O deputado estadual Francisco do PT tem intensificado o diálogo com representantes da Polícia Civil do Rio Grande do Norte com o objetivo de contribuir para a aprovação do projeto de lei que trata da promoção por merecimento na categoria.
De autoria do Governo do Estado, o projeto visa atender uma reivindicação antiga da polícia civil, mas ainda há pontos que não são consenso e o deputado Francisco tem desempenhado papel de interlocutor, buscando construir consenso, dirimir divergências e garantir que o projeto avance na Assembleia Legislativa com a maior celeridade possível.
O parlamentar destacou a importância da valorização dos policiais civis e reforçou seu apoio à matéria.
“Tenho dialogado com representantes da Polícia Civil porque entendo que esse projeto é justo e necessário. É uma categoria que presta um serviço fundamental à sociedade e que merece reconhecimento. A promoção por merecimento é um avanço importante e é interesse do Governo a sua aprovação”, afirmou o deputado.
Na manhã desta quinta-feira (9), Francisco se reuniu mais uma vez com representantes do Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública (SINPOL-RN), da Associação dos Delegados de Polícia Civil (ADEPOL-RN) e da Associação dos Escrivães (ASSESP-RN), para tratar do assunto.
A expectativa é de que, com o avanço das articulações, o projeto possa ser votado em breve, consolidando mais um passo na valorização dos profissionais da segurança pública do estado.
“O deputado Francisco tem sido um grande parceiro na nossa luta e sempre receptivo aos nossos pleitos. Nossa gratidão a ele por isso”, disse o presidente do SINPOL, Nilton Arruda.
Obras devem começar ainda em abril e beneficiar bairros Parque das Pedras e Paizinho Maria
A Prefeitura de Currais Novos vai iniciar novas obras de pavimentação em quatro ruas do município, ampliando os investimentos em infraestrutura urbana e mobilidade.
Serão contempladas as ruas Francisco Batista, Luiz Batista e Luiz Ferreira Sobrinho, localizadas no bairro Parque das Pedras, além da rua Keginaldo Ferreira, no bairro Paizinho Maria.
A pavimentação será realizada por meio de emenda parlamentar do deputado federal Sargento Gonçalves, viabilizada através da articulação do vereador G. Charles junto ao município. De acordo com a gestão, a previsão é de que os serviços sejam iniciados ainda em abril.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quarta-feira, 8, que está em diálogo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para definir a data da próxima sessão do Congresso Nacional que analisará vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), incluindo o chamado PL da Dosimetria. O projeto poderia reduzir as penas impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a outros réus condenados por tentativa de golpe após as eleições de 2022.
“Essa pauta e essa agenda cabe única e exclusivamente ao presidente do Senado e eu vou exercer essa prerrogativa conferida pela Constituição. O meu desejo é, o mais rápido possível, fazermos uma sessão do Congresso Nacional para deliberarmos um assunto relevantíssimo e que carece da deliberação do Congresso, que é o veto ao projeto de lei da dosimetria”, disse Alcolumbre.
A manifestação ocorreu após pedidos de senadores da oposição para que seja apreciado o veto integral do presidente Lula ao projeto da dosimetria. Alcolumbre esclareceu que a pauta ainda deve ser definida e que não necessariamente englobará todos os itens pendentes de votação.
Os parlamentares aprovaram em 18 de dezembro do ano passado o PL da Dosimetria, para redução das penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a Bolsonaro e a outros condenados pela tentativa de golpe de Estado e pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.
Com o projeto, Bolsonaro teria a pena reduzida para 20 anos, com diminuição do tempo de regime fechado para dois anos e quatro meses. De acordo com o rito legislativo, o texto precisava ser submetido à sanção presidencial.
Em 8 de janeiro deste ano, três anos após os atos de vandalismo em Brasília, Lula assinou um veto integral ao projeto aprovado pelo Congresso.
