O Rio Grande do Norte registrou 850 ocorrências policiais pela Polícia Civil durante o Carnaval de 2026. Apesar disso, não foram registrados casos de feminicídio, latrocínio e homicídio durante o dias de festa no Estado. Os dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Segurança Publica (Sesed/RN) durante coletiva de imprensa na sede da Governadoria no fim da manhã desta quinta-feira (19).
Ao todo, participaram da operação na folia 8 mil agentes de segurança pública, com um investimento superior a R$ 10 milhões em diárias operacionais. O balanço das ações aponta para redução nos principais índices de criminalidade.
De acordo com Coronel Araújo, titular da Sesed/RN, a operação da folia ocorreu dentro do planejamento e não foram registrados casos de alto potencial ofensivo no Estado. “Fizemos ajustes em alguns locais que necessitaram de um maior cuidado das forças de segurança pública. Então, o efetivo foi remanejado para garantir a seguranca”, aponta.
A Governadora Fátima Bezerra (PT) destacou que o evento foi um dos mais seguros registrados no Estado, desde 2019, e revela o reflexo de ações concretas pela gestão. “O sucesso disso se deve a planejamento estratégico, integração e planejamento em tecnologia”, disse.
O Carnaval de 2026 terminou com uma redução expressiva no número de mortes nas rodovias federais que cortam o RN. De acordo com o balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), apenas um óbito foi registrado durante a Operação Carnaval, realizada entre os dias 13 e 18 de fevereiro.
Mesmo com o aumento no total de acidentes, os dados apontam melhora nos indicadores mais graves. Ao todo, foram contabilizados 22 sinistros, número 4,8% maior que o registrado no Carnaval anterior. Em contrapartida, os acidentes classificados como graves caíram 14%, somando seis ocorrências no período.
O principal destaque da operação foi a queda de 75% no número de mortes nas rodovias federais do RN em relação ao ano passado. Segundo a PRF, o resultado está diretamente ligado ao reforço da fiscalização e à presença ostensiva de equipes em pontos estratégicos durante o feriado.
Além da segurança viária, a operação também teve foco no combate à criminalidade. Ao longo das abordagens, 34 pessoas foram presas, incluindo um motorista por embriaguez ao volante. A PRF também apreendeu uma arma de fogo, 32 munições e recuperou seis veículos com registro de roubo ou furto.
Durante uma das fiscalizações, os policiais apreenderam 41 quilos de lagosta transportados de forma irregular. Parte da carga era composta por exemplares ovados da espécie lagosta-cabo-verde, além de estar sendo transportada durante o período de defeso, quando a captura, o armazenamento e a comercialização são proibidos por lei.
As infrações de trânsito seguiram em volume elevado. Foram flagrados 47 motoristas dirigindo sob efeito de álcool e 281 ultrapassagens em local proibido, uma das principais causas de colisões frontais nas rodovias.
O excesso de velocidade foi a infração mais registrada, com 1.227 ocorrências. A PRF também contabilizou 180 pessoas sem cinto de segurança, 151 motociclistas sem capacete, 37 casos de transporte irregular de crianças e 11 condutores utilizando o celular ao volante.
Para a corporação, os números reforçam a importância das ações preventivas para reduzir a letalidade no trânsito, especialmente em períodos de grande fluxo como o Carnaval.
O depoimento do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi antecipado para a próxima O depoimento do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi antecipado para a próxima segunda-feira (23), às 16h, no Senado. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (19) pelo presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG).
O colegiado pretende ouvir o banqueiro sobre contratos de empréstimos consignados do Banco Master que teriam sido suspensos pelo INSS por falta de comprovação da anuência dos aposentados.
Segundo Viana, o depoimento de Vorcaro, inicialmente previsto para a próxima quinta-feira (26), foi remarcado com o objetivo de garantir prioridade aos trabalhos da CPMI. Ainda de acordo com o senador, os trabalhos da CPMI seguirão com “firmeza, responsabilidade e celeridade, colocando a verdade acima de qualquer disputa política e a justiça acima de qualquer interesse circunstancial”.
