Uma colisão frontal foi registrada na noite desta segunda-feira (5), por volta das 18h, na Avenida Getúlio Vargas, em Currais Novos, no Seridó potiguar.
De acordo com as informações repassadas pelas autoridades, um dos motoristas envolvidos no acidente estaria dirigindo sob efeito de álcool e trafegando pela contramão quando colidiu frontalmente com outro veículo que seguia no sentido contrário.
Após serem acionadas, as equipes realizaram o registro do sinistro e submeteram o condutor ao teste do etilômetro. O resultado apontou uma concentração de álcool no organismo cerca de quatro vezes superior ao limite previsto para caracterização de crime de trânsito.
Diante do resultado, foram adotados os procedimentos cabíveis e o caso foi encaminhado às autoridades competentes para as providências legais.
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu 24h para que plataformas de redes sociais removam publicações que veicularam a informação falsa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, teria jogado a bandeira do Brasil no chão após votar no primeiro turno das eleições, no último domingo (4).
Mendonça atendeu a um pedido da coligação Brasil Pronto Pra Mais, com alvo em posts do influenciador Pablo Marçal, entre outros perfis nas plataformas Facebook, TikTok, Threads, Instagram e X.
As publicações questionadas acusam Lula de ter jogado a bandeira no chão após uma foto tirada ao lado de seu candidato a vice Geraldo Alckmin, antes de deixar o local de votação, em São Bernardo do Campo (SP), em uma demonstração de “desprezo pelo Brasil”.
Na decisão, o ministro diz ter analisado diversos registros do episódio, com destaque para o vídeo da emissora Globonews que mostra a bandeira sendo enrolada, e não amassada como sugerem as postagens questionadas, sendo entregue a uma terceira pessoa, sem nunca tocar o chão.
Com base nesse registro, o ministro determinou a remoção de todas as publicações que digam que Lula “atirou”, “jogou” ou “deixou” a bandeira do Brasil no chão.
O ministro, contudo, avaliou que as publicações que dizem que Lula “amassou” a bandeira, ou que ele demonstrou desrespeito ou falta de consideração ao país, não precisam ser removidas.
Para ele, trata-se de um juízo de valor sobre o impacto simbólico do ato, o que estaria protegido pela liberdade de expressão e opinião.
“Cabe ao eleitor formar sua própria percepção sobre se a maneira pela qual a bandeira foi dobrada, enrolada ou manuseada representou gesto adequado, descuidado ou desrespeitoso”, escreveu o ministro.
Com base em outros registros fotográficos do episódio, Mendonça considerou que os autores das publicações irregulares não necessariamente tinham conhecimento de que estavam disseminando informações falsas.
A taxa de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu o nível mais baixo de sua carreira política. É o que aponta a pesquisa Reuters/Ipsos, divulgada na segunda-feira (5), na qual 32% dos norte-americanos afirmam aprovar o desempenho do republicano no segundo mandato.
Trump tem apresentado uma tendência de queda na popularidade desde que assumiu o cargo de presidente, em janeiro de 2025, ano em que recebia aprovação de 47% dos norte-americanos. Desde então, o percentual foi caindo para abaixo dos 40%, sobretudo devido à economia. Agora, o republicano enfrenta o pior nível de aprovação, influenciado pela guerra contra o Irã.
Isso porque o conflito com Teerã, lançado para conter o programa nuclear do país, se expandiu para o Estreito de Ormuz, rota de cerca de 20% do petróleo mundial. A crise na região vem afetando o preço do petróleo, pressionando a inflação e, automaticamente, o custo de vida nos países.
Segundo o levantamento, 34% dos entrevistados apoiam a guerra no Oriente Médio. A maioria está preocupada com o custo de vida nos Estados Unidos, com apenas 17% dizendo aprovar a gestão de Trump no tema.
Trump continua popular entre os republicanos na questão da imigração, com 79% do partido apoiando as ações. Em território nacional, a aprovação cai para 36%, enquanto 55% desaprovam a abordagem. Em relação ao combate ao crime, cerca de 35% dos entrevistados aprovam as ações de Trump, em comparação com 50% que desaprovam.
O cenário preocupa aliados republicanos, que temem que Trump perca o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, em novembro deste ano. A pesquisa mostrou que o número de eleitores que preferem democratas para o pleito continua crescendo (43%), em relação aos que optam por nomes republicanos (35%).
