A Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) deflagraram, nesta quarta-feira (22), a Operação Acesso Indevido, que investiga a suspeita de consultas irregulares em sistemas restritos da administração pública e o repasse de informações sigilosas a terceiros no Rio Grande do Norte.
Durante a operação, as equipes cumpriram um mandado de busca e apreensão em Natal. A ordem foi expedida pela Justiça e teve como objetivo recolher novos elementos para auxiliar no esclarecimento do caso.
Segundo a Polícia Federal, as investigações identificaram indícios de que um servidor público teria acessado sistemas restritos de forma indevida para consultar informações de interesse de terceiros. Os dados obtidos teriam sido compartilhados posteriormente.
A PF não informou qual órgão estaria vinculado ao servidor investigado, nem detalhou quem teria recebido as informações ou a natureza dos dados consultados.
O investigado poderá responder pelos crimes de corrupção, violação de sigilo funcional e falsidade ideológica, além de outros delitos que possam ser identificados durante as apurações.
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), divulgou uma nota nesta quarta-feira, 22, em que afirma não ter colocado em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro durante um encontro com diplomatas estrangeiros, realizado em Brasília. O comunicado foi publicado após repercussão de um trecho de seu discurso em que o parlamentar mencionou informações falsas sobre a origem das urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras.
Em nota, Flávio sustenta que sua manifestação foi interpretada de forma equivocada e afirma que “não está questionando o sistema de votação brasileiro”. O texto também diz que o senador apenas fez referência a dois episódios públicos: a reunião entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e embaixadores que resultou na inelegibilidade do ex-chefe do Executivo e um relatório recentemente divulgado pela CIA sobre supostas fraudes nas eleições da Venezuela.
O documento, porém, não esclarece a origem da afirmação feita pelo senador durante o evento de que as urnas brasileiras teriam a “mesma origem” da empresa venezuelana Smartmatic. A declaração repete uma informação falsa que já havia sido desmentida pela Justiça Eleitoral.
Durante o discurso, Flávio afirmou que uma das suspeitas sobre o processo eleitoral venezuelano envolveria a empresa Smartmatic e acrescentou que “muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”. A afirmação contraria informações oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Desde 2017, quando a alegação passou a circular nas redes sociais, o TSE informa que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas para as eleições brasileiras. Segundo a Corte, os equipamentos utilizados no País foram desenvolvidos por técnicos da Justiça Eleitoral e são fabricados por empresas contratadas por meio de licitações públicas, sem qualquer participação da companhia venezuelana.
A nova nota é assinada por Flávio Bolsonaro, pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da pré-campanha, e pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da equipe.
O comunicado afirma a “integral confiança no sistema eleitoral brasileiro” e defende a ampliação das missões internacionais de observação das eleições. Segundo o texto, a presença de observadores estrangeiros contribui para o aperfeiçoamento do processo eleitoral, ampliando a transparência, a integridade e a confiança pública nas eleições.
O crescimento da abstenção eleitoral tem se consolidado como um dos principais desafios para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e passou a integrar as estratégias das campanhas para as eleições de 2026. Especialistas avaliam que o aumento do não comparecimento às urnas pode influenciar o resultado da disputa pela Presidência da República, sobretudo porque o perfil dos eleitores que costumam se abster se aproxima do eleitorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.
Dados da Justiça Eleitoral mostram que a taxa de abstenção nas eleições gerais cresceu de forma gradual desde 2002. Naquele ano, 17,7% dos eleitores deixaram de votar no primeiro turno. Em 2022, o índice chegou a 20,9%, enquanto no segundo turno houve uma leve queda para 20,5%, movimento atribuído por especialistas à forte polarização entre os candidatos. Entre os municípios, Maraã (AM) registrou a maior abstenção no segundo turno de 2022, com 45,5%, enquanto Governador Valadares (MG) liderou entre as cidades com mais de 200 mil eleitores, com 27,5%.
Cientistas políticos apontam que fatores como dificuldades de acesso aos locais de votação, principalmente em regiões remotas, desinteresse pelo processo eleitoral, desatualização do cadastro de eleitores e a baixa punição pelo não comparecimento ajudam a explicar o avanço da abstenção. Atualmente, o voto é obrigatório para eleitores alfabetizados entre 18 e 70 anos, mas quem deixa de votar e não justifica a ausência paga multa de R$ 3,51 por turno. O título eleitoral é cancelado após três ausências consecutivas sem justificativa, situação que levou ao cancelamento de cerca de 5 milhões de títulos em 2025.
Para especialistas, o baixo valor da multa e a facilidade para justificar a ausência reduzem o impacto das penalidades previstas na legislação eleitoral. O cientista político Jairo Nicolau, da Fundação Getulio Vargas (FGV), defende que a pouca efetividade das sanções contribui para o crescimento gradual da abstenção, tema que deve permanecer no centro dos debates durante o processo eleitoral de 2026.
O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta terça-feira (21) que a Secretaria Judiciária da Corte notifique diretamente estados e municípios que apresentam irregularidades na prestação de contas de “emendas Pix” destinadas a eventos entre 2020 e 2024.
A decisão tem como objetivo dar cumprimento à cobrança de multa diária de 1% sobre o valor das emendas recebidas por entes que omitiram ou deixaram incompletos seus Planos de Trabalho e Relatórios de Gestão no sistema Transferegov.br.
