A Polícia Rodoviária Federal (PRF) inicia nesta sexta-feira (30) a Operação Finados 2026 nas rodovias federais do Rio Grande do Norte. Até segunda-feira (2), os agentes vão reforçar a fiscalização e as ações de prevenção a sinistros de trânsito, com atenção especial aos trechos críticos e aos horários de maior movimento durante o feriado prolongado. A operação busca reduzir acidentes e preservar vidas. Entre as principais preocupações da PRF está o uso do celular ao volante, comportamento que compromete a atenção e aumenta o tempo de reação dos motoristas.
Segundo a PRF, segurar ou manusear o celular enquanto dirige é uma infração gravíssima. A 100 km/h, um veículo percorre cerca de 28 metros por segundo, distância que pode ser decisiva diante de um obstáculo ou de uma situação inesperada na pista. Os dados nacionais da corporação mostram crescimento nas infrações relacionadas ao uso do aparelho. Entre janeiro e setembro de 2026, a PRF registrou 34.987 ocorrências desse tipo, contra 31.144 no mesmo período de 2025. O aumento foi de aproximadamente 12,3%. A distração pode levar à falta de reação ou a respostas tardias e inadequadas diante de situações de risco no trânsito.
Os candidatos que disputaram o segundo turno das eleições têm até sábado 14 de novembro para entregar à Justiça Eleitoral a prestação de contas final das campanhas. No Rio Grande do Norte, o prazo vale para o governador eleito, Cadu Xavier (PT), e para o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil), além dos partidos que fizeram doações ou gastos com essas candidaturas. Quem concorreu apenas no primeiro turno tem prazo menor, até terça-feira 3 de novembro, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN).
Até essa data, os candidatos que não foram ao segundo turno também precisam transferir as sobras de campanha ao partido e devolver ao Tesouro os recursos não usados do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. As contas são a etapa que antecede a diplomação, o ato em que a Justiça Eleitoral entrega aos eleitos o documento que os habilita a tomar posse. Pelo calendário eleitoral, as dos eleitos precisam ser julgadas até três dias antes do último dia previsto para a diplomação, 18 de dezembro.
Cerimônia O TRE-RN ainda não anunciou oficialmente a data e o local da cerimônia. O governo eleito trabalha com 18 de dezembro, prazo-limite fixado pela Resolução 23.760/2026 do TSE. Outros tribunais já marcaram suas solenidades: o de Roraima diplomará os eleitos em 15 de dezembro, e o da Paraíba, no dia 17.
No Rio Grande do Norte, receberão diploma o governador e a vice-governadora eleitos, Cadu Xavier e Larissa Rosado (PSB), os senadores eleitos Styvenson Valentim e Samanda de Lula, os oito deputados federais e os 24 deputados estaduais eleitos, além dos suplentes. O calendário da transição foi montado em torno dessa data. “A gente tem a intenção de terminar os trabalhos da transição até essa data e, no máximo, no dia 20 de dezembro, a gente já está com o novo governo todo formado, tudo anunciado”, afirmou Cadu na quarta-feira 28, ao lado da governadora Fátima Bezerra (PT).
Contestações A diplomação também abre prazos de contestação. A Constituição permite a ação de impugnação de mandato eletivo em até 15 dias após o diploma, instruída com provas de abuso de poder econômico, corrupção ou fraude. No mesmo período, partidos, federações e coligações podem pedir à Justiça Eleitoral investigação sobre irregularidades na arrecadação e nos gastos de campanha.
Posse A posse ocorre em datas diferentes para cada cargo. Pela Emenda Constitucional 111, de 2021, o presidente da República assume em 5 de janeiro, e os governadores, em 6 de janeiro. Deputados federais e senadores tomam posse em 1º de fevereiro, com o início da nova legislatura do Congresso. As contas apresentadas pelos candidatos podem ser consultadas no sistema DivulgaCandContas, do TSE, à medida que forem entregues.
O Rio Grande do Norte publicou, nesta quinta-feira (29), uma lista oficial com 31 espécies de mamíferos ameaçadas de extinção ou consideradas desaparecidas do território potiguar. Entre os animais relacionados estão a onça-pintada, a anta e o queixada, classificados como regionalmente extintos, além da onça-parda, que está criticamente em perigo, e do tatu-bola-da-caatinga, considerado provavelmente extinto.
A relação foi divulgada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (Idema), por meio da Portaria nº 765/2026, no Diário Oficial do Estado (DOE). O levantamento reúne espécies distribuídas em cinco categorias de risco: regionalmente extintas, provavelmente extintas, criticamente em perigo, em perigo e vulneráveis.