No último dia 5, a CPMI ouviu o depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, que explicou porque a instituição decidiu não renovar o contrato do Banco Master com o INSS para empréstimos consignados. Dos 324 mil contratos de crédito com aposentados, 251 mil não possuíam os documentos exigidos.
“Verificando a quantidade de reclamação dos nossos segurados, entendemos por bem não renovar o acordo de cooperação técnica em 18 de setembro, muito antes de liquidação de Master”, disse.
O presidente do INSS acrescentou que pediu aos representantes do Banco Master para ver os contratos de empréstimos consignados que não haviam sido protocolados no sistema pelo banco.
“Quando mostrou esses contratos, não tinha os elementos mínimos pra gente fazer o controle: não tinha o valor emprestado, taxa de juro, custo efetivo. E pior: a assinatura, que era uma assinatura eletrônica do nosso segurado, não era acompanhada do QR code, aquilo com que você consegue certificar que a assinatura era daquela pessoa.”
Em entrevista, o prefeito de Caicó Dr. Tadeu afirmou ao Panorama 95 desta quinta (19) que, embora tenha desejo de crescer na política, a tendência, caso a decisão fosse hoje, seria não disputar um novo mandato. Segundo ele, a pré-candidatura está colocada, mas depende de condições reais de eleição e segurança partidária. O gestor destacou que não pretende entrar em “aventura”, já que para concorrer precisaria renunciar ao mandato atual, ficando sem cargo eletivo em caso de derrota. “Política é plantar. O tempo de colher quem determina é o povo”, afirmou, ressaltando que não tem pressa e que sua decisão será baseada em viabilidade eleitoral.
Ao abordar alianças, o prefeito reafirmou compromisso com a governadora Fátima Bezerra e com o senador Styvenson Valentim, destacando que honra a palavra empenhada. Ele citou ainda a senadora Zenaide Maia, reconhecendo emendas destinadas a Caicó, mas afirmou que compromisso anterior não foi cumprido. Sobre o cenário estadual, disse manter boa relação com Cadu Xavier e não descartar apoio a Álvaro Dias, embora ressalte dificuldades políticas devido a críticas recebidas. O prefeito enfatizou que, acima de ideologias, prioriza parcerias com os governos estadual e federal para garantir investimentos e obras estruturantes para o município.
Por volta das 11h desta terça-feira (17), uma ação coordenada entre a guarnição da 2ª CPM de Jardim do Seridó e o DPM de São José do Seridó resultou na prisão de dois suspeitos e na recuperação de uma motocicleta roubada.
Durante patrulhamento ostensivo, a equipe de Jardim do Seridó recebeu informações sobre o paradeiro de uma Honda Pop que havia sido roubada na noite do último domingo (15). Ao iniciarem as diligências, os policiais localizaram dois indivíduos em motocicletas distintas, sendo uma delas compatível com a descrição do veículo roubado.
Ao receberem ordem de parada, os condutores desobedeceram e empreenderam fuga por rotas diferentes. Diante da situação, foi solicitado apoio imediato à guarnição de São José do Seridó. Graças ao cerco tático montado pelas duas equipes, ambos os suspeitos foram interceptados e detidos.
Durante a abordagem, constatou-se que um dos envolvidos é menor de idade e estava em posse de uma considerável porção de substância análoga à cocaína.
A ocorrência foi finalizada com o encaminhamento dos suspeitos, da droga apreendida e do veículo recuperado à Delegacia de Polícia Civil para a lavratura dos procedimentos legais e posterior devolução da motocicleta ao legítimo proprietário.
