A prevalência autodeclarada de TEA (Transtorno do Espectro Autista) entre indivíduos com 60 anos ou mais é 0,86%, o que corresponde a aproximadamente 306.836 pessoas. A taxa é ligeiramente maior entre os homens (0,94%) em comparação com as mulheres (0,81%).
A análise feita pelo PPGCS (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde) da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná), com base no Censo Demográfico de 2022.
De acordo com estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 70 milhões de pessoas no mundo inteiro vivem com algum grau de TEA, condição do neurodesenvolvimento caracterizada por dificuldades persistentes na comunicação e na interação social.
Embora o TEA seja tipicamente diagnosticado e manifeste seus sinais durante a infância, trata-se de uma condição que permanece ao longo da vida. Em adultos mais velhos o reconhecimento ainda é limitado, tanto no diagnóstico quanto ao acesso a terapias adequadas.
“Do ponto de vista das políticas públicas de saúde, esses dados reforçam a importância de desenvolver estratégias para a identificação e o apoio a adultos mais velhos com TEA. A prevalência tem crescido nos últimos anos, porém a literatura científica nacional e internacional ainda é escassa em relação ao que se sabe sobre o TEA no contexto do envelhecimento”, afirmou a pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde na PUCPR, Uiara Raiana Vargas de Castro Oliveira Ribeiro.
Segundo a pesquisadora, pessoas que envelhecem no espectro tendem a apresentar redução na expectativa de vida e alta prevalência de comorbidades psiquiátricas, como ansiedade e depressão, além de maior risco de declínio cognitivo e de condições clínicas, incluindo taxas mais elevadas de doenças cardiovasculares e disfunções metabólicas.
“Dificuldades na comunicação, sobrecarga sensorial e rigidez de comportamento podem dificultar ainda mais o acesso à saúde dessa população. Portanto, o conhecimento em torno da prevalência do TEA em pessoas idosas no Brasil é o primeiro passo para compreender suas necessidades e assim subsidiar políticas públicas direcionadas a este público”, disse.
Diagnóstico tardio De acordo com a pesquisadora, a identificação do TEA em pessoas idosas é difícil porque algumas manifestações do transtorno como isolamento social, inflexibilidade, comportamento rígido e interesses restritos podem ser confundidos com características de outros transtornos ou sintomas de ansiedade, depressão ou demência.
Além disso, a falta de profissionais capacitados para a identificação e até as modificações nos critérios podem dificultar o diagnóstico.
“O diagnóstico é frequentemente recebido com alívio, porque o idoso sente que oferece uma explicação para dificuldades interpessoais e sensoriais vivenciadas ao longo da vida, promovendo maior autocompreensão e aceitação”, explicou a especialista.
A 93ª Delegacia de Polícia Civil de Currais Novos deflagrou, na tarde desta terça-feira (06), a Operação Vértice, com o cumprimento de quatro mandados judiciais no município. A ação resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão.
De acordo com o delegado Roney Nóbrega, a operação é resultado de investigações que apuram um crime de roubo ocorrido em setembro de 2025, tendo como vítima um empresário currais-novense. O assalto aconteceu no bairro Paizinho Maria e mobilizou a equipe da Polícia Civil desde o registro da ocorrência.
Com as prisões efetuadas nesta terça-feira, já são três os suspeitos apontados como participantes diretos do crime. Durante o cumprimento de um dos mandados de prisão, os policiais encontraram drogas em posse de um dos alvos, que também foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de entorpecentes.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam com o objetivo de esclarecer completamente o caso e identificar a possível participação de outros envolvidos no roubo. A Operação Vértice reforça o trabalho de combate à criminalidade e de resposta aos crimes contra o patrimônio registrados na região.
Levantamento do Monitor de Preço de Combustível, estudo mensal elaborado pela Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostra que o brasileiro pagou mais caro por todos os combustíveis em 2025, inclusive o diesel, que em outros levantamentos de preços se mostrou estável.
Segundo a Veloe, o movimento foi liderado pelo etanol hidratado, com avanço de 11% no preço médio, seguido pela gasolina comum (+5,2%), gasolina aditivada (+5,1%), diesel S-10 (+2,8%), diesel comum (+2,7%) e, de forma mais discreta, pelo GNV (+0,3%).
