A Polícia Federal apura uma informação publicada pelo site argentino Infobae de que o senador Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil na madrugada desta terça-feira (27), com destino aos Estados Unidos, em um voo que partiria da Argentina.
Segundo a publicação, Flávio teria decolado às 2h de Puerto Iguazú, na Argentina, a bordo de um jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly.
Após a divulgação da notícia, a Polícia Federal verificou que o senador não passou por nenhum ponto regular de migração brasileiro. Neste momento, a corporação consulta as autoridades argentinas para confirmar se há algum registro da suposta entrada de Flávio Bolsonaro no país vizinho.
Até o momento, a assessoria do senador não se pronunciou sobre a informação. Para a coluna Igor Gadelha, do portal Metrópoles, o coordenador-geral da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), negou que o candidato tenha deixado o Brasil.
Duas histórias em diferentes esferas políticas, mas com algo em comum: a capacidade de conquistar a confiança popular, vencer a reeleição e transformar o capital político em apoio decisivo para eleger um sucessor que nunca havia disputado uma eleição.
A política do Rio Grande do Norte apresenta duas trajetórias que guardam semelhanças quando o assunto é liderança, força eleitoral e capacidade de transferência de votos: a da governadora Fátima Bezerra e a do ex-prefeito de Currais Novos, Odon Júnior.
Fátima Bezerra conquistou o Governo do Estado em 2018 e foi reeleita em 2022, consolidando sua liderança política no Rio Grande do Norte. Em 2026, participou da eleição de seu sucessor, Cadu Xavier, que chegou à disputa pelo Governo do Estado sem nunca ter concorrido anteriormente a um cargo eletivo.
Em Currais Novos, uma trajetória semelhante foi construída pelo ex-prefeito Odon Júnior. Eleito em 2016 e reeleito em 2020, Odon encerrou seus oito anos de administração com forte aprovação popular e conseguiu eleger seu sucessor, Lucas Galvão, em 2024. Assim como Cadu, Lucas nunca havia disputado uma eleição antes de concorrer ao cargo de chefe do Executivo.
As duas histórias evidenciam um fenômeno importante na política: o capital eleitoral construído ao longo de uma gestão pode ultrapassar a figura do próprio governante e contribuir decisivamente para a continuidade de um projeto político.
Mais do que conquistar votos para si, Fátima Bezerra e Odon Júnior demonstraram capacidade de construir lideranças, formar alianças e apresentar novos nomes ao eleitorado.
No caso de Odon Júnior, a força política também foi colocada à prova em 2026, quando disputou pela primeira vez uma vaga na Câmara dos Deputados e conquistou mais de 51 mil votos, mesmo sem alcançar a eleição. O resultado reforçou sua presença no cenário político potiguar, especialmente na região do Seridó.
Embora tenham dimensões eleitorais diferentes, as trajetórias de Fátima e Odon mostram como a combinação entre aprovação administrativa, articulação política e identificação popular pode contribuir para a continuidade de lideranças e projetos.
Na política, vencer uma eleição demonstra força. Ser reeleito consolida uma liderança. Mas conseguir eleger um sucessor revela a dimensão do capital político construído ao longo dos anos.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu um homem suspeito de tráfico de drogas na noite da segunda-feira (26), durante uma ocorrência no quilômetro 109 da BR-226, no município de Santa Cruz, na região Agreste do Rio Grande do Norte.
A abordagem aconteceu por volta das 20h15, quando o condutor de um veículo Chevrolet Onix foi detido. Durante a ocorrência, os policiais apreenderam aproximadamente 1,1 quilo de uma substância análoga à cocaína.
Segundo as informações divulgadas pela PRF, além da suspeita de tráfico de drogas, o homem também foi preso por desobediência.
A ocorrência, juntamente com o material apreendido, foi encaminhada à 9ª Delegacia Regional de Polícia Civil, em Santa Cruz, para a realização dos procedimentos cabíveis.
O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT), afirmou nesta segunda-feira (26) que pretende formar uma base de sustentação com 16 dos 24 deputados estaduais na Assembleia Legislativa. Em entrevista ao programa Repórter 98, da 98FM Natal, Cadu disse que a articulação também deverá influenciar a escolha do próximo presidente da Casa.
“Se a gente formar um grupo de 16 deputados, que é a minha intenção, esse grupo vai eleger o presidente da Assembleia ou a presidente da Assembleia”, declarou.
