O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PSD), admitiu nesta quarta-feira (27), que acompanha de perto a movimentação política envolvendo o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), e reconheceu que a parceria administrativa já existente entre Allyson e a senadora Zenaide Maia (PSD) pode evoluir para uma aliança eleitoral em 2026.
No entanto, enfatizou que, apesar das especulações, não há qualquer tratativa formalizada até o momento. As declarações foram dadas em entrevista ao programa Dê o Play, da Jovem Pan Natal.
Carlos Eduardo destacou que essa aproximação não é recente e remonta aos últimos três anos, período em que Zenaide e Allyson mantêm uma aliança política. Segundo ele, o atual momento é marcado por conjecturas naturais do ano pré-eleitoral, enquanto as decisões concretas sobre candidaturas, coligações e chapas majoritárias só devem ocorrer no próximo ano. “O ano anterior à eleição é o ano da especulação. O ano do ‘vamos ver’ é 2026”, afirmou.
Questionado sobre a pré-candidatura de Allyson ao governo do Rio Grande do Norte, o ex-prefeito avaliou positivamente o desempenho político e a imagem pública do gestor mossoroense. Ele citou a alta aprovação, superior a 80%, na gestão de Mossoró e os resultados das pesquisas que colocam Allyson à frente de outros possíveis concorrentes. Para Carlos Eduardo, o prefeito reúne atributos como experiência administrativa e forte presença digital, elementos que têm ampliado sua empatia com o eleitorado potiguar.
Apesar dos elogios, Carlos Eduardo ponderou que ainda é cedo para discutir composições e definições de chapas. Segundo ele, o momento de sentar à mesa com os partidos e articular uma aliança mais ampla ainda está por vir. “Não está tão distante, mas é prematuro. A hora de discutir governador, vice, senador, suplências e nominatas será em 2026”, analisou.
O ex-prefeito também esclareceu que nunca teve um encontro pessoal com Allyson Bezerra e que as notícias sobre um possível convite para compor como vice na chapa do mossoroense não correspondem à realidade. Ele disse ter falado com o prefeito apenas uma vez, de maneira casual, por telefone, e revelou que conversas iniciais sobre o cenário político têm ocorrido apenas com o ex-senador José Agripino (União Brasil), em tom de avaliação preliminar.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), segue liderando a corrida para o Governo do Estado nas eleições de 2026. Nova pesquisa do Instituto Exatus, do Grupo Agora RN, mostra que Allyson tem vantagem significativa nos três cenários testados. Os números se referem à pesquisa estimulada – quando o eleitor recebe uma lista de nomes e precisa escolher uma opção.
O levantamento da Exatus entrevistou 2.029 eleitores em todo o Rio Grande do Norte entre os dias 12 e 15 de novembro. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
Em um primeiro cenário, Allyson Bezerra aparece com 38,44%. Em segundo lugar, está o senador Rogério Marinho (PL), com 25,63%. O terceiro colocado é o secretário de Fazenda do RN, Cadu Xavier (PT), que tem 6,95%. Um total de 8,58% dos eleitores disseram não saber em quem votar. Já 20,4% responderam que não pretendem votar em ninguém.
Trocando Rogério pelo ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos), a vantagem de Allyson Bezerra aumenta. Neste cenário, ele tem 44,01% das intenções de voto, enquanto Álvaro tem 11,43% e Cadu Xavier soma 7,44%. Não souberam dizer 9,86% dos entrevistados, enquanto 27,25% disseram que não pretendem votar em ninguém.
Em relação à pesquisa anterior, de setembro, todas as oscilações nesses dois cenários se deram dentro da margem de erro.
Por fim, a pesquisa testou um cenário inédito mais amplo, com mais de um candidato de direita. Nele, Allyson Bezerra tem 37,01%, Rogério Marinho aparece com 21,98%, Cadu Xavier registra 6,16% e Álvaro Dias tem 2,37%. Empatado com Álvaro, ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo (PSD) tem os mesmos 2,37%. Neste cenário, 8,28% não souberam responder, enquanto 21,83% responderam que não pretendem votar em nenhum dos nomes.
Na pesquisa anterior, Walter Alves (MDB) havia sido incluído em dois cenários, mas nesse novo levantamento o nome foi retirado a pedido do próprio vice-governador.
