Uma plataforma de apostas foi condenada pela Justiça a devolver R$ 51.365 a uma consumidora e pagar R$ 2 mil por danos morais após manter o dinheiro bloqueado por mais de 14 meses. A decisão é do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Apodi, no Rio Grande do Norte.
A consumidora tinha o valor disponível para saque, mas perdeu o acesso à conta e não conseguiu retirar o dinheiro. Segundo o processo, ela tentou resolver o problema pelos canais de atendimento da empresa, sem sucesso.
A plataforma justificou o bloqueio com uma suspeita de manipulação de resultados em uma partida da Liga 3 da Romênia. A empresa afirmou que a medida foi adotada para prevenir fraudes e preservar a integridade das apostas esportivas.
Ao analisar o caso, o juiz Fábio Ferreira Vasconcelos considerou que a empresa não apresentou provas de que a consumidora tivesse envolvimento com uma possível fraude. Os documentos indicavam apenas movimentações consideradas atípicas no mercado de apostas daquela partida. Na decisão, o magistrado entendeu que a prevenção a fraudes não justifica manter o dinheiro de um cliente retido por tempo indeterminado, sem uma conclusão da análise ou informações claras sobre o bloqueio.
A Justiça determinou que a plataforma restabeleça o acesso integral à conta, libere as funções de saque e transferência e devolva os R$ 51.365. A empresa também deverá pagar R$ 2 mil de indenização pelos transtornos causados à consumidora.
O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que reúne mais de 4 milhões de inscritos e é coordenado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), voltou a ser suspenso após decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.
A ferramenta, que havia sido liberada pelo TSE na terça-feira, 13, após a campanha petista cumprir uma decisão do ministro e registrar o canal no portal de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCand), foi novamente retirada do ar ainda na noite de terça e só poderá voltar às atividades após o prazo de 48 horas estabelecido pela Corte.
Apesar de reconhecer o cumprimento da exigência formal, Nunes Marques estabeleceu que o envio de novas atualizações e a entrada de novos seguidores deverão cumprir o prazo de carência antes da liberação total. O ministro argumenta que a regularização do cadastro, por si só, não autoriza o restabelecimento imediato de todas as atividades do canal.
A suspensão foi determinada em um processo movido pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que questionou a regularidade do canal e seu funcionamento durante o período eleitoral. O espaço é utilizado para distribuir áudios, vídeos e orientações a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O Estadão procurou a campanha do presidente para comentar a decisão, mas não obteve resposta até a publicação. O espaço permanece aberto.
Cronologia do canal ‘Exército do Lula’: entenda as decisões do TSE
Domingo, 11: Nunes Marques determinou a suspensão integral do canal após um pedido apresentado pela campanha de Flávio Bolsonaro. Para o ministro, a ferramenta transmitia conteúdos que o TSE já havia reconhecido como “inverídicos” a “milhões de pessoas, sob comando único”.
No mesmo dia, em outro processo, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou o restabelecimento do funcionamento do canal e submeteu o caso para apreciação imediata do plenário da Corte.
A sequência de decisões ocorreu por meio de dois processos. A campanha de Flávio protocolou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra o grupo de WhatsApp que estava nas mãos de Cueva. Além disso, o candidato do PL apresentou outro pedido alegando descumprimento de regras do WhatsApp para evitar os disparos em massa. Foi por meio dessa segunda ação que Nunes despachou.
Terça-feira, 13: Nunes Marques voltou a determinar a derrubada do canal de WhatsApp e condicionou sua liberação ao registro na Justiça Eleitoral em até 48h.
Ainda na terça-feira, a campanha de Lula apresentou o registro no sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais (DivulgaCand), cadastrando o canal como um endereço oficial de comunicação da candidatura. Nunes Marques argumenta que o cumprimento da exigência não é o suficiente para a liberação do canal e reforça a necessidade de cumprimento das 48 horas de carência.
A decisão do PL de permanecer neutro no segundo turno da eleição para o Governo do Rio Grande do Norte coloca em foco os 530.580 votos recebidos por Álvaro Dias no primeiro turno. Terceiro colocado na disputa, o ex-prefeito de Natal obteve uma votação quase 35 vezes superior à diferença de 15.509 votos que separou Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT), os dois candidatos que seguem na corrida pelo governo estadual.
O partido anunciou a neutralidade na última sexta-feira (9) e liberou prefeitos, parlamentares e demais lideranças para definir seus posicionamentos na disputa estadual. Álvaro também declarou que não apoiará nenhum dos dois candidatos ao governo e que concentrará seus esforços na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, com o objetivo de ampliar a votação do senador no estado.