O cenário político do Seridó para 2026 ganha um novo contorno com a articulação de um bloco de peso: os ex-prefeitos Antônio Macaco (Jardim de Piranhas), e Bibi Costa (Caicó), além de Dra. Júlia Almeida, esposa do prefeito de Parelhas, Dr. Tiago Almeida. A união sinaliza uma tentativa clara de regionalizar o voto e retomar o protagonismo do Seridó frente às lideranças de outras regiões. Hoje, a região conta com mais de 280 mil eleitores, em seus 24 municípios. Os três hoje são pre-candidatos a deputado estadual.
A estratégia da Tríplice Aliança: Antônio Macaco entra com o capital político de quem conhece as engrenagens do Vale do Rio Piranhas. Já Bibi Costa traz o peso e a tradição da família Costa e a força eleitoral do coração do Seridó, Caicó. Dra. Júlia Almeida, surge como renovação. Ela tem o respaldo da gestão em Parelhas, onde Dr. Tiago tem mais de 85% de aprovação e Júlia representa a força feminina e o fôlego novo do grupo. O objetivo é pragmático: blindar o Seridó contra “candidatos aventureiros” e formar uma frente parlamentar sólida e regional.
O Ministério Público Federal (MPF) decidiu arquivar o pedido de investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e integrantes de sua família por crimes como genocídio durante a pandemia de Covid-19. Em despacho de 23 de janeiro, a procuradora Luciana Furtado de Moraes afirmou que a acusação se baseou em informações genéricas e inespecíficas.
A denúncia foi apresentada ao Ministério Público, por meio da sala de Atendimento ao Cidadão, como uma “notícia de fato” — que busca a apuração de eventuais crimes ou irregularidades. Nela, Bolsonaro e sua família foram acusados de crimes de lesa-pátria durante a pandemia, incluindo genocídio, envolvimento com milícias, tráfico de drogas, corrupção, “rachadinhas” e atentados à ordem democrática.
Ao analisar o caso, contudo, Luciana observou que os conteúdos citados no pedido de investigação são de caráter jornalístico ou opinativo, com críticas políticas e avaliações morais, e que as acusações são genéricas, sem indicação de tempo, modo ou lugar das supostas práticas criminosas. Com isso, concluiu que o processo não contém material suficiente para a abertura de uma investigação criminal.
“Em suma, o acervo documental constante destes autos não autoriza a conclusão de que, efetivamente, foram praticadas quaisquer condutas material e formalmente típicas, antijurídicas e culpáveis previstas na legislação penal, inexistindo motivos plausíveis a justificar a atuação da Polícia Federal e a intervenção do Ministério Público Federal na situação ora debatida”, afirmou a procuradora no despacho.
Ela acrescentou que grande parte dos “fatos narrados” já foram amplamente discutidos no debate público e objeto de apuração em diferentes esferas institucionais, como o Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o próprio MPF.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ironizou a homenagem feita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante desfile na Marquês de Sapucaí e criticou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A declaração foi feita na quarta-feira (18), durante visita recebida na Papudinha. Segundo relato do senador Carlos Portinho, líder do PL no Senado, Bolsonaro afirmou que teria tratamento diferente da Justiça Eleitoral caso a homenagem fosse direcionada a ele.
“Imagina se fosse comigo? Ficaria inelegível antes da eleição, vergonha”, disse o ex-presidente, segundo Portinho.
A fala faz alusão às decisões do TSE que resultaram na inelegibilidade de Bolsonaro.
Lula foi homenageado pela Acadêmicos de Niterói no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial. No enredo, Bolsonaro foi retratado como palhaço e aparece, ao final da apresentação, sendo preso — representação que gerou reação de lideranças da oposição.
Parlamentares bolsonaristas, entre eles o senador Flávio Bolsonaro, acionaram a Justiça Eleitoral sob o argumento de que a homenagem poderia configurar propaganda eleitoral antecipada.
Antes do desfile, porém, o TSE afirmou que a apresentação estava protegida pela liberdade de expressão artística, embora tenha ressaltado que o Carnaval não pode servir de pretexto para crimes eleitorais.