Em março de 2025, Dino havia solicitado esclarecimentos sobre empresas beneficiadas pelo Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) e que também receberam emendas individuais de parlamentares entre 2020 e 2024. Mais de um ano depois, em junho deste ano, o ministro determinou a aplicação da multa diária para estados e municípios que não apresentaram ou não complementaram as informações exigidas na plataforma oficial de transparência.
Além disso, a AGU (Advocacia-Geral da União) apresentou ao STF um levantamento com os entes federativos que permaneciam em situação irregular mesmo após a determinação da Corte. Segundo o órgão, ainda havia:
21 casos de Planos de Ação aprovados sem nenhum Relatório de Gestão iniciado; 19 casos com Relatórios de Gestão parciais ou pendentes de finalização; 40 casos de Planos em fase de complementação sem nenhum Relatório de Gestão; 9 casos de Planos em complementação com Relatórios parciais ou incompletos. Confira os estados e municípios apontados pela AGU:
Planos de Ação aprovados sem nenhum Relatório de Gestão iniciado Os planos de ação foram aprovados formalmente, mas os entes não iniciaram ou não apresentaram nenhum Relatório de Gestão referente à execução dos recursos no sistema.
Estados apontados:
Amapá Bahia Piauí Municípios apontados:
AM: Coari ES: Venda Nova do Imigrante GO: Lagoa Santa MG: Ituiutaba PA: Palestina do Pará PR: Ribeirão Claro RN: Natal, Serra de São Bento e Tenente Laurentino Cruz RS: Torres SE: Ribeirópolis SP: Mairiporã TO: Barra do Ouro, Bernardo Sayão, Caseara e Porto Nacional
Planos de Ação aprovados com Relatórios parciais ou pendentes de finalização Os planos foram aprovados e a prestação de contas foi iniciada, mas os relatórios permanecem parciais, pendentes de envio ou sem conclusão formal.
Estados apontados:
Bahia (Sufotur) Goiás (Goiás Turismo) Sergipe
Municípios apontados:
GO: Córrego do Ouro, Pilar de Goiás, Santo Antônio da Barra e Varjão MG: Caxambu e Conquista MS: Porto Murtinho PA: Conceição do Araguaia PR: Piraí do Sul e Santa Mariana RN: Natal e Riacho da Cruz RS: Caxias do Sul e Gramado SE: Aracaju Planos em fase de complementação sem nenhum Relatório de Gestão Os planos de trabalho ainda necessitam de correções ou complementações documentais e, paralelamente, os entes não apresentaram nenhum Relatório de Gestão.
Estados apontados:
Amapá Bahia Paraíba Municípios apontados:
AP: Macapá BA: Gandu e Tucano ES: Água Doce do Norte MA: Magalhães de Almeida MG: Ituiutaba, Juiz de Fora e Machacalis MT: Chapada dos Guimarães PB: Jucati e Pedra Branca PE: Capoeiras PI: Barra d’Alcântara, Buriti dos Lopes e Tanque do Piauí RJ: Nova Friburgo RN: Areia Branca, Macau, Natal e Riacho da Cruz RO: Urupá SC: Bela Vista do Toldo SE: Ribeirópolis SP: Aparecida TO: Lajeado, Palmeirante e Porto Nacional
Nesta terça-feira, 21 de julho, equipes policiais realizaram o cumprimento de três mandados de prisão no município de Currais Novos, em mais uma ação voltada ao fortalecimento da segurança pública e à preservação da ordem social.
As diligências foram conduzidas com planejamento e comprometimento, resultando no êxito das ações e contribuindo para o cumprimento das decisões judiciais, reforçando o compromisso das forças de segurança com a proteção da sociedade.
A retirada de indivíduos procurados pela Justiça do convívio social representa um importante passo para a promoção da tranquilidade da população, fortalecendo a sensação de segurança e a confiança da comunidade no trabalho policial. O Tenente-Coronel Medeiros parabenizou todos os policiais envolvidos pela dedicação, profissionalismo e empenho demonstrados durante as diligências.
O currais-novense Rafael Batista será um dos palestrantes do maior congresso de educação do Norte-Nordeste, que acontecerá no Centro de Convenções de Natal, reunindo profissionais, pesquisadores e educadores de diversas regiões do país.
Durante o evento, Rafael apresentará a palestra “Neuroanatomia da Aprendizagem: de dentro para fora”, abordando de forma prática e científica como o cérebro processa, absorve e transforma o conhecimento. A proposta é oferecer reflexões e estratégias voltadas ao processo de ensino e aprendizagem, contribuindo com educadores, estudantes e interessados no desenvolvimento humano.
A participação de Rafael Batista no congresso representa um importante reconhecimento ao seu trabalho e leva o nome de Currais Novos a um dos maiores eventos educacionais da região, reforçando o talento e a capacidade dos profissionais da cidade em se destacarem no cenário estadual.
A Federação União Progressista (União Brasil/Progressistas) homologou, nesta segunda-feira (20), durante convenção cartorial realizada em Natal, a pré-candidatura à reeleição do deputado estadual Nelter Queiroz (Progressistas). A oficialização ocorre em um momento de fortalecimento político do parlamentar, impulsionado pelo resultado da mais recente pesquisa Data Census/Mega Portal RN, divulgada também na segunda-feira, que coloca Nelter na liderança da corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa.
De acordo com o levantamento, o deputado aparece com 1,6% das intenções de voto na pesquisa espontânea, ocupando o 1º lugar geral entre os pré-candidatos a deputado estadual e também a 1ª colocação dentro da Federação União Progressista. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de julho, ouvindo 2.000 eleitores em 60 municípios do Rio Grande do Norte. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança, e registro na Justiça Eleitoral sob os números RN-08307/2026 e BR-01168/2026.
