Policiais do 13º Batalhão da Polícia Militar de Currais Novos localizaram, na tarde desta quinta-feira, uma motocicleta com chassi raspado e motor adulterado durante patrulhamento de rotina. O veículo foi encontrado em situação irregular e, após a verificação, encaminhado para os procedimentos legais cabíveis.
Na mesma operação, os militares realizaram a apreensão de um cano de escapamento adulterado em outra motocicleta abordada. O equipamento, conhecido por provocar ruído excessivo, estava em desacordo com as normas de trânsito e foi recolhido.
De acordo com o comandante do 13º BPM, tenente-coronel Mycael, as ações fazem parte de um trabalho contínuo de fiscalização e combate a irregularidades que colocam em risco a segurança e o sossego da população. O oficial destacou que a unidade mantém tolerância zero para condutores que insistem em utilizar escapamentos barulhentos e veículos adulterados.
As ocorrências foram registradas e os responsáveis pelos veículos poderão responder conforme prevê a legislação vigente.
O procurador regional da República Luiz Carlos Gonçalves propôs multa de R$ 5 mil a R$ 30 mil para quem divulgar desinformação fabricada com inteligência artificial nas eleições de 2026. A sugestão foi apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quinta-feira (5), durante audiência pública para o aperfeiçoamento das regras eleitorais.
Segundo Gonçalves, a medida tem como objetivo conter a propagação de conteúdos falsos ou informações descontextualizadas com potencial de causar dano ao equilíbrio da disputa. Na proposta, a multa também se aplica ao candidato beneficiado pelo conteúdo falso, quando for comprovado o conhecimento prévio da divulgação.
Caso seja aceita pelo TSE, a proposta endurecerá o que já está previsto na legislação eleitoral. Em 2024, a Corte proibiu o uso de deepfakes (tecnologia usada para criar vídeos, áudios e imagens falsas extremamente realistas) e determinou que conteúdos manipulados ou gerados por inteligência artificial tenham aviso explícito ao eleitor.
A norma, contudo, não conta com punições imediatas, como multa. O candidato que descumprir as regras pode ter o registro ou o mandato cassado, com apuração das responsabilidades conforme disposto no Código Eleitoral.
A inteligência artificial está entre os principais obstáculos para a segurança das eleições, como dito pela ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE. Segundo ela, os riscos da propagação de desinformação pode prejudicar o processo eleitoral e minar a democracia. “Temos que assegurar que cada eleitor escolha o seu representante sem abusos ou excessos”, disse.
O deputado estadual Francisco do PT, líder do governo estadual na Assembleia Legislativa, criticou o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), pela forma como reagiu à Operação Mederi, que o investiga por supostas fraudes na compra de medicamentos. Na avaliação de Francisco, o prefeito “está procurando narrativas para se vitimizar”.
“Com todo respeito que eu tenho a Allyson, que inclusive foi meu colega deputado e eu tenho uma boa relação pessoal com ele, eu acho que ele está apenas procurando narrativas para se vitimizar. Na verdade, o que ele tem que fazer, ao invés de dizer que está sendo perseguido ou vítima, é se explicar o povo do Rio Grande do Norte”, afirmou Francisco, em entrevista nesta quarta-feira 4 ao programa Dê o Play, da rádio Jovem Pan Natal.
Logo após ser alvo da operação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, em 27 de janeiro, Allyson concedeu uma série de entrevistas relacionando o cumprimento dos mandados de busca e apreensão à aproximação do processo eleitoral, em que ele é pré-candidato ao Governo do Estado. Em uma das entrevistas, ele chegou a dizer ser alvo do “sistema” e afirmou que a repercussão da operação interessa aos seus adversários.
Francisco afirmou, porém, que a investigação contra Allyson remonta a 2023, quando o prefeito ainda não havia sequer sido reeleito em Mossoró. “Era o primeiro mandato dele, ninguém nem falava que ele poderia ser candidato a governador do Rio Grande do Norte, quando esses fatos começaram a ser apurados e investigados”, declarou o deputado estadual.
“Então, querer botar isso na conta do PT, quando pessoas do PT também já passaram por isso e vivenciaram isso… E convenhamos: o governo do presidente Lula não age dessa forma. Alguém aqui já ouviu o presidente Lula dizer ‘a minha Polícia Federal’? Alguém aqui já ouviu falar no presidente Lula intervir na Polícia Federal para proteger alguém ou para condenar alguém? Isso não existe”, enfatizou Francisco do PT.
Para o líder do governo, Allyson “tem mais é que trabalhar no sentido de responder à sociedade aquilo que está sendo divulgado, aquilo que foi objeto das investigações, das buscas e apreensões.”
Sobre o desempenho de Allyson nas pesquisas para o Governo do Estado, Francisco afirmou que está cedo para afirmar que a eleição esteja resolvida.
“A gente já viu gente bem em pesquisa que dizia até que, em determinadas eleições, nem segundo turno teria. E candidatos ou candidatas que já figuraram em pesquisas antes de eleições, em primeiro lugar, como favoritíssimos, terminaram não indo nem para segundo turno de algumas eleições”, disse ele, citando o caso de Carlos Eduardo (PSD) na disputa pela Prefeitura do Natal em 2024.
“Daqui para a eleição, como se diz no jargão popular, muita água ainda vai passar debaixo dessa ponte”, concluiu.
Cadu é nome do partido para eleição indireta, diz deputado Na entrevista, Francisco do PT também abordou a possibilidade de o Rio Grande do Norte ter uma eleição indireta até abril, caso se confirmem as renúncias da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice-governador Walter Alves (MDB). Neste caso, caberia à Assembleia Legislativa eleger uma chapa para concluir o mandato até 5 de janeiro de 2027.