Além desses animais, a lista inclui o macaco-prego-galego (Sapajus flavius), classificado como em perigo, e outros mamíferos, como a jaguatirica (Leopardus pardalis), a lontra-neotropical (Lontra longicaudis) e o veado-catingueiro (Subulo gouazoubira), considerados vulneráveis. Diferentes espécies de morcegos e pequenos mamíferos também integram a relação.
A elaboração da lista contou com a participação de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) e da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), além de especialistas em mamíferos de outras instituições.
Segundo o Idema, muitos dos pesquisadores envolvidos estudam as populações dessas espécies há décadas, enquanto o esforço conjunto para mapear o risco de extinção no território potiguar começou em 2025.
A avaliação seguiu critérios estabelecidos pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), que consideram fatores como o tamanho das populações, a velocidade de declínio, a distribuição geográfica, o grau de endemismo e a dependência de habitats preservados.
No Rio Grande do Norte, a primeira Lista Oficial das Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção foi instituída no início deste ano, por meio da Portaria-SEI nº 52/2026. O documento abrange aves, répteis e anfíbios, peixes, mamíferos aquáticos e alguns grupos de insetos. A nova relação amplia o levantamento da fauna ameaçada no estado e fornece mais informações para orientar medidas de proteção das espécies e de seus habitats.
O levantamento também poderá subsidiar a elaboração de estratégias específicas de conservação. Segundo o Idema, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desenvolve Planos de Ação Nacionais (PANs) voltados à proteção de espécies ameaçadas, e a expectativa é que iniciativas semelhantes sejam fortalecidas no âmbito estadual.
Para o órgão, a elaboração das listas é uma etapa inicial desse processo, pois permite identificar as espécies prioritárias e orientar futuras ações de preservação. O Idema também aponta que os dados podem contribuir para a criação de novas Unidades de Conservação no estado.
A publicação terá reflexos ainda na avaliação de empreendimentos. A presença de mamíferos ameaçados de extinção nas áreas de influência dos projetos poderá influenciar os estudos e as decisões de licenciamento ambiental no Rio Grande do Norte. Com a lista oficial, o Idema passa a contar com uma referência para orientar a avaliação dos impactos sobre a fauna e subsidiar medidas de conservação.
Segundo o instituto, as informações reunidas no levantamento auxiliam as equipes responsáveis pelo licenciamento e os empreendedores na elaboração de estudos ambientais e no monitoramento das espécies.
De acordo com a norma, quando houver registros de espécies ameaçadas nas áreas de influência de empreendimentos, poderão ser exigidos estudos específicos, monitoramento da fauna e medidas para reduzir ou compensar os impactos ambientais. Conforme a avaliação técnica, também poderão ser estabelecidas condicionantes, solicitadas alterações na localização dos projetos ou poderá ser indeferido o licenciamento, caso seja constatada inviabilidade ambiental.
Com a ampliação dos dados disponíveis, o Idema aponta que a lista pode contribuir para aproximar as ações de conservação da biodiversidade das atividades econômicas desenvolvidas no estado. A expectativa é que as informações auxiliem na identificação de riscos, na definição de medidas preventivas e na avaliação dos impactos ambientais de empreendimentos, oferecendo maior embasamento técnico às decisões de licenciamento.
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte inaugurou, nesta quinta-feira (29), o odontomóvel, unidade móvel que vai levar atendimento odontológico gratuito à população potiguar. O equipamento será utilizado nas ações da Casa, com atendimento itinerante em municípios do estado, incluindo áreas rurais, assentamentos e comunidades.
A unidade já começou a funcionar durante a programação do Outubro Rosa promovida pela Assembleia do RN, com atendimento direcionado às mulheres participantes da ação. A previsão é atender até 25 pacientes por dia, mediante distribuição de fichas conforme a demanda.
Equipado com cadeira odontológica, refletor, aparelho de raio-X, autoclave para esterilização de materiais e compressor, o odontomóvel funciona como um consultório móvel. A estrutura permitirá realizar consultas de avaliação e prevenção, restaurações, extrações simples, limpezas e outros procedimentos odontológicos, conforme a indicação clínica e a capacidade de atendimento da unidade.
Antes da aquisição do veículo, as ações externas de saúde bucal realizadas pela ALRN eram concentradas principalmente em orientações de higiene e aplicação tópica de flúor, especialmente em atividades com crianças. Com o novo equipamento, será possível ampliar os serviços oferecidos à população.
De acordo com Ângela Pinheiro, chefe do Núcleo de Saúde da Assembleia Legislativa do RN, o odontomóvel atende a uma demanda antiga da equipe e amplia as possibilidades de assistência fora da sede do Legislativo. “A possibilidade de levar o atendimento odontológico para fora do estabelecimento da sede da Assembleia é um benefício enorme para toda a população”, afirmou.
