A Prefeitura de Currais Novos publicou o Decreto nº 6.191, de 28 de maio de 2026, estabelecendo ponto facultativo nas repartições públicas municipais diretas e indiretas na próxima sexta-feira, dia 5 de junho.
De acordo com o decreto, a suspensão do expediente não se aplica aos serviços considerados essenciais, que continuarão funcionando normalmente conforme os horários definidos pelos órgãos da Administração Pública Municipal, garantindo a manutenção do atendimento à população nas áreas indispensáveis.
O decreto entrou em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial dos Municípios do Rio Grande do Norte.
O Major Garcia, que atualmente exerce a função de comandante das companhias do 13º Batalhão de Polícia Militar (13º BPM), foi nomeado para assumir o comando da 3ª Companhia Independente de Polícia Rodoviária Estadual (3ª CIPRV), com sede no município de Caicó.
Com a nova designação, o oficial passará a ser o responsável pelo planejamento e coordenação das ações de fiscalização, patrulhamento e segurança nas rodovias estaduais que cortam toda a região do Seridó. A mudança integra a reorganização administrativa da Polícia Militar e reforça a importância estratégica do trabalho desenvolvido pela Polícia Rodoviária Estadual.
Reconhecido pela atuação operacional e pela experiência acumulada ao longo da carreira, Major Garcia assume a nova missão com o desafio de fortalecer as ações preventivas, ampliar a fiscalização de trânsito e intensificar o combate às irregularidades nas estradas da região.
A posse no novo cargo ocorrerá na segunda-feira(8), quando o oficial iniciará oficialmente os trabalhos à frente da 3ª CIPRV, unidade responsável pelo policiamento rodoviário estadual em diversos municípios seridoenses. A expectativa é de continuidade das ações voltadas à segurança viária e à preservação de vidas nas rodovias do Seridó.
Foi publicada no Boletim Geral da Polícia Militar a nomeação do novo comandante do 13º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Currais Novos. O Tenente-Coronel Demilson Quirino de Medeiros passa a comandar a unidade, substituindo o Coronel Mycael Campos.
O Coronel Mycael deixa o comando do batalhão para assumir uma função administrativa junto ao Comando de Policiamento Regional II (CPR-II), com sede na cidade de Caicó.
O novo comandante não é um desconhecido da região. O Tenente-Coronel Medeiros já integrou o efetivo da Polícia Militar em Currais Novos quando ainda ocupava o posto de tenente. Na época, o comando da unidade era exercido pelo então Capitão Costa, atualmente Coronel da Reserva da Polícia Militar.
A chegada do novo comandante marca uma nova fase para o 13º BPM, responsável pelo policiamento de Currais Novos e de diversos municípios da região do Seridó. A expectativa é de continuidade das ações de segurança pública e do fortalecimento das estratégias de combate à criminalidade na área de atuação da unidade.
A solenidade oficial de passagem de comando deverá ser anunciada nos próximos dias pela Polícia Militar.
Washington (DC), 07/05/2026 – Presidente da República, Luíz Inácio Lula da Silva, chega para encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu uma investigação comercial contra o Brasil e afirmou que determinadas políticas e práticas brasileiras são “irracionais” ou “oneram” e “restringem” o comércio americano.
A avaliação foi feita com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O governo americano abriu uma consulta pública para discutir possíveis medidas corretivas, enquanto mantém negociações com o governo brasileiro. A proposta da USTR é aplicação de tarifas de 25% sobre todas as mercadorias do Brasil, com algumas isenções.
Segundo o embaixador Jamieson Greer, apesar de reuniões realizadas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes do governo brasileiro, ainda existem divergências importantes sobre os temas investigados.
O que os EUA questionam?
A investigação apontou seis áreas principais de preocupação:
Comércio digital e serviços de pagamento
Os EUA alegam que decisões da Justiça brasileira contra plataformas americanas de redes sociais restringem atividades dessas empresas e afetam a liberdade de operação no país. O relatório também critica políticas que, segundo o governo americano, favorecem concorrentes locais em serviços de pagamento eletrônico.
Tarifas preferenciais
O USTR afirma que acordos comerciais do Brasil com México e Índia concedem vantagens tarifárias a produtos desses países em setores considerados estratégicos.
Combate à corrupção
O documento sustenta que o Brasil não adota medidas suficientes para prevenir e combater casos de suborno e corrupção.
Propriedade intelectual
Os Estados Unidos apontam falhas no combate à pirataria e à falsificação de produtos, além de demora na análise de pedidos de patentes, especialmente no setor biofarmacêutico.
Mercado de etanol
Segundo o relatório, o Brasil deixou de oferecer tratamento tarifário equivalente ao etanol americano desde 2017, o que teria reduzido o acesso do produto dos EUA ao mercado brasileiro.
Desmatamento ilegal
O governo americano reconhece que o Brasil possui legislação para combater o desmatamento ilegal, mas afirma que a aplicação das normas não tem sido suficientemente eficaz para conter o problema.