Conversa também tratou de 2026 no RJ
Além do Carnaval, Bolsonaro e Portinho discutiram o cenário eleitoral no Rio de Janeiro para 2026.
O PL debate a sucessão do governador Cláudio Castro, que não poderá disputar a reeleição, além da definição de candidaturas ao Senado.
O Rio Grande do Norte registrou o segundo menor número de desaparecimentos de crianças e adolescentes entre os estados da região Nordeste em 2025. Do total de 775 casos no Estado, 160 são referentes a menores de idade. O número representa uma queda de 6,9% em relação a 2024, quando foram contabilizados 172 casos de um total de 706 desaparecimentos. Os dados são do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinasp), administrado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Na região Nordeste, apenas o Piauí registrou número menor que o do RN, com 109 casos. Os maiores números de desaparecimentos foram identificados na Bahia (959), em Pernambuco (695) e no Ceará (401). Em todo o país, foram contabilizados 23,9 mil desaparecimentos de menores no último ano.
O sociólogo e especialista em segurança pública Francisco Augusto Cruz explica que o desaparecimento de pessoas no país, sobretudo de menores de idade, pode apresentar diferentes causas. Entre elas, estão conflitos familiares, situações de violência doméstica, negligência, abuso, alcoolismo, uso de drogas e conflitos geracionais. Na maior parte dos casos, os desaparecimentos são de curta duração, mas revelam fragilidades do ambiente de proteção social.
O especialista atribui a queda nos desaparecimentos, especialmente no Rio Grande do Norte, a um conjunto articulado de políticas públicas voltadas à prevenção e investigação de casos. Embora a subnotificação seja um desafio histórico na área de políticas públicas, ele defende que isso não pode explicar isoladamente o cenário no Estado. “Os dados recentes indicam que o cenário atual não pode ser explicado apenas por subnotificação, mas principalmente por transformações institucionais relevantes na forma como o Estado atua”, aponta.
Além de investimentos para a qualificação dos registros e integração dos sistemas, Francisco Augusto Cruz chama atenção para outras iniciativas encaminhadas para reforçar a segurança no Estado. É o caso da inauguração da nova sede da Polícia Científica, em dezembro do ano passado, e da modernização da Polícia Civil. Em conjunto, as medidas diminuem o tempo de resposta aos desaparecimentos, aumentam a chance de localização rápida e desestimulam a reincidência de situações de desaparecimento prolongado.
“Do ponto de vista sociológico, isso representa um aumento da confiança da população nas instituições, fator decisivo para que famílias procurem o Estado em situações de vulnerabilidade”, complementa.
Embora o Rio Grande do Norte se destaque entre os estados do Nordeste com menor número de desaparecimentos, o especialista observa que os dados revelam diferenças na forma como cada estado estruturou sua política de prevenção, busca e proteção social.
“Estados como Bahia, Pernambuco e Ceará têm grandes regiões metropolitanas, dinâmicas urbanas intensas e desigualdades históricas profundas, o que amplia a exposição de crianças e adolescentes a situações de risco. Ainda assim, os números elevados também podem indicar maior capacidade de registro e maior confiança institucional, o que é um ponto importante a considerar”, explica.
Protocolo Amber
Somado às políticas locais, o Rio Grande do Norte integra o programa Amber Alert, instituído pelo MJSP, que é ativado em casos de rapto ou sequestro de crianças. Na prática, o sistema dispara publicações nas plataformas da Meta para divulgar a descrição da criança sequestrada e de eventuais suspeitos de envolvimento no crime.
Somente as unidades da federação podem aderir à iniciativa por meio de Termo de Cooperação com a Secretaria Nacional de Segurança Pública. A ativação da Meta em casos de desaparecimento é de responsabilidade do CIBERLAB, da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI) e da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
“O Protocolo Amber Alert tem um potencial muito relevante no Rio Grande do Norte, especialmente porque o estado já reúne condições institucionais e tecnológicas que favorecem sua eficácia. A adesão do RN ao protocolo deve ser entendida como um passo estratégico dentro de uma política moderna de segurança pública, baseada em resposta rápida, integração de sistemas e mobilização social, e não apenas como uma ferramenta isolada”, aponta Francisco Augusto Cruz.