“Oito de janeiro está marcado pela história como o dia da vitória da nossa democracia. Vitória sobre os que tentaram tomar o poder pela força, desprezando a vontade popular expressa nas urnas. Os que sempre defenderam a ditadura, a tortura e o extermínio de adversários, e pretendiam submeter o Brasil a um regime de exceção”, disse Lula.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência da República, reagiu na época afirmando que Lula é “movido a ódio e ideologia” e que o veto é uma “perseguição política escancarada, seletiva e injusta”.
Entenda o PL da Dosimetria
O projeto de lei da Dosimetria altera a forma como serão calculadas as penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito. Pelo texto, quando a tentativa de abolição do Estado Democrático e o crime de golpe de Estado forem praticados dentro do mesmo contexto, deixa de haver a soma das penas. Nessa situação, passa a prevalecer apenas a punição mais severa.
A proposta tem como eixo central a revisão da dosimetria penal, com mudanças nos patamares mínimo e máximo previstos para cada tipo penal e na metodologia geral de cálculo das penas. O texto também encurta os prazos para a progressão do regime de cumprimento da pena, facilitando a passagem do regime fechado para o semiaberto ou aberto.
Na reunião desta quinta-feira (9) da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Socioeconômico, Meio Ambiente e Turismo (CECTDSMAT) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), os deputados apreciaram uma pauta de projetos de lei voltados a áreas como educação, cultura, direitos sociais e desenvolvimento regional. Um dos projetos é o que reconhece a vida e obra da artista potiguar Titina Medeiros como patrimônio imaterial, cultural e artístico do Rio Grande do Norte, de iniciativa da deputada Divaneide Basílio (PT).
A parlamentar também teve aprovados o projeto que trata do mapeamento e divulgação dos impactos da crise climática na vida de meninas e mulheres no estado, aprovado com substitutivo, e o que institui a campanha “Agosto Lilás”, voltada à conscientização sobre a violência doméstica.
Ainda na pauta, foi aprovado o projeto do deputado Francisco do PT que institui o workshop “É Preciso Ousar para Crescer” no calendário oficial do estado. Na área de inclusão e direitos humanos, avançou a proposta de Divaneide Basílio que institui o protocolo de atuação antirracista e de combate à intolerância religiosa na rede pública de ensino.
No campo social, os parlamentares aprovaram o projeto do deputado Ivanilson Oliveira (PV) que assegura prioridade em programas habitacionais às mães e responsáveis legais por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Também de autoria do parlamentar, foi reconhecido o Porto-Ilha – Terminal Salineiro de Areia Branca como patrimônio histórico, cultural, logístico e econômico do estado.
A valorização cultural e das tradições potiguares também esteve presente nas deliberações. Foi aprovado o reconhecimento da Festa de São Sebastião, no município de Guamaré, de autoria do deputado Hermano Morais (MDB). Da deputada Isolda Dantas (PT), foi aprovado o reconhecimento do Festival Literário Pau-ferrense e dos festejos de emancipação política de Upanema como patrimônios culturais imateriais.
Entre as iniciativas aprovadas está a matéria que inclui o reconhecimento da Rádio Rural de Caicó como patrimônio histórico e cultural, proposto pelo deputado Adjuto Dias (PL), além da trilha “Amigos de Fernando Pedroza”, de autoria do deputado Ubaldo Fernandes (PV).
Também foram aprovados projetos da deputada Cristiane Dantas (PSDB), que institui o Caminho Religioso dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, e do deputado Kleber Rodrigues (PP), que cria o festival “A Praia é para Todos”, em Tibau, reconhecido como patrimônio cultural imaterial.
Já o deputado Nelter Queiroz (PP) teve aprovadas duas matérias: a que institui o Dia Estadual dos Secretários Municipais de Saúde e a que reconhece a Igreja Matriz de Sant’Ana, em Currais Novos, como patrimônio cultural, histórico e religioso do Rio Grande do Norte.