Um levantamento do Jornalismo do Grupo Dial em parceria com o Instituto Metadata, a partir dos resultados do primeiro turno das eleições de 2026, permite identificar onde estão concentrados os votos recebidos por Álvaro e revela diferenças entre o desempenho do ex-prefeito na disputa estadual e o de Flávio na eleição presidencial.
Quase 40% dos votos vieram de Natal e Parnamirim
Natal e Parnamirim, dois dos maiores colégios eleitorais do Rio Grande do Norte, concentraram 208.233 votos de Álvaro Dias, o equivalente a 39,2% de toda a votação recebida pelo candidato no estado. Juntas, as duas cidades representam aproximadamente 27,1% do eleitorado apto a votar no RN.
Ex-prefeito de Natal, Álvaro liderou a disputa pelo governo na capital, com 165.210 votos, correspondentes a 39,69% dos votos válidos. Cadu de Lula ficou em segundo lugar, com 147.509 votos (35,43%), seguido por Allyson Bezerra, com 101.941 (24,49%).
Em Parnamirim, Álvaro também terminou na primeira colocação, com 43.023 votos, ou 38,76% dos válidos.
Ao todo, o candidato do PL foi o mais votado para governador em 29 dos 167 municípios potiguares. Entre eles estão Caicó, onde alcançou 39,38% dos votos válidos, e Extremoz, com 38,25%.
A concentração de quase quatro em cada dez votos de Álvaro em Natal e Parnamirim evidencia o peso dessas duas cidades em sua votação estadual.
Maiores percentuais de Álvaro foram registrados em municípios pequenos
Embora Natal e Parnamirim tenham concentrado a maior quantidade de votos absolutos, os percentuais mais elevados de Álvaro Dias foram registrados em municípios de menor porte.
Em 16 cidades potiguares, o candidato ultrapassou a marca de 40% dos votos válidos para governador. Em cinco delas, recebeu mais da metade dos votos válidos.
Os maiores percentuais foram:
São Tomé – 56,66%
Galinhos – 56,08%
Rafael Godeiro – 55,56%
Venha-Ver – 50,11%
Ruy Barbosa – 49,11%
Os resultados mostram que, apesar da concentração de votos absolutos na grande Natal, Álvaro também registrou percentuais expressivos em municípios do interior do estado.
Álvaro teve mais votos que Flávio Bolsonaro em 46 municípios
Outro dado identificado pelo levantamento é a diferença entre a distribuição municipal dos votos de Álvaro Dias e de Flávio Bolsonaro, ambos do PL.
No resultado geral do Rio Grande do Norte, Flávio recebeu 720.493 votos para presidente, enquanto Álvaro somou 530.580 para governador. A diferença foi de 189.913 votos, com percentuais de 34,77% e 26,71% dos votos válidos nas respectivas disputas.
Entretanto, em 46 municípios potiguares, Álvaro recebeu mais votos absolutos que Flávio, apesar de o candidato presidencial ter alcançado votação superior no conjunto do estado.
Em parte dessas cidades, o desempenho de Álvaro também contrastou com a votação presidencial, na qual Lula (PT) obteve percentuais expressivos.
É o caso de Venha-Ver, onde Álvaro recebeu 50,11% dos votos válidos para governador, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 18,48% na disputa presidencial. No mesmo município, Lula teve 77,34%.
Em Paraná, Álvaro obteve 40,74% dos votos válidos para governador, contra 14,22% de Flávio na eleição presidencial. Lula recebeu 83,28% dos votos válidos no município, curiosamente, o município que entregou a maior votação percentual do atual presidente no estado.
Situação semelhante ocorreu em Major Sales, onde Álvaro alcançou 36,65% dos votos válidos para governador, enquanto Flávio recebeu 17,62% para presidente e Lula, 78,20%.
Nas duas maiores bases eleitorais de Álvaro, a relação foi inversa. Em Natal, Flávio Bolsonaro recebeu 192.739 votos, superando a votação do ex-prefeito em 27.529. Em Parnamirim, o candidato presidencial somou 59.345 votos, vantagem de 16.322 sobre Álvaro.
Neutralidade do PL abre espaço para novos alinhamentos
A decisão do PL de não apoiar oficialmente Allyson Bezerra nem Cadu de Lula no segundo turno acrescenta uma nova variável à disputa estadual.
