Há 94 anos, no dia 9 de janeiro de 1932, nascia em Currais Novos Geraldo Gomes de Oliveira, personagem que viria a se tornar um dos nomes mais marcantes da história política do município. Agrônomo de formação e político por vocação, Geraldo construiu uma trajetória pública que atravessou décadas e deixou marcas profundas na administração e na memória da cidade.
Filho da terra, Geraldo Gomes sempre manteve forte ligação com Currais Novos e com as demandas do povo, especialmente das zonas urbana e rural. Essa proximidade com a população foi um dos fatores que impulsionaram sua entrada na vida pública e consolidaram sua liderança política no Seridó potiguar.
Sua carreira política ganhou destaque em 1976, quando foi eleito prefeito de Currais Novos pela primeira vez, assumindo o cargo em 1977. A partir dali, iniciou-se uma trajetória singular: Geraldo Gomes seria eleito quatro vezes prefeito, algo raro na história do município. Além do mandato entre 1977 e 1983, retornou ao comando do Executivo municipal nos períodos de 1997 a 2000, 2001 a 2004 e, novamente, em 2009, quando assumiu seu quarto mandato.
Durante suas gestões, Geraldo Gomes esteve à frente de importantes ações administrativas, com obras e intervenções que contribuíram para a infraestrutura urbana, o fortalecimento de serviços públicos e o desenvolvimento de Currais Novos em diferentes momentos históricos. Sua atuação fez dele uma figura central no cenário político local, exercendo influência que ultrapassou os limites do município.
Na vida pessoal, Geraldo Gomes foi casado com Maria Coeli, com quem construiu uma família e criou cinco filhos. Mesmo após deixar a vida pública, continuou sendo uma referência política em Currais Novos, acompanhando os rumos da cidade que governou por tantos anos.
Geraldo Gomes faleceu em 31 de janeiro de 2016, aos 84 anos, em Natal, onde estava internado para tratamento de saúde. Sua morte gerou comoção e levou o município a decretar luto oficial, em reconhecimento à relevância de sua trajetória.
Passados 94 anos de seu nascimento, Geraldo Gomes segue lembrado como um personagem central da história de Currais Novos, ajudou a escrever capítulos importantes da política e da administração pública do município.
Na manhã desta quinta-feira (8), uma guarnição da Rádio Patrulha da Polícia Militar realizava patrulhamento de rotina quando efetuou a apreensão de uma motocicleta com o sistema de escapamento adulterado. A ação ocorreu após os militares identificarem o ruído excessivo emitido pelo veículo.
Durante a abordagem, a equipe da Rádio Patrulha constatou a irregularidade, que fere o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e perturba o sossego público.
A alteração no escapamento é uma infração grave de trânsito e uma das principais causas de poluição sonora urbana combatidas pelo comando do TC Mycael.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou dezembro com alta de 0,33%, ante um avanço de 0,18% em novembro, informou nesta sexta-feira, 9, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o menor para um mês de dezembro desde 2018.
Com isso, o índice oficial de inflação do País fechou o ano de 2025 com alta de 4,26%, 0,57 ponto percentual (p.p.) abaixo do IPCA de 2024 (4,83%) e abaixo do teto da meta (4,5%) de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
O resultado de 2025 foi influenciado principalmente pelo grupo Habitação, que acelerou de 3,06% em 2024 para 6,79%, registrando o maior impacto (1,02 p.p.) no acumulado do ano. No ano anterior, o impacto havia sido de 0,47 p.p.
Na sequência, as maiores variações vieram de Educação (6,22% e 0,37 p.p.), Despesas pessoais (5,87% e 0,60 p.p.) e Saúde e cuidados pessoais (5,59% e 0,75 p.p.). Os quatro grupos juntos responderam por, aproximadamente, 64% do resultado do ano.
Em dezembro, os preços de Transportes subiram 0,74%, após alta de 0,22% em novembro. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,15 ponto porcentual para o IPCA, que subiu 0,33% no mês.
Os preços de combustíveis tiveram alta de 0,45% em dezembro, após recuo de 0,32% no mês anterior. A gasolina subiu 0,18%, após ter registrado queda de 0,42% em novembro, enquanto o etanol avançou 2,83% nesta leitura, após alta de 0,39% na última.
O Estadão/Broadcast calcula o impacto de cada grupo no IPCA com base na variação mensal e no peso mensal disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra). O resultado pode ter divergências pontuais com o impacto divulgado pelo IBGE, que considera mais casas decimais do que as disponibilizadas publicamente na taxa de cada item.
Já os preços de Alimentação e bebidas aumentaram 0,27% em dezembro, após queda de 0,01% em novembro. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,06 ponto porcentual para o IPCA, que subiu 0,33% no mês.
Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 0,14% em dezembro, após ter recuado 0,20% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,60%, ante alta de 0,46% em novembro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou nesta 6ª feira (9.jan.2025) ter cancelado uma 2ª onda de ataques militares contra a Venezuela após o país sul-americano libertar presos políticos e demonstrar cooperação com os EUA. A decisão foi anunciada pelo norte-americano uma semana depois da operação militar que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda)
O anúncio foi feito por Trump em sua página no Truth Social. “Os EUA e a Venezuela estão trabalhando bem juntos […] Por causa dessa cooperação, cancelei a 2ª onda de ataques que estava prevista, parece que não será mais preciso”, disse o republicano, que chamou a decisão de Caracas de libertar presos políticos de “sinais de busca pela paz”….
