Malafaia acusa Moraes de perseguição e faz críticas ao STF durante culto com Flávio Bolsonaro no Rio

Postado em 4 de maio de 2026

O pastor Silas Malafaia afirmou neste domingo 3 ser alvo de “perseguição política” e voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante culto realizado na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), na Zona Norte do Rio de Janeiro.

A cerimônia contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República, além de outras lideranças políticas como o ex-governador Cláudio Castro, o deputado federal Sóstenes Cavalcante, o deputado estadual Douglas Ruas e o ex-prefeito Marcelo Crivella.

Durante a pregação, Malafaia comentou o fato de ter se tornado réu no STF e afirmou que o inquérito das fake news teria sido criado para calar críticos da Corte. Segundo ele, há uma tentativa de intimidar opositores por meio de investigações judiciais.

Sem citar nomes diretamente ao comentar o processo, o pastor defendeu o direito à liberdade de expressão e disse que não cometeu crime ao fazer críticas genéricas. Em outro momento, mencionou Moraes e declarou que critica o ministro, mas não o odeia.

Réu por injúria no STF
Na última semana, a Primeira Turma do STF aceitou denúncia contra Malafaia por injúria. O caso teve origem em declarações feitas pelo religioso em ato realizado na Avenida Paulista, em abril de 2024, quando chamou integrantes do Alto Comando do Exército de “frouxos”, “covardes” e “omissos”.

Parte dos ministros entendeu que não houve indícios de calúnia, mas considerou que as falas podem configurar ofensa à honra, motivo pelo qual a denúncia por injúria foi recebida.

Reaproximação com Flávio Bolsonaro
Antes do culto, Flávio Bolsonaro e aliados participaram de encontro reservado com Malafaia. Ao deixar o local, o senador afirmou que havia ido ao templo para receber oração do pastor.

Durante a cerimônia, Flávio foi chamado ao altar e recebeu aplausos dos fiéis presentes. O gesto foi interpretado como sinal de reaproximação entre o senador e Malafaia, após meses em que o pastor demonstrou reservas públicas à pré-candidatura do parlamentar.

Recado para Bolsonaro
No encerramento do culto, Malafaia pediu que Flávio enviasse um abraço ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O pastor afirmou que está impedido de falar com Bolsonaro por decisão cautelar do ministro Alexandre de Moraes.

AGORA RN

Estado do RN registra 2.360 prisões por embriaguez ao volante em 5 anos

Postado em 4 de maio de 2026

O Rio Grande do Norte registrou 2.360 prisões por embriaguez ao volante nos últimos cinco anos, segundo dados da Polícia Militar do RN (PMRN) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Foram 1.807 detenções em vias estaduais e municipais, além de 553 em rodovias federais. Para especialistas, a fiscalização aumentou, mas ainda falta educação no trânsito no RN.


Em 2025, a PMRN registrou o maior número de prisões por embriaguez ao volante em uma década (488), na Operação Zero Álcool — que atua somente em Natal e na região metropolitana. Entre 2015 e 2025, a corporação realizou 2.437 prisões, somando os resultados dessa operação e os da Operação Lei Seca, que abrange todo o estado.

Após 357 prisões em 2016 — ano em que as penas da Lei Seca ficaram mais rígidas —, os anos de 2017 a 2021 registraram menos de 100 prisões cada. A partir de 2022, os números voltaram a crescer, com 253 registros naquele ano, até alcançar o pico de 2025. O ano com menos prisões foi 2019: 25 detenções.


Somente nos quatro primeiros meses de 2026, já são 240 detenções na Grande Natal. De acordo com o tenente-coronel César Fagundes, comandante do Batalhão Rodoviário Estadual e da Operação Zero Álcool, o maior número de prisões reflete o aumento da fiscalização na Grande Natal.


“As atividades vêm sendo feitas diuturnamente em horários alternados, o que evidencia o comportamento imprudente de boa parte dos condutores que não respeitam as normas de trânsito”, diz Fagundes. Os dados também refletem o aumento de blitzes em cidades que não recebiam foco em ações de trânsito, como Extremoz e Macaíba.

As prisões por embriaguez ao volante ocorridas no primeiro quadrimestre de 2026, em rodovias estaduais e vias municipais, concentraram-se em Extremoz (57), Macaíba (42) e Natal (38). “É natural que em locais sem presença de atividades de fiscalização haja um comportamento reiterado de inobservância às normas”, observa Fagundes.


Em Extremoz, a fiscalização ficou mais rígida a partir de janeiro de 2026, e em Macaíba, a partir de 2025. As detenções ocorrem quando os testes de alcoolemia — o teste do bafômetro — apontam valores superiores a 0,33 mg/L ou, mesmo diante da recusa ao teste, o condutor apresenta sinais de alteração da capacidade psicomotora.


Em rodovias federais, a PRF atua especialmente nos trechos mais críticos, com maior ocorrência da combinação entre álcool e direção: BR-101, BR-304 e BR-226. O inspetor da PRF Alex Raniere relata que a fiscalização aumenta em períodos festivos, como feriados.

“Tem a operação no final do ano, por exemplo, que começa em dezembro e vai até o período do Carnaval. Aí vêm a Operação Carnaval e a Operação Semana Santa, que encerrou no mês passado. Reforçamos o efetivo nesses períodos e nos trechos com maior fluxo de veículos, para tentar inibir esse tipo de conduta”, afirma.


Em 2026, segundo o inspetor, mais de 300 condutores foram flagrados dirigindo sob efeito de álcool no RN, e mais de 30 foram presos pelo crime de embriaguez ao volante. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) traz duas situações, explica o inspetor: infração e crime de trânsito, a depender da concentração de álcool no ar expelido identificada no etilômetro.


