O número de transações realizadas por Pix caiu 10% nos três dias seguintes à publicação da medida provisória (MP) que proibiu as apostas esportivas online, conhecidas como bets. Entre sábado (26) e segunda-feira (28), foram registradas 608,6 milhões de operações, abaixo da média dos mesmos dias nas quatro semanas anteriores.
Os dados são do Banco Central e consideram as transações liquidadas pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI). Apesar da redução nos três dias, os números não permitem afirmar que a queda foi causada diretamente pela medida contra as bets.
Queda nas transações
Na comparação com a média dos quatro fins de semana anteriores, o movimento do Pix caiu nos três dias analisados:
Sábado (26): 229,6 milhões de transações, queda de 11%;
Domingo (27): 165,9 milhões, recuo de 12%;
Segunda-feira (28): 213 milhões, baixa de 7,4%.
No total, foram 608,6 milhões de operações, uma redução acumulada de 10%. Os números representam a quantidade de transações, e não o valor movimentado.
Valores movimentados
O volume financeiro também apresentou queda. Nos três dias, foram movimentados R$ 183,58 bilhões, 15,5% menos do que no mesmo período da semana anterior.
Sábado (26): R$ 33,23 bilhões, queda de 10%;
Domingo (27): R$ 18,87 bilhões, recuo de 20,6%;
Segunda-feira (28): R$ 131,48 bilhões, baixa de 16%.
Medida provisória
A MP foi publicada na sexta-feira (25) e proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas esportivas online.
Embora a queda nas transações tenha ocorrido logo após a publicação da medida, o Banco Central destaca que outros fatores também podem influenciar a movimentação do Pix. Por isso, os dados, isoladamente, não permitem estabelecer uma relação direta entre a redução das operações e a medida contra as bets.
Em sua última participação no plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte antes da eleição, o deputado estadual e candidato à reeleição, Nelter Queiroz (Progressistas), voltou a cobrar soluções para demandas que afetam diretamente a população do interior do Estado. Durante seu pronunciamento, o parlamentar apresentou reivindicações nas áreas da saúde, serviços bancários e atendimento público, com destaque para a situação de pacientes que aguardam cirurgias ortopédicas no Hospital Regional do Seridó, em Caicó.
Nelter relatou ter conversado com médicos que atuam na unidade e com o prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, e afirmou que procedimentos ortopédicos estariam sendo represados em razão da falta de contrato com anestesistas. O deputado disse ainda que já havia tratado do problema com o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, e defendeu uma solução emergencial para garantir a retomada dos procedimentos. “Eu faço um apelo ao Estado, que encontre a solução para que os anestesistas voltem a trabalhar, contrate emergencialmente os anestesistas para que esse povo tenha suas cirurgias realizadas no Hospital Regional de Caicó”, afirmou.
No mesmo pronunciamento, Nelter voltou a defender a instalação de uma agência da Caixa Econômica Federal em Jucurutu, destacando a importância do município para a região e a necessidade de ampliar o acesso da população aos serviços do banco. O deputado também levou ao plenário uma demanda de Mossoró, após tomar conhecimento de mudanças no atendimento relacionado à renovação de cartões destinados a pessoas idosas e com deficiência, cobrando que o serviço continue sendo oferecido de forma acessível à população.
Ao encerrar sua participação, Nelter reforçou que a atuação parlamentar deve estar voltada também para problemas cotidianos que atingem diretamente a população, especialmente pessoas mais pobres e vulneráveis. “Quando o povo pobre sofre, quando o povo humilde sofre, nós precisamos olhar também para essas ações simples, mas que são grandes para salvar vidas e diminuir o sofrimento desse povo”, destacou.
A cantora Maria Aparecida de Moraes, conhecida como Cidinha Moraes, cofundadora da banda católica Vida Reluz, morreu nesta segunda-feira, 28, aos 60 anos. Ela estava em tratamento após ser diagnosticada com hepatite C.
Nas últimas semanas, familiares, amigos e integrantes do meio católico mobilizaram as redes sociais em pedidos de oração pela recuperação da cantora, que enfrentava complicações em seu estado de saúde.