O que pode acontecer agora?
O USTR abriu prazo para manifestações públicas e realizará uma audiência em 6 de julho. Após essa etapa, o governo americano poderá decidir pela adoção de medidas comerciais contra o Brasil, caso considere que as divergências não foram resolvidas.
Segundo o cronograma divulgado, uma decisão sobre eventuais medidas deverá ser tomada até 15 de julho de 2026.
Entenda a investigação
Em julho de 2025, o USTR abriu uma investigação sobre possíveis práticas comerciais desleais do Brasil. Na época, a apuração foi justificada como uma forma de analisar atos, políticas e práticas do governo brasileiro que possam onerar ou restringir o comércio norte-americano.
Além do Pix, são citados a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e até a Rua 25 de Março – considerada o maior centro comercial da América Latina – como possíveis práticas “desleais” do país.
A primeira vez que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump falou sobre o tema, foi na carta enviada ao presidente Lula que anunciava a taxação de 50% nas exportações brasileiras.
Entre os temas investigados estão comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais injustas, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
O USTR é o principal órgão responsável por desenvolver e coordenar a política comercial internacional dos EUA, além de negociar acordos comerciais com outros países.
Novo relatório
O Brasil é citado mais de 120 vezes, com um capítulo todo dedicado ao país. Entre as questões comerciais, estão preocupações com a aplicação de leis trabalhistas e a proteção de direitos reconhecidos internacionalmente.
Além da falta de uma proibição para a importação de bens produzidos com trabalho forçado, o que pode criar vantagens competitivas injustas O relatório também cita um estudo que estima que 90% da madeira extraída de forma ilegal, o que prejudicaria empresas americanas que cumprem regras ambientais.
A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de junho indica chuva acima da média em áreas das regiões Norte, Nordeste e Sul. As temperaturas devem ficar acima da média em grande parte do país, principalmente na porção central.Junho será mais quente do que a média na maior parte do país – Agora RNJunho será mais quente do que a média na maior parte do país – Agora RN
Para a Região Sudeste, o prognóstico aponta chuvas abaixo da média no sul de Minas Gerais e em grande parte de São Paulo. Nas demais áreas da região, são previstos volumes próximos à média histórica.
Na Região Sul, a previsão indica chuva acima da média em praticamente todo o Rio Grande do Sul. Por outro lado, em boa parte do Paraná e no nordeste de Santa Catarina são previstos volumes na faixa normal ou abaixo da média.
No Norte, são previstos totais de chuva acima da média em praticamente todo o Pará, sudoeste e centro-leste do Amazonas, centro-sul de Roraima e em todo o Amapá. Por outro lado, são esperados volumes abaixo da média no restante do estado de Roraima e extremo noroeste do Pará.
Em relação à Região Nordeste, é prevista chuva acima da média no norte do Maranhão e Piauí, e em grande parte dos estados de Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Nas demais áreas da região, espera-se volumes de chuva próximos à média.
Temperatura Os termômetros devem registrar temperaturas acima da média para o mês de junho em todas as regiões do país.
No Sudeste, a previsão é de temperaturas acima da média em todos os estados. Em áreas como o norte de Minas Gerais e o oeste de São Paulo, são previstos aumentos de até 1,5 °C em relação à média do mês.
Na Região Sul, a previsão é de temperaturas até 1 °C acima da média em todos os estados. Em algumas áreas, como o norte do Paraná e o extremo oeste de Santa Catarina, pode haver aumento de até 1,5 °C em relação à média de junho.
Para o Centro-Oeste, o Inmet indica temperaturas médias até 1 °C acima da climatologia do mês em todos os estados. Em regiões como o leste de Goiás, noroeste e sudoeste do Mato Grosso e grande parte do Mato Grosso do Sul, são previstos aumentos de até 1,5 °C em relação à média histórica de junho.
Na Região Nordeste, o Inmet prevê temperaturas até 1°C acima da média em grande parte do Matopiba, que reúne os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia e Mato Grosso, e nos estados de Pernambuco, Alagoas e Sergipe.
No Norte do país, a previsão indica predomínio de temperaturas acima da média de junho em até 1°C. Exceções ocorrem no extremo noroeste do Pará, centro-sul de Roraima e centro-norte de Rondônia, onde são esperadas temperaturas próximas à média do mês.
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), subiu o tom das críticas aos seus principais adversários políticos na disputa estadual de 2026 e procurou demarcar com clareza os campos que, em sua avaliação, estarão em confronto na eleição de 2026.
Em entrevista à TV Ponta Negra nesta segunda-feira 1º, Fátima direcionou ataques especialmente ao ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União) e ao ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL), que serão adversários do candidato apoiado por ela, o ex-secretário da Fazenda Cadu Xavier (PT), na disputa pelo Governo do Estado.
