Após decisão tomada pela militância e pela direção do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) no Rio Grande do Norte, em reunião realizada na última quarta-feira (17), a médica pediatra, sindicalista e servidora pública Sônia Godeiro teve o nome confirmado como segunda pré-candidata ao Senado para as eleições de 2026, ao lado do presidente estadual do partido no estado e pré-candidato, Sandro Pimentel.
A formação da chapa majoritária do Psol no RN – complementada pela pré-candidatura de Robério Paulino ao Governo – se apresenta como uma opção à esquerda para os eleitores progressistas ou sem voto definido.
Com foco na luta contra as pautas conservadoras e da extrema-direita, a médica é uma da fundadoras do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde/RN) e pretende conduzir sua jornada de pré-campanha trazendo uma extensa bagagem de dedicação às lutas dos profissionais de saúde.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República, protocolou representações no Tribunal de Contas da União (TCU) e na Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir a apuração de possíveis irregularidades nos gastos do Governo Federal com publicidade institucional em ano eleitoral.
As representações são dirigidas contra a Presidência da República e, em especial, contra a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). Os documentos apontam indícios de extrapolação do limite legal de despesas com publicidade institucional previsto no art. 73, VII, da Lei nº 9.504/1997, além de possível desvio de finalidade, abuso de poder econômico e eventual prática de improbidade administrativa. Na PGR, o senador pede a apuração de possível conduta vedada em ano eleitoral decorrente do suposto descumprimento dos limites estabelecidos pela legislação eleitoral.
Segundo as representações, os empenhos com publicidade institucional em 2026 já somariam R$ 785,7 milhões até 18 de junho, valor aproximadamente R$ 167,6 milhões acima do teto permitido para o primeiro semestre do ano eleitoral. Os documentos afirmam que o limite aplicável seria de R$ 618,1 milhões, o que indicaria excesso de cerca de 27,1%.
As peças também mencionam que os gastos com comunicação social chegaram a R$ 480,4 milhões em 2025, o maior valor da série histórica, e sustentam que o aumento ocorreu sem circunstância excepcional equivalente a eventos anteriores, como a Copa do Mundo de 2014 ou a pandemia de Covid-19. Outro ponto destacado nas representações é a campanha “Tempo com a Família”, vinculada à proposta de fim da escala 6×1. De acordo com os documentos, a campanha teria consumido aproximadamente R$ 80 milhões, o equivalente a cerca de 11% do total já gasto com comunicação social em 2026, apesar de tratar de medida ainda em tramitação no Congresso Nacional.
Para Rogério Marinho, a utilização de recursos públicos para defender uma pauta legislativa de forte apelo popular em ano eleitoral pode configurar desequilíbrio no debate público. O próprio TCU já tem entendimento sobre isso. Em 2019, no processo TC 036.192/2019-8, o Tribunal suspendeu a campanha publicitária do Governo Federal sobre o chamado “pacote anticrime”, então em tramitação no Congresso Nacional, por indícios de utilização irregular de recursos públicos e possível afronta ao caráter educativo, informativo ou de orientação social exigido pela Constituição para a publicidade institucional.
A cautelar foi confirmada pelo Plenário do TCU, em decisão que reforçou a impossibilidade de a máquina pública ser usada para pressionar ou influenciar o debate legislativo, especialmente quando a proposta divulgada ainda não constitui política pública efetivamente aprovada. As representações protocoladas agora afirmam haver indícios de confusão entre publicidade institucional e promoção de agenda político-eleitoral do governo.
No pedido ao TCU, o senador requer a realização de auditoria operacional e financeira emergencial na Secom, a requisição de informações sobre os gastos com publicidade nos primeiros seis meses de 2026, além da expedição de medida cautelar para suspender as campanhas. A representação também solicita que órgãos de controle interno, como a Controladoria-Geral da União, sejam oficiados para prestar informações sobre o caso. À PGR, Rogério Marinho pede a apuração de eventual prática de conduta vedada em ano eleitoral, diante da suposta extrapolação dos limites legais de publicidade institucional.
Após a criação de uma regra que permite a alunos do ensino médio passar de ano mesmo reprovados em até seis disciplinas, a taxa de aprovação da rede estadual do Rio Grande do Norte passou de 77,6% para 93% em 2025. A alta foi de 15,4 pontos percentuais, ou 19,84% em relação ao ano anterior, segundo dados da Secretaria de Estado da Educação (SEEC) e do painel estatístico do Censo Escolar, do MEC. Pela medida, os estudantes avançam para a série seguinte e cursam simultaneamente as disciplinas em que ficaram reprovados no ano anterior.