Segundo o líder do governo, a prioridade do PT para esse pleito é eleger o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier. Ele elogiou o nome do deputado estadual Vivaldo Costa (PV), que tem surgido como alternativa caso haja resistência ao nome de Cadu, mas reiterou que o secretário da Fazenda é o nome preferencial do partido.
“Eu vou dizer o que Vivaldo me disse na Assembleia. Ouvi de Vivaldo, um homem de uma reputação e uma conduta ilibadas, de comportamento ético. Vivaldo disse: ‘eu voto em quem a governadora indicar’”, declarou Francisco, ao tratar das articulações em curso. Na sequência, fez questão de reafirmar qual é, até agora, a posição oficial do partido. “O nome que o PT está apresentando é o nome de Cadu Xavier”, disse, ressaltando que essa é a indicação prioritária.
O líder do governo destacou ainda que, embora reconheça a trajetória e o peso político de Vivaldo Costa, o partido trabalha, neste momento, para viabilizar o nome do atual secretário estadual da Fazenda. “Vivaldo tem minha amizade, tem minha simpatia, é meu conterrâneo, mas eu vou repetir: o nome que o PT está apresentando é o nome de Cadu Xavier”, afirmou. Segundo ele, eventuais cenários alternativos só serão discutidos se a conjuntura política exigir, especialmente diante da necessidade de reunir maioria de votos na Assembleia Legislativa em caso de eleição indireta.
Francisco do PT voltou a dizer que o PT defende a manutenção do controle do Governo do Estado como forma de assegurar a continuidade do projeto político aprovado nas urnas em 2022, em primeiro turno. Para o parlamentar, a eventual sucessão da governadora deve preservar o alinhamento com as diretrizes do atual governo.
“O legítimo é que este governo seja concluído por alguém que tenha compromisso e sintonia com este projeto que foi aprovado e eleito nas urnas pelo povo do Rio Grande do Norte em 2022”, afirmou, ao argumentar contra a hipótese de a oposição assumir o Executivo antes do fim do atual mandato. “O povo do Rio Grande do Norte não elegeu ninguém da oposição nas eleições passadas para governar o Rio Grande do Norte”, afirmou.
Deputado rebate tese de Estado ingovernável Outro ponto enfatizado pelo deputado foi a contestação à tese, recorrente no debate político, de que o Rio Grande do Norte estaria ingovernável ou quebrado. Para Francisco, esse discurso não se sustenta quando comparado o cenário atual com a situação herdada pelo Governo Fátima Bezerra em 2019. “Virem dizer que ele está ingovernável, quebrado, pior do que estava… não está”, afirmou. Segundo ele, o Estado enfrenta dificuldades fiscais e financeiras históricas, mas apresentou avanços significativos nos últimos anos.
O parlamentar citou dados para sustentar o argumento. “Quando a governadora Fátima assumiu esse Estado, o comprometimento da receita corrente líquida com o pessoal era quase 64%. Hoje ele está em 56%”, disse, atribuindo a redução a medidas adotadas pelo atual governo. Francisco lembrou ainda que a gestão conseguiu regularizar salários atrasados deixados por administrações anteriores. “A governadora Fátima botou em dia as folhas atrasadas, o que representava quase um bilhão de reais”, afirmou.
Na avaliação do líder do Governo, esses resultados desmontam a narrativa de colapso administrativo. “Esse Estado, que tem problemas fiscais e financeiros, ele hoje é muito melhor do que o Estado que Fátima herdou para governar lá em 2019”, disse. Para ele, o fato de diferentes atores políticos manifestarem interesse em comandar o Executivo estadual também contradiz a ideia de que o Rio Grande do Norte seria inviável do ponto de vista administrativo.
A ex-deputada estadual Larissa Rosado, líder do PSB no Rio Grande do Norte, criticou o que chamou de “quebra de discurso” do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União). Em entrevista à TV Agora RN nesta quinta-feira 5, ela destacou que o prefeito criticava as “oligarquias”, mas hoje é aliado dos líderes das tradicionais famílias Alves e Maia.
“Ele dizia que era diferente, dizia ‘eu sou o honesto, eu faço as coisas diferente, aqui em Mossoró tem oligarquias, assim como no Estado’. E o que é que a gente vê hoje? Ele apontava o dedo para as chamadas oligarquias, falando de Rosado, de Alves, de Maia, e hoje ele está com o palanque formado pelas maiores lideranças dos Alves e dos Maia”, afirmou Larissa, referindo-se ao vice-governador Walter Alves (MDB) e ao ex-senador José Agripino Maia (União).
Larissa Rosado também lembrou que Allyson Bezerra criticava políticos que lançavam familiares para concorrer a outros cargos. Agora, porém, o prefeito tem a sua mulher — a primeira-dama de Mossoró, Cinthia Pinheiro — como pré-candidata a deputada estadual, disputando o pleito junto com o marido.
“Existe uma quebra de discurso que a população pode ver. Ele diz que ele era uma coisa e é outra, porque agora a mulher dele é candidata a deputada estadual. Em entrevistas anteriores, ele dizia ‘não, eu sou diferente, eu não sou como os outros, que elegem filhos, elegem irmãos, elegem maridos’”, declarou.
A ex-deputada estadual e líder do PSB também comentou a Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União no fim de janeiro e que teve Allyson entre os alvos da investigação sobre possíveis fraudes na compra de medicamentos. Larissa Rosado criticou o prefeito por manter secretários das pastas envolvidas nas suspeitas.