Cidinha havia completado 60 anos no último dia 7 de setembro. O velório é realizado na Sala 6 da Urbam, em São José dos Campos (SP). O sepultamento está previsto para esta terça-feira, 29, às 16h, no Cemitério Municipal Padre Rodolfo Komorek, também no município.
Mais de quatro décadas de evangelização
Cidinha Moraes dedicou mais de quatro décadas à evangelização por meio da música. A história do Vida Reluz começou em 1985, em São José dos Campos, quando ela e Walmir Alencar, ao lado de outros jovens ligados à Sociedade de São Vicente de Paulo, promoviam encontros e vigílias marcados pela oração, música e louvor. Como tinham o costume de levar a Bíblia para os encontros, ficaram inicialmente conhecidos como “Grupo da Bíblia”.
Dez anos depois, em 1995, o Vida Reluz lançou seu primeiro álbum. Ao longo das décadas seguintes, o grupo consolidou sua presença na música católica brasileira com canções que passaram a fazer parte de celebrações, grupos de oração, retiros e momentos de adoração, como “Celebra a Vitória”, “Como És Lindo”, “Diante do Rei”, “Confia em Mim” e “Gratidão”.
Ao recordar o início da missão em entrevista à Milícia da Imaculada, Cidinha falou sobre a caminhada iniciada a partir das reuniões de jovens, vigílias, adorações e grupos de oração. Sobre sua permanência no ministério, resumiu: “Fomos chamados para servir e aqui estamos”.
Cidinha permaneceu como uma das vozes do Vida Reluz ao longo dessa trajetória. Em 2026, participou das celebrações pelos mais de 40 anos de história da banda e integrava a formação do grupo ao lado dos vocalistas Rosana de Pádua e Rafinha Oliveira, Alexandre Saes, Cristiano Araújo e Paulinho Oliveira. Entre os trabalhos mais recentes está o álbum “Mar de Vitórias”, projeto que deu continuidade à missão de evangelização iniciada ainda na década de 1980.
Eleitores do Rio Grande do Norte devem conferir o local de votação antes do primeiro turno das Eleições 2026, no domingo 4. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) informou que algumas seções foram transferidas ou agregadas a outros locais neste ano.
A relação oficial das alterações de seções eleitorais está disponível no site do tribunal. A consulta individual também pode ser feita no e-Título ou no Autoatendimento Eleitoral do TSE, que informam zona, seção e endereço atualizado.
Como conferir No aplicativo e-Título, abra a opção “Onde votar”. Pela internet, acesse o Autoatendimento Eleitoral, informe os dados solicitados e consulte o endereço. Quem teve a seção agregada votará no local indicado pelo sistema, mesmo que o título antigo mostre outro endereço.
O TRE-RN recomenda fazer a verificação com antecedência. No domingo, a votação será das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. É necessário apresentar documento oficial com foto; o e-Título vale como identificação quando exibir fotografia.
O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) aparece em mensagens, fotos e documentos mantidos por Alexandre Santini, ex-sócio de Flávio e antigo amigo, que revelam que pessoas próximas teriam custeado despesas pessoais e presentes de alto valor para o político. O material, divulgado nesta terça-feira, 29, pelo site PlatôBR, também menciona uma suposta intermediação de Flávio junto ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Sobre as despesas e presentes, entre os documentos está uma nota fiscal de fevereiro de 2022 referente à compra de um Rolex Submariner Date de ouro branco, no valor de R$ 305 mil. Segundo o PlatôBR, o documento está em nome do advogado Alan Belaciano, mas mensagens guardadas por Santini indicariam que o relógio foi comprado para Flávio Bolsonaro.
Belaciano também aparece nos registros relacionados à compra de equipamentos de academia para a casa de Flávio em Brasília. De acordo com a reportagem, as notas fiscais somam mais de R$ 90 mil. Na época em que o pagamento dos equipamentos veio a público, Flávio afirmou que um “amigo de longa data” havia feito a compra como um “empréstimo pessoal”, que estaria sendo quitado.
Os documentos reunidos pelo ex-sócio também apontariam para outras despesas pagas por pessoas próximas. Segundo o PlatôBR, funcionários ligados ao grupo teriam realizado reparos na casa de Flávio. Mensalidades da academia frequentada pelo senador e pela mulher dele, Fernanda Bolsonaro, também teriam sido pagas pelo ex-sócio.