O levantamento ainda questionou os eleitores a respeito do que eles consideram ser os maiores problemas do Rio Grande do Norte. Cada eleitor podia citar até três opções.
De acordo com a pesquisa, 48,25% responderam que “saúde” é o principal problema. Logo atrás, com índice praticamente igual, está “segurança/violência”, com 48,05% das citações. Ainda se destacam entre as respostas: “corrupção”, com 36,42%, “desemprego”, com 27,9%, e “educação”, com 27,21%. Na sequência, foram listados: “estradas” (14,34%), “oportunidade para jovens” (10,69%), “turismo e lazer” (8,67%), “má gestão pública” (8,48%) e “água” (8,33%). Falta de obras, habitação e pobreza fecham a lista das citações.
Confira intenções de voto para o Senado O Instituto Exatus também mediu as intenções de voto para o Senado. Foram consideradas as preferências do eleitorado para as duas vagas que estarão em disputa em 2026.
Na primeira opção de voto, quem lidera é o senador Styvenson Valentim (PSDB), com 39,72%. A governadora Fátima Bezerra (PT) está em segundo, com 12,12%. A senadora Zenaide Maia (PSD) vem logo atrás, com 11,19%. O ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) tem 7,69%.
Fecham a lista: o ativista da direita Coronel Hélio (PL), com 1,53%; o presidente da Femurn, Babá Pereira (PL), com 1,13%; a vice-prefeita de Currais Novos, Milena Galvão (PSDB), com 0,74%; e o ex-senador e ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates (sem partido), com 0,3%.
De acordo com a pesquisa, 19,62% responderam que não pretendem votar em nenhum dos candidatos. Já 5,96% não sabem ou não quiseram responder.
Para a segunda opção de voto, a liderança é de Zenaide Maia (14,34%). Em segundo lugar, aparece Styvenson Valentim (10,84%), seguido de Álvaro Dias (8,03%). Coronel Hélio (4,83%) e Fátima Bezerra (4,24%) complementam o primeiro pelotão de pré-candidatos.
Depois deles, ainda somaram intenções de voto: Babá Pereira (0,89%), Milena Galvão (0,79%) e Jean Paul Prates (0,49%).
Segundo o levantamento da Exatus, 41,5% dos eleitores não sabem em quem votar na segunda opção. Já 14,05% não sabem ou não quiseram responder.
Em 2026, o eleitor dará dois votos para o Senado. A eleição não é separada – serão eleitos os dois candidatos que obtiveram maior votação na soma das duas opções.
Avaliações e Presidência O Instituto Exatus também mediu a avaliação do eleitorado sobre as gestões estadual e federal.
Sobre a gestão estadual, 68,75% disseram desaprovar a administração da governadora Fátima Bezerra (PT). Outros 23,46% aprovam a gestão e 7,79% não sabem ou não quiseram responder.
Já em relação ao Governo Lula, o cenário é mais equilibrado. Segundo a pesquisa, 48,3% desaprovam a gestão federal, enquanto 43,12% aprovam. Outros 8,58% não sabem ou não quiseram responder.
A pesquisa trouxe também um retrato da disputa presidencial. Segundo o levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida no Rio Grande do Norte com 42,14% das intenções de voto.
Bem atrás aparece o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 23,31%. O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), tem 4,78%. Depois deles, aparecem os governadores Ronaldo Caiado (União-GO), com 2,02%, e Romeu Zema (Novo-MG), com 1,53%
Segundo o Instituto Exatus, 19,22% responderam que não pretendem votar em nenhum candidato para presidente e 7% ainda não sabem.
A audiência que abriria o processo de extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) na Corte de Apelação de Roma, marcada para esta quinta-feira (27), foi adiada para 4 de dezembro. A parlamentar está presa na Itália desde 29 de julho e compareceu presencialmente ao tribunal para a sessão remarcada.
O novo encontro marcará o início formal da análise do pedido brasileiro, após o Ministério Público italiano ter se posicionado, em outubro, a favor da continuidade do processo.
Desde a prisão, Zambelli participou apenas de audiências de custódia, usadas para definir se ela responderia em liberdade, em prisão domiciliar ou seguiria detida na Penitenciária Feminina de Rebibbia, nos arredores de Roma. A Justiça italiana decidiu mantê-la presa.
