O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta sexta-feira (5) medida provisória que autoriza a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para motoristas que não cometeram infrações de trânsito sujeitas a pontuação no ano anterior ao vencimento do documento.
Para acessar o benefício, contudo, o condutor ainda precisa fazer exames de aptidão física e mental. A medida havia sido aprovada pelo Senado Federal em maio e seguiu para sanção presidencial.
Com a nova regra, o condutor que estiver inscrito no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), que recompensa motoristas que não cometeram nenhuma infração de trânsito nos últimos 12 meses, terão a habilitação renovada automaticamente.
A medida foi relatada pelo ex-ministro dos Transportes, o senador Renan Filho (MDB-AL), que chefiava a pasta quando o governo Lula publicou a medida provisória. A medida tem a intenção de baratear o processo de obtenção da carteira de habilitação.
Por outro lado, os valores correspondentes à realização dos exames da avaliação psicológica ainda devem ser pagos pelo condutor, conforme regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Os valores, contudo, terão um preço fixo e serão estabelecidos pela Secretaria Nacional de Trânsito.
A medida prevê ainda que valores serão atualizados anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ou por outro índice oficial que venha a substituí-lo.
A defesa do ex-jogador de futebol Robinho pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a retirada da hediondez do crime de estupro.
Robinho está preso desde março de 2024, em São Paulo, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O tribunal homologou a pena de nove anos de prisão, proferida pela Justiça da Itália, pelo envolvimento do ex-jogador no estupro de uma mulher, ocorrido dentro de uma boate de Milão, em 2013.
Em petição protocolada na segunda-feira (1°), a defesa de Robinho afirmou que o STJ agravou a pena de Justiça italiana ao aplicar a incidência da Lei dos Crimes Hediondos, norma brasileira que qualificou o estupro como crime hediondo.
Com a classificação de hediondez, o preso tem diversas restrições legais, entre elas, a proibição de saídas temporárias (saidinhas) e o cumprimento de 70% da pena em regime fechado para progressão ao semiaberto.
Segundo a defesa do ex-jogador, a hediondez não existe na legislação italiana. Dessa forma, segundo os advogados, o agravamento não pode ser aplicado pelo STJ ao determinar o cumprimento da sentença estrangeira.
“A tese defensiva não busca privilégio, impunidade ou tratamento benéfico indevido, mas apenas fidelidade ao título estrangeiro, para que o paciente cumpra no Brasil exatamente a pena imposta pela justiça italiana, nem mais, nem menos”, disse a defesa.
O habeas corpus chegou no Supremo em novembro do ano passado e aguarda decisão do relator, ministro Luiz Fux. Não há prazo para decisão.
Pesquisa PoderData divulgada nesta sexta-feira (5) mostra que 41% dos brasileiros acham o governo do presidente Lula (PT) melhor do que o de Jair Bolsonaro (PL). Já 37% avaliam a gestão atual como pior do que a do ex-mandatário. Para 21%, o trabalho do chefe do Executivo está igual ao do anterior e 1% respondeu não saber.
A diferença entre quem prefere um ou outro governo se dá no limite da margem de erro, estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento ouviu 2.500 pessoas em 166 municípios nas 27 unidades da federação, entre os dias 30 de maio e 1º de junho. O intervalo de confiança é de 95%.
Avaliação por segmentos
Lula é mais bem avaliado entre mulheres e Bolsonaro, entre homens: 46% do público feminino acham o governo do petista melhor e 33%, pior; no público masculino, 42% veem a gestão atual pior e 36% consideram melhor.
Por faixa etária, a aprovação de Lula cresce de acordo com a idade de eleitores. Quem acha o governo do petista melhor é 50% no grupo com 60 anos ou mais, 44% entre quem tem de 45 a 59 anos, 38% no segmento de 25 a 44 anos e 34% no jovens de 16 a 24 anos. Já quem vê o governo Bolsonaro melhor marca 44% entre 16 a 24 anos, 40% entre 25 a 44 anos, 35% no conjunto de 45 a 49 anos e 29% no de 60 anos ou mais.
No recorte por região do Brasil, o Nordeste registra ampla aprovação do trabalho de Lula, com 65% de eleitores afirmando que o governo é melhor do que o de Bolsonaro e 16% considerando pior. No Centro-Oeste e Sul, o cenário é favorável ao ex-presidente preso por tentativa de golpe de Estado, com 54% e 56%, respectivamente.
O quadro é polarizado no Sudeste: 41% preferem o governo Bolsonaro e 36%, o de Lula. No Norte, 43% avaliam a gestão petista como melhor e 32%, pior.
A avaliação de Lula também varia conforme faixa salarial. Quem acha o governo melhor que o de Bolsonaro marca 53% no segmento que ganha até dois salários mínimos, 34% no de dois a cinco salários e 23% no grupo que recebe mais de cinco salários. Quem considera a gestão pior que a do ex-presidente atinge 28% entre quem tem rendimentos de até dois salários, 42% na renda entre dois e cinco salários e 54% na de mais de cinco salários.
Outra estratificação mostrada na pesquisa é de escolaridade. O maior percentual (60%) de quem acha o governo Lula melhor que o de Bolsonaro é entre eleitores que nunca foram à escola. O menor (27%), no segmento de quem cursou ensino superior. O cenário se inverte na opinião de que a gestão petista é pior: 17% entre quem não frequentou escola e 52% no grupo de pessoas que frequentaram faculdade ou universidade.
Entre religiosos, o índice de quem considera o governo Lula melhor que o de Bolsonaro tem maior percentual entre pessoas da umbanda e do candomblé (63%). Já o percentual de quem avalia a gestão atual como pior que a anterior tem valor mais alto entre evangélicos (45%).
Percepção popular sobre Janja
A pesquisa PoderData também mediu a impressão das pessoas sobre a participação da primeira-dama Janja Lula da Silva no governo Lula: 52% desaprovam a atuação dela na gestão do petista, 31% aprovam e 17% não sabem.
A governadora Fátima Bezerra (PT) afirmou que a pré-candidatura de Allyson Bezerra (União) ao Governo do Rio Grande do Norte representa um projeto “tutelado” por grupos tradicionais da política potiguar. Em entrevista à Rádio Universitária, ela disse que o ex-prefeito de Mossoró tenta se apresentar como nome novo, mas reuniu em torno de sua pré-candidatura lideranças antigas, partidos tradicionais e famílias com longa presença no poder estadual.
“Não me venha com essa história. O novo reuniu em torno de si as oligarquias todas do Estado. É uma candidatura tutelada pelas oligarquias aqui do estado do Rio Grande do Norte”, afirmou a governadora.