A infração ocorre quando o teste resulta em um valor igual ou superior a 0,05 mg/L. Se o teste for maior ou igual a 0,33 mg/L, a conduta configura crime. Ambas as situações são gravíssimas e acarretam penalidades.
Mesmo que o condutor recuse o teste, as autoridades têm outras formas de identificar o uso da substância, por meio da constatação de sinais de embriaguez. Com provas suficientes, é possível que o condutor responda criminalmente.

Lei Seca aumenta fiscalização

Em vigor desde 2008, a Lei Seca traz tolerância zero ao uso de álcool ou de substâncias psicoativas ao volante. A lei prevê que dirigir sob a influência dessas substâncias é infração gravíssima, punida com multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

A multa dobra em caso de reincidência em até um ano. Recusar a realização de teste do etilômetro, exame clínico, perícia ou outro procedimento que permita certificar a influência das substâncias resulta nas mesmas penalidades.


“A fronteira entre a infração administrativa e o crime de trânsito está, em regra, no grau de comprometimento do condutor e no risco concreto gerado pela conduta”, diz o advogado Maximiliano Fernandes, presidente da Comissão da Advocacia Criminal da OAB/RN.


Nem todo motorista multado é preso. “O crime de trânsito ocorre quando a conduta se enquadra nas hipóteses penais previstas no CTB, especialmente quando há concentração alcoólica acima do limite, sinais evidentes de alteração da capacidade psicomotora ou quando a direção alcoolizada resulta em acidente com lesão ou morte. Além das medidas administrativas, pode haver prisão em flagrante e condução à delegacia”, explica o advogado criminalista.


Além do caráter repressivo, especialistas frisam que a Lei Seca gerou impactos na melhoria da segurança no trânsito, ao coibir a combinação perigosa de álcool e direção. “Destacam-se o aumento das blitzes, maior conscientização coletiva, redução de acidentes em diversos períodos e o endurecimento progressivo das sanções administrativas e penais ao longo dos anos”, diz Fagundes.


“O intuito principal dessa lei é reduzir os acidentes de trânsito envolvendo pessoas que bebem e dirigem e enrijecer as penalidades para os condutores que cometem esse tipo de infração”, afirma Alex Raniere.


De acordo com o professor Emerson Melo, especialista em legislação de trânsito, pessoas alcoolizadas têm menores reflexos e capacidade de reação, o que coloca em risco a própria vida e a de terceiros. “O álcool contribui para o aumento da gravidade do acidente” — isto é, a substância potencializa os riscos de ocorrências com lesões graves ou morte.


“O CTB recentemente endureceu a pena a condutores que se envolvem em acidentes de trânsito sob efeito de álcool, que têm como resultado lesão grave ou morte. Além de responder de forma culposa, há aumento de pena”, explica Raniere.


Já Maximiliano Fernandes diz que “a Lei Seca consolidou a tolerância quase zero ao álcool na direção, ampliou meios de fiscalização e fortaleceu a percepção social de que beber e dirigir não é mera infração, mas conduta de alto risco.”

Proposta para agravar penas tramita na Câmara

O projeto de lei nº 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Máximo (Republicanos-DF), visa agravar ainda mais as penalidades para condutores que dirigem sob efeito do álcool. O PL tramita na Câmara dos Deputados, onde aguarda parecer do relator da Comissão de Viação e Transportes.


Em vez de multas de R$ 2.934,70, em caso de acidente com morte, o projeto prevê multa de R$ 29.347, além da suspensão do direito de dirigir por 10 anos. Em casos de acidentes com invalidez permanente, ele prevê multa multiplicada por 50 vezes e suspensão da CNH por cinco anos.


O projeto ainda determina que o motorista arque com as despesas médicas da vítima e pague indenização de até 10 vezes o valor da multa por infração gravíssima. Em caso de morte, essa indenização pode chegar a R$ 14.673,50. Para entrar em vigor, a proposta precisa ser aprovada na Câmara, no Senado e sancionada pelo presidente.


Na avaliação de Maximiliano Fernandes, “a certeza da punição costuma inibir mais do que a gravidade da pena” — para ele, é preciso haver fiscalização constante, blitz eficientes, testes de alcoolemia, investigação célere e julgamento rápido, senão o aumento da multa e da suspensão pode ter impacto limitado.


“As medidas ajudam e reforçam a mensagem estatal de intolerância à combinação álcool e direção, mas não bastam isoladamente. Para realmente reduzir mortes no trânsito, elas precisam vir acompanhadas de fiscalização ostensiva, educação preventiva e efetividade na responsabilização penal e administrativa”, afirma.


Além de penas mais severas, segundo o especialista, é possível ampliar mecanismos de fiscalização permanente para coibir as infrações. “Medidas regulatórias indiretas também ajudam: estímulo legal a transporte por aplicativo em grandes eventos, convênios para motorista da vez, campanhas obrigatórias em estabelecimentos que comercializam álcool e responsabilidade administrativa em eventos de grande porte”, destaca.

Escalada do crime

Prisões por embriaguez ao volante no RN (PMRN)

2016: 357 (Lei Seca)
2017: 91 (Lei Seca)
2018: 79 (Lei Seca)
2019: 25 (Lei Seca)
2020: 34 (Lei Seca)
2021: 44 (Lei Seca)
2022: 253 (Lei Seca)
2023: 477 (Lei Seca)
2024: 349 (Lei Seca)*
2025: 488 (Zero Álcool)
2026 (jan-abril): 240 (Zero Álcool)*

*Operação Lei Seca: todo o RN;
Operação Zero Álcool: Grande Natal
Prisões por embriaguez ao volante no RN (PRF)
Nos últimos cinco anos: 553

TRIBUNA DO NORTE

Governo sanciona lei que aumenta pena para furto, roubo, estelionato e latrocínio

Postado em 4 de maio de 2026

governo federal sancionou, nesta segunda-feira (4), a lei que aumenta as penas para crimes de furto, roubo, receptação, estelionato e latrocínio. O texto, aprovado pelo Congresso em março, visa endurecer o combate aos crimes patrimoniais no país.