O Brasil registrou 100 mil emplacamentos de veículos eletrificados nos três primeiros meses de 2026, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O volume representa quase o dobro das 54 mil unidades vendidas no mesmo período de 2025 e surpreendeu a entidade, indicando aceleração consistente da eletrificação no mercado nacional.
De acordo com o presidente da Anfavea, Igor Calvet, os eletrificados vêm se consolidando como tendência estrutural no país, com crescimento médio mensal de 15% nos últimos meses. O avanço também reflete maior participação da produção local, que respondeu por 42% dos emplacamentos no período, ante 23% no ano anterior.
O aumento da demanda ocorre em paralelo à intensificação da presença de montadoras chinesas no mercado brasileiro. Entre janeiro e o início de abril, 54,2 mil veículos importados vieram da China, crescimento de 68,9% na comparação anual. O país asiático passou a liderar as exportações de veículos ao Brasil, superando a Argentina, que historicamente ocupava a primeira posição.
Segundo Calvet, a entidade não faz distinção quanto à origem do capital, mas defende maior internalização da produção. “O que defendemos é que a chegada dos chineses não se dê apenas na linha de comercialização”, afirmou. Para o executivo, a instalação de plantas completas, com etapas como estamparia, soldagem e desenvolvimento local, é fundamental para sustentar a cadeia produtiva brasileira, que emprega cerca de 1,3 milhão de pessoas e responde por 20% do PIB industrial do setor automotivo.
O debate ocorre em meio ao fim, em janeiro, da isenção do imposto de importação para kits CKD e SKD de veículos eletrificados, modelo utilizado por fabricantes como a chinesa BYD em operações no país. A Anfavea trabalha com o cenário de que o benefício não será retomado, mas mantém posição contrária a eventuais mudanças no modelo produtivo vigente.
Além da disputa internacional, o setor acompanha discussões com o governo sobre competitividade e política industrial. O tema ganhou força após declarações de Antonio Filosa, presidente global da Stellantis, que defendeu mecanismos de equalização frente às fabricantes chinesas, em linha com medidas adotadas por Estados Unidos e Europa.
No campo tributário, a implementação do imposto seletivo a partir de 2027 é vista como um dos principais pontos de atenção. O tributo, criado pela reforma tributária, deverá incidir sobre veículos com maior impacto ambiental, mas ainda gera incertezas quanto aos critérios de aplicação e às alíquotas. “Há imprevisibilidade e insegurança no setor sobre o assunto”, afirmou Calvet.
Os dados mais recentes indicam aquecimento do mercado automotivo como um todo. Março registrou 269,4 mil veículos emplacados, alta de 45% em relação a fevereiro e o melhor desempenho para o mês desde 2013. No acumulado do primeiro trimestre, foram 625,1 mil unidades vendidas, avanço de 13,3% na comparação anual.
A produção nacional também avançou, com 264,1 mil veículos fabricados em março — o maior volume desde outubro de 2019. No trimestre, a produção somou 634,7 mil unidades, crescimento de 6% sobre o mesmo período de 2025.
Apesar dos resultados, a Anfavea mantém cautela quanto ao desempenho ao longo do ano, diante do cenário macroeconômico ainda restritivo, com taxa Selic em 14,75% ao ano, além de incertezas externas relacionadas ao preço do petróleo e à volatilidade cambial.
O deputado Francisco do PT utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa, durante sessão ordinária realizada nesta quinta-feira (9), para destacar uma reunião realizada momentos antes com representantes da Associação dos Delegados de Polícia Civil, do Sindicato dos Policiais Civis do RN, para discutir o projeto de lei encaminhado pelo Governo do Estado que trata do sistema de promoção por merecimento na corporação.
Segundo Francisco, a proposta busca corrigir uma distorção histórica, uma vez que outras forças de segurança já contam com esse tipo de mecanismo. Ele ressaltou que a matéria já tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas ainda apresenta divergências apontadas pelas entidades representativas da categoria.
