Equipes do Procon, com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizam nesta quinta-feira (26) uma operação de fiscalização em diversos postos de combustíveis no município de Currais Novos.
A ação tem como objetivo verificar possíveis irregularidades, garantir a transparência na formação dos preços e assegurar o cumprimento das normas que protegem os direitos do consumidor. Durante a fiscalização, estão sendo analisados itens como a correta exposição dos preços, a qualidade dos combustíveis e o funcionamento adequado das bombas.
A iniciativa reforça a importância da atuação dos órgãos de controle na defesa da população, promovendo mais confiança nas relações de consumo e coibindo práticas abusivas.
A Justiça do Rio Grande do Norte determinou que o Estado nomeie candidatos aprovados no concurso público da Polícia Civil realizado em 2020. A decisão é do juiz Francisco Seráphico da Nóbrega, da 6ª Vara da Fazenda Pública de Natal.
Na ação, o Ministério Público apontou que a Polícia Civil enfrenta uma grande falta de servidores. Na época do concurso, havia apenas 1.352 policiais em atividade, enquanto 3.798 cargos estavam vagos — o que representa cerca de 73,75% das vagas previstas em lei.
Ao todo, 2.036 candidatos foram aprovados no concurso. Desses, 593 já foram nomeados em duas turmas de formação. Mesmo assim, ainda havia muitos aprovados aguardando convocação, além de um déficit considerado elevado e incompatível com as necessidades do Estado.
Durante o andamento do processo, a Justiça já havia determinado, em caráter de urgência, a nomeação de 155 candidatos que passaram por todas as etapas do concurso. O Estado informou que nomeou 153 desses candidatos. Agora, com a sentença final, essa obrigação foi confirmada, e o Estado terá que nomear todos os aprovados nas cinco fases do concurso.
Na decisão, o juiz destacou que a segurança pública é um direito da população e uma obrigação do Estado, conforme prevê a Constituição. Ele também lembrou que uma lei estadual determina a realização de concurso público quando o número de vagas abertas ultrapassa um quinto do total de cargos da carreira.
Ele também comparou a situação do Rio Grande do Norte com a de outros estados do Nordeste. Segundo a decisão, a média da região é de 56,3% de ocupação dos cargos — número que já é considerado baixo, mas ainda assim mais de 20 pontos percentuais acima do índice do RN.
O juiz ainda rejeitou o argumento de que a decisão representaria interferência do Judiciário nas políticas do Executivo. Segundo ele, a determinação apenas obriga o Estado a cumprir o que já está previsto em lei e no próprio planejamento orçamentário.
Além de garantir a nomeação dos aprovados, a Justiça determinou que o Estado convoque, em até 90 dias, uma nova turma para o Curso de Formação Profissional, voltada aos candidatos que ainda aguardam convocação dentro do prazo de validade do concurso. Após a conclusão do curso, a nomeação deverá ocorrer em até 30 dias.
A decisão também estabelece que o Estado realize um novo concurso público para os cargos de delegado, agente e escrivão, caso a lista atual de aprovados seja esgotada. O objetivo é que, até o fim de 2027, a Polícia Civil alcance pelo menos 50% das vagas previstas em lei.
A possível mudança na formação das chapas proporcionais no Rio Grande do Norte começa a ganhar força nos bastidores políticos, em meio à reconfiguração do comando partidário no Estado. A nominata liderada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, e pelo deputado federal Paulinho Freire, antes articulada no Republicanos, pode migrar para o Podemos.
A movimentação ocorreu após mudanças no comando estadual do Republicanos, que passou a ser alinhado ao projeto político do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). Com isso, lideranças que vinham estruturando chapas dentro da sigla passaram a avaliar alternativas para preservar a competitividade nas eleições proporcionais.
Nesse contexto, uma reunião envolvendo o presidente da Câmara Municipal de Natal, Eriko Jácome, Ezequiel Ferreira e o prefeito de Acari e dirigente estadual do Podemos, Fernando Bezerra, é apontada como um dos principais movimentos para viabilizar a mudança. A articulação indica a possível incorporação do grupo ao Podemos, o que ampliaria o peso da legenda no cenário estadual.
