A ex-deputada estadual Larissa Rosado, líder do PSB no Rio Grande do Norte, criticou o que chamou de “quebra de discurso” do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União). Em entrevista à TV Agora RN nesta quinta-feira 5, ela destacou que o prefeito criticava as “oligarquias”, mas hoje é aliado dos líderes das tradicionais famílias Alves e Maia.
“Ele dizia que era diferente, dizia ‘eu sou o honesto, eu faço as coisas diferente, aqui em Mossoró tem oligarquias, assim como no Estado’. E o que é que a gente vê hoje? Ele apontava o dedo para as chamadas oligarquias, falando de Rosado, de Alves, de Maia, e hoje ele está com o palanque formado pelas maiores lideranças dos Alves e dos Maia”, afirmou Larissa, referindo-se ao vice-governador Walter Alves (MDB) e ao ex-senador José Agripino Maia (União).
Larissa Rosado também lembrou que Allyson Bezerra criticava políticos que lançavam familiares para concorrer a outros cargos. Agora, porém, o prefeito tem a sua mulher — a primeira-dama de Mossoró, Cinthia Pinheiro — como pré-candidata a deputada estadual, disputando o pleito junto com o marido.
“Existe uma quebra de discurso que a população pode ver. Ele diz que ele era uma coisa e é outra, porque agora a mulher dele é candidata a deputada estadual. Em entrevistas anteriores, ele dizia ‘não, eu sou diferente, eu não sou como os outros, que elegem filhos, elegem irmãos, elegem maridos’”, declarou.
A ex-deputada estadual e líder do PSB também comentou a Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União no fim de janeiro e que teve Allyson entre os alvos da investigação sobre possíveis fraudes na compra de medicamentos. Larissa Rosado criticou o prefeito por manter secretários das pastas envolvidas nas suspeitas.
“O prefeito de Mossoró dizia em algumas entrevistas que tinha controle de tudo na gestão. Aí passa a operação policial, muda o discurso, dizendo ‘não, na minha gestão passei a responsabilidade para os secretários’. Diz também ‘eu não tenho compromisso com erro’, mas os secretários continuam lá, os envolvidos. O vice-prefeito ele não poderia afastar, porque está eleito pela população cumprindo o mandato, mas as pessoas que atestaram as compras, as pessoas que pagaram, estão todas lá”, criticou Larissa.
Ela finalizou: “Eu acho que a população, o eleitor é muito mais sábio do que o prefeito de Mossoró supõe, e o eleitor está percebendo a diferença do que é a realidade do que é o discurso, do que é a rede social, do que é a vida real.”
Por solicitação do deputado Gustavo Carvalho (PL) à presidência da Assembleia Legislativa, o secretário estadual de Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, poderá ser convocado a comparecer à Casa para esclarecer a situação de atraso dos repasses de empréstimos consignados dos servidores estaduais.
Gustavo Carvalho decidiu pela convocação do auxiliar do governo Fátima Bezerra (PT) um dia depois de sugerir a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a falta de repasses de recursos, sobretudo ao Banco do Brasil: ´”É evidente o interesse público e diretamente relacionada à transparência da gestão fiscal do Estado, bem como os direitos dos servidores”.
No ofício encaminhado ao presidente da Casa, deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB), o parlamentar do PL sugere que a convocação cumpra o papel institucional de fiscalização da Assembleia Legislativa. O requerimento irá para votação em plenário.
Além da Assembleia, Gustavo Carvalho também enviou ofício ao Ministério Público, direcionado ao procurador-geral de Justiça, Glaucio Garcia, renovando a solicitação de apuração do atraso nos repasses dos consignados.
No documento Gustavo Carvalho pontua que o tema “envolve não apenas questões financeiras, mas potenciais violações aos princípios da legalidade, moralidade, transparência e eficiência administrativa”.
Retrospectiva
Desde novembro, após receber as primeiras denúncias de atraso no pagamento de consignados, o deputado Gustavo vem solicitando esclarecimentos sobre a inadimplência do Estado, no que se refere aos pagamentos de consignados. Foram enviados ofícios ao Governo do Estado, Ministério Público e Banco do Brasil, além de denúncia feita ao Banco Central.
“O silêncio neste caso é tão grave quanto a própria dívida”, afirma Carvalho.
O deputado estadual Luiz Eduardo tem se somado às críticas ao governo Fátima Bezerra por se apropriar indebitamente de recursos do funcionalismo público. “O governo do PT, tem o hábito de colocar a culpa em todo mundo, mas não tem a responsabilidade de assumir a sua péssima administração. O atraso de sete meses do consignado, desde julho, que o governo não paga, não repassa, Pagar não, não repassa”.
Segundo Luiz Eduardo, os servidores “fazem empréstimos com os juros mais baratos, conseguindo o desconto do pagamento mensal desse consignado dos salários”, mas terminam sendo penalizados: “ E o que é pior, os servidores que não têm culpa de não estar sendo repassados, estão sendo negativados, negativados, ficando com o nome sujo, com o nome no Serasa e não consegue fazer nenhum outro tipo de empréstimo, nenhum outro tipo de contrato de empréstimo e de crédito em banco, porque o seu nome está negativado”.