Com a liberação das lideranças partidárias para definir seus próprios posicionamentos, prefeitos, vereadores e outros aliados que participaram da campanha de Álvaro poderão seguir caminhos diferentes na eleição para governador.
O ex-prefeito, por sua vez, declarou que pretende concentrar sua atuação na disputa presidencial, trabalhando para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro no Rio Grande do Norte.
Os 530.580 votos recebidos por Álvaro no primeiro turno ajudam a dimensionar a importância de sua participação na eleição estadual, mas não representam um bloco eleitoral com destino previamente definido.
Da mesma forma, o posicionamento de lideranças municipais não significa transferência automática dos votos recebidos pelo ex-candidato.
Nesse cenário, o levantamento oferece um retrato da distribuição territorial da votação de Álvaro e permite identificar os municípios onde seu desempenho foi mais expressivo. A reorganização dos apoios políticos e o comportamento dos eleitores no segundo turno serão definidos em uma nova etapa da disputa, que terá Allyson e Cadu como únicos candidatos ao Governo do Estado.
Fonte:levantamento do jornalismo Grupo Dial em parceria com o Instituto Metadata com base nos resultados do primeiro turno das eleições de 2026, realizado em 4 de outubro. Os percentuais apresentados correspondem aos votos válidos de cada cargo. As comparações municipais entre candidatos a presidente e governador não representam identificação individual ou transferência de votos.
Ex-candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB) acionou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE) para pedir a cassação da chapa do governador Elmano de Freitas (PT) e a realização de uma nova eleição para o Executivo estadual. A ação foi protocolada pela “Coligação Unir para Mudar” nesta quarta-feira (14).
A medida ocorre cerca de uma semana depois de Ciro prometer acionar a Justiça Eleitoral para contestar o resultado. No primeiro pronunciamento público após o pleito, o tucano não reconheceu a vitória de Elmano e chegou a defender que foi “roubado”, após decisões judiciais a favor do petista na véspera do 1º turno.
Nesta quarta-feira (14), o PSDB convocou uma coletiva de imprensa para detalhar os motivos da “ação de investigação judicial eleitoral por abuso de poder midiático”. O momento contou apenas com a participação dos advogados da “Coligação Unir para Mudar”, Hélio Parente e André Xerez.
Em retorno ao PontoPoder, a campanha de Elmano alegou que “lamenta que o candidato Ciro Gomes continue desrespeitando a democracia e questionando o resultado legítimo das urnas.”
Decisão do STF no centro da disputa A defesa tucana contesta, principalmente, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, na qual foram autorizadas inserções de propaganda de Elmano de Freitas às vésperas do 1º turno das eleições. A medida seria para compensar o descumprimento de uma decisão anterior, de 24 de setembro, adicionando 30 segundos para cada veiculação da coligação do PT.
Segundo os advogados, a decisão de Toffoli resultou na veiculação de 776 inserções nos dias 2 e 3 de outubro, exclusivamente em benefício da campanha de Elmano e sem espaço para Ciro Gomes. Com isso, a avaliação é de que houve “abuso de poder por uso indevido dos meios de comunicação social”.
“O pedido da ação é para cassar a chapa concorrente, que se elegeu, e convocar novas eleições, aqui, no estado do Ceará. E o abuso de poder está caracterizado, porque, muito embora tenha sido a decisão lícita de um ministro do Supremo, ele desequilibrou o pleito, ele afetou a paridade das armas” Hélio Parente Advogado da Coligação Unir para Mudar
Contestação na Justiça Eleitoral Ainda de acordo com os advogados de Ciro, a ação leva em conta um bloco de decisões judiciais de ministros do Supremo Tribunal Federal, além de uma decisão cautelar de um ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que teriam resultado um “prejuízo concreto a ser devidamente dimensionado na instrução do processo”.
“Até na segunda-feira, após a eleição, continuou sendo veiculada as inserções da coligação adversária, o que demonstra o tanto que o pleito foi desequilibrado por conta dessas especulações de mídia que aconteceu no final do período da campanha”, alegou Hélio Parente.
Nesse sentido, a coligação também citou como prejuízo a interdição temporária das candidaturas de Roberto Cláudio (União), a vice-governador de Ciro, e de Capitão Wagner (União), ao Senado Federal, bloqueando recursos partidários e retirando o tempo da federação União Progressista da propaganda do PSDB.
O impedimento ocorreu via liminar do ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, em 28 de setembro. Contudo, a medida foi derrubada pelo ministro André Mendonça, da mesma Corte, em 30 de setembro.