Em deslocamento para, representando a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) em evento municipalista na cidade paraibana de Campina Grande o presidente estadual do Podemos, o prefeito Fernando Bezerra (Acari), disse que defende uma aliança com o PL, PSDB e outros partidos “na melhor e mais qualificada defesa de projetos e princípios que busquem construir o melhor futuro possível para o Rio Grande do Norte”.
O prefeito “Fernandinho” Bezerra confirmou que o deputado estadual Ezequiel Ferreira “é um fraterno amigo, mas ainda não conversei com ele diretamente sobre este tema”.
Como presidente do Podemos em Natal, o vereador Aquino Neto apoia a formação de uma nominata proporcional do partido, embora não almeje disputar eleições este ano: “Existe sim a possibilidade de vir a ser formada a nominada de deputada estadual e eu vejo de uma forma muito propositiva, que estou torcendo que isso venha a acontecer para poder fortalecer o partido”.
Nos bastidores, a nominata liderada por Ezequiel Ferreira e Paulinho Freire é considerada uma das mais competitivas para a disputa de deputado estadual, com projeção de eleger entre seis e oito parlamentares. Diante do novo cenário no Republicanos, o Podemos surge como alternativa para manter o desempenho eleitoral do grupo.
Caso se confirme, a mudança deve redesenhar o quadro político no Rio Grande do Norte, com impacto direto na correlação de forças para as eleições de 2026.
O cenário da propaganda eleitoral para o governo do Rio Grande do Norte ganhou um novo desenho nesta quarta-feira (25), após a destituição do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, da presidência do Republicanos no estado. A mudança, já oficializada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), transfere o controle da legenda para o grupo político do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, pré-candidato ao governo.
Com a alteração, o Republicanos, que possui 56 segundos de tempo de rádio e TV, deixa de integrar o campo de Álvaro e passa a reforçar a aliança liderada por Allyson.
Segundo apuração do Grupo Dial Natal, todos os membros da direção anterior do partido foram registrados como “inativos” no sistema da Justiça Eleitoral. A nova direção deverá ser anunciada ainda nesta quarta-feira (25), com a condução política alinhada ao vice-prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros, ligado ao grupo de Allyson.
Nos bastidores, a articulação teve participação direta da executiva nacional do Republicanos. Allyson Bezerra se reuniu com o presidente nacional da sigla, Marcos Pereira e consolidou o movimento de reconfiguração no comando do partido no estado.
Novo cenário de tempo de rádio e TV
Com a saída do Republicanos do campo de Álvaro Dias, os tempos entre os pré-candidatos ficam assim:
Allyson Bezerra (União, PP, MDB, PSD, Republicanos, Solidariedade e PRD)
5 minutos e 47 segundos
Álvaro Dias (PL e Podemos)
2 minutos e 42 segundos
Cadu Xavier (PT, PSB, PSOL e PCdoB)
2 minutos e 33 segundos
Na prática, o bloco liderado por Allyson passa a ter mais do que o dobro do tempo de seus principais adversários, o que pode influenciar a estratégia de comunicação da campanha.
Já a disputa pelo segundo maior tempo segue equilibrada entre Álvaro Dias e Cadu Xavier, com diferença de poucos segundos entre os dois.
Apesar da nova configuração, ainda há 1 minuto e 17 segundos de tempo de rádio e TV em aberto, referentes a partidos que não definiram apoio: PDT, PSDB, Avante, Cidadania e Rede.
Esse bloco pode não alterar a liderança de Allyson, mas tende a ser decisivo para definir quem ocupará a segunda posição em tempo de exposição, um fator estratégico para a disputa eleitoral.
Em um mês, o Feirão Serasa Limpa Nome já registrou cerca de 80 mil acordos de renegociação de dívidas no Rio Grande do Norte, com R$ 160 milhões em descontos concedidos. O mutirão, que reúne mais de 2,2 mil empresas parceiras, já soma mais de R$ 14 bilhões em descontos em nível nacional, com 4,7 milhões de acordos desde que começou, em 23 de fevereiro. Os dados são da Serasa. A 35ª edição do feirão segue até 1º de abril.
“Neste ano, a gente está, em média, 15% acima do que a gente esteve no ano passado, tanto nacionalmente como aqui na região. É um resultado bastante expressivo. Houve um aumento do número de inadimplentes e, por consequência, também um aumento no número de pessoas conseguindo fazer as negociações”, diz Emir Zanatto, especialista em Finanças da Serasa.