Iniciativa
O deputado estadual Gustavo Carvalho tem sugerido a instalação de uma CPI da Assembleia Legislativa para investigar a falta de repasses de recursos de empréstimos consignados a instituições financeiras pelo governo Fátima Bezerra (PT), que são descontados dos salários dos servidores públicos estaduais. “A partir da próxima semana, se não tivermos uma resposta do governo, uma resposta dos órgãos fiscalizadores, nosso mandato vai conversar com a Casa no sentido de buscarmos uma apuração concreta numa Comissão Parlamentar Inquérito”, avisou.
Em pronunciamento na primeira sessão ordinária do ano na Assembleia, Gustavo Carvalho expôs a gravidade do que considera apropriação indébita “por esse governo irresponsável do PT, que envolve diretamente milhares de servidores públicos do Rio Grande do Norte com empréstimos consignados e a inadimplência do governo do Estado nos repasses desses valores às instituições financeiras.
“Isso é coisa de improbidade, é caso de prisão. O governo tem descontado dos seus servidores sem fazer a efetivação do pagamento na instituição bancária”, protestou Carvalho, que continuou: “O que é mais preocupante, desde novembro de 2025, este parlamento, através de nosso mandato, vem tentando obter informações sobre esse assunto e até hoje só encontramos silêncio, sigilo e barreiras institucionais”.
O Fevereiro Roxo é uma campanha nacional voltada à conscientização sobre doenças crônicas, entre elas, a fibromialgia – que se destaca por atingir cerca de 3% da população brasileira. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a patologia é caracterizada por dor generalizada, fadiga e impactos significativos na qualidade de vida, o que demanda acompanhamento contínuo e uma abordagem multidisciplinar, na qual a fisioterapia desempenha papel fundamental.
De acordo com Adriane Mazola Russ, docente do curso de Fisioterapia da Estácio, a doença é caracterizada por uma alteração na forma como o sistema nervoso processa a dor. “É como se o volume da dor estivesse constantemente aumentado, fazendo com que estímulos que normalmente não doeriam passem a ser percebidos como dolorosos”, explica.
Entre os sintomas mais comuns da fibromialgia estão a dor muscular difusa e persistente, fadiga intensa, sono não reparador, dificuldade de concentração e memória, além da sensibilidade aumentada. O que, segundo a especialista, pode dificultar atividades cotidianas e afetar a saúde emocional.
Conforme explica a docente, práticas simples contribuem para o controle da dor e a promoção do bem-estar, como:
Manter uma rotina regular de sono; Praticar atividade física leve a moderada; Evitar longos períodos de inatividade; Cuidar da saúde emocional; Manter alimentação equilibrada; Respeitar os limites do corpo. A fisioterapia, por sua vez, é uma das principais abordagens não medicamentosas no tratamento da fibromialgia. “As técnicas fisioterapêuticas ajudam a modular a dor, melhorar a circulação, reduzir tensões musculares e aumentar a capacidade física”, afirma a especialista.
Apesar das orientações, Adriane reforça, “não existe uma forma comprovada de prevenir a fibromialgia, já que a condição envolve fatores genéticos, emocionais, hormonais e ambientais. No entanto, alguns hábitos ajudam a reduzir crises e minimizar os sintomas”, reforça Adriane.
Como conviver melhor com a fibromialgia no dia a dia
Para pessoas com fibromialgia, devem ser evitadas atividades de alta intensidade sem preparo, treinos exaustivos ou exercícios que provoquem dor intensa durante ou após a prática. “A regra é movimento com conforto e regularidade, nunca com esforço excessivo. Entre os exercícios mais recomendados estão caminhadas leves, alongamentos, fortalecimento progressivo, hidroterapia, pilates clínico e atividades aeróbicas de baixo impacto”, orienta Adriane.
Outros cuidados fazem diferença na rotina de quem convive com a fibromialgia e ajudam a melhorar a qualidade de vida:
Organizar horários de sono; Praticar atividade física regularmente, mesmo em pequenas doses; Dividir tarefas ao longo do dia; Fazer pausas programadas; Manter boa hidratação; Buscar atividades que reduzam o estresse, como lazer e técnicas de relaxamento. Por fim, a fisioterapeuta avalia que a fibromialgia não impede uma vida ativa. “Com orientação adequada e ajustes na rotina, é possível conviver com a condição de forma mais leve e funcional”, finaliza.
O Rio Grande do Norte deve registrar 11.670 novos casos de câncer ao longo de 2026, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). A estimativa aponta que as neoplasias mais frequentes no estado devem ser as localizadas na mama feminina (51%), na próstata (49,7%) e no colo do útero (13,6%).
Para 2026, a estimativa do INCA é de 226,35 casos a cada 100 mil habitantes no RN. O estado é o terceiro do Nordeste com a previsão mais alta, considerando a taxa de incidência por habitantes, ficando atrás apenas do Ceará (233,49) e da Paraíba (236,20). O RN apresenta taxa inferior à média nacional, que é de 241,71 casos a cada 100 mil habitantes.