A reportagem da TRIBUNA DO NORTE procurou a Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) para entender a avaliação do órgão sobre o cenário local e o atual número de casos em investigação no Estado. Em resposta, a PCRN disse que vai avaliar a melhor forma de fornecer uma avaliação à imprensa local.
A Sessão Solene de abertura dos trabalhos legislativos da Câmara Municipal de Natal, inicialmente prevista para esta quinta-feira (19), foi adiada para a próxima segunda-feira (23), às 9h, no plenário da Casa. A mudança ocorre em razão da impossibilidade de comparecimento do prefeito Paulinho Freire, justificada por questões de saúde.
A alteração foi oficializada por meio do Ato da Presidência nº 03/2026, publicado no fim da tarde da última quarta-feira (18), que convoca sessão especial para a nova data e suspende a realização do ato anteriormente marcado para a esta quinta-feira (19).
O documento destaca que a leitura da Mensagem Anual do chefe do Poder Executivo constitui ato institucional de elevada relevância para o município e que a remarcação visa assegurar a presença do prefeito na solenidade.
Segundo o texto, a decisão considera ainda a necessidade de preservar a harmonia institucional entre os Poderes e garantir a comunicação formal do Executivo ao Legislativo na abertura do ano legislativo.
A leitura da Mensagem Anual é tradicionalmente o momento em que o prefeito apresenta o balanço das ações da gestão e as prioridades administrativas para o exercício em curso.
Por trás da popularização das chamadas “canetas emagrecedoras” – medicamentos injetáveis como Ozempic, Saxenda e Mounjaro – cresce um movimento silencioso de automedicação, uso estético e expectativas irreais sobre perda de peso.
Nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta após registrar aumento nas notificações de pancreatite associadas a esses fármacos. No Brasil, seis mortes suspeitas estão sob investigação, além de mais de 200 casos de problemas no pâncreas relatados ao sistema de farmacovigilância.
O aviso inclui todos os medicamentos à base de semaglutida, liraglutida, tirzepatida e dulaglutida – princípios ativos originalmente indicados para diabetes tipo 2 e, em situações específicas, para obesidade. A agência reforça que qualquer uso fora das indicações aprovadas em bula é contraindicado, sobretudo quando o objetivo é emagrecimento rápido ou estético, sem acompanhamento médico.
A pancreatite, inflamação do pâncreas, pode se manifestar com dor abdominal intensa, náuseas, vômitos e alterações metabólicas graves. Em quadros mais severos, pode evoluir para falência de órgãos e até morte.
Embora esse risco já esteja descrito nas bulas, autoridades sanitárias brasileiras e internacionais – como a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) – chamaram atenção para casos raros, porém graves, incluindo pancreatite necrosante e fatal.
A Anvisa orienta que o tratamento seja interrompido imediatamente diante de suspeita de pancreatite e não retomado caso o diagnóstico seja confirmado.
Entre indicação médica e desejo estético O alerta ocorre em um momento em que o culto à magreza extrema volta a ganhar força nas redes sociais, impulsionado por celebridades e influenciadores que exibem corpos cada vez mais esguios. Nesse cenário, medicamentos de uso controlado passaram a circular como atalhos para o emagrecimento.
É o que relata o estudante potiguar Mário Sérgio, de 24 anos, que recebeu prescrição médica após diagnóstico de obesidade grau 1 – mas ainda não iniciou o tratamento por orientação da gastroenterologista.
“Estou resolvendo o problema do refluxo para poder começar a usar, na verdade. Porque a gastroenterologista, quando eu recebi a indicação do médico endócrino, me recomendou que eu não usasse por enquanto por causa do meu refluxo, tava a grau B”.