Durante a inauguração, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira, destacou a ampliação das atividades da Casa para além das funções legislativas. “A Assembleia deixou de ser só aquela Casa das Leis, dos discursos e das comissões, que são importantes, mas passou a sair dos seus muros e ir ao encontro da população do Rio Grande do Norte, com seus programas sociais e atendimentos”, declarou.
Ezequiel Ferreira também ressaltou a importância de ampliar o acesso aos serviços de saúde e afirmou que o novo equipamento reforça a atuação externa da instituição. “Que o odontomóvel seja mais um equipamento para que a gente possa chegar aos cantos e recantos do Rio Grande do Norte, onde muitas vezes a população não tem a oportunidade de sair do seu lugar para ter atendimento”, disse.
Primeira paciente aprova atendimento
A aposentada Lucineide Miranda de Oliveira foi a primeira paciente atendida pelo odontomóvel, ainda na manhã desta quinta-feira durante a ação do Outubro Rosa. Ela realizou uma limpeza dentária e destacou a organização do espaço e a privacidade durante o procedimento.
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou ou encerrou ao menos oito investigações derivadas do inquérito das fake news em decisões divulgadas entre terça-feira (27) e quinta-feira (29). A medida faz parte de uma revisão dos procedimentos vinculados à investigação, aberta em março de 2019 e conduzida por mais de sete anos pelo ministro Alexandre de Moraes.
Fachin identificou 104 procedimentos relacionados ao inquérito desde que assumiu a relatoria, em 9 de setembro, retirando Moraes da condução do caso. O ministro pretende analisar todos os processos pendentes antes de determinar o encerramento definitivo da investigação.
A revisão busca separar os procedimentos que já podem ser arquivados daqueles que ainda dependem de diligências da Polícia Federal (PF) ou de manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR). Depois dessa etapa, Fachin deverá determinar o arquivamento definitivo e liberar a íntegra dos autos.
Ministro encerra oito investigações ligadas ao inquérito
Na segunda-feira (26), Fachin arquivou a investigação contra o pastor Silas Malafaia, a pedido da PGR. A Procuradoria não encontrou provas de que ele tenha influenciado a atuação de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo nos Estados Unidos. Com a decisão, foram suspensas as medidas cautelares contra o pastor, incluindo a proibição de deixar o país, e determinada a devolução de seus bens apreendidos.
Na terça-feira (27), o ministro encerrou a investigação sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA, por considerar que a apuração cumpriu sua finalidade. O caso deu origem à ação penal que condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, por coação no curso do processo. Na mesma data, Fachin reconheceu a prescrição do crime de incitação atribuído ao jornalista Guilherme Fiuza e arquivou outra investigação contra ele.
Na quinta-feira (29), outras cinco apurações foram encerradas. Entre elas, a investigação contra Rui Costa Pimenta, por prescrição do crime de incitação, e contra Gilson Machado, por falta de elementos que sustentassem a suspeita de tentativa de ajudar Mauro Cid a obter um passaporte no Consulado de Portugal, em Recife.
Também foram arquivados os casos de Flávia Cordeiro Magalhães, diante da fragilidade das provas, e do deputado estadual Alex Brasil, porque os fatos já haviam sido investigados em outro procedimento. A apuração envolvendo o Telegram, sobre mensagens antissemitas e ameaças a ministros, também foi encerrada após a plataforma informar que não conseguiu identificar os administradores do grupo.
Inquérito foi aberto em 2019
O inquérito das fake news foi instaurado em 14 de março de 2019, por determinação do então presidente do STF, ministro Dias Toffoli. A relatoria foi atribuída diretamente a Alexandre de Moraes, sem sorteio ou distribuição entre os demais integrantes da Corte. Posteriormente, o plenário do Supremo validou o modelo.
A investigação também foi aberta de ofício, sem provocação inicial da Procuradoria-Geral da República.
O objetivo era apurar a divulgação de notícias fraudulentas, falsas comunicações de crimes, denúncias caluniosas, ameaças e outras possíveis infrações contra a honra e a segurança do STF, de seus ministros e familiares.
O procedimento também buscava identificar possíveis esquemas de financiamento e divulgação em massa de conteúdos nas redes sociais que pudessem ameaçar a independência do Judiciário e o Estado Democrático de Direito.
A abertura ocorreu em meio ao aumento de ataques à Corte, com manifestações que defendiam seu fechamento, ameaças contra ministros e pedidos de descumprimento de decisões judiciais.