Juliana Florinda, oncologista do Huol-UFRN-Ebserh, revela que o número é alto para o estado. “Mostra que precisamos fortalecer estratégias de prevenção, diagnóstico rápido e tratamento no tempo certo, caso contrário, o câncer será diagnosticado em fases tardias nas quais não é mais possível o tratamento com intenção curativa”, disse a especialista.
O câncer de pele não melanoma deve representar cerca de 3.830 novos casos no estado, mas não entra no cálculo das taxas gerais de incidência. Isso ocorre por ser o tipo mais frequente e, na maioria dos casos, apresentar menor gravidade, sendo excluído das estatísticas principais para evitar distorções nos números.
A estimativa indica que as neoplasias malignas devem atingir mais mulheres, com cerca de 5.900 novos casos, enquanto entre os homens a projeção é de 5.770 registros. Entre o público masculino, o câncer de próstata deve responder por aproximadamente 70% dos diagnósticos. Já entre as mulheres, o câncer de mama pode representar cerca de 65% das neoplasias.
Florinda alerta que o principal fator para o aumento desses diagnósticos é a maior disponibilidade para o agendamento de exames. Segundo ela, existem estratégias para ampliar o rastreamento e reduzir os diagnósticos tardios, especialmente nos casos de câncer de mama e próstata.
“A campanha e aumento de vagas para realizar mamografias não deve acontecer apenas no Novembro Rosa, e sim durante todo o ano. Além disso, a orientação da população sobre a necessidade de realizar os exames anualmente e de conhecer o seu próprio corpo, para que ao observar uma alteração já fique atenta e procure um médico”, defende a oncologista.
Na capital potiguar, Natal, a previsão é de 2.930 casos em 2026, conforme os dados divulgados pelo levantamento. Em Natal, as estimativas indicam que as principais localizações dos tumores devem ser a mama feminina, que concentra 51,9% dos casos, seguida pela próstata, com 50,8%, e pelos cânceres de cólon e reto, que representam 16,7% dos registros.
Segundo Juliana Florinda, especialistas destacam a importância da adoção de hábitos de vida saudáveis. Entre as principais recomendações estão não fumar e evitar a exposição à fumaça do cigarro, manter o peso adequado e praticar atividade física regularmente, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, adotar uma alimentação equilibrada — com maior ingestão de fibras, frutas e verduras e menor consumo de ultraprocessados e carnes processadas —, manter a vacinação em dia contra o HPV e a hepatite B, além do uso regular de protetor solar.
De acordo com os dados apresentados no Boletim Epidemiológico do Câncer de 2025, em 2020 o estado registrou uma taxa de 250 casos por 100 mil habitantes. Já em 2024, esse índice subiu para 375 casos por 100 mil habitantes, indicando uma tendência de aumento no diagnóstico da doença.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) informou que, como ordenadora da política de saúde do estado, atua em parceria com municípios e entidades filantrópicas tanto no investimento em diagnóstico — como a regulação de exames — quanto no tratamento dos casos e na promoção da prevenção, por meio da rede de atenção básica coordenada em nível municipal.
A SESAP destacou ainda que, em 2023 e 2025, o Governo do Estado entregou dois centros de referência em oncologia, voltados ao atendimento da população das regiões do Mato Grande e do Potengi, em parceria com os municípios.
Ao defender o fim da escala de trabalho 6×1, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que governo vai dialogar com parlamentares, trabalhadores e empresários em busca de aprovar a mudança. Segundo ele, está na hora de reduzir a jornada de trabalho do País para que as pessoas tenham mais tempo para estudar e cuidar da família.
“Quem viveu no mundo do trabalho como eu sabe que hoje a juventude e as mulheres querem mais tempo. Mais tempo para estudar. Mais tempo para cuidar da família. Com o avanço tecnológico, a produção aumentou muito, então, você não precisa exigir de todo mundo isso”, disse nesta quinta-feira (5), em entrevista ao site de notícias UOL.
“Essa não é uma tarefa só do governo. O governo tem que estabelecer uma discussão com o Congresso Nacional. Nós vamos estabelecer discussão com o empresariado e com os trabalhadores. E fazer aquilo que é possível. O dado concreto é que está na hora da gente fazer uma mudança na jornada de trabalho desse País”, afirmou.
Na mensagem enviada pelo poder Executivo ao Congresso Nacional na última segunda-feira (2), em razão da retomada dos trabalhos legislativos, o presidente Lula listou como uma das prioridades para 2026 o fim da escala 6×1.
Conquistas Na entrevista, Lula falou sobre o impacto que programas sociais como o Gás do Povo, o Luz do Povo e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil tem na vida dos beneficiados
“A questão do imposto de renda é uma novidade extraordinária, porque é a primeira vez na história que quem ganha até R$ 5 mil não vai pagar. Uma professora que ganha R$ 5 mil, ela vai ter um ganho de R$ 4.800 por ano. É um 14º salário. E quem vai pagar a conta? As 110 mil pessoas mais ricas do Brasil, que poderiam até pagar mais”, exemplificou.