Ele conta que refez uma endoscopia e aguarda liberação médica para iniciar o uso. Segundo Mário, a prescrição não veio de forma aleatória. “Quando o endócrino fez a prescrição, foi porque eu estava em obesidade de grau 1. Então, isso já, teoricamente, já teria indicação do uso para o tratamento da obesidade”.
Apesar disso, o estudante observa como a medicação tem sido utilizada fora dos critérios clínicos. Ele próprio intermediou o acesso da prima ao medicamento – mesmo sem indicação.
“Minha prima, ela não estava com sobrepeso. Mas ela disse que queria emagrecer, sentir melhor com o corpo e tal”. Ela acabou comprando as canetas e utilizou duas ou três unidades. O resultado foi uma perda de peso acentuada. “Ela ficou muito, muito magra”. Hoje, segundo Mário, ela mantém o peso após uma dose baixa de manutenção e três meses sem o medicamento.
Riscos que vão além da saúde do pâncreas Para a nutricionista e professora universitária Eva Andrade, o emagrecimento acelerado provocado por esses medicamentos não se restringe à gordura corporal. “A gente tem visto até o formato ‘cabeça de Ozempic’, porque a gordura não é perdida no rosto, mas o resto do corpo perde muito peso. O medicamento atua no centro de saciedade, as pessoas se sentem mais cheias, causando um emagrecimento rápido. Mas não é perda de gordura somente, perde músculo também”.
Ela alerta que, a longo prazo, esse processo pode comprometer funções orgânicas. “A imunidade pode ser afetada”, explicou, destacando ainda o efeito rebote após a interrupção do uso. “Parou de tomar o Ozempic, o que acontece? Acaba a sensação de saciedade, vai voltar a sentir fome da mesma forma que sentia ou até mais, o que gera um aumento do peso.”
Para quem não tem indicação clínica, Eva defende abordagens sustentáveis: déficit calórico controlado, melhora da qualidade alimentar, aumento de fibras e prática regular de atividade física.
Obesidade é doença – e o tratamento precisa ser individualizado Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia no RN (SBEM-RN), a médica Liana Viana explica que a semaglutida pode ser indicada para obesidade e sobrepeso apenas quando há falha do tratamento conservador, com dieta e exercício. “O tratamento da obesidade deve ser individualizado porque se trata de uma doença complexa”.
Ela lembra que o medicamento retarda o trânsito gastrointestinal, o que pode agravar quadros como refluxo e constipação – exatamente o motivo pelo qual Mário Sérgio precisou adiar o início do uso.
“Além de agir na saciedade, o Ozempic retarda o trânsito gastrointestinal. Então, se há um paciente que já tem algum distúrbio gastrointestinal, como refluxo ou constipação, e inicia o uso do Ozempic, essas doenças podem piorar”.
Entre os efeitos adversos estão náuseas, vômitos, desidratação e pancreatite. A endocrinologista reforça que o medicamento não pode ser usado na gestação ou amamentação e deve ser aplicado apenas uma vez por semana, sempre com acompanhamento médico.
Outro ponto sensível é a retomada abrupta do tratamento após interrupção. Segundo especialistas, voltar diretamente a doses altas pode sobrecarregar o pâncreas, especialmente em pessoas com triglicerídeos elevados, histórico de pancreatite ou consumo frequente de álcool.
Impactos individuais e coletivos de canetas Para a endocrinologista e professora da UFRN Reivla Marques, o uso das canetas para fins estéticos pode romper o equilíbrio básico entre risco e benefício. “Qualquer medicamento que se faça uso sem orientação médica vai mexer no princípio básico da relação de risco-benefício”.
Enquanto isso, laboratórios como Novo Nordisk e Eli Lilly afirmam que a pancreatite é um efeito adverso conhecido, ainda que incomum, e reforçam a necessidade de acompanhamento médico.
Autoridades britânicas também destacam que, embora os medicamentos sejam seguros para a maioria dos pacientes com prescrição, é fundamental reconhecer sintomas precoces de pancreatite, como dor abdominal persistente irradiando para as costas, náuseas e vômitos.