Segundo a governadora, Allyson não representa o campo progressista nem o eleitorado alinhado ao presidente Lula, apesar de recentemente ter acenado com pautas simpáticas à esquerda, como o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. “A candidatura de Mossoró representa o atraso, ela representa o conservadorismo”, afirmou.
Fátima argumentou que Allyson sempre manteve posição contrária ao PT e a Lula. “O ex-prefeito de Mossoró sempre foi antilulista, foi antipetista. Ele não tem diálogo, por exemplo, com a esquerda”, declarou.
Na avaliação da governadora, a candidatura do ex-prefeito de Mossoró teria se transformado em um ponto de convergência dos grupos políticos tradicionais do Estado. “A candidatura do ex-prefeito de Mossoró hoje reúne em torno de si as velhas oligarquias do Estado. Ou seja, o conservadorismo”, disse.
Ao falar de Álvaro Dias, Fátima procurou estabelecer uma distinção entre os dois adversários. Enquanto associou Allyson ao conservadorismo tradicional potiguar, enquadrou Álvaro no campo do bolsonarismo. “A candidatura do ex-prefeito de Natal representa o bolsonarismo, a extrema direita”, afirmou.
A governadora foi além e classificou o projeto político ligado ao ex-prefeito natalense como uma ameaça institucional. “Representa inclusive ameaça exatamente à democracia. É um projeto de caráter autoritário”, declarou.
As críticas ocorreram durante uma análise sobre o cenário eleitoral para o Governo do Estado. Questionada sobre quem acredita que chegará ao segundo turno, Fátima afirmou que a tendência é de uma polarização entre o candidato governista e Álvaro Dias. “Eu acho que vai terminar sendo exatamente a polarização. A polarização de Cadu, de Lula, e Álvaro, aliado de Bolsonaro”, disse.
A avaliação foi apresentada no momento em que a governadora comentava o desempenho de Cadu nas pesquisas divulgadas nos últimos dias. Segundo ela, o crescimento do ex-secretário da Fazenda não a surpreende porque estaria em sintonia com o que observa nas ruas. “É extraordinário ver o quanto o nome de Cadu cresceu, o quanto o nome dele está se popularizando”, afirmou.
Fátima atribuiu esse avanço às credenciais administrativas do pré-candidato e também ao apoio do presidente Lula, a quem classificou como um fator decisivo para a campanha estadual. “Lula é muito forte. Lula vai ser presidente novamente. Vai ser tetra. E aqui no Nordeste nem se fala”, declarou.
Ao longo da entrevista, a governadora buscou consolidar a narrativa de que apenas uma candidatura representaria efetivamente o campo político liderado pelo presidente da República no Rio Grande do Norte. “A candidatura que de fato representa o campo lulista no Rio Grande do Norte tem um endereço. É a candidatura de Cadu Xavier com Samanda Alves (PT) para o Senado. É essa fotografia”, afirmou.
Ela reforçou o argumento ao afirmar que a aliança governista reproduz, no plano estadual, a composição de forças que sustenta o governo federal. “A candidatura do Cadu é a candidatura que representa o fiel campo progressista e uma aliança de perfil de centro-esquerda no Rio Grande do Norte”, disse.
Fátima também enfatizou que uma das suas estratégias passou a ser transferir seu capital eleitoral para a vereadora Samanda Alves, escolhida pelo PT para concorrer ao Senado. “Esse é o trabalho que nós estamos fazendo e que vamos intensificar cada vez mais”, afirmou, ao ser questionada sobre a transferência de votos.
Ela acrescentou que espera que os eleitores identifiquem a candidatura de Samanda como uma extensão de sua própria candidatura. “Em outubro o que nós esperamos é que Fátima seja Samanda lá na chapa”, declarou.
A governadora também confirmou que trabalha para ampliar a aliança governista e manifestou interesse na permanência do PSDB no grupo político liderado pelo PT. Segundo ela, há conversas para que o partido presidido no Estado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, participe da chapa majoritária, inclusive com a possibilidade de indicar o candidato a vice-governador.
“Tem sim essa possibilidade, colocada concretamente, de o PSDB, em vindo participar da nossa aliança, sugerir o nome para ser o vice de Cadu”, afirmou.
A maioria dos eleitores do Rio Grande do Norte aprova a gestão do presidente Lula. É o que mostra pesquisa Agorasei/96FM divulgada nesta segunda-feira (1º), na qual 64,5% dos entrevistados afirmaram aprovar o governo federal.
Segundo o levantamento, 31,8% disseram desaprovar a administração do presidente. Outros 3,7% responderam que não sabem ou preferiram não opinar sobre a gestão.
A pesquisa Pesquisa Agorasei/96FM entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 28 a 31 de maio. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança estimado de 95%. A pesquisa foi registrada no RN com o protocolo RN-02699/2026; e o registro nacional é o BR-05671/2026.