Para Nelter Queiroz, a homologação de sua pré-candidatura e o desempenho nas pesquisas representam o reconhecimento de um mandato construído com presença constante nos municípios, defesa dos mais humildes e atuação em favor do desenvolvimento do Rio Grande do Norte. “Recebo esse resultado com muita gratidão, humildade e, acima de tudo, com ainda mais responsabilidade. Nosso compromisso continua sendo o mesmo: trabalhar pelos municípios, defender quem mais precisa e honrar a confiança do povo potiguar. A homologação da nossa pré-candidatura fortalece esse projeto, que é coletivo e construído ao lado de tantas lideranças e amigos em todas as regiões do Estado”, destacou o parlamentar.
Deputado estadual em seu nono mandato consecutivo e pré-candidato à reeleição, Nelter Queiroz tem intensificado sua agenda pelo Rio Grande do Norte, dialogando com lideranças políticas, representantes de diversos setores da sociedade e a população dos municípios, consolidando apoios para a disputa eleitoral de 2026.
A convenção cartorial da Federação União Progressista marcou o início oficial da organização partidária para as eleições deste ano, reunindo dirigentes e pré-candidatos da legenda em torno do projeto político da federação no Rio Grande do Norte. Com a homologação, Nelter Queiroz segue credenciado para buscar o décimo mandato consecutivo na Assembleia Legislativa, respaldado por um histórico de atuação parlamentar e pelo desempenho registrado nas pesquisas de intenção de voto.
O Instituto Vivaldo Pereira (IVP) está com matrículas abertas para o Curso Técnico Subsequente em Edificações, uma excelente oportunidade para quem deseja se qualificar e ingressar no mercado da construção civil.
O curso é voltado para quem já concluiu o Ensino Médio e busca formação técnica em uma área com alta demanda por profissionais. Durante a formação, os alunos terão acesso a conteúdos voltados para qualidade na construção, leitura de projetos, sustentabilidade e segurança, preparando-os para atuar em diferentes segmentos da construção civil.
As inscrições podem ser realizadas pelo SigEduc, e as matrículas estão previstas para o dia 28 de julho.
Os interessados devem procurar o Instituto Vivaldo Pereira (IVP) para obter mais informações sobre o processo de matrícula e garantir uma vaga no curso.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) recusou o convite para ser candidata a vice-presidente na chapa do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A informação foi confirmada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
A negativa ocorreu após reunião entre Valdemar e a senadora nesta terça-feira 21. Segundo interlocutores, Tereza Cristina informou que seu projeto político é disputar a presidência do Senado Federal em 2027 e avalia que participar da campanha presidencial inviabilizaria essa candidatura.
Com a recusa, o PL continua buscando uma candidata a vice entre partidos do Centrão, como União Brasil, Progressistas (PP) e Republicanos.
A convenção que deve confirmar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência está marcada para o próximo sábado 25, em São Paulo.
Partido continua tentando coligação com federação formada por PP e União ou Republicanos, diz Marinho Segundo o coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), o partido continuará tentando formar uma coligação até o último momento com a federação formada por PP e União Brasil ou com o Republicanos.
Após a desistência de Tereza Cristina, permanecem cotadas para a vaga de vice, pelo PP, as deputadas federais Simone Marchetto (PP-SP) e Clarissa Tercio (PP-PE).
No Republicanos, o nome defendido por Flávio Bolsonaro é Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal no governo Jair Bolsonaro e ex-assessora especial do então ministro da Economia, Paulo Guedes.
Apesar das conversas, PP, União Brasil e Republicanos mantêm, neste momento, uma posição de neutralidade em relação à disputa presidencial, especialmente a federação formada por União Brasil e Progressistas.
Segundo interlocutores, a posição é influenciada por dificuldades para compor palanques estaduais e por divergências políticas. Entre elas está o descontentamento do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI), que afirma não ter recebido apoio de Flávio Bolsonaro quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada às suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro.
No caso do Republicanos, dirigentes da legenda também apontam dificuldades de composição em estados como Roraima, Sergipe e Mato Grosso, onde o PL resiste em apoiar candidatos do partido considerados competitivos.
Pesquisa do Instituto Exatus aponta o presidente Lula (PT) na liderança da disputa pela Presidência da República no RN. No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, Lula registra 51,30% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) soma 34,94%.
A diferença entre os dois principais nomes é de 16,36 pontos percentuais.
Na sequência, aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 1,84%; Renan Santos (Missão), com 1,15%; Augusto Cury (Avante), com 0,75%; e Romeu Zema (Novo), com 0,54%.
Também foram citados Cabo Daciolo (Mobiliza) e Joaquim Barbosa (DC), ambos com 0,34%, além de Samara Martins (UP), com 0,12%. Outros 5,17% disseram não votar em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 3,52% não souberam responder.
Considerando apenas os votos válidos, com exclusão dos votos brancos e nulos, Lula chega a 56,2% no RN, enquanto Flávio Bolsonaro soma 38,3%.
No cenário espontâneo, quando o eleitor responde sem receber uma lista de candidatos, Lula também lidera, com 47,76% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 30,13%.
A diferença entre os dois, nesse cenário, é de 17,63 pontos percentuais.
Ainda na espontânea, Ronaldo Caiado registra 1,19%; Renan Santos, 0,69%; Romeu Zema, 0,34%; Augusto Cury, 0,20%; Ciro Gomes, 0,11%; Joaquim Barbosa, 0,10%; e Cabo Daciolo, 0,04%.