Santini e Flávio foram sócios em uma franquia da Kopenhagen na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A relação entre os dois se deteriorou a partir de 2022, em meio a uma disputa financeira. Em setembro de 2023, Santini enviou uma notificação extrajudicial cobrando cerca de R$ 1,4 milhão, alegando ter ficado no prejuízo com o negócio.
Durante o conflito, Santini passou a guardar e compartilhar mensagens, fotos e outros registros relacionados à convivência com o senador. Parte desse material envolvia encontros privados com garotas de programa. Segundo o PlatôBR, o ex-sócio mostrou parte das imagens a Fernanda Bolsonaro.
Depois do episódio, Flávio enviou uma mensagem a Santini na qual afirmou ter se arrependido de “muitas escolhas erradas” e disse que não voltaria a errar com a família. A mensagem, porém, não especifica a quais episódios o senador se referia.
Mensagem sobre Kassio Nunes Marques Nas mensagems, há um trecho que envolve o ministro Kassio Nunes Marques, do STF. No fim de 2023, durante a disputa financeira entre os antigos sócios, Santini escreveu a Flávio dizendo ter conhecimento de que ele havia conversado diretamente com o ministro sobre os interesses de um cliente que tinha um processo no gabinete de Kassio.
Segundo a mensagem reproduzida pelo PlatôBR, o caso seria acompanhado por Alan Belaciano, o mesmo advogado apontado como responsável pela compra do Rolex. Santini afirmou ainda que teria sido marcado um jantar com a participação do chefe de gabinete de Kassio para tratar do assunto.
A reportagem, no entanto, não identifica quem seria o cliente ou qual processo estaria em discussão. Também não apresenta comprovação independente de que a suposta intermediação junto ao ministro tenha ocorrido.
Após receber a mensagem, Flávio respondeu no mesmo dia e marcou uma reunião com Santini em seu gabinete, para uma terça-feira, às 15h. O conteúdo da conversa não foi revelado. Depois do encontro, Santini informou a interlocutores que a disputa com o ex-sócio estava encerrada.
O Terra procurou a campanha de Flávio Bolsonaro para uma manifestação sobre os fatos narrados. O espaço segue aberto. A reportagem também tenta contao com o advogado Alan Belaciano, e o ex-sócio de Flávio, Alexandre Santini.
O município de Currais Novos, no Seridó potiguar, apresentou um crescimento de 4,06% no número de eleitores aptos a votar no pleito deste fim de semana. O número corresponde ao comparativo com 2022, ano da última eleição presidencial.
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Currais Novos conta, para a votação deste domingo (4), com 33.022 eleitores em condições de votar. Em 2022, esse número correspondia a 31.733 eleitores, 1289 a menos do que para o pleito deste fim de semana.
O número é o segundo maior da série histórica apresentada no sistema do TSE. Em 2014, Currais Novos apresentou o maior número de eleitores aptos a votar no período verificado: 33.093.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera o primeiro turno da corrida presidencial, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira, 29. A menos de uma semana para o pleito, ele tem 45,3% das intenções de voto, contra 42,2% do senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece na segunda colocação.
Brancos e nulos somam 0,9% e, indecisos, 1,2%. A margem de erro da pesquisa é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos.
Ambos os candidatos oscilaram negativamente na comparação com a rodada anterior da pesquisa. No dia 22 de setembro, Lula tinha 45,8% e Flávio, 43,4%.
A pesquisa Atlas começou a ser feita no dia 23 e foi encerrada nesta segunda-feira, 28. Outros dois levantamentos divulgados nesta segunda-feira começaram a ser feitos depois. O da Quaest, no dia 24. O do BTG/Nexus, no dia 25. Ambos fizeram entrevistas até o dia 27.
O candidato Renan Santos (Missão) aparece em terceiro lugar, com 5,2% dos votos. Augusto Cury (Avante) tem 2% e Ronaldo Caiado (PSD), 1,8%.
Os demais pontuaram abaixo de 1%: Romeu Zema (Novo) marcou 0,9%, Samara Martins (UP), 0,4%, e Rui Costa Pimenta (PCO), 0,1%. Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) não pontuaram.