A Portaria-Sei Nº 645 entrou em vigor em julho do ano passado e estabelece diretrizes para o Regime de Aprovação em Progressão Parcial (RAPP). Pelo texto, podem passar para o ano seguinte os estudantes do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) reprovados em até três matérias. Já os alunos do Ensino Médio, regular e profissional em tempo parcial ou em tempo integral (1ª e 2ª séries), podem reprovar em até seis componentes curriculares.
A reportagem da TRIBUNA DO NORTE questionou a Seec/RN sobre o número de alunos que passaram de ano em 2025 por meio do regime. A pasta se limitou a informar que a taxa de aprovação no ano passado foi de 93% e que a estratégia tem auxiliado no fortalecimento do processo de aprendizagem e percurso escolar dos estudantes.
“Os estudantes atendidos pelo regime de progressão parcial estão sendo acompanhados por meio de ações de recomposição das aprendizagens desenvolvidas pelas unidades escolares, com monitoramento sistemático realizado pelas Diretorias Regionais de Educação e Cultura (DIREC)”, disse em nota.
Com limite de até seis disciplinas reprovadas para que o aluno ainda possa avançar de série, o Rio Grande do Norte adota uma das regras mais flexíveis do país. Levantamento de O Globo mostra que o Estado divide com a Paraíba o maior número de componentes curriculares permitidos entre as redes que utilizam a progressão parcial. Estados vizinhos, como Ceará e Pernambuco, permitem dependência em até três disciplinas.
A professora da UFRN Etienne Lautenschlager, membro da diretoria regional da Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM), avalia que a portaria pode ter contribuído para o aumento na taxa de aprovação no Estado. Ela defende, no entanto, que a discussão não deve se limitar aos índices, mas ao aprendizado real dos estudantes.
“Minha preocupação não é com a progressão parcial em si, mas com aquilo que antecede a decisão de aprovar ou reprovar. Quando um professor afirma que determinado estudante “não sabe”, precisamos também perguntar: como essa aprendizagem foi avaliada?”, destaca.
A professora aposentada Cláudia Santa Rosa, doutora em educação, traz uma perspectiva semelhante e afirma enxergar a Portaria-Sei Nº 645 com preocupação. Isso porque a medida, apesar de buscar uma melhora na taxa de aprovação no Estado, não resolve os problemas na aprendizagem dos estudantes.
“A política de progressão parcial por si só é reparadora da parte quantitativa, mas não é reparadora do aspecto qualitativo. Entendo que uma boa política para valorizar o estudante e o trabalho do professor, precisaria de investimento na aprendizagem, na formação de professores e no debate com quem está dentro das escolas, além da sociedade”, argumenta a especialista.
Cláudia Santa Rosa observa, contudo, que o problema não está em oferecer alternativas para os estudantes que tenham ficado com pendência em alguma matéria, mas na forma como isso está sendo feito. Isso porque a reprovação em três ou seis disciplinas pode ser considerada elevada, sobretudo quando inclui disciplinas como linguagens e matemática, consideradas primordiais para aprendizado em outros componentes da grade.
Já a professora Denise Bortoletto, diretora do Núcleo de Educação da Infância (NEI) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), reconhece que a progressão pode auxiliar no enfrentamento a desafios como a evasão escolar após sucessivas reprovações. Ela destaca, por outro lado, que o número de reprovações admitidas chama atenção.
“Ao meu ver, a possibilidade de avançar de série com até seis disciplinas pendentes pode representar uma oportunidade para evitar a exclusão escolar, porém também possibilita dúvidas sobre a capacidade de recuperação efetiva pelos estudantes dessas aprendizagens ao longo do ano seguinte. Deste modo, me parece que o principal desafio se relaciona com a garantia de que a política não se transforme apenas em um mecanismo de correção de fluxo”, destaca a docente.
Seguindo a Portaria-Sei Nº 6452/2025, a organização e a realização do RAPP deve seguir uma série de diretrizes estabelecidas pela rede estadual de educação. É o caso do apoio da política nas escolas pelas DIRECs, além da disponibilidade de um tutor responsável para o acompanhamento dos estudantes no cumprimento das atividades propostas.
A professora Cláudia Santa Rosa afirma não conseguir visualizar a implementação efetiva dessas diretrizes, uma vez que muitas escolas enfrentam carências de professores em mais de uma grade curricular. “É possível que em algumas escolas, olhadas com mais atenção, isso se concretize. Já nas escolas esquecidas, mais presentes na periferia e menos colocadas na vitrine, não sabemos como é que isso vai se configurar”, destaca.
A visão é acompanhada pela professora Denise Bortoletto que, embora reconheça a importância da previsão de tutoria, defende ser preciso considerar os desafios enfrentados pelas escolas estaduais. Entre eles, cita as limitações nas equipes pedagógicas e a elevada demanda administrativa, que se somam ao desafio de uma implementação igualitária da política entre as escolas do eixo urbano e rural .
