O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, divulgou nesta segunda-feira (26) uma nota oficial em que o partido reconhece a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência. O posicionamento acompanha a decisão do candidato da legenda, o senador Flávio Bolsonaro, que havia anunciado que pediria a anulação do pleito, mas recuou e passou a concentrar a estratégia em buscar a cassação da chapa petista por possíveis abusos de poder político e econômico durante a campanha.
No texto, o PL afirma reconhecer o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas ressalva que os questionamentos levantados pela sigla precisam ser esclarecidos “dentro de um debate político equilibrado e democrático”. O partido diz que seguirá acompanhando os fatos com respeito às instituições.
Críticas aos gastos públicos
A nota lembra que Flávio venceu o primeiro turno com vantagem de 2,2 milhões de votos e atribui a virada no segundo turno a um cenário marcado, na avaliação do partido, por medidas “fortemente eleitoreiras”. Segundo o PL, a ampliação expressiva dos gastos com benefícios sociais às vésperas da votação levanta dúvidas sobre a equidade do processo eleitoral e pode trazer consequências econômicas para o país.
Bancada histórica
Apesar da derrota na disputa presidencial, a legenda destaca o tamanho da representação conquistada nas urnas: 121 deputados federais, 29 senadores, 229 deputados estaduais e distritais e seis governadores. Para o PL, os números demonstram a força do partido e a confiança de milhões de eleitores em suas propostas.
Ao fim do comunicado, a sigla afirma que continuará atuando com independência na defesa da democracia, da liberdade e dos valores que representa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu as eleições deste ano, mas a disputa judicial entre o petista e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve continuar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Os dois constam como investigados em ao menos 22 Aijes (Ações de Investigação Judicial Eleitoral) protocoladas na Corte Eleitoral. As ações que forem admitidas seguem em tramitação mesmo após o fim da votação.
O petista foi reeleito no domingo (25) com 64,26 milhões de votos, ou 51,79% dos votos válidos, contra 59,83 milhões de Flávio, que recebeu 48,21%. O resultado também marcou a primeira virada da história dos segundos turnos presidenciais no país: Lula havia terminado a primeira rodada atrás do filho de Jair Bolsonaro (PL).
Levantamento da CNN na consulta pública do TSE mostra que Flávio aparece no “polo passivo”, ou seja, como investigado, em ao menos sete Aijes, e Lula, em 15. Os processos apuram suspeitas de abuso de poder político e econômico e de uso indevido dos meios de comunicação, entre outras condutas.
Parte deles trata dos mesmos fatos, mas foi apresentada por autores diferentes.
Entre os casos de maior destaque contra Flávio estão:
ação sobre o filme “Dark Horse”, que trata da trajetória da família Bolsonaro. A coligação de Lula vê possível abuso de poder econômico e financiamento oculto da promoção política do candidato, com questionamentos sobre recursos ligados ao empresário Daniel Vorcaro; investigação sobre o canal de WhatsApp “Tropa do Flávio”, que, segundo a campanha petista, integraria uma estrutura de mobilização e distribuição de conteúdo eleitoral; apuração de suposto apoio ou interferência de grupos dos Estados Unidos em benefício da candidatura. Contra Lula:
duas ações sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente no Carnaval, e que questionam o uso de recursos públicos e o eventual benefício eleitoral; investigação sobre o “Exército do Lula”, canal de WhatsApp ligado ao deputado André Janones (Avante-MG), acusado pela campanha de Flávio de coordenar compartilhamentos e ações de mobilização digital; ação sobre o envio de mensagens e notificações por canais do governo federal, relacionadas a programas como Bolsa Família e Farmácia Popular, sob acusação de uso eleitoral da estrutura pública.
O resultado das urnas não altera o andamento dos processos, inclusive dos que têm como alvo integrantes da chapa derrotada.
