Mortalidade de mulheres por câncer de pulmão sobe 118% em duas décadas, cinco vezes mais que entre homens

Postado em 3 de setembro de 2026

O câncer de pulmão ainda mata mais homens do que mulheres no Brasil, mas essa distância está diminuindo rapidamente. Em duas décadas, a taxa bruta de mortalidade feminina por tumores do trato respiratório mais que dobrou, revelando um efeito tardio de mudanças no padrão de consumo de cigarro no País.

Entre 2004 e 2023, a mortalidade de mulheres por câncer de pulmão, traqueia e brônquios aumentou 118%. Entre os homens, o crescimento no mesmo período foi de 23%. Os números são do Atlas On-line de Mortalidade por Câncer, do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e do Ministério da Saúde, tabulados pelo médico Lucianno Santos, da Oncologia D’Or.

Uma das explicações para essa diferença está na história do tabagismo. As mulheres incorporaram o hábito de fumar mais tarde do que os homens, que durante décadas estiveram mais expostos ao cigarro. Como o desenvolvimento do câncer pode ocorrer muitos anos depois dessa exposição, os números atuais ainda refletem comportamentos das décadas de 1980 e 1990.

A mudança aparece também na distribuição das mortes. Dados do Datasus mostram que, em 2003, as mulheres representavam 32% das pessoas que morreram por esse grupo de tumores no Brasil. Em 2023, já correspondiam a 46%.

Isso ocorre apesar da redução da proporção de fumantes observada no País nas últimas décadas. O intervalo entre a exposição prolongada ao tabaco e o aparecimento da doença ajuda a explicar por que os benefícios da queda do tabagismo não são imediatamente acompanhados por uma redução equivalente na mortalidade.

Diagnóstico tardio
Outro problema aparece quando o câncer finalmente é descoberto. Muitos pacientes procuram atendimento somente depois do surgimento de sintomas mais intensos, quando a doença já avançou. No Sistema Único de Saúde (SUS), 90% dos pacientes com câncer de pulmão recebem o diagnóstico nos estágios 3 ou 4. O número faz parte de um levantamento do Instituto Lado a Lado pela Vida, realizado pela plataforma Data Câncer 360º a partir da análise de 14.145 diagnósticos e do cruzamento de bases oficiais do Ministério da Saúde.

A descoberta tardia coloca o rastreamento no centro da discussão. A recomendação é que pessoas entre 50 e 80 anos que fumam ou deixaram de fumar há menos de 15 anos e apresentam carga tabágica igual ou superior a 20 anos-maço realizem anualmente uma tomografia computadorizada de tórax de baixa dose.

A conta da carga tabágica ajuda a medir a exposição acumulada ao cigarro. Para chegar ao resultado, multiplica-se o número de maços consumidos diariamente pela quantidade de anos em que a pessoa fumou. Quem consumiu 40 cigarros por dia, equivalente a dois maços, durante 20 anos, por exemplo, apresenta carga de 40 anos-maço.

Esse protocolo de rastreamento, entretanto, ainda não é aplicado de maneira ampla no Brasil. A ausência de um programa nacional estruturado mantém parte dos pacientes fora da possibilidade de identificar a doença antes do aparecimento de sintomas mais evidentes.

Em abril, o Inca anunciou a realização de um estudo para avaliar a viabilidade de implantar um programa de rastreamento do câncer de pulmão no SUS. A pesquisa deverá produzir evidências que possam subsidiar uma futura diretriz nacional.

O Brasil construiu nas últimas décadas uma política antitabagismo reconhecida internacionalmente e conseguiu reduzir a presença do cigarro na população. A evolução da mortalidade feminina, porém, mostra que os efeitos de décadas anteriores continuam chegando aos hospitais.

A combinação entre o aumento das mortes entre mulheres e a elevada proporção de diagnósticos em estágios avançados indica que reduzir o número de fumantes é apenas uma parte do trabalho. Identificar mais cedo quem acumulou anos de exposição ao cigarro será determinante para que a queda do tabagismo também se traduza em menos mortes por câncer de pulmão.

agora rn

Justiça do RN decide que nenhum dos 15 réus do Massacre de Alcaçuz irá a júri popular

Postado em 3 de setembro de 2026

A Justiça do Rio Grande do Norte decidiu que nenhum dos 15 réus acusados pelos homicídios do Massacre de Alcaçuz será levado a júri popular. A decisão foi tomada pelo Colegiado da Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCRim), nove anos após o episódio que marcou a história do sistema prisional potiguar.