A Atlas utilizou a metodologia de recrutamento digital aleatório para entrevistar 5.005 pessoas com 16 anos ou mais pela internet entre os dias 23 e 28 de setembro. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O levantamento, custeado com recursos próprios, foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04391/2026.
2º turno
O candidato do PL, contudo, pontua ligeiramente acima de Lula em um eventual segundo turno. Flávio marca 47,7% contra 47,6% do atual presidente. O placar significa empate técnico. Indecisos, brancos e nulos representam 4,8%.
De acordo com a Atlas, Lula ganharia de todos os demais adversários testados no segundo turno: 45,9% a 43,4% contra Caiado; 47,4% contra 41,2% de Zema; 46,2% contra 36,1% de Cury; e, por fim, 46,4% contra 28,9% de Renan Santos.
A taxa de desemprego no trimestre encerrado em agosto ficou em 5,3%, a menor já registrada para o período desde 2012, quando se inicia a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, o instituto registrou recorde no número de trabalhadores ocupados, carteira assinada, massa salarial e contribuição para a previdência.
O desempenho do desemprego no período de três meses até agosto representa recuo em relação ao trimestre móvel até maio (5,6%) e em comparação ao mesmo período de 2025 (5,6%). De acordo com a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, o resultado veio em linha com a expectativa de analistas do mercado.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira (29).
O levantamento mostra que no trimestre até agosto a população ocupada atingiu 103,5 milhões de pessoas, a maior já registrada. Esse contingente representa alta de 0,8% em relação ao trimestre até maio, isto é, mais 774 mil trabalhadores.
A pesquisa revela ainda que os grupamentos de atividade que puxaram a alta da ocupação foram a indústria geral (crescimento de 2%, ou mais 265 mil pessoas) e construção (4,1%, ou mais 306 mil pessoas).
Carteira assinada na máxima O número de empregados do setor privado com carteira assinada atingiu 39,5 milhões, também recorde.
A população desocupada terminou o período em 5,8 milhões de pessoas, recuo de 4,6% (menos 281 mil) na comparação com o trimestre de março a maio.
A população desalentada, formada por aquelas pessoas que sequer procuram trabalho pois acreditam que não vão encontrar, somou 2,4 milhões até agosto – patamar estável em relação ao trimestre anterior e 11,9% menor (menos 317 mil) em relação ao mesmo período de 2025.
A taxa de informalidade – proporção de trabalhadores informais na população ocupada – foi de 37,5%, o que representa 38,8 milhões de pessoas. No trimestre anterior era 37,3%.
O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e 13º salário.
Massa salarial recorde O rendimento mensal médio do trabalhador ficou em R$ 3.777. No trimestre até maio era R$ 3.752. O maior já registrado foi R$ 3.783, no trimestre terminado em fevereiro de 2026.
A massa salarial, somatório dos salários de todos os trabalhadores, dinheiro que acaba sendo usado para consumo, pagamento de dívidas, investimentos e poupança, alcançou R$ 385,6 bilhões, a maior da série, com crescimento de 1,4% no trimestre (mais R$ 5,2 bilhões) e de 4,8% (mais R$ 17,5 bilhões) em um ano.
Recorde de contribuintes para a Previdência De acordo com a Pnad, o Brasil atingiu o maior número já apurado de trabalhadores contribuintes para institutos de previdência, 68,5 milhões de pessoas. Isso representa que de cada 100 trabalhadores, 66,2 contribuem.
Ao contribuir para institutos de Previdência, o trabalhador adquire garantias como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.
O IBGE considera contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham contribuído para institutos de Previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal.
Retrato do mercado de trabalho A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.
Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%, no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.
As famílias brasileiras continuaram enfrentando aumento dos juros, da inadimplência e do endividamento em agosto, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas nesta terça-feira (29) pelo Banco Central (BC).
A taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas chegou a 61,7% ao ano, com alta de 1,4 ponto percentual (p.p.) em relação a julho; e de 2,9 p.p. na comparação com agosto do ano passado.
Entre as modalidades que mais pressionaram o indicador estão o cartão de crédito rotativo e o cartão parcelado.
Considerando famílias e empresas, a taxa média de juros das operações com recursos livres ficou em 48,5% ao ano em agosto, com aumento de 0,8 p.p. no mês e de 2,3 p.p. em 12 meses.