A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada em âmbito nacional e online, coletou respostas de 1.277 adultos nos Estados Unidos. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.
O resultado das eleições de 2026 reforçou a força política do prefeito Maciel Freire em Cerro Corá. Os candidatos apoiados pelo seu grupo conquistaram votações expressivas no município e saíram fortalecidos das urnas, confirmando a capacidade de articulação e liderança do atual prefeito.
Na disputa para deputado federal, os nomes apoiados pelo grupo de Maciel somaram 4.061 votos, com destaque para Benes Leocádio, que recebeu 1.827 votos no município. Para deputado estadual, o conjunto de candidatos apoiados pelo grupo alcançou 3.156 votos, tendo Eudiane Macedo como a mais votada entre eles, com 835 votos.
O desempenho também apareceu nas disputas majoritárias. Allyson Bezerra foi o candidato a governador mais votado em Cerro Corá, alcançando 45,08% dos votos válidos. Para o Senado, Styvenson Valentim e Samanda de Lula foram os dois candidatos mais votados pelos cerro-coraenses, com 4.728 e 2.811 votos, respectivamente.
Para o grupo político de Maciel, o resultado das urnas vai além da eleição de seus candidatos. Representa também uma demonstração da confiança que o prefeito mantém junto à população depois de quase dois anos à frente da administração municipal.
Desde que assumiu a Prefeitura, Maciel tem buscado imprimir uma gestão marcada pela ampliação dos serviços públicos e pela presença da administração nas diferentes áreas do município. Os avanços recentes na saúde, educação, infraestrutura, agricultura e demais setores ajudam a explicar a manutenção desse capital político.
O resultado de 2026 coloca Maciel em uma posição ainda mais relevante no cenário político local: além de prefeito, consolida-se como uma liderança capaz de reunir diferentes forças políticas, transferir apoio e conduzir um grupo competitivo dentro de Cerro Corá.
Com a eleição encerrada para deputados e senadores e a disputa estadual seguindo para o segundo turno, o grupo político liderado por Maciel sai das urnas fortalecido e com o desafio de transformar essa força política em novas parcerias e conquistas para o município.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu a progressão para o regime semiaberto a Débora Rodrigues dos Santos, a Débora do Batom, condenada a 14 anos de prisão por crimes relacionados aos atos de 8 de Janeiro.
Apesar da mudança de regime, ela permanecerá em prisão domiciliar, considerada pelo ministro uma forma de cumprimento de pena mais benéfica do que o semiaberto.
Na mesma decisão, assinada em 2 de outubro, Moraes reconheceu o direito de Débora à remição de 212 dias da pena.
O abatimento corresponde a 108 dias pelo trabalho realizado durante o período em que esteve presa, quatro dias pela leitura de um livro e 100 dias pela aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (ENEM PPL) de 2023.
Débora foi condenada definitivamente a 14 anos de prisão — 12 anos e seis meses de reclusão e um ano e seis meses de detenção — além de 100 dias-multa.
A condenação inclui os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.
Começa a valer nesta terça-feira (6) a Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que proíbe totalmente a atuação das casas de apostas online, as chamadas bets, no Brasil. A decisão determina que todas as plataformas do setor encerrem as operações e retirem seus sites do ar no país.
A ofensiva contra o setor de apostas de quota fixa ganhou força no início de setembro, quando Lula endureceu o tom e prometeu banir as atividades, apontando que os jogos geram dependência na população, endividamento generalizado e graves problemas de saúde mental. Desde então, a equipe econômica e a Advocacia-Geral da União (AGU) elaboraram o texto da MP com o objetivo de blindar a medida contra contestações legais.
Apesar do esforço do Planalto, a manobra não evitou reações. Representantes do setor já acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a MP, sob a alegação de que a interrupção abrupta das atividades gera grave insegurança jurídica.
As empresas argumentam que desembolsaram valores expressivos em outorgas para operar legalmente no país por um período de cinco anos, prazo que foi sumariamente interrompido pela nova diretriz. Até o momento, o governo arrecadou R$ 2,5 bilhões com o licenciamento, sendo cobrados R$ 30 milhões por outorga básica (com direito a até três marcas) e R$ 5 milhões por cada marca adicional.