“O prefeito de Mossoró dizia em algumas entrevistas que tinha controle de tudo na gestão. Aí passa a operação policial, muda o discurso, dizendo ‘não, na minha gestão passei a responsabilidade para os secretários’. Diz também ‘eu não tenho compromisso com erro’, mas os secretários continuam lá, os envolvidos. O vice-prefeito ele não poderia afastar, porque está eleito pela população cumprindo o mandato, mas as pessoas que atestaram as compras, as pessoas que pagaram, estão todas lá”, criticou Larissa.
Ela finalizou: “Eu acho que a população, o eleitor é muito mais sábio do que o prefeito de Mossoró supõe, e o eleitor está percebendo a diferença do que é a realidade do que é o discurso, do que é a rede social, do que é a vida real.”
Por solicitação do deputado Gustavo Carvalho (PL) à presidência da Assembleia Legislativa, o secretário estadual de Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, poderá ser convocado a comparecer à Casa para esclarecer a situação de atraso dos repasses de empréstimos consignados dos servidores estaduais.
Gustavo Carvalho decidiu pela convocação do auxiliar do governo Fátima Bezerra (PT) um dia depois de sugerir a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a falta de repasses de recursos, sobretudo ao Banco do Brasil: ´”É evidente o interesse público e diretamente relacionada à transparência da gestão fiscal do Estado, bem como os direitos dos servidores”.
No ofício encaminhado ao presidente da Casa, deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB), o parlamentar do PL sugere que a convocação cumpra o papel institucional de fiscalização da Assembleia Legislativa. O requerimento irá para votação em plenário.
Além da Assembleia, Gustavo Carvalho também enviou ofício ao Ministério Público, direcionado ao procurador-geral de Justiça, Glaucio Garcia, renovando a solicitação de apuração do atraso nos repasses dos consignados.
No documento Gustavo Carvalho pontua que o tema “envolve não apenas questões financeiras, mas potenciais violações aos princípios da legalidade, moralidade, transparência e eficiência administrativa”.
Retrospectiva
Desde novembro, após receber as primeiras denúncias de atraso no pagamento de consignados, o deputado Gustavo vem solicitando esclarecimentos sobre a inadimplência do Estado, no que se refere aos pagamentos de consignados. Foram enviados ofícios ao Governo do Estado, Ministério Público e Banco do Brasil, além de denúncia feita ao Banco Central.
“O silêncio neste caso é tão grave quanto a própria dívida”, afirma Carvalho.
O deputado estadual Luiz Eduardo tem se somado às críticas ao governo Fátima Bezerra por se apropriar indebitamente de recursos do funcionalismo público. “O governo do PT, tem o hábito de colocar a culpa em todo mundo, mas não tem a responsabilidade de assumir a sua péssima administração. O atraso de sete meses do consignado, desde julho, que o governo não paga, não repassa, Pagar não, não repassa”.
Segundo Luiz Eduardo, os servidores “fazem empréstimos com os juros mais baratos, conseguindo o desconto do pagamento mensal desse consignado dos salários”, mas terminam sendo penalizados: “ E o que é pior, os servidores que não têm culpa de não estar sendo repassados, estão sendo negativados, negativados, ficando com o nome sujo, com o nome no Serasa e não consegue fazer nenhum outro tipo de empréstimo, nenhum outro tipo de contrato de empréstimo e de crédito em banco, porque o seu nome está negativado”.
Iniciativa
O deputado estadual Gustavo Carvalho tem sugerido a instalação de uma CPI da Assembleia Legislativa para investigar a falta de repasses de recursos de empréstimos consignados a instituições financeiras pelo governo Fátima Bezerra (PT), que são descontados dos salários dos servidores públicos estaduais. “A partir da próxima semana, se não tivermos uma resposta do governo, uma resposta dos órgãos fiscalizadores, nosso mandato vai conversar com a Casa no sentido de buscarmos uma apuração concreta numa Comissão Parlamentar Inquérito”, avisou.
Em pronunciamento na primeira sessão ordinária do ano na Assembleia, Gustavo Carvalho expôs a gravidade do que considera apropriação indébita “por esse governo irresponsável do PT, que envolve diretamente milhares de servidores públicos do Rio Grande do Norte com empréstimos consignados e a inadimplência do governo do Estado nos repasses desses valores às instituições financeiras.
“Isso é coisa de improbidade, é caso de prisão. O governo tem descontado dos seus servidores sem fazer a efetivação do pagamento na instituição bancária”, protestou Carvalho, que continuou: “O que é mais preocupante, desde novembro de 2025, este parlamento, através de nosso mandato, vem tentando obter informações sobre esse assunto e até hoje só encontramos silêncio, sigilo e barreiras institucionais”.
O Fevereiro Roxo é uma campanha nacional voltada à conscientização sobre doenças crônicas, entre elas, a fibromialgia – que se destaca por atingir cerca de 3% da população brasileira. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a patologia é caracterizada por dor generalizada, fadiga e impactos significativos na qualidade de vida, o que demanda acompanhamento contínuo e uma abordagem multidisciplinar, na qual a fisioterapia desempenha papel fundamental.
De acordo com Adriane Mazola Russ, docente do curso de Fisioterapia da Estácio, a doença é caracterizada por uma alteração na forma como o sistema nervoso processa a dor. “É como se o volume da dor estivesse constantemente aumentado, fazendo com que estímulos que normalmente não doeriam passem a ser percebidos como dolorosos”, explica.
Entre os sintomas mais comuns da fibromialgia estão a dor muscular difusa e persistente, fadiga intensa, sono não reparador, dificuldade de concentração e memória, além da sensibilidade aumentada. O que, segundo a especialista, pode dificultar atividades cotidianas e afetar a saúde emocional.
