Uma empresa de telefonia foi condenada pela Justiça após trocar, sem autorização, o número de telefone utilizado profissionalmente por um bancário no município de Jardim de Piranhas, na região do Seridó potiguar. A decisão foi do Juizado Especial da comarca local e determinou o pagamento de R$ 8 mil por danos morais, além do restabelecimento do número original e da reativação do plano contratado.
De acordo com o processo, a linha estava registrada em nome de uma mulher, mas era usada diariamente pelo marido, que dependia do telefone para se comunicar com clientes do banco onde trabalha. Em junho de 2025, o casal entrou em contato com a operadora para esclarecer dúvidas sobre uma fatura e, no mesmo dia, percebeu que o número havia sido alterado sem qualquer pedido ou aviso prévio.
A troca inesperada do número comprometeu o contato profissional do bancário com os clientes e colocou em risco o acesso ao WhatsApp vinculado à linha antiga. Segundo o relato, o casal tentou resolver a situação diretamente com a empresa, mas não obteve sucesso.
Ainda segundo o autor da ação, em um dos atendimentos, um funcionário da operadora chegou a reconhecer que não havia solicitação para a mudança, mas informou que a empresa não realizava a reversão do procedimento. Diante da falta de solução, os consumidores recorreram à Justiça.
Durante o processo, a empresa de telefonia não apresentou explicações sobre a alteração do número nem sobre o cancelamento do plano, tampouco apresentou documentos que comprovassem autorização do cliente para a mudança.
Ao analisar o caso, o juiz entendeu que houve falha na prestação de um serviço essencial, especialmente por se tratar de um número utilizado para fins profissionais. Na decisão, o magistrado destacou que a troca unilateral da linha e o cancelamento do plano causaram transtornos que ultrapassam o mero aborrecimento, afetando a rotina e o desempenho profissional do consumidor.
Além da indenização por danos morais, a Justiça confirmou a decisão liminar e determinou que a operadora restabeleça imediatamente o número original e reative o plano contratado. O valor da indenização foi fixado em R$ 8 mil, levando em consideração tanto o prejuízo sofrido quanto o caráter educativo da medida, para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.
Os presidentes do União Brasil, PSD e PP assinaram nota conjunta celebrando o anúncio do vice-governador Walter Alves (MDB) de apoio ao projeto político para as eleições de 2026. José Agripino Maia (União Brasil) João Maia (PP) e Zenaide Maia (PSD) desejaram boas vindas ao grupo político após Walter, que preside o MDB no Rio Grande do Norte, confirmar à governadora Fátima Bezerra (PT), nesta segunda-feira (19), que não assumirá o Governo caso ela renuncie para disputar algum cargo eletivo em outubro.
Os presidentes do União Brasil, PSD e PP assinaram nota conjunta celebrando o anúncio do vice-governador Walter Alves (MDB) de apoio ao projeto político para as eleições de 2026. José Agripino Maia (União Brasil) João Maia (PP) e Zenaide Maia (PSD) desejaram boas vindas ao grupo político após Walter, que preside o MDB no Rio Grande do Norte, confirmar à governadora Fátima Bezerra (PT), nesta segunda-feira (19), que não assumirá o Governo caso ela renuncie para disputar algum cargo eletivo em outubro.
Walter Alves se reuniu com Fátima Bezerra e comunicou o distanciamento político em escala local. Ele disse a Fátima que o MDB vai “caminhar” com os partidos Federação União Progressista (União Brasil e PP) e PSD nas eleições deste ano. A decisão, segundo o vice-governador, foi tomada após consulta aos correligionários
Apesar do distanciamento em escala estadual, Walter Alves disse ter ratificado o posicionamento já alinhado com o presidente nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi, e com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, de apoiar a reeleição do presidente Lula (PT).
Na reunião, ele também confirmou a pré-candidatura a deputado estadual.
O prefeito de Natal, Paulinho Freire, comunicou ao ex-senador e presidente estadual do União Brasil, José Agripino Maia, que Nina deixará o partido. A decisão faz parte de um reposicionamento político com foco nas articulações para as eleições de 2026.
