filho único do casal. A lista também conta com o Ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, o ex-ministro Ramón Rodríguez Chacín, da mesma pasta, e Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”.

Na terça-feira (6), o governo norte-americano recuou da acusação de que Maduro lideraria uma organização criminosa chamada ‘Cartel de los Soles’ e passou a reconhecer que o termo não se refere a um cartel real. No lugar, a administração afirmou que a expressão descreve um “sistema de patronagem” e uma “cultura de corrupção” dentro do Estado venezuelano, alimentada por recursos do narcotráfico.

Em relação à Venezuela, a vice de Maduro, Delcy Rodríguez, tomou posse como presidente interina, enquanto a oposição pede que Edmundo González Urrutia, candidato que reivindica a vitória na eleição presidencial de 2024, assuma a presidência. Ao mesmo tempo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que um grupo de autoridades norte-americanas ficará responsável por administrar Caracas, pressionando o governo venezuelano a cooperar.

SBT

Lula deve vetar PL da Dosimetria em cerimônia do 8 de janeiro

Postado em 8 de janeiro de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve usar a cerimônia simbólica do 8 de janeiro, realizada nesta quinta-feira (8), para vetar o PL da Dosimetria. Já aprovado pelo Congresso, o texto reduz as penas de condenados por tentativa de golpe de Estado, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A informação foi confirmada pelo líder do PT no Senado, Jacques Wagner (RJ). Em entrevista à Rádio Sociedade, o parlamentar afirmou que “o governo é contra a dosimetria” e que “deixaria isso claro” no dia 8 — data em que a invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes, em Brasília, completa três anos.

“O governo é contra a dosimetria e, no dia 8, para não restar dúvida, ele [Lula] vai vetar aquilo que foi aprovado. Depois, vai depender do Congresso se vai derrubar ou não o veto do presidente”, disse.

Originalmente apresentado pelo deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), o PL da Dosimetria altera regras do Código Penal e da Lei de Execução Penal para reduzir penas de acordo com o tipo de condenação. O texto é visto como uma alternativa ao projeto de anistia, atualmente travado na Câmara, que prevê perdão aos condenados pelos atos antidemocráticos do 8 de janeiro de 2023.

Fica estipulado pelo texto:

impedir a soma de penas: quando os crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito ocorrerem no mesmo contexto, aplica-se apenas a pena mais grave, o que reduz significativamente o tempo total de prisão.
menos pena para quem estava na multidão: se alguém cometer crimes contra a democracia em um “contexto de multidão”, a pena será reduzida de um terço a dois terços. A medida se aplica só para aqueles que não tiveram papel de liderança e não participaram do financiamento dos atos.
flexibilizar a progressão de regime: reduz o percentual necessário para progredir de um regime mais severo para um mais brando. Para condenados primários nos crimes contra o Estado democrático de direito, independentemente de o réu ser reincidente ou usar violência, ou grave ameaça, o índice cairia para 16% do cumprimento da pena.

A proposta vale para processos já julgados ou pendentes sobre a trama golpista. É o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão por organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Caso o projeto se torne lei, a pena pode cair para três anos.

Veto e derrubada
Desde a aprovação no Legislativo, o governo federal se mostrou contra o PL. O líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que o presidente Lula iria vetar “totalmente” o projeto, uma vez que o texto pode abrir precedente para “qualquer criminoso” recorrer ao Congresso para redução de penas, o que seria um “atentado” contra o país.

Em caso de veto, integrantes do Congresso afirmam que os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já acertaram derrubar de forma prioritária a decisão de Lula. Para isso, é necessária maioria absoluta dos votos nas Casas, ou seja, 257 deputados e 41 senadores. Se derrubado, a proposta se torna lei.

Neste caso, o governo federal ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Com o tema no plenário, caberá aos ministros decidir se o texto está de acordo com a Constituição Federal. Se for observado inconstitucionalidade, a lei será anulada.

SBT

PF informa ao STF que vai apurar menções a Lulinha

Postado em 8 de janeiro de 2026

As menções encontradas pela Polícia Federal na investigação sobre desvios do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) que citam um dos filhos do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, são constituídas por diálogos de WhatsApp, passagens aéreas, anotações e o depoimento de uma testemunha.