Os 15 acusados foram impronunciados em relação aos homicídios qualificados, descritos na sentença como 26 ocorrências. O entendimento foi de que as provas reunidas no processo não eram suficientes para submeter os réus ao Tribunal do Júri.

A decisão também absolveu os acusados das acusações relacionadas aos crimes de dano qualificado e ocultação de cadáveres.

Impronúncia não significa absolvição pelos homicídios
A impronúncia não equivale a uma declaração de inocência pelas mortes.

Na prática, o colegiado concluiu que, naquele momento do processo, não havia elementos probatórios suficientes para que os 15 acusados fossem julgados pelo Tribunal do Júri. A decisão, portanto, não encerra necessariamente a discussão sobre os homicídios.

A sentença foi deliberada e assinada em 22 de julho, mas o conteúdo foi obtido e divulgado nesta quarta-feira 2 de setembro.

Ministério Público pode recorrer
A decisão ainda pode ser contestada. Como não há indicação de trânsito em julgado na sentença, o Ministério Público pode apresentar recurso para tentar modificar o entendimento da Justiça.

Caso a decisão seja alterada e os acusados sejam pronunciados, eles poderão ser submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Quatro réus foram condenados por organização criminosa
Embora os 15 acusados tenham sido impronunciados pelos homicídios, quatro réus foram condenados por crimes relacionados à participação em organização criminosa.

Um deles é João Francisco dos Santos, conhecido como “Dão”, condenado por integrar organização criminosa, com agravamento relacionado ao exercício de função de comando e ao emprego de armas de fogo.

A pena de Dão foi fixada em 5 anos, 1 mês e 7 dias de reclusão, além de 15 dias-multa.

Também foram condenados Thiago Medeiros Conforte, Jefferson Santos da Silva e Victor Guilherme Cavalcanti de Oliveira, todos pelo crime de participação em organização criminosa. Para cada um, a pena foi estabelecida em 3 anos, 9 meses e 12 dias de reclusão, além de 12 dias-multa.

A sentença, porém, não considerou comprovada a autoria dos homicídios por parte de Dão.

O que aconteceu em Alcaçuz
O Massacre de Alcaçuz ocorreu em janeiro de 2017, dentro do complexo prisional localizado em Nísia Floresta, na Grande Natal.

O episódio envolveu integrantes de facções criminosas rivais e terminou com 26 presos mortos, segundo o processo judicial. O confronto começou após a invasão do Pavilhão 4 da Penitenciária Estadual de Alcaçuz por integrantes do grupo rival que estavam no Pavilhão 5 do Presídio Rogério Coutinho Madruga.

O caso ficou marcado como o episódio mais sangrento da história do sistema prisional do Rio Grande do Norte.

agora rn

Candidatos ao governo apresentam propostas e trocam acusações durante debate do Grupo Dial

Postado em 3 de setembro de 2026

O debate promovido pelo Grupo Dial com os candidatos ao Governo do Estado foi marcado não só pela apresentação de propostas com também provocações e troca de acusações entre Allyson Bezerra (União), Álvaro Dias (PL), Cadu de Lula (PT) e professor Robério Paulino (PSOL).

Algumas operações realizadas pela Polícia Federal e o Ministério Público foram usadas pelos candidatos para apontar possíveis irregularidades. A troca de acusações resultaram em pedidos de direito de resposta e um candidato chamando ao outro de “mentiroso” na tentativa de desqualificar a fala dos adversários.

Já no tocante aos temas abordados, saúde, educação, segurança, desenvolvimento econômico, infraestrutura e turismo pautaram os questionamentos entre candidatos.

Contudo, em alguns momentos, as ideias de projetos se desviavam para troca de acusações em confrontos entre os participantes. Álvaro chamou Allyson de “mentiroso” enquanto professor Robério Paulino classificou o adversário de “palhaço”.