A crítica de Fátima mira a composição do palanque de Allyson. Até agora, a pré-candidatura do ex-prefeito de Mossoró tem apoio de oito partidos: União Brasil, PP, MDB, PSD, Republicanos, Solidariedade, PRD e Avante. No grupo político liderado pelo ex-prefeito de Mossoró, estão lideranças como o ex-senador e ex-governador José Agripino Maia (União), o vice-governador Walter Alves (MDB), o ex-governador, ex-senador e ex-ministro Garibaldi Alves Filho (MDB), a senadora Zenaide Maia (PSD), o deputado federal e ex-governador Robinson Faria (PP), o deputado federal João Maia (PP) e o deputado federal Benes Leocádio (União Brasil).
Na avaliação de Fátima, esse conjunto de apoios contradiz o discurso de renovação apresentado pelo pré-candidato. Segundo a governadora, a candidatura de Allyson expressa “o que existe de mais conservador, de mais atrasado” na política estadual. Ela disse que o projeto, apesar de embalado como novidade, está vinculado a forças que governaram o Rio Grande do Norte em diferentes momentos e que, na visão dela, representam um modelo voltado aos interesses de grupos políticos.
“Ou seja, é um projeto que vai significar o quê? Voltar ao passado, aqueles governos de perfil oligárquico, perfil tradicional, governos que eram muito mais voltados para atender os interesses de grupos do que os interesses exatamente da coletividade como um todo”, declarou.
Fátima também comentou a adesão de prefeitos aliados de sua gestão à pré-candidatura de Allyson, entre eles Dr. Tadeu (PSDB), de Caicó, e Marianna Almeida (PSD), de Pau dos Ferros. A governadora disse respeitar as decisões, mas classificou os movimentos como um equívoco. Segundo ela, Tadeu tem trajetória mais próxima do campo progressista e de centro-esquerda, enquanto Marianna é uma liderança jovem que, em sua avaliação, se vinculou a um projeto conservador.
Ao ser questionada se se sentiu traída pelos prefeitos, Fátima evitou usar essa palavra. “Eu não vou tratar nesses termos. Agora, lamento, acho que é um equívoco”, afirmou.
Na entrevista, a governadora contrapôs a pré-candidatura de Allyson ao projeto governista liderado pelo ex-secretário da Fazenda Cadu Xavier (PT). Fátima disse estar “muito confiante” com o que chamou de “time de Lula” no Rio Grande do Norte e afirmou que a pré-campanha governista deu um passo importante ao lançar uma plataforma colaborativa para a construção do programa de governo. Ela destacou que o ato, realizado na terça-feira 2, reuniu mais de 20 prefeitos e representantes de vários segmentos da sociedade.
A governadora afirmou que o presidente nacional do PT, Edinho Silva, participou do evento e enviou mensagem elogiando a mobilização. Segundo Fátima, Edinho saiu do Rio Grande do Norte mais confiante com o projeto de Cadu e levaria essa avaliação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Fátima também citou pesquisa AtlasIntel divulgada na semana anterior e disse não ter se surpreendido com os números que colocaram Cadu em posição favorável. Ela afirmou reconhecer a credibilidade do instituto e disse que percebe, nas ruas, uma popularização crescente do nome do pré-candidato petista.
“Eu estou vendo exatamente o nome de Cadu se popularizando cada vez mais. As pessoas hoje, quando se encontram comigo e Cadu não está comigo, a primeira coisa que elas me perguntam agora é: governadora, cadê Cadu?”, afirmou.
A governadora apresentou Cadu como servidor de carreira, auditor fiscal e gestor com perfil técnico. Segundo ela, ele teve papel relevante nas áreas de tributação e finanças desde o início de sua gestão, quando o Estado enfrentava salários atrasados, dificuldades fiscais e serviços públicos em crise. Fátima disse que Cadu ajudou a tirar o Rio Grande do Norte da situação que chamou de “massa falida” encontrada em 2019.
Balanço da administração
Ela citou como resultado de sua gestão o desempenho do Rio Grande do Norte no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), afirmando que o Estado apareceu em primeiro lugar no Nordeste, superando o Ceará. Também destacou que o RN teria sido o primeiro estado nordestino a superar a relação entre empregos com carteira assinada e beneficiários do Bolsa Família.
Fátima relacionou esses dados à política de incentivos fiscais e tributários implantada em sua gestão. Segundo ela, Cadu “pilotou” a modernização do antigo Proadi, substituído pelo Proedi, ampliando o número de indústrias beneficiadas. A governadora afirmou que, até 2019, havia entre 116 e 119 empresas atendidas pelo programa de incentivos. Hoje, segundo ela, são 367 empresas.
A governadora também citou a inclusão de setores antes não contemplados, como reciclagem e sal, nos programas de incentivo. Para Fátima, a mudança ajudou a atrair e manter empresas no Rio Grande do Norte, especialmente fora da região metropolitana, com reflexos na geração de empregos.
Outro ponto destacado pela governadora foi a defesa da ética na gestão pública. Fátima afirmou que honestidade, decência e zelo com o dinheiro público são princípios inegociáveis de seu governo. Ela disse que, em quase oito anos de gestão, a Polícia Federal não bateu à porta do Governo do Estado e que seus secretários não respondem a acusações de propina, tráfico de influência ou desvio de recursos.
A governadora usou esse ponto para diferenciar sua gestão de administrações anteriores e de adversários políticos. Ao ser lembrada pelos entrevistadores de operações em governos passados, Fátima afirmou que se sente com o dever cumprido. Ela também mencionou investigações relacionadas à Prefeitura de Mossoró, sem detalhar os casos, e disse que os desdobramentos estão em curso.
Crítica a Álvaro, PSDB e Legislativo Fátima também criticou o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL), outro pré-candidato ao Governo. Para ela, Álvaro representa um projeto associado ao bolsonarismo e à extrema direita. A governadora disse que a candidatura dele carrega um campo político ligado ao autoritarismo, à ameaça à democracia e à soberania nacional.
Nesse trecho, Fátima relacionou a família Bolsonaro à nova ameaça de tarifas dos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Ela afirmou que esse tipo de articulação prejudica diretamente a economia do Rio Grande do Norte, citando setores como pesca e sal.
A governadora também voltou a defender a presença do PSDB na aliança governista. Ela confirmou que a reunião com o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), estava marcada, mas foi adiada para a semana seguinte por causa de um compromisso familiar do deputado. Fátima disse que deseja que o PSDB integre a chapa de Cadu e afirmou que o partido poderia indicar o nome para a vice, preferencialmente uma mulher.
Segundo Fátima, sua aliança com Ezequiel existe há oito anos e não é apenas institucional, pelo fato de ele presidir a Assembleia e ela, o Executivo. A governadora disse que há também uma relação política e que a liderança de Ezequiel justifica a tentativa de atração do PSDB para o palanque governista. Ela ressaltou, porém, que a decisão cabe ao partido.