A principal procura para negociação se refere a dívidas com cartões de crédito e bancos, afirma Zanatto. Esse dado também se reflete no perfil do inadimplente potiguar: as principais dívidas, em janeiro de 2026, eram com bancos ou cartões (31,4%), financeiras (26,3%), serviços (14,5%) e telecom (9,6%).
No contexto nacional, o feirão ocorre em meio ao avanço da inadimplência. Dados da Serasa apontam que 49,66% da população adulta brasileira possui algum tipo de dívida. O país encerrou janeiro com 81,3 milhões de consumidores inadimplentes e 327 milhões de débitos ativos, que totalizam cerca de R$ 524 bilhões.
Com 1,3 milhão de pessoas inadimplentes – 49,7% da população adulta do estado – e R$ 5,3 bilhões em dívidas, o RN está entre os estados diretamente impactados pelo Feirão Serasa Limpa Nome, que oferece descontos de até 99% para quitação de dívidas, além de opções de parcelamento e pagamento à vista. Em janeiro de 2025, esse percentual era de 46,56%, o que representa um aumento de 3,14 pontos percentuais.
Uma das vantagens desta edição é a possibilidade de pagamento via Pix, que garante a regularização imediata do CPF. Quem parcela o débito, deve melhorar o score no Serasa – indicador da reputação financeira – à medida que paga. O feirão ocorre nos canais digitais da Serasa e de forma presencial e gratuita em agências dos Correios. Os descontos são os mesmos em todas as modalidades.
Na reta final, o mutirão vai ampliar a operação, com atendimento telefônico gratuito de 25 de março até o dia 1º de abril, pelo telefone 0800 591 5161. A Serasa alerta para a prevenção a golpes: esse contato telefônico não liga para pessoas, apenas responde chamadas, visando solucionar dúvidas e facilitar a negociação.
A expectativa é de alta procura nos últimos dias da ação, com picos de interesse. “Para sair da inadimplência, essa é uma grande oportunidade. Temos mais de 2.200 empresas parceiras trazendo descontos significativos que podem mudar o dia a dia das pessoas. É fundamental procurar a Serasa, seja no aplicativo, seja no 0800, ou presencial nas agências do Correio para ter essas informações”, diz Emir Zanatto.
Segundo ele, após a renegociação é essencial ter cuidado com o crédito para não repetir um ciclo de inadimplência. “O crédito pode nos ajudar muito, mas, se usado de uma forma errada, ele vira uma bola de neve. Os juros são muito altos e ele pode ser traiçoeiro”, alerta o especialista em educação financeira.
Pré-candidato ao governo estadual, Álvaro Dias se pronunciou a respeito de sua destituição da presidência do Republicanos, que foi confirmada em primeira mão pelo 12 em Ponto, da Rádio 98 FM, nesta quarta-feira (25).
Durante o programa Repórter 98, o apresentador Felinto Filho leu uma nota enviada por Dias em que diz ter recebido “com naturalidade a decisão” e segue ao dizer que “já era público que deixaria o Republicanos para me filiar ao PL, seguindo em um novo projeto partidário”.
O ex-prefeito de Natal ressaltou que o presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, “já tinha conhecimento desse fato há bastante tempo”. “Se resolveu agora promover nossa substituição, essa é uma decisão interna do partido e que poderia ter sido feita até antes”, esclareceu.
“Tenho gratidão pelo período em que estive no partido, onde sempre fui bem acolhido e sempre tive apoio para às pautas do Rio Grande do Norte”, reforçou e continuou dizendo que “quanto à decisão de tornar inativa a comissão que eu presidia, trata-se de uma deliberação interna da direção partidária, que está acontecendo em várias cidades do Brasil e não cabe a mim comentar ou interferir”.
Ele encerra a nota dizendo que respeita “plenamente as decisões institucionais da legenda” e que segue “focado no futuro, no diálogo com a população e preocupado com construção de um novo caminho político para o nosso estado”.
Comissão de Segurança Pública (CSP) realiza reunião deliberativa com 2 itens. Entre eles, o PL 2.998/2022, que altera a Lei nº 9.296, de 24 de julho de 1996 para permitir o uso de gravação oriunda de captação ambiental nos casos que especifica.
Mesa:
presidente da CSP, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – em pronunciamento.