Além da cassação da chapa e uma nova eleição, a coligação de Ciro também projeta que Elmano de Freitas pode ficar inelegível. “Se a ação envolver só a procedência sem declaração de inelegibilidade, é possível que se repita, por exemplo, a disputa com um dos candidatos que participou da eleição que foi anulada”, explicou André Xerez. Após ser protocolada, a ação seguirá o rito de tramitação no TRE até o julgamento no colegiado, cujo recurso deve ser endereçado ao TSE. Somente apenas com uma confirmação da Corte, é que essa decisão poderá surtir efeitos, em caso de entendimento pela cassação da chapa e a realização de novas eleições.
Cadu de Lula (PT) aparece com 52,6% dos votos válidos para governador do Rio Grande do Norte, enquanto Allyson Bezerra (União Brasil) tem 47,4%, segundo pesquisa BG/Affare.
O cálculo dos votos válidos exclui brancos, nulos, indecisos e aqueles que afirmam não votar. Nos votos totais, Cadu registra 49,1% e Allyson, 44,2% – o que configura um empate técnico considerando a margem de erro de 3,74 pontos para mais ou para menos.
A pesquisa realizou 1.366 entrevistas telefônicas automatizadas com eleitores do RN entre 9 e 12 de outubro. O nível de confiança é de 95%. A margem planejada era de 2,67 pontos percentuais, com referência de 3,74 pontos para mais ou para menos considerando os pesos da amostra. O registro para governador é RN-08411/2026.
O deputado federal Fernando Mineiro (PT) classificou como uma estratégia eleitoral o discurso de neutralidade institucional anunciado pelo senador Rogério Marinho (PL) para o segundo turno da eleição para o Governo do Rio Grande do Norte. Em entrevista ao Diário do RN, Mineiro afirmou que, apesar da posição oficial do partido, o bolsonarismo potiguar já está claramente alinhado à candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil).
Para o petista, a neutralidade anunciada pelo PL não representa uma ausência de posicionamento, mas uma tentativa de preservar o eleitorado que votou em Allyson no primeiro turno e que agora poderia migrar para Cadu de Lula.
“O bolsonarismo no estado está apoiando Allyson. Basta ver as declarações e ações de suas lideranças no estado e nos municípios. O discurso de neutralidade foi combinado para tentar estancar a migração de votos para Cadu do eleitor lulista que votou em Allyson no primeiro turno”, afirmou.
Mineiro também apontou a movimentação de parlamentares do PL em favor do candidato do União Brasil, apesar da decisão formal da legenda.
“No melhor estilo bolsonarista, parlamentares do PL declararam apoio e fazem campanha para Allyson. Mais do que fizeram para Álvaro”, disparou.
Na avaliação do deputado, a aproximação entre o bolsonarismo e Allyson não seria um movimento novo, mas algo que teria sido disfarçado durante a primeira etapa da disputa para ampliar o alcance eleitoral do candidato.
“E tem coerência neste posicionamento deles. Allyson é o candidato do bolsonarismo no estado.
No primeiro turno ele conseguiu esconder isso para ganhar votos do lulismo. Mas agora, com duas candidaturas ao governo, a tática de ‘comer dos dois lados’ fica evidente”, afirmou.
Mineiro sustenta que a nova configuração da disputa expõe uma divisão que, segundo ele, estava menos evidente no primeiro turno: de um lado, o eleitorado bolsonarista; de outro, o eleitor identificado com Lula que havia escolhido Allyson.
“O eleitor lulista que votou com Allyson no primeiro turno está migrando para Cadu, que é o candidato do Lula”, declarou.
PL mantém neutralidade institucional O posicionamento de Mineiro ocorre após Rogério Marinho anunciar, na última sexta-feira (9), que o PL adotará neutralidade institucional na eleição estadual. A legenda não fará uma declaração formal de apoio a Allyson, mas deixou seus filiados e lideranças livres para escolherem individualmente o candidato.
Na prática, a decisão abriu espaço para que parlamentares e lideranças do PL se manifestem em favor de Allyson. O ex-candidato Álvaro Dias confirmou que seguirá a orientação de neutralidade, enquanto integrantes do grupo político já sinalizam apoio ao candidato do União Brasil.
O impasse para um apoio oficial do PL a Allyson esteve relacionado à eleição presidencial.
Segundo Marinho, o candidato do União Brasil procurou o partido, mas informou que não poderia assumir compromisso público com a candidatura de Flávio Bolsonaro.