Em junho de 2020, pouco mais de um ano após a instauração, o plenário do STF confirmou a validade do inquérito por 10 votos a 1. O único voto contrário foi do então ministro Marco Aurélio Mello, que apontou violação ao sistema penal acusatório, responsável por separar as funções de investigação, acusação e julgamento.
Agora, sob a relatoria de Fachin, a revisão dos procedimentos indica que o Supremo se aproxima de uma definição sobre o encerramento da investigação.
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizou, nesta quarta-feira (28), sessão solene em homenagem ao Dia do Servidor Público, celebrado nacionalmente na mesma data. A solenidade reconheceu a contribuição de 24 profissionais indicados pelos deputados estaduais, destacando o papel dos servidores no funcionamento das instituições e na prestação de serviços à população.
Durante o pronunciamento, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira, ressaltou que a atuação dos servidores é essencial para a continuidade dos serviços públicos e para a concretização dos direitos dos cidadãos. “Uma Assembleia não se faz apenas de deputados, discursos e votações. Faz-se também das mãos que organizam, mentes que planejam e servidores que trabalham. Por trás de cada sessão, dos projetos e das leis aprovadas existe o trabalho de uma equipe que reúne diferentes experiências, competências e histórias de vida”, afirmou.
Ezequiel Ferreira também destacou a importância de reconhecer o trabalho realizado diariamente pelos profissionais, tanto nas atividades de atendimento ao público quanto nas funções administrativas que dão suporte às instituições. Para o presidente, a valorização dos servidores passa por qualificação, melhores condições de trabalho e reconhecimento de suas trajetórias.
Falando em nome dos homenageados, a médica e servidora Almira Gabriela de Araújo Dantas destacou o papel dos profissionais na construção do bem comum e no funcionamento das instituições públicas. Em sua fala, ressaltou: “O servidor vai além da imagem burocrática, representando uma força que move o país por meio do conhecimento, da capacidade profissional e do compromisso que ultrapassa os interesses individuais”. Para ela, o serviço público é uma das formas concretas de promover o bem comum.
Homenageados Almira Gabriela de Araújo Dantas Ana Maria de Medeiros Carlos Alberto Severo Claúdia Angelica Mendes Pires Diego Gonçalves Gomes da Silva Élida Maria Fernandes Fernanda Rafaelle Benevides de Sousa Flávio Fernandes do Nascimento Francisco das Chagas Eufrásio Vieira de Melo Jailma Mendonça da Silva Jezairon Gregório Antunes José Alexandre Valcácio José Maria da Costa Júnior José Wesley da Silva Vasconcelos Kelly Cristina Veras Dias Lúcia Mara Fernandes de Araújo Luiz Felipe de Oliveira França Manoel Alderi de Lima Júnior Maria Goretti Dantas Gurgel Barros Mariane Macedo Matos Santos Matheus Abdon Meirelles Obadias Veríssimo da Silva Pedro Barbosa Cascudo Rodrigues Rosângela Guedes da Silva
Após o resultado das eleições presidenciais, no último domingo (25), o MPT (Ministério Público do Trabalho) passou a receber, em média, cerca de 300 denúncias de assédio eleitoral por dia no Brasil.
De acordo com levantamento feito pela CNN Brasil, entre a noite de domingo e as 16h desta quarta-feira (28), o órgão recebeu 1.143 denúncias sobre o tema.
Os relatos incluem boicotes a estabelecimentos comerciais cujos proprietários teriam votado em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de ameaças de demissão a funcionários que supostamente não teriam apoiado o candidato Flávio Bolsonaro (PL).
São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro lideram a lista de estados com o maior número de denúncias.
Até as 13h desta quinta-feira (29), o MPT contabilizava 3.529 denúncias de assédio eleitoral em 2026. O número supera o total registrado em 2022, nas últimas eleições gerais, quando o órgão recebeu 3.373 denúncias.
Na quarta-feira (28), o governo federal anunciou uma série de medidas para combater o assédio eleitoral no ambiente de trabalho. A iniciativa reúne o Ministério do Trabalho e Emprego, o MPT, a AGU (Advocacia-Geral da União), o TST (Tribunal Superior do Trabalho), o MPE (Ministério Público Eleitoral) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, o Ministério Público do Trabalho registrou 252 denúncias de assédio eleitoral em 2026 até as 23h59 de 28 de outubro.
Apenas entre segunda e quarta-feira (26 e 28 de outubro), após o segundo turno das eleições, foram registradas 77 denúncias no estado.
A capital fluminense lidera o ranking estadual, com 135 denúncias contabilizadas neste ano.