A reportagem da TRIBUNA DO NORTE questionou a Seec/RN sobre a viabilização dos professores tutores para o acompanhamento dos alunos, mas a pasta não respondeu ao questionamento.
Medida pode inflar pontuação do Ideb
O Regime de Aprovação em Progressão Parcial também gera discussões sobre possíveis efeitos nos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O Indicador é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no Censo Escolar, e das médias de desempenho no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
Segundo Denise Bortoletto, como o Ideb considera tanto o desempenho dos estudantes em avaliações padronizadas quanto os indicadores de fluxo escolar, incluindo as taxas de aprovação, as mudanças nas regras de progressão podem impactar os resultados do índice. Ela defende, nesse sentido, não apenas o acompanhamento das taxas de aprovação, mas também os níveis de proficiência dos estudantes nas avaliações educacionais.
“De modo específico para o Rio Grande do Norte, adotar uma política que reduz a retenção escolar tende a melhorar os indicadores de fluxo, o que pode contribuir para a elevação do Ideb. Porém, é importante considerar que esse aumento não necessariamente significará melhoria automática da qualidade da aprendizagem”, destaca.
Cálculo Ideb
Conforme explica Cláudia Santa Rosa, mesmo que as provas do Saeb sejam aplicadas em turmas específicas, o cálculo do Ideb considera os resultados de toda a fase de ensino. “Se os alunos forem bem nas provas, e essa aprovação em todas as séries do ensino médio também foi alta, por exemplo, mesmo ele tendo feito progressão com seis componentes curriculares, essa nota vai pra cima”.
Para Etienne Lautenschlager, é preciso avaliar se a prioridade está na melhora da aprendizagem ou na melhora dos indicadores. “O que deveria nos preocupar é algo muito mais básico: ao concluir a Educação Básica, nossos estudantes conseguem ler e compreender um texto? Conseguem argumentar? Resolver problemas cotidianos? Fazer cálculos básicos? As avaliações nacionais e internacionais mostram que ainda temos dificuldades importantes nessas competências”, destaca.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) prendeu, nesta quarta-feira 24, mais um suspeito de envolvimento no atentado que matou o assessor parlamentar Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos, e deixou ferido o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL), também de 37 anos.
O novo investigado foi identificado pelas autoridades como Wilson Mariano da Silva Filho. A prisão foi efetuada em Mossoró.
Segundo a Polícia Civil, elementos reunidos ao longo das investigações indicaram a participação de Wilson no crime. Com base nas provas colhidas, a corporação representou pela prisão preventiva do investigado, medida que foi autorizada pelo Poder Judiciário. Após ser localizado, ele foi detido e agora será colocado à disposição da Justiça.
O atentado ocorreu na noite de 15 de junho em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, em Mossoró. Na ocasião, Cabo Deyvison realizava uma transmissão ao vivo pelas redes sociais quando foi surpreendido pelos disparos. O vereador foi atingido nas pernas e sobreviveu após receber atendimento médico, tendo recebido alta no dia 18. Já Alyson Dyego, que o acompanhava no momento da ação, foi baleado nas costas e morreu ainda no local.
A prisão do terceiro suspeito representa mais um desdobramento de uma investigação que mobiliza forças de segurança de dois estados. Logo após o crime, a Polícia Civil identificou e localizou José Antônio da Costa e Vinícius Gabriel da Silva Freitas, presos no dia 16 de junho no distrito de Parajuru, em Beberibe, no Ceará. Depois da prisão em flagrante, os dois tiveram a prisão preventiva decretada e passaram a responder por homicídio qualificado consumado, tentativa de homicídio qualificado e sequestro e cárcere privado.
De acordo com as investigações, após os disparos, os criminosos fugiram em um Toyota Corolla utilizado na ação. O veículo apresentou problemas mecânicos durante a fuga e foi abandonado, forçando os suspeitos a entrarem em uma área de mata. No dia seguinte, segundo a polícia, eles invadiram a residência de um casal, roubaram um automóvel e mantiveram um dos moradores em cárcere privado sob ameaça, libertando a vítima posteriormente nas proximidades da comunidade da Maísa.
Depois da prisão dos dois primeiros suspeitos, as apurações também resultaram na descoberta de um esconderijo utilizado pelos investigados na região da Maísa, em Mossoró. No local, foram apreendidos um fuzil calibre 5.56, uma pistola calibre .40 e munições compatíveis com os armamentos empregados no atentado. Exames periciais ainda identificaram vestígios dos dois primeiros suspeitos no Corolla usado na fuga, fortalecendo os indícios de autoria.