A neutralidade, contudo, tem um limite explícito em relação ao PT. Rogério Marinho descartou apoio a Cadu e explicou que o PL também não irá formalizar apoio a Allyson: “E, claro, não iremos votar no PT, mas como partido não iremos endossar a sua candidatura, já que ele não vai endossar a candidatura do Flávio Bolsonaro”, declarou.
Com isso, o PL manteve a prioridade na campanha presidencial e liberou seus integrantes para decidir individualmente sobre a disputa estadual. Assim, lideranças e parlamentares da legenda podem apoiar Allyson, enquanto a direção partidária não formaliza a adesão
Disputa começa praticamente empatada A nova configuração do segundo turno parte de uma diferença mínima entre os dois candidatos.
Allyson terminou a primeira etapa com 36,75% dos votos válidos, enquanto Cadu alcançou 36,28%, uma distância de apenas 0,47 ponto percentual.
Álvaro Dias ficou em terceiro, com 26,71%. Com isso, o seu grupo passou a ser alvo da disputa por apoios. O PL, porém, optou pela neutralidade institucional, concentrando sua atuação oficial na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, figurava como “usuário master” de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa com participação de um terço em um jato utilizado por ele em uma viagem aos Estados Unidos, em janeiro de 2025. A informação consta de um relatório da Polícia Federal (PF) produzido no âmbito de uma investigação sobre desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O documento aponta que o perfil atribuído ao senador lhe conferia “nível elevado de acesso e gerenciamento” dos recursos da empresa. Flávio, no entanto, nega ter mantido uma conta bancária com esse tipo de vínculo e afirma que a associação era indevida. O advogado Willer Tomaz, responsável pela administração da holding, também nega ter dividido uma conta com o parlamentar.
As informações foram divulgadas pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.
E-mails mostram pedido de desvinculação da conta
A conta no banco Santander estava registrada em nome da Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal. Uma troca de e-mails obtida pela PF a partir do iCloud de Willer Tomaz indica que Flávio Bolsonaro estava associado ao perfil da conta até maio de 2025.
Em mensagem enviada em 22 de 2025, Fayla Menezes, secretária do advogado, solicitou a inclusão de um novo usuário no perfil master e pediu a retirada de duas contas vinculadas ao contrato: uma identificada com o nome de Flávio Bolsonaro e outra relacionada a Willer Tomaz.
O banco respondeu no mesmo dia, informando que as contas haviam sido excluídas do contrato, conforme solicitado.
Em nota, a assessoria de Flávio afirmou que o senador “nunca manteve conta tendo como usuário master o Sr. Willer Tomaz ou qualquer de suas empresas”. A defesa sustentou que o próprio e-mail demonstra que a vinculação era indevida e que a solicitação de retirada comprova a necessidade de corrigir a associação.
Holding tinha participação em jato utilizado pelo senador
A Alcazar Holdings era proprietária de um terço da Fraction 024 Administração de Bem Próprio S.A., empresa responsável pela propriedade compartilhada de um jato Legacy 650, de matrícula PP-NLR.
A aeronave foi adquirida em 2023. Na época da viagem de Flávio aos Estados Unidos, em janeiro de 2025, os outros dois cotistas eram Laerte Cosentino, dono da Totvs, e a Prime You, empresa que tinha Daniel Vorcaro entre seus sócios.
Vorcaro é investigado em um caso que envolve suspeitas de irregularidades financeiras. O avião foi utilizado por Flávio e Willer Tomaz em uma viagem de ida e volta entre Brasília e Fort Lauderdale, na Flórida.
Questionado anteriormente pela revista piauí sobre o deslocamento, o senador afirmou que viajou como convidado do advogado, de quem é amigo. Tomaz, por sua vez, declarou que não sabia que a Prime You participava da propriedade da aeronave nem que a empresa pertencia a Vorcaro.
PF aponta hipótese de vínculo econômico ou societário
No relatório, a Polícia Federal afirma que a condição de “usuário master” indicaria acesso operacional relevante à conta da Alcazar Holdings. Para os investigadores, essa circunstância sustenta a hipótese de uma eventual participação econômica ou societária de fato do senador na empresa.
A PF também destaca que a holding tinha participação de 33,33% na Fraction 024, responsável pelo jato. Por isso, os investigadores consideram que um possível vínculo societário ou de gestão entre Flávio e a Alcazar poderia ajudar a esclarecer as relações indiretas com a empresa proprietária da aeronave.