O Rio de Janeiro ocupa a quarta posição entre as unidades do MPT com o maior número de denúncias de assédio eleitoral em 2026, atrás de São Paulo (620), Minas Gerais (351) e Paraná (338).
Vilânio Assunção recebe Medalha Liberato Costa Júnior durante congresso em João Pessoa
O presidente da Câmara Municipal de Bodó, Vilânio Assunção, recebeu a Medalha Liberato Costa Júnior durante o 10º Congresso Regional de Gestores Públicos, realizado de 27 a 30 de outubro, no Littoral Hotel, em João Pessoa, na Paraíba.
A honraria homenageia presidentes de Câmaras Municipais que se destacam em 2026, reconhecendo a atuação e a contribuição dos representantes do Poder Legislativo municipal.
Além de Vilânio Assunção, presidente da Câmara, e Paulo Henrique, secretário, também participaram do ato representantes de Bodó: os vereadores Adriano, Ismael, Dedé Paz, Dedé Félix, Raniere e Alysson.
A participação da comitiva de Bodó reforça a presença do município no evento regional, que reúne gestores públicos e representantes do Poder Legislativo para discutir experiências e valorizar a atuação das instituições municipais.
O prefeito de Acari, Fernando Antônio Bezerra, conhecido como Fernandinho, integra a equipe de transição do governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT).
Presidente estadual do Podemos e politicamente ligado ao senador Styvenson Valentim, Fernandinho participa da comissão na condição de representante da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN), e não por indicação partidária.
A presença do gestor na equipe também é respaldada por sua experiência na administração pública. Fernandinho já atuou como assessor da Presidência da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) e exerceu o cargo de secretário de Estado durante o governo de Wilma de Faria.
Sua participação no processo de transição reforça a importância da representação dos municípios potiguares no diálogo com a futura gestão estadual, contribuindo com a experiência administrativa e a perspectiva municipalista.
A atuação ocorre em um contexto de diferentes posicionamentos políticos, demonstrando o caráter institucional da representação da FEMURN no processo de transição governamental.
O ex-presidente da Assembleia Legislativa e ex-deputado estadual Ricardo Motta vai responder na Justiça Eleitoral por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral. A abertura da ação penal foi autorizada por todos os integrantes do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), que aceitaram a denúncia na terça-feira 27. O resultado do julgamento consta do Diário da Justiça Eletrônico desta quinta-feira 29.
O caso envolve a suspeita de que R$ 100 mil tenham sido usados, sem declaração à Justiça Eleitoral, nas campanhas de Motta e de seu filho, Rafael Motta, em 2014. Para o Ministério Público, o repasse teria sido exigido em troca da prorrogação de um contrato do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema).
Defesa contestou denúncia Antes de se tornar réu, Motta tentou impedir o início do processo. Seus advogados sustentaram que a acusação dependia apenas de relatos de colaboradores premiados e que não havia provas independentes para confirmar essas declarações.
O colegiado não acolheu o pedido. Na avaliação do relator, desembargador eleitoral Hallison Rêgo Bezerra, a denúncia tem suporte suficiente para que os fatos sejam examinados em uma ação penal. Ele levou em consideração, além das colaborações, a documentação financeira, os extratos bancários, os registros de telefone e os dados relativos ao andamento do contrato.
Também foi afastada a tese de que os crimes estariam prescritos. Em relação à falsidade ideológica eleitoral, a contagem do prazo para a prescrição terminaria em novembro de 2026, mas foi interrompida quando o tribunal recebeu a denúncia, na sessão de terça-feira 27.
Contrato e campanha de Motta A Fundação para o Desenvolvimento da Terra Potiguar (Fundep) mantinha com o Idema o contrato do projeto Barco Escola Chama-Maré. A vigência acabaria em dezembro de 2014. Segundo o Ministério Público, Ricardo Motta teria condicionado a renovação desse acordo à entrega dos R$ 100 mil pela fundação.
Motta era, naquele momento, presidente da Assembleia Legislativa e buscava outro mandato de deputado estadual. Rafael, seu filho, concorria a uma vaga na Câmara dos Deputados. A acusação afirma que as duas candidaturas seriam beneficiadas pelo dinheiro, que não teria aparecido nas contas eleitorais entregues em novembro daquele ano.
O então diretor-geral do Idema, Manoel Jamir Fernandes Júnior, cunhado do ex-parlamentar, teria intermediado a solicitação. Conforme a investigação, o destinatário das entregas seria Pedro Gomes Júnior, chamado de Júnior Verona e apontado como homem de confiança de Motta.