Já Allyson repetiu ao longo do debate que dois dos adversários – Cadu de Lula e Álvaro Dias – fugiam de respostas a respeito de investigações e de dados a respeito do governo estadual e Prefeitura de Natal. Com relação ao professor Robério, Bezerra indagou da “agressividade” do candidato em certos momentos do debate.

Um dos momentos tensos foi quando Allyson Bezerra e Álvaro Dias se acusaram a respeito de terem sido alvos de trabalhos da Polícia Federal. Em outro momento, Cadu de Lula criticou os adversários citando um “chá de revelação da direita potiguar”.

O formato preparado pelo Grupo Dial privilegiou o confronto direto. Os candidatos tiveram tempo individual para administrar durante perguntas, respostas, réplicas e tréplicas. Houve confrontos com temas previamente definidos e outros de temática livre, permitindo que os participantes questionassem diretamente os adversários.

A dinâmica foi estruturada para garantir a participação dos quatro candidatos ao longo do programa e evitar que os embates ficassem concentrados apenas entre determinados participantes. Esse modelo apresentou não apenas propostas, mas também as diferenças políticas e de posicionamento entre os concorrentes.

98fm

Allyson vence debate da 98 FM ao ser o único a apresentar propostas para educação, saúde, emprego e mobilidade

Postado em 3 de setembro de 2026

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, apresentou propostas para diferentes áreas durante o debate promovido pela 98 FM e pelo Grupo Dial Natal, nesta quarta-feira (2), na sede do Crea/RN.

Na educação, Allyson propôs a criação do Pix PAE RN — Programa de Apoio ao Estudante, com uma bolsa mensal de R$ 200 para alunos de baixa renda da rede estadual. O benefício estará vinculado à matrícula, à frequência e à permanência do estudante na escola, ajudando a combater o abandono escolar.

O candidato também assumiu o compromisso de investir na valorização dos professores, na climatização das salas de aula e na entrega de fardamento, tênis e material escolar completo. Outra proposta é criar um programa de intercâmbio internacional para estudantes da rede estadual.

Na saúde, Allyson defendeu o fortalecimento da atenção básica, a ampliação das consultas com especialistas e a realização de mutirões para reduzir as filas de cirurgias eletivas. A proposta é garantir atendimento mais rápido e resolutivo à população.

Para gerar emprego e renda, Allyson apresentou o Destrava RN. O programa pretende reduzir a burocracia, acelerar a liberação de licenças e criar um ambiente favorável à instalação de empresas e indústrias. A proposta prevê um grande mutirão de licenciamento a partir de janeiro de 2027.

Os processos de empreendimentos menores, como panificadoras, padarias e farmácias, poderão ser descentralizados para municípios e consórcios municipais. Com isso, o Idema poderá concentrar sua atuação em projetos estratégicos relacionados a petróleo, gás natural, mineração, energias renováveis, hotéis e resorts.

Na mobilidade urbana, Allyson confirmou a proposta de construir a terceira ponte de Natal. O projeto prevê a integração das principais avenidas da Zona Norte, incluindo a avenida Moema Tinoco e a avenida das Fronteiras, além da conexão com as pontes de Igapó e Newton Navarro.

“Queremos um Rio Grande do Norte que tenha agilidade para atrair investimentos, gerar empregos e cuidar das pessoas. Já mostramos que sabemos transformar propostas em resultados e vamos fazer isso também no Governo do Estado”, afirmou Allyson.

Terras raras: Senado aprova política para minerais críticos e estratégicos com investimento de até R$ 7 bilhões

Postado em 3 de setembro de 2026

O Senado aprovou nesta quarta-feira (2) o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O texto prevê até R$ 7 bilhões em investimentos e incentivos para projetos de processamento e transformação desses minerais no Brasil. A proposta segue agora para sanção presidencial.

Os minerais críticos e estratégicos são usados em setores como transição energética, tecnologia, indústria e defesa, além de serem importantes para a produção de painéis solares, celulares, computadores e veículos elétricos.

Entre as principais medidas está a criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), que receberá R$ 2 bilhões da União. Outros R$ 5 bilhões serão destinados ao beneficiamento e à transformação dos minerais em território nacional.