Em entrevista à CNN Brasil, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que os insumos que serão doados pelo governo brasileiro ao Ministério da Saúde da Venezuela não prejudicam em nada os tratamentos de hemodiálise que são realizados no SUS (Sistema Único de Saúde).
“Essa doação é feita por hospitais universitários federais, filantrópicos do SUS e não afetam em nada o tratamento dos cerca de 170 mil brasileiros que fazem diálise no país pelo SUS. Esses são produtos excedentes desses hospitais, não está reduzindo em nada o fornecimento aos atendimentos no Brasil”, disse Padilha.
A cooperação foi anunciada nesta quinta-feira (8) e, de acordo com o ministro, já foram arrecadadas 300 toneladas de insumos.
“Amanhã está confirmada a chegada de um avião venezuelano para pegar cerca de 40 toneladas, esse é o quantitativo que esse avião pode levar. Estamos à disposição de outros voos da Venezuela que venham pegar outros insumos para diálise”, afirmou.
De acordo com o ministro, as doações incluem materiais que não são mais autorizados para uso no Brasil, seguindo orientação da Opas (Organização Panamericana de Saúde).
“Tem alguns produtos de diálise que a gente não utiliza no Brasil por orientação da Opas. [A organização] está buscando em outros países do continente americano a compra desses produtos e já avisamos que vamos financiar essa compra se for necessário”, continuou.
A ajuda vem depois que um ataque militar dos Estados Unidos destruiu um centro de distribuição de insumos para diálise da Venezuela que atendia cerca de 16 mil pessoas, conta Padilha, que também destaca os sentimentos causadores dessa movimentação para ajudar o país vizinho.
“Em primeiro lugar, a solidariedade sanitária. A saúde não tem fronteira. Se a gente não ajuda a cuidar da saúde de um país vizinho como a Venezuela, o Brasil será o primeiro afetado caso tenha esse colapso de tratamento a quem faz diálise naquele país”, explicou.
Além disso, ele relembra a parceria entre os dois países na época da pandemia, quando a Venezuela doou oxigênio para Manaus.
“A gente não pode esquecer que quando a cidade de Manaus entrou em colapso porque não tinha oxigênio por conta da irresponsabilidade na condução da pandemia de Covid-19, foi o oxigênio que veio da Venezuela que ajudou a salvar o nosso povo em Manaus”, citou.
“Então, nós estamos de uma certa forma prestando a mesma solidariedade de um país que teve o seu maior centro de distribuição atacado militarmente, para que não entre em colapso o seu tratamento de pacientes com hemodiálise lá”, concluiu.
Walter Alves (MDB) irá renunciar ao cargo de vice-governador do Rio Grande do Norte, cumprindo a desincompatibilização para disputar uma das 24 cadeiras de deputado estadual.
O anúncio oficial será feito na próxima semana, segundo apuração da TRIBUNA DO NORTE.
O vice-governador não vai assumir o cargo de governador do Rio Grande do Norte em caso de vacância do cargo, pela desincompatibilização da governadora Fátima Bezerra (PT), para possível disputa de uma vaga ao Senado da República, nas próximas eleições gerais.
Neste caso haverá uma eleição indireta na Assembleia Legislativa para a escolha do gestor do Poder Executivo.
E, caso a governadora decida permanecer no cargo até o final do mandato, Walter Alves não pretende ficar no cargo de vice, pois irá disputar uma vaga para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.
Walter Alves irá acelerar o trabalho de fortalecimento de nominatas do MDB, para estadual e federal.
Essas decisões, no entanto, não impedem a possibilidade, em um segundo momento, do MDB permanecer indicando um candidato a vice-governador ou a senador na chapa majoritária governista que no momento tem como pré-candidato ao governo, Carlos Eduardo Xavier, Secretário Estadual da Fazenda do RN. Mas isto fica para se conversar em outro momento.
Preparação e organização
Na quarta-feira (7), a Direção Executiva Nacional do MDB decidiu prorrogar, até 15 de março de 2027, o mandato do vice-governador Walter Alves à frente do partido no Rio Grande do Norte. Com a decisão, Walter seguirá presidindo o diretório estadual e terá a responsabilidade de conduzir o MDB potiguar na preparação e organização das Eleições de 2026.
De acordo com a legenda, a prorrogação “reforça a confiança da direção nacional no trabalho que vem sendo desenvolvido no estado”.
Em comunicado divulgado na noite de quarta-feira (7), o partido lembra que Walter também faz parte da Executiva Nacional e que sob a liderança dele, “o MDB no Rio Grande do Norte consolidou-se como o maior partido do RN, com o maior número de filiados, além de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores”.