Diante disso, o deputado explicou que foram discutidas duas possibilidades: a construção de um substitutivo na própria CCJ, ajustando o texto às demandas dos profissionais, ou a retirada do projeto de pauta para correções por parte do Governo e posterior reenvio à Casa. Para o parlamentar, a primeira alternativa tende a garantir maior celeridade na tramitação.
“A aprovação da matéria é estratégica não apenas para a valorização da Polícia Civil, mas também para o Estado, uma vez que o projeto atende a critérios necessários para o recebimento de recursos federais voltados à segurança pública”, destacou Francisco.
Ainda durante o pronunciamento, o deputado comentou declarações feitas em sessão anterior pelo deputado Gustavo Carvalho (PL), que questionou a veracidade de informações divulgadas pelo Governo do Estado sobre obras na área da saúde, em especial a construção do Hospital Metropolitano.
“Não há irregularidade na comunicação institucional. A propaganda oficial informa corretamente que a obra está em andamento, sem indicar conclusão”, reforçou.
O deputado concluiu sua fala destacando a importância de um debate responsável e baseado em fatos, especialmente em temas sensíveis como saúde e segurança pública, reafirmando seu compromisso com o diálogo e com a busca por soluções que atendam aos interesses da população do Rio Grande do Norte.
Ansiedade não costuma anunciar sua chegada. Ela se instala aos poucos — um pensamento que não desacelera, um corpo que responde antes da razão, uma sensação difusa de que algo está fora de controle.
Em meio a esse cenário, cada vez mais pessoas recorrem a um recurso simples, acessível e quase instintivo: a música.
Não se trata apenas de distração. Para muitos, é uma forma de reorganizar o que está desordenado por dentro.
A psicóloga Luan Fernandes explica que a ansiedade, em sua origem, não é necessariamente um problema. “A ansiedade é uma reação natural esperada em todo ser humano, se trata de um estado de alerta que serve para enfrentar os desafios e perigos existentes no nosso dia a dia, mas torna-se patológica quando é contínua, paralisante e gera sintomas físicos intensos como taquicardia, falta de ar, medo de perder o controle, angústia, dentre outras”, afirma.
É nesse ponto — quando o estado de alerta deixa de ser funcional — que estratégias de regulação emocional passam a ser necessárias. E é aí que a música entra.
“Como estratégia de enfrentamento, a música surge como um potente recurso terapêutico complementar, capaz de promover relaxamento, foco e estabilidade emocional ao estimular a liberação de ‘hormônios do prazer’ como dopamina e serotonina e também endorfina e ocitocina”, explica a especialista.
O impacto não é apenas subjetivo. Há efeitos fisiológicos claros: a respiração desacelera, a tensão diminui, o corpo encontra um novo ritmo.
“Durante crises, a escuta musical auxilia na autorregulação do corpo, ajudando no controle da respiração e no desvio de pensamentos ansiosos por meio da evocação de memórias positivas e reflexões”, conta.
Na prática, isso significa interromper um ciclo. A música cria uma espécie de pausa — um espaço entre o estímulo e a reação.
Para o estudante Enzo Soares, esse efeito é imediato. “Sou uma pessoa que não vive sem música. A música me acalma, me leva para outros caminhos, lugares e reflexões. Sempre que estou mal recorro a ela. ”
Mais do que ouvir, ele descreve um deslocamento interno. “Acredito que ela funciona como uma distração e, também, como uma forma de expressar o que às vezes a gente não consegue colocar em palavras. Com a música consigo focar nos sons e na letra, o que tira um pouco a atenção dos pensamentos que estão me deixando inquieto”, conta.
Esse redirecionamento da atenção é um dos principais mecanismos apontados por especialistas. A mente, que antes estava presa em um fluxo repetitivo, passa a se ancorar em algo externo — e mais organizado.