O partido NOVO interpôs representação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) contra o pré-candidato a governador do Rio Grande do Norte, o ex-prefeito mossoroense Allyson Bezerra, do União Brasil, por realização de propaganda eleitoral extemporênea e antecipada. O processo foi distribuído para a relatoria do juiz Hallison Rego Bezerra.
De acordo com a legislação eleitoral, a propaganda de partidos e candidatos a cargos eletivos ao pleito de outubro de 2026, só poderão ocorrer a partir de 16 de agosto, cinco dias depois de encerrado o período das convenções partidárias, que se iniciam em 20 de julho.
O presidente estadual do NOVO, Renato da Cunha Lima Filho, denuncia na representação que em 26 de maio o pré-candidato Allyson Bezerra publicou em diversos perfis oficiais criados para ampliar o alcance de postagens a ele relacionados nas redes sociais, “verdadeiro jingle de campanha eleitoral”, com legendas legendas sobrepostas em letras garrafais, nas cores da pretensa campanha, com os dizeres “Allyson Governador” e “Agora é Alyyson que eu quero”, de modo a não deixar qualquer dúvida quanto ao cargo disputado e ao chamamento dirigido ao eleitorado”.
Segundo a representação do NOVO, “não se trata, portanto, de imagens soltas ou de simples registro de atividades cotidianas. Há coerência e intencionalidade na montagem: o áudio (jingle com o nome e o cargo), o texto em tela (as legendas afirmativas), as imagens (atos de mobilização popular) e o formato (reels com slogan de fechamento) convergem para um único propósito, qual seja persuadir o eleitor, desde já, a votar no representado para governador do Estado”.
De acordo com o NOVO, o jingle impugnado consiste em “reaproveitamento de peça publicitária já utilizada em campanhas pretéritas” pelo falecido ex-governador Geraldo Melo, “circunstância que apenas reforça a inequívoca natureza eleitoral, e não meramente informativa ou de posicionamento político, da divulgação, por se tratar de jingle historicamente associado a disputa pelo Poder Executivo estadual”.
O NOVO aponta que “a conclusão é ainda mais evidente porque a postagem não consiste em manifestação espontânea de terceiros, mas em verdadeiro produto publicitário, elaborado especificamente para associar a imagem do representado à disputa eleitoral, utilizando recursos típicos de campanha, como jingle, slogan, identidade visual própria e mensagem persuasiva destinada ao eleitorado”.
Na representação assinada pelos advogados Erick Pereira e Leonardo Palitot, o partido NOVO pede ao TRE a remoção da propaganda das redes sociais e em caso de sua procedência, condenação do ex-prefeito de Mossoró ao pagamento de multa de R$ 5 mil a a R$ 25 mil, ou “o equivalente ao custo da propaganda, se superior, em patamar que, considerada a gravidade da conduta, a capilaridade do meio e o caráter eleitoral inequívoco da peça”.
O senador Styvenson Valentim lidera a corrida pelas duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado Federal, segundo pesquisa Agorasei/96FM divulgada nesta segunda-feira (1º). O parlamentar aparece na frente tanto na lembrança espontânea dos eleitores quanto nos cenários estimulados de primeiro voto e na soma dos dois votos para a disputa de 2026.
Espontânea
Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados respondem sem acesso a uma lista de candidatos, Styvenson registra 15,7% das citações. A senadora Zenaide Maia aparece em segundo lugar, com 5,8%. Em seguida surgem Coronel Hélio (3%), Samanda Alves (2,5%), Rafael Motta (1,9%), Allyson Bezerra (1,1%), Carlos Eduardo (1%), Cadu Xavier (0,9%), Álvaro Dias (0,8%) e Fátima Bezerra (0,7%).
Também foram lembrados Rogério Marinho (0,4%), Natália Bonavides (0,3%), Thabatta Pimenta (0,3%), Flávio Rocha (0,3%), Jean Paul Prates (0,3%), Francisco do PT (0,2%) e Walter Alves (0,2%). Outros nomes somaram 0,1% cada. O levantamento mostra ainda que 61,9% dos entrevistados não souberam responder e 10,7% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato.
Primeiro Voto
No cenário estimulado para o primeiro voto ao Senado, Styvenson amplia a vantagem e alcança 34% das intenções de voto. Zenaide Maia aparece em segundo lugar, com 12,3%, seguida por Rafael Motta (7,9%), Samanda Alves (5%), Coronel Hélio (4,7%), Flávio Rocha (2,4%), Sandro Pimentel (1,1%), Luciana Lima (0,8%) e Rosália Fernandes (0,8%). Entre os entrevistados, 14,7% disseram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 16,4% não souberam responder.
Segundo Voto
Na disputa pelo segundo voto, a liderança passa para Zenaide Maia, que registra 13%. Rafael Motta aparece com 9,3%, seguido de perto por Styvenson Valentim, com 9,2%. Coronel Hélio soma 5,1%, Samanda Alves tem 3,9%, Flávio Rocha registra 2,5%, enquanto Rosália Fernandes e Sandro Pimentel aparecem com 1,4% cada. Luciana Lima tem 0,7%. Nesse cenário, 22,1% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, e 31,3% disseram não saber em quem votar.