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira 24 que a concessão de prisão domiciliar por tempo limitado não contempla plenamente as necessidades de saúde do ex-chefe do Executivo. Em nota, o advogado Paulo Cunha Bueno classificou a medida como “inovadora” e ressaltou que o quadro clínico exige cuidados contínuos e permanentes.
Segundo o defensor, as condições médicas de Bolsonaro demandam acompanhamento constante. Ele citou como exemplo a recente intercorrência que levou ao diagnóstico de pneumonia bilateral, quadro que, de acordo com a equipe médica, apresentou gravidade e risco de morte.
Na avaliação da defesa, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) corrige um entendimento que já havia sido aplicado em outros casos. Bueno mencionou o precedente envolvendo o ex-presidente Fernando Collor de Mello, que também obteve autorização para cumprir prisão domiciliar por razões de saúde, embora, segundo ele, em situação clínica menos grave.
Nesta terça-feira, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a transferência de Bolsonaro para prisão domiciliar por 90 dias. O prazo passa a contar a partir da alta hospitalar do ex-presidente, internado desde 13 de março no hospital DF Star, em Brasília.
Ao conceder a medida, Moraes estabeleceu uma série de restrições, incluindo a suspensão de visitas durante o período de recuperação. A justificativa, segundo o ministro, é garantir um ambiente controlado e reduzir riscos de infecção, especialmente complicações como sepse.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato ao Palácio do Planalto, afirmou que a decisão de Moraes representa um “primeiro passo para fazer Justiça”, mas chamou a medida de “exótica” por ter caráter temporário, de 90 dias. Flávio também criticou o período em que o pai esteve preso na sede da Polícia Federal: “Não tinha uma flor para ele poder olhar”.
Flávio argumentou que, se a saúde de seu pai corre risco no sistema prisional, não faz sentido estipular um prazo de 90 dias para o benefício da prisão domiciliar. “Se a saúde dele melhorar em casa, ele volta para o lugar onde a saúde dele estava piorando?”, questionou.
“É uma decisão exótica porque traz mais uma inovação: uma prisão domiciliar humanitária provisória. Isso não existe na legislação e é um pouco contraditório”, afirmou o senador.
O Governo do Rio Grande do Norte pretende regularizar o pagamento das emendas parlamentares até o mês de maio. O anúncio foi feito nesta quarta-feira 25 pela controladora-geral do Estado, Luciana Daltro, durante reunião da Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) da Assembleia Legislativa.
Aos deputados estaduais, Luciana afirmou que o governo trabalha para atender a novas exigências de transparência e rastreabilidade para normalizar os pagamentos. “O nosso compromisso é que, até o final de abril ou início de maio, a gente já esteja com o quadro sanado para a execução das emendas parlamentares com tranquilidade”, declarou.
O governo corre contra o tempo porque, de acordo com a lei eleitoral, emendas parlamentares não podem ser pagas nos três meses que antecedem a eleição — ou seja, entre o início de julho e o início de outubro.
O pagamento das emendas está suspenso por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN). A Corte aguarda que o governo adeque o seu Portal da Transparência para liberar a execução dos recursos. Enquanto os requisitos exigidos não são integralmente cumpridos, as transferências permanecem bloqueadas.
O TCE se apoia em decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) proferidas em 2025, que estabeleceram que, a partir de agora, as emendas parlamentares só podem ser pagas se forem cumpridos critérios de transparência e rastreabilidade, no contexto do debate nacional provocado pelo chamado “orçamento secreto”. No Rio Grande do Norte, um conjunto de regras foi regulamentado pela Resolução nº 034/2025 do TCE, publicada no fim de novembro do ano passado.
Segundo o auditor de controle externo José Luiz Moreira, diretor de Controle de Contas de Gestão e Execução da Despesa Pública do tribunal, o TCE está analisando o sistema desenvolvido pelo governo para atender às novas exigências, mas ainda faltam ajustes para que ele seja considerado plenamente adequado.
De acordo com o auditor, todos os itens precisam estar cumpridos para que o tribunal reconheça formalmente a adequação do sistema e permita a retomada da execução das emendas.