Confiança
Ao comentar a decisão da Direção Executiva Nacional do MDB, Walter Alves disse que o foco será fortalecer o partido em 2026. “Vamos continuar trabalhando para fortalecer o MDB, agora com a missão de preparar o partido para as Eleições deste ano. Agradeço a confiança da direção nacional e de todos que constroem o MDB no Rio Grande do Norte”, afirmou.
Nomes
O MDB trabalha nos bastidores para consolidar uma das nominatas mais fortes da disputa proporcional nas Eleições de 2026. O partido vem avançando na filiação de deputados estaduais com mandato e na articulação de novos nomes que ampliam a competitividade da legenda na corrida por vagas na ALRN.
Fontes seguras confirmam que o MDB conta com parlamentares de peso: os deputados estaduais Nelter Queiroz, Hermano Morais, Neilton Diógenes, Galeno Torquato e Ezequiel Ferreira de Souza, presidente da Assembleia Legislativa.
Além dos deputados em exercício, outras lideranças também devem integrar a nominata. Entre os nomes cotados estão o ex-prefeito de Assu, Dr. Gustavo Soares, e Kaline de Dr. Bernardo, que vêm sendo apontados como reforços importantes na formação da chapa proporcional do MDB.
A movimentação ganhou ainda mais força após encontro ocorrido quarta-feira (7) entre Walter Alves e o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi. Na ocasião, Walter recebeu garantias da direção nacional de total apoio e sustentação política à nominata que disputará as Eleições de 2026.
A Justiça dos Estados Unidos reconheceu na quinta-feira, 8, o processo de liquidação do Banco Master e bloqueou os ativos da instituição no país. A empresa nomeada pelo Banco Central (BC) para a liquidação, a EFB Regimes Especiais de Empresas, recebeu autorização para ouvir testemunhas, obter provas e informações de negócios.
Como mostrou o Estadão, a EFB rebateu a tentativa de Daniel Vorcaro de convencer a Justiça americana de que a liquidação do banco pode ser revertida, mencionando a contestação do Tribunal de Contas da União (TCU).
Em documento enviado nesta semana, a EFB afirmou que o questionamento não tem o poder de reverter o processo em andamento no Brasil, que decorre da descoberta de uma “fraude massiva”, e acusa o banqueiro de uma “vida de luxo e extravagâncias”.
“A objeção do Sr. Vorcaro baseia-se principalmente em arquivos feitos em um processo pendente perante o Tribunal de Contas da União para argumentar que qualquer decisão sobre a petição neste caso seria prematura”, diz a EFB, em defesa enviada ao Tribunal de Falências do Sul da Flórida, na quarta-feira, 7.
O argumento de Vorcaro é baseado em uma “premissa factual incorreta e é desprovido de qualquer autoridade”, afirma. A EFB acrescenta que não há “nenhuma ordem pendente que de alguma forma altere o status, a pendência ou a validade” do processo de liquidação do banco Master no Brasil ou a nomeação do liquidante responsável. O BC decidiu em novembro liquidar o Master.
Liquidante
A empresa nomeada pelo Banco Central (BC) para a liquidação do Master, a EFB Regimes Especiais de Empresas, rebateu a tentativa de Daniel Vorcaro de convencer a Justiça dos Estados Unidos de que a liquidação do banco pode ser revertida, mencionando a contestação do Tribunal de Contas da União (TCU).
Em documento enviado nesta semana, a EFB afirma que o questionamento não tem o poder de reverter o processo em andamento no Brasil, que decorre da descoberta de uma “fraude massiva”, e acusa o banqueiro de uma “vida de luxo e extravagâncias”.
“A objeção do Sr. Vorcaro baseia-se principalmente em arquivos feitos em um processo pendente perante o Tribunal de Contas da União para argumentar que qualquer decisão sobre a petição neste caso seria prematura”, diz a EFB, em defesa enviada ao Tribunal de Falências do Sul da Flórida, nesta quarta-feira, da 07.
O argumento de Vorcaro é baseado em uma “premissa factual incorreta e é desprovido de qualquer autoridade”, afirma. A EFB acrescenta que não há “nenhuma ordem pendente que de alguma forma altere o status, a pendência ou a validade” do processo de liquidação do banco Master no Brasil ou a nomeação do liquidante responsável. O BC decidiu em novembro liquidar o Master.
“Nenhuma decisão no processo do TCU sugere que a liquidação será revertida, ou pretende afetar a validade ou pendência contínua da liquidação”, reforça o liquidante.
Por fim, a EFB pede que a Justiça dos EUA rejeite a objeção do banqueiro e reconheça o processo de liquidação do banco Master.
Com os comentários de Vorcaro, recebidos no último dia 05, e da EFB, ontem, dia 07, o juiz responsável pelo caso Scott M. Grossman, vai agora decidir se aceita ou não o pedido do liquidante para reconhecimento também nos EUA a liquidação do Master no Brasil. Trata-se do chamado ‘Chapter 15’, que permite o reconhecimento de processos como o do banco nos EUA.