Tattiana de Navarro, procuradora de assuntos tributários da OAB-DF, aponta que os conflitos judiciais poderiam ter sido mitigados caso o Planalto tivesse optado por uma transição moderada. Segundo ela, um cronograma gradual até o término natural das outorgas traria previsibilidade tanto para a segurança jurídica das empresas quanto para a estabilidade do próprio governo.
Histórico da regulamentação e bloqueio de tráfego
As apostas esportivas e de quota fixa foram autorizadas no Brasil durante a gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB), mas a regulamentação efetiva do setor ocorreu apenas em 2025, impulsionada pelo Ministério da Fazenda para combater a ilegalidade. Após cerca de um ano de mercado regulado e focado em mecanismos de proteção ao consumidor e combate ao endividamento, Lula optou pela proibição total.
Como desdobramento da MP, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) determinou que, a partir desta terça-feira, o tráfego de internet voltado aos sites de apostas seja redirecionado compulsoriamente para a plataforma governamental www.brasilsembets.gov.br.
Marlos Mariz ganha destaque na política potiguar ao assumir a coordenação da campanha do deputado federal General Girão na região Oeste do Estado, onde alcançou resultados expressivos.
Durante a missão no Oeste, Marlos também somou esforços em Currais Novos ao lado do pastor João Batista, responsável pela coordenação local. A atuação conjunta contribuiu para o desempenho do General Girão no município, que terminou como o segundo candidato a deputado federal mais votado na cidade, com quase 2 mil votos.
Após quatro meses de trabalho intenso em diferentes regiões do Estado, Marlos retorna a Currais Novos para celebrar a vitória do General Girão e o expressivo resultado alcançado nas urnas.
O preço do garrafão de 20 litros de água de mineral ficou mais caro a partir desta segunda-feira (5) no Rio Grande do Norte. O reajuste não terá um percentual único, cabendo a cada indústria definir seu novo valor. Segundo o Sindicato das Indústrias de Cervejas, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em geral do RN (Sicramirn), o percentual de reajuste técnico médio sugerido às fontes oscila entre 10% e 15%.
O Sicramirn explica que o aumento ocorre após o setor absorver sucessivas altas na estrutura de custos nos últimos meses, incluindo o custo de envase, da distribuição e revenda em toda a cadeia produtiva. Atualmente, o garrafão é vendido ao consumidor final no estado com preços que variam entre R$ 9 e R$ 15.
Entre os fatores que justificaram a medida estão o reajuste de cerca de 6,8% no salário mínimo, a alta média de 5,4% na tarifa de energia elétrica da Cosern — que chegou a 10,9% para consumidores industriais de alta tensão —, e a inflação acumulada de 4,22% nos últimos 12 meses.
O sindicato aponta ainda a pressão dos “custos de resinas, embalagens, tampas, lacres, combustíveis, logística, mão de obra” e “todas as exigências sanitárias e ambientais próprias de uma indústria de alimentos”.
Nas distribuidoras, a expectativa é de que o repasse ocorra gradualmente até o final do ano. Ângelo Macedo, proprietário de uma distribuidora de água e gás no bairro Cidade Alta, em Natal, explica que o anúncio serve de alerta para que os revendedores organizem o caixa antes do repasse definitivo das fontes.
“As fontes vão falando com os distribuidores para ir se adequando, já organizando para ter o reajuste neste mês de outubro. Quando é de novembro para dezembro, começa a valer o novo valor”, diz. Ele estima que o garrafão aumente até R$ 1,00 em alguns casos, a depender também da localização do bairro e das taxas de entrega.
Diante do cenário de reajuste, o Procon Natal anunciou que intensificou as fiscalizações nos comércios da capital a partir desta segunda-feira, a fim de coibir eventuais abusos e garantir que os aumentos estejam justificados. A diretora-geral do órgão de defesa do consumidor, Dina Pérez, orienta que o consumidor deve pesquisar preços entre diferentes marcas e estabelecimentos antes de comprar.
“É fundamental verificar se o reajuste repassado ao consumidor final é proporcional ao aumento aplicado na fonte pelas indústrias, evitando, assim, margens de lucro abusivas ou desproporcionais por parte dos revendedores”, explica.
Caso o consumidor identifique aumentos excessivos ou sem justificativa, deve formalizar a denúncia no Procon Natal, apresentando comprovantes ou notas fiscais. O atendimento do órgão funciona pelo WhatsApp no número (84) 3232-6189 ou presencialmente na Avenida Ulisses Caldas, 181.