No caso especificamente das empresas, a taxa média de 24,2% representa recuo de 1,0 p.p. no mês e de 0,7 p.p. em 12 meses.
“Prevaleceu o efeito da variação das taxas (efeito taxa), com destaque para as reduções das taxas médias de cartão de crédito rotativo (-26,9 p.p.), de capital de giro com prazo inferior a 365 dias (-4,1 p.p.) e de capital de giro com prazo superior a 365 dias (-1,0 p.p.)”, detalhou o BC.
rédito
Apesar dos juros mais elevados, o crédito às famílias continuou crescendo. O saldo das operações livres para pessoas físicas alcançou R$ 2,6 trilhões, com expansão de 0,8% no mês e de 10,5% em 12 meses.
O resultado foi puxado principalmente pelo financiamento de veículos, pelo cartão de crédito rotativo e pelo crédito consignado para trabalhadores do setor privado, modalidade que concentra as operações do Crédito do Trabalhador.
Nas empresas, a taxa média de juros do crédito livre ficou em 24,2% ao ano, após recuo de 1 p.p. em agosto. O saldo dessas operações somou R$ 1,6 trilhão, com queda de 0,6% no mês e alta de 0,5% em 12 meses.
Segundo o BC, o resultado foi influenciado principalmente pela redução das operações de capital de giro, de desconto de duplicatas e outros recebíveis.
O saldo total da carteira de crédito livre atingiu R$ 4,1 trilhões em agosto, crescimento de 0,2% no mês e de 6,5% em 12 meses.
Endividamento e inadimplência
Os indicadores de crédito mostram que o endividamento das famílias atingiu 49,9% em julho, com aumento de 0,2 p.p. em relação ao mês anterior e de 1,1 p.p. em 12 meses.
O comprometimento da renda com o pagamento de dívidas ficou em 28,7%, estável na comparação mensal, mas 1,4 p.p. acima do registrado um ano antes.
Ao mesmo tempo, a inadimplência da carteira total de crédito do Sistema Financeiro Nacional alcançou 5% em agosto, com alta de 0,1 p.p. no mês e de 0,9 p.p. em 12 meses.
Entre as famílias, a taxa de inadimplência chegou a 6%, avançando 0,2 p.p. em relação a julho e 1,1 p.p. na comparação anual. Nas operações com empresas, o indicador permaneceu estável em 3,3%.
Crédito total soma R$ 7,4 trilhões
O saldo das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu R$ 7,4 trilhões em agosto, o que representa expansão de 0,5% no mês.
As operações com famílias cresceram 0,8%, chegando a R$ 4,7 trilhões. Nas empresas, houve redução de 0,1%, para R$ 2,7 trilhões.
Em 12 meses, o crédito total acumulou crescimento de 9,2%, com avanço de 10,5% nas operações destinadas às pessoas físicas e de 7,1% naquelas voltadas às empresas.
Considerando empréstimos bancários, títulos de dívida e financiamentos externos, o crédito ampliado ao setor não financeiro totalizou R$ 22 trilhões em agosto, o que equivale a 164,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O saldo cresceu 0,6% no mês e 11,3% em 12 meses.
O crédito ampliado às empresas somou R$ 7,3 trilhões, valor equivalente a 54,6% do PIB, com expansão de 1,1% em agosto e de 8,7% na comparação anual.
Reservas bancárias avançam
Nos agregados monetários, a base monetária encerrou agosto estável, na comparação com o mês anterior, em R$ 432,6 bilhões. Tendo como base comparativa agosto de 2025, apresentou retração de 1,4%.
As reservas bancárias cresceram 4,5% no mês, enquanto o volume de papel-moeda em circulação recuou 0,5%.
O candidato a deputado estadual pelo PT Ivan Baron anunciou a retirada de sua candidatura e declarou apoio a Dra. Zenaide na disputa pelo Senado. O posicionamento de Ivan se soma a outras manifestações de petistas em favor da senadora nesta reta final da eleição. A declaração ocorre mesmo com o grupo petista tendo candidatura própria ao Senado no Rio Grande do Norte, com Samanda Alves e Rafael Motta.