A EFB ressalta que “talvez não seja surpresa” que a única objeção apresentada na Flórida para o pedido de reconhecimento da liquidação do Master nos EUA seja a de Vorcaro, que é “acusado de ser responsável pela fraude generalizada que causou o processo de liquidação brasileiro”, é suspeito de ter “transferido uma riqueza massiva para si mesmo às custas de credores e investidores” e foi liberado da prisão no Brasil sob a condição de usar uma tornozeleira eletrônica.
Influenciadores
A Polícia Federal tem indícios de que o banqueiro Daniel Vorcaro foi quem ordenou diretamente ações virtuais de influenciadores para defender o Banco Master, atacar autoridades públicas e até mesmo criticar jornalistas. Na análise inicial que os investigadores estão realizando no telefone celular do banqueiro, apreendido em 17 de novembro no momento de sua prisão na Operação Compliance Zero, foram encontrados diálogos dele ordenando a realização desse tipo de ação. Procurada, a defesa de Vorcaro não se manifestou.
Ele pedia a promoção de informações positivas sobre o Master e determinava ataques virtuais a pessoas públicas que, na sua avaliação, estavam atuando contra seu banco.
As informações colhidas pela PF são anteriores à liquidação do banco Master pelo Banco Central em 18 de novembro, porque isso só ocorreu depois que o celular foi apreendido. Mas, na época, já havia alguns ataques virtuais ao BC por causa da demora na análise da venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB), que foi vetada pelo órgão de fiscalização no inicio de setembro.
A governadora Fátima Bezerra (PT) vetou integralmente o Projeto de Lei nº 632/2025, que estabelecia critérios e prazos para o repasse aos municípios das parcelas do ICMS, IPVA e Fundeb. O veto provocou reação imediata do autor da proposta, deputado Gustavo Carvalho (PL) e do líder da oposição, deputado Tomba Farias (PL), que classificaram a medida como “desrespeito aos municípios e à Assembleia Legislativa” e indicaram haver articulação para derrubar o veto na Assembleia Legislativa. A Femurn e o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União) também rechaçaram a medida governamental.
A proposta, aprovada por unanimidade pela Assembleia Legislativa em dezembro passado, previa regras mais rígidas para assegurar previsibilidade e regularidade nos repasses constitucionais aos municípios. Segundo o governo, no entanto, a iniciativa ampliaria “significativamente o risco fiscal do Estado” ao criar créditos automáticos e engessar a administração financeira.
Autor do projeto, Gustavo Carvalho se disse surpreso e indignado. “Isso é uma demonstração de que a governadora não respeita os municípios do Rio Grande do Norte nem a Assembleia Legislativa, que aprovou o projeto por unanimidade”, relembrou. Para o parlamentar, o veto sinaliza um “fim de governo triste e caótico”, em referência ao último ano de dois mandatos consecutivos de Fátima à frente da gestão estadual.
Líder da oposição, Tomba Farias também criticou a decisão e ressaltou que a própria base governista havia votado a favor da proposta. “Inclusive, a base dela votou favorável ao projeto. Era importante garantir o repasse direto porque estava havendo atraso. Vetar foi uma decisão infeliz”, afirmou. O deputado disse acreditar na derrubada do impedimento publicado pela governadora. “Nós vamos nos juntar para derrubar o veto. Acredito que conseguimos isso com muita tranqüilidade, porque não vejo deputado que queira votar contra os municípios”, declarou. O líder do Governo na Casa, deputado Francisco do PT, foi procurado, mas não respondeu até o fechamento desta matéria.
Na mesma linha dos deputados oposicionistas, o presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Babá Pereira, destacou que o projeto foi construído com participação direta da entidade e tinha como objetivo coibir atrasos recorrentes. “O jurídico da Femurn participou da elaboração do projeto. Fomos pegos de surpresa com esse veto”, afirmou.
Segundo ele, os recursos atingidos são dos municípios. “O que está ocorrendo é atraso nos repasses do ICMS, do IPVA e também do Fundeb, que deveria ser transferido semanalmente. Estamos há semanas sem receber essa parcela”, disse.
Babá ressaltou que os atrasos têm impacto direto nos serviços públicos. “Isso afeta pagamento de contratos, fornecedores, merenda escolar, transporte escolar e até a folha da educação. Alguns municípios tiveram que usar recursos de outras fontes para cobrir despesas”, afirmou. Ele também demonstrou confiança na reversão da decisão. “Vamos trabalhar para derrubar o veto. Todos os deputados votaram a favor do projeto, não há razão para manter o veto.”
Em Mossoró, o prefeito Allyson Bezerra (União) também criticou o governo. Segundo ele, a decisão prejudica os municípios ao retirar a previsibilidade de receitas que pertencem às prefeituras e são fundamentais para o funcionamento da gestão local. “É o prefeito que tem que adquirir a merenda escolar, adquirir os medicamentos, os insumos para as unidades básicas de saúde, pagar o salário dos servidores municipais”, afirmou. Allyson apelou ao Legislativo para reverter a decisão. “Espero que a Assembleia Legislativa, com a responsabilidade que tem, possa corrigir essa injustiça com os municípios do nosso estado”, declarou.