O impasse tem impacto direto sobre os parlamentares e suas bases. Em 2025, cada um dos 24 deputados estaduais indicou cerca de R$ 4 milhões em emendas ao Orçamento do Estado, dos quais aproximadamente R$ 800 mil permanecem pendentes. Para 2026, ano eleitoral, cada parlamentar indicou R$ 4,4 milhões, e nenhum valor foi liberado até agora.
Os parlamentares contam com a verba para irrigar bases eleitorais e consolidar apoios para o pleito de outubro.
Na reunião, a controladora detalhou que o novo modelo exige o cumprimento de uma série de condicionantes. Segundo Luciana Daltro, há 39 condicionantes para cumprir a título de rastreabilidade e transparência das emendas. “A gente já tem muitas secretarias fazendo um esforço hercúleo”, contou a controladora.
Essas exigências incluem a necessidade de detalhar todas as etapas da execução dos recursos — desde a origem até a aplicação final — com informações públicas e auditáveis. O governo informou que já disponibilizou um painel no Portal da Transparência e trabalha na integração com um sistema mais robusto, inspirado no TransfereGov, do Governo Federal.
A controladora reconheceu dificuldades operacionais. “Muitos desses documentos precisam ter um upload dentro dessa configuração de BI”, explicou Luciana Daltro, ao apontar limitações dos sistemas atuais.
O atraso na execução das emendas tem irritado deputados estaduais. Durante a reunião, parlamentares destacaram que os recursos são essenciais para municípios e instituições e representam uma das principais formas de atuação direta do Legislativo.
“O orçamento mais participativo que existe é a emenda parlamentar, porque nós estamos representando o povo, nós estamos representando aqui pessoas. Quando eu indico o orçamento, é a representatividade das pessoas que votaram na gente”, afirmou o deputado Luiz Eduardo (PL), presidente da Comissão de Finanças.
Durante a reunião, ficou definido que a controladora deverá retornar à comissão para detalhar o andamento da adequação do Portal da Transparência às regras do STF e do TCE. Por sugestão do deputado Francisco do PT, líder do governo, ficou decidido que os líderes partidários da Assembleia terão reuniões com a Controladoria-Geral do Estado e com o TCE para tratar do tema.
“A Assembleia, quase todo dia, tem esse debate no plenário. Todo dia tem cobrança. E fica aquele empurra-empurra, de quem é a culpa, de quem não é. Nós temos que resolver, porque é importante para a Assembleia, para o governo, para as prefeituras, para o povo”, destacou o parlamentar.
O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo, avançou nas articulações para se filiar ao União Brasil e disputar o Senado. A movimentação envolve lideranças como Allyson Bezerra e José Agripino Maia.
Na tarde desta quarta-feira (25), o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo, se reuniu com Allyson Bezerra e José Agripino Maia para tratar da sua possível filiação ao União Brasil. A apuração é do comentarista político Gustavo Braga e foi confirmada pelo jornalismo do Grupo Dial Natal.
Ainda de acordo com apuração, a expectativa é de que o anúncio oficial ocorra na próxima sexta-feira (27), consolidando a entrada de Carlos Eduardo na legenda.
A articulação também envolve o desenho eleitoral para 2026. A tendência é que o ex-prefeito dispute uma vaga no Senado Federal como segundo nome da federação União Progressistas, ampliando o palanque do grupo no Rio Grande do Norte.
A Meta e o Google, da Alphabet, foram considerados responsáveis e devem pagar indenização a uma mulher de 20 anos que alegou que seu vício nas plataformas de mídia social das empresas a levou a sofrer uma crise de saúde mental, decidiu um júri.
O veredicto desta quarta-feira em Los Angeles é uma vitória para a autora, Kaley G.M., e destaca o risco financeiro que as empresas enfrentam devido a milhares de outros processos que afirmam que o Instagram e o YouTube são intencionalmente projetados para viciar usuários jovens sem considerar seu bem-estar.
Os jurados disseram que a Meta deve pagar pelo menos US$ 2,1 milhões em indenizações para compensar Kaley por suas perdas, incluindo o custo de terapia, e que o Google deve pagar pelo menos US$ 900 mil. O júri ainda ouvirá mais argumentos sobre a possibilidade de também impor indenizações punitivas às empresas.
No primeiro caso desse tipo a ir a julgamento, o júri de 12 pessoas em um tribunal estadual da Califórnia foi encarregado de decidir se a Meta e o Google foram negligentes no design e na operação de suas plataformas e se deveriam ter alertado que seus produtos poderiam ser perigosos para menores.