Ivan afirmou que fez questão de ir pessoalmente até Zenaide para declarar seu voto. “Doutora, eu fiz questão de vir aqui pessoalmente falar que o meu voto pro Senado é seu. 555”, disse. Ele também anunciou a retirada de sua candidatura a deputado estadual e explicou que a decisão foi tomada para cuidar da própria saúde mental e da família. “Reconhecer a minha limitação também é ser forte”, afirmou.
Ao receber o apoio, Zenaide destacou a trajetória de Ivan na defesa das pessoas com deficiência e reafirmou seu compromisso com a pauta da inclusão. “Enquanto eu estiver no Senado, a pessoa com deficiência vai ter voz, vai ter vez e vai ter quem lute por ela”, declarou.
O fim das casas de apostas on-line e a terceira edição do Desenrola Brasil elevaram o custo das medidas anunciadas pelo governo Lula em ano eleitoral para até R$ 215,6 bilhões. O cálculo foi feito pela Folha de São Paulo, com base em dados do governo e na consulta a especialistas.
Em maio, o pacote tinha 11 medidas e somava cerca de R$ 144 bilhões. No fim de junho, antes do defeso eleitoral, chegou a R$ 180 bilhões, com 16 medidas; no início de setembro, foi a R$ 193,8 bilhões e, agora, passa de R$ 200 bilhões, com 22 ações.
O fim das bets provocará perda de arrecadação de R$ 1,5 bilhão neste ano. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do próximo ano previa ainda R$ 5,3 bilhões com a taxação dos ganhos das casas de apostas e com a taxa de fiscalização.
Segundo a Receita Federal, a arrecadação com as bets foi de cerca de R$ 10 bilhões em 2025 e de R$ 7,3 bilhões no primeiro semestre de 2026. Os valores incluem a tributação dos ganhos e as contribuições sociais e previdenciárias pagas pelas empresas.
Com o Desenrola 3.0, o governo prevê alcançar cerca de R$ 150 bilhões em dívidas. Para isso, gastará até R$ 15 bilhões na compra desse estoque, com desconto mínimo de 90%, até 2028.
O governo comprará dívidas de até R$ 10 mil que constam nos balanços dos bancos. Ele mesmo negociará com os endividados, repassará os descontos obtidos no atacado com as instituições e liberará os bancos para emprestar mais.
O governo nega caráter eleitoral nas medidas. Ao lançar o aumento do Bolsa Família, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que as ações estão dentro do Orçamento, ao contrário do que ocorreu no último ano do governo de Jair Bolsonaro (PL).
Entre as primeiras medidas do ano está o aporte de até R$ 15 bilhões no FGO (Fundo de Garantia de Operações) para o Desenrola 2.0. O fundo é administrado pelo Banco do Brasil, que garante o pagamento das dívidas renegociadas pelos bancos em caso de calote.
Em abril, o governo anunciou R$ 21,2 bilhões para financiar caminhões e ônibus e R$ 10 bilhões para máquinas agrícolas. Vieram depois uma linha de cerca de R$ 4 bilhões para motos de entregadores de aplicativos, uma de R$ 30 bilhões para renovação de frota de taxistas e motoristas de apps e o reajuste do Bolsa Família, estimado em R$ 22 bilhões para este ano e o próximo.
Em agosto, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Guilherme Mello, disse ao jornal que as medidas têm impacto positivo na economia e não põem em risco as metas fiscais nem o controle da inflação.
Os eleitores poderão utilizar o e-Título, a via digital do título de eleitor, para se identificar perante os mesários e votar nas eleições de 2026 – o primeiro turno ocorrerá no próximo dia 4 de outubro. No entanto, para votar apresentando somente o e-Título, disponível nas plataformas iOS ou Android, é preciso que o aplicativo contenha a foto do eleitor.
Para baixar o e-Título, é necessário acessar a AppStore ou Google Play Store e fazer o download gratuito. É importante verificar se o app aparece como “e-Título – Justiça Eleitoral Brasileira”.
Com o aplicativo aberto é preciso preencher os dados: nome completo, data de nascimento, CPF ou Título de Eleitor, e nome dos pais. Após isso, o eleitor deverá responder às perguntas de segurança exibidas na tela e criar uma senha.
Os dados informados devem ser exatamente iguais aos do último atendimento na Justiça Eleitoral. Se houver divergência, o aplicativo não validará o documento. O e-Titulo poderá ainda solicitar o reconhecimento facial, feito por meio da câmera do aparelho celular.