PGE aponta risco fiscal e insegurança jurídica
A decisão, publicada na edição desta quinta-feira (8) do Diário Oficial do Estado (DOE), foi justificada posteriormente em nota técnica da Procuradoria-Geral do Estado (PGE/RN), que recomendou o veto integral ao Projeto de Lei nº 632/2025 por entender que a proposta interferia indevidamente na gestão financeira estadual. Segundo o órgão, o objetivo foi “resguardar a capacidade do Estado de gerir sua arrecadação sem interferências”, já que a matéria “impunha modelos rígidos de fluxo financeiro e contas exclusivas”, restringindo a autonomia do Executivo e ferindo a chamada reserva de administração.
Análises da Secretaria de Estado da Fazenda teriam indicado que as regras “desorganizariam o modelo de gestão da Conta Única”, gerando risco de desequilíbrio econômico-financeiro em contratos vigentes. Outro ponto citado foi a extrapolação da competência estadual ao inovar sobre critérios já definidos em legislação federal. “Inovar materialmente sobre o que já estabelece a Lei Complementar Federal nº 63/1990 excede o espaço de conformação normativa dos Estados”, afirmou a Procuradoria.
Sobre o Fundeb, o órgão apontou insegurança jurídica. “A proposta incorporou indevidamente o fluxo do Fundeb à sistemática da repartição tributária comum, ignorando que o Fundo possui regime jurídico próprio”, diz a nota. A PGE garante que o Estado está rigorosamente os repasses obrigatórios conforme os critérios objetivos já estabelecidos pela Constituição e pela legislação federal, sem comprometer a gestão do Tesouro.
O deputado estadual Dr. Bernardo Amorim confirmou que vai se filiar ao PV e ser candidato a deputado federal nas eleições de 2026. Atualmente no PSDB, o parlamentar disse já ter acertado a filiação à nova legenda com o presidente do PV no Rio Grande do Norte, Rivaldo Fernandes.
Em entrevista à TV TCM na última quarta-feira 7, o deputado explicou que essa definição é fruto de uma avaliação matemática e política baseada no desempenho eleitoral recente. Ele lembrou que, em 2022, obteve mais de 52 mil votos para deputado estadual e que esse número seria suficiente para garantir uma cadeira na Câmara dos Deputados, a depender do partido ao qual ele estivesse filiado. “Se eu tivesse saído para deputado federal, eu teria sido eleito”, disse.
O PV integra uma federação com PT e PCdoB. O grupo elegeu dois deputados nas últimas eleições: Fernando Mineiro e Natália Bonavides, ambos do PT. Se em 2022 Dr. Bernardo estivesse na federação e tivesse obtido para deputado federal a votação que teve para estadual, teria sido o 3º eleito pelo grupo.
Em setembro de 2025, Dr. Bernardo anunciou a saída do PSDB e filiação ao MDB. Agora, no entanto, ele disse que não vê viabilidade no partido para se eleger deputado federal, em razão de não haver uma nominata competitiva. Para ele, apenas três partidos ou federações terão chance de eleger deputado federal em 2026: a federação PT/PV/PCdoB, a federação União/PP e o PL.
“Na eleição passada, as nominatas em que se saiu só um para se eleger, não elegeu ninguém”, disse, ao comparar o desempenho de diferentes chapas partidárias. Ele citou os casos de MDB, PP e Solidariedade, que não conseguiram eleger nenhum deputado federal apesar das votações expressivas de Garibaldi Filho, Beto Rosado e Kelps Lima, respectivamente.
Diante desse cenário, Bernardo confirmou que está encaminhando filiação a outra legenda, onde enxerga maior viabilidade. “Eu fui obrigado a buscar uma nova legenda. Conversei com Rivaldo, presidente do PV, e estou acertado de me filiar em breve ao PV e ser candidato pela federação PV, PT e PCdoB, onde existe viabilidade política de uma eleição de deputado federal”, declarou.
O deputado fez questão de ressaltar que a mudança não representa ruptura com o MDB ou com aliados históricos, mas uma escolha pragmática. “Eu não deixei o MDB, é uma circunstância que não permite que eu fique lá”, afirmou. Segundo ele, a decisão segue uma lógica objetiva: “Você tem que ir para o lugar onde você possa ser eleito e, em sendo eleito, fazer aquilo que o povo deseja”.
Ele deixou claro que não romperá com o PT para 2026, em meio às especulações de que o MDB – partido com o qual tem relação histórica – vai migrar para a oposição. “Passei sete anos fazendo parte da base do governo Fátima. Não vai ser agora que eu vou mudar a posição”, disse. Ele acrescentou que, independentemente de quem seja o candidato ao governo ou ao Senado pela base governista, manterá o alinhamento. “Eu sempre deixei isso muito claro. Eu vou continuar na base do governo até o fim”, afirmou.
Ao ser questionado sobre os apoios que dará na eleição, citou Cadu Xavier (PT) para o Governo e Fátima Bezerra (PT) e Zenaide Maia (PSD) para o Senado. “Meu voto é KFZ”, disse ele.
Kaline Amorim será candidata a deputada estadual Ainda segundo Dr. Bernardo, sua esposa Kaline Amorim será candidata a deputada estadual representando o grupo político da família. “Agora nós invertemos”, afirmou, lembrando a disputa de 2022, quando ele foi candidato a deputado estadual e a mulher concorreu à Câmara dos Deputados.