Em agosto, a defesa solicitou a revogação da prisão ou a transferência para regime domiciliar, alegando problemas de saúde. O pedido foi negado, sob entendimento de que o tratamento poderia ser feito na unidade prisional. Um recurso posterior à Corte de Cassação — a terceira instância italiana — também foi rejeitado. Os advogados agora aguardam análise de um pedido apresentado à Corte Interamericana de Direitos Humanos.
O que acontece a partir de agora Com a abertura do processo de extradição, a Corte de Apelação avaliará se os requisitos legais para enviar Zambelli de volta ao Brasil estão presentes. Segundo especialistas em direito internacional, o tribunal verifica pontos como:
se os crimes atribuídos à deputada são previstos na legislação dos dois países; ausência de motivação política no pedido; garantia de respeito aos direitos humanos; inexistência de processos pendentes na própria Itália; conformidade com o tratado de extradição assinado em 1989. Se a corte aprovar a extradição, a defesa poderá recorrer novamente à Corte de Cassação. Dependendo da decisão, ainda cabem recursos ao Tribunal Constitucional italiano ou à Corte Europeia de Direitos Humanos. A palavra final, no entanto, é do ministro da Justiça da Itália, após esgotadas todas as possibilidades de contestação.
Relembre as condenações no Brasil Zambelli foi condenada duas vezes pelo Supremo Tribunal Federal (STF):
Primeiro processo: 10 anos de prisão por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica, em ação envolvendo o hacker Walter Delgatti Neto. Após a condenação, ela deixou o Brasil e acabou presa na Itália graças à cooperação entre os dois países. Segundo processo: 5 anos e 3 meses de prisão, em regime semiaberto, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A decisão inclui multa equivalente a 400 salários mínimos da época dos fatos (2022), mais correção monetária, e determina a perda do mandato parlamentar após o fim dos recursos.
O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), confirmou nesta quarta-feira (26) que articula um bloco de oposição para as eleições de 2026. Em entrevista à rádio 95FM, ele afirmou que caminhará na mesma direção que os senadores Rogério Marinho e Styvenson Valentim.
Álvaro negou que já exista uma definição sobre sua filiação ao PL, mas admitiu que o assunto está em pauta. Ele ressaltou que qualquer decisão partidária será tomada em conjunto com o grupo político. O ex-prefeito criticou a administração da governadora Fátima Bezerra, classificando o momento atual como “anos de atraso”.
Sobre o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, Álvaro avaliou que ele pode integrar o bloco oposicionista. No entanto, ponderou que talvez ainda não seja o tempo ideal para o gestor disputar o Governo do Estado. Para Dias, o cenário tende à polarização, sem espaço para uma terceira via.
Quanto ao seu próprio futuro, o ex-prefeito admitiu rever posições e disputar o Senado, caso seja a melhor estratégia para a frente ampla. Ele descartou concorrer à Câmara Federal. Álvaro destacou ainda o papel central de Rogério Marinho nas articulações, especialmente após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo (PSD) comentou nesta quinta-feira (29), em entrevista ao programa Dê o Play, da Jovem Pan Natal, sobre suas conversas com o vice-governador do Rio Grande do Norte e presidente estadual do MDB, Walter Alves. Segundo Carlos Eduardo, o encontro teve como principal pauta a formação da nominata de candidatos. Nesses diálogos, Alves também demonstrou preocupação com a situação financeira do RN, mas sem afirmar se isso o faria desistir de asssumir o governo no ano que vem.
A apuração do comentarista Saulo Spinelly, da 98 FM Natal, indica que as dificuldades orçamentárias do Estado — com déficit estimado em R$ 1,5 bilhão para 2026 — poderiam levar Walter a desistir de assumir a função de governador em abril, quando Fátima Bezerra deixará o cargo para disputar o Senado, caso a situação não seja considerada viável.
“Predominantemente, a nossa conversa foi a essa nominata. O interesse dele de levar esses candidatos para o MDB”, disse Carlos Eduardo. Ele explicou que, apesar de o MDB nacional ter expectativa de que Walter fosse candidato à reeleição, o vice-governador comunicou que não deseja tomar uma decisão pessoal neste momento.