“Elas seguem o seu trâmite normal. Esse tipo de ação tem um trâmite lento, porque ainda tem toda uma instrução probatória a ser realizada, como perícias, juntada de novos documentos, oitiva de testemunhas e especialistas, entre outros. É incomum uma Aije ser julgada antes do pleito”, diz Jonatas Moreth, advogado de direito público e eleitoral e conselheiro seccional da OAB-DF.
Para a chapa derrotada, as sanções possíveis são multas e inelegibilidade, afirma Moreth, e empresas envolvidas nas condutas também podem ser punidas.
“No caso da chapa vencedora, além da inelegibilidade e multas, também pode ser aplicada a cassação do diploma, caso não tenha tomado posse, ou cassação do mandato no caso de já empossado”.
Uma eventual condenação de Lula pode, portanto, atingir o mandato conquistado nas urnas, a depender das sanções aplicadas pelo tribunal.
Para condenar, não é preciso demonstrar que a irregularidade mudou o resultado da eleição. “A jurisprudência do TSE entende que, para configurar o abuso, não se exige a comprovação de que ele alterou o resultado do pleito, mas sim a gravidade das circunstâncias”, explica Moreth.
Segundo ele, a gravidade é medida por critérios qualitativos, como o grau de reprovabilidade da conduta, e quantitativos, como a repercussão do suposto abuso.
Para além do que já está em trâmite, o resultado eleitoral foi questionado por Flávio. Ele anunciou que pedirá a anulação das eleições. Segundo ele, a campanha já acionou o setor jurídico sobre o tema.
O que é uma Aije A Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) é uma ação de natureza cível, e não penal, apesar do nome.
Prevista na Lei Complementar 64 de 1990, serve para apurar abuso de poder econômico ou político, abuso de autoridade e uso indevido dos meios de comunicação ou de veículos de transporte, condutas que comprometem a igualdade entre os candidatos e a legitimidade da eleição.
Podem propor esse tipo de ação partidos, coligações, candidatos e o Ministério Público Eleitoral. Nas eleições presidenciais, o julgamento cabe ao TSE, e o processo é conduzido pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral.
Se a ação for julgada procedente, os investigados podem ser declarados inelegíveis por oito anos, contados da eleição em que ocorreu a conduta, e o candidato diretamente beneficiado pode ter registro ou diploma cassado. Se houver indícios de crime, o caso é enviado ao Ministério Público Eleitoral para eventual abertura de inquérito ou ação penal.
A Sidy’s TV e Internet anunciou, nesta segunda-feira (26/10), a entidade/iniciativa contemplada para a edição do Telesidys 2026!
O projeto selecionado é o “Cuidar de quem Cuida”, promovido pela Comunidade Católica de Famílias Aliança com Cristo / Assoc. Maria das Vitórias de Medeiros.
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Um posto de combustíveis localizado na saída para o bairro Sílvio Bezerra de Melo, em Currais Novos, foi alvo de um roubo na noite desta segunda-feira (26).
Segundo as primeiras informações, dois homens chegaram ao estabelecimento em uma motocicleta e anunciaram o assalto.
Após a ocorrência, equipes da Polícia Militar iniciaram diligências na região para tentar localizar os suspeitos.
Até o momento, não há informações confirmadas sobre o valor levado ou a identificação dos envolvidos. A ocorrência segue em andamento.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência da República, disse nesta segunda-feira (26) que foi intimado pela PF (Polícia Federal) a entregar seus passaportes após visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta manhã.
“Hoje de manhã, fui visitar meu pai, como vocês sabem ele está em prisão domiciliar. E quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele, no meio da rua, fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, relatou Flávio em vídeo publicado nas redes sociais.
A Prefeitura de Currais Novos realizou a entrega de mais duas ruas pavimentadas no município. Desta vez, os investimentos beneficiam as Rua José Luciano Neto, no bairro Radir Pereira, e a Rua Pureza Pereira, no Parque Dourado.
O prefeito Lucas Galvão esteve presente nas entregas, acompanhado do secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Caio Pedro. Durante a visita, o gestor percorreu as vias beneficiadas e acompanhou de perto os resultados dos investimentos realizados pela administração municipal.