Outros 15,56% afirmaram não saber em quem votar e 3,88% declararam voto branco, nulo ou em nenhum candidato.
A pesquisa Exatus ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do RN entre os dias 7 e 10 de julho de 2026. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números RN-02620/2026 e BR-07763/2026.
Os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte poderão gastar até R$ 7,1 milhões no primeiro turno das eleições de 2026. Caso a disputa estadual avance para o segundo turno, cada concorrente terá direito a utilizar mais R$ 3,5 milhões, elevando o limite total da campanha para mais de R$ 10,6 milhões.
Os valores foram oficializados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em portaria publicada nesta terça-feira 21. A Corte definiu os tetos de despesas para todos os cargos em disputa nas eleições de outubro, mantendo os mesmos limites nominais adotados em 2022.
No Rio Grande do Norte, cada candidato ao Senado poderá gastar até R$ 3,8 milhões. Como duas vagas estarão em disputa, o limite será aplicado individualmente a cada candidatura.
Para deputado federal, o teto será de R$ 3,1 milhões por candidato. Quem concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa poderá gastar, no máximo, R$ 1,2 milhão. Diferentemente dos limites para governador e senador, que variam conforme o tamanho do colégio eleitoral de cada estado, os valores das campanhas proporcionais serão iguais em todas as unidades da Federação.
No Rio Grande do Norte, a disputa para o Governo do RN deverá ter cinco candidatos: o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União), o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL), o ex-secretário estadual da Fazenda Cadu Xavier (PT) e os professores Dário Barbosa (PSTU) e Robério Paulino (Psol).
Para o Senado, os nomes em disputa deverão ser: os atuais senadores Styvenson Valentim (Podemos) e Zenaide Maia (PSD), candidatos à reeleição; o militar Coronel Hélio (PL); o ex-deputado federal Rafael Motta (PDT); a vereadora de Natal Samanda Alves (PT); o ex-deputado estadual Sandro Pimentel (Psol); a médica pediatra Sônia Godeiro (Psol); a servidora da Saúde Rosália Fernandes (PSTU); e a professora Luciana Lima (PSTU).
Na disputa pela Presidência da República, cada candidato poderá gastar até R$ 88,9 milhões no primeiro turno. Se houver uma segunda votação, será permitido utilizar mais R$ 44,5 milhões. Assim, uma campanha presidencial poderá chegar a aproximadamente R$ 133,4 milhões durante todo o processo eleitoral.
Segundo apuração do jornal Folha de S.Paulo, o PT reservou R$ 126 milhões para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, valor equivalente a 20,6% do fundo eleitoral recebido pela legenda.
A maior parte dos recursos petistas, correspondente a 43%, deverá ser destinada às campanhas para a Câmara dos Deputados, cargo que concentra o maior número de candidatos. Já o PL, que terá a candidatura do senador Flávio Bolsonaro, terá o maior volume do fundo eleitoral entre os partidos em 2026, com R$ 815 milhões ao todo.
Além dos recursos públicos, o partido de Flávio Bolsonaro conta com doações de pessoas físicas. Consideradas essas receitas, a legenda teria recursos suficientes para financiar integralmente a campanha presidencial sem utilizar o fundo eleitoral nessa candidatura.
Valores mantidos A manutenção dos limites de 2022 atendeu a um pedido feito pelos presidentes dos partidos ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Os dirigentes argumentaram que um reajuste poderia criar distorções entre as candidaturas, já que o fundo eleitoral permaneceu em R$ 4,9 bilhões, o mesmo valor disponibilizado nas eleições gerais anteriores.
A decisão foi formalizada em resolução aprovada por unanimidade pelo plenário do TSE no dia 1º de julho. Na ocasião, Nunes Marques afirmou que o veto ao reajuste do fundo partidário proposto pelo Congresso Nacional em 2025 também justificava a manutenção dos limites das campanhas. “O reajuste do teto de gastos para os cargos em disputa nas eleições deste ano não refletiria a realidade financeira das agremiações brasileiras que, materialmente, terão menos dinheiro para investir em suas candidaturas”, afirmou o ministro.
Os valores definidos pelo TSE não abrangem apenas as despesas pagas diretamente pelos candidatos. Também entram no cálculo as transferências financeiras realizadas para outros partidos ou candidaturas e as chamadas doações estimáveis em dinheiro, como bens e serviços cedidos gratuitamente, mas que possuem valor econômico.
Os recursos transferidos pela candidatura para a conta do partido também poderão ser contabilizados no limite. Nesse caso, será considerado o montante que exceder as despesas efetivamente realizadas pela legenda em benefício do candidato. A regra não se aplica às transferências referentes às sobras de campanha.
As convenções partidárias, nas quais as legendas e federações formalizam seus candidatos, começaram nesta segunda-feira 20 e poderão ser realizadas até 5 de agosto. Depois disso, os partidos terão até 15 de agosto para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral. A campanha começará oficialmente em 16 de agosto, quando os candidatos estarão autorizados a pedir votos e realizar os atos eleitorais previstos na legislação.