Conforme explica a docente, práticas simples contribuem para o controle da dor e a promoção do bem-estar, como:
Manter uma rotina regular de sono; Praticar atividade física leve a moderada; Evitar longos períodos de inatividade; Cuidar da saúde emocional; Manter alimentação equilibrada; Respeitar os limites do corpo. A fisioterapia, por sua vez, é uma das principais abordagens não medicamentosas no tratamento da fibromialgia. “As técnicas fisioterapêuticas ajudam a modular a dor, melhorar a circulação, reduzir tensões musculares e aumentar a capacidade física”, afirma a especialista.
Apesar das orientações, Adriane reforça, “não existe uma forma comprovada de prevenir a fibromialgia, já que a condição envolve fatores genéticos, emocionais, hormonais e ambientais. No entanto, alguns hábitos ajudam a reduzir crises e minimizar os sintomas”, reforça Adriane.
Como conviver melhor com a fibromialgia no dia a dia
Para pessoas com fibromialgia, devem ser evitadas atividades de alta intensidade sem preparo, treinos exaustivos ou exercícios que provoquem dor intensa durante ou após a prática. “A regra é movimento com conforto e regularidade, nunca com esforço excessivo. Entre os exercícios mais recomendados estão caminhadas leves, alongamentos, fortalecimento progressivo, hidroterapia, pilates clínico e atividades aeróbicas de baixo impacto”, orienta Adriane.
Outros cuidados fazem diferença na rotina de quem convive com a fibromialgia e ajudam a melhorar a qualidade de vida:
Organizar horários de sono; Praticar atividade física regularmente, mesmo em pequenas doses; Dividir tarefas ao longo do dia; Fazer pausas programadas; Manter boa hidratação; Buscar atividades que reduzam o estresse, como lazer e técnicas de relaxamento. Por fim, a fisioterapeuta avalia que a fibromialgia não impede uma vida ativa. “Com orientação adequada e ajustes na rotina, é possível conviver com a condição de forma mais leve e funcional”, finaliza.
O Rio Grande do Norte deve registrar 11.670 novos casos de câncer ao longo de 2026, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). A estimativa aponta que as neoplasias mais frequentes no estado devem ser as localizadas na mama feminina (51%), na próstata (49,7%) e no colo do útero (13,6%).
Para 2026, a estimativa do INCA é de 226,35 casos a cada 100 mil habitantes no RN. O estado é o terceiro do Nordeste com a previsão mais alta, considerando a taxa de incidência por habitantes, ficando atrás apenas do Ceará (233,49) e da Paraíba (236,20). O RN apresenta taxa inferior à média nacional, que é de 241,71 casos a cada 100 mil habitantes.
Juliana Florinda, oncologista do Huol-UFRN-Ebserh, revela que o número é alto para o estado. “Mostra que precisamos fortalecer estratégias de prevenção, diagnóstico rápido e tratamento no tempo certo, caso contrário, o câncer será diagnosticado em fases tardias nas quais não é mais possível o tratamento com intenção curativa”, disse a especialista.
O câncer de pele não melanoma deve representar cerca de 3.830 novos casos no estado, mas não entra no cálculo das taxas gerais de incidência. Isso ocorre por ser o tipo mais frequente e, na maioria dos casos, apresentar menor gravidade, sendo excluído das estatísticas principais para evitar distorções nos números.
A estimativa indica que as neoplasias malignas devem atingir mais mulheres, com cerca de 5.900 novos casos, enquanto entre os homens a projeção é de 5.770 registros. Entre o público masculino, o câncer de próstata deve responder por aproximadamente 70% dos diagnósticos. Já entre as mulheres, o câncer de mama pode representar cerca de 65% das neoplasias.
Florinda alerta que o principal fator para o aumento desses diagnósticos é a maior disponibilidade para o agendamento de exames. Segundo ela, existem estratégias para ampliar o rastreamento e reduzir os diagnósticos tardios, especialmente nos casos de câncer de mama e próstata.
“A campanha e aumento de vagas para realizar mamografias não deve acontecer apenas no Novembro Rosa, e sim durante todo o ano. Além disso, a orientação da população sobre a necessidade de realizar os exames anualmente e de conhecer o seu próprio corpo, para que ao observar uma alteração já fique atenta e procure um médico”, defende a oncologista.
Na capital potiguar, Natal, a previsão é de 2.930 casos em 2026, conforme os dados divulgados pelo levantamento. Em Natal, as estimativas indicam que as principais localizações dos tumores devem ser a mama feminina, que concentra 51,9% dos casos, seguida pela próstata, com 50,8%, e pelos cânceres de cólon e reto, que representam 16,7% dos registros.
Segundo Juliana Florinda, especialistas destacam a importância da adoção de hábitos de vida saudáveis. Entre as principais recomendações estão não fumar e evitar a exposição à fumaça do cigarro, manter o peso adequado e praticar atividade física regularmente, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, adotar uma alimentação equilibrada — com maior ingestão de fibras, frutas e verduras e menor consumo de ultraprocessados e carnes processadas —, manter a vacinação em dia contra o HPV e a hepatite B, além do uso regular de protetor solar.
De acordo com os dados apresentados no Boletim Epidemiológico do Câncer de 2025, em 2020 o estado registrou uma taxa de 250 casos por 100 mil habitantes. Já em 2024, esse índice subiu para 375 casos por 100 mil habitantes, indicando uma tendência de aumento no diagnóstico da doença.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) informou que, como ordenadora da política de saúde do estado, atua em parceria com municípios e entidades filantrópicas tanto no investimento em diagnóstico — como a regulação de exames — quanto no tratamento dos casos e na promoção da prevenção, por meio da rede de atenção básica coordenada em nível municipal.