As informações descritas no relatório representam uma hipótese investigativa e, por si só, não comprovam a existência de participação societária ou financeira do senador na holding.
PF identificou conversas em aplicativo de mensagens
A investigação também identificou conversas entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz por meio do Confide, aplicativo de comunicação privada que oferece criptografia e mensagens que desaparecem após a leitura.
Segundo a PF, o número de telefone do senador aparecia entre os contatos favoritados pelo advogado. O relatório menciona o uso da plataforma como parte dos elementos extraídos do celular de Tomaz, mas as informações apresentadas não estabelecem, isoladamente, o conteúdo das conversas nem demonstram a existência de irregularidades.
Flávio e Willer Tomaz negam vínculo financeiro
Além de negar a associação bancária, Flávio Bolsonaro classificou como falsas as afirmações de que teria mantido uma conta com Willer Tomaz ou com empresas do advogado. O senador também afirmou que a divulgação de informações que considera falsas durante o período eleitoral pode configurar crime e que os responsáveis deverão responder na Justiça.
Tomaz declarou que mantém apenas uma relação de amizade com Flávio e negou qualquer vínculo financeiro ou societário entre os dois. O advogado também afirmou que as viagens foram de lazer, com as famílias como convidadas, sem pagamento ou contrapartida.
Em sua nota, Tomaz contestou a interpretação dos documentos pela reportagem e alegou que a divulgação de dados extraídos de seu celular e do iCloud faz parte de um vazamento que já está sendo investigado pela Polícia Federal.
A Polícia Militar do Rio Grande do Norte, por meio do 13º Batalhão de Polícia Militar (13º BPM), conduziu dois indivíduos à Delegacia de Polícia na madrugada desta quarta-feira (14), após uma abordagem realizada durante patrulhamento na Avenida Doutor Sílvio Bezerra de Melo, em Currais Novos/RN.
Durante a ação, a guarnição identificou dois ocupantes de uma motocicleta e, na abordagem, encontrou uma quantidade de substância análoga à maconha com o passageiro.
Diante dos fatos, os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia para os procedimentos cabíveis. A ocorrência foi finalizada na unidade policial, com registro de boletim de ocorrência.
O candidato à presidência da República (PL) confirmou presença, nesta quarta-feira (14), no debate do Grupo Bandeirantes, que acontece neste domingo (18). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já havia confirmado que participaria do encontro nesta terça-feira (13).
Flávio havia declarado, durante um evento, que não iria ao debate. Conforme previsto nas regras do debate, caso algum candidato não compareça, seu púlpito ficará vazio.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, garantiu a aliados que pretende atuar para modificar ou até mesmo derrubar o fim da escala de trabalho 6×1 depois da aprovação da proposta pelo Congresso Nacional.
Segundo apurou a coluna, a sinalização foi feita em conversas reservadas com integrantes de seu entorno político e atende a preocupações de setores do empresariado com os impactos da redução da jornada de trabalho sobre os custos das empresas.
A promessa contrasta com o posicionamento público adotado pelo candidato nesta terça-feira (13), quando anunciou que votará a favor da proposta que acaba com a escala de seis dias de trabalho para um de descanso.
Nos bastidores, porém, Flávio indicou que o apoio à medida não significa compromisso com a manutenção definitiva das regras previstas no texto. A intenção é trabalhar por mudanças que atendam às demandas dos empresários, podendo chegar à tentativa de revogação da alteração constitucional.
A estratégia também leva em consideração o calendário eleitoral. Aliados do candidato avaliam que uma posição contrária ao fim da escala 6×1 neste momento poderia provocar desgaste na campanha, especialmente diante da mobilização popular em defesa da redução da jornada de trabalho.
Por isso, integrantes da oposição no Senado desistiram de organizar uma tropa de choque para obstruir a votação. O entendimento é que seria difícil explicar ao eleitorado, em plena disputa presidencial, a diferença entre a proposta em análise e o modelo de flexibilização defendido por Flávio.
O candidato defende maior liberdade para que trabalhadores e empregadores negociem a jornada de trabalho. A proposta é apresentada por ele como uma alternativa à redução obrigatória da carga horária semanal.
Na terça-feira, Flávio afirmou que a maioria dos trabalhadores brasileiros deseja o fim da escala 6×1 e, por isso, votaria favoravelmente à mudança. Ao mesmo tempo, defendeu que o governo arque com os custos adicionais que a medida poderia impor às empresas.