Sobre a conversa que abordou a situação financeira do Estado, Carlos afirmou que o vice-governador montou uma equipe de assessoria para avaliar detalhadamente as contas públicas, mas ainda não há decisões concretas sobre a possibilidade de assumir o governo em abril de 2026, durante a licença da governadora Fátima Bezerra (PT), que deve concorrer ao Senado.
“Ele demonstrou preocupação com relação à situação financeira do Estado, mas nada conclusivo. Está com assessoria e essa equipe está levantando os números para ter uma conversa futura, objetiva, com a governadora e a área econômica do governo”, afirmou Carlos Eduardo.
Carlos Eduardo ainda destacou que a governadora tem fornecido todas as informações solicitadas pela equipe de Walter e que o diálogo entre as partes tem sido “muito atencioso”, reforçando que qualquer decisão final sobre a posse do vice-governador dependerá do próprio Walter Alves.
A Polícia Federal incinerou, nesta quinta-feira (27), meia tonelada de drogas apreendidas ao longo de 2024 no Rio Grande do Norte. O material destruído incluía cocaína e derivados, maconha e comprimidos de ecstasy, resultado de operações realizadas em diferentes regiões do estado.
A incineração foi acompanhada por representantes do Ministério Público Estadual (MPRN) e da Vigilância Sanitária, responsáveis por verificar o cumprimento das normas legais e ambientais durante todo o procedimento. A supervisão garante segurança, rastreabilidade e conformidade do processo.
Segundo a PF, a ação integra o trabalho permanente de combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado, desenvolvido em conjunto com órgãos de segurança e fiscalização.
O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (27), 56 dos 63 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei (PL) que elimina ou flexibiliza regras para o licenciamento ambiental no Brasil. O texto foi apelidado pelos críticos de “PL da Devastação”.
Os parlamentares apreciaram ainda 28 destaques apresentados pelo PT e PSOL, como forma de tentar manter os vetos presidenciais. Na Câmara dos Deputados, os destaques foram rejeitados por 295 votos a 167. No Senado, ainda estão em votação.
O governo conseguiu, por outro lado, adiar a análise de sete dos vetos referentes ao Licenciamento Ambiental Especial (LAE), nova modalidade criada que previa o licenciamento de forma simplificada e com “fase única” para obras consideradas “estratégicas”.
Ao vetar o dispositivo da LAE, o Executivo editou a Medida Provisória (MP) 1308 de 2025, mantendo a previsão desse instrumento ambiental. Porém, em vez de licenciamento em fase única, a MP editada pelo governo prevê equipes exclusivas destinadas para dar celeridade aos licenciamentos de obras consideradas estratégicas, mantendo todas as fases hoje previstas para liberação de empreendimentos.
O relator da MP 1308 na Câmara é o deputado Zé Vitor (PL-MG). A medida precisa ser analisada até o dia 5 de dezembro para não perder a validade. A comissão que analisa a MP é presidida pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), importante liderança da bancada ruralista no Parlamento.
Apoiado pelo agronegócio e setores empresariais, o PL do Licenciamento Ambiental vem sendo denunciado como grave retrocesso por organizações ambientalistas e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Com a derrubada dos vetos, são retomados dispositivos como o que autoriza o autolicenciamento para obras de porte médio, chamado de Licença por Adesão e Compromisso (LAC). Essa modalidade requer apenas um compromisso dos empreendedores para liberação das obras, sem os estudos ambientais exigidos atualmente.
A derrubada dos vetos permite ainda transferir a definição dos parâmetros ambientais do licenciamento da União para estados e Distrito Federal (DF); retira atribuições de órgãos ambientais como Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e limita a consulta aos povos indígenas e comunidades quilombolas afetados pelos empreendimentos.
O Legislativo ainda derrubou o veto do governo que impediu retirar a Mata Atlântica do regime de proteção especial para supressão de floresta nativa. A derrubada do veto reduz as exigências para desmatar o bioma que mantém atualmente cerca de 24% da vegetação original.
O Observatório do Clima, que reúne 161 organizações sociais e ambientais, afirma que a derrubada desses vetos é o maior retrocesso ambiental da história do país, e logo após a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA).
“Manter os vetos de Lula é crucial para impedir o esvaziamento do licenciamento ambiental, o principal instrumento de prevenção de danos ambientais do país, criado há mais de quatro décadas pela Política Nacional do Meio Ambiente, de 1981”, disse o Observatório, em nota.