Paulinho Freire defendeu a necessidade de fortalecer o apoio político à capital potiguar, destacando a importância da atuação dos senadores Rogério Marinho e Styvenson Valentim em favor de Natal. Para o prefeito, a presença de dois senadores alinhados com a gestão municipal é estratégica, o que torna natural o novo alinhamento político.
O movimento segue lógica semelhante à articulação do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, que avalia como fundamental o apoio da senadora Zenaide Maia para o município do Oeste potiguar.
De acordo com fontes, a conversa entre Paulinho Freire e José Agripino ocorreu em tom tranquilo.
Com a mudança, o foco das articulações passa a ser a definição do cenário eleitoral de 2026, incluindo a composição entre Rogério Marinho, Styvenson Valentim e o ex-prefeito Álvaro Dias sobre eventuais candidaturas. Nesse contexto, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira, surge como um dos principais articuladores, com papel de mediação e fortalecimento do grupo político.
O vice-governador Walter Alves (MDB) oficializou a aliança com os partidos do União Progressista e o PSD, que integram o grupo do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, visando as eleições de outubro. O anúncio foi realizado por meio de nota divulgada na tarde desta segunda-feira (19).
Mais cedo, Alves se reuniu com a governadora Fátima Bezerra (PT) e anunciou que renunciará ao cargo para disputar uma vaga como candidato a deputado estadual no pleito.
A base governista esperava que o presidente do MDB no Rio Grande do Norte permanecesse para assumir o governo a partir de abril, quando Fátima irá se candidatar ao Senado, cumprindo o desejo da base nacional do partido petista.
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) obteve conceito Enade 5, a nota máxima, nos cursos de Medicina ofertados nos municípios de Natal e Caicó, de acordo com o resultado da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgado nesta segunda-feira 19 pelo Ministério da Educação (MEC), durante café com jornalistas.
O Enamed é uma prova anual aplicada pelo MEC por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para avaliar a formação médica no Brasil. Nesta edição, 351 cursos de Medicina foram avaliados em todo o país. Do total, 49 cursos atingiram o conceito Enade 5, 114 ficaram com conceito 4, 80 com conceito 3, 83 receberam conceito 2 e 24 ficaram com conceito 1. Os 107 cursos com conceitos 1 e 2 vão sofrer sanções.
Na avaliação geral, as universidades estaduais apresentaram 97% de cursos com nota adequada, enquanto as universidades federais alcançaram 95% de êxito. Entre as instituições federais com maiores índices de proficiência está a UFRN, campus Natal, com 96,1% de proficiência.
Também aparecem entre as universidades federais mais bem ranqueadas a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), campus Três Lagoas (MS), e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), campus São Carlos (SP), ambas com 100% de proficiência; a Universidade Federal de Viçosa (UFV), campus Viçosa (MG), com 98%; a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), campus Petrolina (PE), e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), campus Vitória da Conquista (BA), com 97,4%; a Univasf, campus Afonso (BA), com 97,3%; a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), campus Governador Valadares (MG), com 95,1%; a Universidade Federal de Sergipe (UFS), campus Lagarto (SE), com 94,9%; e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), campus Toledo (PR), com 93,9%.
O senador Rogério Marinho vem participando, nos últimos dias, de uma série de conversas com o objetivo de chegar, até a próxima quinta-feira, a uma definição sobre o rumo que seguirá nas eleições de 2026.
A mais importante dessas conversas está agendada para amanhã, terça-feira, quando Rogério e o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, irão se reunir para discutir uma possível aliança.
Na semana passada, Rogério esteve em Brasília, onde participou de reuniões e se comprometeu a anunciar oficialmente sua desistência da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, passando a atuar em tempo integral na coordenação nacional da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Ao retornar de Brasília, já com essa decisão tomada, Rogério iniciou uma série de ligações e encontros com aliados próximos, tratando dos rumos do PL no Rio Grande do Norte para 2026.
O senador aguardava o retorno ao Estado, nesta segunda-feira, de Álvaro Dias e de Styvenson Valentim — que estavam em viagem de férias — para tratar das decisões que vinha amadurecendo. No caso de Styvenson, é preciso saber se ele mantém a intenção de disputar o Governo, como tem propagado. Já com Álvaro, a conversa envolve saber se ele aceita que o acordo prévio, no qual seria o substituto de Rogério na disputa, possa ser revisto.