Como revelou o Estadão, a PF informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que vai investigar essas menções para apurar se Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, seria “sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como líder do esquema criminoso que desviou valores bilionários das aposentadorias. Procurada, a defesa de Lulinha disse que ele nunca teve relação com o INSS e classificou as menções como “ilações”.

Procurado, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atuou anteriormente na defesa de Lulinha, disse que ele está “absolutamente tranquilo e acostumado com esse tipo de ilação”. “Ele reitera que não tem relação direta ou indireta com o INSS. Isso é mais uma vilania, mais uma tentativa de desgastar o governo”, afirmou.

Nessa representação, a PF explicou ter encontrado três conjuntos de citações a Lulinha. O primeiro está baseado no depoimento do empresário Edson Claro; o segundo, nos celulares apreendidos durante as investigações; e o terceiro, em passagens aéreas localizadas pela corporação.

A suposta intermediária na relação entre o Careca do INSS e o filho do presidente seria a empresária Roberta Luchsinger, que fechou um contrato de consultoria com o Careca do INSS e recebeu R$ 1,5 milhão em pagamentos. A investigação diz que, até o momento, não foram encontrados indícios da participação direta dele nos fatos investigados.

Em nota, a defesa de Luchsinger afirmou que ela foi procurada por Antônio Camilo para atuar na regulação do setor de empresas de canabidiol e que os negócios “se mantiveram apenas em tratativas iniciais e não chegaram a prosperar”. “Nenhum contrato público foi jamais celebradoe nem mesmo negociado”, disse em nota. A defesa afirmou ainda que a empresária “possui relação pessoal com Fábio Luís e sua família há vários anos e não é a primeira vez que surgem ataques a Roberta ou a Fábio, fruto de sua amizade”. A defesa de Antônio Camilo afirmou que não ia se manifestar sobre os trechos porque não teve acesso à íntegra da extração do telefone celular dele até o momento nem teve resposta do STF a pedidos feitos sobre averbação de bens e liberação de valores para pagamentos de dívidas trabalhistas.

Depoimento

A PF ouviu no dia 29 de outubro o empresário Edson Claro, que atuava em uma empresa do Careca do INSS destinada à cannabis medicinal. Ele afirmou ter ouvido do empresário que Lulinha seria também sócio no empreendimento e que teria feito pagamentos ao filho do ex-presidente.

No termo de depoimento, ele afirmou: “Antônio afirmou diversas vezes que ‘Fábio Lula’ era seu sócio nesse projeto, e que participou de cerca de três reuniões sobre o tema. Antônio comentou ter enviado dinheiro a Fábio Lula, mencionando um valor aproximado de 25 milhões, sem especificar se em reais, euros ou dólares, e que tais recursos seriam provenientes da comercialização de kits de dengue. Antônio também teria dito ter antecipado valores a Fábio, inclusive pagamentos mensais de cerca de R$ 300 mil, referidos como uma espécie de ‘mesada’”.

Careca do INSS

Nos diálogos do seu WhatsApp, a PF detectou que o empresário Antônio Camilo Antunes ordenou a um funcionário que fizesse um pagamento de R$ 300 mil à empresa de Roberta Luchsinger. Nessa conversa, ele afirmou que o dinheiro seria para o “filho do rapaz”. Para a PF, essa pode ser uma referência a Lulinha. O valor dos pagamentos mensais coincide com a mesada de R$ 300 mil citada no depoimento de Edson Claro.

A PF encontrou diálogos nos quais a empresária Roberta Luchsinger avisa ao Careca do INSS que foi apreendido um envelope com o nome do filho de Lula e manifestou preocupação com a divulgação desse vínculo.

Anotação

A PF de fato apreendeu anteriormente uma anotação que confirmou a informação citada por Roberta Luchsinger. O manuscrito tratava de ingressos para um camarote e indicava a intenção de ocultar que um deles teria Lulinha como destinatário. “Mínimas informações possíveis. CPF – Fábio (filho Lula)”.