Mas não existe uma fórmula única para isso funcionar. “Existem estudos que mostram que a música é um aliado nos tratamentos e que vai depender de cada pessoa escolher o tipo de música, reforçando o entendimento da subjetividade de cada ser humano. Melodias mais calmas ou agitadas não é a questão e sim o que cabe para cada ocasião e o que é aceito por cada pessoa”, afirma a psicóloga.
O que acalma não é necessariamente o ritmo — é o significado. Para alguns, isso passa por memória afetiva. Para outros, por identificação emocional.
O estudante Renan Felipe descreve essa relação de forma direta: “Sou uma pessoa bastante ansiosa e, infelizmente, as vezes essa ansiedade resulta em crise. Quando isso ocorre, uma das minhas primeiras atitudes é colocar uma música que me faça bem e que me leve a um lugar de conforto”, conta.
No caso dele, esse “lugar” tem som e lembrança. “Costumo ouvir MPB, Marisa Monte é uma das que eu mais ouço nesses momentos. Sua música me traz calmaria e me leva a minha infância onde minha mãe cantava pela casa. ”
A música, nesse contexto, não apenas acalma — reconecta. Ela reorganiza não só o presente, mas também a forma como o indivíduo se percebe dentro dele.
E, em alguns casos, esse impacto vai além do momento imediato. “Por causa de uma música do Tim Bernardes criei coragem para sair de uma relação que me fazia muito mal”, compartilha Renan.
O relato revela outra camada dessa relação: a música não apenas regula emoções — ela pode influenciar decisões.
Há também quem utilize a música como uma forma de tradução interna. Para a estudante Maria Eduardo Cirino, a música funciona como interpretação do próprio sentir. “Vejo na música um refúgio em dias onde minha mente está lidando com muitas coisas diferentes, pessoalmente gosto de analisar letras e atribuir sentido a elas, me é relaxante.”
Ela descreve uma relação ativa com o que ouve — quase como um diálogo interno.
“Acho que a música tem um poder especial de te fazer sentir o que ela quer que você sinta, ela tem uma força grande de mudar o seu humor.”
Playlists, nesse contexto, se tornam mapas emocionais. “Tenho as minhas próprias playlists para momentos específicos, não somente para quando estou ansiosa mas ‘Músicas para ouvir tomando um café’”, conta.
Durante a pandemia, esse recurso ganhou ainda mais peso. “Durante a pandemia, em meio a toda angústia da adolescência e o fato de estar presa em casa, meus artistas favoritos e suas músicas eram o que me davam perspectiva de um dia voltar à normalidade”, conta Maria Eduarda.
Há também quem use a música de forma quase automática, incorporada ao cotidiano. É o caso da estudante Larissa Silva. “A música me ajuda muito em momentos de ansiedade, desde antes de ser diagnosticada. Acredito que eu acabo tirando meu pensamento do momento específico e conseguindo visualizar coisas melhores, até mesmo sem perceber.”, diz.
Às vezes, o alívio está em pequenos rituais. “Uma das coisas que mais melhora meu humor, principalmente bem cedo, é quando eu tomo um banho escutando música e parece que tudo se acalma.”
E há um reconhecimento silencioso, quase retrospectivo: “Eu acredito que a música já pode ter me salvado sem eu até mesmo perceber, por exemplo, evitar de eu ter momentos de ansiedade mais severos”, conta.
No fim, a música não elimina a ansiedade — mas pode torná-la mais habitável.
Ela organiza o caos, desacelera o corpo e, por alguns minutos, oferece algo raro: a sensação de que tudo pode caber dentro de uma melodia.
A sessão plenária desta quinta-feira (9), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, foi marcada pela aprovação de 21 matérias previstas na ordem do dia. A pauta reuniu projetos de lei e requerimentos com temas variados, com destaque para iniciativas nas áreas de saúde pública, proteção social e valorização cultural.