A Polícia Civil informou que a investigação permanece em andamento para esclarecer completamente a dinâmica do atentado, identificar possíveis coautores e eventuais mandantes do crime.
O trabalho envolve equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, da Polícia Militar e da Polícia Civil do Ceará, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Científica, entre outros órgãos de segurança.
Motivação do crime Em coletiva de imprensa no dia 19, a Polícia Civil informou que a principal linha de investigação sobre o atentado contra Cabo Deyvison aponta para uma possível retaliação de uma facção criminosa à atuação política do parlamentar contra o crime organizado.
Segundo o diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Mossoró, delegado Márcio Lemos, os elementos reunidos até o momento sustentam a linha investigativa que relaciona o atentado à atuação pública do vereador contra organizações criminosas.
“O conjunto probatório que até então foi alicerçado para comprovar e decretar a prisão preventiva dos membros aponta que a motivação foi a retaliação da organização criminosa que o vereador combate. Então, vem em função da atuação política dele de combater essa organização criminosa”, declarou, na ocasião.
Embora Cabo Deyvison já realizasse há anos publicações e vídeos com críticas às facções criminosas, investigadores avaliam que a exposição mais recente de lideranças desses grupos pode ter contribuído para o ataque.
“Recentemente, ele endureceu essas críticas e acabou nominando alguns líderes. E esses líderes, a gente sabe que realmente têm poder de mando suficiente para determinar um crime dessa magnitude”, afirmou o delegado regional de Mossoró, Caio Fábio.
A influenciadora Juliana Garcia Soares afirmou que a decisão da Justiça do Rio Grande do Norte de levar a julgamento popular o caso em que foi vítima de uma tentativa de feminicídio representa uma “resposta para a sociedade”. A manifestação foi publicada por ela nas redes sociais após a divulgação da decisão da 1ª Vara Criminal de Natal, que determinou que o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral seja submetido a júri popular por tentativa de feminicídio.
“E finalmente saiu a decisão que determina que o meu caso, a minha tentativa de feminicídio vai ser julgada como tal, como tentativa de feminicídio. Não tem hora para o julgamento ainda, não existe data marcada, mas desde então, essa é uma resposta para a sociedade, para uma sociedade doente que acha que vai ficar impune, para uma sociedade que não tem medo das leis. A prisão foi mantida e o julgamento vai acontecer, vai ser júri popular. E que todas as outras mulheres que passaram por isso tenham justiça aplicada”, declarou Juliana nos stories.
A decisão judicial foi divulgada nesta terça-feira, 23. Denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), Igor Cabral responderá por tentativa de feminicídio com duas qualificadoras. Ele permanece preso preventivamente desde 26 de julho do ano passado, data em que ocorreu o crime.
Ao encaminhar o processo para julgamento pelo Tribunal do Júri, a 1ª Vara Criminal de Natal destacou a gravidade do caso, a forma como as agressões foram praticadas e os elementos reunidos durante a instrução processual.
“A gravidade concreta do crime, evidenciada pelo modus operandi de extrema violência e crueza — traduzido no espancamento contínuo de sua namorada em ambiente confinado, desfigurando-lhe a estrutura óssea facial e impondo-lhe severa sequela neurológica permanente —, demonstra a acentuada periculosidade social do agente e o risco real de reiteração delitiva caso restituído à liberdade”, registra a decisão.
O caso teve repercussão nacional após a divulgação das imagens do circuito interno de segurança do condomínio onde ocorreu a agressão, em Ponta Negra, na Zona Sul de Natal. As gravações mostram Igor Cabral desferindo 61 socos contra Juliana dentro do elevador. Nas imagens, a vítima aparece encurralada em um espaço reduzido e atingida repetidamente na região da cabeça e do rosto.
Segundo a Justiça, há elementos suficientes para que a acusação seja analisada pelos jurados. A decisão destaca que a materialidade do crime está demonstrada por provas técnicas e documentais, incluindo laudos médicos que comprovaram a gravidade das lesões sofridas pela vítima.
Juliana sofreu múltiplas fraturas no esqueleto facial e precisou passar por uma cirurgia reconstrutiva. O procedimento exigiu a implantação de sete placas de titânio e 31 parafusos para reconstrução dos ossos atingidos. Conforme os autos, ela evoluiu com sequela neurológica permanente, caracterizada por paralisia facial periférica total à direita, classificada como grau VI.
Ao fundamentar a decisão, o juízo também ressaltou a relevância das imagens captadas pelas câmeras de segurança.
“A autoria material é inequívoca e repousa, primordialmente, nas contundentes mídias gravadas pelo circuito interno de segurança do elevador. As imagens revelam o acusado encurralando a ofendida no interior do cubículo e desferindo contra ela uma sucessão ininterrupta e violenta de socos concentrados na região vital da face, prolongando as agressões enquanto a vítima se encontrava caída e indefesa no chão”, aponta a decisão.