Em relação ao furto, a pena geral passa de 1 a 4 anos para 1 a 6 anos de reclusão — aumentando pela metade caso o crime seja praticado durante a noite. No caso de furto por meio de fraude (golpes virtuais), a pena passa de 4 a 8 anos para 4 a 10 anos de reclusão. O mesmo acontece quando:

  • O furto envolve veículo transportado a outro estado ou para o exterior;
  • O furto envolve gado e outros animais de produção;
  • O furto envolve dispositivos eletrônico ou informático;
  • O furto envolve armas e substância ou aparelhos explosivos.

Quanto ao crime de roubo, a pena geral de 4 a 10 anos passa para 6 a 10 anos, com aumento de 1/3 à metade para duas novas situações semelhantes à do furto: celulares, computadores, notebooks e tablets; e arma de fogo. Se o roubo for contra bens que comprometam o funcionamento de órgãos da União, a pena será de 6 a 12 anos de prisão, além de multa.

Quando o roubo ocorrer com violência resultando em lesão grave, a pena atual de 7 a 18 anos passará para 16 a 24 anos. Já no caso do latrocínio (roubo seguido de morte), o condenado poderá ser punido com 24 a 30 anos de prisão. Até então, a pena era de 20 a 30 anos.

A lei também aumenta a pena para crime de receptação (quando alguém recebe algum item roubado para revender). Neste caso, a pena passa de 1 a 4 anos para 2 a 6 anos de reclusão. A condenação é maior quando o caso envolve animal doméstico ou animal de produção ou carnes, chegando de 3 a 8 anos de prisão.

Em relação ao crime de estelionato, com pena de 1 a 5 anos de reclusão, a lei introduz a tipificação específica “conta laranja”, quando uma conta é cedida para movimentar recursos destinados ao financiamento de crimes ou vindos dessa atividade.

Além disso, aumenta a pena para 4 a 8 anos de prisão caso o estelionato seja cometido com a utilização de informações fornecidas pela vítima ou por terceiros. Atualmente, essa pena já é aplicada aos golpes ocorridos quando as vítimas são induzidas a erro por meio de redes sociais, contatos telefônicos, envio de e-mail fraudulento ou outros meios virtuais.

SBT

Bolsonaro tem boa evolução clínica e segue internado para reabilitação, diz boletim médico

Postado em 4 de maio de 2026
(São Paulo – SP, 11/06/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro durante a execução do Hino Nacional.
Foto: Alan Santos/PR


O ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) teve boa evolução clínica e segue internado no hospital DF Star, em Brasília, para reabilitação. A informação é do boletim disponibilizado pela equipe médica, às 12h40 deste domingo (3).

Bolsonaro receberá analgésicos para controle da dor, prevenção de trombose e reabilitação motora e funcional, dizem os médicos.

Ele foi internado na sexta-feira (1º) para ser submetido a uma cirurgia no ombro, para reparo artroscópico do manguito rotador à direita. O procedimento levou três horas, conforme o cardiologista da equipe, Brasil Caiado, afirmou no mesmo dia.

“Galego já está sem oxigênio nasal, conseguiu tomar sopa, e os dedos da mão do braço do procedimento – que é normal não se mexerem por conta do anestésico – já voltaram a se movimentar nesta noite. Está bem, graças a Deus!”, escreveu a esposa Michelle Bolsonaro naquele dia.

O boletim médico do sábado indica que o ex-presidente deve ter alta na segunda-feira. Como está em prisão domiciliar temporária ele voltará ao condomínio Solar de Brasília, onde passa por restrição de visitas e de comunicação em razão da pena que cumpre desde novembro.

A defesa de Bolsonaro havia pedido a autorização em 21 de abril, a partir de exames da equipe médica que acompanha o ex-presidente.

Segundo os relatórios médicos enviados ao STF, Bolsonaro se queixava de “dores recorrentes e intermitentes” no ombro que exigiam uso diário de medicação analgésica.

A cirurgia precisou ser autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)Alexandre de Moraes, porque Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.

Estadão Conteudo

Governo Federal lança Desenrola 2.0 nesta segunda-feira (04) com uso do FGTS para o pagamento de dívidas

Postado em 4 de maio de 2026

O governo federal lança, nesta segunda-feira (04), o novo Desenrola Brasil, chamado de Desenrola 2.0, que permitirá o saque de até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento de dívidas.

O programa permitirá a negociação de débitos como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, com juros de até 1,99% e descontos que podem chegar a 90%.

Além da liberação parcial do FGTS, a adesão ao programa estará condicionada ao bloqueio do usuário em plataformas de apostas on-line por 1 ano. Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a medida busca evitar que recursos sejam direcionados para jogos.

“Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando”, disse.

O novo pacote mira os trabalhadores de baixa renda, com expectativa de atingir um volume maior de débitos — estimado em até R$ 140 bilhões — e oferecer condições mais vantajosas. Além disso, o programa integra um pacote econômico mais amplo do governo, que inclui medidas para estimular o consumo e discutir ajustes na carga tributária.