Somente após essas conversas é que Rogério pretende sentar com Ezequiel para finalizar os entendimentos. A intenção de Marinho é que tudo esteja resolvido até quarta-feira, para que a decisão seja anunciada na quinta-feira, durante um encontro do PL que ocorrerá na residência de veraneio do senador.
Na conversa com Ezequiel, o objetivo é atrair o presidente da Assembleia para a aliança, oferecendo a ele uma vaga na disputa pelo Senado.
O acordo prévio previa que, em caso de desistência de Rogério, Álvaro Dias seria o seu substituto. Uma das linhas de negociação é manter esse desenho, formando uma chapa ao Senado com Styvenson Valentim e Ezequiel Ferreira. Esse cenário, no entanto, pode mudar caso Styvenson confirme o interesse em disputar o Governo após a desistência de Rogério.
As conversas se sucedem em ritmo acelerado, com todos correndo contra o tempo para que, até quinta-feira, as definições estejam consolidadas
O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves (MDB), oficializou nesta segunda-feira, 19 de janeiro, que não assumirá o cargo de governador e confirmou que será candidato a deputado estadual nas eleições de 2026. A decisão foi comunicada pessoalmente à governadora Fátima Bezerra (PT) durante reunião realizada pela manhã.
Em nota à imprensa, Walter Alves afirmou que informou à chefe do Executivo estadual que não assumirá o Governo do Estado em eventual cenário de renúncia da governadora, deixando claro seu novo projeto político. “Comuniquei que não assumirei o cargo de governador, com a possível renúncia dela. Também adiantei que sou pré-candidato a deputado estadual”, declarou.
Ainda segundo o presidente estadual do MDB, o encontro também serviu para tratar do posicionamento do partido em relação ao cenário nacional. Walter ratificou o alinhamento já firmado com o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, e com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, no sentido de apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026.
No campo estadual, o agora ex-vice-governador informou à governadora Fátima Bezerra sobre a estratégia do MDB potiguar para a sucessão no Rio Grande do Norte. De acordo com ele, o partido decidiu caminhar politicamente ao lado da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, além do PSD. A definição, conforme destacou, foi tomada após consultas internas aos correligionários da legenda.
Walter Alves ressaltou que a decisão reflete o entendimento coletivo do MDB-RN e busca fortalecer alianças visando o próximo pleito estadual. A renúncia marca uma mudança significativa no cenário político potiguar, reposicionando o MDB e abrindo espaço para novas articulações tanto no Executivo quanto no Legislativo estadual.
Com a saída oficial do cargo, Walter Alves passa a concentrar esforços na construção de sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa, mantendo protagonismo nas articulações políticas do Estado como presidente do MDB-RN.
Nota à imprensa
Estive reunido com a governadora Fátima Bezerra (PT) na manhã desta segunda-feira, dia 19 de janeiro.
Comuniquei que não assumirei o cargo de governador, com a possível renúncia dela. Também adiantei que sou pré-candidato a deputado estadual.
Ainda sobre as Eleições 2026, ratifiquei o posicionamento já alinhado com o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, e com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, de apoiar a reeleição do presidente Lula (PT).
Sobre a sucessão estadual, cientifiquei a governadora que a posição do MDB-RN é de caminhar com os partidos Federação União Progressista (União Brasil e PP) e PSD. Decisão tomada após consulta aos correligionários.
Ao menos 150 mil credores do Banco Master começarão a receber garantias a partir da segunda-feira. A informação foi divulgada neste domingo (18) pelo Fundo Garantidor de Crédito.
O prazo para realizar os pedidos de ressarcimento foi aberto neste sábado. As solicitações devem ser feitas pelo aplicativo do FGC no caso de pessoas físicas. Empresas, por sua vez, devem pedir o ressarcimento pelo site. Depois de isso ser feito, os investidores que tinham, por exemplo, Certificados de Crédito Bancário (CDBs) do Banco Master devem receber o ressarcimento em até dois dias úteis.
Vale lembrar que o FGC só paga até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira. Os valores que superarem esse montante deverão ser questionados de outra maneira, como na Justiça. No total, cerca de R$ 40 bilhões devem ser pagos a cerca de um milhão de pessoas.