Durante o processo, a defesa sustentou que, embora graves, as lesões não teriam colocado Juliana em situação de perigo imediato de vida sob a ótica pericial. O argumento foi rejeitado pela Vara Criminal.
Para o juízo, a inexistência de risco imediato de morte não afasta, por si só, a possibilidade de configuração da tentativa de homicídio. A decisão acrescenta ainda que o acusado teria utilizado a própria estrutura do elevador para aumentar a força dos golpes.
“O ato de desferir múltiplos golpes concentrados na cabeça e na face da vítima, utilizando-se, inclusive, de apoio em barra do elevador para conferir maior potência mecânica aos impactos, impede a rejeição sumária do intento homicida por parte do juiz togado”, registra o documento.
As agressões ocorreram após uma discussão entre o casal durante um churrasco com amigos na área de lazer do condomínio. De acordo com a Polícia Civil, antes do espancamento, Igor Cabral jogou o celular de Juliana na piscina. Em seguida, já dentro do elevador, aconteceu a sequência de agressões registrada pelas câmeras.
Após os golpes, Juliana deixou o elevador com o rosto coberto de sangue e foi socorrida para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. O segurança do condomínio acompanhou a cena em tempo real pelas câmeras e acionou a Polícia Militar. Quando o elevador chegou ao térreo, moradores conseguiram conter o agressor até a chegada dos policiais.
Dias depois, a vítima foi submetida a uma cirurgia de mais de sete horas no Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), destinada à reconstrução dos ossos da face e do maxilar.
Igor Cabral foi preso em flagrante, tornou-se réu no início de agosto de 2025 e permanece custodiado na Cadeia Pública de Ceará-Mirim. Durante a tramitação do processo, o ex-jogador divulgou uma carta em que pediu perdão e afirmou que sua conduta teria sido influenciada por “um contexto de uso de substâncias e instabilidade emocional”.
Com dois gols de Vini Jr. e estreia de Neymar, o Brasil venceu a Escócia por 3 a 0 nesta quarta-feira 24 no Hard Rock Stadium, em Miami, garantiu a liderança do Grupo C e avançou ao mata-mata da Copa do Mundo de 2026.
O atacante do Real Madrid marcou os dois primeiros gols ainda no primeiro tempo e chegou a quatro na competição. Na etapa final, Matheus Cunha fechou o placar após assistência de Bruno Guimarães, que deu dois passes para gol na partida. Neymar entrou no segundo tempo e fez sua estreia no Mundial, o quarto da carreira, atuando por cerca de 20 minutos.
O Brasil abriu o placar aos 7 minutos, após pressão alta de Rayan sobre McKenna. O desarme resultou na bola para Vini Jr., que driblou o goleiro Gunn e finalizou para o gol vazio. Aos 21 minutos, o camisa 7 voltou a marcar após roubar a bola de Hendry, mas o lance foi anulado pelo árbitro mexicano César Ramos após revisão do VAR, que indicou falta na origem da jogada.
Mesmo com a anulação, o atacante voltou a balançar as redes nos acréscimos do primeiro tempo. Aos 47 minutos, Bruno Guimarães cruzou da direita, Gunn falhou no corte e Vini Jr. cabeceou para o gol vazio, ampliando o placar. Antes do intervalo, Rayan ainda teve chance de marcar, mas parou em defesa de Gunn.
No segundo tempo, o Brasil manteve o controle da partida e ampliou aos 15 minutos. Casemiro lançou Bruno Guimarães, que entrou na área, driblou o marcador e serviu Matheus Cunha para marcar o terceiro gol. A Escócia tentou responder em jogadas aéreas, com McTominay e Hendry, mas Alisson evitou o gol.
Aos poucos, o técnico Carlo Ancelotti passou a promover mudanças na equipe. Gabriel Martinelli e Fabinho entraram nos lugares de Lucas Paquetá e Casemiro. Após a pausa para hidratação, Neymar foi acionado e fez sua estreia na Copa. Recuperado de lesão na panturrilha, o camisa 10 voltou a campo após mais de um mês e chegou a finalizar aos 44 minutos, mas parou em defesa de Gunn.
Com o resultado, o Brasil chegou a 7 pontos e terminou na liderança do Grupo C. O Marrocos, que venceu o Haiti por 4 a 2, avançou em segundo lugar. A Escócia aguarda a sequência da rodada para saber se avança como uma das melhores terceiras colocadas.
A Seleção Brasileira agora aguarda a definição do Grupo F para conhecer o adversário na próxima fase, que pode ser Holanda, Japão ou Suécia. O confronto das oitavas será disputado na segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), em Houston.