Entre os projetos aprovados, estão propostas voltadas ao cuidado com a saúde da mulher, como a criação de um programa de enfrentamento à depressão no climatério e menopausa, de autoria da deputada Cristiane Dantas (PSDB), além de ações de incentivo ao aleitamento materno, e à estrutura adequada para armazenamento de leite humano em órgãos públicos, ambas iniciativas da deputada Divaneide Basílio (PT). Também foram aprovadas matérias relacionadas ao enfrentamento à violência contra a mulher, incluindo a criação de uma política estadual de sistematização de dados e outra voltada à violência política de gênero.
A pauta ainda contemplou o reconhecimento de patrimônios culturais e religiosos do estado, a exemplo de eventos tradicionais e espaços históricos, além de propostas voltadas à educação, inclusão e saúde, como a política de saúde auditiva para profissionais da segurança pública e a autorização para convênios com clínicas de oxigenoterapia, esta de autoria do deputado Ivanilson Oliveira (PV). Requerimentos para realização de sessões solenes e homenagens institucionais também foram aprovados, fechando o momento destinado à votação de projetos dentro da sessão plenária.
Acompanhe A população pode acompanhar o resultado das votações e os debates das sessões plenárias por meio do site institucional da Assembleia Legislativa do RN (https://www.al.rn.leg.br ) e pela TV Assembleia, canal 10.3.
Uma operação nacional de fiscalização do mercado de gás de cozinha incluiu o Rio Grande do Norte entre os estados monitorados nesta quinta-feira 9. A ação integra a segunda fase da Operação Vem Diesel, que apura possíveis irregularidades na comercialização de GLP.
A operação é coordenada pela Secretaria Nacional do Consumidor e pela Polícia Federal, em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
As equipes realizaram ações em 24 cidades, distribuídas em 15 estados e no Distrito Federal, alcançando 55 estabelecimentos.
Participam da operação agentes da ANP, dos Procons e policiais federais.
Além do Rio Grande do Norte, a operação ocorre nos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
As ações buscam identificar práticas irregulares, como aumento indevido no preço do gás, fixação de preços entre empresas concorrentes e outras condutas que possam prejudicar consumidores.
Segundo a força-tarefa, eventuais irregularidades que indiquem crimes contra a ordem tributária, econômica, a economia popular e as relações de consumo serão encaminhadas à Polícia Federal para apuração.
A produção industrial do Rio Grande do Norte recuou 24,5% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional divulgados nesta quinta-feira 9 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Todas as atividades industriais pesquisadas no estado apresentaram resultados negativos no período.
A maior queda foi registrada na fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-31,5%). Em seguida aparecem as indústrias extrativistas (-19,9%), a fabricação de produtos alimentícios (-16,8%) e o setor de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,9%).
Fevereiro de 2026 teve 18 dias úteis, dois a menos que o mesmo mês de 2025, que contou com 20 dias.
A indústria geral do estado acumula resultados negativos desde outubro de 2025. Segundo o IBGE, esta é a primeira vez, desde o início da série em 2023, que todos os setores apresentam queda simultânea.
Para o analista da pesquisa, Bernardo Almeida, os dados indicam “a perda de ritmo industrial que vem sendo observada desde o final do ano passado. Fatores macroeconômicos permanecem exercendo esses efeitos e nos ajudam a explicar essa leitura, como uma política monetária restritiva, com taxa de juros em patamares elevados, encarecendo o crédito e reduzindo investimentos, afetando diretamente o ritmo da produção industrial”.
No acumulado do ano até fevereiro, a indústria potiguar registrou queda de 24,8%. Apenas o setor de confecção de artigos do vestuário e acessórios apresentou crescimento (16,2%) em relação ao mesmo período de 2025. Os demais segmentos tiveram retração: indústrias extrativistas (-14,2%), fabricação de produtos alimentícios (-11,6%) e fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-35,3%).