O presidente ainda destacou o bom momento que o Brasil atravessa com a menor taxa de desemprego da história e a inflação que vai ser entregue na meta e demonstrou otimismo com o futuro.
“Eu acho que o Brasil está no ponto de se transformar num País de alto valor agregado, com produção, com mais tecnologia, entrando na era da inteligência artificial, entrando na era dos data centers”.
O Rio Grande do Norte registrou 874 mortes violentas em 2025, número que cresceu 16,53% em relação a 2024, quando houve 750 crimes. O aumento ocorreu após quatro quedas sucessivas, em cinco anos, no número de vítimas de morte violenta letal e intencional no estado. Os dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Ainda assim, esse foi o segundo menor número de crimes violentos desde 2011 e caiu 62,6% em comparação ao ano mais violento da série histórica, 2017, quando houve 2.272 crimes. Dados do MJSP consolidados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed-RN) apontam que o total de crimes de homicídio doloso, feminicídio, latrocínio (roubo seguido de morte) e lesão corporal seguida de morte caiu entre 2020 e 2024.
Entre 2020 e 2024, o indicador sofreu quatro quedas anuais consecutivas, saindo de 1.356 para 750, uma redução de 44,7%. O movimento de baixa intensificou-se no final do período, com 2024 apresentando a queda mais acentuada (- 21,1% frente a 2023, caindo de 950 para 750). A sequência negativa foi rompida em 2025.
Para o presidente da Comissão de Segurança Pública e Política Carcerária da OAB/RN, Paulo Pinheiro, o aumento registrado nos dois últimos anos não foi tão significativo quanto a redução de crimes violentos letais e intencionais que vem sendo observada por meio de dados estatísticos.
“Não acho que fuja dos parâmetros do decréscimo desses crimes ao longo dos anos. No decorrer dos anos, o crime vai passando por mutações. Esse tipo de crime é feito de maneira mais organizada, e tem o aumento também das organizações criminosas. Isso acaba refletindo, mas entendo que é uma porcentagem mínima à vista do decréscimo [observado] ao longo dos anos”, avalia.
Segundo ele, a segurança pública potiguar recebeu diversos investimentos nos últimos anos, o que coíbe a prática de crimes violentos. “Tem sido feito um investimento na segurança pública, nas polícias, na infraestrutura do sistema prisional e na abertura de concursos”, aponta o secretário da Comissão Especial de Segurança Pública do Conselho Federal da OAB.
Entre 2024 e 2025, cresceu o número de vítimas de feminicídio no RN, de 19 para 21 (10,52%), e homicídio doloso, de 636 para 827 (30,03%). Por outro lado, caiu o número de vítimas de latrocínio, de 23 para 15 (-34,78%), e lesão corporal seguida de morte, de 72 para 11 (-84,72%).
Segundo o painel Divulgação de Indicadores de Violência e Criminalidade no RN, as ocorrências mais frequentes registradas na Polícia Civil do RN em 2025 foram estelionato (24.897), furto (21.604), ameaça (14.758), roubo (9.040) e injúria (6.419). Já a Polícia Militar do RN registrou 6.900 casos de perturbação do sossego alheio, 6.673 pedidos de policiamento, 3.727 ocorrências de violência doméstica e familiar, 2.537 ameaças e 2.332 roubos.
A tendência de queda observada entre 2017 – o pico de casos no estado – e 2025 se repetiu nas duas maiores cidades potiguares. A capital, Natal, apresentou uma redução de 73,9% em relação ao seu pior ano (2013, com 579 homicídios), registrando 151 mortes em 2025.
Já Mossoró alcançou a maior redução de sua série histórica iniciada em 2011, com 79 mortes violentas em 2025, um declínio de 66,8% se comparado ao pico de violência registrado no município em 2017 – ano que registrou 258 crimes.
Segurança não pode ser lida só por números, diz pesquisador
Francisco Augusto Cruz, especialista em segurança pública e sistema prisional, aponta que a segurança pública no RN apresentou em 2025 um cenário “de estabilização e melhora gradual quando analisado em perspectiva histórica”. O pesquisador alerta que é necessária uma análise sociológica do tema, para não reduzi-lo a números.
“A violência é um reflexo de desigualdades sociais, transformações urbanas, mercado ilegal e fragilidades na proteção social. O RN ainda convive com desafios importantes, especialmente nas periferias urbanas e em territórios com menor presença de políticas públicas estruturantes”, diz.
Para ele, o fato de em 2025 o estado ter o segundo menor número de crimes violentos da série iniciada em 2011 indica que houve mudanças no padrão da violência. “Houve fortalecimento da capacidade estatal de regulação do conflito violento, seja por meio da atuação policial, seja por reorganizações internas do próprio crime”, observa.
“Esse dado não significa que o problema esteja resolvido. Séries históricas mostram que a violência no Brasil costuma operar em ciclos. Portanto, o resultado deve ser interpretado como um avanço importante, mas que exige manutenção de políticas consistentes para evitar retrocessos”, avalia Cruz.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério Público Federal (MPF) assinaram acordo com o objetivo de intensificar ações de fiscalização e fortalecer o enfrentamento ao comércio ilegal de dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como cigarros eletrônicos ou vapes.