Para André Turquetto, CEO da Veloe, os dados mostram uma pressão estrutural sobre os preços de alguns combustíveis, especialmente no etanol, que acabou se destacando no balanço anual: “Esse movimento reflete uma combinação de fatores econômicos, regulatórios e produtivos, além de dinâmicas próprias do mercado de energia, que impactam diretamente o orçamento das famílias e das empresas.”
Dezembro
Em dezembro de 2025, os preços médios nacionais por litro foram de R$ 6,279 na gasolina comum, R$ 6,425 na gasolina aditivada, R$ 4,473 no etanol hidratado, R$ 4,650 no GNV, R$ 6,122 no diesel comum e R$ 6,179 no diesel S-10.
Em relação aos dados de novembro, o etanol apresentou a maior variação mensal (+2,3%), seguido por diesel comum e gasolina comum (+0,3% cada). Diesel S-10 e gasolina aditivada tiveram alta de 0,2%, enquanto o preço médio do GNV recuou 1,0% nos postos.
Ao longo de 2025 (comparando os preços nacionais entre dezembro de 2024 e dezembro de 2024), três combustíveis ficaram mais caros para os brasileiros: etanol hidratado (+7,4%), gasolina comum (+1,0%) e gasolina aditivada (+0,9%). Em contraste, GNV (-2,3%), diesel comum (-0,7%) e diesel S-10 (-0,6%) apresentaram recuos nos preços médios nacionais.
A gasolina comum encerrou dezembro com valor médio de R$ 6,279, com altas mais expressivas no Norte (R$ 6,693) e Centro-Oeste (R$ 6,374). O etanol foi vendido, em média, a R$ 4,473, com os maiores preços no Norte e Nordeste. Já o diesel S-10, apesar da leve alta no último mês do ano, ficou 0,6% mais barato ao longo de 2025, graças aos recuos nos preços cobrados no Nordeste e no Sul.
Flex
O levantamento também acompanha o Indicador de Custo-Benefício Flex, que relaciona os preços do etanol e da gasolina. Em dezembro de 2025, o preço médio do etanol correspondeu a 73,6% do valor da gasolina comum na média dos estados e 74% nas capitais, acima do patamar de referência de 70%, o que ampliou a vantagem econômica da gasolina na maior parte do país. Estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, porém, ainda preservaram ligeira vantagem para o combustível renovável.
Além da evolução dos preços, o estudo analisa o Indicador de Poder de Compra de Combustíveis. No terceiro trimestre de 2025, abastecer um tanque de 55 litros com gasolina comum exigiu, em média, 5,9% da renda domiciliar, porcentual inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Apesar da melhora no poder de compra médio, os dados mostram que o impacto do abastecimento segue mais elevado no Nordeste (9,2%) e no Norte (7,9%), reforçando as desigualdades regionais, destacou a Veloe, empresa criada pelo Banco do Brasil e pelo Bradesco em 2018, como uma unidade de negócios da Alelo.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu traumatismo craniano leve após uma queda ocorrida na madrugada desta terça-feira 6, informou o cirurgião Cláudio Birolini à CNN Brasil.
Segundo o médico, Bolsonaro bateu a cabeça em um móvel dentro da cela onde está custodiado, na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. A ocorrência foi divulgada inicialmente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), por meio de publicação nas redes sociais.
De acordo com Birolini, o quadro foi classificado como traumatismo craniano leve. Até o momento, não há informações oficiais sobre a necessidade de novos procedimentos médicos.
O ex-presidente será transferido para o hospital DF Star, em Brasília, para realizar exames.
Moraes nega ida imediata de Bolsonaro a hospital após queda na PF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (6) não autorizar, de forma imediata, a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para um hospital, onde seriam realizados exames após uma queda relatada por ele na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Na decisão, Moraes avaliou que não há, até o momento, indicação de urgência que justifique a remoção imediata. O ministro determinou que a defesa apresente ao STF o laudo médico elaborado pela Polícia Federal após o atendimento inicial e informe quais exames são considerados necessários, além de esclarecer se eles podem ser realizados nas dependências da própria PF.