Na disputa pelo Senado, Fátima afirmou que Samanda Alves (PT) tende a crescer à medida que o eleitorado compreender que ela ocupa a vaga que seria da própria governadora na chapa. “Samanda é Fátima”, disse. Segundo ela, a vaga pertencia ao PT e, com sua decisão de não disputar o Senado, o partido escolheu Samanda como nome de renovação.
A governadora afirmou ter orgulho da renovação geracional do PT no Rio Grande do Norte, especialmente por ser liderada por mulheres. Citou Samanda Alves, Natália Bonavides, Isolda Dantas, Divaneide Basílio, Brisa Bracchi e Marleide Cunha como exemplos desse processo. Fátima disse ainda acreditar que Natália será novamente a deputada federal mais votada do Estado.
Sobre Rafael Motta (PDT), Fátima disse que ele também integra o “time de Lula” no Rio Grande do Norte. Segundo ela, o PDT reivindicou participação na chapa majoritária, e Rafael disputará a outra vaga ao Senado ao lado de Samanda. Para a governadora, a composição expressa coerência política e programática com o projeto nacional liderado por Lula.
Entregas federais Fátima afirmou que o apoio de Lula aos candidatos governistas no Rio Grande do Norte é “inquestionável” e disse que o presidente deseja vir ao Estado ainda em junho. Segundo ela, Lula mandou recado dizendo que quer visitar o túnel Major Sales, obra ligada à conclusão da transposição das águas do São Francisco no RN.
A governadora disse que conversa com a Casa Civil e com a ministra Miriam Belchior para tentar viabilizar a agenda antes do período de restrição eleitoral. Entre as obras que podem entrar no roteiro, ela citou o túnel Major Sales, o ramal Apodi-Mossoró, o Hospital Metropolitano, a duplicação da BR-304 e a conclusão da Reta Tabajara.
Fátima destacou o túnel Major Sales como obra de R$ 1,6 bilhão e disse que seu valor principal não está no montante financeiro, mas no impacto humano e social de garantir segurança hídrica ao povo do Rio Grande do Norte. Segundo ela, a chegada das águas do São Francisco beneficiará regiões como Pau dos Ferros, Apodi e Mossoró.
Na saúde, a governadora citou o Hospital Metropolitano como um dos legados mais importantes de sua gestão. Segundo ela, a unidade terá 350 leitos, investimento de R$ 200 milhões e perfil voltado para urgência e emergência em trauma, com objetivo de desafogar o Hospital Walfredo Gurgel. Fátima disse que deixará dinheiro em conta para que Cadu, caso seja eleito, conclua a obra até o fim de 2027 e coloque o hospital em funcionamento pleno.
A governadora também citou a reforma do Hospital Walfredo Gurgel, afirmando que os trabalhos estão em andamento. Segundo ela, a unidade já não possui condições adequadas para atender a população atual, muito maior do que a existente quando o hospital foi construído.
Em relação à infraestrutura rodoviária, Fátima citou a duplicação da BR-304, com trecho de Assú a Mossoró em curso e outro de Macaíba a Riachuelo. Também mencionou a Reta Tabajara, afirmando que os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro não concluíram a obra. Segundo ela, no governo Lula já foram entregues mais de 14 quilômetros, restando cerca de 2,5 quilômetros na travessia urbana.
Ao final, Fátima disse que a chapa completa do grupo governista está sendo trabalhada e que a definição deve avançar em junho ou até julho. A governadora afirmou que o “time está em campo” e voltou a demonstrar confiança na união da base em torno de Cadu, Samanda, Rafael e Lula.
O suspeito identificado como Rogério Bruno Oliveira da Silva, conhecido como “Rogerinho”, de 22 anos, morreu na manhã desta sexta-feira (5) no Hospital Regional Mariano Coelho, em Currais Novos. Ele havia sofrido um grave acidente de motocicleta durante uma fuga da Polícia Militar na noite anterior.
De acordo com o comandante do destacamento da Polícia Militar de Florânia, sargento Victor, a ocorrência teve início por volta das 22h40, em Tenente Laurentino Cruz, quando uma mulher foi abordada e teve sua motocicleta Honda Bros branca roubada sob ameaça. Após o primeiro crime, o suspeito teria praticado outros dois assaltos, levando ainda dois aparelhos iPhone 13 de vítimas diferentes.
Após receber informações de que o criminoso seguia pela RN-087 em direção a Florânia, a Polícia Militar montou uma barreira policial nas proximidades do pórtico de entrada da cidade. Segundo o sargento, a ordem de parada foi dada, mas o suspeito ignorou a determinação e tentou fugir.
Durante o acompanhamento tático, Rogério perdeu o controle da motocicleta em alta velocidade e sofreu uma queda. Equipes de socorro foram acionadas, realizaram os primeiros atendimentos e encaminharam o suspeito inicialmente para Florânia, sendo posteriormente transferido para Currais Novos.
Ainda conforme a Polícia Militar, todos os bens roubados foram recuperados e devolvidos às vítimas durante os procedimentos realizados na delegacia de plantão. Na manhã desta sexta-feira, a corporação foi informada da morte do suspeito em decorrência dos ferimentos provocados pelo acidente.
O sargento Victor destacou a rápida atuação das equipes de Florânia e Tenente Laurentino Cruz, além da colaboração da população por meio de informações repassadas à polícia, fator que contribuiu para a recuperação dos objetos e a conclusão da ocorrência.
O deputado estadual Francisco do PT participou, na noite desta quinta-feira (4), da abertura do 6º Torneio Leiteiro de Santana do Matos. O evento reuniu produtores, agricultores, lideranças políticas e representantes de instituições ligadas ao setor agropecuário. Francisco esteve acompanhado da pré-candidata ao Senado Samanda Alves.
Durante a programação, o parlamentar destacou a importância do torneio para o fortalecimento da cadeia produtiva do leite e para a valorização dos produtores rurais do município e da região. Francisco também aproveitou a oportunidade para prestar contas das ações do seu mandato voltadas ao desenvolvimento da agricultura familiar e do setor agropecuário.
Entre os investimentos citados pelo deputado está a destinação de recursos para a aquisição de seis tanques de resfriamento de leite, equipamentos que contribuem para melhorar a qualidade da produção e ampliar as condições de comercialização dos produtores. Além disso, Francisco ressaltou a destinação de mais de R$ 500 mil para ações de fortalecimento da agricultura familiar e mais de R$ 1 milhão para iniciativas relacionadas aos recursos hídricos.