A SESAP destacou ainda que, em 2023 e 2025, o Governo do Estado entregou dois centros de referência em oncologia, voltados ao atendimento da população das regiões do Mato Grande e do Potengi, em parceria com os municípios.
Ao defender o fim da escala de trabalho 6×1, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que governo vai dialogar com parlamentares, trabalhadores e empresários em busca de aprovar a mudança. Segundo ele, está na hora de reduzir a jornada de trabalho do País para que as pessoas tenham mais tempo para estudar e cuidar da família.
“Quem viveu no mundo do trabalho como eu sabe que hoje a juventude e as mulheres querem mais tempo. Mais tempo para estudar. Mais tempo para cuidar da família. Com o avanço tecnológico, a produção aumentou muito, então, você não precisa exigir de todo mundo isso”, disse nesta quinta-feira (5), em entrevista ao site de notícias UOL.
“Essa não é uma tarefa só do governo. O governo tem que estabelecer uma discussão com o Congresso Nacional. Nós vamos estabelecer discussão com o empresariado e com os trabalhadores. E fazer aquilo que é possível. O dado concreto é que está na hora da gente fazer uma mudança na jornada de trabalho desse País”, afirmou.
Na mensagem enviada pelo poder Executivo ao Congresso Nacional na última segunda-feira (2), em razão da retomada dos trabalhos legislativos, o presidente Lula listou como uma das prioridades para 2026 o fim da escala 6×1.
Conquistas Na entrevista, Lula falou sobre o impacto que programas sociais como o Gás do Povo, o Luz do Povo e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil tem na vida dos beneficiados
“A questão do imposto de renda é uma novidade extraordinária, porque é a primeira vez na história que quem ganha até R$ 5 mil não vai pagar. Uma professora que ganha R$ 5 mil, ela vai ter um ganho de R$ 4.800 por ano. É um 14º salário. E quem vai pagar a conta? As 110 mil pessoas mais ricas do Brasil, que poderiam até pagar mais”, exemplificou.
O presidente ainda destacou o bom momento que o Brasil atravessa com a menor taxa de desemprego da história e a inflação que vai ser entregue na meta e demonstrou otimismo com o futuro.
“Eu acho que o Brasil está no ponto de se transformar num País de alto valor agregado, com produção, com mais tecnologia, entrando na era da inteligência artificial, entrando na era dos data centers”.
O Rio Grande do Norte registrou 874 mortes violentas em 2025, número que cresceu 16,53% em relação a 2024, quando houve 750 crimes. O aumento ocorreu após quatro quedas sucessivas, em cinco anos, no número de vítimas de morte violenta letal e intencional no estado. Os dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Ainda assim, esse foi o segundo menor número de crimes violentos desde 2011 e caiu 62,6% em comparação ao ano mais violento da série histórica, 2017, quando houve 2.272 crimes. Dados do MJSP consolidados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed-RN) apontam que o total de crimes de homicídio doloso, feminicídio, latrocínio (roubo seguido de morte) e lesão corporal seguida de morte caiu entre 2020 e 2024.
Entre 2020 e 2024, o indicador sofreu quatro quedas anuais consecutivas, saindo de 1.356 para 750, uma redução de 44,7%. O movimento de baixa intensificou-se no final do período, com 2024 apresentando a queda mais acentuada (- 21,1% frente a 2023, caindo de 950 para 750). A sequência negativa foi rompida em 2025.
Para o presidente da Comissão de Segurança Pública e Política Carcerária da OAB/RN, Paulo Pinheiro, o aumento registrado nos dois últimos anos não foi tão significativo quanto a redução de crimes violentos letais e intencionais que vem sendo observada por meio de dados estatísticos.
“Não acho que fuja dos parâmetros do decréscimo desses crimes ao longo dos anos. No decorrer dos anos, o crime vai passando por mutações. Esse tipo de crime é feito de maneira mais organizada, e tem o aumento também das organizações criminosas. Isso acaba refletindo, mas entendo que é uma porcentagem mínima à vista do decréscimo [observado] ao longo dos anos”, avalia.
Segundo ele, a segurança pública potiguar recebeu diversos investimentos nos últimos anos, o que coíbe a prática de crimes violentos. “Tem sido feito um investimento na segurança pública, nas polícias, na infraestrutura do sistema prisional e na abertura de concursos”, aponta o secretário da Comissão Especial de Segurança Pública do Conselho Federal da OAB.
Entre 2024 e 2025, cresceu o número de vítimas de feminicídio no RN, de 19 para 21 (10,52%), e homicídio doloso, de 636 para 827 (30,03%). Por outro lado, caiu o número de vítimas de latrocínio, de 23 para 15 (-34,78%), e lesão corporal seguida de morte, de 72 para 11 (-84,72%).
Segundo o painel Divulgação de Indicadores de Violência e Criminalidade no RN, as ocorrências mais frequentes registradas na Polícia Civil do RN em 2025 foram estelionato (24.897), furto (21.604), ameaça (14.758), roubo (9.040) e injúria (6.419). Já a Polícia Militar do RN registrou 6.900 casos de perturbação do sossego alheio, 6.673 pedidos de policiamento, 3.727 ocorrências de violência doméstica e familiar, 2.537 ameaças e 2.332 roubos.
A tendência de queda observada entre 2017 – o pico de casos no estado – e 2025 se repetiu nas duas maiores cidades potiguares. A capital, Natal, apresentou uma redução de 73,9% em relação ao seu pior ano (2013, com 579 homicídios), registrando 151 mortes em 2025.