Limites de gastos no Rio Grande do Norte Governador no primeiro turno: R$ 7.115.522,46 Acréscimo para o segundo turno: R$ 3.557.761,23 Governador nos dois turnos: R$ 10.673.283,69 Senador: R$ 3.811.887,03 Deputado federal: R$ 3.176.572,53 Deputado estadual: R$ 1.270.629,01
O déficit atuarial do Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais do Rio Grande do Norte (Ipern) alcançou R$ 55,94 bilhões em dezembro de 2025, segundo relatório apresentado ao Conselho Estadual de Previdência Social. O resultado evidencia que, no longo prazo, os recursos projetados para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) não serão suficientes para custear todas as aposentadorias e pensões previstas pelas regras atuais, reforçando a necessidade de medidas para garantir o equilíbrio financeiro do sistema. Atualmente, o Tesouro Estadual precisa arcar mensalmente com um valor de cerca de R$ 150 milhões para compensar a falta de recursos da previdência.
O cenário ganha relevância em meio ao impasse envolvendo a determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), que, em setembro do ano passado, estabeleceu prazo para que o Governo apresentasse um plano de amortização do déficit atuarial. Passados os 60 dias úteis fixados pela Corte, o plano não foi entregue. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) apresentou embargos de declaração e aguarda o julgamento do recurso pela conselheira relatora Ana Paula de Oliveira Gomes, que já solicitou parecer do Ministério Público de Contas, mas ainda não definiu prazo para julgar o processo.
O déficit apresentado é uma estimativa técnica que compara as obrigações futuras do regime com os recursos e contribuições previstos ao longo das próximas décadas. O economista Helder Cavalcanti explica que o indicador mede a sustentabilidade do sistema previdenciário. “Esse número não corresponde a uma dívida exigível hoje nem significa incapacidade imediata de pagamento aos aposentados e pensionistas. É um instrumento de planejamento que aponta a necessidade de adoção de medidas para garantir o equilíbrio do regime no futuro”, afirma.
O relatório atuarial mostra que o Ipern administra atualmente a previdência de 49.374 servidores ativos, além de 45.686 aposentados e 8.325 pensionistas. As provisões para pagamento dos benefícios futuros somam R$ 60,34 bilhões, enquanto os ativos do plano alcançam R$ 4,39 bilhões, incluindo fundos de investimento e compensações previdenciárias. A diferença entre obrigações e ativos resulta no déficit atuarial de R$ 55,94 bilhões.
Na avaliação do presidente do Conselho Estadual de Previdência Social, Eleazar Cavalcante de Brito, a previdência representa hoje o maior desafio fiscal do Estado. Segundo ele, o problema tende a se agravar em razão do crescimento contínuo das despesas com aposentadorias e pensões e da redução da arrecadação previdenciária. “O principal desafio é equilibrar as contas. Isso exige vontade política, entendimento entre os três Poderes e definição de fontes de financiamento para o sistema”, afirma.
Ele ressalta que o Estado é obrigado a honrar com o pagamento. “A responsabilidade pela cobertura é do ente instituidor. O Estado continua obrigado a garantir o pagamento das aposentadorias e pensões”, diz. No último mês, o pagamento de aposentados e pensionistas foi feito com atraso.
O economista Helder Cavalcanti reforça: “Os benefícios possuem proteção constitucional e o Estado permanece responsável.”
Ele lembra que déficits atuariais elevados são uma realidade comum entre os regimes próprios estaduais. Segundo ele, fatores como o envelhecimento da população, o aumento da expectativa de vida e a redução da proporção entre servidores ativos e aposentados pressionam as contas previdenciárias em praticamente todo o país. “A sustentabilidade do sistema é fundamental para assegurar que os direitos dos atuais aposentados e pensionistas sejam preservados e que os servidores da ativa possam construir sua aposentadoria com segurança.”
Procurado, o Ipern informou que não comentaria o assunto “enquanto os estudos não forem concluídos e aprovados pelo governo.”
Para o presidente do Conselho, a solução passa por medidas estruturais que ultrapassam um único governo. Entre elas, cita a necessidade de maior integração entre os Poderes no financiamento do déficit previdenciário e o fortalecimento da transparência das informações disponibilizadas pelo Ipern.
“O orçamento do Executivo acaba suportando sozinho esse déficit. O ideal seria uma equalização entre os Poderes. Também é fundamental ampliar a transparência dos dados previdenciários, como determina a legislação”, defende Eleazar de Brito.
Helder Cavalcanti destaca que, entre as medidas normalmente adotadas pelos estados que vivenciam situação semelhante, estão planos de amortização do déficit, ajustes nas regras previdenciárias, revisão periódica das avaliações atuariais, fortalecimento da política de investimentos dos recursos previdenciários e aportes financeiros programados pelo ente público. “O enfrentamento desse desafio exige planejamento permanente. A previdência pública precisa ser administrada com visão de longo prazo, porque seus compromissos ultrapassam governos e alcançam diversas gerações de servidores”, afirma o economista.
O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Robério Paulino (Psol) afirmou que o eleitor que apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, ao mesmo tempo, votar em Allyson Bezerra (União) ou Álvaro Dias (PL) para governador estará anulando politicamente o próprio voto. O professor universitário disse que pretende usar a campanha para confrontar os dois líderes das pesquisas e expor as diferenças entre os projetos nacionais e estaduais.
“Votar em Lula nacionalmente para presidente e votar em Allyson ou votar em Álvaro aqui é anular o voto”, declarou Robério, em entrevista ao podcast Especial Eleições Agora RN, da TV Agora RN (YouTube), nesta terça-feira 21. Segundo o professor, os partidos dos dois candidatos farão oposição às propostas do Governo Federal a partir de 2027, caso Lula seja reeleito. “Se essas pessoas se elegem, Allyson e Álvaro vão boicotar o Governo Lula no ano que vem”, acrescentou.