Além do e-Título (com foto), o eleitor poderá se identificar perante os mesários com documentos oficiais com foto, como carteira de identidade, Identidade social (para pessoas trans e travestis); passaporte ou outro documento de valor legal equivalente, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho e carteira nacional de habilitação.
Os documentos oficiais são válidos para votar mesmo fora da validade.
Microempresas e empresas de pequeno porte que pretendem ingressar ou retornar ao Simples Nacional em 2027 devem ficar atentas aos novos prazos definidos pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN). A opção pelo regime poderá ser feita entre 1º de setembro e 15 de outubro de 2026, conforme a Resolução CGSN nº 194, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (28).
A medida também estabelece prazos para empresas que já são optantes pelo Simples Nacional e pretendem escolher o regime regular de recolhimento do IBS e da CBS, tributos relacionados à reforma tributária. Nesse caso, a opção poderá ser feita até 30 de outubro de 2026. Os dois procedimentos são diferentes e não devem ser confundidos.
Opção pelo Simples Nacional
As empresas que desejam ingressar ou retornar ao Simples Nacional em 2027 poderão apresentar a solicitação entre 1º de setembro e 15 de outubro de 2026. Se aprovada, a opção terá validade a partir de 1º de janeiro de 2027.
Caso o pedido seja indeferido inicialmente por causa de débitos ou outras pendências que impeçam o enquadramento, a empresa terá até 30 de outubro de 2026 para regularizar a situação.
O prazo de regularização é fixo e vale para todas as empresas, independentemente da data em que o contribuinte tomar conhecimento do indeferimento. Por isso, pedidos feitos próximos ao fim do período de opção terão menos tempo disponível para a correção das pendências.
Também será possível cancelar a solicitação. O contribuinte poderá desistir da opção entre 3 de novembro e 20 de dezembro de 2026.
Regime regular do IBS e da CBS
O segundo procedimento é destinado às empresas que já estão no Simples Nacional e desejam recolher o IBS e a CBS pelo regime regular.
Nesse caso, o prazo para fazer a opção vai de 1º de setembro a 30 de outubro de 2026. A escolha é diferente da opção pelo Simples Nacional e deve ser avaliada separadamente pela empresa.
Confira os prazos
Opção pelo Simples Nacional em 2027: de 1º de setembro a 15 de outubro de 2026;
Regularização de pendências para ingresso no Simples: até 30 de outubro de 2026;
Opção pelo regime regular do IBS e da CBS: de 1º de setembro a 30 de outubro de 2026;
Cancelamento das opções: de 3 de novembro a 20 de dezembro de 2026.
A orientação é que as empresas acompanhem os procedimentos e eventuais pendências antes do fim dos prazos. As informações e orientações podem ser consultadas nos canais oficiais da Receita Federal e do Portal do Simples Nacional.
Na manhã desta terça-feira (29), o prefeito Lucas Galvão, assinou a ordem de serviço para o início das obras de pavimentação asfáltica, de trechos estratégicos, que fazem a ligação entre importantes avenidas e ruas do Centro da cidade de Currais Novos.
Ao todo, serão 4.200,95m² de vias que receberão pavimentação asfáltica. A obra está dividida em três trechos: • Trecho 01: Rua Vereador Tomaz Pinheiro, no segmento entre a Rua Lula Gomes e a Rua João Pessoa, incluindo a Rua João Pessoa, com área de 1.205,17 m²; • Trecho 02: Rua João Alfredo, no segmento entre a Avenida Sílvio Bezerra e a Rua Dona Germana, com área de 439,84 m²; • Trecho 03: Rua João Alfredo, no segmento entre a Avenida Sílvio Bezerra e a Avenida Coronel José Bezerra, com área de 2.555,94 m².
De acordo com o prefeito Lucas Galvão, a definição dos trechos levou em consideração a importância dessas vias para a mobilidade e o deslocamento no Centro da cidade.
“ Esses trechos são importantes ligações entre algumas das principais vias do Centro de Currais Novos e, com a pavimentação asfáltica, teremos melhores condições de tráfego para todos que utilizam essas ruas ”, destacou o prefeito.