Diferentemente de casos criminais, alguns processos civis não exigem veredictos unânimes. Os jurados votaram por 10 a 2 para responsabilizar ambas as empresas pelas acusações contra elas: negligência e falha em alertar sobre os perigos de seus produtos.
Kaley — que disse ter começado a assistir vídeos no YouTube aos seis anos e a usar o aplicativo de compartilhamento de fotos Instagram aos nove — culpou as plataformas por diversos danos, incluindo ansiedade, depressão e dismorfia corporal. Ela estava presente no tribunal para ouvir o veredicto, mas não demonstrou reação.
“Respeitosamente discordamos do veredicto e estamos avaliando nossas opções legais”, disse a Meta em comunicado.
O YouTube não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
“Hoje, um júri viu a verdade e responsabilizou a Meta e o Google por projetarem produtos que viciam e prejudicam crianças”, de acordo com um comunicado dos advogados de Kaley.
O julgamento foi visto como um teste crucial dos novos argumentos jurídicos por trás de uma onda de processos apresentados nos últimos três anos contra Meta, Google, Snap e TikTok, alegando que o design das plataformas, e não o conteúdo, está causando danos aos jovens. TikTok e Snap chegaram a acordos confidenciais com Kaley antes do julgamento, mas continuam como réus no conjunto mais amplo de ações.
Ela declarou perante o júri que seu uso constante das redes sociais “realmente afetou (sua) autoestima” e afirmou que os aplicativos a levaram a abandonar hobbies, ter dificuldades para fazer amigos e se comparar constantemente com os outros.
Nas alegações finais, o advogado da demandante, Mark Lanier, apresentou o caso como uma história de ganância corporativa.
Ele argumentou que recursos como a rolagem infinita (scrolling), a reprodução automática de vídeos, as notificações e os contadores de “curtidas” foram projetados para incentivar o uso compulsivo entre os jovens.
A Meta e o YouTube sustentaram o tempo todo que os problemas de saúde mental de Kaley não tinham nada a ver com suas plataformas.
O advogado da Meta, Paul Schmidt, destacou a relação conflituosa de Kaley com sua mãe e apresentou aos jurados uma gravação na qual aparentemente se ouve a mãe gritar com ela e insultá-la.
O YouTube questionou quanto tempo Kaley realmente passava na plataforma; seu advogado afirmou ao tribunal que os registros de uso mostravam que ela passava, em média, pouco mais de um minuto por dia nas mesmas funções que seus advogados classificaram como viciantes.
Outros dois casos chamados de “bellwether” (casos-piloto) estão programados para ir a julgamento em tribunais estaduais da Califórnia ainda este ano. Derrotas para as empresas podem incentivar negociações de acordos — possivelmente levando a um acordo amplo semelhante aos que marcaram as indústrias do tabaco e dos opioides.
Os processos foram movidos por crianças, adolescentes e jovens adultos — às vezes por meio de seus pais, irmãos ou outros familiares — e baseiam-se em alegações de sofrimento psicológico, incapacidades físicas e morte por suicídio.
As ações alegam que, ao projetar as plataformas para serem tão difíceis de resistir, as empresas estão causando sérios danos aos usuários jovens, que são particularmente vulneráveis ao vício porque seus cérebros ainda estão em desenvolvimento.
A prefeita interina de Currais Novos, Milena Galvão, cumpriu diversos compromissos administrativos ao longo desta quarta-feira (25). Entre as agendas, ela visitou a Policlínica Monsenhor Ausônio Araújo, onde conversou com pacientes e acompanhou de perto o funcionamento dos serviços oferecidos à população. A visita foi acompanhada pela secretária municipal de Saúde, Alana Moraes.
Durante a passagem pela unidade, Milena destacou a importância de manter uma gestão participativa e próxima das pessoas. “Nosso compromisso maior é trabalhar em todas as áreas que impactam diretamente na vida da população. Hoje vim à Policlínica para escutar os usuários sobre os serviços ofertados e o resultado tem sido muito positivo. Seguimos firmes, junto com nossa equipe, cuidando da cidade e da nossa gente”, afirmou. A Policlínica Monsenhor Ausônio Araújo oferece atendimentos médicos especializados, exames pré-operatórios, pediatria, fisioterapia e outras áreas.