O “Desenrola 2.0” deve beneficiar 80,4% das famílias brasileiras que se encontram atualmente endividadas, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

“O que a gente está exigindo, com a contrapartida dos bancos, é que haja uma taxa de juros muito menor do que a praticada nesses três segmentos [CDC, cartão de crédito e cheque especial], que são créditos caros que as pessoas têm que tomar no Brasil. Estamos falando de taxas de juros que variam entre 6% e 10% ao mês”, afirmou o ministro da Fazenda, Dario Durigan ao detalhar o programa.

“Então, uma dívida de R$ 10 mil, por exemplo, no mês seguinte, ela possivelmente vai ser uma dívida de R$ 11 mil. Uma família brasileira que recebe um salário médio, possivelmente não sairá desse ciclo de atualização da sua dívida. Então, com um desconto amplo, a gente vai chegar a descontos de até 90% nesse programa”, acrescentou.

Quem poderá aderir?
O “Desenrola 2.0” será direcionado a brasileiros com renda mensal de até cinco salários mínimos, o que equivale hoje a aproximadamente R$ 8.105. O governo ainda não divulgou oficialmente todos os trâmites para a adesão ao programa, mas o processo será centralizado pelo site oficial do governo federal.

Durigan afirmou que tanto as medidas adotadas na primeira versão do programa “Desenrola”, em 2023, quanto as iniciativas atuais têm caráter excepcional, ou seja, não devem ser encaradas como recorrentes. Segundo ele, o país vive uma situação excepcional, o que justifica esse tipo de ação.

O ministro disse ainda que o Desenrola 2.0 deve incluir também medidas de educação financeira e restrições relacionadas a apostas e jogos online, que vêm sendo apontados como fator de endividamento. O governo estuda tornar a participação em cursos ou módulos de educação financeira uma obrigatoriedade para quem deseja usufruir dos descontos e prazos do programa.

“Tanto no Desenrola que aconteceu em 2023 quanto no de agora, tratam-se de medidas pontuais e as pessoas não devem contar com a recorrência desse tipo de medida. Nós estamos vivendo uma situação excepcional, as famílias têm um problema, estamos vendo uma guerra e vendo alguns impactos que muitas vezes fogem ao nosso controle”, declarou.

SBT

Chuvas na Paraíba: Governo Federal envia equipe e prepara apoio a municípios afetados

Postado em 4 de maio de 2026

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), envia neste domingo (3) uma equipe técnica à Paraíba para apoiar municípios atingidos pelas fortes chuvas. O objetivo é orientar as prefeituras sobre o reconhecimento federal de situação de emergência e a solicitação de recursos para ações de assistência humanitária, restabelecimento e reconstrução.

De acordo com o balanço mais recente da Defesa Civil estadual, cerca de 16,1 mil pessoas foram afetadas, com 624 desalojados, 703 desabrigados e dois óbitos. Os maiores impactos concentram-se em Bayeux, Rio Tinto, Mamanguape, Sapé, Ingá, João Pessoa e Cabedelo.

Ação federal e apoio técnico aos municípios

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou que mantém contato com autoridades locais para acompanhar a situação e garantir o suporte do Governo Federal. Segundo ele, o reconhecimento dos municípios será feito de forma imediata quando necessário.

“Vamos reconhecer de forma imediata os municípios que precisarem desse reconhecimento. Esse é um passo fundamental, pois permite mobilizar toda a estrutura do Governo Federal — desde as Forças Armadas e a Defesa Civil Nacional até as ações necessárias para o restabelecimento da normalidade”, afirmou.

O diretor do Departamento de Obras de Proteção e Defesa Civil da Sedec, Paulo Roberto Farias Falcão, explicou que a equipe federal prestará apoio técnico no levantamento de danos e na orientação para acesso aos recursos federais. Ele está em Pernambuco participando de reuniões com autoridades locais desde a chegada da equipe da Defesa Civil Nacional ao estado.

“A missão aqui do Governo Federal é prestar apoio. Estamos na fase de levantamento de danos, identificando demandas e orientando estados e municípios para solicitar recursos”, disse.

Alertas e riscos de novas chuvas

Paulo Falcão também alertou a população sobre a importância de acompanhar os avisos da Defesa Civil e evitar áreas de risco durante períodos de chuva intensa. Ele destacou o uso do sistema Defesa Civil Alerta, que envia notificações por celular.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou, neste sábado (2), um alerta laranja para chuvas intensas no Nordeste, com previsão de acumulados entre 50 e 100 mm e ventos de 60 a 100 km/h, aumentando o risco de alagamentos e interrupções de energia.

O aviso inclui áreas da Região Metropolitana do Recife, Agreste e Zona da Mata de Pernambuco, além das regiões da Mata Paraibana, Agreste e Borborema, na Paraíba. O órgão também renovou um alerta amarelo, válido para 115 municípios até as 10h deste domingo (3), enquanto o alerta laranja abrange 69 cidades até as 23h59 deste sábado (2).

Como solicitar recursos federais

Estados e municípios com reconhecimento federal de situação de emergência ou calamidade pública podem solicitar recursos ao MIDR por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).

A partir dos planos de trabalho enviados, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia metas e valores. Após aprovação, os repasses são oficializados por portaria no Diário Oficial da União (DOU).

Capacitação para resposta a emergências

A Defesa Civil Nacional também oferece cursos a distância para capacitar agentes municipais e estaduais no uso do S2iD. A iniciativa busca qualificar profissionais das três esferas de governo para atuação eficiente em situações de emergência.

98FM

Desaprovação de Trump atinge novo recorde em meio à guerra com o Irã

Postado em 4 de maio de 2026

desaprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu 62%maior nível registrado em seus dois mandatos. Os dados são da pesquisa Washington Post-ABC News-Ipsos, divulgada no domingo (3).