A posição reflete a tentativa de conciliar o apoio público a uma proposta popular com as resistências de setores empresariais, que alertam para possíveis impactos sobre a contratação de trabalhadores e a atividade econômica.
Votação nesta quarta O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para esta quarta-feira (14) a votação da proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6×1.
A base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer concluir a votação em dois turnos no mesmo dia, antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
O texto prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso por semana, sem redução salarial. Para ser aprovado, precisa do apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores em cada turno.
A proposta já passou pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Se aprovada sem alterações nos dois turnos, poderá ser promulgada pelo Congresso Nacional.
Nesse cenário, uma eventual tentativa de Flávio de modificar ou revogar a medida dependeria de uma nova alteração constitucional, que exige apoio de três quintos dos parlamentares da Câmara e do Senado, em dois turnos de votação em cada Casa.
O fim da escala 6×1 tornou-se uma das principais bandeiras da campanha de reeleição de Lula. A votação no Senado, às vésperas do segundo turno, colocou o tema no centro da disputa entre o petista e Flávio Bolsonaro.
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, que é vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, reconheceu situação de emergência em 82 cidades do Rio Grande do Norte. Uma portaria publicada na terça-feira (13) justifica a medida em decorrência da seca.
A publicação também considera decreto do governo estadual no mês passado em que declara situação de emergência em áreas de municípios potiguares afetados pela estiagem prolongada e pela redução sustentada das reservas hídricas.
As cidades que estão dentro do decreto são: Acari, Afonso Bezerra, Água Nova, Alto do Rodrigues, Angicos, Antônio Martins, Apodi, Barcelona, Bento Fernandes, Bodó, Caiçara do Norte, Caiçara do Rio do Vento, Campo Grande, Carnaubais, Coronel João Pessoa, Cruzeta, Doutor Severiano, Encanto, Equador, Fernando Pedroza, Florânia, Francisco Dantas, Governador Dix-Sept Rosado, Guamaré, Ipanguaçu, Ipueira, Itajá, Jandaíra, Janduís, Jardim de Angicos, João Câmara, João Dias, José da Penha, Lagoa de Velhos, Lajes, Macau, Major Sales, Marcelino Vieira, Mossoró, Olho-D`Água do Borges, Ouro Branco, Paraná, Paraú, Parazinho, Patu, Pedra Grande, Pedra Preta, Pedro Avelino, Pendências, Pilões, Portalegre, Porto do Mangue, Rafael Godeiro, Riacho da Cruz, Riachuelo, Rodolfo Fernandes, Ruy Barbosa, Santa Cruz, Santana do Matos, São Bento do Norte, São Bento do Trairí, São Francisco do Oeste, São José do Campestre, São José do Seridó, São Rafael, São Vicente, Serra Caiada, Serra de São Bento, Serra do Mel, Serrinha dos Pintos, Severiano Melo, Sítio Novo, Taboleiro Grande, Tangará, Tenente Ananias, Tibau, Timbaúba dos Batistas, Triunfo Potiguar, Umarizal, Upanema, Venha-Ver, Viçosa.
O candidato à presidência da República (PL) confirmou a presença no debate do Grupo Bandeirantes, que acontece neste domingo (18). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também confirmou presença no encontro nesta terça-feira (13).
Flávio havia declarado, durante um evento, que não iria ao debate. Conforme previsto nas regras do debate, caso algum candidato não compareça, seu púlpito ficará vazio.
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O Rio Grande do Norte é um dos cinco estados onde foram cumpridos mandados judiciais como parte da operação Bifronte, que investiga uma organização criminosa suspeita de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.
A operação foi desencadeada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (FICCO/MG) com 46 mandados cumpridos, além do RN, em MG, GO, SC e SP. Eles se dividem em 23 de prisão, 20 de busca e apreensão e três de recolhimento domiciliar com monitoramento eletrônico.
Segundo as investigações, o grupo comprava drogas da Bolívia e do Peru. Também transportava e distribuía a droga no território nacional.
Além do tráfico, a organização movimentava recursos e ocultava patrimônio. A Justiça determinou sequestro de bens até o limite de R$ 187 milhões, atingindo 69 pessoas físicas e jurídicas.
Foram sequestrados de imediato 11 imóveis em MG, GO, SP, SC e BA, além de uma aeronave. A Justiça também ordenou duas difusões vermelhas da Interpol e a transferência de dois dos principais investigados para o sistema penitenciário federal.
Os investigados poderão responder por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, conforme a participação de cada um.