A formação de uma base com 16 parlamentares garantiria ao futuro governo o apoio de dois terços da Assembleia Legislativa, ampliando a capacidade de articulação para aprovação de projetos de interesse do Executivo.
Durante a entrevista, Cadu destacou a adesão da deputada estadual Cristiane Dantas ao seu grupo político e afirmou que as conversas sobre a composição do governo e a organização da base parlamentar serão aprofundadas após a vitória eleitoral.
“Vamos formar um grupo, vamos ganhar a eleição. A partir daí, esse debate vai para a Assembleia, claro que passa pela base de sustentação que a gente vai criar”, afirmou.
Cadu relata ter recusado pedido de secretaria em troca de apoio
O governador eleito também revelou que, durante a campanha, foi procurado por um parlamentar que condicionou o apoio político à indicação de um nome para uma secretaria estadual.
Segundo Cadu, a proposta foi recusada porque ele decidiu não negociar a distribuição de cargos antes do resultado das eleições.
“Esse parlamentar colocou na mesa a indicação de um nome: ‘Eu vou lhe apoiar se você me garantir uma secretaria’. E Cadu negou”, relatou, reproduzindo o episódio mencionado durante outra entrevista.
Cadu explicou que a recusa não representou uma rejeição definitiva à participação do parlamentar no futuro governo, mas uma decisão de adiar as negociações sobre os espaços na administração estadual.
“Não é porque eu não quero entregar esse cargo para você, porque eu não fiz com ninguém esse debate de divisão do governo antes da eleição. Esse debate começa agora”, afirmou.
O governador eleito não revelou a identidade do parlamentar envolvido na negociação.
A definição da base governista e a articulação em torno da presidência da Assembleia Legislativa estão entre os desafios políticos de Cadu para o início do mandato, em janeiro de 2027.
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin tomarão posse em 5 de janeiro de 2027. A cerimônia marca o início do quarto mandato de Lula à frente da Presidência da República. Os governadores e vice-governadores eleitos assumirão os cargos no dia seguinte, 6 de janeiro.
A mudança nas datas foi estabelecida pela Emenda Constitucional nº 111, promulgada em 28 de setembro de 2021. A regra passa a valer a partir das eleições de 2026 e altera o calendário de posse dos chefes do Poder Executivo no país.
Mudança busca facilitar participação de autoridades Desde a Constituição de 1988, a posse presidencial ocorria em 1º de janeiro. Com a nova regra, a cerimônia passa para 5 de janeiro, enquanto os governadores assumem no dia 6.
A alteração também permite que os governadores eleitos participem da cerimônia presidencial em Brasília, já que as posses deixam de ocorrer na mesma data. A mudança considera ainda a possibilidade de ampliar a participação de representantes estrangeiros no evento
Tradicionalmente, a posse presidencial inclui uma sessão solene no Congresso Nacional e eventos oficiais em Brasília, entre eles o deslocamento do presidente até o Palácio do Planalto.
Posse de deputados e senadores continua em fevereiro A mudança não altera o calendário de posse dos integrantes do Congresso Nacional. Deputados federais e senadores eleitos assumirão os mandatos em 1º de fevereiro de 2027.
Na mesma data, Câmara dos Deputados e Senado Federal elegem as respectivas Mesas Diretoras, responsáveis pela condução dos trabalhos legislativos durante o período de dois anos.
O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT), afirmou nesta segunda-feira (26) que pretende formar um governo mais amplo que o da atual governadora Fátima Bezerra (PT), com espaço para indicações políticas na composição do secretariado. Em entrevista ao programa Repórter 98, da 98FM Natal, Cadu destacou que a escolha dos auxiliares terá critérios técnicos e que a ampliação da base política será importante para garantir sustentação na Assembleia Legislativado Ro Grande do Norte (ALRN).
“A gente vai ter indicações políticas, claro, com critérios técnicos, aqueles critérios que eu coloquei aqui, mas vai ter o meu DNA”, declarou.
Questionado sobre a possibilidade de manutenção de integrantes da atual gestão, Cadu afirmou que pretende imprimir uma identidade própria ao governo que terá início em janeiro de 2027.
“É um novo governo, a gente vai dar ao governo o meu DNA. Eu falei isso durante a campanha. Então, a gente vai ter um governo com a minha cara”, afirmou.
O governador eleito ressaltou que a participação de partidos aliados na administração deverá considerar a capacidade técnica dos indicados e os resultados esperados em cada secretaria.