Ainda durante a agenda, Milena visitou os padres Edson Medeiros, pároco de Sant’Ana, e Léo Soares, pároco da Imaculada Conceição. O encontro aconteceu na sede da TV Cristo Rei, onde também funciona a secretaria paroquial. Na ocasião, a prefeita interina dialogou com os sacerdotes sobre temas relacionados ao município.
Milena permanece à frente da gestão até esta quinta-feira (26), enquanto o prefeito Lucas Galvão cumpre agenda institucional fora do estado, participando do 11º Congresso de Inovação da Indústria, evento em que Currais Novos está entre os finalistas do 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI).
Por 5 votos a 2, na sessão desta terça-feira (24), o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou a inelegibilidade, pelo período de oito anos, do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), que renunciou ao cargo ontem (23). A maioria dos ministros entendeu que Castro praticou abuso de poder político e econômico, condutas vedadas e captação ilícita de recursos nas Eleições Gerais de 2022.
A decisão de hoje foi tomada na análise de recursos interpostos por Marcelo Freixo, pela coligação A Vida Vai Melhorar e pelo Ministério Público Eleitoral contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que julgou improcedentes Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) ajuizadas contra Cláudio Castro; o ex-vice-governador Thiago Pampolha (MDB); o então presidente da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj), Gabriel Rodrigues Lopes; o então secretário estadual e presidente da Assembleia Legislativa (Alerj) afastado, deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil); e outros dez investigados, entre os quais estão candidatos eleitos e suplentes e secretários do governo estadual.
As ações alegavam, entre outros pontos, o desvirtuamento da destinação da Ceperj, com finalidade eleitoreira, efetivado por meio do Decreto Estadual nº 47.978/2022, em benefício dos candidatos investigados, e o desvio de finalidade da Universidade do Rio de Janeiro (Uerj) para obtenção de vantagem na competição eleitoral.
Um homem foi preso na tarde desta quarta-feira (25) após cometer um assalto a mão armada em uma farmácia localizada no centro de Currais Novos.
De acordo com informações preliminares, o suspeito entrou no estabelecimento comercial armado com uma faca e anunciou o assalto. Durante a ação criminosa, ele conseguiu subtrair uma quantia em dinheiro do caixa da farmácia e, em seguida, fugiu do local.
A ação, no entanto, foi percebida por um policial que estava de folga e se encontrava nas proximidades do estabelecimento. Ao notar a movimentação suspeita e a fuga do assaltante, o agente iniciou um acompanhamento e conseguiu deter o suspeito poucos instantes depois acionando uma guarnição da PM.
Após a prisão, o homem foi conduzido e apresentado na Delegacia de Polícia Civil de Currais Novos, onde a ocorrência foi registrada e serão adotados os procedimentos legais cabíveis. O valor levado durante o assalto não foi oficialmente divulgado pelas autoridades.
O secretário da Fazenda do RN, Cadu Xavier, afirmou nesta quarta-feira (25), durante sessão da Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa, que não há registro de servidores públicos com o nome negativado devido a atrasos no repasse de empréstimos consignados.
Segundo Xavier, o problema central é o bloqueio de novas operações pelo Banco do Brasil, responsável por quase 90% das consignações do Estado. “Não temos registro de negativação dos servidores. Do ponto de vista de inclusão no Serasa ou SPC, isso não chegou ao Governo do Estado. O que ocorre é o bloqueio do Banco do Brasil para novas operações”, explicou.
O deputado estadual Luiz Eduardo contestou a declaração do secretário, citando registros de servidores negativados, obtidos por meio de sindicatos que representam a categoria. Segundo ele, alguns servidores já recorreram a cartórios para formalizar ações. “Temos relatos de servidores que estão buscando outras linhas de crédito e não conseguem, justamente por estarem negativados”, afirmou o parlamentar.
Estado solicita dados oficiais Em resposta, Cadu Xavier solicitou que os sindicatos repassem as informações ao governo para análise oficial. Ele reforçou que o Estado não possui registros formais de negativação e explicou que os atrasos estão relacionados à frustração de receita prevista no orçamento de 2025.
“O orçamento aprovado previa receita de R$ 15 bilhões, mas houve frustração de cerca de R$ 400 milhões, o que explica os atrasos ao longo do ano”, detalhou.