Segundo o levantamento, o resultado foi influenciado pela guerra contra o Irã. O conflito, lançado para conter o programa nuclear iraniano (leia mais abaixo), se expandiu para o Estreito de Ormuz, rota de cerca de 20% do petróleo mundial, pressionando a economia global.

Nos Estados Unidos, o preço da gasolina, por exemplo, subiu mais de 40%, chegando a cerca de US$ 4,18 (R$ 20,89) por galão desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Ao todo, 66% dos entrevistados disseram desaprovar a condução de Trump na crise, ante 33% que afirmaram aprovar as decisões do presidente.

A pior avaliação está ligada ao custo de vida, categoria em que Trump é desaprovado por 76% dos norte-americanos e aprovado por 23%. Em relação à inflação, a aprovação do presidente chega a 27%. No cenário econômico geral, 34% disseram aprovar as decisões de Trump — sete pontos a menos do que o registrado na última pesquisa..

A alta desaprovação de Trump preocupa aliados republicanos, que temem que o presidente perca o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato, em novembro deste ano. Conforme a pesquisa, os democratas lideram a preferência para a Câmara por 5 pontos percentuais (p.p) entre os eleitores registrados, vantagem que sobe para 9 p.p entre os que dizem ter certeza que irão votar.

A pesquisa Washington Post-ABC News-Ipsos foi realizada de forma online, entre 24 e 28 de abril, com 2.560 adultos nos Estados Unidos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Guerra no Irã
Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.

Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.

Agora, em seu segundo mandato, Trump vinha pressionando o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.

No começo do ano, os países se reuniram para debater um novo acordo nuclear, em um encontro descrito como “positivo” pelas delegações. Dias depois, no entanto, Trump acusou o Irã de “voltar a perseguir suas ambições nucleares”, mesmo após os ataques de 2025, e autorizou novos bombardeios contra o país, desta vez em parceria com Israel.

O conflito se expandiu após o Hezbollah, aliado do Irã, lançar mísseis contra Israel, que respondeu atacando alvos em todo o Líbano, país onde o grupo é dominante. Além disso, drones iranianos atingiram bases militares europeias no Oriente Médio. As hostilidades ainda escalaram para o Estreito de Ormuz, pressionando a economia global.

Em abril, Estados Unidos, Israel e Irã aceitaram um acordo de cessar-fogo. A proposta, mediada pelo Paquistão, foi formalizada a menos de 1h30 do fim do ultimato dado pelo presidente norte-americano para a reabertura do Estreito de Ormuz. O republicano havia afirmado que, caso a rota não fosse reaberta, “uma civilização inteira morreria para nunca mais ser ressuscitada”.

SBT

Câmara tem sessão nesta segunda e abre contagem para avançar com fim da 6×1

Postado em 4 de maio de 2026

A Câmara dos Deputados dá início aos trabalhos desta semana com uma sessão deliberativa para acelerar o rito da comissão especial que analisa a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) sobre o fim da jornada de trabalho 6×1.

O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou uma reunião em plenário para a tarde desta segunda-feira (4) com o objetivo de avançar com a contagem das dez sessões necessárias para a apresentação de emendas à proposta.

Apenas depois desse prazo o relator da PEC, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), poderá apresentar o seu parecer na comissão especial e já pedir que a matéria seja pautada.

Motta marcou reuniões em plenário para todos os dias desta semana, assim metade do prazo necessário pelo regimento será atingido. É rara a realização de sessões na segunda e na sexta-feira na Câmara, que costuma ter deliberações apenas de terça a quinta.

O presidente da Casa quer aprovar a proposta na comissão e no plenário ainda em maio como uma sinalização ao Dia do Trabalhador. Ele deve alinhar um calendário com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), para que a iniciativa seja promulgada até o final de junho.

Enquanto corre o prazo de sessões em plenário, a comissão especial da PEC pretende analisar o plano de trabalho do relator e votar requerimentos, incluindo um convite para ouvir o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. Esses itens já estão previstos em uma reunião marcada para terça-feira (5).

Outra frente de trabalho é a realização de seminários em estados, a começar por João Pessoa, capital da Paraíba, na quinta-feira (7). Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP) também devem receber os debates sobre a mudança na escala de trabalho ainda no mês de maio.

Por enquanto, a previsão é de que o presidente da Câmara participe apenas da discussão em seu estado, onde tentará ser reeleito para mais um mandato de deputado federal em outubro.

Instalado na quarta-feira (29), o colegiado poderá ter mais de uma reunião durante a semana para avançar com o debate, segundo o presidente da comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP). Por enquanto, apenas uma sessão está marcada para esta semana.

Nessa fase inicial do colegiado, os deputados devem discutir o mérito da PEC, ou seja, os termos da proposta. Devem ser debatidos, por exemplo, uma regra de transição e possíveis compensações para setores produtivos.

Pauta eleitoral
A redução da jornada é um tema prioritário do governo, que aposta no apelo popular como trunfo eleitoral e um meio de pressão para acelerar a análise no Congresso. No domingo (3), o Planalto lançou uma campanha pelo fim da escala de trabalho 6×1 em canais de mídia digital, televisão, rádio, jornais, cinema e na imprensa internacional.

Motta também tem feito da pauta sua principal bandeira dentro da Câmara e quer deixar sua digital na aprovação da proposta. O Executivo enviou um projeto de lei, em regime de urgência, sobre a mudança na jornada para um modelo 5×2, com cinco dias de trabalho e dois de descanso. O presidente da Casa, no entanto, decidiu priorizar a análise via PEC, mirando dar protagonismo ao Legislativo.

Na comissão especial, serão analisadas duas propostas que tramitam em conjunto, uma apresentada por Reginaldo Lopes (PT-MG) e outra pela deputada Erika Hilton (PSOL-MG). As PECs já foram aprovadas pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara, onde foi avaliado o cumprimento das regras constitucionais.