Em nota, a Anvisa informou que o acordo visa garantir o cumprimento da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 855/2024, que proíbe a fabricação, a importação, a comercialização, a distribuição, o armazenamento, o transporte e a propaganda de cigarros eletrônicos em território nacional.
“A ideia é unir a expertise técnica da Anvisa ao poder de atuação jurídica do MPF”, destacou a agência no comunicado.
O acordo terá vigência inicial de cinco anos, com reuniões periódicas entre as equipes responsáveis. Não há previsão de transferência de recursos entre as partes.
Entenda Entre as medidas previstas no acordo está o compartilhamento sistemático de informações técnicas e de dados sobre fiscalizações realizadas em ambientes físicos e virtuais.
Caberá à Anvisa fornecer subsídios técnicos e informações sobre as ações do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, enquanto o MPF fará a apuração das infrações identificadas e a articulação com outros órgãos de controle.
A parceria prevê ainda o desenvolvimento de ações de comunicação e sensibilização sobre riscos associados ao uso de cigarros eletrônicos como parte de estratégias de proteção à saúde pública.
O índice de adultos com obesidade atendidos pelo Sistema Único de Saúde no Rio Grande do Norte cresceu 200,8% entre 2019 e 2025, passando de 71.560 para 215.282 potiguares com a condição, dentro do recorte analisado. Em termos percentuais, 31,3% da população adulta atendida na rede pública do Estado (228.503 pacientes) estava obesa em 2019, contra 40,4% no ano passado (quando foram atendidos 532.102 adultos no SUS do RN), um aumento de 9,3 pontos percentuais. Os dados estão disponíveis no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) do Ministério da Saúde.
No Brasil, o índice de obesidade na população em geral dobrou em 18 anos, saindo de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024, segundo o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Igor Marreiros, que é cirurgião bariátrico no Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), em Natal, explica que as causas para o aumento registrado no RN e no País são multifatoriais e estão relacionadas a fatores como hábitos alimentares (20,9% dos natalenses ouvidos pelo Vigitel consumiram cinco ou mais alimentos ultraprocessados no dia anterior à entrevista), rotinas de trabalho e questões genéticas.
O médico chama atenção para o fato de que, no caso dos dados do Sisvan, as informações são uma amostra que representa a população mais vulnerável economicamente. Ele observa que a obesidade é uma condição que provoca diversas doenças como diabetes e hipertensão, as quais, consequentemente, levarão a problemas cardiovasculares e renais, insuficiência cardíaca e outros. “Isso acaba se transformando em um grande problema de saúde pública”, diz o médico.
Ele esclarece que existem grupos mais suscetíveis à obesidade, como aqueles ligados ao fator idade, uma vez que, com o envelhecimento do organismo, o metabolismo cai, gerando um aumento natural de gordura corporal. Mas este não é o principal grupo afetado, na avaliação do especialista. “As populações de menor renda são as mais suscetíveis porque, quanto menor a capacidade socioeconômica, maior a chance de optar pelo sedentarismo e de escolher alimentos de menor qualidade”, frisa Marreiros.
Essas populações, de acordo com o médico, são impactadas, ainda, por fatores como qualidade do sono. “São pessoas que geralmente vivem nas periferias, moram distante do trabalho e, portanto, gastam mais tempo com deslocamento. Isso impacta na quantidade de horas dormidas e nas atividades de lazer, tornando-as mais sedentárias”, sublinha. O sono foi um aspecto avaliado pela primeira vez pelo Vigitel (o sistema não divulgou os dados sobre obesidade por estados nem capitais).
O levantamento concluiu que 20,2% dos adultos nas capitais disseram dormir menos de 6 horas por noite e 31,7% dos adultos têm pelo menos um dos sintomas de insônia, com maior prevalência entre mulheres (36,2%) que homens (26,2%). Em Natal, o índice da população que dorme menos de seis horas por noite ficou em 19,7%. Também na capital potiguar, 28,7% têm pelo menos um dos sintomas de insônia, com prevalência maior do mesmo modo que no restante do país, em mulheres (28,8%).
Tratamento combinado
O tratamento para obesidade é feito por meio de uma combinação que envolve o uso de medicamentos, dieta, prática de exercícios físicos e cirurgia bariátrica, conforme detalha a médica-cirurgiã do Aparelho Digestivo, Anna Carolina Batista. Ela explica que a combinação depende da avaliação de cada paciente. “Também é possível que a pessoa tome os medicamentos sem a necessidade de bariátrica”, pontua Anna, que é diretora científica da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.
Segundo ela, o procedimento é indicado para os casos mais graves de obesidade. A condição é medida pelo índice de massa corporal (IMC) e também de forma individual, com base no quadro de complicações já desencadeadas em um paciente. “Se a pessoa obesa tem IMC 30, que caracteriza o grau I [mais leve], mas apresenta complicações como problemas renais, de visão ou diabetes, por exemplo, ela já é uma importante candidata à bariátrica”, detalha.