“Eu sou um técnico, me tornei político. Então, assim, eu não vou abrir mão disso, eu não vou abrir mão de ter resultados na pasta para fazer só acomodações políticas”, disse.
Cadu também defendeu a ampliação da composição política do Executivo estadual como estratégia para facilitar a aprovação de projetos na Assembleia Legislativa.
“Nós vamos fazer um governo amplo, o meu governo vai ser mais amplo que o de Fátima. Isso é uma questão que eu também faço questão para dar até mais sustentação na Assembleia Legislativa para a gente conseguir aprovar os projetos”, declarou.
Novo governo ou continuidade?
Durante a entrevista, Cadu foi questionado se sua administração representará uma continuidade do governo Fátima Bezerra ou o início de um novo ciclo político no estado.
O governador eleito rejeitou a definição de continuidade e afirmou que pretende avançar em áreas nas quais a atual gestão não conseguiu atender plenamente às demandas da população.
“É um novo governo, é um governo de avanço. A gente vai pegar tudo o que a gente fez, e a gente fez muita coisa, e vai olhar para os desafios que a gente não conseguiu suprir as necessidades do povo”, afirmou.
Cadu reforçou que a proposta de formar uma administração com identidade própria foi apresentada durante a campanha eleitoral e será um dos princípios adotados na transição para o novo governo.
Cadu define núcleo de confiança para secretarias estratégicas
Durante a entrevista, Cadu também antecipou que pretende reservar a escolha dos titulares de secretarias estratégicas para pessoas de sua confiança direta. Segundo o governador eleito, esse núcleo será responsável pelas principais decisões administrativas e financeiras da gestão.
“Tem um núcleo duro que eu enxergo, que é inegociável. São pessoas de extrema confiança. Esse núcleo duro vai ser uma escolha muito pessoal, muito pessoal mesmo, porque é daqui que vai nascer tudo”, afirmou.
Entre as áreas mencionadas estão as secretarias de Administração, Fazenda, Gestão e Casa Civil, além da Controladoria-Geral do Estado e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
Cadu explicou que essas estruturas terão papel central na definição das políticas públicas e na disponibilidade de recursos para áreas como saúde, educação, segurança e assistência social. O governador eleito também adiantou que pretende fortalecer a Secretaria de Gestão.
“No meu governo, vai ser empoderada para tomar conta da gestão mesmo”, finalizou.
A oposição ao presidente Lula articula uma candidatura única contra a reeleição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
O líder da oposição no Senado, Rogerio Marinho (PL-RN), e a líder do PP na Casa, Tereza Cristina (MS), devem se reunir nesta terça-feira (27) para tentar um acordo sobre qual nome deverá enfrentar Alcolumbre, que nesta segunda-feira obteve o apoio do presidente Lula para sua recondução.
Marinho e Tereza tentam frear a movimentação de Alcolumbre, que articula com partidos do Centrão um anúncio formal de apoio a ele ainda nesta semana.
A eleição ocorre no dia 1º de fevereiro e, desde a derrota eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL) para Lula no domingo, lideranças de direita já passaram a mirar a disputa da Mesa do Senado como a próxima entre base e oposição.
A ideia de Marinho e Tereza é verificar qual dos dois tem mais condições de enfrentar Alcolumbre.
De um lado, o PL de Marinho tem maioria na nova legislatura, com 29 senadores. Para vencer, são necessários 41 votos dos 81 senadores. De outro lado, Tereza contabiliza poder chegar a 42 votos se o PL lhe assegurar os votos e ela buscar apoios isolados nos demais partidos com senadores que rejeitam a recondução de Alcolumbre.
A avaliação entre lideranças da oposição é de que o nome de Tereza pode ser mais palatável na Casa do que o de Marinho para enfrentar Alcolumbre.
Como mostrou a CNN na segunda-feira, o presidente do Senado contabiliza 48 votos, número contestado pela oposição, que diz que hoje ele teria 38 votos — três a menos que o necessário para vencer.
Um dos problemas que estarão na mesa é o interesse dos presidentes do União Brasil, Antonio de Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, na recondução de Alcolumbre. O presidente do Senado tratou com ambos do assunto e teve sinalização positiva, assim como de outros partidos, como MDB, Republicanos e Podemos.
No caso de Ciro Nogueira, há um interesse especial em se reaproximar do Planalto via Alcolumbre para tentar evitar que as investigações do caso Master avancem contra ele.