Ao saudar os participantes do evento, o deputado parabenizou todos os envolvidos na organização do torneio e destacou o trabalho realizado pelos profissionais que atuam diretamente no apoio aos produtores rurais. Em nome do técnico da EMATER, João Corcino, Francisco homenageou e agradeceu o empenho de cada pessoa que contribuiu para a realização do evento.
“O Torneio Leiteiro é uma iniciativa que fortalece a produção rural, incentiva os produtores e movimenta a economia local. Por isso, faço questão de reconhecer e parabenizar todos os que ajudam a construir este importante momento para Santana do Matos e para a agricultura familiar da nossa região”, afirmou o parlamentar.
O 6º Torneio Leiteiro de Santana do Matos integra a programação de incentivo ao setor agropecuário do município, reunindo produtores e promovendo a troca de experiências, o fortalecimento da atividade leiteira e a valorização do homem e da mulher do campo.
O deputado estadual Nelter Queiroz (Progressistas) apresentou projeto de lei na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte propondo o reconhecimento da tradicional Cavalgada de Sant’Ana, realizada no município de Currais Novos, como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado. A iniciativa busca valorizar uma das mais importantes manifestações de fé, cultura e tradição do Seridó potiguar.
Realizada há mais de duas décadas dentro da programação da Festa de Sant’Ana, a cavalgada reúne centenas de cavaleiros, amazonas, vaqueiros e fiéis em um percurso marcado pela devoção religiosa e pela preservação dos costumes sertanejos. O cortejo tem início após a Missa do Vaqueiro e segue pelas ruas da cidade conduzindo a imagem peregrina de Sant’Ana até a Igreja Matriz, reunindo milhares de participantes e espectadores.
Segundo Nelter Queiroz, a proposta reconhece a relevância histórica, cultural e religiosa da cavalgada para Currais Novos, para a região do Seridó e para todo o Rio Grande do Norte.
“A Cavalgada de Sant’Ana representa a força da fé do nosso povo e a riqueza da cultura vaqueira que ajudou a construir a identidade do Seridó. Reconhecer essa manifestação como patrimônio imaterial do Estado é garantir a preservação de uma tradição que atravessa gerações e mantém viva a história do nosso povo”, destacou o parlamentar.
Na justificativa da matéria, o deputado ressalta que a cavalgada vai além de um evento equestre, configurando-se como uma expressão legítima da cultura vaqueira seridoense, reunindo símbolos, costumes e tradições que fazem parte da identidade regional.
A vereadora e primeira dama de Natal, pré-candidata a deputada federal (PL) Nina Souza cumpriu uma intensa agenda pelo Alto Oeste potiguar ao lado do prefeito Paulinho Freire e do pré candidato a deputado estadual Dr. Getúlio Rêgo, uma das maiores referências da política do Rio Grande do Norte, reconhecido por seus dez mandatos na Assembleia Legislativa e pela trajetória dedicada à saúde pública e ao desenvolvimento dos municípios do interior.
A programação teve início em Umarizal, onde Nina e Getúlio participaram de encontro com os vereadores Camilo e Ubiratan, os ex-vereadores Armando Araújo e Jatão, além do ex-prefeito Rogério Fonseca. O momento foi marcado por debates sobre os desafios e as potencialidades da região.
Em Apodi, a agenda foi realizada a convite do suplente de vereador Charton Rêgo, reunindo lideranças políticas e comunitárias em um importante momento de diálogo sobre o futuro do Alto Oeste.
A comitiva seguiu para Doutor Severiano, onde foi recebida pelo vice-prefeito Elias Pinheiro, pela vereadora Maria Eduarda Pinheiro, pelo empresário Van Pinheiro e pelo advogado João Helder. O encontro reforçou a aproximação com lideranças comprometidas com o desenvolvimento do município e da região.
Encerrando a programação, Nina Souza e Getúlio Rêgo estiveram em Pau dos Ferros, participando de um encontro político que reuniu importantes lideranças locais, entre elas o ex-prefeito Leonardo Rêgo, os vereadores Gilson Rêgo, Gordo do Bar e Dominiciana, além dos ex-vereadores Leka, Kasumaro, Zélia Leite e outras lideranças da região.
A agenda contou ainda com a presença do pré-candidato ao Governo do Estado Álvaro Dias, do pré-candidato a vice-governador Babá Pereira e do pré-candidato ao Senado Federal Coronel Hélio. Álvaro participou das atividades realizadas em Umarizal, Doutor Severiano e Pau dos Ferros, fortalecendo o diálogo com lideranças do Alto Oeste e ampliando as discussões sobre os desafios do Rio Grande do Norte.
“Estamos fortalecendo parcerias, ouvindo quem vive a realidade de cada cidade e construindo um projeto que tenha como prioridade o desenvolvimento dos municípios e a melhoria da qualidade de vida da população. Tenho a alegria de realizar essa agenda ao lado de Dr. Getúlio Rêgo, uma referência da política potiguar, cuja história de trabalho continua inspirando gerações”, afirmou.
O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi sorteado relator de ações na Corte relacionadas ao filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A produção está no centro de uma polêmica após ser revelado que Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, financiou a obra a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
Um dos processos que Nunes Marques relatará foi movido pela pré-campanha de Flávio contra o instituto Atlas Intel. Os advogados do senador questionam a inclusão em uma pesquisa eleitoral de um áudio em que ele cobra de Vorcaro os recursos para o filme.
A fala foi reproduzida para os entrevistados no levantamento, que apontou queda de intenção de voto no filho de Bolsonaro.
Outra ação que terá Nunes Marques como relator foi movida pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, do grupo Prerrogativas, e pelo deputado Rogério Corrêa (PT-MG) para proibir a exibição do Dark Horse durante a campanha.
Os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) argumentam que se trata de propaganda eleitoral antecipada.
Nunes Marques também relatará ação do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) que pede investigação de suposto abuso de poder econômico no financiamento da cinebiografia de Bolsonaro por Vorcaro.
A tarde desta quarta-feira (3), no Parlamento potiguar, foi de homenagens pelo Dia Nacional do Oftalmologista, comemorado em 7 de maio. Proposta pelo deputado estadual Adjuto Dias (PL), a solenidade contou com a presença do parlamentar Hermano Morais (MDB), de autoridades do Governo do Estado e da Câmara Municipal de Natal, além de médicos, familiares e amigos dos homenageados.
“Hoje, esta Casa Legislativa se reúne num momento de reconhecimento, gratidão e respeito. Celebramos o Dia do Oftalmologista, homenageando homens e mulheres que fizeram da Medicina uma verdadeira missão de vida. Profissionais que escolheram dedicar seus talentos, seus estudos e sua sensibilidade à preservação da visão, um dos sentidos mais preciosos da existência humana”, iniciou o propositor.