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), utilizou a tribuna da Casa, nesta quinta-feira (8), para agradecer os 73.217 votos recebidos nas eleições do último domingo (4), que garantiram sua recondução ao Parlamento estadual pela sétima vez. Segundo deputado estadual mais votado do Rio Grande do Norte, Ezequiel fez um pronunciamento marcado pela gratidão, pelo reconhecimento à confiança dos eleitores e pela reafirmação do compromisso de continuar trabalhando pelo desenvolvimento do Estado.
Em um discurso que reuniu reflexões sobre a vida pública e a responsabilidade de representar a população, o parlamentar destacou que o resultado das urnas ultrapassa os números e representa a esperança de milhares de potiguares. “Por trás de cada voto existe uma pessoa. Existe uma família. Existe uma comunidade. Existe uma cidade. Existe uma esperança depositada em nosso trabalho. E é exatamente por isso que recebo esta vitória muito mais como responsabilidade do que como conquista pessoal”, afirmou.
Ao recordar sua trajetória política, Ezequiel ressaltou a importância do contato direto com a população e das experiências acumuladas nas visitas aos municípios potiguares. Segundo ele, ouvir as pessoas e compreender suas necessidades continuam sendo fundamentais para o exercício do mandato. Saúde, educação, segurança, infraestrutura, geração de empregos e desenvolvimento foram apontados como demandas que devem permanecer no centro da atuação parlamentar.
O presidente da Assembleia também fez questão de reconhecer o trabalho das lideranças políticas, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, amigos, familiares e integrantes de sua equipe, que participaram da caminhada eleitoral em diferentes regiões do Estado. Em um dos momentos do pronunciamento, destacou que a confiança recebida nas urnas precisa ser correspondida com ações concretas. “Mandato não é propriedade de quem o exerce. Mandato é confiança emprestada pelo povo. E confiança precisa ser honrada todos os dias”, declarou.
Outro ponto enfatizado foi a necessidade de preservar o diálogo e o respeito às diferenças após o encerramento da disputa eleitoral. Ezequiel defendeu que o exercício da representação política deve ultrapassar as divisões partidárias e contemplar toda a sociedade. “A eleição passa. As divergências passam. O que permanece é o dever de trabalhar. Somos deputados de todo o Rio Grande do Norte”, pontuou.
Ao projetar o novo mandato, o parlamentar reafirmou sua defesa de uma Assembleia Legislativa forte, independente e próxima da população, destacando a importância do equilíbrio institucional e da construção de soluções coletivas para os desafios enfrentados pelo Estado.
Para Ezequiel, a renovação do mandato representa também a oportunidade de fortalecer uma trajetória construída a partir do municipalismo, da articulação política e da presença nos municípios. “O povo do Rio Grande do Norte não nos entregou um prêmio. Entregou-nos uma missão. E quero corresponder a essa missão com trabalho, equilíbrio, diálogo e respeito”, afirmou.
Ao encerrar o pronunciamento, o presidente da Assembleia salientou: “O voto me trouxe, pela sétima vez, até esta Casa. O trabalho continuará me levando a cada canto do Rio Grande do Norte.”.
A programação de outubro voltada à saúde e à valorização das mulheres, além do planejamento das atividades alusivas aos 21 Dias de Ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, foi destaque durante a sessão ordinária desta terça-feira (13), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. As iniciativas foram apresentadas pela deputada Cristiane Dantas (PSDB) e integram o conjunto de ações desenvolvidas pela Casa em defesa dos direitos femininos.
Entre as atividades previstas para este mês, estão a realização de uma sessão solene e a presença da unidade móvel do Grupo Reviver, que oferecerá exames de mamografia a dezenas de mulheres. A parlamentar destacou o planejamento da programação dos 21 Dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, que deverá reunir ações da Procuradoria Especial da Mulher (ProMulher), da bancada feminina e da Frente Parlamentar da Mulher. O objetivo é fortalecer a conscientização, ampliar os canais de acolhimento e contribuir para que mulheres em situação de vulnerabilidade encontrem apoio para romper o ciclo da violência.
Durante o pronunciamento, Cristiane Dantas ressaltou ainda os avanços na assistência às mulheres vítimas de violência, destacando a parceria com a Defensoria Pública, que passou a oferecer atendimento por meio da Procuradoria Especial da Mulher na última semana. A iniciativa busca garantir maior agilidade e facilidade no acesso à assistência jurídica, fortalecendo a rede de proteção feminina.