Anna Carolina Batista pontua que no Huol, principal unidade do Sistema Único de Saúde do RN a fazer cirurgia bariátrica, o número de procedimentos por mês varia entre 15 e 20, quantidade considerada alta dada a estrutura do hospital, mas que representa uma pequena fração diante da gravidade do problema. “Estudos em todo o país mostram que o Brasil opera menos de 1% dos pacientes com as condições para a bariátrica. E no SUS, esse índice é bem mais alarmante: apenas 0,3% dos pacientes com indicação são operados”, destaca.
Além do aumento nos números sobre obesidade, o Brasil registrou alta expressiva nos dados que mostram o cenário da população com sobrepeso: segundo o Vigitel, em 2024, 62,6% dos brasileiros tinham excesso de peso, contra 42,6% em 2006, crescimento de 20 pontos percentuais. No RN, os índices para os atendimentos no SUS se mantêm estáveis desde 2019, em cerca de 35%, conforme dados do Sisvan.
De acordo com o levantamento do Vigitel, o diagnóstico médico de diabetes em adultos apresentou aumento de 5,5%, em 2006, para 12,9% em 2024 no Brasil. A hipertensão em adultos, por sua vez, passou de 22,6% para 29,7%.
Em menos de 24 horas, o Rio Grande do Norte foi atingido por mais de 4 mil descargas atmosféricas, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (5) pela Neoenergia Cosern. Os dados consideram o período entre as 17h da quarta-feira (4) e as 15h desta quinta (5).
A maior concentração de raios foi registrada na região Oeste do estado, que enfrentou fortes chuvas durante a madrugada e o início da manhã desta quinta-feira. Somente em Mossoró foram contabilizadas 555 descargas atmosféricas no intervalo analisado. Em seguida aparecem os municípios de Governador Dix-Sept Rosado, com 417 raios, e Upanema, com 285 ocorrências.
A incidência de raios está diretamente relacionada às condições meteorológicas de cada região. Em períodos de instabilidade, as chuvas costumam ser acompanhadas de trovões, relâmpagos e descargas elétricas.
“Monitoramos as condições meteorológicas do Rio Grande do Norte 24 horas por dia, pois elas impactam diretamente a qualidade do fornecimento de energia elétrica. O volume de descargas atmosféricas registrado nas últimas 24 horas chama atenção. Para prevenir ocorrências, ampliamos em 64% a instalação de para-raios em todas as regiões do estado entre 2023 e 2025, reforçando a segurança da operação e a qualidade da energia distribuída”, afirmou Daniel Burgos, supervisor da Neoenergia Cosern.
Ao longo de 2025, o Rio Grande do Norte já registrou 43.832 quedas de raios, com destaque para as regiões Oeste e Seridó, que lideram o ranking estadual de incidência. Mossoró aparece em primeiro lugar, com 3.120 descargas, seguida por Upanema, com 3.091, e Santana do Matos, com 2.195 registros. Apesar dos números elevados, os dados indicam uma redução de 55% no total de descargas atmosféricas no estado em comparação com 2024.
Orientações de segurança em casos de chuvas com raios
Busque abrigo tão logo veja nuvens carregadas no céu ou escute um trovão;
Evite colher frutas, legumes ou verduras, abrigar-se ou caminhar perto de árvores;
Não fique próximo a animais e nem ande a cavalo;
Não fique próximo a cercas de arame;
Não fique próximo a objetos metálicos pontiagudos como enxadas, pás e facões;
Não se abrigue debaixo de varandas, barracos e celeiros;
Não caminhe em áreas descampadas;
Não fique parado em rodovias, ruas ou estradas;
Não suba em locais como telhados, terraços e montanhas;
Não tome banho em praia, rio, açude ou piscina durante uma tempestade;
Não utilize equipamentos elétricos ligados à rede elétrica;
Não fale ao telefone com fio ou utilizar o celular conectado ao carregador;
A ex-deputada estadual Larissa Rosado, líder do PSB no Rio Grande do Norte, não descartou ser candidata a vice-governadora na chapa do pré-candidato Cadu Xavier (PT), atual secretário estadual da Fazenda. De acordo com ela, o PSB segue aliado do PT no Estado e deseja participar da formação da chapa majoritária que vai à disputa no pleito de outubro.
“Nós defendemos que o PSB participe da chapa majoritária, que discuta quem serão os suplentes da governadora Fátima Bezerra para o Senado, que possa discutir quem será o vice-governador ou vice-governadora”, disse Larissa, em entrevista nesta quinta-feira 5 ao Central Agora RN, da TV Agora RN.
A dirigente relatou ter recebido com naturalidade o fato de seu nome ser citado publicamente como opção para a vice, mas ponderou que decisões dessa natureza exigem construção coletiva. “Agradeço os elogios que Cadu fez a mim e compreendo que, quando ele traça o perfil de que seja uma mulher, de confiança, leal, de que possa fazer um trabalho junto com ele, eu agradeço que o meu nome tenha sido lembrado. Mas eu entendo que isso passa por uma composição e por uma discussão”, declarou.