Após as declarações da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em que fez críticas à condução de apoios do PL e ao seu enteado, senador Flávio Bolsonaro, o parlamentar se manifestou a respeito dizendo que nada nem ninguém o aborrece. A informação é do Estadão
No fim da noite de quarta-feira (24), ele publicou uma carta aberta em que negou ter desrespeitado, maltratado ou humilhado Michelle. Afirmou que jamais agiria dessa forma com a esposa do próprio pai.
No texto, Flávio reconheceu divergências com a ex-primeira-dama, mas as descreveu como parte de um processo natural entre pessoas com o mesmo objetivo. Disse que o foco comum é tirar o PT do poder nas eleições de 2026.
O senador afirmou ainda que tentou convidar Michelle para uma reunião com lideranças femininas conservadoras, mas que ela não atendeu à ligação nem respondeu à mensagem enviada.
Flávio encerrou a carta classificando a tentativa de aproximação como mais um gesto sem resposta. O conflito entre os dois se arrasta desde dezembro, quando Michelle criticou aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (24) que o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República e seu enteado, a tratou com rispidez por telefone após ela criticar aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a presidente nacional do PL Mulher relatou que ele disse que ela deveria ficar fora das decisões partidárias.
O conflito teve origem em dezembro do ano passado, quando Michelle questionou publicamente o apoio do diretório cearense do PL a Ciro Gomes para o governo do estado. Ela se recusou a aceitar aliança com alguém que descreveu como adversário do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio reagiu nas redes sociais acusando a madrasta de contrariar a vontade do pai. Eduardo Bolsonaro também se manifestou, classificando a postura de Michelle como injusta em relação ao candidato apoiado pelo diretório cearense.
Michelle disse que, ao tentar ligar para Flávio após as postagens, ele não atendeu. Quando retornou a ligação horas depois, foi, segundo ela, hostil e disse que ela havia chegado recentemente à política e não entendia o assunto.
A ex-primeira-dama afirmou que desde esse episódio Flávio não voltou a procurá-la e que ela passou a respeitar o pedido de distância. Ela disse que seu apoio à pré-candidatura do enteado não ocorrerá enquanto essa situação persistir.
No vídeo, Michelle listou declarações de Ciro Gomes contra a família Bolsonaro para justificar sua rejeição à aliança. Citou que o ex-governador teria chamado os filhos do ex-presidente de corruptos e o próprio Bolsonaro de ladrão e de responsável pela própria inelegibilidade.
Ela também mencionou entrevista recente de Ciro à revista Veja em que ele teria equiparado Bolsonaro a Lula. Para Michelle, a declaração evidencia que o político cearense é uma ameaça à direita e que eventualmente se voltará contra o campo.
Michelle negou que o vídeo tenha motivação eleitoral pessoal e rebateu relatos de que estaria ressentida por querer ser candidata. Afirmou que sua prioridade atual é cuidar do marido e que seu futuro político está, segundo ela, nas mãos de Deus.
A presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou estado de emergência no país momentos após os dois terremotos, de magnitude 7.2 e 7.5, atingirem a região nesta quarta-feira (24). Na sequência, foram emitidos alertas de tsunami. A chefe do Executivo confirmou, durante coletiva em rede nacional, 32 mortes.
Muitos venezuelanos estavam em casa no momento do tremor, celebrando o feriado nacional da independência. O fenômeno é considerado o maior do país em 126 anos. Os terremotos aconteceram perto da cidade de San Felipe, que fica a 160 quilômetros de Caracas. O governo, como medida de segurança, desconectou o fornecimento de gás doméstico nas áreas afetadas.
Foram desconectados, ainda, metrôs e ferrovias. As aulas nas escolas foram suspensas pelo restante da semana. O aeroporto da cidade de Maiquetía, localizada na costa do Mar do Caribe, foi fechado devido a “graves” danos. Dezenas de prédios desabaram na região.
Efeitos no Brasil
Os terremotos foram sentidos por moradores de Belém, no Pará, e Manaus, no Amazonas, provocando a evacuação de alguns prédios nas cidades brasileiras. Ainda não há registro de vítimas no país vizinho.
Em Manaus, moradores publicaram em redes sociais luminárias balançando e prédios sendo esvaziados. “Meus Deus, o prédio está balançando muito mesmo, misericórdia. Parece labirintite”, afirmou uma moradora em vídeo postado no Facebook.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro pode ter cometido uma “falta grave” ao manter uma arma de fogo durante o período em que cumpre prisão domiciliar humanitária. A avaliação consta em despacho enviado nesta quarta-feira 24 à Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá 48 horas para se manifestar sobre o caso.