Soma primeiro e segundo voto
Quando são somados os percentuais do primeiro e do segundo voto, Styvenson mantém a liderança com 43,2%. Zenaide Maia ocupa a segunda posição, com 25,3%, seguida por Rafael Motta, com 17,2%. Coronel Hélio aparece com 9,8%, Samanda Alves com 8,9%, Flávio Rocha com 4,9%, Sandro Pimentel com 2,5%, Rosália Fernandes com 2,2% e Luciana Lima com 1,5%.
O cenário também registra elevado percentual de indecisos: 47,7% dos entrevistados disseram não saber em quem votar para as duas vagas ao Senado, enquanto 36,8% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos.
Rejeição
A pesquisa também mediu a rejeição dos possíveis candidatos. Coronel Hélio aparece com o maior índice, citado por 15,9% dos entrevistados como alguém em quem não votariam de jeito nenhum. Na sequência estão Flávio Rocha (15,1%), Zenaide Maia (14,9%), Sandro Pimentel (14,7%), Rafael Motta (14%), Samanda Alves (13,7%) e Styvenson Valentim (13,5%).
Rosália Fernandes registra rejeição de 11,5%, enquanto Luciana Lima aparece com 10,3%. Outros 25,5% dos entrevistados afirmaram que votariam em qualquer um dos nomes apresentados e não possuem rejeição a nenhum deles. Já 23,9% disseram não saber ou preferiram não responder.
A pesquisa Pesquisa Agorasei/96FM entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 28 a 31 de maio. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança estimado de 95%. A pesquisa foi registrada no RN com o protocolo RN-02699/2026; e o registro nacional é o BR-05671/2026.
A governadora Fátima Bezerra nomeou Jerônimo Lahyre de Mello Rosado Neto para o cargo de secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (Sedec). A nomeação foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (2).
Lahyre Rosado Neto assume oficialmente o comando da pasta que estava sendo representada interinamente pelo secretário-adjunto Hugo Fonseca, desde a saída do ex-secretário Alan Silveira, que pediu exoneração do cargo em fevereiro deste ano.
Alan deixou seguindo orientação do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A decisão ocorreu após o rompimento político entre o vice-governador Walter Alves e a governadora Fátima Bezerra, movimento que alterou a composição da base aliada no Executivo estadual.
A maioria dos eleitores do Rio Grande do Norte desaprova a gestão da governadora Fátima Bezerra. É o que mostra pesquisa Agorasei/96FM divulgada nesta segunda-feira (1º), na qual 59,6% dos entrevistados afirmaram desaprovar a administração estadual.
De acordo com os números, 33,1% disseram aprovar o governo Fátima. Outros 7,3% responderam que não sabem ou preferiram não opinar sobre a gestão.
A pesquisa Pesquisa Agorasei/96FM entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 28 a 31 de maio. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança estimado de 95%. A pesquisa foi registrada no RN com o protocolo RN-02699/2026; e o registro nacional é o BR-05671/2026.
O mês de abril deste ano foi o pior na geração de empregos formais do Rio Grande do Norte desde 2022, com perda de 156 vagas, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados na última semana e compilados pelo Sebrae-RN. Nos anos anteriores, os saldos de empregos formais em abril foram positivos: 1.838 vagas em 2022, 1.709 em 2023, 2.728 em 2024 e 2.686 em 2025.
Apesar de o acumulado do primeiro quadrimestre de 2026 ser positivo (+242 vagas), ele representa o segundo pior resultado dos últimos cinco anos. O desempenho ficou acima apenas do registrado em 2022, quando o estado acumulou saldo negativo de 44 vagas no primeiro quadrimestre. Nos anos seguintes, os resultados foram significativamente melhores: 1.759 vagas em 2023, 5.818 em 2024 — o melhor desempenho da série — e 3.110 em 2025. Assim, embora o acumulado de 2026 permaneça positivo, ele indica uma desaceleração expressiva na geração de empregos formais em comparação com os anos anteriores
Em abril de 2026, o RN registrou a terceira maior perda de postos de trabalho formais do país (20.089 admissões contra 20.245 desligamentos). O resultado ocorreu após um mês positivo na geração de empregos – em março o RN criou 1.127 novas vagas com carteira assinada. Apenas três estados tiveram saldo negativo em abril: RN, Alagoas (-1.505) e Rio Grande do Sul (-1.396).
A análise por portes das empresas e por segmentos econômicos, de acordo com o Boletim de Emprego do Sebrae-RN, revela importantes contrastes em abril deste ano. Apenas as microempresas tiveram saldo positivo de empregos formais (+781), contra grandes (-361), médias (-336) e pequenas (-240). Três setores econômicos tiveram resultado negativo no estado: agropecuária (-1.050), indústria (-152) e comércio (-354). Por outro lado, construção criou 185 novas vagas, e serviços teve saldo positivo de 1.218 postos de trabalho.