Já no acumulado de 12 meses, a indústria do estado recuou 12,6%. Houve crescimento na confecção de artigos do vestuário e acessórios (47,8%) e nas indústrias extrativistas (3,8%). Por outro lado, a fabricação de produtos alimentícios caiu 2,3%, e o segmento de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis recuou 23,4%.
A Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional produz indicadores de curto prazo sobre o comportamento da produção industrial desde a década de 1970, abrangendo indústrias extrativas e de transformação. O levantamento inclui 17 unidades da federação e a região Nordeste.
Os resultados completos podem ser consultados no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra). A próxima divulgação está prevista para 13 de maio.
A Anvisa determinou na 4ª feira (8.abr.2026) o recolhimento de um lote de dipirona monoidratada 500 mg/ml (caixa com 100 ampolas com 2 ml de solução) produzido pela Hypofarma.
A resolução, publicada no Diário Oficial da União, também suspende a comercialização, a distribuição e o uso do lote 24112378 do produto. Segundo o texto, foi confirmado desvio de qualidade por presença de material particulado (não dissolvido) estranho à formulação.
Em nota, a Hypofarma destacou que a ocorrência apontada pela resolução está relacionada a um único lote.
“A empresa reforça que todos os seus produtos são fabricados em conformidade com rigorosos padrões técnicos e regulatórios estabelecidos pelas autoridades sanitárias competentes.”
Ainda de acordo com o comunicado, a empresa segue investindo na modernização de seus processos produtivos e na incorporação de novas tecnologias industriais, “com foco na excelência operacional e no aprimoramento constante de seus controles de qualidade”.
Obra com mais de 2 mil m² integra pacote de investimentos que segue transformando a infraestrutura do município
A Prefeitura de Currais Novos, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Urbanos, entregou nesta quinta-feira (9) mais uma importante obra de pavimentação.
Localizada no bairro Dr. José Dantas de Araújo, a Rua Cabecinha foi contemplada com pavimentação em uma área de 2.038,76 m². Executada com recursos próprios, a obra representa um investimento de R$ 162.813,85 e garante melhores condições de tráfego, mobilidade e qualidade de vida para os moradores da região.
O prefeito Lucas Galvão acompanhou a entrega ao lado do secretário de Infraestrutura e Serviços Urbanos, Caio Pedro. Durante a visita, eles destacaram o compromisso da gestão em dar continuidade a ações que impactam diretamente o cotidiano da população.
“Essa entrega representa mais um compromisso cumprido com a nossa população. Seguimos trabalhando para avançar cada vez mais”, afirmou Lucas.
A pavimentação da Rua Cabecinha integra o conjunto de obras em andamento no município, que vem promovendo melhorias significativas na infraestrutura urbana de Currais Novos.
A Prefeitura de Currais Novos, por meio da Secretaria de Cultura, informa que estarão abertas, no período de 10 a 14 de abril, as inscrições para os Editais Juninos, voltados à valorização da cultura popular e das tradições nordestinas.
A iniciativa contempla: • Realização de eventos juninos; • Quadrilhas competitivas e escolares; • Escolha da Rainha do Forró Novos.
Os interessados devem realizar a inscrição dentro do prazo estabelecido. A ação visa fortalecer as festividades juninas no município, incentivando a participação de grupos culturais e da comunidade.
📅 Período de inscrição: 10 a 14 de abril 📍 Local: Secretaria de Cultura 📞 Mais informações: (84) 98766-6439
Na noite desta quarta-feira (08), o Atacadão Vicunha realizou o aguardado sorteio de um carro 0 km, dentro da programação especial pelos 15 anos da empresa em Currais Novos.
O grande ganhador foi Sheyson Ray Ferreira Faustino, morador da cidade de São Vicente/RN, que agora comemora a conquista do veículo novo.
Um fato que chama atenção é que este já é o terceiro cliente da cidade de São Vicente contemplado com um carro 0 km nas promoções do Atacadão Vicunha, reforçando a forte participação dos consumidores do município nas campanhas da empresa.