A PF identificou diversas passagens aéreas de Roberta e Lulinha vinculadas a um mesmo código localizador – o que significa terem sido compradas em conjunto. Ainda não há informações sobre quem custeou os deslocamentos. Há viagens de São Paulo para Brasília ao longo de 2025 e também um voo deles de São Paulo a Lisboa, local onde o Careca do INSS buscava expandir os negócios de cannabis medicinal.

TRIBUNA DO NORTE

Médicos de Bolsonaro descartam gravidade após queda e apontam possível interação de remédios

Postado em 8 de janeiro de 2026

Médicos de Jair Bolsonaro (PL) disseram nesta quarta-feira (7) que o ex-presidente teve um “traumatismo craniano leve” e apresentou tonturas, desequilíbrio e oscilação de memória.

A maior hipótese do motivo da queda, segundo a equipe, seria uma possível interação entre os medicamentos que o ex-mandatário faz uso após procedimentos contra hérnia e crise de soluços no hospital DF Star, em Brasília.

“Ele faz uso de vários medicamentos para as crises de soluço e estamos com um problema agora. Se esses quadros forem recorrentes e coloquem ele em uma zona de risco, (teremos que avaliar). Coloco ele em um quadro degradante de soluço ou mantenho a medicação”, disse o cardiologista Brasil Ramos Caiado.

Ao repassar o momento da queda de Bolsonaro, que ocorreu na madrugada de terça (6), o cardiologista disse que ele não teria caído da cama, da maneira como foi relatado. Bolsonaro teria se levantado para caminhar e acabou sofrendo a queda.

“Inicialmente pensamos que foi da cama. Mas depois, conversando com ele, relembrando os fatos, (constatando que) a contusão foi do lado direito, isso nos leva a crer que ele levantou, tentou caminhar e caiu”, afirmou.

Anteriomente os médicos investigavam uma possível “crise convulsiva”, resultado que foi descartado com os exames.

No hospital o ex-mandatário passou por três exames:

  • Tomografia computadorizada – exame que produz imagens internas e detalhadas da cabeça por meio de raios X;
  • Ressonância magnética do crânio – técnica que utiliza campos magnéticos para avaliar estruturas do cérebro;
  • Eletroencefalograma – exame que registra a atividade elétrica cerebral e pode indicar alterações neurológicas.

Após realizar exames, Bolsonaro deixou o hospital na tarde desta quarta. Ele retorna à sala da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.

SBT

Mototaxista é preso em Currais Novos por descumprir medida protetiva

Postado em 8 de janeiro de 2026

Policiais civis da 11ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) de Currais Novos cumpriram, na noite desta quarta-feira (07), um mandado de prisão contra um homem que atua como mototaxista no município. A ordem judicial foi expedida após o investigado descumprir uma medida protetiva de urgência determinada pela Justiça.

De acordo com informações da Polícia Civil, o homem é suspeito de ameaçar e perseguir a vítima de forma reiterada, mesmo após ter sido formalmente advertido sobre as restrições impostas pela medida protetiva. As ações configuraram o descumprimento da decisão judicial, motivando a representação pela prisão.

Após diligências, os policiais localizaram o suspeito e deram cumprimento ao mandado. Ele foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.

A Polícia Civil reforça a importância de que vítimas de ameaças, perseguições ou violência doméstica denunciem imediatamente qualquer violação de medidas protetivas, para que as providências cabíveis sejam adotadas com rapidez e segurança.

Repórter Seridó

Chapa “Renovação” é a única registrada para eleição do Aero Clube de Currais Novos

Postado em 7 de janeiro de 2026

Até o momento, apenas uma chapa foi registrada para a eleição do Aero Clube, marcada para esta sexta-feira. A chapa inscrita tem o nome de “Renovação” e é formada por membros ligados à atual gestão e ao quadro associativo da entidade.

A Chapa Renovação apresenta como candidato à presidência Afrânio Aurélio Silva Bezerra, tendo Sergio Henrique Maciel Marques como vice-presidente.