Já Mossoró alcançou a maior redução de sua série histórica iniciada em 2011, com 79 mortes violentas em 2025, um declínio de 66,8% se comparado ao pico de violência registrado no município em 2017 – ano que registrou 258 crimes.
Segurança não pode ser lida só por números, diz pesquisador
Francisco Augusto Cruz, especialista em segurança pública e sistema prisional, aponta que a segurança pública no RN apresentou em 2025 um cenário “de estabilização e melhora gradual quando analisado em perspectiva histórica”. O pesquisador alerta que é necessária uma análise sociológica do tema, para não reduzi-lo a números.
“A violência é um reflexo de desigualdades sociais, transformações urbanas, mercado ilegal e fragilidades na proteção social. O RN ainda convive com desafios importantes, especialmente nas periferias urbanas e em territórios com menor presença de políticas públicas estruturantes”, diz.
Para ele, o fato de em 2025 o estado ter o segundo menor número de crimes violentos da série iniciada em 2011 indica que houve mudanças no padrão da violência. “Houve fortalecimento da capacidade estatal de regulação do conflito violento, seja por meio da atuação policial, seja por reorganizações internas do próprio crime”, observa.
“Esse dado não significa que o problema esteja resolvido. Séries históricas mostram que a violência no Brasil costuma operar em ciclos. Portanto, o resultado deve ser interpretado como um avanço importante, mas que exige manutenção de políticas consistentes para evitar retrocessos”, avalia Cruz.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério Público Federal (MPF) assinaram acordo com o objetivo de intensificar ações de fiscalização e fortalecer o enfrentamento ao comércio ilegal de dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como cigarros eletrônicos ou vapes.
Em nota, a Anvisa informou que o acordo visa garantir o cumprimento da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 855/2024, que proíbe a fabricação, a importação, a comercialização, a distribuição, o armazenamento, o transporte e a propaganda de cigarros eletrônicos em território nacional.
“A ideia é unir a expertise técnica da Anvisa ao poder de atuação jurídica do MPF”, destacou a agência no comunicado.
O acordo terá vigência inicial de cinco anos, com reuniões periódicas entre as equipes responsáveis. Não há previsão de transferência de recursos entre as partes.
Entenda Entre as medidas previstas no acordo está o compartilhamento sistemático de informações técnicas e de dados sobre fiscalizações realizadas em ambientes físicos e virtuais.
Caberá à Anvisa fornecer subsídios técnicos e informações sobre as ações do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, enquanto o MPF fará a apuração das infrações identificadas e a articulação com outros órgãos de controle.
A parceria prevê ainda o desenvolvimento de ações de comunicação e sensibilização sobre riscos associados ao uso de cigarros eletrônicos como parte de estratégias de proteção à saúde pública.
O índice de adultos com obesidade atendidos pelo Sistema Único de Saúde no Rio Grande do Norte cresceu 200,8% entre 2019 e 2025, passando de 71.560 para 215.282 potiguares com a condição, dentro do recorte analisado. Em termos percentuais, 31,3% da população adulta atendida na rede pública do Estado (228.503 pacientes) estava obesa em 2019, contra 40,4% no ano passado (quando foram atendidos 532.102 adultos no SUS do RN), um aumento de 9,3 pontos percentuais. Os dados estão disponíveis no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) do Ministério da Saúde.
No Brasil, o índice de obesidade na população em geral dobrou em 18 anos, saindo de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024, segundo o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Igor Marreiros, que é cirurgião bariátrico no Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), em Natal, explica que as causas para o aumento registrado no RN e no País são multifatoriais e estão relacionadas a fatores como hábitos alimentares (20,9% dos natalenses ouvidos pelo Vigitel consumiram cinco ou mais alimentos ultraprocessados no dia anterior à entrevista), rotinas de trabalho e questões genéticas.
O médico chama atenção para o fato de que, no caso dos dados do Sisvan, as informações são uma amostra que representa a população mais vulnerável economicamente. Ele observa que a obesidade é uma condição que provoca diversas doenças como diabetes e hipertensão, as quais, consequentemente, levarão a problemas cardiovasculares e renais, insuficiência cardíaca e outros. “Isso acaba se transformando em um grande problema de saúde pública”, diz o médico.
Ele esclarece que existem grupos mais suscetíveis à obesidade, como aqueles ligados ao fator idade, uma vez que, com o envelhecimento do organismo, o metabolismo cai, gerando um aumento natural de gordura corporal. Mas este não é o principal grupo afetado, na avaliação do especialista. “As populações de menor renda são as mais suscetíveis porque, quanto menor a capacidade socioeconômica, maior a chance de optar pelo sedentarismo e de escolher alimentos de menor qualidade”, frisa Marreiros.
Essas populações, de acordo com o médico, são impactadas, ainda, por fatores como qualidade do sono. “São pessoas que geralmente vivem nas periferias, moram distante do trabalho e, portanto, gastam mais tempo com deslocamento. Isso impacta na quantidade de horas dormidas e nas atividades de lazer, tornando-as mais sedentárias”, sublinha. O sono foi um aspecto avaliado pela primeira vez pelo Vigitel (o sistema não divulgou os dados sobre obesidade por estados nem capitais).
O levantamento concluiu que 20,2% dos adultos nas capitais disseram dormir menos de 6 horas por noite e 31,7% dos adultos têm pelo menos um dos sintomas de insônia, com maior prevalência entre mulheres (36,2%) que homens (26,2%). Em Natal, o índice da população que dorme menos de seis horas por noite ficou em 19,7%. Também na capital potiguar, 28,7% têm pelo menos um dos sintomas de insônia, com prevalência maior do mesmo modo que no restante do país, em mulheres (28,8%).