O projeto também estabelece regras para ampliar a produção nacional, incentivar pesquisa e inovação e aumentar a rastreabilidade do setor. Empresas de mineração, beneficiamento e transformação deverão destinar, durante seis anos, 0,2% da receita operacional bruta ao fundo e 0,3% a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

A proposta ainda permite que projetos de pesquisa e prospecção mineral tenham acesso a debêntures incentivadas, facilitando a captação de recursos no mercado.

O texto cria também um cadastro nacional de projetos de minerais críticos e estratégicos e o Certificado Mineral de Baixo Carbono, voltado a empreendimentos que adotarem práticas de redução de emissões.

Segundo o relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), a medida busca fortalecer a indústria nacional, reduzir riscos de desabastecimento e ampliar a participação do Brasil em cadeias produtivas estratégicas.

98fm

Esgoto estourado na Rua Antônio Gomes de Melo causa transtornos e moradores cobram providências da CAERN

Postado em 2 de setembro de 2026

Moradores da Rua Antônio Gomes de Melo, no Centro de Currais Novos, estão cobrando providências da CAERN após um esgoto estourar no local.

Segundo a comunidade, o problema persiste desde a última sexta-feira (28) e vem causando transtornos para moradores e pessoas que circulam pela rua.

Os moradores pedem que uma equipe da companhia seja enviada ao local para realizar o reparo e solucionar o problema.

Base de Álvaro Dias sofre desfalque em Serra Negra do Norte com saída do ex-prefeito Dilvan Monteiro que caminhará com Allyson

Postado em 2 de setembro de 2026

A candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Estado sofreu uma importante baixa política no Seridó. Em Serra Negra do Norte, o ex-prefeito Dilvan Monteiro, um dos aliados mais antigos e históricos de Álvaro na região, decidiu declarar apoio a Allyson Bezerra. A decisão expõe o descontentamento de lideranças tradicionais e evidencia que a mensagem de mudança promovida por Allyson vem conquistando espaço até entre antigos aliados do ex-prefeito da capital.

Para fortalecer ainda mais o palanque de Allyson no município, Larissa Almeida (PSDB), líder da oposição e candidata a prefeita em 2024, confirmou que estará ao lado de Allyson. A junção do grupo do ex-prefeito Dilvan Monteiro com a força política de Larissa Almeida consolida uma grande aliança em Serra Negra do Norte em torno da candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado.

Hospedagem com conforto e sabor: conheça a Porto Brasil Suítes em Currais Novos

Postado em 2 de setembro de 2026

Localizada na Avenida Teotônio Freire, no Centro de Currais Novos, a Porto Brasil Suítes oferece aos hóspedes uma experiência marcada por conforto, tranquilidade e acolhimento.

A pousada conta com ambiente aconchegante e café da manhã preparado para começar o dia com variedade e sabor, proporcionando momentos de descanso e bem-estar aos visitantes.

📍 Porto Brasil Suítes
Av. Teotônio Freire, 502 – Centro, Currais Novos.

“No seu partido tem gente burra?”: Omar Aziz confronta Rogério Marinho em bate-boca sobre fim da 6×1

Postado em 2 de setembro de 2026

Os senadores Rogério Marinho (PL) e Omar Aziz (PSD-AM) bateram boca nesta quarta-feira (2), durante a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que discutiu o fim da escala 6×1. A discussão começou depois que Rogério afirmou que reduzir a jornada sem cortar os salários poderia aumentar os custos das empresas e, com isso, elevar os preços de produtos e serviços.

Rogério defendeu ainda que fossem discutidas medidas de compensação para os empregadores e disse que, quem negasse os impactos econômicos da mudança, estaria agindo de “má-fé” ou seria “burro”.

Aziz reagiu na sequência. O senador disse que o potiguar havia usado palavras duras contra parlamentares favoráveis à proposta e lembrou que deputados do próprio PL apoiaram o fim da escala 6×1 na Câmara. “Vossa Excelência está dizendo que no seu partido tem gente leviana, incompetente e burra?”, questionou.