“Estamos trabalhando para levar obras e benefícios a diferentes bairros de Currais Novos, atendendo às demandas da população e promovendo o desenvolvimento da nossa cidade”, destacou o prefeito.
Com a entrega de mais essa obra, o bairro Parque Dourado se aproxima de alcançar 100% de suas ruas pavimentadas, um avanço importante para a mobilidade urbana.
O Rio Grande do Norte registrou 14 ocorrências eleitorais em 13 municípios durante o segundo turno das Eleições 2026, no domingo (25), segundo balanço da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed). Em 13 delas, houve condução de pessoas à delegacia. Em cinco, foram apreendidos materiais de propaganda eleitoral.
A Sesed mobilizou cerca de 12 mil agentes das forças estaduais e municipais para atuar na votação. Segundo o secretário, coronel Araújo, o planejamento foi ajustado a partir das ocorrências do primeiro turno, com efetivo semelhante ao da primeira etapa.
“Foi feito alguns ajustes de acordo com as ocorrências que tivemos no primeiro turno. As instituições ajustaram o planejamento, mas é o efetivo similar ao do primeiro turno, 12 mil agentes de segurança pública”, afirmou.
Propaganda irregular lidera os registros
Pelo balanço da Sesed, as ocorrências se dividem assim:
Propaganda irregular: 5 (Senador Elói de Souza, Luís Gomes, Parazinho, Macaíba e Caraúbas)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou os resultados do segundo turno das eleições para governador em cinco estados e no Distrito Federal, realizado neste domingo (25). Os eleitos foram Vicentinho Júnior (PSDB), no Tocantins; Omar Aziz (PSD), no Amazonas; Mailza Assis (PP), no Acre; Celina Leão (PP), no Distrito Federal; Lorenzo Pazolini (Republicanos), no Espírito Santo; e Cadu de Lula (PT), no Rio Grande do Norte.
Acre: Mailza Assis (PP)
A governadora Mailza Assis (PP) foi reeleita com 272.635 votos, o equivalente a 66,21% dos votos válidos. Ela venceu o senador Alan Rick (Republicanos), que recebeu 139.108 votos, ou 33,79%.
Mailza é a atual governadora do Acre, já exerceu mandato de senadora pelo estado e assumiu o governo após a saída do então titular, Gladson Cameli (PP), que disputou uma vaga no Senado, mas não foi eleito.
Amazonas: Omar Aziz (PSD)
O senador Omar Aziz (PSD) foi eleito governador do Amazonas com 1.273.975 votos, o equivalente a 61,42% dos votos válidos. A adversária, Professora Maria do Carmo (PL), obteve 800.328 votos, correspondentes a 38,58%.
Engenheiro civil, Omar já governou o estado entre 2010 e 2014. Antes disso, foi vereador de Manaus, deputado estadual e vice-governador.
Distrito Federal: Celina Leão (PP)
Celina Leão (PP) foi eleita governadora do Distrito Federal com 987.142 votos, o equivalente a 57,18% dos votos válidos. O adversário, Leandro Grass (PT), recebeu 739.130 votos, correspondentes a 42,82%.
Administradora e natural de Goiânia (GO), Celina iniciou sua trajetória política como deputada distrital, cargo para o qual foi eleita duas vezes. Também exerceu mandato de deputada federal e foi vice-governadora na chapa de Ibaneis Rocha (MDB). Ela assumiu o comando do Distrito Federal após a saída dele do cargo, em março de 2026.
Espírito Santo: Lorenzo Pazolini (Republicanos)
O ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi eleito governador do Espírito Santo com 1.151.818 votos, o equivalente a 52,17% dos votos válidos. Ele venceu Ricardo Ferraço (MDB), atual governador, que obteve 1.056.119 votos, ou 47,83%.
Natural da capital capixaba e formado em Direito, Pazolini entrou na política em 2018, quando foi eleito deputado estadual. Em 2020, venceu a eleição para prefeito de Vitória e foi reeleito em 2024, antes de disputar o governo estadual.