Segundo o Sicramirn, a perspectiva de novos aumentos é pressionada por variáveis externas, cambiais, de políticas tributárias, regimes e preços para importação de insumos plásticos. “O segmento é contrário a qualquer reajuste que não sejam os pressionados por esses fatores”, frisa a entidade.
O ex-presidente Michel Temer (MDB) anunciou nesta segunda-feira (5) apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em uma declaração enviada à imprensa, Temer afirmou que o resultado do primeiro turno mostrou que o eleitorado “deseja mudança”.
“Quer, portanto, reconexão. E reconexão é Flávio”, disse.
O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno na liderança. Com 100% das seções totalizadas, o candidato do PL recebeu 56,1 milhões de votos, ou 47,03% dos votos válidos. Lula teve 53.879.538 votos, equivalentes a 45,16%. Os dois voltam às urnas em 25 de outubro.
Na manifestação, Michel Temer afirmou que as urnas mostraram que a população quer “atenção e respeito” e relacionou o desempenho de Flávio às mudanças nas bancadas eleitas para o Congresso Nacional.
“A sociedade não quer fórmulas repetidas e discursos grosseiros. Quer novas ideias, novas atitudes, novos projetos e um caminho diferente”, escreveu o ex-presidente.
Temer também destacou que Flávio chegou ao segundo turno em primeiro lugar. “As urnas falaram. O povo brasileiro, autoridade única da democracia, deixou claro que deseja mudança”, afirmou.
O apoio é uma posição pessoal de Temer. No primeiro turno, o MDB decidiu não apoiar nenhum candidato ao Planalto e liberou seus diretórios estaduais para formar alianças de acordo com as disputas locais.
Após o resultado do 1º turno, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que possa ver seu filho Flávio antes do dia 11, quando acaba a proibição de visitas do senador ao pai. Neste domingo (4), Flávio foi para o 2º turno das eleições na liderança pela corrida presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em prisão domiciliar, Jair pediu, nesta segunda-feira (5), a Moraes que tenha o seu regime ordinário de visitas restabelecido ou que, ao menos, seja autorizada uma visita de seu filho, Flávio Bolsonaro.
Atualmente em cumprimento de prisão domiciliar humanitária, Bolsonaro encontra-se submetido a restrições ao direito de visita impostas desde o mês de julho de 2026, quando Flávio divulgou uma carta de apoio à sua candidatura.
O advogados afirmam que transcorreu um período significativo sem registro de fatos ou episódios que justificassem a manutenção do regime extraordinariamente restritivo à convivência familiar e pessoal.
Cumprimento das regras
A defesa promete que o retorno das visitas ocorrerá com a observância de todas as condições de fiscalização e cautelares vigentes, preservando a convivência familiar sem causar prejuízos às regras de segurança estabelecidas.
Caso a retomada geral das visitas não seja concedida de imediato, a defesa apresentou um pedido subsidiário focado em uma liberação pontual. Os advogados requerem a autorização excepcional para uma única visita de Flávio Nantes Bolsonaro, destacando o caráter estritamente familiar do encontro.
A suspensão específica das visitas de Flávio Bolsonaro foi fixada por um prazo de 90 dias em 13 de julho de 2026, com término previsto para 11 de outubro de 2026.
Diante da proximidade da data final de cumprimento da medida, a petição solicita a antecipação dessa oportunidade de visita, com data e horário a serem previamente combinados com o Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM).
Com informações da coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles.
O plenário do Senado começa a discutir nesta terça-feira (6) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. Para ser aprovada, a proposta ainda precisa passar por dois turnos de votação na Casa. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não definiu, porém, quando a matéria será efetivamente votada.
A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, mas teve a análise no Senado adiada por Alcolumbre para depois das eleições. Em setembro, a proposta avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), após permanecer meses sem andamento.
Com o primeiro turno das eleições encerrado, o Senado retoma agora a discussão sobre a redução da jornada. Pelo regimento, são necessárias cinco sessões de discussão antes da votação de uma PEC. Nesta semana, estão previstas três sessões. Uma alternativa seria aprovar um calendário especial para permitir a votação no mesmo dia, mas essa possibilidade é considerada pouco provável por aliados do governo e integrantes da oposição.