Tratamento combinado
O tratamento para obesidade é feito por meio de uma combinação que envolve o uso de medicamentos, dieta, prática de exercícios físicos e cirurgia bariátrica, conforme detalha a médica-cirurgiã do Aparelho Digestivo, Anna Carolina Batista. Ela explica que a combinação depende da avaliação de cada paciente. “Também é possível que a pessoa tome os medicamentos sem a necessidade de bariátrica”, pontua Anna, que é diretora científica da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.
Segundo ela, o procedimento é indicado para os casos mais graves de obesidade. A condição é medida pelo índice de massa corporal (IMC) e também de forma individual, com base no quadro de complicações já desencadeadas em um paciente. “Se a pessoa obesa tem IMC 30, que caracteriza o grau I [mais leve], mas apresenta complicações como problemas renais, de visão ou diabetes, por exemplo, ela já é uma importante candidata à bariátrica”, detalha.
Anna Carolina Batista pontua que no Huol, principal unidade do Sistema Único de Saúde do RN a fazer cirurgia bariátrica, o número de procedimentos por mês varia entre 15 e 20, quantidade considerada alta dada a estrutura do hospital, mas que representa uma pequena fração diante da gravidade do problema. “Estudos em todo o país mostram que o Brasil opera menos de 1% dos pacientes com as condições para a bariátrica. E no SUS, esse índice é bem mais alarmante: apenas 0,3% dos pacientes com indicação são operados”, destaca.
Além do aumento nos números sobre obesidade, o Brasil registrou alta expressiva nos dados que mostram o cenário da população com sobrepeso: segundo o Vigitel, em 2024, 62,6% dos brasileiros tinham excesso de peso, contra 42,6% em 2006, crescimento de 20 pontos percentuais. No RN, os índices para os atendimentos no SUS se mantêm estáveis desde 2019, em cerca de 35%, conforme dados do Sisvan.
De acordo com o levantamento do Vigitel, o diagnóstico médico de diabetes em adultos apresentou aumento de 5,5%, em 2006, para 12,9% em 2024 no Brasil. A hipertensão em adultos, por sua vez, passou de 22,6% para 29,7%.
Em menos de 24 horas, o Rio Grande do Norte foi atingido por mais de 4 mil descargas atmosféricas, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (5) pela Neoenergia Cosern. Os dados consideram o período entre as 17h da quarta-feira (4) e as 15h desta quinta (5).
A maior concentração de raios foi registrada na região Oeste do estado, que enfrentou fortes chuvas durante a madrugada e o início da manhã desta quinta-feira. Somente em Mossoró foram contabilizadas 555 descargas atmosféricas no intervalo analisado. Em seguida aparecem os municípios de Governador Dix-Sept Rosado, com 417 raios, e Upanema, com 285 ocorrências.
A incidência de raios está diretamente relacionada às condições meteorológicas de cada região. Em períodos de instabilidade, as chuvas costumam ser acompanhadas de trovões, relâmpagos e descargas elétricas.
“Monitoramos as condições meteorológicas do Rio Grande do Norte 24 horas por dia, pois elas impactam diretamente a qualidade do fornecimento de energia elétrica. O volume de descargas atmosféricas registrado nas últimas 24 horas chama atenção. Para prevenir ocorrências, ampliamos em 64% a instalação de para-raios em todas as regiões do estado entre 2023 e 2025, reforçando a segurança da operação e a qualidade da energia distribuída”, afirmou Daniel Burgos, supervisor da Neoenergia Cosern.
Ao longo de 2025, o Rio Grande do Norte já registrou 43.832 quedas de raios, com destaque para as regiões Oeste e Seridó, que lideram o ranking estadual de incidência. Mossoró aparece em primeiro lugar, com 3.120 descargas, seguida por Upanema, com 3.091, e Santana do Matos, com 2.195 registros. Apesar dos números elevados, os dados indicam uma redução de 55% no total de descargas atmosféricas no estado em comparação com 2024.
Orientações de segurança em casos de chuvas com raios
Busque abrigo tão logo veja nuvens carregadas no céu ou escute um trovão;
Evite colher frutas, legumes ou verduras, abrigar-se ou caminhar perto de árvores;
Não fique próximo a animais e nem ande a cavalo;
Não fique próximo a cercas de arame;
Não fique próximo a objetos metálicos pontiagudos como enxadas, pás e facões;
Não se abrigue debaixo de varandas, barracos e celeiros;
Não caminhe em áreas descampadas;
Não fique parado em rodovias, ruas ou estradas;
Não suba em locais como telhados, terraços e montanhas;
Não tome banho em praia, rio, açude ou piscina durante uma tempestade;
Não utilize equipamentos elétricos ligados à rede elétrica;
Não fale ao telefone com fio ou utilizar o celular conectado ao carregador;
A ex-deputada estadual Larissa Rosado, líder do PSB no Rio Grande do Norte, não descartou ser candidata a vice-governadora na chapa do pré-candidato Cadu Xavier (PT), atual secretário estadual da Fazenda. De acordo com ela, o PSB segue aliado do PT no Estado e deseja participar da formação da chapa majoritária que vai à disputa no pleito de outubro.
“Nós defendemos que o PSB participe da chapa majoritária, que discuta quem serão os suplentes da governadora Fátima Bezerra para o Senado, que possa discutir quem será o vice-governador ou vice-governadora”, disse Larissa, em entrevista nesta quinta-feira 5 ao Central Agora RN, da TV Agora RN.