Na decisão, Moraes cita o artigo 50 da Lei de Execução Penal, segundo o qual comete falta grave o condenado que possuir, de forma indevida, instrumento capaz de ofender a integridade física de outra pessoa.
O caso ganhou repercussão após a apreensão de uma pistola Glock 9 mm registrada em nome de Bolsonaro. A arma foi encontrada durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal, em posse de um sargento do Exército que integra a equipe responsável pela segurança do ex-presidente.
Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal na terça-feira 23 e admitiu ser o proprietário do armamento. Segundo informações da investigação, ele afirmou que manteve a arma em casa mesmo durante a prisão domiciliar porque havia “três mulheres em casa” e que não poderia permanecer desarmado.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da posse e do transporte da arma. De acordo com o militar abordado na blitz, a pistola havia sido retirada da residência do ex-presidente para a verificação de uma possível falha mecânica e seria devolvida posteriormente.
No despacho, Moraes destacou que a eventual caracterização da falta grave pode resultar em diversas sanções previstas na legislação, incluindo a interrupção de benefícios relacionados à execução da pena e até a revogação da prisão domiciliar, com retorno ao regime prisional.
A defesa de Bolsonaro sustenta que a arma estava regularmente registrada e que o ex-presidente solicitou apenas uma avaliação técnica após constatar um problema no funcionamento do equipamento. Os advogados também apresentaram documentação que comprovaria a autorização para posse do armamento.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária após condenação a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O prazo inicial de 90 dias da medida se encerra nesta quinta-feira (25), e a defesa já pediu a manutenção do benefício alegando problemas de saúde e múltiplas comorbidades.
A manifestação da PGR será utilizada pelo STF para decidir se houve descumprimento das condições da prisão domiciliar e quais medidas poderão ser adotadas em relação ao ex-presidente.
A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte determinou a suspensão imediata da divulgação da pesquisa eleitoral RN-01712/2026, realizada pelo Instituto Seta, que apontava o ex-prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (União), na liderança da disputa pelo Governo do Estado.
A decisão liminar foi proferida nesta terça-feira (23) pelo juiz federal Hallison Rêgo, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), após representação apresentada pelo Partido Novo.
Ao analisar o pedido, o magistrado entendeu que há elementos suficientes para suspender a divulgação do levantamento em razão de irregularidades identificadas no registro da pesquisa. O principal ponto destacado na decisão foi a ausência de informações obrigatórias sobre os bairros, áreas ou setores censitários onde foram realizadas as entrevistas.
Segundo o juiz, os dados complementares apresentados pelo instituto continham apenas a relação dos municípios pesquisados e o quantitativo de entrevistas realizadas em cada localidade, sem a devida especificação das áreas efetivamente abrangidas pela coleta de dados, como exige a legislação eleitoral.
Na decisão, Hallison Rêgo ressaltou que essas informações são fundamentais para assegurar a transparência, a fiscalização e a auditabilidade das pesquisas eleitorais. O entendimento segue jurisprudência consolidada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que considera irregular a divulgação de levantamentos que não atendam integralmente aos requisitos previstos na legislação.
Com a decisão, o Instituto Seta deverá retirar os resultados da pesquisa de seus sites, redes sociais e demais canais sob seu controle, além de comunicar a suspensão aos veículos de comunicação e perfis que receberam os dados do levantamento.
Em caso de descumprimento da determinação judicial, foi fixada multa diária de R$ 10 mil.
A medida tem caráter liminar e o mérito da ação ainda será analisado pelo TRE-RN.
A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação da prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente, cujo prazo de 90 dias estabelecido pelo relator vence nesta quinta-feira, 25. Nesta quarta, Moraes pediu a manifestação da PGR sobre uma possível “falta grave” de Bolsonaro, em razão da apreensão de uma arma em seu nome com um segurança, o que poderia levar à revogação da prisão domiciliar.
No pedido de prorrogação, a defesa do ex-presidente anexou um relatório médico que aponta que Bolsonaro tem “quadro de multimorbidade complexa, decorrente da associação de diversas doenças crônicas e sequelas permanentes”.
“Deve-se levar em consideração, ainda, que a parcial recuperação experimentada pelo Peticionário ao longo dos últimos meses ocorreu justamente durante o período de cumprimento da medida humanitária”, argumentaram os advogados no pedido a Moraes.
A pedido da defesa de Bolsonaro, Moraes concedeu a prisão domiciliar em março, quando o ex-presidente passou por uma internação por pneumonia.
A defesa de Bolsonaro também alegou a “similitude” do caso com a prisão domiciliar concedida pelo STF a Fernando Collor, “ocasião em que se reconheceu que, embora determinadas condições clínicas pudessem, em tese, ser acompanhadas no sistema prisional, a gravidade do quadro, a idade avançada e a necessidade de tratamento contínuo autorizavam a concessão da prisão domiciliar humanitária”.