Bernardo afirmou que, para 2026, o projeto está amadurecido e sustentado por um grupo político ainda mais robusto. “Passados quatro anos, é hora de retomar a rota. Procurei crescer mais ainda. Hoje nós temos um grupo político muito maior”, afirmou, destacando o aumento do número de prefeitos aliados (o número saltou de 11 para 15) e o fortalecimento de bases de oposição em vários municípios. “Eu sou o deputado na Assembleia, sem sombra de dúvida, que mais tenho oposições no Rio Grande do Norte”, declarou Bernardo.
Sobre a possibilidade de sua esposa disputar a eleição pelo MDB, Bernardo foi direto ao condicionar a decisão ao posicionamento do partido em relação ao governo estadual. “Se Walter Alves e o MDB, ainda que não assumam o governo, ficarem na base do governo Fátima, eu não vejo nenhum problema em Kaline ser candidata no MDB”, disse. No entanto, fez uma ressalva clara: “Pragmatismo é uma coisa, incoerência é outra. Isso eu não farei”.
A governadora Fátima Bezerra e o secretário estadual de Fazenda, Cadu Xavier, reafirmaram nesta quinta-feira 8 suas pré-candidaturas ao Senado e ao Governo do Estado, respectivamente, nas eleições de 2026. A confirmação ocorreu após um encontro com a cúpula nacional do PT, em Brasília.
Além de Fátima e Cadu, participaram da reunião: o presidente nacional do PT, Edinho Silva; o deputado federal José Guimarães (CE), coordenador nacional do Grupo de Trabalho Eleitoral do PT; e a vereadora de Natal Samanda Alves, presidente do PT no Rio Grande do Norte.
“Tivemos uma conversa importante sobre o projeto do partido no RN”, afirmaram Fátima, Cadu e Samanda em uma publicação conjunta nas redes sociais após a reunião. “Seguiremos firmes mostrando a importância da transformação que o nosso governo tem promovido em todo o Estado, representados pelas nossas pré-candidaturas ao Senado e de Cadu Xavier para o Governo”, escreveu a governadora do RN.
A reunião acontece em um momento de intensificação das especulações sobre as eleições de 2026 no RN. No fim do ano passado, o vice-governador Walter Alves (MDB) admitiu publicamente que poderá não assumir o governo em abril de 2026, após a esperada renúncia da governadora.
Em uma entrevista no município de Angicos, Walter também não descartou ser candidato a deputado estadual e apoiar a candidatura a governador do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), que faz oposição ao PT.
No cenário de renúncia tanto da governadora quanto do vice, o Estado teria novas eleições para definir quem encerraria o mandato até 5 de janeiro de 2027. Enquanto isso, a gestão ficaria a cargo do presidente da Assembleia Legislativa, atualmente o deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB), ou do presidente do Tribunal de Justiça, hoje o desembargador Ibanez Monteiro.
Sucessão incerta Em 29 de dezembro, Fátima e Walter Alves soltaram uma nota pública informando que iriam tratar da sucessão com as cúpulas dos seus respectivos partidos, em Brasília. “Entendendo que a aliança que nos elegeu governadora e vice-governador foi parte do projeto nacional, consolidado no governo do presidente Lula e no nosso governo estadual, e em contato com dirigentes nacionais dos nossos partidos, comunicamos que as decisões quanto às questões das eleições de 2026 serão tomadas ouvidas as instâncias nacionais do Partido dos Trabalhadores e do Movimento Democrático Brasileiro”, afirmaram.
Além de Fátima ter ido à direção do PT, Walter Alves também foi à direção do MDB nesta semana. O encontro aconteceu na quarta-feira 7. O vice-governador, porém, não se manifestou oficialmente sobre a sucessão estadual. Fontes, porém, relatam que ele confirmou ao presidente nacional do partido, Baleia Rossi, que não assumirá o governo potiguar e será candidato a deputado estadual nas próximas eleições.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), criticou o veto imposto pela governadora Fátima Bezerra ao projeto de lei que previa o repasse automático de recursos em impostos aos municípios do Rio Grande do Norte. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele classificou a medida do Estado como uma “afronta”.
“Isso é uma afronta aos prefeitos. Eu espero que a governadora tenha consciência que ela está prejudicando todos os municípios, as prefeituras, os prefeitos, mas principalmente está prejudicando todo o povo do estado do Rio Grande do Norte, porque é nas cidades onde as pessoas vivem. Então, na hora que o município fica sem recurso para fazer o básico, que o estado é esse?”, disse.
O gestor mossoroense afirmou ainda que espera a reversão do veto, através da promulgação do projeto de lei na Assembleia Legislativa. Quando apreciada pelo plenário em dezembro, a lei foi aprovada por unanimidade.
“Eu espero que a Assembleia Legislativa, com a responsabilidade que tem, possa corrigir essa injustiça com os municípios do nosso estado, sabe, e fazendo com que esse veto não possa acontecer e que a lei seja realmente promulgada pela Assembleia Legislativa do nosso estado”, afirmou.