A composição completa da chapa registrada é a seguinte:

  • Presidente: Afrânio Aurélio Silva Bezerra
  • Vice-presidente: Sergio Henrique Maciel Marques
  • 1º Tesoureiro: Gilson Freire de Araujo
  • 2º Tesoureiro: Mille Donizette Cavalcante Silveira
  • 1º Secretário: George Kelly
  • 2º Secretário: Adegilmar Machado da Nobrega

Conselho Fiscal:

  • José Erivan de Lira
  • Raimundo Marinho da Silva
  • Francisco Nilson Pereira

Suplentes do Conselho Fiscal:

  • Moacir Venancio Dantas
  • Socorro de Goes
  • Jaime Heroncio dos Santos

Gasolina em Currais Novos supera preços praticados em outras cidades do RN; Veja

Postado em 7 de janeiro de 2026

Abastecer o veículo em Currais Novos tem se tornado um dos maiores motivos de reclamação da população nos últimos dias. O preço da gasolina no município atingiu valores que chamam atenção quando comparados a outras cidades do Rio Grande do Norte. Em alguns postos, o litro já chega a R$ 7,29, enquanto o etanol é vendido a R$ 4,99 e o diesel S10 alcança até R$ 6,99, patamares considerados elevados para a realidade econômica local.

O contraste fica ainda mais evidente ao observar o cenário estadual. Em diversas cidades potiguares, o preço da gasolina permanece bem abaixo do praticado em Currais Novos, inclusive em municípios de porte semelhante ou até menores. Essa diferença reforça a sensação de desigualdade e levanta questionamentos sobre os critérios adotados para a formação dos preços no interior do Estado.

O que mais chama atenção é a diferença de preços quando Currais Novos é comparada a outras cidades do Rio Grande do Norte. Em Natal, a gasolina varia entre R$ 5,59 e R$ 5,69. Já em Tangará e Serra Caiada, o litro é vendido a cerca de R$ 5,70.
Em São Vicente, o preço chega a R$ 6,30, enquanto em Santa Cruz e Florânia a gasolina é encontrada por R$ 6,60.
Em Cerro Corá, os valores variam entre R$ 6,59 e R$ 6,70, dependendo do posto.

Mesmo com cidades vizinhas praticando preços menores, Currais Novos segue liderando o ranking dos combustíveis mais caros da região.

Para quem depende do veículo diariamente, a comparação pesa tanto quanto o valor exibido na bomba. Motoristas relatam que, ao se deslocarem para outras cidades, percebem a diferença imediata no custo do abastecimento. O resultado é um orçamento cada vez mais apertado para trabalhadores, comerciantes, motoristas de aplicativo e motociclistas que utilizam o veículo como ferramenta de trabalho.

A pergunta que ecoa nas ruas de Currais Novos é simples, mas carregada de revolta: por que o combustível aqui custa tão mais caro do que em outras cidades do Rio Grande do Norte?

Fátima sanciona lei que institui ‘Farmácia Viva’ no RN, com distribuição de plantas medicinais e fitoterápicas

Postado em 7 de janeiro de 2026

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), sancionou a lei que cria o programa Farmácia Viva na rede estadual de saúde. O projeto amplia o acesso a terapias baseadas em plantas medicinais e fitoterápicos, sob supervisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A nova legislação abrange desde o cultivo e beneficiamento até o armazenamento, manipulação e distribuição de plantas medicinais, além da dispensação de fitoterápicos no âmbito da Assistência Farmacêutica estadual.

“A iniciativa visa ampliar as opções terapêuticas para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) potiguar, promovendo o uso racional e embasado cientificamente de plantas medicinais e fitoterápicos, ao mesmo tempo em que reconhece e valoriza a cultura popular e os saberes tradicionais, orientando a comunidade sobre o uso adequado desses recursos”, justifica a deputada estadual Divaneide Basílio (PT), autora da proposta que resultou na lei.

Um dos pilares da Lei nº 12.593 é a inclusão e o fortalecimento de comunidades tradicionais. Entidades territoriais de matriz africana, populações indígenas, unidades produtivas de agricultura familiar, urbana e periurbana, além de outros povos e comunidades tradicionais, poderão atuar como parceiros. A lei enfatiza a importância de acolher esses saberes populares, conciliando-os com o conhecimento científico e as pesquisas desenvolvidas por universidades e institutos.