Ao tratar da chapa majoritária, Larissa Rosado também fez questão de sublinhar que o PSB trabalha uma candidatura própria ao Senado, com a ideia de fazer uma dobradinha com Fátima Bezerra (PT). Segundo ela, o nome colocado é o de Luizinho Cavalcante, ex-prefeito de Carnaubais. “É um militante do PSB histórico, é uma pessoa que tem total condição de fazer essa disputa no nosso partido”, afirmou.
Na avaliação da líder socialista, a combinação da candidatura do PSB ao Senado com o projeto do PT para o governo e para a outra vaga ao Senado reforça a coerência política do campo governista. Larissa destacou a afinidade histórica entre os partidos e elogiou o desempenho de Cadu Xavier à frente da Secretaria de Fazenda.
“A posição nossa, com certeza, é de apoio à candidatura de Cadu Xavier. Eu tenho o maior desejo de que o nosso partido possa fazer essa coligação, que a gente possa estar junto nessa luta”, afirmou. Para ela, há razões objetivas para sustentar esse alinhamento. “Acho que Cadu foi e é um grande secretário”, disse, ao citar resultados administrativos e investimentos realizados ao longo do atual governo.
Disputa deverá ser polarizada, afirma ex-deputada Sobre o perfil da eleição, a líder do PSB projetou que a disputa deverá ser polarizada entre direita e esquerda. Ela avalia que o pleito deverá se concentrar em um enfrentamento entre Cadu Xavier e o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos).
Ao comentar sobre o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), Larissa Rosado afirmou que o eleitor valoriza clareza de posições. “Eu acho que o eleitorado gosta de quem tem posição, de quem dá a cara a tapa, de quem diz onde está de fato”, disse. Na sua avaliação, mais do que discursos genéricos, a população busca identificação com projetos e ideias. “A gente precisa ter posição, a gente precisa ter o nosso lado, a gente precisa dizer onde a gente está claramente”, completou.
A dirigente também ponderou que, apesar das tentativas de setores ao centro de defender uma agenda menos ideologizada, a definição de lados tende a ganhar força.
Partido trabalha construção de nominatas Larissa Rosado também falou sobre o projeto do PSB para a disputa proporcional, que envolve a formação de nominatas para a eleição de deputado estadual e deputado federal. Ela reconheceu que o cenário eleitoral impõe dificuldades adicionais aos partidos, sobretudo após o fim das coligações proporcionais.
A dirigente explicou que o partido busca construir nominatas equilibradas, com condições reais de disputa para todos os candidatos. “O que a gente quer é formar uma nominata que seja acessível, que as pessoas concordem de fato, que disputem em pé de igualdade”, afirmou ela, comentando que o objetivo é evitar chapas com concentração excessiva de votos em poucos nomes.
Larissa confirmou ainda que seu próprio nome está à disposição do PSB para a disputa de deputada federal. A expectativa, de acordo com a ex-deputada, é consolidar nomes e filiações até o limite estabelecido pela legislação eleitoral (4 de abril para filiações).
Outro ponto destacado foi a relação com a direção nacional do PSB e a importância do apoio financeiro para viabilizar campanhas. Larissa afirmou que o partido no RN depende desse respaldo, como ocorre nos demais estados. A dirigente enfatizou que a discussão sobre viabilidade econômica faz parte do diálogo com possíveis filiados.
Durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Luiz Eduardo fez duras críticas ao discurso de parlamentares da base governista, que afirmam que a gestão da governadora Fátima Bezerra entregará um Estado melhor do que recebeu. Para o deputado, os dados atuais mostram o contrário.
Segundo ele, o Rio Grande do Norte recebeu uma dívida de precatórios de aproximadamente R$ 460 milhões no início da gestão e, após sete anos, o valor já chega à faixa de R$ 6 bilhões.
Luiz Eduardo também apontou problemas na segurança pública, citando a delegacia de São José de Mipibu, que estaria há dois meses sem viatura, além de atrasos no repasse de consignados dos servidores, descontados em folha desde julho e não transferidos às instituições financeiras.
O parlamentar ainda mencionou o atraso no pagamento do 13º salário de aposentados e pensionistas, os baixos índices de alfabetização infantil considerados os piores do Brasil e a precariedade das rodovias estaduais.
“Não dá mais para colocar a culpa no governo passado. Essa narrativa não encaixa mais. Alguém precisa assumir a responsabilidade”, declarou.
O deputado afirmou que seguirá cobrando providências. “Meu papel é fiscalizar, cobrar e defender o povo do Rio Grande do Norte”, concluiu.
A 1ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Norte (TJD/RN) julgou, na noite desta quinta-feira (5), e decidiu pela perda de pontos do América e Potiguar Seridoense, sobre escalação irregular de jogadores no Campeonato Potiguar. O alvirrubro potiguar perdeu 18 pontos e vai pagar R$ 15 mil. Além de estar na vice-lanterna da competição. A decisão ainda cabe recurso.
Já o Potyguar perde 15 pontos e ainda foi multado no valor R$ 12 mil.
O próximo passo de ambas as equipes será recorrer ao pleno do TJD.