Para o economista Helder Cavalcanti, o resultado de abril de 2026 “demonstra uma perda de dinamismo em comparação aos anos anteriores”. “Embora o saldo […] não represente uma deterioração generalizada do mercado de trabalho, ele sinaliza uma desaceleração que precisa ser acompanhada”, diz.
Segundo ele, os dados mostram que o saldo negativo foi influenciado pelo encerramento de atividades temporárias e pela sazonalidade de algumas cadeias produtivas. “Em estados com participação relevante da atividade agrícola, é comum ocorrerem oscilações em função dos ciclos de plantio, colheita e processamento”, explica.
Na visão do economista Arthur Néo, vice-presidente do Conselho Regional de Economia do RN, apesar de o saldo potiguar ter sido “ligeiramente negativo”, um único mês não define tendência. “É importante observar o acumulado do ano e o comportamento dos próximos meses”, afirma Néo.
Em abril de 2025, o RN registrou desempenho positivo em quatro setores, com destaque para o de serviços, que terminou o mês com um saldo de 2.432 vagas. Na sequência, vieram construção (440), comércio (217) e indústria (206). O setor agropecuário apresentou saldo negativo, com -608 vagas.
“O resultado [de 2026] decorre principalmente do desempenho negativo de setores que possuem peso importante na economia potiguar, especialmente a agropecuária”, diz Cavalcanti.
De acordo com o economista Arthur Néo, após dois anos de recuperação do mercado de trabalho, é natural que haja uma acomodação. “Se setores estratégicos voltarem a investir e a indústria recuperar parte das perdas observadas em 2026, o estado pode retomar uma trajetória mais robusta de geração de vagas”.
Agro perde mais de 5 mil vagas em 2026
A desaceleração do mercado formal não ocorreu de forma homogênea, mas concentrada em alguns segmentos, explica Helder Cavalcanti. Na agropecuária, “esse comportamento [de queda] está relacionado principalmente à sazonalidade das atividades rurais”.
A indústria perdeu 152 vagas em abril, o que, para Cavalcanti, reflete “desafios históricos relacionados à competitividade, custos operacionais e necessidade de novos investimentos”.
O setor é considerado estratégico, pois gera empregos de maior qualificação e produtividade. No acumulado do ano, a indústria no RN fechou 1.181 vagas, sendo -1.161 vagas na fabricação de álcool.
Já o comércio perdeu 354 vagas em abril de 2026, ante um resultado positivo em 2025, refletindo o comportamento das famílias brasileiras, que convivem com elevado comprometimento de renda, endividamento e juros altos.
“O setor de serviços também continuou gerando empregos, confirmando uma tendência observada nos últimos anos; e a construção civil manteve desempenho positivo, impulsionada por investimentos imobiliários, obras públicas e projetos de infraestrutura”, acrescenta Helder.
A Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do RN (Faern) avalia que o desempenho potiguar parece refletir fatores conjunturais, incluindo comportamentos sazonais de alguns setores econômicos, ajustes no ritmo de contratação e condições específicas da atividade produtiva regional.
O resultado do setor agropecuário, diz a entidade, indica um “comportamento com importante componente sazonal, associado aos ciclos produtivos do setor no Nordeste”. No acumulado de 2026, o saldo do setor é de -5.332 vagas, com -3.493 perdas no cultivo de melão.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio-RN) avalia que o mercado de trabalho potiguar encontra sustentação nos segmentos ligados ao comércio e aos serviços. No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, Serviços abriu 4.766 vagas, e Comércio, 184.
Na avaliação de Ismália Carvalho, diretora-executiva do Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN (Sinduscon), o saldo positivo da construção demonstra a resiliência do setor. “Embora o resultado tenha ficado abaixo do registrado em abril de 2025, a geração de novos postos de trabalho está associada à continuidade de obras em andamento e ao lançamento de novos empreendimentos no estado”, frisa.
Pequenos negócios se destacam
Já em relação ao porte dos empregadores, Arthur Néo avalia que os dados mostram uma realidade ambígua. “É um sinal de resiliência da economia potiguar que as microempresas tenham gerado mais de 5 mil empregos em 2026, compensando as perdas observadas nas médias e grandes empresas”.
“Por outro lado, quando praticamente todo o saldo positivo do emprego depende das microempresas, surge um sinal de alerta. Economias mais robustas costumam apresentar geração de vagas distribuída entre empresas de todos os portes”, acrescenta.
Na visão do superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, as microempresas demonstram grande capacidade de adaptação e resposta rápida às demandas do mercado. “Esse desempenho evidencia a força do empreendedorismo local e a importância dos pequenos negócios para a economia potiguar”.