Robério argumentou que o eleitor de esquerda precisa manter coerência entre as escolhas para presidente e governador. “Se você vai votar na esquerda, no presidente Lula, para derrotar Flávio Bolsonaro, para derrotar a direita, não pode votar na direita aqui no Rio Grande do Norte”, afirmou. Depois, reforçou o apelo: “Não faça isso. Pense mil vezes”.
As críticas mais incisivas foram dirigidas a Allyson, a quem Robério chamou de “ator de Mossoró” e “camaleão”. O pré-candidato do Psol contestou a tentativa do ex-prefeito mossoroense de se apresentar como um nome de centro e afirmou que sua vinculação ao União Brasil o posiciona no campo da direita.
“Ele fala que é de centro, fica em cima do muro, mas o partido dele é o União Brasil, que é o partido de Davi Alcolumbre (presidente do Senado), que lá em Brasília travou o andamento do fim da escala 6×1”, disse.
Para Robério, há uma contradição entre o discurso adotado por Allyson no Estado e as posições nacionais da legenda. “Ele fala aqui que está a favor do fim da escala 6×1. Mas o partido de Allyson lá em Brasília, no Senado, brecou, travou o fim da escala 6×1. Allyson é um camaleão que vai se adaptando de acordo com as circunstâncias para enganar o povo”, afirmou o professor.
Em relação a Álvaro, Robério concentrou as críticas na gestão do ex-prefeito em Natal. Chamou o adversário de “destruidor de Ponta Negra” e relacionou sua administração a problemas urbanos da capital. “Está chovendo hoje em Natal. Está tudo alagado. Tem um desastre aqui na gestão de Natal”, declarou, citando a obra de engorda na Praia de Ponta Negra e os problemas de drenagem na região.
Para o pré-candidato, Allyson e Álvaro integram grupos distintos, mas representam o mesmo modelo político. Ele associou a vantagem eleitoral dos dois ao apoio de prefeitos, vereadores e estruturas partidárias espalhadas pelo Estado. “Eles têm as máquinas de dezenas e dezenas de prefeitos e vereadores a favor deles, porque representam a velha política, a velha forma de fazer política, a política oligárquica, as elites políticas retrógradas do Estado”, afirmou.
“Os dois só estão divididos. Não estão na mesma candidatura, não estão no mesmo bloco, mas são dois blocos da velha política do Estado. Tanto o seu Allyson quanto o seu Álvaro representam a velha política, a podre política do Estado”, acrescentou Robério.
Ele também prometeu levar esse confronto ao primeiro debate entre os candidatos ao Governo do RN, que vai acontecer no dia 9 de agosto, na Band RN. “Vou deixar o seu Allyson e o seu Álvaro nus, completamente nus. Nossa campanha é uma campanha para ganhar, mas também vai ser muito educativa, para abrir o olho das pessoas”, enfatizou.
Robério declarou que a intenção do Psol é utilizar o período eleitoral para discutir ideologia, programas partidários e as consequências das escolhas do eleitor. “Nós não estamos entrando para ser figurantes. Nós vamos entrar para ganhar”, disse. Ele atribuiu seu atual desempenho nas pesquisas ao início tardio da pré-campanha e à menor exposição em relação aos concorrentes.
Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Robério afirmou que permaneceu em sala de aula durante o semestre, enquanto os adversários percorreram os municípios. “Eu não pude fazer muita campanha. Sou professor, estava dando aula”, relatou.
Na avaliação dele, o cenário começará a mudar com o início oficial da campanha e a realização dos debates. “O jogo está começando agora”, afirmou. “Não tenho dúvida de que nós vamos crescer rapidamente, vamos bater para ir ao segundo turno e ganhar a eleição.”
Aliança com o PT Durante a entrevista, Robério também explicou a decisão do Psol de ter candidaturas próprias ao Governo do RN e ao Senado, apesar das investidas do PT para uma composição. Segundo ele, a decisão decorre das diferenças do Psol com a administração estadual. “Apesar do nosso respeito com o pessoal do PT, nós temos nossas diferenças. Não estamos de acordo completamente com o que foi o governo da professora Fátima Bezerra”.
O pré-candidato também considerou improvável uma reviravolta após a corrente Articulação de Esquerda, ligada à deputada federal Natália Bonavides (PT), defender a entrada do Psol na chapa governista e a entrega de uma candidatura ao Senado ao partido. “Acho muito difícil. Nós elogiamos, agradecemos muito a boa intenção da corrente da companheira Natália Bonavides, mas a corrente dela é minoria dentro do PT”, avaliou.
Robério também criticou as tentativas do PT de formar uma composição com o PSDB e atacou a escolha da ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB) como vice de Cadu. Ele classificou Alves, Maias e Rosados como representantes das antigas oligarquias potiguares. “O PT vai de Rosado na vice, como se não tivesse aprendido nada com o coice que levou de Walter Alves, da oligarquia Alves. Para nós, esse tipo de aliança não dá, esse tipo de governo não dá”, afirmou.
Apesar das críticas, Robério ressaltou que o alvo central de sua campanha será a direita, e não Fátima ou o candidato Cadu Xavier (PT). Também rejeitou a acusação de que a candidatura própria contribuiria para dividir o campo progressista. “O que faz o jogo da direita não é o Psol lançar candidatura. São, às vezes, as frustrações com o governo de esquerda que abrem espaço para a direita. Não é a nossa candidatura”, declarou.
Decepção com Fátima Ao avaliar a gestão de Fátima na educação, Robério afirmou que o governo “deixou muito a desejar”. O professor questionou a permanência do analfabetismo e o desempenho da rede estadual em índices educacionais, apesar de o Rio Grande do Norte ser governado há dois mandatos por uma professora com trajetória sindical.