Senadores relataram à CNN que Ciro Nogueira já teria sinalizado apoio a Alcolumbre sem consultar a bancada. Senadores relatam, ainda, que ele deu apoio a Alcolumbre em troca da sinalização de apoio do União Brasil à recondução de Hugo Motta, seu afilhado político, à presidência da Câmara.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, divulgou nesta segunda-feira (26) uma nota oficial em que o partido reconhece a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência. O posicionamento acompanha a decisão do candidato da legenda, o senador Flávio Bolsonaro, que havia anunciado que pediria a anulação do pleito, mas recuou e passou a concentrar a estratégia em buscar a cassação da chapa petista por possíveis abusos de poder político e econômico durante a campanha.
No texto, o PL afirma reconhecer o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas ressalva que os questionamentos levantados pela sigla precisam ser esclarecidos “dentro de um debate político equilibrado e democrático”. O partido diz que seguirá acompanhando os fatos com respeito às instituições.
Críticas aos gastos públicos
A nota lembra que Flávio venceu o primeiro turno com vantagem de 2,2 milhões de votos e atribui a virada no segundo turno a um cenário marcado, na avaliação do partido, por medidas “fortemente eleitoreiras”. Segundo o PL, a ampliação expressiva dos gastos com benefícios sociais às vésperas da votação levanta dúvidas sobre a equidade do processo eleitoral e pode trazer consequências econômicas para o país.
Bancada histórica
Apesar da derrota na disputa presidencial, a legenda destaca o tamanho da representação conquistada nas urnas: 121 deputados federais, 29 senadores, 229 deputados estaduais e distritais e seis governadores. Para o PL, os números demonstram a força do partido e a confiança de milhões de eleitores em suas propostas.
Ao fim do comunicado, a sigla afirma que continuará atuando com independência na defesa da democracia, da liberdade e dos valores que representa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu as eleições deste ano, mas a disputa judicial entre o petista e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve continuar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Os dois constam como investigados em ao menos 22 Aijes (Ações de Investigação Judicial Eleitoral) protocoladas na Corte Eleitoral. As ações que forem admitidas seguem em tramitação mesmo após o fim da votação.
O petista foi reeleito no domingo (25) com 64,26 milhões de votos, ou 51,79% dos votos válidos, contra 59,83 milhões de Flávio, que recebeu 48,21%. O resultado também marcou a primeira virada da história dos segundos turnos presidenciais no país: Lula havia terminado a primeira rodada atrás do filho de Jair Bolsonaro (PL).
Levantamento da CNN na consulta pública do TSE mostra que Flávio aparece no “polo passivo”, ou seja, como investigado, em ao menos sete Aijes, e Lula, em 15. Os processos apuram suspeitas de abuso de poder político e econômico e de uso indevido dos meios de comunicação, entre outras condutas.
Parte deles trata dos mesmos fatos, mas foi apresentada por autores diferentes.
Entre os casos de maior destaque contra Flávio estão:
ação sobre o filme “Dark Horse”, que trata da trajetória da família Bolsonaro. A coligação de Lula vê possível abuso de poder econômico e financiamento oculto da promoção política do candidato, com questionamentos sobre recursos ligados ao empresário Daniel Vorcaro; investigação sobre o canal de WhatsApp “Tropa do Flávio”, que, segundo a campanha petista, integraria uma estrutura de mobilização e distribuição de conteúdo eleitoral; apuração de suposto apoio ou interferência de grupos dos Estados Unidos em benefício da candidatura. Contra Lula:
duas ações sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente no Carnaval, e que questionam o uso de recursos públicos e o eventual benefício eleitoral; investigação sobre o “Exército do Lula”, canal de WhatsApp ligado ao deputado André Janones (Avante-MG), acusado pela campanha de Flávio de coordenar compartilhamentos e ações de mobilização digital; ação sobre o envio de mensagens e notificações por canais do governo federal, relacionadas a programas como Bolsa Família e Farmácia Popular, sob acusação de uso eleitoral da estrutura pública.
O resultado das urnas não altera o andamento dos processos, inclusive dos que têm como alvo integrantes da chapa derrotada.
“Elas seguem o seu trâmite normal. Esse tipo de ação tem um trâmite lento, porque ainda tem toda uma instrução probatória a ser realizada, como perícias, juntada de novos documentos, oitiva de testemunhas e especialistas, entre outros. É incomum uma Aije ser julgada antes do pleito”, diz Jonatas Moreth, advogado de direito público e eleitoral e conselheiro seccional da OAB-DF.