O programa também se propõe a fortalecer a cadeia produtiva de plantas medicinais, incentivando o cultivo sustentável, com prioridade para técnicas orgânicas, na agricultura urbana e em comunidades tradicionais, gerando renda e promovendo a educação ambiental.

A legislação prevê ainda a promoção de pesquisas, o desenvolvimento de atividades de extensão, a realização de rodas de conversa, oficinas e campanhas educativas, além da conscientização e formação contínua de profissionais de saúde para incentivar a prescrição desses produtos. A criação de um banco de sementes também é um objetivo primordial para a preservação da biodiversidade local.

Para garantir a padronização e a segurança, a lei estabelece conceitos claros para planta medicinal, fitoterápico, chá e horto de plantas medicinais. O programa Farmácia Viva deverá ter também ações articuladas entre os municípios potiguares, seguindo as diretrizes nacionais do SUS para o uso de plantas medicinais e fitoterápicos, e poderá celebrar parcerias com universidades, laboratórios e institutos.

agora rn

Planalto prevê saída de até 24 ministros para disputas eleitorais até abril

Postado em 7 de janeiro de 2026

O Palácio do Planalto calcula que até 24 ministros podem deixar os cargos nos próximos meses para disputar as eleições deste ano. A legislação eleitoral determina que ministros que pretendem concorrer precisam se desincompatibilizar das funções até seis meses antes do pleito, prazo que termina em 4 de abril.

As mudanças já devem começar nas próximas semanas com a saída do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que pediu para deixar o cargo. Além da Justiça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia possíveis substituições em outras 22 pastas, em razão de ministros que planejam disputar cargos eletivos.

Lista de ministros que podem deixar o governo para disputar as eleições:
Casa Civil – Rui Costa: candidato ao Senado pela Bahia
Relações Institucionais – Gleisi Hoffmann: candidata à reeleição como deputada federal pelo Paraná
Secretaria de Comunicação da Presidência – Sidônio Palmeira: deve atuar no marketing da campanha de reeleição do presidente Lula
Fazenda – Fernando Haddad: avalia candidatura ao Senado ou ao governo de São Paulo
Educação – Camilo Santana: candidato ao governo do Ceará
Transportes – Renan Filho: candidato ao governo de Alagoas
Esporte – André Fufuca: avalia candidatura ao Senado ou ao governo do Maranhão
Portos e Aeroportos – Silvio Costa Filho: candidato ao Senado por Pernambuco
Integração Nacional – Waldez Goés: cotado para o Senado pelo Amapá
Planejamento – Simone Tebet: cotada para disputar vaga ao Senado por São Paulo
Meio Ambiente – Marina Silva: cotada para disputar vaga ao Senado
Cidades – Jader Filho: candidato a deputado federal pelo Pará
Agricultura – Carlos Fávaro: candidato à reeleição para o Senado por Mato Grosso
Pesca – André de Paula: candidato a deputado federal por Pernambuco
Igualdade Racial – Anielle Franco: avalia candidatura a deputada federal pelo Rio de Janeiro
Desenvolvimento Agrário – Paulo Teixeira: candidato à reeleição como deputado federal por São Paulo
Empreendedorismo – Márcio França: avalia candidatura ao governo ou a outro cargo por São Paulo
Minas e Energia – Alexandre Silveira: candidato ao Senado por Minas Gerais
Direitos Humanos – Macaé Evaristo: candidata a deputada estadual em Minas Gerais
Povos Indígenas – Sonia Guajajara: candidata à reeleição como deputada federal por São Paulo
Cultura – Margareth Menezes: Planalto avalia candidatura a deputada federal pela Bahia
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Moraes notifica Malafaia por falas contra comandante do Exército; pastor alega perseguição

Postado em 7 de janeiro de 2026

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes notificou o pastor Silas Malafaia para apresentar resposta prévia, no prazo de até 15 dias, à denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de injúria e calúnia contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva.

A notificação foi determinada após Moraes retirar, em 20 de dezembro, o sigilo da ação, instaurada a partir de denúncia apresentada pela PGR no dia 18, como revelou o Estadão. Em 22 de dezembro, o ministro assinou a carta de ordem que formalizou o prazo para a manifestação da defesa, e Malafaia foi notificado pessoalmente no dia 23.