Os números ainda são considerados suspeitos e estão sob análise, mas o recado das autoridades é claro: as canetas não são soluções mágicas. São medicamentos potentes, com indicações precisas, riscos reais e efeitos que vão muito além da balança.
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, apresentou uma representação ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o pré-candidato do PL à sucessão presidencial, Flávio Bolsonaro.
O petista diz que houve crime de propaganda eleitoral antecipada na distribuição de adesivos favoráveis ao senador do Rio de Janeiro pelo ex-ministro Gilson Machado.
A CNN antecipou na manhã de terça-feira (17) que o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliava recorrer à Justiça Eleitoral contra a iniciativa.
O adesivo tem a inscrição “O Nordeste está com Flavio Bolsonaro 2026”, além de uma fotografia do pré-candidato à sucessão presidencial ao lado de Jair Bolsonaro.
Na legenda do vídeo, Gilson diz que está “fazendo trabalho de formiguinha” e ressaltou que “fizeram fila para adesivar”, citando o perfil de Flávio.
Na representação, o deputado petista afirma que o conteúdo tem o objetivo de “promover, perante o eleitorado, a futura candidatura, associando seu nome, imagem e identidade política ao pleito eleitoral”.
“Constata-se estratégia clássica de antecipação de campanha eleitoral, cujo propósito é construir capital político antes do marco legal permitido, em evidente tentativa de obter vantagem indevida em relação aos demais potenciais candidatos”, ressalta.
O líder partidário ainda afirma que Flávio é como “beneficiário direto, exclusivo e inequívoco da propaganda irregular”. E solicita que a distribuição do adesivo seja interrompida imediatamente.
Além disso, a imposição de multa tanto a Gilson como a Flávio e que o episódio seja encaminhado ao Ministério Público Eleitoral.
Procurado pela CNN, Gilson disse que queria que o PT ingressasse com pedido judicial contra seu vídeo.
“Eu também vou entrar com representação pelo uso de dinheiro público para propaganda eleitoral antecipada na escola de samba”, afirmou.
Gilson disse que fez o adesivo com recursos próprios e que disponibiliza a imagem em suas redes sociais “para quem quiser fazer e baixar”, sem dinheiro público envolvido.
A CNN procurou Flávio, mas não obteve resposta até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.
Dois presos morreram nesta quarta-feira 18 na Cadeia Pública de Ceará-Mirim, em ocorrências distintas registradas ao longo do dia. Informações da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap-RN) apontam um homicídio pela manhã e um suicídio à tarde.
Por volta das 8h, um policial de serviço constatou que o interno Tomaz Gleydson Dantas estava desacordado. O Samu foi acionado e confirmou o óbito.
Segundo a Seap, um colega de cela relatou ter entrado em luta corporal com a vítima e afirmou que, durante a agressão, praticou asfixia alegando legítima defesa. Segundo o relato, havia conflitos anteriores entre eles. As autoridades policiais afirmam que não tinham conhecimento sobre as desavenças.
Após o ocorrido, o interno foi conduzido à cela de triagem e permanece à disposição das autoridades para medidas legais.
Já por volta das 15h, policiais penais localizaram o interno Geovane Barbosa Batista de Freitas sem vida na cela de isolamento, enforcado com um lençol. Ele estava em cela individual a pedido próprio, sob alegação de não possuir convivência com os demais custodiados.
A direção da unidade prisional informou que os casos não têm relação entre si e que não houve indisciplina da população carcerária diante dos casos. Após a realização das perícias, a rotina do estabelecimento prisional foi retomada normalmente.
A Polícia Penal acionou a Polícia Civil e a Polícia Científica para os procedimentos investigativos e periciais.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (18) o arquivamento de um inquérito aberto para investigar a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pelos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação.