Entregas e movimentações Os investigadores descrevem dois repasses: um de R$ 20 mil e outro de R$ 80 mil. A segunda quantia teria sido entregue em Natal, perto de uma agência bancária da Avenida Engenheiro Roberto Freire, no dia 2 de outubro de 2014. Faltavam três dias para a votação.
Na versão apresentada pelo Ministério Público, a empresa Renove Soluções Ambientais e Urbanísticas Ltda. teria sido utilizada na movimentação de parte dos recursos. Transferências entre contas e retiradas em dinheiro teriam servido para ocultar de onde vinham os valores.
A denúncia relaciona os pagamentos à renovação posterior do vínculo entre a Fundep e o Idema. A solicitação para estender o contrato foi registrada em 24 de outubro de 2014; a assinatura do termo aditivo ocorreu em 27 de novembro.
Com a decisão do TRE-RN, essas suspeitas sobre o financiamento eleitoral de 2014 passam a ser discutidas no processo criminal. O recebimento da denúncia não equivale a uma condenação.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou quinta-feira (29) não ter gostado da carta de teor golpista divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência. O dirigente da sigla se reúne nesta manhã com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Não gostei”, disse o presidente do PL a jornalistas ao chegar no condomínio onde o ex-presidente está em prisão domiciliar.
Sem dar detalhes, ele afirmou que, na conversa com Jair Bolsonaro, deverá tratar de “muitas novidades” e sobre “toda a situação”.
“Estou com saudade do Bolsonaro, tem muito tempo que eu não vejo ele. […] Vai ser boa a conversa porque eu vou levar muitas novidades pra ele, contar como é que tá toda a situação pra ele e vai dar tudo certo”, declarou Valdemar.
O encontro entre Valdemar e Bolsonaro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O dirigente do PL chegou ao local por volta de 9h.
A reunião entre as principais lideranças do partido ocorre em meio à reorganização do PL após a derrota de Flávio para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25). O petista recebeu 64,2 milhões de votos, equivalentes a 51,79% dos válidos, contra 59,8 milhões de Flávio, que obteve 48,21%.
Na carta divulgada por Flávio Bolsonaro, o senador se apresentou inicialmente como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, apagou a publicação e compartilhou uma nova versão, na qual passou a se definir como “líder” do país.
O senador manteve as acusações de fraude eleitoral, sem apresentar provas, e afirmou que pretende comandar a oposição ao governo Lula do exterior. No primeira versão do texto divulgado, o documento trazia um brasão histórico da República com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, antiga denominação oficial do país.
A posição contrasta com a adotada pela direção do próprio PL. Após o segundo turno, o partido divulgou uma nota assinada por Valdemar reconhecendo o resultado proclamado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio, também afirmou que o núcleo político da candidatura não havia sido informado previamente sobre a saída do país.
A carta provocou manifestações do Judiciário e até mesmo de apoiadores da campanha do candidato do PL. Poucas horas depois da divulgação do texto com teor golpista, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reafirmou que as eleições transcorreram dentro da normalidade com respeito às regras constitucionais.
Fuga de Flávio Bolsonaro Logo após a derrota, Moraes determinou que o senador entregasse seus passaportes. O candidato derrotado, no entanto, deixou o Brasil na terça-feira (27). Informações apontam que ele passou pela Argentina e seguiu em um avião particular para Miami, nos Estados Unidos.
A viagem teria surpreendido a cúpula do PL, com membros e participantes dizendo expressamente que ficaram surpresos com as ações. Horas depois, Valdemar, inclusive, convocou uma reunião com dirigentes estaduais para alinhar o discurso e discutir os rumos da legenda.
Após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina às 22h50 da terça-feira, Flávio fez uma escala em Guayaquil, no Equador, e desembarcou às 9h23 (10h23, no horário de Brasília), no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka, na Flórida, segundo dados do site FlightRadar24, que monitora a malha aérea internacional, em tempo real.
A saída de Flávio do Brasil foi acompanhada de informações falsas sobre o paradeiro do senador. Enquanto aliados e interlocutores americanos afirmavam que Flávio já havia deixado o país e chegado aos Estados Unidos, o senador ainda estava em território brasileiro.
O cinema e a televisão se despedem de uma verdadeira lenda. O ator britânico Sir Patrick Stewart, imortalizado por interpretar o líder mutante Professor Xavier na franquia “X-Men”, faleceu na última quarta-feira (28), aos 86 anos. A morte ocorreu em sua casa em Los Angeles, nos Estados Unidos, após uma difícil batalha contra a doença de Alzheimer e a demência por corpos de Lewy.