A dirigente relatou ter recebido com naturalidade o fato de seu nome ser citado publicamente como opção para a vice, mas ponderou que decisões dessa natureza exigem construção coletiva. “Agradeço os elogios que Cadu fez a mim e compreendo que, quando ele traça o perfil de que seja uma mulher, de confiança, leal, de que possa fazer um trabalho junto com ele, eu agradeço que o meu nome tenha sido lembrado. Mas eu entendo que isso passa por uma composição e por uma discussão”, declarou.
Ao tratar da chapa majoritária, Larissa Rosado também fez questão de sublinhar que o PSB trabalha uma candidatura própria ao Senado, com a ideia de fazer uma dobradinha com Fátima Bezerra (PT). Segundo ela, o nome colocado é o de Luizinho Cavalcante, ex-prefeito de Carnaubais. “É um militante do PSB histórico, é uma pessoa que tem total condição de fazer essa disputa no nosso partido”, afirmou.
Na avaliação da líder socialista, a combinação da candidatura do PSB ao Senado com o projeto do PT para o governo e para a outra vaga ao Senado reforça a coerência política do campo governista. Larissa destacou a afinidade histórica entre os partidos e elogiou o desempenho de Cadu Xavier à frente da Secretaria de Fazenda.
“A posição nossa, com certeza, é de apoio à candidatura de Cadu Xavier. Eu tenho o maior desejo de que o nosso partido possa fazer essa coligação, que a gente possa estar junto nessa luta”, afirmou. Para ela, há razões objetivas para sustentar esse alinhamento. “Acho que Cadu foi e é um grande secretário”, disse, ao citar resultados administrativos e investimentos realizados ao longo do atual governo.
Disputa deverá ser polarizada, afirma ex-deputada Sobre o perfil da eleição, a líder do PSB projetou que a disputa deverá ser polarizada entre direita e esquerda. Ela avalia que o pleito deverá se concentrar em um enfrentamento entre Cadu Xavier e o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos).
Ao comentar sobre o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), Larissa Rosado afirmou que o eleitor valoriza clareza de posições. “Eu acho que o eleitorado gosta de quem tem posição, de quem dá a cara a tapa, de quem diz onde está de fato”, disse. Na sua avaliação, mais do que discursos genéricos, a população busca identificação com projetos e ideias. “A gente precisa ter posição, a gente precisa ter o nosso lado, a gente precisa dizer onde a gente está claramente”, completou.
A dirigente também ponderou que, apesar das tentativas de setores ao centro de defender uma agenda menos ideologizada, a definição de lados tende a ganhar força.
Partido trabalha construção de nominatas Larissa Rosado também falou sobre o projeto do PSB para a disputa proporcional, que envolve a formação de nominatas para a eleição de deputado estadual e deputado federal. Ela reconheceu que o cenário eleitoral impõe dificuldades adicionais aos partidos, sobretudo após o fim das coligações proporcionais.
A dirigente explicou que o partido busca construir nominatas equilibradas, com condições reais de disputa para todos os candidatos. “O que a gente quer é formar uma nominata que seja acessível, que as pessoas concordem de fato, que disputem em pé de igualdade”, afirmou ela, comentando que o objetivo é evitar chapas com concentração excessiva de votos em poucos nomes.
Larissa confirmou ainda que seu próprio nome está à disposição do PSB para a disputa de deputada federal. A expectativa, de acordo com a ex-deputada, é consolidar nomes e filiações até o limite estabelecido pela legislação eleitoral (4 de abril para filiações).
Outro ponto destacado foi a relação com a direção nacional do PSB e a importância do apoio financeiro para viabilizar campanhas. Larissa afirmou que o partido no RN depende desse respaldo, como ocorre nos demais estados. A dirigente enfatizou que a discussão sobre viabilidade econômica faz parte do diálogo com possíveis filiados.
Durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Luiz Eduardo fez duras críticas ao discurso de parlamentares da base governista, que afirmam que a gestão da governadora Fátima Bezerra entregará um Estado melhor do que recebeu. Para o deputado, os dados atuais mostram o contrário.
Segundo ele, o Rio Grande do Norte recebeu uma dívida de precatórios de aproximadamente R$ 460 milhões no início da gestão e, após sete anos, o valor já chega à faixa de R$ 6 bilhões.
Luiz Eduardo também apontou problemas na segurança pública, citando a delegacia de São José de Mipibu, que estaria há dois meses sem viatura, além de atrasos no repasse de consignados dos servidores, descontados em folha desde julho e não transferidos às instituições financeiras.
O parlamentar ainda mencionou o atraso no pagamento do 13º salário de aposentados e pensionistas, os baixos índices de alfabetização infantil considerados os piores do Brasil e a precariedade das rodovias estaduais.
“Não dá mais para colocar a culpa no governo passado. Essa narrativa não encaixa mais. Alguém precisa assumir a responsabilidade”, declarou.
O deputado afirmou que seguirá cobrando providências. “Meu papel é fiscalizar, cobrar e defender o povo do Rio Grande do Norte”, concluiu.
A 1ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Norte (TJD/RN) julgou, na noite desta quinta-feira (5), e decidiu pela perda de pontos do América e Potiguar Seridoense, sobre escalação irregular de jogadores no Campeonato Potiguar. O alvirrubro potiguar perdeu 18 pontos e vai pagar R$ 15 mil. Além de estar na vice-lanterna da competição. A decisão ainda cabe recurso.
Já o Potyguar perde 15 pontos e ainda foi multado no valor R$ 12 mil.
O próximo passo de ambas as equipes será recorrer ao pleno do TJD.
A sessão foi para as 18h30. A presença no plenário do TJD foi permitida apenas para os auditores, os representantes dos clubes interessados e a imprensa.