Alcolumbre pauta tema após COP30 Deputados e senadores favoráveis aos vetos do presidente Lula criticaram o presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), por pautar o tema após a COP30, enquanto há muitos outros vetos na fila para serem apreciados.
Alcolumbre argumentou que a votação do licenciamento ambiental era necessária para destravar o processo legislativo.
“Há regiões inteiras aguardando que o Congresso finalize essa discussão para que grandes projetos saiam do papel, gerando empregos, renda e crescimento econômico — sempre com responsabilidade ambiental”, disse o presidente do Senado.
O deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), falando como líder do PT, destacou que a votação do tema após a COP30 reflete uma decisão política de setores privados que querem flexibilizar as regras ambientais no Brasil.
“O momento em que se está trazendo para votar, logo depois da Conferência do Clima, tem uma posição política de setores que desnortearam o debate do licenciamento ambiental para defender interesses menores e não interesses do país, não interesses da sociedade brasileira”, disse.
Debate A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) avaliou que a derrubada dos vetos vai aumentar o desmatamento ao transferir para os estados e o Distrito Federal a responsabilidade por definir parâmetros e critérios para o licenciamento ambiental.
“Vai se criar uma verdadeira guerra ambiental na tentativa de levar algum tipo de empreendimento sem o devido rigor e, portanto, [sem] a proteção dos nossos biomas e do nosso meio ambiente”, afirmou.
O deputado José Vitor (PL-MG) argumentou, por outro lado, que o projeto aprovado respeita o meio ambiente e que o atual modelo de licenciamento no Brasil impede a realização de obras. Ele ainda defendeu a exclusão do Ibama dos processos de liberação de obras.
“Nenhum de nós aqui está abrindo mão para qualquer flexibilização ou qualquer ponto que coloque em risco o meio ambiente. Depois de um órgão ambiental, como uma secretaria de estado de meio ambiente, fazer toda a análise técnica e conceder uma autorização, que, mesmo assim, precisava do carimbo do Ibama, um carimbo que, de fato, não protege nada”, afirmou.
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), defendeu que o Brasil explore suas riquezas.
“[O governo] quer colocar travas no agronegócio, que é a única coisa que ainda está dando certo, economicamente, no Brasil. Aí querem colocar aqui o veto no licenciamento ambiental votado por essas duas Casas. O verdadeiro Brasil que nós temos é o Brasil que explora as suas riquezas do agro”, afirmou.
Por sua vez, o deputado federal Túlio Gadêlha (Rede-PE) argumentou que os atrasos que, eventualmente ocorrem, no processo de licenciamento ambiental é resultado do desmonte praticado contra os órgãos ambientais ao longo dos anos.
“Se existe morosidade hoje é por conta do desmantelamento do governo anterior com relação à pauta ambiental, que retirou salários, diárias, combustível e instrumentos para que esses servidores pudessem agir”, comentou.
Gadêlha também criticou que órgãos ambientais como Ibama, Funai, Iphan e outros passam a ter um caráter de “observador” sem que os seus pareces tenham “caráter vinculante” nos processos de licenciamento.
O deputado estadual Francisco do PT participou, nesta quinta-feira, ao lado do ex-prefeito de Currais Novos, Odon Júnior, da cerimônia em comemoração aos 5 anos da Faculdade de Engenharia, Letras e Ciências Sociais do Seridó (FELCS/UFRN). O evento reuniu professores, estudantes, servidores e representantes da comunidade acadêmica para celebrar a contribuição da instituição para o desenvolvimento do Seridó.
Na Assembleia Legislativa, Francisco apresentou uma moção de congratulação pelos cinco anos da FELCS, reconhecendo o papel estratégico da faculdade na interiorização do ensino superior e na formação de profissionais qualificados na região.
Durante a cerimônia, o reitor da UFRN, José Daniel, e o diretor da FELCS, Alexandre Teixeira, agradeceram a iniciativa do parlamentar, destacando que o reconhecimento fortalece a visibilidade institucional e valoriza o trabalho desenvolvido ao longo desses anos.
“O deputado Francisco tem sido um grande parceiro, defensor da educação do nosso Estado”, afirmou o reitor da UFRN, José Daniel.