O que diz o projeto
O projeto aprovado pela ALRN trata diretamente da forma como são repassados valores provenientes de tributos como IPVA, ICMS e ITCD, além das receitas de dívida ativa relacionadas a esses impostos. A iniciativa determina que os recursos sejam creditados de maneira mais ágil e transparente, reduzindo a interferência do Estado na distribuição das verbas que pertencem constitucionalmente aos municípios e ao Fundeb.
O texto previa que a parcela do IPVA pertencente aos municípios deverá ser creditada diariamente, diretamente nas contas individuais das prefeituras. Já os repasses referentes ao ICMS deverão ocorrer até o segundo dia útil de cada semana, sempre relativos à arrecadação da semana anterior.
O projeto determinava ainda que os créditos sejam realizados pelo agente centralizador da arrecadação — a instituição financeira responsável — independentemente de ordem superior, sob pena de responsabilidade pessoal dos seus dirigentes.
Em relação ao Fundeb, o PL estabelece que 20% das receitas de ICMS, IPVA, ITCD e dívida ativa tributária pertencentes ao Estado e aos municípios sejam repassadas semanalmente ao fundo, garantindo regularidade e previsibilidade para o financiamento da educação básica.
A busca por apoio psicológico cresceu no Brasil nos últimos anos, segundo o Ministério da Saúde, mas o acesso ao cuidado com a saúde mental ainda é marcado pela desigualdade social. Uma pesquisa online do Instituto Locomotiva mostra que apenas 3% dos brasileiros têm condições financeiras de investir regularmente no próprio bem-estar emocional. Entre pessoas das classes D e E, somente 35% conseguem investir em autocuidados de forma ocasional, enquanto 25% afirmam não ter qualquer possibilidade de arcar com esse tipo de cuidado. O levantamento ouviu mais de 1.500 brasileiros de todas as regiões do país.
Um levantamento da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), divulgado em 2025, mostra que 54,1% dos brasileiros sabem indicar onde procurar ajuda em momentos de crise emocional. O dado sinaliza um avanço importante na alfabetização em saúde mental no país. A mesma pesquisa também aponta que 50,9% da população já passou por atendimento com psicólogo ou psiquiatra ao menos uma vez, o que reforça a normalização da terapia como parte do cuidado com a saúde integral.
Ao mesmo tempo, o estudo revela um cenário que exige atenção contínua. Cerca de 25,2% dos entrevistados afirmaram não se sentir bem emocionalmente, e quase 31% relataram sentimentos frequentes de tristeza ou decepção, ainda que mantenham expectativa de melhora. Esses números evidenciam a importância de estratégias preventivas e de acesso qualificado ao cuidado, sem reduzir a discussão a diagnósticos ou condições específicas.
O crescimento da demanda por apoio psicológico traz à tona uma distinção essencial: a diferença entre escuta informal e suporte profissional. Conversas com amigos, familiares ou grupos de apoio podem ter papel importante no cotidiano, mas não substituem o acompanhamento realizado por profissionais capacitados, formados para lidar com questões emocionais de maneira ética, técnica e responsável.
A atuação em saúde mental exige preparo específico, atualização constante e compromisso com princípios científicos e éticos. Sem essa base, há riscos como orientações inadequadas, interpretações equivocadas e violação de limites profissionais. Por isso, a qualificação é um requisito para garantir a segurança de quem busca ajuda.
Para atuar na área de saúde mental e oferecer o suporte necessário à população, é fundamental que o profissional tenha uma formação sólida, obtida em uma faculdade de psicologia reconhecida. Esse percurso formativo é o que habilita o futuro profissional a compreender o cuidado emocional de forma ampla, preventiva e contextualizada.
Onde buscar ajuda: garantindo um atendimento ético e eficaz
Um dos principais critérios na hora de buscar um atendimento seguro é verificar se o profissional possui registro ativo no Conselho Regional de Psicologia (CRP), órgão responsável por fiscalizar e normatizar a prática da psicologia no Brasil. O registro assegura que o profissional cumpriu as exigências legais e está submetido a um código de ética.
Além do atendimento individual, o SUS segue como porta de entrada fundamental para milhões de brasileiros. O fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) ampliou o acesso a serviços comunitários e multiprofissionais, o que contribui para reduzir barreiras históricas no cuidado emocional.
O avanço da conscientização sobre saúde mental representa um passo importante para o país, mas ele só se sustenta com investimento contínuo em formação, regulação e informação de qualidade.
O avanço das tecnologias de Inteligência Artificial (IA) trouxe inovações, mas também novas modalidades de crimes digitais. Um dos mais recorrentes é a criação das deepfakes, imagens ou vídeos fabricados de forma extremamente realista que mostram as vítimas em situações que nunca existiram. Frequentemente usada para produzir pornografia falsa, a prática tende a se intensificar durante o verão quando a aplicação de nudez pode acontecer em materiais roubados das redes sociais.