A pavimentação desses trechos faz parte dos investimentos da Prefeitura de Currais Novos para melhorar a infraestrutura urbana, garantindo vias mais adequadas e acessíveis para a população.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) classificou na segunda-feira, 28, como a “maior fake news dessa campanha” a informação de que apoiaria a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Durante agenda na região do Brás, em São Paulo, o senador acusou aliados do seu principal rival na disputa, o presidente Lula (PT), de terem impulsionado a informação falsa.
Em meio ao percurso, o presidenciável recebeu de uma eleitora uma pequena imagem da santa e a ergueu diante dos apoiadores. Flávio afirmou que um comunicado da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) confirmava que a história era falsa. A nota da organização, porém, foi divulgada principalmente para rebater uma acusação feita pelo próprio candidato no domingo, 27, de que “gente de dentro” da Conferência teria ajudado o PT a disseminar a desinformação.
Flávio Bolsonaro durante caminhada no Brás, em São Paulo. Foto: Vittor Sales/Divulgação PL “Foi muito boa a nota, ela é esclarecedora, porque confirma que essa questão de Nossa Senhora Aparecida, ela deixar de ser a padroeira do Brasil, era uma grande mentira”, disse Flávio. O candidato voltou a acusar integrantes lulistas de espalharem a informação e citou nominalmente a primeira-dama Janja da Silva e a candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB).
“Ela foi compartilhada pela Janja, foi compartilhada pela Simone Tebet aqui em São Paulo, foi compartilhada por toda a esquerda para tentar desgastar. Só que o efeito foi o contrário”, disse.
A informação que circulou nas redes associava Flávio a uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O episódio resgatou um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado Victorio Galli e arquivado no ano seguinte. Publicações passaram a atribuir a Flávio a intenção de retomar a iniciativa caso fosse eleito.
Durante a agenda, Flávio também voltou a atacar Lula pela política para as bets. Questionado sobre a medida provisória assinada pelo petista que proibiu a atividade no País, o candidato repetiu a expressão “pai do Tigrinho” para se referir ao petista e afirmou que o governo criou insegurança jurídica ao vetar agora uma atividade regulamentada durante a atual gestão.
“Eu fiz o exame de DNA ontem para ver quem era o pai do Tigrinho. Deu Lula. Lula, o pai do Tigrinho”, afirmou Flávio. O senador disse ainda que o PL votou contra os cassinos online e acusou o adversário de agir por “desespero” na reta final da campanha.+
Agenda de corpo a corpo A seis dias do primeiro turno, Flávio afirmou que pretende manter uma agenda de corpo a corpo com os eleitores. O senador voltou a pedir a aqueles que cogitam apoiá-lo apenas numa eventual segunda rodada que antecipem o voto para 4 de outubro.
“Aqueles que ainda estão considerando votar em Flávio Bolsonaro só no segundo turno, já pensarem e darem uma oportunidade de votar já no primeiro turno”, pediu.
Ao lado dele, o governador de São Paulo e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendeu a mesma estratégia para os últimos dias de campanha. “Vai estar corpo a corpo, vai fazer o corpo a corpo, é convencer”, disse. Tarcísio acompanhou Flávio na passagem pelo Brás e pelo Mercado Municipal, ao lado do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB).
A tentativa de concentrar o voto da direita também apareceu na reação à desistência de Ricardo Salles (Novo) da disputa pelo Senado por São Paulo. Salles anunciou nesta segunda-feira que deixou a corrida e passou a apoiar Guilherme Derrite(PP) e André do Prado(PL), candidatos respaldados por Tarcísio.
Flávio elogiou a decisão e disse esperar movimentos semelhantes em outros Estados. “Ele ajuda demais o Tarcísio e ajuda também na Presidência. E eu espero que esse gesto dele seja replicado também em outros locais”, afirmou.
Tarcísio defendeu que a direita evite a fragmentação. Segundo o governador, a retirada de Salles permitiu unir o grupo em São Paulo. “A gente precisava não dividir, mas somar”, disse. Flávio ainda voltou a desafiar Lula a participar do próximo debate presidencial da TV Globo. “Eu vou estar no debate da Globo e eu espero que o Lula vá para o debate da Globo. É com ele que eu quero debater”, afirmou.