Tocantins: Vicentinho Júnior (PSDB)
Vicentinho Júnior (PSDB) foi eleito governador do Tocantins com 562.083 votos, o equivalente a 64,52% dos votos válidos. Ele venceu a senadora Professora Dorinha (União Brasil), que recebeu 309.076 votos, ou 35,48%.
Empresário e natural de Goiânia (GO), Vicentinho exerceu três mandatos consecutivos como deputado federal pelo Tocantins, iniciados em 2015.
Rio Grande do Norte: Cadu de Lula (PT)
Cadu de Lula (PT) foi eleito governador do Rio Grande do Norte com 1.073.024 votos, correspondentes a 50,77% dos votos válidos. Ele derrotou Allyson Silva (União Brasil), que recebeu 1.040.399 votos, ou 49,23%. A diferença de 32.625 votos foi a menor entre as disputas para governador decididas no segundo turno.
Carlos Eduardo Xavier, conhecido nas urnas como Cadu de Lula, foi secretário estadual da Fazenda do Rio Grande do Norte. No primeiro turno, ele havia terminado atrás de Allyson: recebeu 718.300 votos (36,16%), contra 733.809 (36,94%) do adversário.
Flávio Bolsonaro (PL) ampliou sua votação em quase 4 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, mas terminou derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Um levantamento do Radar do Voto analisou os resultados dos 5.561 municípios brasileiros para mostrar onde a votação dos candidatos mudou entre as duas etapas.
Reeleito para mais um mandato à frente da Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu em 166 dos 167 municípios do Rio Grande do Norte no segundo turno das eleições gerais de 2026, realizadas neste domingo (25). O senador Flávio Bolsonaro (PL) esteve à frente em apenas uma cidade: Parnamirim, o terceiro maior colégio eleitoral do RN, atrás de Natal e Mossoró, respectivamente.
O desempenho de Flávio no Rio Grande do Norte nas eleições deste ano repete o resultado de Jair Bolsonaro (PL), seu pai, no pleito de 2022. Naquela ocasião, Jair esteve à frente apenas em Parnamirim, enquanto Lula liderou em 166 dos 167 municípios potiguares.
Na terceira maior cidade do estado, o senador teve 51,08% dos votos válidos, que representa 61.690, contra 48,92% de Lula, que obteve 59.088 dos votos dos eleitores potiguares.
Ao todo no RN, Lula recebeu 65,72% dos votos válidos, contra 34,28% de Flávio. Com 100% das seções eleitorais totalizadas, o petista teve 1.413.596 dos votos dos eleitores potiguares, enquanto o candidato do PL somou 676.187 votos. No primeiro turno, o atual presidente obteve 59,75% (1.237.963) e o adversário 34,77% (720.493).
Flávio havia liderado em Galinhos, município do litoral Norte do RN, no primeiro turno com 48,34% (1.089) dos votos válidos, contra 46,21% (1.041) de Lula, com uma diferença de 48 votos. Já no segundo turno, o atual presidente reverteu o resultado por sete votos de diferença: 50,17% (1.051) contra 49,83% (1.044).
Cerca de 37.800 eleitores da região do Seridó não compareceram às urnas no segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). O número representa uma taxa de abstenção de 15,21% do eleitorado apto a votar na região.
Apesar da ausência de parte dos eleitores, a maioria compareceu às seções eleitorais para definir os resultados da votação, encerrando mais uma etapa do processo eleitoral de 2026 nos municípios seridoenses.
Decreto estabelece expediente normal nas repartições municipais na quarta-feira (28) e transfere o ponto facultativo para a sexta-feira (30), com exceção dos serviços essenciais.
A Prefeitura de Currais Novos publicou o Decreto nº 6.259, de 19 de outubro de 2026, que transfere o ponto facultativo alusivo ao Dia do Servidor Público, tradicionalmente celebrado em 28 de outubro, para a sexta-feira, dia 30 de outubro.