Governo quer votação nesta semana
O governo defende que a PEC seja votada ainda nesta semana. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, participou de uma reunião de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na tarde desta segunda-feira (5) e afirmou a jornalistas que o objetivo é aprovar a proposta até quarta-feira (7).
A posição do governo encontra resistência na oposição. O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que ainda não havia conseguido conversar com Alcolumbre, mas disse que, na avaliação dos senadores, o processo deve seguir as cinco sessões previstas para a discussão da proposta.
A tendência, portanto, é que a votação não ocorra antes do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. Outro fator considerado pelos senadores é que a sessão desta terça-feira será realizada em formato semipresencial, o que reduz a presença de parlamentares em Brasília e dificulta uma eventual votação da PEC no mesmo dia.
Disputa sobre o calendário
A discussão sobre a escala 6×1 ganhou espaço no Senado depois da aprovação da proposta na Câmara e da pressão do governo para que o texto avançasse.
Alcolumbre já havia afirmado que o Senado não seria uma Casa “carimbadora” de projetos aprovados pelos deputados e que os parlamentares deveriam analisar propostas que alterassem a Constituição. O presidente do Senado também havia dito que não pretendia “contaminar” o período eleitoral com uma pauta que classificou como “eleitoreira”.
Antes das eleições, a aprovação da PEC era tratada como uma prioridade pelo governo, que pretendia apresentar a redução da jornada como uma de suas bandeiras durante a campanha.
Oposição mira mudanças em 2027
A oposição defende que a discussão sobre a redução da jornada avance a partir da próxima legislatura. A avaliação é de que a composição do Congresso a partir de fevereiro de 2027 poderá permitir mudanças no texto, incluindo um período maior de transição e alterações nas regras trabalhistas.
O PL terá 29 senadores em 2027, além de contar com aliados eleitos em outros estados. Nesse cenário, integrantes da oposição defendem que a votação seja adiada para o próximo ano.
Rogério Marinho, que coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), já apresentou uma PEC que prevê a possibilidade de a remuneração dos trabalhadores ser calculada com base nas horas trabalhadas. O senador também é cotado para disputar a presidência do Senado no próximo ano.
Do outro lado, governistas passaram a pressionar pela aprovação da proposta ainda em 2026. A avaliação dentro da base do governo é que uma eventual votação apenas em 2027 poderia abrir espaço para mudanças no texto atualmente em discussão.
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), pretende analisar, logo após o segundo turno das eleições, o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para anular a condenação de 27 anos e três meses de prisão. A avaliação, segundo interlocutores, independeria de quem vencer a disputa presidencial.
Kassio considera a possibilidade de conceder uma decisão liminar para libertar Bolsonaro. A tendência, porém, é que o pedido de revisão criminal seja levado ao plenário do STF.
O ministro tem dito a auxiliares que identifica uma série de “exageros” na ação sobre a trama golpista, conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão e atualmente cumpre a pena em regime domiciliar.
A defesa do ex-presidente pede a anulação da sentença e sustenta que houve “erro judiciário”. Os advogados alegam falta de individualização das condutas, prejuízo ao direito de defesa e questionam o fato de o julgamento ter ocorrido na Primeira Turma, e não no plenário da Corte.
Kassio Nunes Marques é o atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, segundo interlocutores, afirma que o pedido de revisão criminal já está pronto para ser julgado. O ministro, no entanto, ainda não teria liberado o processo para evitar acusações de interferência no processo eleitoral.
O magistrado também teria afirmado a uma pessoa próxima que já definiu sua posição e entende que houve excessos no julgamento de Bolsonaro, especialmente em relação ao direito de defesa e ao rigor da pena aplicada.
Kassio disse ainda que sanções políticas não estão previstas no Código Penal e que uma eventual decisão sua, seja por voto ou liminar, poderá provocar uma “comoção nacional”, diante dos questionamentos que considera existentes sobre a tramitação do processo.
Uma eventual decisão favorável ao ex-presidente pode ampliar as divergências internas no Supremo. A Corte já enfrenta um ambiente de tensão entre ministros desde o início do ano, em meio às investigações relacionadas ao Banco Master e a acusações de atuação com viés político.
Possível indulto
O senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente e candidato no segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prometeu conceder indulto a Jair Bolsonaro caso seja eleito presidente.