“Eu acho particularmente que não tem sentido um Estado como o Rio Grande do Norte ter o pior Ideb do País”, disse. Robério também comparou a oferta de ensino integral com a de outros estados nordestinos. “Piauí, Pernambuco e Ceará estão com 70% de escolas estaduais em tempo integral. O Rio Grande do Norte mal passa de 30%. Uma vergonha. Por que não se avançou nisso?”
Ele disse ter entregado à governadora, logo no início do seu primeiro mandato, em 2019, um plano para erradicar o analfabetismo, mas que as sugestões não foram colocadas em prática. Robério atribuiu os resultados à orientação que classificou como fiscalista. “O governo da professora Fátima ficou mais preocupado em mostrar serviço de equilíbrio fiscal para o empresariado do que atender às necessidades da classe trabalhadora e do povo pobre no Estado”, afirmou.
Propostas No fim, Robério resumiu seu programa em quatro eixos principais. Na educação, propôs eliminar o analfabetismo em dois anos por meio de um mutirão com estudantes e professores de instituições públicas e privadas. Também prometeu elevar de cerca de 30% para 50% a participação das escolas de tempo integral, valorizar os professores com ganhos salariais reais e reservar parte da jornada para qualificação.
Na economia, defendeu uma política de industrialização baseada na produção local de mercadorias atualmente importadas, como água sanitária, detergentes e alimentos congelados. “Produtos simples que nós vamos listar e industrializar para gerar milhares de empregos aqui”, afirmou.
O quarto eixo é ambiental: plantar pelo menos 5 milhões de árvores, com espécies nativas e frutíferas organizadas em sistemas agroflorestais. A proposta, segundo ele, busca combater a desertificação, reduzir o calor, estimular uma agroindústria e gerar empregos no interior.
O Brasil se manteve fora do Mapa da Fome durante o triênio de 2023 a 2025 e apresentou melhorias em indicadores de insegurança alimentar, segundo o relatório SOFI 2026 (Relatório de Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2026), divulgado nesta terça-feira (21).
De acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), o país manteve abaixo de 2,5% o percentual da população com risco de subalimentação (quando não há renda suficiente para consumir a quantidade mínima de calorias para uma vida saudável), principal indicador usado para a inclusão no Mapa da Fome.
Em 2025, o Brasil avançou em diversos indicadores, com destaque para o índice da população que vive em insegurança alimentar severa, no qual o país atingiu o menor número da série histórica (0,6%).
No triênio analisado, 16,7 milhões de pessoas deixaram essa condição, registrando a terceira queda consecutiva do país nesse indicativo. A título de comparação, entre 2021 e 2023, 6,6% dos brasileiros estavam nessas condições.
Alimentação saudável Segundo os dados da FAO, entre 2023 e 2025, 21,1% dos brasileiros não tiveram condições de pagar por uma alimentação saudável.
No período analisado, o custo da dieta saudável no Brasil também recuou e chegou a US$ 4,89 em PPC (Paridade do Poder de Compra) por pessoa ao dia, ficando abaixo da média da América do Sul (US$ 4,94) e da América Latina e Caribe (US$ 4,91).
A pesquisa leva em conta dados macroeconômicos como o PIB (Produto Interno Bruto) e o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
O ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União) assumiu a liderança das intenções de voto na região de Natal, enquanto o ex-prefeito da capital Álvaro Dias (PL) ampliou sua força no Seridó, segundo a nova pesquisa do Instituto Exatus, contratada pelo Grupo Agora RN — que edita os jornais Agora RN e O Correio de Hoje. Os dados regionais mostram Allyson à frente em sete dos 11 recortes do levantamento, contra quatro lideranças de Álvaro.
Na região de Natal, que reúne a capital e outros 12 municípios, Allyson alcança 39,9% das intenções de voto, contra 32,4% de Álvaro. O ex-secretário da Fazenda Cadu Xavier (PT) aparece com 12,2%. Outros 8,4% não votariam em nenhum dos candidatos e 6,6% não souberam responder.
Na pesquisa anterior, realizada no fim de maio, Álvaro liderava o recorte da Grande Natal com 35,01%, enquanto Allyson tinha 31,96% e Cadu, 14,54%. Embora as divisões territoriais das duas rodadas não sejam exatamente iguais, os números apontam uma inversão das posições. Allyson, que aparecia 3,05 pontos atrás, agora está 7,5 pontos à frente de Álvaro.
O novo agrupamento de Natal inclui Ceará-Mirim, Extremoz, Ielmo Marinho, Macaíba, Maxaranguape, Monte Alegre, Natal, Parnamirim, Poço Branco, Rio do Fogo, São Gonçalo do Amarante, São José de Mipibu e Touros. Em maio, a Grande Natal era a única das nove regiões em que Álvaro liderava.
Álvaro avança no Seridó Se Allyson virou o jogo na região da capital, Álvaro passou à frente nos dois recortes do Seridó. Na pesquisa anterior, a região aparecia agrupada, com Allyson na liderança: 27,66%, contra 24,82% de Álvaro e 14,18% de Cadu. Agora, na região de Caicó, Álvaro tem 32%, seguido por Allyson, com 23,5%, e Cadu, com 20%. Robério Paulino (Psol) soma 0,7%, e Dário Barbosa (PSTU), 1,7%. Outros 11,6% não votariam em nenhum e 10,6% estão indecisos. O agrupamento reúne Caicó, Cruzeta, Jardim de Piranhas, Jucurutu e Parelhas. Em Currais Novos, área em que a pesquisa inclui também Lagoa Nova, Álvaro registra 28,5%. Allyson aparece com 19,9%, e Cadu, com 8,5%. Robério tem 3,8%, seu melhor resultado regional, enquanto Dário não pontua. O índice dos que não souberam responder chega a 27,7%, o maior entre os 11 recortes. Outros 11,6% não escolheriam nenhum dos candidatos.