Ao longo de sua trajetória, o Atacadão Vicunha já sorteou 27 carros, consolidando a ação como uma das maiores e mais marcantes promoções da região do Seridó.
A campanha movimentou o comércio local e atraiu clientes de toda a região. Para participar, era necessário realizar compras a partir de R$ 50, garantindo cupons para concorrer ao prêmio.
O sorteio marca mais uma ação de sucesso do Atacadão Vicunha, celebrando seus 15 anos e premiando clientes fiéis com grandes conquistas.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou por unanimidade , na quarta-feira (8), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 67/2023, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição.
O texto altera o artigo 220 da Constituição Federal para reforçar a liberdade de imprensa e de expressão no país. A proposta, aprovada por unanimidade pelo colegiado, estabelece que veículos de comunicação não poderão ser responsabilizados civilmente por declarações feitas por entrevistados, transferindo essa responsabilidade ao autor da fala.
Conhecida como PEC da liberdade de imprensa, a proposta foi apresentada como resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) firmada em novembro de 2023, no julgamento do Tema 995 da repercussão geral.
Na ocasião, a Corte definiu que empresas jornalísticas podem ser responsabilizadas civilmente em casos de entrevistas nas quais o entrevistado atribua falsamente a outra pessoa a prática de um crime, entendimento que, na avaliação do parlamentar, fragiliza a livre atuação da imprensa.
O parecer aprovado na CCJ foi apresentado pelo senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR). O texto isenta empresas de comunicação de responsabilidade civil por falas de terceiros concedidas em entrevistas, preservando a atividade jornalística e reforçando a proteção à liberdade de expressão.
A proposta visa evitar o fenômeno de intimidação da imprensa e a autocensura em suas manifestações por preocupação com sanções e indenizações (“chilling effect”), uma vez que o ordenamento jurídico já prevê mecanismos legais para reparação de eventuais danos sofridos por manifestações.
Em defesa da proposta, Rogério Marinho afirmou que a medida busca corrigir um desequilíbrio institucional produzido pela interpretação firmada pelo Supremo.
Para o senador, a legislação brasileira já prevê instrumentos adequados para responsabilizar excessos praticados por indivíduos, sem que se imponha aos veículos de imprensa o ônus de responder civilmente por manifestações de terceiros no exercício da atividade jornalística.
O líder da oposição no Senado destacou o significado da aprovação da PEC e relacionou a iniciativa à preservação de garantias democráticas. “O cerne, a espinha dorsal de uma sociedade democrática, é uma imprensa livre, desassombrada, sem receio de fazer a crítica ao governante de ocasião. Sem receio de expor as mazelas de qualquer que seja a administração pública”, afirmou.
Marinho destacou que a legislação brasileira já tem “três elementos muito importantes que devem ser, sempre que houver necessidade, buscados pela sociedade em seu auxílio, que é a calúnia, a difamação e a injúria”.
Segundo Marinho, “é evidente que a legislação já acoberta essa situação. E esse ataque contra a liberdade de expressão, essa fragilização do nosso direito inalienável de nos expressarmos tem feito muito mal à sociedade brasileira”.
Rogério Marinho também disse que a aprovação unânime da proposta na CCJ representa um passo importante para o reequilíbrio institucional e para a defesa da liberdade de expressão e de imprensa no Brasil.
STF queria punir empresas de mídia
Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) ficou critérios no seu entendimento sobre as condições em que empresas jornalísticas estão sujeitas à responsabilização civil, ou seja, ao pagamento de indenização por danos morais, se publicarem entrevista em que o entrevistado atribua falsamente a outra pessoa a prática de um crime (calúnia). Com os ajustes, foram definidos critérios objetivos para a responsabilização e a remoção de conteúdo.
A decisão de 20 de março de 2025 foi tomada em recursos (embargos de declaração) apresentados na tese de repercussão geral fixada no Recurso Extraordinário (RE) 1075412 (Tema 995).