A triste notícia foi confirmada em um comunicado emocionante publicado nas redes sociais do astro. Segundo a família, Stewart partiu de forma pacífica, sob os cuidados da última esposa, a musicista Sunny Ozell, e cercado pelo carinho de amigos, orações e música ao vivo. Na postagem, os parentes resgataram um trecho de sua autobiografia para homenagear a vida extraordinária e terrena do artista.
Antes de comandar os mutantes da Marvel, o ator de formação teatral shakespeariana já havia conquistado o estrelato global como o Capitão Jean-Luc Picard, na saga espacial “Star Trek”, a partir de 1987. Curiosamente, Stewart quase recusou esse papel icônico após ser aconselhado pelo amigo Ian McKellen a continuar focando apenas nos palcos, mas cedeu e marcou uma geração.
A mesma hesitação se repetiu quando foi convidado para viver Charles Xavier nos cinemas, em 2000, por não querer atuar em mais uma franquia do gênero fantástico. Novamente convencido pelos produtores, ele aceitou o desafio e se tornou o rosto definitivo do personagem nas telonas. Sir Patrick Stewart teve três casamentos ao longo da vida e deixa a esposa, dois filhos e milhões de fãs de luto.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer que as eleições brasileiras foram uma vergonha nesta quinta-feira (29) depois de duas declarações semelhantes nos últimos dias, e que não tomou partido durante a campanha a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O país até agora não parabenizou ou reconheceu oficialmente a vitória de Lula à reeleição.
Trump disse que achou a eleição “uma grande vergonha para o povo do Brasil”, mas que conversará com o petista em breve.
“Eu assisti à eleição. Não tomei partido. Deixei como estava. Fui orientado a não tomar partido pelo presidente, o atual presidente [Lula]”, afirmou ele ao ser questionado por jornalistas. “Mas quando vi o que aconteceu no Brasil, foi uma desgraça. Bem, o mercado diz isso. Quer dizer, o mercado deles despencou. Achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil.”
O presidente Lula disse, em entrevista à âncora da CNN Christiane Amanpour em setembro, que Donald Trump o comunicou que não pretende interferir nas eleições do Brasil.
“Ele [Donald Trump] já disse para muita gente, para muita gente, sabe, que ele não vai se envolver nas eleições brasileiras. E é bom que seja assim. É bom que seja assim”, destacou Lula. “É esse o papel que eu espero de um presidente da República. Esse é o meu comportamento”, acrescentou.
“As eleições dos Estados Unidos é um problema do povo americano. Quem ganha é ela e quem perde é ela. As eleições do Brasil é um problema do Brasil. Quem ganha é ela e quem perde é ela”, prosseguiu.
O chefe do Planalto relatou ter pedido que Trump não interferisse no pleito de outubro pra não acabar com a relação “sofisticada” entre o Brasil e os EUA.
“Eu já disse ao presidente Trump, é o seguinte, é muito importante que os Estados Unidos não se metam nas eleições do Brasil”, disse Lula.
“É muito importante, porque nós temos uma relação diplomática de 203 anos, é uma relação muito sólida e o Brasil não é um país anti-americanista. O Brasil tem uma relação muito sofisticada com os Estados Unidos. E eu já disse, é importante que vocês não se metam nas eleições do Brasil, como eu não me meto nas eleições de vocês”, continuou.
Em relatório enviado no fim de agosto ao Palácio do Planalto, ao Ministério da Justiça e ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) alertou sobre possibilidade de influência dos Estados Unidos no pleito de outubro. A chance de interferência, segundo a agência, aumentou para um “nível de criticidade”.
O relatório cita documentos do governo norte-americano entre novembro de 2025 e maio de 2026. Conforme a Abin, há uma “tendência de escalada de pressão sobre o Brasil” e uma “intensificação seletiva e reconfiguração da pressão exercida pelos EUA”.
A presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Norte (Cosems-RN) e secretária municipal de saúde de Doutor Severiano, Maria Eliza Garcia, participou nesta quinta-feira (29) do Simpósio Linha de Cuidado ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), realizado na Escola de Saúde Pública do RN (ESPRN), em Natal.
Promovido com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a prevenção do AVC, o reconhecimento precoce dos sinais e sintomas e a importância do atendimento oportuno, o encontro reuniu representantes da gestão pública, profissionais de saúde e instituições envolvidas na assistência à população.
Durante sua participação, Maria Eliza ressaltou a importância de fortalecer a Atenção Primária à Saúde na identificação dos riscos, no acompanhamento dos pacientes e na organização do cuidado nos municípios. A presidente também chamou a atenção para os impactos da doença na vida dos pacientes e de suas famílias, especialmente diante das sequelas que podem comprometer a qualidade de vida.