Por essas razões, os advogados argumentam que a domiciliar de Collor é um “precedente” a ser aplicado no caso de Bolsonaro.
Em paralelo ao pedido de prorrogação da prisão domiciliar por razões médicas, Moraes deve decidir sobre a manutenção da medida diante da apreensão de uma arma que pertencia a Bolsonaro com um de seus seguranças. O ex-presidente prestou depoimento sobre a situação nesta terça-feira, 23.
Clientes da Caern devem redobrar a atenção. A Companhia de Águas e Esgotos do RN e a Polícia Civil emitiram um alerta sobre um golpe que usa o nome da empresa para oferecer supostos descontos de até 50% na quitação de contas em atraso. Os criminosos estão atuando principalmente por meio de grupos de WhatsApp e mensagens diretas, se passando por representantes da Companhia.
Durante a abordagem, os suspeitos solicitam informações da matrícula do imóvel e apresentam supostos débitos com condições consideradas vantajosas para pagamento. Após convencer a vítima, os golpistas orientam que o valor seja transferido via PIX para contas de terceiros. A negociação, no entanto, não possui qualquer vínculo com a Companhia.
A Caern reforça que não realiza cobranças, negociações ou acordos por canais não oficiais. A orientação é que qualquer proposta de desconto ou regularização de débito seja confirmada exclusivamente pelos meios de atendimento divulgados pela empresa.
Em caso de suspeita ou prejuízo, a recomendação é reunir as informações disponíveis e registrar um boletim de ocorrência. O procedimento pode ser feito pela Delegacia Virtual da Polícia Civil ou em qualquer unidade policial do estado.
Como funciona o golpe Criminosos entram em contato pelo WhatsApp; Se apresentam como representantes da Caern; Pedem o número da matrícula do imóvel; Informam supostos débitos e oferecem descontos de até 50%; Solicitam pagamento via PIX para contas de terceiros; Após a transferência, o dinheiro vai para os golpistas. Desconfie se… O contato vier de grupos de WhatsApp; Houver pressão para pagamento imediato; O PIX for destinado a pessoa física ou terceiros; A oferta prometer descontos extraordinários sem confirmação oficial; O atendimento não ocorrer pelos canais divulgados pela Caern. Canais exclusivos de atendimento ao público 📞 Teleatendimento: 115 💬 WhatsApp: (84) 98118-8400 📱 Aplicativo Caern Mobile 📍 Atendimento presencial nas unidades da Companhia
O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Francisco do PT, utilizou o horário destinado aos oradores na sessão plenária desta quarta-feira (24) para comentar o pagamento de emendas parlamentares e rebater críticas sobre obras estaduais apontadas como paralisadas. Durante o pronunciamento, o parlamentar afirmou que os repasses das emendas estão sendo realizados e ressaltou que não há distinção entre os deputados.
“As emendas estão sendo pagas. Não há discriminação entre deputados”, declarou, ao citar que acompanha o andamento dos pagamentos junto aos órgãos responsáveis.
Francisco do PT também fez referência a um levantamento apresentado anteriormente pelo deputado Gustavo Carvalho (PL) sobre obras classificadas como paralisadas. Segundo ele, os dados precisam ser analisados em conjunto com as justificativas registradas nos processos. “Vou entregar o relatório das 30 obras com as respectivas justificativas. Em muitos casos houve necessidade de nova licitação e a empresa já está executando os serviços”, afirmou.
O deputado ainda destacou agendas recentes ao lado da governadora Fátima Bezerra em municípios do estado, com entregas e acompanhamento de investimentos em infraestrutura e educação. Para o parlamentar, as ações demonstram a continuidade de obras e projetos em diferentes regiões do Rio Grande do Norte.
Depois de se pronunciar no Grande Expediente e no horário de líderes, fazendo críticas ao governo do Estado do Rio Grande do Norte, e ser rebatido pelo líder do Executivo na Assembleia, Francisco do PT, o deputado José Dias (PL) voltou ao tema no horário dos deputados, que encerra a sessão ordinária. José Dias afirmou que mantinha suas críticas, principalmente sobre o que chamou de “obras mixurucas”.
O deputado Luiz Eduardo (PL) também se pronunciou no horário, ressaltando as críticas de José Dias, contra o comparativo feito por Francisco do PT, entre o governo de Fátima Bezerra e o do seu antecessor Robinson Faria. E seguiu o discurso relatando as dificuldades no setor de Saúde do Estado.
“Cerca de 50% dos remédios estão faltando na Unicat”, alertou Luiz Eduardo, que também citou problemas nas áreas de segurança, estradas e educação.