A investigação foi aberta em junho do ano passado após Zambelli afirmar durante uma entrevista que, após ter fugido do Brasil, pretendia permanecer nos Estados Unidos e pedir asilo político ao governo do presidente Donald Trump.
Ela também declarou que pretendia adotar o “mesmo modus operandi” utilizado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a “prática de condutas ilícitas”. A apuração foi aberta antes de Zambelli ser presa na Itália.
Na decisão, o ministro acolheu pedido de arquivamento feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR entendeu que não há provas suficientes para embasar uma denúncia contra a ex-deputada.
“Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento desta investigação”, decidiu o ministro.
Fuga Em julho do ano passado, Zambelli foi presa em Roma, capital da Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.
Por ter dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.
De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.
Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da deputada para o Brasil.
A decisão final sobre o processo de extradição será tomada durante uma audiência que será realizada pela Justiça italiana nas próximas semanas.
O ex-presidente da Coreia do Sul Yoon Suk Yeol foi considerado culpado nesta quinta-feira (19) por liderar uma insurreição durante a breve imposição da lei marcial no final de 2024, que mergulhou o país no caos político e ameaçou desmantelar décadas de democracia.
Um tribunal sul-coreano condenou Yoon Suk Yeol à prisão perpétua, após considerá-lo culpado das acusações de abuso de autoridade e de arquitetar uma insurreição.
Os promotores haviam pedido a pena de morte no caso, acompanhado de perto em um país profundamente dividido. Este é o caso de maior consequência até o momento para o líder deposto, cuja tentativa desencadeou uma crise política nacional e testou a resiliência democrática.
Em janeiro, os promotores afirmaram que a “lei marcial de emergência inconstitucional e ilegal de Yoon minou a função da Assembleia Nacional e da Comissão Eleitoral… destruindo, na prática, a ordem constitucional democrática liberal”.
Na Coreia do Sul, planejar uma insurreição é punível com pena máxima de morte ou prisão perpétua. A Coreia do Sul proferiu sua última sentença de morte em 2016, mas não executa ninguém desde 1997.
Relembre o caso
No dia 3 de dezembro de 2024, Yoon declarou lei marcial em um discurso sem aviso prévio transmitido ao vivo. Horas depois, o Parlamento votou para bloquear o decreto.
Em seu anúncio, o ex-presidente disse que não tinha escolha a não ser adotar a medida, a fim de salvaguardar a ordem livre e constitucional, afirmando que os partidos da oposição tornaram o processo parlamentar refém para lançar o país em uma crise.
Também justificou a decisão como essencial para proteger as liberdades e a segurança do povo, garantir a sustentabilidade do país e passar uma nação estável para as gerações futuras.
Logo em seguida, acatou a decisão do Parlamento e suspendeu a lei marcial. O fim da medida foi aprovado por uma votação de seu gabinete logo depois.
Na declaração sobre a suspensão da lei marcial, Yoon afirmou que havia adotado a medida “com firme vontade de salvar o país contra forças antiestatais”. Ele também pediu que a Assembleia Nacional “interrompa imediatamente suas ações imprudentes que paralisam as funções do Estado”.
Em janeiro de 2025, em meio à audiência do julgamento de impeachment do ex-presidente, o advogado de Yoon Suk Yeol declarou que a imposição da lei marcial foi planejada como uma “correção” e não como “lei marcial completa”.
O tribunal ainda se pronunciará sobre as acusações de que Yoon abusou de sua autoridade ao ordenar que tropas invadissem o parlamento para arrastar seus oponentes para fora e prendê-los, bem como ao enviar soldados e policiais para bloquear, inspecionar e controlar o acesso a instalações como o prédio do partido de oposição.
Yoon, de 65 anos, negou as acusações. O ex-promotor de carreira conservador argumentou que tinha autoridade presidencial para declarar lei marcial e que sua ação visava alertar sobre a obstrução do governo por partidos de oposição.
Ainda é esperado que ele recorra da decisão e possa, novamente, contestar qualquer decisão do tribunal de apelações no Supremo Tribunal.