A sessão foi para as 18h30. A presença no plenário do TJD foi permitida apenas para os auditores, os representantes dos clubes interessados e a imprensa.
Em jantar com deputados nesta quarta-feira (4), na Granja do Torto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou nominalmente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como possível candidato nas eleições presidenciais de outubro e ignorou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Aos parlamentares, Lula afirmou que “não ganhou ainda, mas vai ganhar”, em referência à disputa.
Segundo relatos feitos à CNN, além de Tarcísio, que afirma descartar uma entrada na corrida presidencial e garante ser candidato à reeleição em São Paulo, o petista mencionou os governadores Ratinho Júnior (PR), Romeu Zema (MG) e Ronaldo Caiado (GO).
Lula disse que pretende comparar os resultados de seus governos com as gestões estaduais dos estados citados.
Líderes chamaram a atenção para o fato de Lula mencionar Tarcísio entre os presidenciáveis e ignorar o senador Flavio, candidato da oposição escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Alguns deputados do Centrão mencionam o crescimento de Flávio nas pesquisas. Segundo o instituto Meio/Ideia, em levantamento divulgado em 4 de fevereiro de 2026, ele aparece empatado tecnicamente com Lula em um eventual segundo turno, com 45,8% para o presidente e 41,1% para o senador, dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais, indicando avanço do pré-candidato do PL em relação ao início do ano.
Outra pesquisa, do instituto Paraná Pesquisas, também mostra empate técnico entre Lula e Flávio em cenário de segundo turno, com 44,8% para Lula contra 42,2% para Flávio.
O presidente fez ainda acenos à Câmara e elogiou a condução do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). O aceno de Lula a Hugo ocorre em um momento em que o governo busca mais estabilidade na relação com o Congresso e, ao mesmo tempo, começa a organizar sua estratégia eleitoral para outubro com investidas em alianças regionais.
Nesse mesmo movimento, Lula já disse que pretende receber com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e líderes, após o Carnaval, dando continuidade à articulação política e ampliando o diálogo com a outra Casa.
Nos bastidores, a avaliação é que o jantar não foi apenas uma confraternização, mas o início de uma fase em que Lula passará a tratar o debate eleitoral de forma mais aberta, antecipando comparações e adversários com estratégias que devem dominar seus discursos nos próximos meses.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) combinou com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), uma reunião na semana que vem para discutir proposta de fim da escala 6×1.
A reunião também terá as presenças dos ministros Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral). Os dois estavam no jantar desta quarta-feira (4).
Na conversa, Lula fez questão de ressaltar que o ideal é a adesão a uma escala de, no máximo, 5×2. O projeto original propunha um regime de trabalho de 4×3.
A proposta envolve ainda redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, com a possibilidade de diminuição progressiva para 36 horas. O setor produtivo é contra.
Hugo demonstrou simpatia pela ideia e disse a Lula que há apoio político para a aprovação da iniciativa ainda no primeiro semestre deste ano, antes do processo eleitoral.
A ideia do presidente da Casa Legislativa é começar a tramitação na última semana deste mês. O relator deve ser um nome de centro, para tentar diminuir a resistência junto à direita.
Lula quer fazer do fim da escala 6×1 uma de suas grandes apostas nas eleições deste ano, junto com o aumento dos direitos a entregadores e motoristas de aplicativos.
O governo petista tem tentado se reconectar com a classe trabalhadora, sobretudo a informal, que, nas eleições municipais de São Paulo, flertou com a direita.
O presidente criou até mesmo um núcleo no Palácio do Planalto para dialogar com os trabalhadores informais, na tentativa de aproximá-los da esquerda.
O sequenciamento genético realizado em São Paulo confirmou a amostra do fungo Candida auris identificada em um paciente internado em Natal. A informação foi repassada nesta quinta-feira (5) pela Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap). O resultado do exame especializado reforça o diagnóstico que já havia sido confirmado anteriormente pelo Laboratório Central de Saúde Pública do RN (Lacen/RN), no final do mês de janeiro.
O envio da amostra para análise genética em outro estado faz parte do fluxo nacional de vigilância adotado para a identificação definitiva do fungo, conforme definição do Ministério da Saúde. À epoca da confirmação do caso, o paciente estava internado no Hospital Central Coronel Pedro Germano (Hospital da PM).
A Sesap informou que o paciente segue internado, em quadro clínico estável, e está sendo tratado da condição de saúde prévia que motivou a internação. De acordo com a secretaria, não há manifestação de sintomas associados ao Candida auris.
O Candida auris é considerado um microrganismo de alto risco no ambiente hospitalar por sua resistência a antifúngicos e pela capacidade de permanecer viável por longos períodos em superfícies. Por esse motivo, casos suspeitos ou confirmados demandam monitoramento rigoroso e comunicação imediata às autoridades sanitárias.
No Brasil, o primeiro caso de Candida auris foi registrado na Bahia, em 2020, quando um surto hospitalar resultou na contaminação de 15 pacientes. Desde então, o fungo foi identificado em outros estados. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontam que, entre 2020 e novembro de 2025, foram registrados 22 surtos e 134 casos no país.