Nesse intervalo, teve início o recesso do Judiciário, período em que ficam suspensos os prazos processuais entre 20 de dezembro e 20 de janeiro. À reportagem, Malafaia criticou a rapidez no andamento do caso.

“O regimento interno do STF, com resolução do Conselho Nacional de Justiça, diz que intimações ou ações durante o recesso ficam restritos a medidas de urgência. O STF não delibera matérias ordinárias. Como o Moraes manda me intimar numa velocidade estúpida?”, afirmou.

Segundo a denúncia, Malafaia cometeu os crimes durante um discurso realizado em 6 de abril de 2025, em um ato público na Avenida Paulista, em São Paulo. De acordo com a acusação, o pastor ofendeu a honra e a dignidade do comandante do Exército ao chamá-lo, ao lado de outros integrantes do Alto Comando da Força, de “frouxo”, “covarde” e “omisso”, em referência à prisão do general Walter Braga Netto.

“Cadê esses generais de quatro estrelas do alto comando do Exército? Cambada de frouxos. Cambada de covardes. Cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, é para marcar posição”, discursou Malafaia na manifestação.

O pastor afirmou que, durante o ato, não citou nominalmente o general Tomás Paiva.

A PGR sustenta que, na mesma ocasião, Malafaia acusou falsamente o comandante do Exército e outros oficiais-generais de cometer crimes militares, o que caracterizaria o crime de calúnia. As falas, segundo a denúncia, foram proferidas diante de milhares de pessoas e, posteriormente, divulgadas nas redes sociais do pastor, alcançando mais de 300 mil visualizações. Para o Ministério Público, as declarações tiveram o objetivo de constranger e ofender publicamente autoridades militares em razão do exercício de suas funções.

Malafaia classificou o processo como uma perseguição política e criticou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por denunciá-lo ao STF. “Eu não tenho foro no STF. Ele deveria me mandar para a primeira instância. O argumento é que Moraes preside o inquérito das fake news e das milícias digitais, mas o que isso tem a ver com a minha opinião em uma manifestação pública? Absolutamente nada. Isso é uma maneira covarde de produzir puríssima perseguição política”, disse.

A acusação aponta ainda a incidência de agravantes, por se tratar de ofensas dirigidas a funcionário público no exercício do cargo, contra pessoa com mais de 60 anos, e praticadas em ambiente público e virtual, com amplo alcance. A PGR também solicitou que, em eventual condenação, seja fixado um valor mínimo para reparação dos danos causados.

Estadão Conteúdo

Anvisa proíbe venda e uso de lotes de fórmulas infantis da Nestlé por risco de contaminação

Postado em 7 de janeiro de 2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (7), a proibição da comercialização, distribuição e uso de lotes específicos de fórmulas infantis das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, produzidas pela Nestlé Brasil Ltda. A decisão foi oficializada por meio da Resolução 32/2026.

A medida foi adotada após a identificação de risco de contaminação por cereulide, toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. Segundo a Anvisa, a ingestão de alimentos contaminados pode provocar vômitos persistentes, diarreia e episódios de letargia, caracterizados por sonolência acentuada, lentidão motora e dificuldade de reação.

A ação tem caráter preventivo e acompanha um recall global iniciado pela própria fabricante. A Nestlé informou que o recolhimento foi motivado pela presença da toxina em produtos originários de uma fábrica na Holanda. A investigação apontou que o problema está relacionado a um ingrediente fornecido por um fornecedor internacional de óleos, o que levou à necessidade de retirada dos produtos em diversos países.

Pais e responsáveis que utilizam as fórmulas afetadas devem verificar o número do lote impresso na embalagem. Caso o produto pertença aos lotes recolhidos, ele não deve ser consumido. Os demais lotes permanecem liberados.

Informações sobre devolução e substituição podem ser obtidas diretamente com a Nestlé Brasil, por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) indicado nos rótulos.

A Anvisa orienta ainda que, diante de qualquer sintoma após o consumo dos produtos dos lotes interditados, a criança seja levada imediatamente a um serviço de saúde. É recomendado informar aos profissionais qual alimento foi ingerido e, se possível, apresentar a embalagem.

98fm