Para a chapa derrotada, as sanções possíveis são multas e inelegibilidade, afirma Moreth, e empresas envolvidas nas condutas também podem ser punidas.
“No caso da chapa vencedora, além da inelegibilidade e multas, também pode ser aplicada a cassação do diploma, caso não tenha tomado posse, ou cassação do mandato no caso de já empossado”.
Uma eventual condenação de Lula pode, portanto, atingir o mandato conquistado nas urnas, a depender das sanções aplicadas pelo tribunal.
Para condenar, não é preciso demonstrar que a irregularidade mudou o resultado da eleição. “A jurisprudência do TSE entende que, para configurar o abuso, não se exige a comprovação de que ele alterou o resultado do pleito, mas sim a gravidade das circunstâncias”, explica Moreth.
Segundo ele, a gravidade é medida por critérios qualitativos, como o grau de reprovabilidade da conduta, e quantitativos, como a repercussão do suposto abuso.
Para além do que já está em trâmite, o resultado eleitoral foi questionado por Flávio. Ele anunciou que pedirá a anulação das eleições. Segundo ele, a campanha já acionou o setor jurídico sobre o tema.
O que é uma Aije A Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) é uma ação de natureza cível, e não penal, apesar do nome.
Prevista na Lei Complementar 64 de 1990, serve para apurar abuso de poder econômico ou político, abuso de autoridade e uso indevido dos meios de comunicação ou de veículos de transporte, condutas que comprometem a igualdade entre os candidatos e a legitimidade da eleição.
Podem propor esse tipo de ação partidos, coligações, candidatos e o Ministério Público Eleitoral. Nas eleições presidenciais, o julgamento cabe ao TSE, e o processo é conduzido pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral.
Se a ação for julgada procedente, os investigados podem ser declarados inelegíveis por oito anos, contados da eleição em que ocorreu a conduta, e o candidato diretamente beneficiado pode ter registro ou diploma cassado. Se houver indícios de crime, o caso é enviado ao Ministério Público Eleitoral para eventual abertura de inquérito ou ação penal.
A Sidy’s TV e Internet anunciou, nesta segunda-feira (26/10), a entidade/iniciativa contemplada para a edição do Telesidys 2026!
O projeto selecionado é o “Cuidar de quem Cuida”, promovido pela Comunidade Católica de Famílias Aliança com Cristo / Assoc. Maria das Vitórias de Medeiros.
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Um posto de combustíveis localizado na saída para o bairro Sílvio Bezerra de Melo, em Currais Novos, foi alvo de um roubo na noite desta segunda-feira (26).
Segundo as primeiras informações, dois homens chegaram ao estabelecimento em uma motocicleta e anunciaram o assalto.
Após a ocorrência, equipes da Polícia Militar iniciaram diligências na região para tentar localizar os suspeitos.
Até o momento, não há informações confirmadas sobre o valor levado ou a identificação dos envolvidos. A ocorrência segue em andamento.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência da República, disse nesta segunda-feira (26) que foi intimado pela PF (Polícia Federal) a entregar seus passaportes após visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta manhã.
“Hoje de manhã, fui visitar meu pai, como vocês sabem ele está em prisão domiciliar. E quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele, no meio da rua, fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, relatou Flávio em vídeo publicado nas redes sociais.
A Prefeitura de Currais Novos realizou a entrega de mais duas ruas pavimentadas no município. Desta vez, os investimentos beneficiam as Rua José Luciano Neto, no bairro Radir Pereira, e a Rua Pureza Pereira, no Parque Dourado.
O prefeito Lucas Galvão esteve presente nas entregas, acompanhado do secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Caio Pedro. Durante a visita, o gestor percorreu as vias beneficiadas e acompanhou de perto os resultados dos investimentos realizados pela administração municipal.
“Estamos trabalhando para levar obras e benefícios a diferentes bairros de Currais Novos, atendendo às demandas da população e promovendo o desenvolvimento da nossa cidade”, destacou o prefeito.
Com a entrega de mais essa obra, o bairro Parque Dourado se aproxima de alcançar 100% de suas ruas pavimentadas, um avanço importante para a mobilidade urbana.
O Rio Grande do Norte registrou 14 ocorrências eleitorais em 13 municípios durante o segundo turno das Eleições 2026, no domingo (25), segundo balanço da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed). Em 13 delas, houve condução de pessoas à delegacia. Em cinco, foram apreendidos materiais de propaganda eleitoral.