O governo defende a redução das atuais 44 horas previstas na Constituição para 40 horas semanais. Representantes de setores econômicos, no entanto, têm pressionado por incentivos, como uma nova regra de desoneração, para compensar possíveis impactos.

*Com informações de Emilly Behnke, Jussara Soares e Larissa Rodrigues. CNN

Óticas Mirna promove grande liquidação de Dia das Mães com 50% de desconto

Postado em 3 de maio de 2026

A rede Óticas Mirna, presente em mais de 50 cidades no RN, PB e PE está promovendo uma liquidação nesta semana.

Segundo um de seus proprietários, o sr. Manuel do Ó, esta ação durará uma semana e acontece em razão da comemoração do dia das mães.

Pessoas que se interessarem em renovar seus óculo podem procurar qualquer das duas unidades de Currais Novos e comprar seus óculos pela metade do preço.

Ainda segundo Sr. Manuel do Ó, a empresa oferece lentes digitais com tecnologia Freeform e grifes de armações exclusivas, e ainda laboratório digital, o que, segundo ele, garante qualidade e agilidade na entrega dos óculos.

Novo Mundo da Tia Ana: mais conforto, cuidado e liberdade para as crianças em Currais Novos

Postado em 3 de maio de 2026

“Alô, papais e mamães de Currais Novos… temos uma novidade linda pra vocês! 💛

O Mundo da Tia Ana está de casa nova… e continua ainda mais especial!

Continua na Avenida Juventino da Silveira, um pouco mas proximo ao campo, no numero 223 — em um espaço pensado com carinho para acolher nossas crianças com mais conforto, segurança, ambiente climatizado e muita liberdade pra ser criança de verdade.

O Mundo da Tia Ana acredita em algo muito importante: criança precisa brincar… mas brincar de verdade.
Sem telas, sem excessos… com imaginação, com autonomia, com descoberta.

Com espaços lúdicos, interativos, aquela deliciosa caixa de areia que eles amam… tudo pensado para o desenvolvimento saudável, respeitando o tempo e a essência de cada criança. 🌱

E para as famílias, oferecemos uma rede completa de cuidado e aprendizado:
berçário, contraturno, ensino bilíngue, reforço escolar, aulas de música, artes e artes plásticas… além de aniversários cheios de significado e alegria. 🎨🎶

Tudo isso no coração da cidade, com um olhar diferente… mais humano, mais próximo, mais verdadeiro.

Mundo da Tia Ana.
Um lugar onde a infância é vivida com presença… e guardada com amor.” ✨

@mundodatiana_

Encontro reforça articulação e possível alinhamento político para 2028

Postado em 2 de maio de 2026

A política de Currais Novos já começa a se movimentar nos bastidores, não apenas pensando no cenário atual, mas também projetando as articulações para 2028.

Uma reunião realizada nesta semana reuniu nomes conhecidos do meio político local: Paulinho do Tempero, Lucas Gabriel e Geraldo Dantas (GG).

O encontro, em clima descontraído, chamou atenção pela sintonia entre os participantes, evidenciando um possível alinhamento político entre as lideranças. A conversa reforça a leitura de que os diálogos já estão em curso e que novas composições podem surgir no cenário político da cidade.

Nos bastidores, a movimentação é vista como um indicativo de que mudanças e novidades podem marcar os próximos capítulos da política em Currais Novos, com articulações que já começam a ganhar forma.

NELTER QUEIROZ RECEBE TÍTULO DE CIDADÃO MESSIAS-TARGINENSE E DESTACA PARCERIA COM O VEREADOR JUSCELINO JALES

Postado em 2 de maio de 2026

O deputado estadual Nelter Queiroz (Progressistas) foi homenageado, nesta sexta-feira (1º), com o Título de Cidadão Messias-Targinense, durante solenidade realizada no município de Messias Targino, dentro da programação alusiva aos 64 anos de emancipação política do município, celebrado no próximo dia 8 de maio.

A honraria foi proposta pelo vereador e presidente da Câmara Municipal, Juscelino Jales, com quem o parlamentar mantém uma atuação conjunta em defesa dos interesses da população local. Nelter destacou a importância da parceria institucional e política com o vereador, ressaltando o compromisso de ambos com o desenvolvimento do município.

“Recebo essa homenagem com muita emoção e gratidão. Agradeço ao vereador Juscelino Jales pela iniciativa, pela confiança e, principalmente, pela parceria firme em defesa do povo de Messias Targino. Esse reconhecimento reforça ainda mais nossa responsabilidade de seguir trabalhando por essa terra”, afirmou o deputado.

A solenidade contou com a presença do prefeito Arthur Targino, acompanhado de sua esposa Lara Maia, do vice-prefeito Anderson Medeiros, além de vereadores, lideranças políticas e comunitárias. Também prestigiaram o momento o Conselheiro do Tribunal de Contas, Dr. Gilberto Jales e o ex-deputado Manoel Mário, entre outras autoridades.

Nelter Queiroz fez questão de agradecer à população de Messias Targino pela acolhida calorosa, bem como aos demais homenageados e seus familiares. O destacou que seguirá atuando em parceria com o vereador Juscelino para levar melhorias e desenvolvimento ao município. “O carinho que recebi aqui só aumenta minha disposição de continuar lutando por Messias Targino e por todo o povo do Rio Grande do Norte”, concluiu.