Com a mudança, as repartições públicas municipais funcionarão normalmente na quarta-feira (28). Já na sexta-feira (30), será aplicado o ponto facultativo no âmbito da Administração Pública Municipal.
O documento, assinado pelo prefeito Lucas Galvão da Cruz, ressalta que os serviços essenciais não serão afetados pela alteração e deverão funcionar conforme escala definida pelas respectivas secretarias municipais.
O Decreto nº 6.259/2026 foi publicado no Diário Oficial dos Municípios do Estado do Rio Grande do Norte, na edição do dia 20 de outubro de 2026.
As vitórias de Lula para a Presidência da República e de Cadu Xavier no Governo do Rio Grande do Norte fortalecem o grupo político ligado ao prefeito Lucas Galvão e ao ex-prefeito Odon Júnior em Currais Novos.
O resultado eleitoral amplia o espaço para articulações políticas e coloca Lucas e Odon em evidência no cenário local, especialmente pela proximidade com os projetos políticos vencedores.
Em Currais Novos, os próximos passos serão importantes para avaliar a força dessa aliança e, principalmente, sua capacidade de transformar os resultados das urnas em ações e benefícios concretos para a população.
A política é feita de alianças, disputas, lealdades e, muitas vezes, traições. E as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte deixaram uma lição importante: não se deve subestimar a capacidade de articulação de Fátima Bezerra.
A governadora chegou a ser questionada, enfrentou o afastamento de aliados e viu seu grupo político passar por momentos de incerteza. O rompimento com Walter Alves e as dificuldades enfrentadas ao longo da campanha alimentaram avaliações de que o projeto político do PT poderia sair enfraquecido das urnas.
Mas o resultado mostrou outro cenário.
Mesmo sem disputar um cargo eletivo, Fátima Bezerra conseguiu manter seu protagonismo na política potiguar. Samanda Alves foi eleita senadora, enquanto Cadu Xavier, que ainda era pouco conhecido por boa parte do eleitorado estadual no início da disputa, conquistou uma vitória histórica ao ser eleito governador do Rio Grande do Norte.
Uma vitória construída contra as expectativas
A candidatura de Cadu Xavier enfrentou desconfiança durante boa parte da campanha. Muitos duvidavam de sua capacidade de chegar ao Governo do Estado, principalmente diante da força eleitoral de seus adversários e das críticas à administração estadual.
Fátima, porém, apostou no projeto de continuidade do PT, contou com o apoio do presidente Lula e trabalhou para transformar a candidatura de Cadu em uma alternativa competitiva.
O resultado do segundo turno, realizado neste domingo, 25 de outubro, confirmou a vitória de Cadu Xavier, que obteve 50,77% dos votos válidos, contra 49,23% de Allyson Bezerra. A vitória mantém o PT no comando do Rio Grande do Norte após os dois mandatos de Fátima Bezerra.
No Senado, a eleição de Samanda Alves também representou uma conquista importante para o grupo político da governadora.
Walter Alves e os antigos aliados
O cenário eleitoral também foi marcado pelo rompimento político entre Fátima Bezerra e Walter Alves, que se afastou do projeto governista e passou a integrar outro campo político.
Para os aliados da governadora, o episódio representou uma ruptura significativa em uma relação política que havia sustentado a aliança entre PT e MDB no estado.
Ainda assim, Fátima conseguiu reorganizar seu grupo, defender suas candidaturas e chegar ao fim do processo eleitoral com duas conquistas expressivas: uma senadora eleita e um governador eleito.
É justamente nesse contexto que a força política da governadora merece ser analisada. Em uma eleição na qual muitos esperavam o enfraquecimento do PT, ela ajudou a construir uma vitória que altera o equilíbrio de forças no Rio Grande do Norte.
Cadu Xavier: de desconhecido a governador eleito
Talvez um dos aspectos mais significativos dessa eleição seja a trajetória de Cadu Xavier. Antes da campanha, seu nome não possuía o mesmo reconhecimento popular de outros concorrentes. Sua atuação como secretário da Fazenda lhe dava experiência administrativa, mas não necessariamente a visibilidade eleitoral de um candidato tradicional.