O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirmou, na manhã desta terça-feira (6), que recebeu um passaporte atribuído a Eliza Samudio, atriz e modelo paranaense morta em 2010. De acordo com o órgão, o documento chegou ao consulado na sexta-feira (2) e permanece sob análise.
O caso voltou a ganhar repercussão após o Portal Leo Dias divulgar que o passaporte teria sido localizado em um imóvel em Portugal no fim de 2025. Segundo a publicação, o documento foi encontrado em um apartamento alugado, guardado entre livros em uma estante, por um homem que não teve a identidade revelada.
Ainda conforme o consulado, aguarda-se uma orientação do Itamaraty para definir qual será a destinação do passaporte.
Posicionamento da família
Em entrevista à CNN Brasil, o irmão de Eliza, Arlie Moura, de 27 anos, afirmou acreditar que o documento seja autêntico, embora ressalte que não há confirmação oficial das autoridades até o momento.
Segundo Arlie, informações como filiação, data de nascimento e nome completo que constam no passaporte coincidem com os dados da irmã. Apesar disso, ele destacou cautela: “Não posso bater o martelo”, disse, acrescentando que, com os elementos conhecidos até agora, considera plausível que o documento pertença a Eliza.
O irmão também relatou que soube do caso por meio da imprensa e afirmou que segue aguardando novos esclarecimentos oficiais.
Relembre o caso
Eliza Samudio desapareceu em 4 de junho de 2010, aos 25 anos, após informar amigos que faria uma viagem. Desde então, nunca mais foi vista e passou a ser considerada morta após confissões de envolvidos no crime.
Entre o final de 2008 e o início de 2009, Eliza teve um relacionamento com o então goleiro Bruno Fernandes de Souza, que atuava pelo Flamengo. O relacionamento era extraconjugal, e a atriz engravidou, tornando pública a paternidade do atleta, que negou assumir o filho.
Durante a gestação, Eliza registrou boletins de ocorrência. O filho do casal, Bruninho, nasceu em fevereiro de 2010. Em junho do mesmo ano, Eliza desapareceu, sendo o último local apontado o sítio de Bruno, em Minas Gerais.
No local, a polícia encontrou pertences pessoais, como roupas e fraldas, e o filho de Eliza foi localizado posteriormente na periferia de Belo Horizonte. Os restos mortais da atriz nunca foram encontrados.
Investigados e condenados apresentaram versões que indicam estrangulamento e esquartejamento, embora essas versões não tenham sido comprovadas materialmente. O ex-goleiro Bruno foi condenado a 20 anos de prisão, apontado como mentor do crime, apesar de nunca ter confessado a premeditação.
O caso segue sendo um dos episódios mais emblemáticos da crônica policial brasileira, agora novamente em evidência após o surgimento do passaporte em Portugal.
O retorno antecipado do recesso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Brasília nesta semana marca o início de um período de intensas articulações políticas e decisões estratégicas. No centro da agenda do Palácio do Planalto estão duas questões prioritárias: uma reforma ministerial iminente, com a saída confirmada de figuras-chave do governo, e a delicada crise diplomática na Venezuela, que exige uma resposta firme e calculada da diplomacia brasileira.
A primeira mudança sensível no primeiro escalão deve ocorrer no Ministério da Justiça e Segurança Pública. O ministro Ricardo Lewandowski, que assumiu a pasta após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF), já comunicou ao presidente sua intenção de deixar o cargo ainda nesta semana. Segundo fontes do ministério, Lewandowski alega questões pessoais e considera que sua contribuição ao governo já foi cumprida. Contudo, nos bastidores, a insatisfação com a proposta de fatiar a pasta — criando um ministério exclusivo para a Segurança Pública — é apontada como um dos principais motivos para a sua saída. A decisão final sobre o momento da transição aguarda apenas o aval do presidente.
Outra baixa significativa esperada para breve é a do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O próprio ministro manifestou, em conversa com jornalistas, o desejo de deixar o governo já em fevereiro para se dedicar à coordenação do plano de reeleição de Lula. Haddad entende que a permanência no comando da economia seria incompatível com as futuras atribuições na campanha, ainda que a desincompatibilização não seja obrigatória para essa função. A sinalização já foi feita a Lula, que, por sua vez, havia indicado preferência por uma candidatura de Haddad ao Senado ou ao governo de São Paulo, uma ambição que o ministro não demonstrou interesse em perseguir no momento.