Para o Adjuto Dias, “enxergar é mais do que ver”. “É reconhecer rostos queridos, contemplar paisagens, acompanhar o crescimento dos filhos, ler uma página, trabalhar, sonhar, viver com autonomia e dignidade. E é exatamente por compreender a importância desse dom que os oftalmologistas exercem um papel tão essencial na sociedade”, ressaltou.
Segundo o deputado, cada consulta, cada diagnóstico e cada cirurgia realizada por esses profissionais carrega consigo muito mais do que técnica.
“Carrega esperança, cuidado e a possibilidade de devolver luz a quem, muitas vezes, estava mergulhado na escuridão da insegurança e da limitação. E é por isso que hoje homenageamos trajetórias marcadas pela excelência, pela ética, pela dedicação à ciência e, sobretudo, pelo compromisso humano com o próximo”, frisou.
Ainda de acordo com o parlamentar, “nenhuma inovação substitui aquilo que verdadeiramente diferencia um grande médico: o compromisso humano”.
“E é exatamente isso que vemos na trajetória de cada profissional homenageado nesta Sessão Solene. São homens e mulheres que ajudam crianças a descobrirem o mundo com nitidez. Que devolvem independência aos idosos. Que restauram sonhos. Que aliviam dores. Que transformam vidas todos os dias, muitas vezes sem qualquer reconhecimento público. Por isso, esta homenagem é mais do que justa e, hoje, o Rio Grande do Norte agradece a todos que fazem da Oftalmologia não apenas uma profissão, mas um sacerdócio de cuidado e serviço. Parabéns a todos os oftalmologistas! Que esta homenagem represente o reconhecimento sincero da sociedade potiguar à importância da missão que cada um de vocês exerce diariamente. Muito obrigado!”, concluiu Adjuto Dias.
Após a entrega das placas aos homenageados, o presidente da Sociedade de Oftalmologia do Estado do Rio Grande do Norte (SOERN), Anderson de Lima Martins, fez o seu pronunciamento, em nome de todos eles.
“Hoje é um dia de grande importância para os oftalmologistas do RN. A nossa especialidade transforma vidas diariamente, devolvendo autonomia, oportunidade, dignidade e qualidade, por meio da preservação e da recuperação da visão. Então, nada mais justo que enaltecer as pessoas que ajudaram – e ajudam – a cumprir essa missão. Os homenageados desta solenidade representam diferentes gerações, áreas de atuação e trajetórias. Entre eles, estão professores, pesquisadores, gestores, pioneiros e profissionais que dedicam suas vidas ao cuidado de pacientes e ao fortalecimento da Oftalmologia. Portanto, são todos muito relevantes para o Rio Grande do Norte”, destacou Anderson Martins.
Na sequência, o presidente da SOERN fez uma referência especial ao Dr. Araken Britto, homenageado “in memoriam”, que faleceu em fevereiro do ano passado.
“Infelizmente, ele não está mais aqui entre nós. Araken foi um grande amigo e um grande homem. Cada um tem uma história para contar aqui sobre ele, com certeza. Especialmente eu, pois num momento em que eu não tinha onde trabalhar, ele me ofereceu a clínica dele. Então, eu agradeço muito a ele e à sua família por causa disso”, detalhou, emocionado.
Continuando sua fala, o médico se referiu aos demais homenageados, deixando o seu “reconhecimento e gratidão”.
“Cada um de vocês contribuiu, à sua maneira, para que a Oftalmologia potiguar alcançasse o nível de excelência que possui atualmente”, enfatizou.
Em seguida, o oftalmologista alertou sobre o maior desafio da área no Rio Grande do Norte: o fato de que o estado possui uma das maiores filas de espera para transplante de córnea no Brasil.
“Essa é uma realidade que nos desafia e exige compromisso todos os dias. Por isso aproveito para agradecer aos oftalmologistas engajados na causa, atuando em captação, transplante, assistência a pacientes e na construção de soluções para ampliar o acesso ao tratamento”, ressaltou.
Por fim, Anderson Martins fez um convite à comunidade oftalmológica Norte-rio-grandense para que “continue focada em torno do mesmo propósito”.
“Nenhuma transformação acontece de forma isolada, e é a união da nossa classe que nos permite enfrentar desafios e ampliar o acesso da população a uma saúde ocular de qualidade. Além disso, eu acredito que a melhor forma de homenagearmos aqueles que construíram a nossa história é continuarmos trabalhando para construir um futuro ainda melhor. Parabéns a todos os homenageados desta tarde. Recebam o respeito, a admiração e a gratidão da Oftalmologia do Rio Grande do Norte. Muito Obrigado!”, concluiu o especialista.
Ao final da solenidade, foi exibido um vídeo institucional do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, em celebração à data.
Homenageados: Anderson de Lima Martins Araken Britto de Sousa (in memoriam) Breno Barth Amaral de Andrade Carlos Alberto Salustino Dutra Júnior Carlos Alexandre de Amorim Garcia Filho Iracema de Azevedo Dantas Joaquim Santiago Dantas Neto José Rosendo Cavalcanti Neto Luciana Dantas Brito Marco Antônio Rey de Faria Rafael Barbosa de Araújo
A classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos passa a valer a partir desta sexta-feira (5). A medida foi anunciada pelo governo norte-americano no fim de maio e tem gerado discussões sobre possíveis reflexos nas áreas de segurança, economia e relações diplomáticas entre os dois países.
Desde o anúncio, o governo brasileiro mantém interlocução com autoridades americanas na tentativa de reverter a decisão. Apesar das preocupações levantadas por especialistas, integrantes do governo federal avaliam que não há, neste momento, indicativos de operações militares dos Estados Unidos em território brasileiro.
Com a nova classificação, as duas facções deixam de ser tratadas exclusivamente como organizações ligadas ao narcotráfico e ao crime organizado pelas autoridades norte-americanas, passando a integrar a lista de grupos enquadrados na legislação antiterrorismo dos EUA. A mudança amplia os instrumentos legais disponíveis para investigação, monitoramento e aplicação de sanções.
A legislação americana prevê punições para pessoas físicas ou jurídicas que ofereçam qualquer tipo de apoio a organizações classificadas como terroristas. Entre as condutas passíveis de investigação estão repasses financeiros, prestação de serviços, suporte logístico e outras formas de assistência direta ou indireta.
A decisão também deve aumentar o nível de fiscalização sobre instituições financeiras e empresas que mantêm operações vinculadas ao sistema econômico dos Estados Unidos. Especialistas apontam que ativos localizados em território americano ou submetidos à legislação do país podem ficar sujeitos a bloqueios e outras medidas restritivas.
Outro efeito previsto envolve restrições migratórias. Pessoas eventualmente associadas aos grupos poderão enfrentar impedimentos para obtenção de vistos ou entrada em território norte-americano.