O Fundo Garantidor de Crédito também alerta sobre golpes. Não é cobrado pela associação privada nenhum tipo de taxa para efetuar o pagamento da garantia, além de não antecipar e nem transferir créditos garantidos. Também foi informado que o FGC não utiliza intermediários e nenhum contato é feito por Whatsapp ou SMS.
As mortes violentas de pessoas LGBT+ diminuíram 12% no Brasil em 2025, conforme apontou o levantamento feito pelo Observatório do Grupo Gay da Bahia (GGB).
A instituição alertou para falta de informação e subnotificação quando os crimes estão ligados à comunidade.
O levantamento aponta para 257 casos noticiados ao longo do último ano entre homicídios, latrocínios, suicídios e outras causas, enquanto ocorreram 291 mortes em 2024. Os números representam uma morte de pessoa LGBTQIA+ a cada 34 horas no país.
As vítimas eram: 156 gays, 46 mulheres trans, 18 travestis, 9 bissexuais, 4 lésbicas, 3 homens trans, 3 heterossexuais (assassinados por defenderem, por terem sido confundidos com integrantes da comunidade ou por estarem acompanhados de alguma pessoa LGBT+) e 16 não informados.
Os casos retomaram ao patamar de 2023, quando também ocorreram 257 mortes.
O Rio Grande do Norte apresenta uma das menores taxas de internação por transtornos mentais e comportamentais entre jovens de 15 a 29 anos no país. De acordo com o Informe II – Saúde Mental: Informes sobre a situação de saúde da juventude brasileira (2025), elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o estado registrou taxa de 441,1 internações por grupo de 100 mil habitantes entre 2022 e 2024, abaixo da média nacional, que foi de 579,5 por 100 mil. À primeira vista, o dado poderia sugerir um cenário mais favorável. No entanto, especialistas alertam que os números, isoladamente, escondem um problema estrutural: a deficiência na assistência psiquiátrica, com falta de leitos, serviços ambulatoriais insuficientes e subnotificação de casos graves. Para discorrer sobre o assunto, a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap/RN) foi procurada ao longo da semana, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.
Para o presidente da Associação Norte-Riograndense de Psiquiatria (ANRP), Ernane Pinheiro, a explicação está diretamente ligada à ausência de uma rede estruturada de cuidado. “Primeiro, não há um maior número de internamentos porque não existe assistência psiquiátrica adequada para atender essas pessoas. Se existisse um sistema de saúde pronto, com certeza muito mais pessoas seriam internadas”, afirma.
A disparidade se torna mais evidente quando o Rio Grande do Norte é comparado a estados do Sul do país, que concentram as maiores taxas de internação entre jovens. O Rio Grande do Sul lidera o ranking nacional, com 1.615,6 internações por 100 mil habitantes, seguido pelo Paraná (1.170,5) e Santa Catarina (963,3). Mesmo dentro do Nordeste, estados apresentam índices superiores ao potiguar, o que reforça a leitura de que a taxa mais baixa no RN não reflete, necessariamente, menor adoecimento mental entre os jovens.
Segundo o presidente da ANRP, em sistemas bem estruturados, o maior número de internações não representa fracasso, mas sim acesso ao cuidado necessário. “Um país que tenha uma boa assistência psiquiátrica atenderia muito mais pessoas, internaria muito mais pessoas, e isso não refletiria outra coisa a não ser uma boa assistência”, diz Pinheiro.
Outro fator que contribui para a subnotificação é o grande contingente de jovens internados fora da rede hospitalar do SUS. “Em Natal, existem praticamente duas mil pessoas internadas, ou seja, por uso de drogas. E, no entanto, elas não estão registradas lá nos hospitais psiquiátricos ou hospitais gerais, porque são em comunidades terapêuticas”, explica Ernane. Esses atendimentos, por não integrarem o sistema de internações hospitalares, ficam fora das estatísticas que embasam o relatório da Fiocruz.