Policiais do 13º Batalhão de Polícia Militar foram acionados por volta das 23h20 desta quinta-feira para atender a uma ocorrência de assalto em um posto de combustíveis localizado no bairro Paizinho Maria, na saída para Natal.
De acordo com informações repassadas pela PM, dois homens armados com facões chegaram ao estabelecimento a pé, renderam os frentistas e anunciaram o assalto. A dupla levou aproximadamente R$ 200,00 do caixa e fugiu logo em seguida.
Equipes policiais realizaram buscas em várias áreas próximas ao local do crime, mas até o fechamento desta reportagem nenhum suspeito havia sido encontrado. As diligências seguem em andamento.
O deputado federal Aécio Neves (MG) retornará à presidência nacional do PSDB oito anos após deixar o comando da sigla. A cerimônia que marcará sua recondução ocorre em Brasilia, quando ele substituirá Marconi Perillo. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, apresentado pelo jornalista Magno Martins, Aécio destacou o legado do PSDB que governou o país entre 1995 e 2003 -, mas afirmou que a sigla não tem, no momento, o objetivo de disputar novamente a Presidência da República. Questionado pelo jornalista potiguar Angelo Girotto do Jornal O Potengi sobre o enfraquecimento do partido na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o deputado afirmou que buscará articular um entendimento entre o presidente da Casa, Ezequiel Ferreira, e o senador Styvenson Valentim, ambos tucanos. “Ainda não sou presidente do partido, mas, quando assumir, vamos buscar um entendimento no Rio Grande do Norte entre Ezequiel e o senador Styvenson, que hoje lidera as intenções de voto”, declarou.
A presença do presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira de Sousa, em evento na cidade de Acari, chamou atenção não apenas pelo caráter institucional da agenda, mas principalmente pelo tom político adotado em seus discursos.
Durante a visita ao “Condomínio dos idosos ” Ezequiel fez questão de agradecer publicamente ao senador Styvenson Valentim pelo apoio e articulação voltados à implantação de lares para idosos no município. O presidente da Assembleia também destacou a parceria com o ex-prefeito Izaías Cabral e com o atual gestor municipal, Fernandinho.
Até aí, o gesto poderia ser interpretado como cordialidade institucional. No entanto, o destaque dado ao senador, em meio a um contexto político pré-eleitoral, acendeu o sinal de alerta nos bastidores da política potiguar. O agradecimento público, em tom elogioso, foi visto por aliados e observadores como algo além do protocolo. Na política, gestos falam e, muitas vezes, mais alto do que discursos. O reconhecimento direcionado, ainda que sem anúncio formal de alianças, costuma sinalizar aproximação, diálogo e possível construção de palanque futuro.
O senador Styvenson Valentim é um nome frequentemente citado para a disputa pela reeleição ao Senado em 2026. Já Ezequiel Ferreira de Sousa, figura central no tabuleiro político do Rio Grande do Norte, mantém em aberto seus próprios caminhos eleitorais, podendo disputar desde cargos proporcionais até majoritários.
Nesse cenário, o agradecimento público em Acari é lido como um movimento calculado: não fecha portas, mas também não passa despercebido.
Aliança definida? Ainda não
Apesar das especulações, interlocutores próximos a Ezequiel avaliam que qualquer leitura de apoio antecipado ainda é precipitada. O presidente da Assembleia é conhecido pelo perfil pragmático e pela habilidade de transitar entre diferentes grupos políticos, sempre priorizando a construção de consenso e o fortalecimento de seu grupo.
Por outro lado, também não se pode ignorar que política é feita de sinais. E o sinal emitido em Acari foi claro: há diálogo, há reconhecimento e há, no mínimo, respeito político entre Ezequiel e Styvenson. Com o calendário eleitoral se aproximando, episódios como esse tendem a se multiplicar e ganhar ainda mais peso. A leitura que fica é que o tabuleiro de 2026 já começou a ser montado, peça por peça, discurso por discurso.
Se o gesto de Acari será apenas uma cordialidade institucional ou o primeiro passo de uma aliança mais robusta, só o tempo e os próximos movimentos dirão. Mas, como ensina a velha máxima da política, nada é dito por acaso.
Nesta quinta-feira, o ex-prefeito Odon Jr representou o Deputado Francisco na FECITE — Feira de Ciências, Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo — promovida pela Secretaria Municipal de Educação de Currais Novos.