“Ao mesmo tempo, alguns segmentos de empresas de maior porte enfrentam ciclos de ajuste e fatores conjunturais que impactam suas contratações. O cenário reforça o papel estratégico das microempresas na sustentação da atividade econômica e do emprego no estado”, destaca Melo.
Municípios de destaque Quanto aos municípios que mais empregaram ou demitiram em abril de 2026, o boletim do Sebrae-RN destaca como maiores empregadores: Natal (+219 vagas), Açu (+109), São Gonçalo do Amarante (+90), Currais Novos (+84) e Pau dos Ferros (+79). Por outro lado, Mossoró (-246), Ipanguaçu (-117), Jandaíra (-113), Baraúna (-93) e Guamaré (-92) demitiram.
Zeca Melo explica que, em Pau dos Ferros, por exemplo, observa-se o “fortalecimento das atividades ligadas ao comércio e aos serviços especializados”.
Já Currais Novos vive um momento de ascensão. “Além do comércio e dos serviços, vê-se oportunidades associadas à mineração, ao turismo de experiência, à economia criativa e às cadeias produtivas vinculadas ao setor rural”, afirma.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, aparece na liderança da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte em todos os cenários testados pela pesquisa Agorasei/96FM divulgada nesta segunda-feira (1º). O levantamento mostra o gestor à frente tanto na pesquisa espontânea quanto na estimulada, além de vencer os dois cenários de segundo turno simulados pelo instituto.
Espontânea
Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, Allyson lidera com 23,1% das citações. Em seguida aparecem o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, com 8,5%, e o secretário estadual Cadu Xavier, com 8,1%.
Mais atrás surgem Carlos Eduardo, com 1,1%, a governadora Fátima Bezerra, com 0,6%, o senador Styvenson Valentim, com 0,4%, Francisco do PT, Garibaldi Filho, Natália Bonavides e Rogério Marinho, todos com 0,2%.
Também foram citados José Agripino, Benes Leocádio, Coronel Hélio, Mineiro, Neilton Diógenes e Zenaide Maia, com 0,1% cada.
O levantamento mostra ainda que 47,7% dos entrevistados disseram não saber em quem votariam para governador, enquanto 9,1% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato.
Estimulada
Quando os eleitores recebem uma lista de nomes, Allyson amplia sua vantagem. No cenário estimulado, ele registra 39,8% das intenções de voto, contra 22,1% de Álvaro Dias e 11,4% de Cadu Xavier.
Na sequência aparecem Robério Paulino, com 1,1%, Rodrigo Vieira, com 0,9%, e Dário Barbosa, com 0,3%.
Entre os entrevistados, 12,3% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos apresentados, enquanto 12% disseram não saber em quem votariam.
Cenários de segundo turno
A pesquisa também simulou três cenários de segundo turno.
No confronto entre Allyson Bezerra e Álvaro Dias, o prefeito de Mossoró alcança 48,1% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito de Natal registra 25,4%. A diferença entre os dois é de 22,7 pontos percentuais.
Nesse cenário, 16,6% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 9,9% disseram não saber em quem votariam.
Em uma disputa direta entre Allyson Bezerra e Cadu Xavier, a vantagem do prefeito mossoroense é ainda maior. Allyson aparece com 54% das intenções de voto, contra 14,9% do secretário estadual.
Outros 18,3% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos apresentados, enquanto 12,9% não souberam responder.
O levantamento também testou um cenário sem a participação de Allyson Bezerra. Nesse caso, Álvaro Dias lidera com 38,2%, enquanto Cadu Xavier aparece com 20,8%.
Nesse confronto, 27,3% dos entrevistados disseram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 13,7% afirmaram não saber em quem votariam.
A pesquisa Pesquisa Agorasei/96FM entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 28 a 31 de maio. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança estimado de 95%. A pesquisa foi registrada no RN com o protocolo RN-02699/2026; e o registro nacional é o BR-05671/2026.
Os Correios encerraram o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo de R$ 3,1 bilhões, segundo balanço divulgado pela estatal neste fim de semana. O resultado representa uma deterioração de 82,35% em relação ao mesmo período de 2025, quando as perdas somaram R$ 1,7 bilhão.
Os números confirmam projeções já antecipadas pela própria empresa. Em abril, um balanço preliminar obtido pela imprensa indicava que o déficit superaria a marca de R$ 3 bilhões nos três primeiros meses do ano.
A trajetória recente evidencia o agravamento das contas da estatal. Depois de registrar lucro de R$ 216,7 milhões no primeiro trimestre de 2022, os Correios passaram a acumular resultados negativos no mesmo período dos anos seguintes. O déficit foi de R$ 328 milhões em 2023, avançou para R$ 801 milhões em 2024, chegou a R$ 1,7 bilhão em 2025 e atingiu R$ 3,1 bilhões neste ano.
O desempenho do início de 2026 ocorre após a companhia fechar 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões. Pelas estimativas internas, o resultado deste ano pode ser ainda mais negativo, ampliando os desafios para o equilíbrio financeiro da empresa.