Uso prolongado do celular pode sobrecarregar o pescoço e levar a dores crônicas

Postado em 2 de maio de 2026

A população brasileira é marcada pelo uso constante do smartphone, seja para o trabalho, comunicação ou entretenimento. Os dados mais recentes da PNAD Contínua TIC 2024 do IBGE mostram um avanço recorde no uso de celulares no Brasil. Em 2024, 88,9% da população com 10 anos ou mais possuía celular para uso pessoal. No entanto, esse hábito cultural tem impactado a saúde da coluna. O tempo prolongado de tela, associado à má postura, está provocando uma escalada nos casos de cervicalgia, como são chamadas as dores no pescoço, em faixas etárias cada vez mais jovens.

De acordo com Marcos Ferreira Junior, ortopedista especialista em cirurgia de coluna do Hospital Orizonti, a flexão do pescoço ao usar o celular é a principal responsável. “Nosso pescoço está preparado para suportar o peso da cabeça, que é de cerca de cinco quilos, em média. Quando o indivíduo inclina a cabeça em 60 graus para olhar o celular, a carga suportada pelo pescoço pode chegar a 30 kg. Essa sobrecarga exige um esforço enorme de toda a musculatura para estabilizar a cabeça, gerando dores no pescoço, ombros e costas”, explica o médico.

A longo prazo, essa sobrecarga pode causar a retificação da lordose cervical, quando o pescoço fica mais reto e rígido, acelerar a degeneração dos discos e articulações e, em pessoas com predisposição, precipitar o surgimento de hérnias de disco. Em casos extremos, a má postura contínua pode levar ao aumento da cifose, causando inclusive alterações estéticas.

Os primeiros sinais de que há um excesso de uso e sobrecarga são a dor e a sensação de rigidez, a dificuldade de movimentar ou esticar o pescoço. No entanto, o médico alerta que alguns sintomas indicam a necessidade de buscar ajuda especializada de forma mais imediata, como a dor constante que dure mais de uma semana ininterrupta ou dores muito fortes que não apresentam melhora com analgésicos comuns. Dores que se espalham para os membros superiores, como ombros e braços, e a presença de dormência, formigamento ou perda de força nas mãos e nos braços também servem de alerta para ir ao pronto atendimento.

Para evitar o surgimento ou o agravamento das dores, o especialista lista mudanças de hábitos essenciais:

Atenção à postura: Ao usar o smartphone, levante os braços e mantenha o aparelho na altura dos olhos, evitando dobrar o pescoço para baixo.
Pausas regulares: Limite o tempo de uso contínuo. Faça pausas de 30 a 60 minutos. Durante o intervalo, faça movimentos de “sim e não” com a cabeça e estique a musculatura (flexão e extensão do pescoço).
Ergonomia no Home Office: Utilize cadeiras que permitam apoiar bem as costas e a cabeça. O uso de apoio para os braços é fundamental para não sobrecarregar a musculatura e ajudar a manter o celular na altura correta.
Atividade física: Pratique exercícios físicos regularmente, com foco no alongamento e fortalecimento da musculatura da coluna e região cervical.
O ortopedista do Hospital Orizonti ressalta que o tratamento cirúrgico é uma rara exceção, indicado apenas para casos de compressão neurológica grave. Na maioria dos pacientes, o problema é resolvido com reabilitação física, por meio de fortalecimento, alongamento e prevenção.

NOVO Notícias

Michelle diz que Bolsonaro já retirou oxigênio e voltou a mover mão após cirurgia

Postado em 2 de maio de 2026

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (1º) que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou evolução no quadro de saúde após passar por uma cirurgia no ombro direito no hospital DF Star.

Segundo Michelle, Bolsonaro já retirou o oxigênio nasal, conseguiu se alimentar e voltou a movimentar os dedos da mão do braço operado.

Galego já está sem oxigênio nasal, conseguiu tomar sopa e os dedos da mão do braço do procedimento já voltaram a se movimentar”, escreveu nas redes sociais.

Cirurgia durou três horas

De acordo com boletim médico, noticiado pelo Estadão, a cirurgia transcorreu bem. O cardiologista Brasil Caiado informou que o procedimento durou cerca de três horas e, até o momento, não há previsão de alta.

Os médicos realizaram um reparo artroscópico do manguito rotador direito, relacionado à articulação do ombro.

Moraes autorizou procedimento

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a cirurgia porque Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.

A defesa solicitou autorização no dia 21 de abril após exames apontarem dores recorrentes e necessidade de uso diário de analgésicos.

STF restringiu visitas durante internação

Na decisão, Moraes autorizou Michelle a acompanhar Bolsonaro durante toda a internação. Além disso, o ministro suspendeu visitas de advogados e familiares sem autorização judicial.

O magistrado também proibiu o uso de celular no leito hospitalar e determinou escolta e vigilância permanente pela Polícia Militar do Distrito Federal durante o período de internação.

Por fim, Moraes deu prazo de 48 horas para que a defesa apresente ao STF um relatório médico detalhado sobre a cirurgia.

98fm

RN tem menor índice de leitores do País, aponta pesquisa nacional

Postado em 2 de maio de 2026

O Rio Grande do Norte é o Estado com a menor proporção de leitores do Brasil, com apenas 33% da população declarando o hábito, segundo a 6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro em 2024. No cenário nacional, 53% dos entrevistados se consideram “não leitores”, enquanto 47% afirmam ler livros — índice inferior ao registrado em 2019, quando os leitores eram 52% da população.

O levantamento ouviu 5.504 pessoas, alfabetizadas ou não, em 208 municípios brasileiros, por meio de entrevistas domiciliares. Os dados também mostram desigualdades regionais: o Nordeste apresenta o menor percentual de leitores, com queda de 48% em 2019 para 43% em 2024, enquanto a região Sul concentra a maior incidência, com 53%

A pesquisa aponta ainda diferenças por gênero e faixa etária. As mulheres lideram o hábito de leitura, somando cerca de 50 milhões de leitoras no país, contra 43 milhões de homens. Entre os grupos etários, apenas as faixas de 11 a 13 anos e de pessoas com mais de 70 anos não registraram queda no número de leitores.