O amazonense também criticou a proposta alternativa defendida por Marinho e a chamou de “PEC do Patrão”. Aziz ainda atacou a possibilidade de acordos individuais entre trabalhadores e empregadores e afirmou que esse tipo de negociação seria assédio ao trabalhador. Já Rogério disse que o debate precisa considerar os impactos da mudança sobre os custos das empresas.

A discussão continuou com novas interrupções e provocações dos dois lados. Aziz voltou a chamar a proposta de “PEC do Patrão”. Rogério, por sua vez, reconheceu que havia se exaltado durante o bate-boca, mas manteve as críticas.

Até Lexotan na CCJ
Em meio à discussão, o presidente da Comissão Otto Alencar (PSD-BA) ofereceu Lexotan para Rogério Marinho se acalmar. A troca de farpas em tom de brincadeira ocorreu depois do senador pedir uma questão de ordem ao presidente da Comissão.⁣

“Eu estou passando para vossa excelência. Vossa excelência está muito nervoso hoje”, começou Otto. “Eu trouxe até Lexotan, se o senhor quiser. Quer o Lexotan?”, questiona.⁣

Após novas provocações, Aziz encerrou o bate-boca dizendo que a discussão “não leva a nada”. A sessão prosseguiu.

NOVO Notícias

Quaest: 48% desaprovam o governo Lula e 45% aprovam

Postado em 2 de setembro de 2026

A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permaneceu em 48%, enquanto a aprovação oscilou de 46% para 45%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 2. Outros 7% não souberam ou não responderam.

Na rodada anterior, divulgada em 14 de agosto, 48% desaprovavam a gestão petista e 46% a aprovavam. Outros 6% não souberam ou não responderam. As variações ocorreram dentro da margem de erro do levantamento, de 2 pontos porcentuais.

A desaprovação, contudo, avançou seis pontos porcentuais entre os eleitores de 16 a 24 anos, de 47% para 53%. Entre os independentes, o índice oscilou de 48% para 52%.

O levantamento também mostra que 37% dos entrevistados avaliam o governo Lula de forma negativa, enquanto 35% consideram a gestão positiva. Para 25%, a administração é regular, e 3% não souberam ou não responderam.

A nova rodada é a primeira realizada pelo instituto desde o início da campanha eleitoral. No último mês, Lula enfrentou desgaste após a Polícia Federal abrir três inquéritos para investigar suspeitas envolvendo seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A pesquisa Quaest, contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo, ouviu 2.004 eleitores entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07065/2026.

Estadão Conteúdo

TSE manda Eduardo Bolsonaro remover posts que questionam segurança das urnas eletrônicas

Postado em 2 de setembro de 2026

O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, atendeu parcialmente a um pedido do PT e determinou a retirada de publicações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) que colocam em dúvida a segurança das urnas eletrônicas.

Na decisão, assinada na segunda-feira (31), Nunes deu prazo de 24 horas para que Eduardo ou a plataforma X (antigo Twitter) removam duas publicações feitas pelo ex-deputado no dia 17 de julho.

O ministro também determinou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se abstenha de repetir e republicar conteúdos que associem a empresa Smartmatic às urnas brasileiras.

O despacho ainda proíbe Eduardo de divulgar informações “sabidamente falsas” que coloquem em dúvida a segurança e a integridade do sistema eletrônico de votação, que será usado nas eleições de outubro.

Como noticiou a coluna, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, acionou o TSE após Eduardo divulgar conteúdos sobre as urnas e realizar uma live de mais de 55 minutos ao lado do estrategista argentino Fernando Cerimedo.

Na ocasião, a federação pediu a retirada das publicações, a proibição de novos conteúdos com o mesmo teor e multa.

Ao analisar duas publicações feitas por Eduardo no X, Nunes Marques afirmou que o ex-deputado usou informações referentes ao sistema eleitoral da Venezuela para lançar dúvidas sobre as urnas brasileiras.

Em uma delas, Eduardo questionou se, no Brasil, as urnas seriam “realmente invioláveis”. Para o ministro, a formulação tem “caráter enganoso” e promove uma “grave descontextualização” capaz de provocar desconfiança no eleitorado sobre a integridade das eleições.