Diante do cenário, a diretoria elaborou um plano de reestruturação com foco na redução de custos, na otimização de ativos e na busca por novas fontes de recursos. A expectativa da estatal é retornar ao superávit apenas em 2027.
Entre as medidas anunciadas para conter as perdas estão a contratação de empréstimos bilionários, a implementação de um programa de demissão voluntária (PDV), mudanças no plano de saúde dos empregados, o fechamento de unidades consideradas deficitárias, a venda de imóveis e a revisão de contratos.
Segundo a empresa, o conjunto de ações busca reequilibrar as finanças e criar condições para a retomada de resultados positivos nos próximos anos.
A violência contra a mulher é considerada o crime mais grave do país pela maioria dos brasileiros, segundo pesquisa inédita do instituto Datafolha realizada em parceria com o Movimento Mulher 360. Apesar disso, comportamentos relacionados à violência psicológica, patrimonial e ao controle exercido dentro dos relacionamentos continuam sendo relativizados por uma parcela significativa da população.
O levantamento evidencia uma contradição na percepção dos brasileiros sobre a violência de gênero. Enquanto agressões físicas, ameaças e estupros são amplamente reconhecidos como formas de violência, atitudes que frequentemente antecedem esses crimes ainda são vistas por muitos como comportamentos aceitáveis ou que não configuram agressão.
Quando questionados sobre qual é a violência mais grave enfrentada pelo Brasil atualmente, 61% dos entrevistados apontaram a violência contra a mulher. O índice supera com ampla margem outros crimes frequentemente associados à insegurança pública. O tráfico de drogas foi citado por 16% dos participantes, enquanto assaltos à mão armada nas ruas apareceram com 10% das respostas. Invasões e roubos a residências foram mencionados por 2%.
Para a diretora-executiva do Movimento Mulher 360, Margareth Goldenberg, os resultados demonstram avanços na percepção da população sobre a gravidade do problema, mas também revelam dificuldades no reconhecimento de comportamentos que sustentam ciclos de violência.
“A população relativiza comportamentos que sustentam a violência de gênero. Raramente o crime começa com uma agressão física. Sem o reconhecimento disso, a prevenção pode chegar tarde para a mulher violentada”, afirmou.
Segundo ela, as etapas anteriores à violência física são fundamentais para interromper o ciclo antes que ele se agrave.
A pesquisa mostra que 45% dos brasileiros consideram que impedir uma mulher de sair sozinha para uma comemoração não é necessariamente um ato violento. Percentual semelhante foi registrado entre aqueles que não identificam como violência situações em que um parceiro controla as amizades da companheira.
A violência patrimonial também enfrenta resistência quanto ao reconhecimento social. Mesmo sendo prevista pela Lei Maria da Penha, 42% dos entrevistados afirmaram que controlar o salário da esposa não é necessariamente uma forma de agressão.
Os resultados indicam que parte significativa da população ainda não associa práticas de controle financeiro e restrição da liberdade individual às formas de violência previstas na legislação brasileira.
O cenário muda quando os entrevistados analisam situações de agressão mais explícita. A pesquisa aponta que 94% dos brasileiros consideram violento um homem humilhar sua companheira em público. Já 95% classificam como violência o fato de um marido forçar relações sexuais com a esposa.
Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores foi a persistência da culpabilização das vítimas. Segundo o levantamento, 61% dos brasileiros concordam que muitos casos de agressão contra mulheres são consequência de escolhas equivocadas feitas durante a seleção de um parceiro amoroso.
Essa percepção aparece tanto entre homens quanto entre mulheres. Entre os entrevistados do sexo masculino, 65% compartilham essa visão. Entre as mulheres, o percentual chega a 57%.
Para o Movimento Mulher 360, esse entendimento contribui para o isolamento das vítimas e dificulta a busca por ajuda. A avaliação da entidade é que a responsabilização da mulher pela violência sofrida fortalece sentimentos de culpa, vergonha e medo, favorecendo a permanência em relacionamentos abusivos e reduzindo as denúncias.
Dados do próprio levantamento mostram que 37% das mulheres que sofreram formas mais graves de violência ao longo do último ano não tomaram qualquer atitude após o episódio.
“A culpabilização da vítima segue estrutural e deriva da cultura patriarcal. A sociedade tem o papel de conscientizar o que é uma relação de amor e carinho”, afirmou Margareth Goldenberg.
A pesquisa também revela um cenário de desconfiança em relação à capacidade das instituições de proteger mulheres em situação de violência. Apenas 19% das mulheres afirmam confiar muito na polícia para protegê-las. Entre os homens, esse índice alcança 31%.
Os dados indicam ainda diferenças importantes na percepção sobre os mecanismos de proteção às mulheres e reforçam, segundo os pesquisadores, a necessidade de ampliar ações de conscientização sobre formas de violência que nem sempre deixam marcas físicas, mas que podem representar o início de ciclos de agressão mais graves.