A Sesed mobilizou cerca de 12 mil agentes das forças estaduais e municipais para atuar na votação. Segundo o secretário, coronel Araújo, o planejamento foi ajustado a partir das ocorrências do primeiro turno, com efetivo semelhante ao da primeira etapa.
“Foi feito alguns ajustes de acordo com as ocorrências que tivemos no primeiro turno. As instituições ajustaram o planejamento, mas é o efetivo similar ao do primeiro turno, 12 mil agentes de segurança pública”, afirmou.
Propaganda irregular lidera os registros
Pelo balanço da Sesed, as ocorrências se dividem assim:
Propaganda irregular: 5 (Senador Elói de Souza, Luís Gomes, Parazinho, Macaíba e Caraúbas)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou os resultados do segundo turno das eleições para governador em cinco estados e no Distrito Federal, realizado neste domingo (25). Os eleitos foram Vicentinho Júnior (PSDB), no Tocantins; Omar Aziz (PSD), no Amazonas; Mailza Assis (PP), no Acre; Celina Leão (PP), no Distrito Federal; Lorenzo Pazolini (Republicanos), no Espírito Santo; e Cadu de Lula (PT), no Rio Grande do Norte.
Acre: Mailza Assis (PP)
A governadora Mailza Assis (PP) foi reeleita com 272.635 votos, o equivalente a 66,21% dos votos válidos. Ela venceu o senador Alan Rick (Republicanos), que recebeu 139.108 votos, ou 33,79%.
Mailza é a atual governadora do Acre, já exerceu mandato de senadora pelo estado e assumiu o governo após a saída do então titular, Gladson Cameli (PP), que disputou uma vaga no Senado, mas não foi eleito.
Amazonas: Omar Aziz (PSD)
O senador Omar Aziz (PSD) foi eleito governador do Amazonas com 1.273.975 votos, o equivalente a 61,42% dos votos válidos. A adversária, Professora Maria do Carmo (PL), obteve 800.328 votos, correspondentes a 38,58%.
Engenheiro civil, Omar já governou o estado entre 2010 e 2014. Antes disso, foi vereador de Manaus, deputado estadual e vice-governador.
Distrito Federal: Celina Leão (PP)
Celina Leão (PP) foi eleita governadora do Distrito Federal com 987.142 votos, o equivalente a 57,18% dos votos válidos. O adversário, Leandro Grass (PT), recebeu 739.130 votos, correspondentes a 42,82%.
Administradora e natural de Goiânia (GO), Celina iniciou sua trajetória política como deputada distrital, cargo para o qual foi eleita duas vezes. Também exerceu mandato de deputada federal e foi vice-governadora na chapa de Ibaneis Rocha (MDB). Ela assumiu o comando do Distrito Federal após a saída dele do cargo, em março de 2026.
Espírito Santo: Lorenzo Pazolini (Republicanos)
O ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi eleito governador do Espírito Santo com 1.151.818 votos, o equivalente a 52,17% dos votos válidos. Ele venceu Ricardo Ferraço (MDB), atual governador, que obteve 1.056.119 votos, ou 47,83%.
Natural da capital capixaba e formado em Direito, Pazolini entrou na política em 2018, quando foi eleito deputado estadual. Em 2020, venceu a eleição para prefeito de Vitória e foi reeleito em 2024, antes de disputar o governo estadual.
Tocantins: Vicentinho Júnior (PSDB)
Vicentinho Júnior (PSDB) foi eleito governador do Tocantins com 562.083 votos, o equivalente a 64,52% dos votos válidos. Ele venceu a senadora Professora Dorinha (União Brasil), que recebeu 309.076 votos, ou 35,48%.
Empresário e natural de Goiânia (GO), Vicentinho exerceu três mandatos consecutivos como deputado federal pelo Tocantins, iniciados em 2015.
Rio Grande do Norte: Cadu de Lula (PT)
Cadu de Lula (PT) foi eleito governador do Rio Grande do Norte com 1.073.024 votos, correspondentes a 50,77% dos votos válidos. Ele derrotou Allyson Silva (União Brasil), que recebeu 1.040.399 votos, ou 49,23%. A diferença de 32.625 votos foi a menor entre as disputas para governador decididas no segundo turno.
Carlos Eduardo Xavier, conhecido nas urnas como Cadu de Lula, foi secretário estadual da Fazenda do Rio Grande do Norte. No primeiro turno, ele havia terminado atrás de Allyson: recebeu 718.300 votos (36,16%), contra 733.809 (36,94%) do adversário.