Por isso, do ponto de vista médico, a leitura isolada dos números exige cautela. O psiquiatra Emerson Arcoverde, do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol/UFRN-Ebserh), avalia que uma taxa menor pode ter diferentes significados. “Apenas o dado numérico pode dificultar a análise da causa desse resultado, mas contextualizando com nossa realidade no RN, podemos supor que existe uma provável menor gravidade ou menor prevalência de transtornos mentais graves nessa faixa etária”, observa. No entanto, ele pondera que a internação psiquiátrica é indicada apenas para quadros agudos ou de alto risco, o que também pode indicar barreiras de acesso. “Taxas menores podem refletir falta de leitos psiquiátricos, baixa cobertura de serviços especializados, subdiagnóstico ou dificuldade de acesso.”
A fragilidade da rede é evidenciada por dados concretos. “Temos apenas um CAPS infantil em Natal, e um número irrisório de leitos infantis, seis leitos na cidade de Natal, acredito que nenhum no interior”, afirma Arcoverde, reforçando que, em muitos estados brasileiros, a redução das internações não significa melhora, mas insuficiência de serviços.
Progressão com a idade
O relatório da Fiocruz também chama atenção para a escalada progressiva das internações conforme o avanço da idade dentro do grupo jovem, tendência observada no RN e no restante do país. No Rio Grande do Norte, a taxa entre adolescentes de 15 a 19 anos é de 283,7 internações por 100 mil habitantes, sobe para 443,6 entre jovens de 20 a 24 anos e chega a 587,9 na faixa de 25 a 29 anos. Aos 15 anos, a taxa é ainda menor, de 36,8 por 100 mil, indicando que o risco de internação por transtornos mentais e comportamentais aumenta significativamente à medida que os jovens se aproximam da vida adulta.
Segundo Ernane Pinheiro, essa evolução acompanha a própria história natural de transtornos mentais graves. “No decorrer do tempo, obviamente, algumas doenças vão se intensificando e necessitando de internamento. Por exemplo, o maior número de primeiros surtos esquizofrênicos ocorre entre os 18 e os 20 anos”, explica. Ele acrescenta que, por isso, “a quantidade de internamentos necessária para quem tem 15 é menor do que para quem tem 22, se nós considerarmos a esquizofrenia, que é uma doença que gera muito internamento psiquiátrico”.
O psiquiatra Emerson Arcoverde reforça essa análise clínica. “Os transtornos mentais graves, como esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar e transtorno por uso de substâncias, acometem pessoas jovens, no final da adolescência e início da idade adulta”, afirma. Para ele, além do surgimento dos quadros, o aumento das internações também reflete falhas no acompanhamento precoce. “O aumento das internações deve ser explicado pela falha de acolhimento dessas pessoas nos serviços ambulatoriais, dada a insuficiência de serviços substitutivos como os CAPS.”
Álcool e drogas são prevalentes
O uso de álcool e outras drogas aparece no relatório da Fiocruz como um dos principais fatores associados às internações psiquiátricas entre jovens, sobretudo entre homens. No RN, esse padrão se repete e ajuda a explicar tanto a progressão das internações com a idade quanto a presença de atendimentos fora do sistema hospitalar tradicional.
Para Ernane Pinheiro, a dependência química tem uma trajetória própria. “A pessoa começa a usar drogas com 13 ou 14 anos; ela vai precisar de um internamento com 25. Com pouca idade, o problema não é alarmante a ponto de precisar de internamento, mas com mais idade é necessário”, afirma.
Na avaliação de Éder Dantas, técnico da Coordenação de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de Natal, olhar apenas para as internações é insuficiente para dimensionar o problema. “Quando o indivíduo chega a ser internado, é que o problema chegou já a um limite quase intransponível. Mas a dimensão do problema de saúde mental nesse extrato da população é muito além disso”, afirma. Segundo ele, em Natal, a maioria das pessoas com transtornos mentais não chega a ser internada, sendo acompanhada na atenção básica e nos serviços especializados.
Na capital, o atendimento começa, em geral, pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS). “Dentro da atenção primária, esses serviços atendem os transtornos mentais comuns e as situações de baixa complexidade”, explica Éder. Para os casos mais graves, há os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). “Aqui em Natal nós temos cinco CAPS, inclusive dois especializados em álcool e outras drogas, além de um ambulatório especializado”, detalha. Ele acrescenta que o município também conta com leitos em hospitais da rede própria e conveniada, além da Rede de Urgência e Emergência.