Apesar da mudança adotada pelos Estados Unidos, a legislação brasileira permanece inalterada. No Brasil, PCC e Comando Vermelho continuam sendo enquadrados como organizações criminosas, sem alteração em seu status jurídico.
Especialistas também alertam para possíveis impactos econômicos e diplomáticos. Segundo análises na área de relações internacionais, a medida pode ampliar riscos para empresas e instituições financeiras que atuam no mercado americano, além de gerar novos desafios na cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado.
Outro ponto observado é o compartilhamento de informações entre os dois países. Avaliações indicam que a nova classificação pode exigir ajustes nos mecanismos de cooperação entre órgãos de investigação e inteligência, que atualmente mantêm ações conjuntas voltadas ao enfrentamento das facções criminosas.
O governo brasileiro acompanha os desdobramentos da medida e seus possíveis efeitos sobre a relação bilateral, enquanto especialistas seguem monitorando os impactos práticos da nova política adotada pelos Estados Unidos.
O Rio Grande do Norte já conta com mais de 6 mil carros elétricos em circulação, segundo o Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran). Ao todo, são 6.089 veículos movidos exclusivamente por energia elétrica registrados no Estado, de acordo com a última atualização, divulgada nesta semana.
De acordo com o Detran, a maior parte da frota é composta por veículos elétricos com fonte externa de recarga, que somam 5.390 unidades. São aqueles veículos que precisam ser recarregados na tomada ou em eletropostos. O levantamento também registra 425 veículos elétricos classificados como de fonte interna (aqueles que geram a eletricidade a bordo, sem depender de tomada) e outros 274 enquadrados na categoria de elétricos (categoria genérica, normalmente atribuída a carros mais antigos).
O Estado contabiliza ainda 5.301 veículos híbridos em circulação, considerando diferentes tecnologias de motorização. Desse total, 2.391 são modelos movidos a gasolina e eletricidade, 1.664 utilizam sistema híbrido flex (gasolina, álcool e eletricidade), 697 são híbridos plug-in, que podem ser recarregados na tomada, 384 são classificados como híbridos convencionais (cuja bateria é recarregada internamente) e 165 combinam motores a diesel e elétrico.
O crescimento desse tipo de veículo acompanha uma tendência observada em todo o país. A ampliação da oferta de modelos, a entrada de novas montadoras no mercado brasileiro e a expansão gradual da infraestrutura de recarga têm contribuído para o aumento da presença desses veículos nas ruas, além da procura dos consumidores por economia, diante da alta do preço da gasolina.
Um carro 1.0 turbo a gasolina, com consumo médio de 12 km/l e combustível a R$ 7 por litro, gera um gasto mensal em torno de R$ 700. Já um veículo 100% elétrico compacto, com bateria de 38 kWh e autonomia próxima de 300 km, pode ter custo mensal de cerca de R$ 152 em recargas domésticas para percorrer a mesma distância, valor que pode ser ainda menor em residências com energia solar.
Nos híbridos plug-in, a combinação entre motor elétrico e combustão reduz o gasto mensal para aproximadamente R$ 354, quase metade do custo de um carro convencional. Apesar de ainda enfrentarem limitações em viagens longas, os veículos eletrificados ganham espaço pela economia no uso diário e já começam a competir com modelos a combustão também no preço de compra, especialmente nos segmentos compactos e médios.
Impacto reduzido Do ponto de vista ambiental, especialistas apontam que os carros elétricos tendem a emitir menos carbono ao longo de sua vida útil quando comparados aos veículos movidos a combustão. Um levantamento citado pelo Conselho Internacional de Transporte Limpo indica que a emissão de carbono pode ser até 68% menor ao considerar todo o ciclo de vida do veículo, incluindo sua fabricação.
No entanto, estudos observam que a produção dos veículos elétricos, especialmente das baterias, exige maior consumo de energia e de minerais como lítio, níquel e cobalto. Isso faz com que o impacto ambiental inicial seja mais elevado do que o de um carro convencional. Os elétricos podem ser cerca de 30% menos ecológicos no momento da fabricação, mas essa diferença tende a ser compensada após alguns anos de uso devido à redução das emissões durante a circulação.
Outro fator considerado importante é a origem da eletricidade utilizada para abastecer os veículos. Quanto maior a participação de fontes renováveis na matriz energética, maior tende a ser o ganho ambiental proporcionado pelos carros elétricos. No caso do Rio Grande do Norte, que lidera a geração de energia eólica no país e possui forte expansão da energia solar, o contexto favorece uma eletrificação com menor pegada de carbono.
Pesquisas recentes também indicam que, mesmo levando em conta as emissões geradas na fabricação das baterias, os veículos elétricos apresentam menor emissão total de CO₂ ao longo da vida útil do que modelos a gasolina ou diesel. A principal diferença está no fato de que os carros elétricos concentram parte relevante das emissões na etapa de produção, enquanto os veículos a combustão continuam emitindo poluentes durante toda a operação.
Além dos efeitos sobre o clima, a eletrificação da frota é associada à redução da poluição urbana e a possíveis benefícios para a saúde pública. Estudos apontam que a diminuição da emissão de gases e partículas provenientes dos motores pode contribuir para a melhoria da qualidade do ar nas cidades.
IPVA Os proprietários de veículos 100% elétricos no Rio Grande do Norte passaram a pagar uma alíquota maior de IPVA em 2026. A mudança decorre da Lei nº 12.206, sancionada pela governadora Fátima Bezerra (PT) no fim de 2024, que instituiu um escalonamento gradual da cobrança para esse tipo de veículo.
Após anos de isenção, os carros elétricos passaram a recolher IPVA com alíquota de 0,5% em 2025. Neste ano, o percentual foi elevado para 1%, o dobro do cobrado anteriormente. A legislação prevê uma nova alteração em 2027, quando a alíquota passará para 1,5%.
Segundo a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), a medida é aplicada exclusivamente aos veículos totalmente elétricos. Os modelos híbridos continuam enquadrados na mesma faixa tributária dos automóveis movidos a combustão, com alíquota de 3%.
Mesmo com o aumento gradual, os veículos elétricos continuarão recebendo tratamento tributário diferenciado. Ao final do período de transição, em 2027, a alíquota de 1,5% corresponderá à metade da cobrada sobre os demais veículos no estado, atualmente fixada em 3%.
Mudança em condomínios A expansão da frota de veículos elétricos no Rio Grande do Norte tem impulsionado mudanças na legislação e nas normas de construção voltadas à adaptação da infraestrutura urbana. Nesse contexto, a Assembleia Legislativa vem discutindo um projeto de lei que garante aos proprietários o direito de instalar estações individuais de recarga para veículos elétricos em edificações residenciais e comerciais.