O vereador Ezequiel esteve em várias ruas de Currais Novos realizando fiscalização após ser acionado por moradores que denunciaram problemas em vias recentemente pavimentadas. Em diversos trechos visitados, a pavimentação já apresenta danos, causando transtornos ao tráfego de veículos e dificultando o deslocamento dos próprios moradores.
De acordo com o parlamentar, as ruas foram pavimentadas há pouco tempo, o que torna a situação ainda mais preocupante. Diante disso, Ezequiel reforçou o pedido para que a empresa responsável pela execução da obra seja acionada e realize os reparos necessários, garantindo a qualidade do serviço prestado.
“O que a população questiona é como uma pavimentação tão recente já apresenta tantos problemas. É preciso que haja responsabilidade e que a empresa que executou a obra faça o conserto, como determina a lei”, destacou o vereador.
Ezequiel também ressaltou a importância de o Poder Executivo acompanhar de perto a situação, assegurando que os transtornos sejam resolvidos o quanto antes e que as vias públicas voltem a oferecer segurança, qualidade e acesso adequado para todos os cidadãos.
A comunidade do Bairro Sílvio Bezerra de Melo, em Currais Novos, vivencia entre os dias 5 e 11 de janeiro de 2026 a tradicional Festa dos Santos Reis, um dos eventos religiosos mais aguardados da região. Com o tema “O Amor aos Pobres”, inspirado na Exortação Apostólica Dilexi Te, do Santo Padre Leão XIV, a programação reúne momentos de fé, missão, cultura e confraternização.
Dentro da programação, destaque para o Tríduo Solene, que terá início na quinta-feira (08/01) com a alvorada penitencial às 5h, seguida de terço missionário, confissões, caminhada com as imagens dos Santos Reis, novena e missa. À noite, o público poderá acompanhar a apresentação teatral “A História dos Santos Reis no Bairro”, encenada pelo grupo de teatro da Escola Municipal Trindade Campelo. A quermesse ficará sob a responsabilidade das pastorais da capela.
Na sexta-feira (09/01), a programação segue com novena e bênção do Santíssimo, tendo como noiteiros a Comunidade Cachoeira e setores missionários. O tema da noite será “A cura dos enfermos” (Lc 5,12-16), também baseado na Exortação Apostólica Dilexi Te. A noite será encerrada com show religioso e quermesse.
O sábado (10/01) será marcado por momentos especiais, com casamentos comunitários às 16h e, à noite, novena e bênção do Santíssimo. Serão noiteiros as madrinhas da festa, Terço dos Homens, Princesas da Festa, visitantes, Prefeitura Municipal de Currais Novos, Câmara de Vereadores, comerciantes do bairro e todo o povo de Deus. Após a programação religiosa, acontece o Jantar da Festa, ao valor de R$ 15, preparado para cerca de mil pessoas, com animação de Cíntia Souza, Neném Pessoa, Manoel Benedito e Forró de Nóis.
No domingo (11/01), encerrando os festejos, haverá batizados pela manhã, e às 16h30 a solene procissão de encerramento com os Santos Reis, seguida de Missa Solene, arreamento da bandeira e o tradicional Bolo da Festa.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em ação integrada com a Polícia Militar, recuperou, na manhã desta segunda-feira (05), uma motocicleta e diversos equipamentos profissionais furtados durante a madrugada no município de Cruzeta. Os bens foram localizados em São João do Sabugi, na região do Seridó.
A rápida elucidação do caso foi possível graças à troca de informações entre a 49ª Delegacia de Polícia (DP) de Cruzeta e a equipe da 48ª DP de Serra Negra do Norte. De acordo com as investigações, o suspeito teria se deslocado para São João do Sabugi levando os objetos subtraídos, e as informações foram imediatamente repassadas à Polícia Militar local.
Por volta das 12h20, as equipes localizaram os bens abandonados em via pública, em frente a um ponto de transporte intermunicipal. Segundo informações colhidas no local, o suspeito teria deixado os objetos no ponto e embarcado em uma van com destino ao município de Caicó.