“Precisamos trazer essa problemática para dentro da Atenção Primária. Conhecemos de perto as dificuldades enfrentadas pelos municípios e sabemos o quanto é importante qualificar esse atendimento”, destacou. A presidente do Cosems-RN também enfatizou a necessidade de ampliar o diálogo entre os gestores municipais e as equipes de saúde, promovendo a troca de experiências e o aprimoramento das estratégias de assistência.
Para Maria Eliza, a qualificação do cuidado depende da atuação integrada entre os municípios e os demais atores envolvidos na rede de atenção à saúde. Nesse sentido, o Cosems-RN reafirma seu compromisso com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para a articulação entre os gestores e para a construção de estratégias que ampliem o acesso e qualifiquem a assistência à população potiguar.
A participação do Conselho de Secretarias no Simpósio reforça a importância da gestão municipal na organização das redes de atenção e na implementação de ações que favoreçam a prevenção, o diagnóstico oportuno e o cuidado integral às pessoas acometidas pelo AVC.
A Polícia Federal (PF) investiga o ex-ministro da Economia Paulo Guedes e o empresário Fábio Lino de Almeida, dono da OnilX, por suspeita de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. A informação consta em documento obtido pela coluna. Os dois aparecem como investigados em um inquérito aberto em fevereiro deste ano e que tramita sob sigilo na Justiça Federal do Paraná.
Em 24 de setembro, a coluna revelou que Paulo Guedes atuou na linha de frente da OnilX, empresa que tem dado calote em dezenas de investidores que aportaram seus recursos em criptomoedas diante da promessa de rendimentos de até 2,8% ao mês.
O ex-ministro da Economia prestou consultoria à companhia, participou de reuniões estratégicas, recebeu potenciais investidores em conversas privadas e teve a imagem utilizada em materiais de divulgação da empresa.
Em uma publicação feita pela própria OnilX, Paulo Guedes apareceu ao lado de Fábio Lino e de executivos da Visa em uma reunião descrita como de “alta relevância estratégica”. Na ocasião, o ex-ministro foi apresentado como alguém que dava “suporte e visão” ao negócio.
Guedes também participou de palestras para investidores e assessores da OnilX. Em uma delas, para uma plateia de quase 500 pessoas, elogiou a empresa e afirmou que ela teria papel central no avanço do mundo digital.
A relação com o ex-ministro chegou a aparecer em processos movidos por investidores. Um casal que cobra R$ 876,5 mil da empresa afirmou à Justiça que decidiu manter e aumentar os investimentos depois de participar de uma reunião com Guedes na sede da OnilX, em abril. Quatro meses depois, segundo os investidores, houve tentativa de resgate dos valores, sem sucesso.
Em outro processo, uma assessora da empresa citou Guedes ao tentar convencer um potencial cliente a investir. Segundo a mensagem anexada aos autos, ela dizia que o ex-ministro “tá dentro da empresa” e que seria possível marcar uma reunião com ele para discutir estratégias caso o interessado tivesse entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões para aplicar.
A OnilX, por sua vez, passou a enfrentar problemas regulatórios e judiciais. Em janeiro, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou a suspensão de ofertas públicas de serviços de intermediação de valores mobiliários pelo grupo. Em abril, o colegiado da autarquia manteve a ordem, mas esclareceu que ela não alcançava a simples intermediação de criptoativos, como Bitcoin, Ethereum e USDT, quando não houvesse promessa de rendimento ou contrato de investimento.
A coluna identificou 108 ações judiciais contra o grupo entre 12 de junho e 10 de setembro. Investidores alegam dificuldades para resgatar valores aplicados em produtos relacionados a criptomoedas e stablecoins e, em alguns casos, levantam suspeitas de pirâmide financeira. A OnilX nega as acusações e afirma que atua regularmente no mercado de ativos virtuais.
O inquérito policial foi autuado em 10 de fevereiro deste ano, na 9ª Vara Federal de Curitiba. O processo é classificado como criminal e tem como assunto principal “crimes contra o Sistema Financeiro Nacional”, previstos na Lei nº 7.492/1986. A investigação está sob responsabilidade da Polícia Federal no Paraná, com participação do Ministério Público Federal.
O andamento processual, obtido pela coluna, mostra uma sequência de diligências ao longo deste ano. Em 21 de setembro, houve despacho judicial e expedição de intimações relacionadas a Fábio Lino, à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal. Em outubro, o processo continuou registrando movimentações, incluindo novas petições e diligências policiais.
Paulo Guedes é representado pelos advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso. Os dois também aparecem entre os advogados de Fábio Lino no inquérito. Procurada, a defesa não respondeu aos contatos da coluna. O espaço segue aberto para manifestações.