Parte do acesso à literatura ocorre por meios digitais. De acordo com o estudo, 30% dos entrevistados leem livros pela internet e 28% utilizam a rede para buscar informações sobre obras, autores e lançamentos. Em 2024, 38% dos brasileiros tiveram contato com a literatura em formatos digitais, como e-books e audiobooks.

Apesar dos índices, iniciativas locais buscam estimular a leitura no Rio Grande do Norte. Segundo o autor e editor José Correia, da Caravela Selo Cultural, há um conjunto de ações em andamento no Estado. “Podemos citar os Clubes de Leitura Páginas Vividas, Banquete de Livros, Lendo Junto, do TRT-RN, Entre Páginas, de Leitura do Rock, Nobel de Literatura, bem como entidades que atuam diretamente com projetos de produção literária, como o Casarão da Poesia, a Sociedade dos Poetas Vivos e Afins, o TJRN, com o projeto Escritores e Escritoras do Cárcere, além das editoras independentes do estado”.

Correia avalia que o ambiente digital ampliou as formas de acesso e consumo de livros. “Com a possibilidade de produção de livros digitais em múltiplos formatos, ampliou-se também a forma de ler, de conhecer a literatura falada e de associar o ato de ler a outras atividades: é ouvir um audiolivro no aparelho de som do carro, em uma viagem de ônibus, durante caminhadas ou em qualquer outro momento”, disse.

Para ele, o crescimento do digital não representa uma ameaça ao livro físico, mas evidencia a necessidade de políticas públicas voltadas ao incentivo à leitura. O editor destaca a importância da criação e manutenção de bibliotecas e de ações de formação de leitores, além de apontar diferenças estruturais no mercado editorial. “Enquanto editoras de pequeno ou médio porte, situadas no eixo Sul-Sudeste, produzem, em média, 5 mil, 10 mil ou 15 mil unidades, aqui no Rio Grande do Norte são impressos, em média, 300 exemplares por título, salvo raríssimas exceções”, afirmou.

Plataforma digital gratuita aumenta acervo para 25 mil livros
O Ministério da Educação (MEC) anunciou a expansão do MEC Livros, plataforma gratuita de livros digitais, em comemoração ao Dia Mundial do Livro. A ampliação do acervo eleva de 8 mil para 25 mil as obras disponíveis. Além da ampliação do acervo, a plataforma passará a contar, nos próximos dias, com um novo mecanismo de empréstimo e devolução.

Usuários que tiverem lido ao menos 10% da obra poderão devolvê-la antecipadamente e realizar um novo empréstimo. O mesmo valerá para quem já tiver concluído 90% ou mais do conteúdo e desejar encerrar a leitura antes do prazo. Atualmente, a devolução só pode ser feita após 14 dias, independentemente da conclusão da leitura. É permitido o empréstimo de até duas obras por mês por CPF.

Desde o seu lançamento, há pouco mais de duas semanas, o MEC Livros já atingiu a marca de mais de 586 mil usuários cadastrados e mais de 276 mil obras alugadas. Os livros disponibilizados são nacionais e internacionais, contando com lançamentos e best-sellers, além de obras do acervo do domínio público e de parcerias.

A biblioteca digital foi organizada a partir de critérios que valorizam a diversidade literária, cultural e linguística e conta com uma série de ferramentas voltadas para facilitar a experiência do usuário, como agente de IA para tirar dúvidas e oferecer sugestão de leituras e um painel de acompanhamento das obras acessadas. A plataforma também tem foco na acessibilidade, com opções de ajuste de fonte e contraste, suporte para pessoas com dislexia e compatibilidade com leitores de tela.

O MEC assinou ainda portaria que institui o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) 2026-2036, que estabelece metas para ampliar o número de leitores no País até 2036. Entre os principais objetivos, está aumentar de 47% para 55% a proporção da população com hábito de leitura, além de ampliar o acesso a livros e fortalecer as políticas públicas voltadas à leitura.

O instrumento estratégico é decenal e busca organizar e fomentar iniciativas de promoção ao livro, à leitura, à literatura e às bibliotecas no Brasil, fortalecendo a articulação entre ações educacionais e culturais. A primeira versão do PNLL foi instituída em 2006.

Elaborado de forma conjunta pelo MEC e pelo Ministério da Cultura, o novo plano estabelece metas alinhadas às diretrizes da Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), regulamentada por decreto em 2025. Entre os principais objetivos estão ampliar o acesso ao livro em todo o País, incentivar a produção literária nacional e o fortalecimento da cadeia produtiva do livro, bem como apoiar espaços de leitura, em especial bibliotecas públicas, escolares e comunitárias.

Para isso, o texto integra diversas políticas já desenvolvidas pelo Governo do Brasil, como o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), coordenado pelo MEC, responsável pela aquisição e distribuição de obras didáticas, literárias e pedagógicas para estudantes e professores da educação básica da rede pública.

O Programa Nacional do Livro e do Material Didático é a política educacional mais longeva do Brasil, criada em 1937. A iniciativa avalia e disponibiliza obras didáticas, pedagógicas e literárias, entre outros materiais de apoio à prática educativa, de forma regular e gratuita às escolas públicas de educação básica. Por meio do Decreto nº 12.021/2024, o programa foi ampliado para incluir a aquisição de acervos também para bibliotecas públicas e comunitárias – para isso, o MEC investiu R$ 24,5 milhões, alcançando a marca de 4 milhões de livros distribuídos a 4 mil bibliotecas.

Helliny França Agora RN