Allyson supera 50% em três recortes De acordo com a Exatus, Allyson alcança mais de 50% nas regiões de Canguaretama, Santo Antônio e Assú. Seu melhor resultado aparece na região de Canguaretama, formada por municípios do Litoral Sul e do Agreste. Ele tem 57,6%, contra 18,2% de Álvaro e 9,7% de Cadu. No recorte de Santo Antônio, Allyson registra 53,5%. Álvaro aparece com 23,9%, e Cadu, com 13,2%. A região inclui Santo Antônio, Passa e Fica, Nova Cruz, Boa Saúde e São José do Campestre. Em maio, Allyson tinha 54,95% no conjunto do Agreste, contra 20,30% de Álvaro e 5,94% de Cadu. Apesar da mudança na composição territorial, o candidato do União Brasil mantém desempenho superior a 50%. Na região de Assú, que reúne municípios do Vale do Açu e da Costa Branca, Allyson chega a 52,9%. Álvaro e Cadu aparecem praticamente empatados: o candidato do PL tem 15,9%, e o petista, 15,5%. Em maio, no bloco denominado Vale do Açu/Central, Allyson tinha 51,06%, Cadu aparecia com 15,96% e Álvaro, com 9,57%. Mesmo com a mudança nos municípios incluídos, Allyson e Cadu mantêm patamares semelhantes, enquanto Álvaro apresenta percentual maior.
Mossoró e Alto Oeste Na região de Mossoró, Allyson, que foi prefeito da cidade, registra 49,8%. Cadu aparece em segundo lugar, com 14,1%, numericamente à frente de Álvaro, que soma 10,6%. Outros 14,7% não votariam em nenhum candidato, e 10,8% não souberam responder.
O agrupamento reúne Apodi, Areia Branca, Baraúna, Campo Grande, Caraúbas e Mossoró. Em maio, Allyson tinha 55,65% no Oeste, Álvaro registrava 12,97% e Cadu, 8,37%. A comparação indica a manutenção da ampla vantagem de Allyson e uma melhora de Cadu, que assume a segunda posição no novo recorte.
No Alto Oeste, Allyson também permanece à frente. Na região de Pau dos Ferros, ele tem 41,7%. Cadu aparece com 20,4%, ligeiramente acima de Álvaro, que registra 19%. Em maio, considerando todo o Alto Oeste, Allyson tinha 43,44%, Álvaro somava 12,30% e Cadu aparecia com 11,48%.
Cadu cresce em João Câmara O melhor resultado regional de Cadu ocorre no recorte de João Câmara, formado pelos municípios de João Câmara e Pedro Avelino. Allyson lidera com 40,1%, mas o candidato do PT alcança 29,9%, reduzindo a diferença para 10,2 pontos. Álvaro aparece em terceiro, com 15,1%.
No Mato Grande, em maio, Allyson tinha 55,95%, Álvaro registrava 15,48% e Cadu aparecia com 10,71%. O recorte atual é mais restrito, mas mostra Cadu em patamar bem mais elevado, enquanto Álvaro permanece praticamente estável.
Álvaro lidera em dois recortes do Agreste Além do Seridó, Álvaro lidera em Santa Cruz e São Paulo do Potengi. Na região de Santa Cruz, formada também por Campo Redondo e Tangará, o candidato do PL chega a 38,6%. Allyson aparece com 23,8%, e Cadu tem 12,4%. A vantagem de Álvaro sobre Allyson é de 14,8 pontos.
O desempenho mais elevado de Álvaro ocorre em São Paulo do Potengi. Ele alcança 52,7%, contra 40,2% de Allyson. Cadu, Robério e Dário não pontuam. O recorte inclui São Paulo do Potengi, São Pedro e São Tomé.
Na pesquisa de maio, o Potengi era justamente a região de melhor desempenho de Allyson: ele tinha 60%, contra 17,14% de Álvaro e 2,86% de Cadu. Embora o novo agrupamento seja mais restrito, o resultado indica uma inversão expressiva, com Álvaro agora 12,5 pontos à frente.
Liderança estadual sustentada pelo interior Allyson lidera nos recortes de Assú, Canguaretama, João Câmara, Mossoró, Natal, Pau dos Ferros e Santo Antônio. Álvaro aparece à frente em Caicó, Currais Novos, Santa Cruz e São Paulo do Potengi. Cadu não lidera nenhum agrupamento, mas ocupa a segunda posição em João Câmara, Mossoró e Pau dos Ferros.
No resultado geral, média de todas as regiões, Allyson tem 41,78%, Álvaro registra 26,05% e Cadu aparece com 13,74%. Em relação à rodada de maio, Allyson passou de 41,01% para 41,78%; Álvaro avançou de 22,75% para 26,05%; e Cadu subiu de 12,61% para 13,74%.
A pesquisa Exatus ouviu 1.500 eleitores em todo o Rio Grande do Norte entre os dias 7 e 10 de julho de 2026. A margem de erro geral é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números RN-02620/2026 e BR-07763/2026.