Nunes também determinou que plataformas como Instagram, Facebook, X, YouTube, TikTok e Rumble adotem medidas para impedir a propagação de conteúdos que reiterem a associação entre a Smartmatic e as urnas eletrônicas brasileiras.

A decisão, porém, não acolheu os pedidos relacionados às publicações da deputada Júlia Zanatta (PL-SC) e do deputado Gustavo Gayer (PL-GO), que também fizeram postagens sobre o modelo de votação.

No caso de Zanatta, Nunes entendeu que a postagem não fazia referência às urnas brasileiras. Em relação a Gayer, avaliou que, embora houvesse uma “insinuação política”, o parlamentar não fez afirmação expressa de fraude no sistema eletrônico de votação.

TSE poupou Flávio Bolsonaro

Na mesma decisão, Nunes Marques também analisou uma declaração do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) durante um evento com representantes diplomáticos, em julho.

O ministro afirmou que a fala de Flávio sobre as urnas brasileiras serem provenientes da Smartmatic reproduziu de forma “direta e categórica” um fato que a Justiça Eleitoral já declarou reiteradamente ser inverídico. Para Nunes, a declaração foi uma “aparente ilicitude da conduta”.

Apesar da avaliação, o ministro não determinou nenhuma medida contra Flávio nesse ponto porque o pedido de remoção apresentado na ação se restringia às publicações de Eduardo, Gayer e Zanatta.

Com informações da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

Candidatos à Presidência cobram investigação e afastamento de Moraes após revelações do caso Master

Postado em 2 de setembro de 2026

Candidatos à Presidência da República reagiram às novas informações envolvendo o caso Banco Master e a relação apontada pela Polícia Federal entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As manifestações ocorreram nesta terça-feira (1º) e incluíram pedidos de investigação, afastamento e impeachment do magistrado.

O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, afirmou que Moraes precisa esclarecer as acusações e disse que, caso as suspeitas sejam comprovadas, o ministro não teria condições de permanecer no STF.

“São muitas acusações graves e que eu espero, de verdade, que ele esclareça, porque, caso contrário, se ele não esclarecer e se comprovar o que essas suspeitas que estão sendo reveladas agora por vocês da imprensa, vejam a importância da imprensa, da transparência a tudo, ele não tem a menor condição de continuar sendo ministro do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

Romeu Zema, candidato pelo Novo, criticou o Supremo e relacionou integrantes da Corte a Daniel Vorcaro. “Nós sabemos que Supremo no Brasil hoje é uma instituição desacreditada, até porque alguns ministros lá estenderam o tapete vermelho para o banqueiro bandido Vorcaro, fizeram negócios com esse bandido e temem qualquer candidato que venha com uma proposta moralizante”, declarou.

O candidato Renan Santos, do Missão, afirmou que pretende protocolar um pedido de impeachment contra Moraes. “Vendo o que está acontecendo agora com o senhor Alexandre de Moraes, que está envolvido até o pescoço no escândalo do Banco Master, vendo como funcionam as grandes reuniões em Brasília, a forma como as coisas são decididas hoje no nosso país. O impeachment será protocolado, os memorandos serão enviados para vocês”, disse.

Ronaldo Caiado, candidato pelo PSD, também defendeu o afastamento do ministro. “Com os fatos que vieram ao conhecimento da população brasileira diante da quebra de sigilo do caso Master, fica claro que o ministro Alexandre de Moraes não tem a menor condição de continuar à frente do Supremo Tribunal Federal. Eu acredito que o colegiado deverá se reunir e o Supremo dar uma satisfação à população brasileira, que ele estará afastado daquela Corte”, afirmou.

Já Augusto Cury, candidato pelo Avante, defendeu uma investigação sobre o caso. “Quem paga os colaboradores do Judiciário, em todas as esferas, inclusive no STF, é o contribuinte e ele quer respostas, e ele merece respostas. Então, a minha posição é: tem de investigar de maneira séria”, declarou.

O presidente Lula, candidato à reeleição pelo PT, não se manifestou sobre o caso até o fim da noite da terça-feira (1º).