A iniciativa conta com a parceria do SEBRAE, por meio da metodologia “Primeiros Passos do Empreendedorismo”, trabalhada ao longo de todo o ano letivo nas escolas.
“O Prefeito Lucas, o Secretário de Educação Jorian Santos e toda a rede municipal estão de parabéns por liderarem essa ação tão importante, iniciada ainda na gestão anterior em parceria com o SEBRAE e que vem sendo aperfeiçoada a cada edição”, destacou Odon Jr.
O evento também contou com a presença dos vereadores Mattson e Reginaldo, gestores escolares, representantes do SEBRAE e toda a comunidade educacional.
O Memorial Mateus de Medeiros Lula (MEMA) foi reinaugurado na noite desta quarta-feira (26), em uma cerimônia realizada na Câmara Municipal de Currais Novos. O evento reuniu familiares do ex-vereador Mateus de Medeiros Lula, autoridades, representantes de instituições e convidados que acompanharam o novo momento do espaço dedicado à preservação da memória do ex-parlamentar.
A solenidade contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Currais Novos, vereador João Gustavo Guimarães, que abriu o dispositivo de autoridades. Também integrou a mesa o coordenador do memorial, Matheus Barbosa, responsável direto pela organização e cuidado com o acervo.
A família esteve representada pela médica Dra. Rosângela Lula de Medeiros, filha de Mateus de Medeiros Lula e pelo jornalista e produtor cultural da UFRN, Éttore Jerônimo Lula de Medeiros, neto do homenageado. A mesa foi completada pelo diretor da Escola do Legislativo, Fernando Café, que representou a instituição parceira na realização da cerimônia.
A cerimônia teve o ponto alto pelo corte da fita, marcando a abertura do espaço. A população tem acesso livre ao local durante o horário de funcionamento da casa (das 7h às 18h). O memorial está localizado no primeiro piso da CMCN.
A Prefeitura de Currais Novos, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realiza nesta quinta-feira (27) a primeira edição da Feira de Ciências, Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo do munícipio – a FECITE 2025. O evento acontece em parceria com o Sebrae, que ao longo de todo o ano colaborou com o fomento, na rede municipal de ensino, da metodologia JEEP – Jovenes Empreendedores Primeiros Passos.
A feira representa um momento de valorização do conhecimento, da criatividade e do protagonismo estudantil, uma vez que apresenta à população projetos de iniciação científica e ideias inovadoras elaboradas pelos alunos.
“Desde o primeiro dia da nossa gestão, trabalhamos com intuito de inovar em todas as áreas do município e a FECITE representa mais um passo nesse sentido. Agradeço a parceira constante do Sebrae e ao empenho diário de todos os professores da rede municipal de ensino”, declarou o Prefeito Lucas Galvão.
Até o fim do dia, a população poderá acompanhar o trabalho desenvolvido nos estandes de cada projeto, que propõem soluções para desafios do cotidiano, pautados por planejamento, organização, criação de produtos e atitudes empreendedoras.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 27, uma operação para desarticular uma quadrilha envolvida na produção, fracionamento e comercialização ilegal de tirzepatida, princípio ativo do medicamento Mounjaro, utilizado para tratamento de diabetes e obesidade. Nas embalagens das caixas, constam o nome do princípio ativo.
Estão sendo cumpridos 24 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, em clínicas, laboratórios, estabelecimentos comerciais e residências ligadas aos investigados. Já foram apreendidos relógios de marca, carros de luxo e também aeronave.
“A investigação identificou que o grupo mantinha estrutura de fabricação em condições incompatíveis com padrões sanitários, realizando envase, rotulagem e distribuição do produto de forma irregular”, segundo a PF. A operação é realizada com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e das Vigilâncias Sanitárias dos estados de São Paulo, Bahia e Pernambuco.
Produção clandestina
Indícios de produção em série em escala industrial, prática não permitida no âmbito da manipulação magistral autorizada pela legislação vigente, foram descobertos, segundo a investigação.
Ainda de acordo com a PF, a apuração também revelou a comercialização do material por meio de plataformas digitais. “Sem controles mínimos de qualidade, esterilidade ou rastreabilidade, elevando o risco sanitário ao consumidor. Além disso, estratégias de marketing digital induziam o público a acreditar que a produção rotineira da tirzepatida seria permitida”, disse.