A proposta, de autoria do deputado estadual Neilton Diógenes (PP), busca assegurar a implantação de pontos de recarga em condomínios, acompanhando o avanço da mobilidade elétrica e a crescente demanda por estruturas adequadas para abastecimento desses veículos.
A iniciativa se soma a medidas já previstas na legislação municipal de Natal. O novo Código de Obras da capital, instituído pela Lei Complementar nº 258/2024, tornou obrigatória a previsão de soluções para recarga de veículos elétricos em empreendimentos residenciais multifamiliares e em edificações não residenciais de grande porte.
A exigência está prevista no artigo 142 da norma e tem como objetivo adequar novos projetos imobiliários à expansão da eletromobilidade. A regra, entretanto, não se aplica a programas habitacionais públicos ou empreendimentos subsidiados com recursos públicos.
O Rio Grande do Norte ainda possui 176 lixões ativos e 229 áreas mapeadas de descarte irregular de resíduos, de acordo com os dados do Painel de Resíduos Sólidos do RN, ferramenta do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) que monitora a situação da destinação de lixo no Estado.
A permanência dos lixões contraria o que está estabelecido na Lei nº 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A lei federal determinou o encerramento de todos os lixões no Brasil e a substituição por aterros sanitários adequados. Contudo, o prazo tem sido sucessivamente prorrogado devido a desafios financeiros e estruturais dos municípios.
A promotora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, Kaline de Andrade, enfatiza que a permanência dos lixões no Rio Grande do Norte está relacionada a diversos fatores. Entre eles, estão a insuficiência de estruturas adequadas para a destinação final dos resíduos, a ausência da cobrança efetiva da taxa ou tarifa de manejo de lixo e a interrupção de políticas públicas em razão das mudanças de gestão nos governos estadual e municipais.
Ela também cita a falta de capacitação técnica em algumas administrações municipais, além das limitações da infraestrutura rodoviária, que elevam os custos de transporte e operação dos serviços de limpeza urbana. Outro aspecto apontado é a baixa prioridade dada, ao longo dos anos, aos impactos sociais, ambientais e de saúde pública provocados pelos lixões, questão que, segundo a promotora, permaneceu por muito tempo fora do centro das políticas públicas.
Kaline explica que a preocupação com a destinação adequada é comum a todos munícipios. “Infelizmente, mesmo entre os municípios que já encaminham seus resíduos para aterros sanitários, muitos ainda utilizam os antigos lixões como estações de transbordo temporárias, para só depois despachar o material para os aterros”.
A promotora relata que atualmente há uma melhor distribuição de aterros sanitários licenciados no Estado, além de alguns localizados na Paraíba, que atendem munícipios potiguares. Ainda de acordo ela, a parte central do Estado, especialmente a região Seridó e o Vale do Açu, não possuem aterros licenciados em funcionamento nas proximidades, o que dificulta o encaminhamento devido dos resíduos.
A erradicação dos lixões no RN ainda está longe de se tornar realidade. Segundo a promotora, apesar dos avanços, ainda há um longo caminho pela frente. “Em nosso território, persistem muitos municípios que mantêm lixões como destinação final. Além disso, há aqueles que iniciam o descarte correto, mas não conseguem mantê-lo, seja por descontinuidade política, seja por questões financeiras e contratuais”.
Ela pontuou que o MPRN realiza o acompanhamento contínuo da implementação da política de resíduos através de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), Acordos de Não Persecução Penal (ANPP), além de fiscalizações constantes e do monitoramento mensal do volume de resíduos encaminhado aos aterros tanto no RN quanto da Paraíba.
“Dependendo da situação local e territorial de cada município, o Ministério Público pode acompanhar a implementação da Política de Resíduos Sólidos por diferentes vias: celebrando TAC, firmando ANPP ou, quando necessário, oferecendo denúncia por crime ambiental devido à manutenção do lixão”, explicou.
Segundo a promotora, o cumprimento integral da Política Nacional de Resíduos Sólidos no Rio Grande do Norte depende de uma série de ações coordenadas. Entre as medidas consideradas prioritárias, estão o encerramento definitivo dos lixões, com a destinação adequada dos rejeitos para aterros sanitários ou tecnologias licenciadas; a implantação efetiva da taxa ou tarifa de manejo de resíduos; o fortalecimento da educação ambiental; a ampliação da separação correta entre recicláveis e rejeitos em residências, empresas e órgãos públicos; a estruturação de um sistema eficiente de logística reversa; o mapeamento e a recuperação de áreas degradadas pela disposição irregular de resíduos; além do incentivo e valorização do trabalho desenvolvido por catadores e recicladores.
Femurn aponta obstáculos para municípios cumprirem lei Apesar de ainda existirem dezenas de lixões ativos no Rio Grande do Norte, a Federação dos Municípios do Estado do RN (Femurn) avalia que o cenário está avançando e que a erradicação dessas áreas de descarte irregular pode ocorrer nos próximos anos. A entidade atribui a permanência do problema à falta de infraestrutura adequada para destinação final dos resíduos, aos altos custos operacionais e à ausência de sustentabilidade financeira dos serviços de manejo de lixo.
Segundo a Femurn, embora o painel de resíduos sólidos do Ministério Público aponte a existência de 176 lixões ativos no estado, esse número inclui municípios que possuem mais de uma área de disposição irregular. Dados atualizados pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Meio Ambiente (CAOP Meio Ambiente) indicam que 102 municípios já destinam seus resíduos para um dos três aterros sanitários em operação no RN — Braseco, CTR Potiguar e Oeste Ambiental — enquanto outros 10 utilizam aterros localizados na Paraíba. Com isso, a entidade afirma que atualmente 65 municípios ainda mantêm lixões ativos.
De acordo com a federação, um dos principais obstáculos para o encerramento definitivo dos lixões é a quantidade limitada de aterros sanitários licenciados no Estado. Algumas regiões continuam sem cobertura adequada, mesmo considerando um raio de até 100 quilômetros dos aterros em funcionamento. A Costa Branca é apontada como uma das áreas mais afetadas pela falta de alternativas para a destinação dos resíduos.
Outro desafio citado pela entidade é o custo elevado do transporte dos resíduos até os aterros sanitários e das tarifas cobradas para o tratamento do lixo. Segundo a Femurn, muitos municípios conseguem iniciar a destinação correta dos resíduos para atender às exigências legais e às recomendações do Ministério Público, mas acabam enfrentando dificuldades para manter o serviço por falta de recursos. Em alguns casos, isso resulta no retorno ao uso dos lixões ou na destinação parcial dos resíduos aos aterros.