A lógica, segundo o técnico, é evitar que o jovem chegue à internação. “Quanto mais pessoas sendo atendidas na rede básica e especializada, menor vai ser o número de pessoas que chegam a internamento. Quando eu interno, quer dizer que a pessoa chegou a uma crise”, afirma. O perfil dos atendidos também segue o padrão nacional. “Nos homens, há uma prevalência maior de atendimentos relacionados ao uso de álcool e outras substâncias. Entre as mulheres, predominam os transtornos de humor, como a depressão.”
Dantas ressalta que o uso problemático se caracteriza quando há prejuízo social. “O uso prejudicial é identificado quando a vida social da pessoa é afetada: perda de emprego, conflitos familiares, violência ou transgressões às leis.”
Ao reunir dados e análises, o relatório da Fiocruz aponta que a saúde mental juvenil no Brasil e no Rio Grande do Norte em particular exige políticas públicas que vão além da leitura fria das estatísticas. Para Emerson Arcoverde, o enfrentamento do problema passa necessariamente pela prevenção. “Precisamos reforçar o papel da prevenção como ponto crucial, com vigilância, acompanhamento dos jovens, retardar o início do uso de substâncias, cuidado com excesso de telas, favorecimento da permanência das crianças na escola”, destaca.
O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) informou neste domingo (18) o falecimento de Raul Jungmann, diretor-presidente da entidade. A morte ocorreu em Brasília, após um longo tratamento contra o câncer de pâncreas.
Atendendo a um desejo do próprio Jungmann, o velório será realizado em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos.
Pernambucano, Raul Jungmann participou por mais de cinco décadas da vida pública brasileira. Ao longo de sua trajetória, exerceu mandatos como vereador e deputado federal.
Também liderou quatro ministérios nos governos Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer: Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública.
Em 2022, assumiu a presidência do IBRAM, onde buscou uma agenda de transformação do setor mineral, com foco na defesa de uma mineração mais comprometido com a sustentabilidade.
Em nota, a presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Ana Sanches, afirmou que Raul Jungmann foi um “homem público de estatura singular, defensor da democracia e comprometido com o interesse público”.
Segundo ela, Jungmann conduziu o instituto em um período decisivo, fortalecendo a entidade e beneficiando o setor mineral, em um ciclo marcado pelo diálogo, pela visão estratégica e pela integridade.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou neste sábado (17) um vídeo nas redes sociais em que faz um apelo pela união da direita nas eleições de 2026. Pré-candidato à Presidência da República, o parlamentar destacou nomes que considera estratégicos no campo conservador, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
Ao comentar o cenário eleitoral, Flávio afirmou que a direita precisa demonstrar coesão para enfrentar o PT. Segundo ele, Tarcísio é um “aliado fundamental” e Michelle tem um “papel importantíssimo” no processo político que se desenha para 2026.
No vídeo, o senador defendeu que o discurso de união precisa ser colocado em prática. “Como a gente vai unir o Brasil se a gente não consegue unir a direita antes?”, questionou, ao pedir que apoiadores evitem disputas internas.
Na sequência, Flávio ressaltou que a articulação entre lideranças deve ocorrer enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena por tentativa de golpe de Estado, estiver impedido de disputar eleições. Ele citou ainda outros nomes da direita, como os governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil), ao imaginar um palanque comum em defesa de uma mesma pauta política.
As declarações ocorrem poucos dias após movimentações de Michelle Bolsonaro nas redes sociais. No mesmo dia da divulgação de pesquisa da Quaest, ela compartilhou um vídeo publicado por Tarcísio de Freitas com tom eleitoral. Já a primeira-dama paulista, Cristiane Freitas, chegou a afirmar que o governador deveria ser “o novo CEO” do país, em meio à pressão para que ele declare apoio explícito à pré-candidatura de Flávio.
O governo Lula aposta na chegada do novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e na retomada do diálogo com o relator para destravar a tramitação da PEC da Segurança Pública na Câmara dos Deputados. A avaliação é do líder do governo na Casa, deputado José Guimarães (PT-CE), que vê na experiência do ministro — ex-procurador de Justiça da Bahia — um trunfo para avançar nas negociações.