Com o apoio de Fátima Bezerra e Lula, Cadu cresceu politicamente, chegou ao segundo turno e venceu uma disputa apertada.
O resultado demonstra que uma candidatura pode superar a falta de popularidade inicial quando consegue reunir estrutura política, apoio partidário, mobilização e uma mensagem capaz de alcançar o eleitorado.
Fátima teve papel central nesse processo, colocando sua experiência política a serviço de um projeto que muitos consideravam difícil.
A grande vencedora política de 2026?
Na minha avaliação, Fátima Bezerra sai das eleições de 2026 como uma das grandes vencedoras políticas do Rio Grande do Norte. E há argumentos concretos para sustentar essa leitura.
Ela enfrentou críticas, conviveu com rompimentos, viu aliados se afastarem e teve de defender um projeto de continuidade em um ambiente eleitoral competitivo. Mesmo assim, terminou a eleição com Samanda Alves eleita para o Senado e Cadu Xavier eleito governador.
Mais do que os resultados individuais, a vitória representa a preservação da influência do PT no comando do Estado e a capacidade de Fátima de participar da construção de novas lideranças políticas.
Isso não significa que todas as críticas à sua gestão devam ser ignoradas, nem que os desafios administrativos do governo estejam resolvidos. Significa reconhecer que a avaliação de um governo e sua força eleitoral são dimensões diferentes da política.
Fátima Bezerra pode encerrar seu ciclo à frente do Governo do Estado sem ter sido candidata em 2026, mas deixa a disputa com uma marca importante: ajudou a eleger uma aliada para o Senado e um aliado para o comando do Executivo estadual.
A história ainda vai avaliar o legado administrativo de seus oito anos de governo. Mas, no campo eleitoral, o resultado deste ano fortalece sua posição e demonstra que sua influência política continua relevante.
No fim das contas, a eleição de 2026 deixa uma pergunta para os adversários da governadora: será que subestimaram a capacidade de Fátima Bezerra de reagir nos momentos mais difíceis?
As urnas deram uma resposta contundente. E, na minha opinião, Fátima tem motivos para comemorar: diante de tantos obstáculos, terminou a eleição como uma das principais vencedoras da política potiguar.
O governador eleito pelo Rio Grande do Norte Cadu de Lula (PT) afirmou na noite deste domingo (25) que tem consciência da responsabilidade que assume a partir do próximo ano e destacou que sua vitória é dupla, em referência a reeleição do presidente Lula (PT). Segundo ele, a proposta é continuar atraindo resultados para o estado por meio da articulação junto ao Governo Federal.
A afirmação foi repassada durante coletiva de imprensa no bairro Capim Macio, zona Sul de Natal, onde o governador eleito comemora a vitória com parlamentares do PT no Rio Grande do Norte e apoiadores.
Segundo Cadu de Lula, a proposta para os próximos quatro anos é de trabalhar cada vez mais pelo desenvolvimento potiguar. Entre os projetos que pretende avançar, citou a BR-304, a terceira ponte de Natal e o hospital metropolitano. “Nosso projeto é de desenvolvimento e geração de emprego e renda para melhorar a vida do povo do Rio Grande do Norte”, disse.
Na oportunidade, o governador eleito também destacou o papel da militância e da governadora Fátima Bezerra para a vitória neste segundo turno. “Não larguei a mãe da (governadora) Fátima em nenhum momento e ela, também, não largou a minha mão”, ressaltou.
A governadora Fátima Bezerra reforçou a gratidão com a população potiguar e destacou que o Estado segue ‘do lado certo’. Segundo ela, apesar dos desafios, a campanha se manteve fortalecida e os eleitores deram um voto de confiança em Cadu. “Fomos à luta e fizemos uma das campanhas mais emocionantes do Rio Grande do Norte”, completou.