A medida, porém, só poderia ser adotada após uma eventual posse. Por isso, Flávio também conta com a possibilidade de uma decisão judicial que permita ao pai estar em liberdade antes de 2027.
Em maio, durante um evento de pré-campanha no Paraná, o senador afirmou que pretendia “fazer justiça” com o ex-presidente. “Ele vai subir aquela rampa junto com a gente em 2027”, projetou.
Ministros divergem sobre revisão
Entre os ministros que participaram da condenação de Bolsonaro, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin são contrários à revisão criminal. Eles têm ainda o apoio de Gilmar Mendes.
A avaliação desse grupo é que uma revisão criminal deve ser admitida apenas em situações excepcionais, como o surgimento de um fato novo capaz de comprovar a inocência do condenado ou a descoberta de que a decisão foi baseada em depoimentos ou documentos falsos. Na avaliação desses ministros, essas hipóteses não se aplicariam ao caso de Bolsonaro.
André Mendonça e Luiz Fux, que votou pela absolvição de Bolsonaro no julgamento, são apontados como ministros que podem acompanhar Kassio em uma eventual revisão da pena.
Ainda há dúvidas sobre como devem se posicionar Dias Toffoli e o presidente do STF, Edson Fachin.
Rafael Motta (PDT) afirmou nesta segunda-feira (5) que seguirá atuando na política após receber 510.674 votos na disputa pelo Senado no Rio Grande do Norte. O pedetista terminou a eleição com 14,16% dos votos válidos e ficou na quinta colocação.
“510.674 pessoas saíram de casa e confiaram a mim o seu voto. Recebo esse resultado com respeito e, acima de tudo, responsabilidade”, afirmou Rafael em publicação nas redes sociais.
O candidato destacou ainda os 116.978 votos recebidos em Natal, sua cidade, e agradeceu ao PDT, ao presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, às lideranças que participaram da campanha e aos suplentes Jean Paul Prates e João Batista.
Rafael também parabenizou Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda de Lula (PT), eleitos para as duas vagas do RN no Senado. Styvenson recebeu 1.055.000 votos, enquanto Samanda teve 635.924.
“Desejo que façam um grande trabalho pelo nosso Rio Grande do Norte”, declarou.
Na mesma manifestação, Rafael parabenizou Cadu de Lula (PT) pela classificação para o segundo turno da disputa pelo Governo do Estado e citou os deputados federais e estaduais eleitos pelo grupo político do qual participou durante a campanha.
Ao projetar os próximos passos, o ex-deputado federal indicou que pretende permanecer na atividade política.
“Sigo com a responsabilidade de quem recebeu mais de meio milhão de votos e com a disposição de continuar fazendo política com presença, diálogo e trabalho”, afirmou.
Mesmo sem contar com o apoio de grandes lideranças da política local, a deputada estadual Eudiane Macedo conquistou 570 votos em Currais Novos nas eleições deste domingo. A candidata recebeu votos em praticamente todas as seções eleitorais do município.
O resultado destaca a presença de Eudiane no eleitorado currais-novense e o trabalho desenvolvido no município ao lado de seus apoiadores, entre eles Paulo Filho, conhecido como Pepeca da Discot.
A votação em Currais Novos contribuiu para o resultado de Eudiane Macedo na disputa pela reeleição para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.
O senador Styvenson Valentim (Podemos) quebrou outro recorde ao garantir sua reeleição. Com mais de 1,045 milhão de votos, o parlamentar superou Garibaldi Alves e garantiu a maior votação da história do cargo no Rio Grande do Norte.
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral, às 21h28 deste domingo (4), 99,25% das sessões foram totalizadas. Styvenson conquistou a escolha 1.045.106 potiguares. Em 2010, Garibaldi Alves teve um registro total de 1.042.272 votos, de acordo com o histórico da Agência Senado em pleitos no Estado. Até então, o parlamentar do PMDB era o detentor do recorde.
Valentim manteve a liderança desde o início da apuração de 2026, confirmando a projeção de pesquisas divulgadas pela Consult Pesquisa/Tribuna do Norte ao longo da disputa eleitoral. Styvenson é natural de Rio Branco (AC), Em 2022, licenciou-se do mandato para disputar o governo do Rio Grande do Norte, mas não foi eleito.