Com informações do Jornal Nacional, da TV Globo

Oito candidatos do PSB a deputado federal no RN discutem desistência coletiva por falta de recursos

Postado em 2 de setembro de 2026

Os oito candidatos do PSB a deputado federal no Rio Grande do Norte discutem uma possível desistência coletiva das eleições de 2026. O grupo reclama da falta de apoio partidário e afirma que a ausência de recursos e de uma estrutura mínima tornou incerta a continuidade das campanhas.

Nota pública expõe a crise
A crise foi exposta em nota pública da nominata. Os candidatos sustentam que uma retirada conjunta enfraqueceria a chapa proporcional e praticamente eliminaria a possibilidade de o partido alcançar resultado competitivo para a Câmara dos Deputados.

Nenhum repasse até 1º de setembro
Até terça-feira, 1º de setembro, nenhum dos oito candidatos havia recebido recursos do Fundo Eleitoral. Também havia reclamações sobre a falta de assistência jurídica e contábil, produção da propaganda eleitoral e material gráfico. Nos bastidores, o partido tentava providenciar equipe de marketing e impressos, ainda sem confirmação de repasse financeiro.

O PSB-RN é presidido por Larissa Rosado, candidata a vice-governadora na chapa de Cadu de Lula (PT). A direção nacional recebeu cerca de R$ 152 milhões do Fundo Eleitoral.

AGORA RN

PRF localiza adolescente de 16 anos em situação de vulnerabilidade na BR-226, em Campo Redondo

Postado em 2 de setembro de 2026

Um adolescente de 16 anos foi encontrado caminhando pelo acostamento da BR-226, em Campo Redondo, na região do Trairi potiguar, na noite desta terça-feira (1º). Ele estava em situação de vulnerabilidade e foi levado para atendimento médico antes de ser encaminhado para a casa do pai, em Florânia.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encontrou o jovem por volta das 20h20. Durante a abordagem, os agentes conversaram com ele e conseguiram informações de familiares.

A assistência social e o Conselho Tutelar foram acionados para acompanhar o caso e orientar sobre o encaminhamento do adolescente. Depois que o pai foi localizado, a PRF levou o jovem até Florânia, onde ele foi entregue ao familiar.

Segundo a PRF, a ação teve como objetivo retirar o adolescente da situação de vulnerabilidade e garantir que ele ficasse sob os cuidados da família.

98 FM

CCJ do Senado aprova PEC que prevê fim da escala 6×1

Postado em 2 de setembro de 2026

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (2) a PEC, que prevê o fim da escala 6×1. A proposta reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e estabelece dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial. O texto agora segue para votação no Plenário.

Relatada pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), a PEC mantém o limite de oito horas diárias e permite compensação ou redução da jornada por acordo ou convenção coletiva. A proposta foi aprovada em votação simbólica, com votos contrários dos senadores Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Tereza Cristina (PP-MS).

A matéria, de autoria original do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), já havia sido aprovada pela Câmara em maio. No Senado, as 36 emendas apresentadas foram rejeitadas pelo relator.

Como será a votação

No Plenário, a PEC precisa passar por cinco sessões de discussão antes da primeira votação. Para ser aprovada, são necessários 49 votos favoráveis, em dois turnos. Os prazos podem ser reduzidos por acordo entre os senadores.

O que muda

A mudança seria gradual. Dois meses após a eventual promulgação, a jornada máxima passaria para 42 horas semanais. Um ano depois, chegaria às 40 horas.

Os trabalhadores teriam direito a dois dias de descanso por semana, com pelo menos um a cada sete dias. Acordos coletivos poderiam definir formas de compensação, desde que a regra fosse respeitada.

Uma lei complementar poderá estabelecer regras de transição para MEIs, microempresas e pequenas empresas, com manutenção do nível de emprego.

Quem fica fora

A PEC prevê exceções para trabalhadores com diploma de nível superior que recebam pelo menos 2,5 vezes o teto do RGPS, salvo previsão diferente em acordo coletivo ou decisão do empregador.

Servidores públicos também não estarão sujeitos às novas regras de jornada. Já contratos da administração pública que envolvam mão de obra precisarão ser adaptados para preservar o equilíbrio econômico-financeiro.

98 FM