Comissão aprova pedido de credenciamento A Comissão de Finanças aprovou um requerimento que obriga o Estado a fornecer um instrumento oficial de credenciamento das instituições financeiras que operam consignados com servidores estaduais. A medida busca maior transparência e controle sobre os empréstimos descontados em folha.
A Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizou, nesta quarta-feira (26), a primeira reunião de 2026 com a presença do secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier. Convocado para prestar esclarecimentos, o secretário admitiu os atrasos e atribuiu o problema à frustração de receitas, enquanto deputados cobraram explicações, criticaram o descumprimento de prazos anteriores e pediram um plano concreto de regularização.
Durante a reunião, o secretário entregou aos deputados um documento com respostas aos questionamentos apresentados pelo colegiado, detalhando a situação dos repasses e as medidas adotadas pelo Governo do Estado. De acordo com o ofício, o valor total pendente de repasse às instituições financeiras soma R$ 363,3 milhões, referentes ao período de maio de 2023 a março de 2026.
Durante sua fala, o secretário atribuiu os atrasos à frustração de receitas registrada em 2025, que chegou a R$ 474,5 milhões, impactando principalmente arrecadações de ICMS, IRRF e IPVA. Segundo ele, diante do cenário, o governo priorizou o pagamento integral da folha salarial e outras obrigações constitucionais.
“Não é a situação ideal, mas a gestão pública exige escolhas. A prioridade foi honrar os salários dos servidores e os repasses obrigatórios”, afirmou.
Carlos Eduardo Xavier também destacou que não há registro de negativação de servidores em órgãos de crédito em decorrência dos atrasos, uma vez que os valores continuam sendo descontados regularmente em folha. Segundo ele, eventuais encargos decorrentes do atraso são de responsabilidade do Estado, não dos servidores.
Durante o debate, o deputado Luiz Eduardo (SDD) relembrou que o problema foi reconhecido pelo governo ainda em 2025, com compromisso de regularização até dezembro daquele ano, o que não se concretizou. Ele também criticou a falta de transparência por parte de instituições financeiras e informou que o caso foi levado ao Tribunal de Contas e ao Banco Central, que já iniciou auditoria sobre a situação. “Houve um compromisso público de regularização que não foi cumprido, e isso precisa ser esclarecido com transparência”, afirmou.
O parlamentar questionou ainda quem arcaria com eventuais prejuízos aos servidores. Em resposta, o secretário reafirmou que “não há cobrança adicional de juros para os servidores” e que o governo negocia a redução ou remissão de encargos junto às instituições financeiras.
Já o deputado Gustavo Carvalho (PL) também cobrou mais clareza sobre a condução do tema e defendeu que a Assembleia do RN acompanhe de forma rigorosa a situação. “Estamos tratando de recursos descontados diretamente dos servidores. É preciso garantir que haja responsabilidade e transparência nesse processo”, declarou.
O deputado Adjuto Dias (MDB) demonstrou preocupação com o prazo apresentado pelo governo para quitação do passivo, previsto para o final de 2026. Ele questionou a viabilidade do cronograma diante do histórico recente de atrasos e cobrou garantias concretas de cumprimento.
Em resposta, o secretário afirmou que o Estado trabalha com um plano de amortização gradual, que prevê o pagamento das parcelas correntes acrescido de valores adicionais mensais, com o objetivo de regularizar a situação ao longo deste ano.
Outro ponto levantado foi a base legal para a retenção temporária dos valores. O documento apresentado pelo governo informa que os contratos são regidos por convênios e decretos estaduais, que estabelecem prazo de até 40 dias para o repasse após o pagamento da folha.
Ainda durante a reunião, o deputado Luiz Eduardo (SDD) apresentou requerimento verbal solicitando o envio dos contratos firmados entre o Governo do Estado e as instituições financeiras, aprovado pelos membros da comissão. Também participaram da reunião os deputados Gustavo Carvalho (PL), Francisco do PT, Dr. Bernardo (PSDB), Ivanilson Oliveira (União Brasil), Ubaldo Fernandes (PSDB) e Neilton Diógenes (PP), além de representantes do governo estadual, como a controladora-geral Luciana Daltro e o procurador-geral do Estado, Antenor Roberto.