Um estudo do Home Security Heroes identificou que, em 2023, 98% das deepfakes online já retratavam cenas pornográficas, e esse uso ilícito cresce à medida que essas ferramentas se popularizam e se tornam cada vez mais acessíveis. Hoje, 1 em cada 3 ferramentas de deepfake permite criar pornografia falsa. Com o crescimento do uso criminoso de inteligência artificial para criar conteúdos manipulados e íntimos, o professor Vinicius Cipriano, advogado criminalista e docente de Direito Penal da Estácio, explica como as vítimas podem agir diante da criação e compartilhamento do conteúdo.
O primeiro passo é garantir provas digitais antes de qualquer ação. Cipriano destaca: “É importantíssimo utilizar um procedimento ou software apropriado de coleta, validação e registro, resguardando metadados e garantindo a integridade do arquivo.” Após reunir as evidências, a vítima deve procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) e buscar assistência jurídica.
O advogado acrescenta que, com a Lei Federal n° 15.123/2025, esse conteúdo de caráter fraudulento também pode ser caracterizado como uma forma de violência psicológica contra a mulher, com pena elevada por envolver manipulações feitas por IA.
Já a exclusão do conteúdo pode ser solicitada por notificação judicial, uma medida com maior probabilidade de eficácia, especialmente com pedido de tutela de urgência, que possibilita a retirada imediata, conforme orienta o jurista.
Deepfakes íntimas e a prática da sextorsão
Segundo o especialista, ameaçar divulgação de deepfakes ou de outros conteúdos ofensivos para conseguir vantagens das vítimas é caracterizado como extorsão, crime previsto no artigo 158 do Código Penal, com condenação de quatro a 10 anos de reclusão.
O advogado reforça que “as medidas que a vítima pode se valer, por intermédio de assessoria jurídica especializada, é buscar meios de preservação adequada das provas da materialidade do crime”. Desta forma, será possível a quebra de sigilo e o bloqueio das contas envolvidas na prática.
Entretanto, apesar da cobertura pela legislação, ainda existem lacunas importantes na proteção às vítimas. Para o docente, enfrentar essa nova geração de crimes digitais exige não apenas avanços legais, mas também a criação de normas técnicas que permitam identificar rapidamente conteúdos falsos e garantir respostas mais ágeis.
O senador Esperidião Amin (PP-SC) protocolou nesta quinta-feira (8) um projeto prevendo a anistia aos condenados pelo 8 de janeiro. A iniciativa veio logo depois ao anúncio de veto total ao PL da Dosimetria pelo presidente Lula em uma cerimônia no Palácio do Planalto. O projeto havia sido aprovado pelo Congresso no final do ano passado.
Amin foi o relator do PL da Dosimetria no Senado e afirmou que a “incoerência do veto desobriga uma tentativa de acordo”. Questionado se a melhor alternativa para quem defende a proposta não seria trabalhar pela derrubada do veto de Lula pelo Congresso, Amin afirmou que “uma coisa independe da outra”.
Parlamentares da oposição já se mobilizam para derrubar o veto de Lula na primeira sessão conjunta de deputados e senadores, que só irá ocorrer na volta do recesso parlamentar.
Por outro lado, integrantes da base governista devem optar por uma estratégia para virar votos no próprio Senado e evitar a derrubada da decisão de Lula sobre o PL da Dosimetria.
O presidente Donald Trump anunciou, na noite de quinta-feira (8), que os Estados Unidos iniciarão ataques terrestres contra cartéis de drogas nas Américas. Ele não especificou os alvos, mas citou o México como uma das principais bases dos grupos.
“Vamos iniciar ataques terrestres, pelo menos para os cartéis. Os cartéis governam o México. É muito, muito triste ver e ver o que aconteceu neste país”, disse Trump, em entrevista à Fox News. “Estão matando 250, 300 mil pessoas no nosso país todos os anos”, acrescentou.
A declaração do republicano aconteceu quase uma semana após o ataque na Venezuela, realizado no último sábado (3), que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Eles foram levados de navio até Nova York, onde o chavista foi acusado de “cultura de corrupção alimentada por recursos do narcotráfico”.
A captura ocorreu após quatro meses de tensão militar entre Venezuela e Estados Unidos. Em setembro do ano passado, Washington iniciou uma operação naval contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, perto das costas da Venezuela e da Colômbia. Mais de 30 embarcações foram destruídas, todas acusadas de navegar por rotas conhecidas de narcotráfico.
Após a operação na Venezuela, Trump ameaçou realizar ações similares na Colômbia e no México. No último caso, o presidente citou o tráfico de drogas na fronteira com os Estados Unidos. “Alguma coisa vai ter que ser feita em relação ao México, porque perdemos 300 mil pessoas para as drogas. Ela tem muito medo dos cartéis”, disse o republicano, referindo-se à presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.
Desde que voltou à Casa Branca, em 2025, Trump vem pressionando o governo mexicano a intensificar as ações contra o narcotráfico, visando conter o envio de drogas sintéticas aos Estados Unidos. O republicano cita, em especial, o fentanil, opióide sintético que vem matando milhares de pessoas no país. A substância foi equiparada a uma arma de destruição em massa pelo republicano, que também classificou diversos cartéis mexicanos como organizações terroristas.