A federação também destaca que a ausência de coleta seletiva agrava o problema. Sem a separação prévia dos materiais recicláveis, todo o volume de resíduos precisa ser transportado para os aterros, aumentando os custos operacionais dos municípios.
Na avaliação da Femurn, as exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos são difíceis de serem cumpridas por municípios de pequeno porte quando analisados individualmente. A entidade defende a regionalização dos serviços por meio de consórcios públicos, permitindo o compartilhamento de custos e infraestrutura. Entre as medidas consideradas necessárias estão a implantação de estações de transferência e transbordo para reduzir as despesas com transporte.
A federação afirma ainda que os municípios vêm buscando apoio dos governos estadual e federal desde a elaboração dos primeiros planos estaduais de resíduos sólidos, em 2009. No entanto, parte dos projetos planejados para ampliar a estrutura de destinação final ainda não foi executada. Entre as iniciativas aguardadas estão obras financiadas por convênios da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) para as regiões do Alto Oeste e Seridó, além de projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) voltados à coleta seletiva.
Mesmo diante dos desafios, a Femurn considera que o estado está próximo de superar o problema dos lixões. A expectativa é reforçada pela previsão de entrada em operação do aterro sanitário de Caicó e pelos processos de licenciamento para novos empreendimentos em Assú e Areia Branca. A entidade também cita o aumento da cobrança por parte do Ministério Público, que tem ampliado a atuação na esfera criminal e exigido a recuperação das áreas degradadas e a sustentabilidade financeira dos serviços de limpeza urbana.
O deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, se reuniram nesta terça-feira (2), no Rio de Janeiro, para discutir o cenário eleitoral de 2026 e avaliar possíveis caminhos políticos fora da polarização nacional. O encontro ocorreu em uma livraria da capital fluminense.
Segundo Aécio, a conversa teve como foco a análise de cenários eleitorais e a possibilidade de construção de uma alternativa ao atual ambiente político dividido entre lulismo e bolsonarismo.
Pesquisas devem orientar próximos passos
Segundo O Estadão, presidente do PSDB classificou a reunião como “um café entre dois mineiros preocupados com o Brasil” e afirmou que ambos irão acompanhar as pesquisas eleitorais das próximas semanas para avaliar a viabilidade desse projeto político.
De acordo com o tucano, o encontro serviu como uma primeira troca de impressões sobre o cenário nacional e sobre a potencialidade de uma candidatura que represente uma alternativa à polarização.
Apesar da sinalização, Aécio não detalhou qual formato essa construção poderia assumir nem confirmou qualquer composição eleitoral.
Filiação de Joaquim Barbosa impulsiona especulações
A reunião ocorreu duas semanas após o anúncio da filiação de Joaquim Barbosa ao Democracia Cristã (DC), movimento que o habilitou a disputar as eleições.
Com a entrada do ex-ministro no partido, o DC retirou a pré-candidatura de Aldo Rebelo, que acabou sendo expulso da legenda. Apesar disso, Barbosa ainda não confirmou oficialmente que pretende concorrer a qualquer cargo em 2026.
Nos bastidores, a filiação ampliou as especulações sobre uma possível candidatura presidencial do ex-presidente do STF.
Atuação no mensalão é vista como ativo político
Aécio destacou que Joaquim Barbosa mantém forte reconhecimento junto a uma parcela do eleitorado em razão de sua atuação no julgamento do mensalão, período em que presidiu o Supremo Tribunal Federal.
Segundo o dirigente tucano, esse histórico faz com que o ex-ministro preserve um importante recall político e eleitoral.
O próprio Aécio, por outro lado, tem evitado se colocar como pré-candidato à Presidência. Em entrevista concedida na segunda-feira (1º) ao portal O Antagonista, afirmou que só disputará a eleição caso consiga viabilizar seu nome politicamente.
Declaração de Aécio
Ao comentar o encontro, o presidente do PSDB afirmou que a conversa foi uma primeira etapa de avaliação do cenário político.
“Foi um café entre dois mineiros preocupados com o Brasil. O ministro Joaquim Barbosa se habilitou à disputa eleitoral ao se filiar a um partido político, o DC, e, assim como nós, busca construir um caminho fora da polarização.”
Aécio acrescentou que ambos acompanharão a evolução das pesquisas eleitorais nas próximas semanas para medir a receptividade desse projeto e a evolução do quadro político-eleitoral.
Estima-se que cerca de 10 milhões de pessoas no mundo sofram com a doença de Parkinson atualmente. Até 2050, esse número pode mais que dobrar, chegando a 25,2 milhões, um aumento de 112%, segundo dados da revista científica The BMJ.
Como o Parkinson tem a idade como seu maior fator de risco, também é caminho natural que os números acompanhem o envelhecimento da população. A doença atinge majoritariamente pessoas acima dos 65 anos, embora o “Parkinson de início precoce” possa afetar pacientes na faixa dos 50, 40 anos ou até em pessoas ainda mais jovens.
É o que explica o neurologista clínico e especialista em parkinson e demências, José Guilherme Schwam Jr. Segundo ele, além da idade, a doença parece ser mais prevalente em trabalhadores rurais, principalmente naqueles expostos a agrotóxicos.
Quando se fala em Parkinson, a primeira imagem que vem à mente da maioria das pessoas são os tremores nas mãos. Contudo, a doença costuma dar sinais silenciosos muito antes de afetar a coordenação motora. O especialista alerta que é necessário ficar atento aos sinais não motores, que podem aparecer anos e às vezes décadas antes dos tremores.
“Os sinais motores clássicos envolvem os tremores em repouso, que está presente em 70% dos pacientes, a lentidão para realizar movimentos do dia a dia e a rigidez muscular. Diminuição do olfato, intestino muito preso, depressão e distúrbios do sono como se debater violentamente durante os sonhos são sinais de alerta importantes”, destaca José Guilherme.
Ainda não existe cura definitiva para o Parkinson ou uma blindagem 100% eficaz contra a doença. O médico ressalta, no entanto, que a principal forma de retardar a progressão motora da doença é o exercício físico, além de uma dieta balanceada e cuidado com a saúde cardiovascular e metabólica.
“Uma atividade física regular e com intensidade adequada tem um efeito neuroprotetor importante. Ela ajuda, de forma comprovada a diminuir o risco de quedas, limitações motoras, dores difusas, inerentes à evolução do Parkinson e, junto com a medicação correta, é o que vai garantir a qualidade de vida, a independência e a autonomia do paciente por muitos anos”, afirma.
José Guilherme ressalta que o diagnóstico precoce continua sendo a melhor ferramenta. Ao perceber qualquer lentidão incomum ou tremores recorrentes, a recomendação é buscar a avaliação de um neurologista para garantir que o tratamento comece o quanto antes.