Segundo Guimarães, a proposta segue como prioridade do Executivo neste ano, mas só avançará se mantiver os pontos centrais defendidos pelo governo. Entre eles estão o planejamento nacional integrado das ações de segurança, a ampliação da autonomia da Polícia Federal no enfrentamento às facções criminosas e a constitucionalização do Fundo Nacional de Segurança Pública.
Relator da PEC, o deputado Mendonça Filho (União-BA) afirmou estar aberto ao diálogo e disse esperar que o histórico do novo ministro contribua para qualificar o debate. Embora avalie que o texto foi bem recebido no Congresso, ele não descarta ajustes na proposta e projeta um placar entre 360 e 380 votos favoráveis, com expectativa de votação até abril.
Enviada ao Congresso em abril do ano passado, a PEC enfrentou resistência de governadores e da oposição por ampliar o papel da União na segurança pública. Já aprovada na CCJ, a proposta prevê maior integração entre União, estados e municípios, endurece o combate a facções e milícias, limita benefícios penais para criminosos organizados e amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal para atuação também em ferrovias e hidrovias.
O presidente do Partido Verde (PV) no Rio Grande do Norte, Rivaldo Fernandes, afirmou nesta sexta-feira (16), em entrevista à rádio 98 FM Natal, que pleiteia participar das eleições deste ano como segundo candidato ao Senado na chapa com a governadora Fátima Bezerra (PT). o partido integra a federação liderada pelo PT, que reúne ainda o PDT e o PCdoB.
Segundo Rivaldo, o projeto político para ocupar uma vaga ao Senado dentro da composição majoritária já vem sendo pauta há mais de um ano em suas articulações.
“Estamos pleiteando participar da eleição para o Senado como segundo nome. Cada chapa tem dois nomes, e a governadora Fátima será a primeira. Eu entraria como o segundo”, afirmou.
Durante a entrevista, Rivaldo Fernandes também comentou sobre o projeto político que está sendo debatido dentro do partido deverá ser apresentado ao secretário estadual da Fazenda e pré-candidato ao Governo do Estado, Cadu Xavier.
De acordo com ele, sua candidatura visa levar um debate que fomente a economia e contribua para o desenvolvimento do RN, incluindo o setor de energias renováveis e turismo.
“O Estado precisa deixar de ser apenas primário e avançar para um modelo mais industrial, porque a indústria gera empregos com maior qualificação e melhores salários”, disse.
Questionado sobre um possível embate por espaço na chapa com o ex-senador Jean Paul Prattes, que deverá se candidatar novamente ao Senado pelo PDT, Rivaldo afirmou que a decisão caberá à governadora Fátima Bezerra. Segundo ele, o processo será conduzido com diálogo entre os partidos aliados.
“Isso vai ser conduzido pela professora Fátima, que vai ouvir o PDT, o partido de Jean Paul, o PSOL, o PCdoB e o PV. Nossa posição já está clara, mas estamos sempre abertos a marchar por uma melhor escolha, com o objetivo de sermos vitoriosos nas eleições”, declarou.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, advertiu no domingo (18) que qualquer ataque ao líder supremo Ali Khamenei seria considerado uma declaração de “guerra total” contra a nação iraniana. A afirmação ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar em entrevista que está na hora do Irã procurar uma nova liderança.
“Qualquer ataque ao nosso grande líder será equivalente a uma guerra total contra a nação iraniana”, escreveu Pezeshkian na rede social X, em meio ao aumento das tensões de Washington e Teerã.
O presidente iraniano também responsabilizou Washington pelos problemas econômicos do país. Segundo ele, a “hostilidade de longa data” e as “sanções desumanas” impostas pelos Estados Unidos e seus aliados são os principais fatores das dificuldades enfrentadas pelo povo iraniano.
Também no domingo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que são os Estados Unidos que interferem nos assuntos do Irã e que devem ser responsabilizados pela escalada das tensões com Teerã.
A onda de manifestações que tomou o país e resultou em mais de 5 mil mortos, segundo uma fonte do governo à agência de notícias Reuters, arrefeceu nos últimos dias. No sábado (17), o regime restabeleceu o serviço de mensagens SMS no país, mas o acesso à internet continua suspenso.