Foram recuperados: 01 motocicleta Honda CG 125 Cargo, de cor branca; 01 máquina de solda; 01 máscara de solda; 01 esmerilhadeira/lixadeira; e 01 notebook.
Todo o material foi encaminhado à unidade policial para a realização dos procedimentos legais e posterior restituição ao legítimo proprietário. A Polícia Civil já identificou o autor do furto e segue com as investigações para localizá-lo e responsabilizá-lo judicialmente.
A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população, que pode repassar informações de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil do RN – SECOMS.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer aproveitar a solenidade pela passagem dos três anos dos ataques do 8 de Janeiro, na quinta-feira, para vetar o projeto de lei que reduz as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados na trama golpista.
Lula já anunciou que não sancionará o texto, mas tem sido aconselhado a esperar passar a cerimônia do dia 8 para assinar o veto. Até agora, porém, ele resiste a essa ideia.
Aliados do governo argumentam que, ao oficializar a decisão do veto justamente no 8 de Janeiro, Lula provocará ainda mais ruído com o Congresso, com quem já mantém uma relação turbulenta.
Até agora, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não confirmaram presença na cerimônia, que ocorrerá às 10 horas, no Salão Nobre do Palácio do Planalto.
Lula retornará nesta terça-feira, 6, a Brasília, após passar o fim de ano na Restinga de Marambaia (RJ), e vai se reunir com auxiliares do núcleo duro de governo, como o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira.
É nesta reunião que será definido o formato definitivo da solenidade de quinta-feira. No momento, a preocupação de Lula reside em outros dois assuntos: a crise na Venezuela após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos e a liquidação do Banco Master, que pôs o Banco Central na mira de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Contas da União (TCU).
Em setembro de 2025, Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe e de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, entre outros crimes. Se o Congresso derrubar o já esperado veto de Lula ao projeto de lei da redução de penas, a punição de Bolsonaro em regime fechado será drasticamente reduzida.
O chamado “PL da Dosimetria” recebeu sinal verde tanto da Câmara e do Senado. Na prática, pelo projeto aprovado, o ex-presidente poderá ficar preso por um período que vai de dois a quatro anos.
A defesa de Bolsonaro insiste no pedido de prisão domiciliar por “questões humanitárias”, alegando que seu quadro de saúde é delicado. Nos últimos dias, ele passou por cirurgia para corrigir uma hérnia inguinal bilateral e também por dois procedimentos de bloqueio do nervo frênico para controlar os soluços.
Praça terá telão
Além da cerimônia do 8 de Janeiro no Salão Nobre, haverá um ato na Praça dos Três Poderes contra a anistia a golpistas. A exemplo do que ocorreu no ano passado, Lula descerá a rampa após a solenidade no Planalto para cumprimentar os manifestantes. Um telão será instalado na praça e exibirá imagens simultâneas dos atos.
No ano passado, a manifestação reuniu poucos militantes do PT e de movimentos sociais fora do Planalto e a culpa pelo público inexpressivo foi debitada na conta do então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macêdo.
Lula pediu agora que Guilherme Boulos, substituto de Macêdo, mobilize diversos setores da sociedade para a cerimônia. O PT, o PSOL, as centrais sindicais e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo também estão na organização do protesto.
STF vai enfatizar punições em evento de aniversário do 8/1
O Supremo Tribunal Federal (STF) vai realizar um evento na quinta-feira, 8, para lembrar o terceiro aniversário do 8 de janeiro de 2023. A ideia é ressaltar a gravidade da tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil e as condenações e prisões impostas aos culpados.
O tribunal concluiu no ano passado o julgamento dos acusados da trama golpista. Como resultado, foram presos o ex-presidente Jair Bolsonaro, integrantes da gestão dele e detentores de altas patentes das Forças Armadas.
Falta julgar apenas o blogueiro Paulo Figueiredo, que está foragido nos Estados Unidos. A expectativa é que a denúncia contra ele seja recebida neste semestre e, ao fim da ação penal, ele seja também condenado por participar da tentativa de golpe.
A cerimônia começará às 14h30 e será conduzida pelo presidente da Corte, Edson Fachin. Os demais ministros foram convidados, mas a lista de confirmações não foi divulgada. Como o tribunal está em recesso até fevereiro, é provável que nem todos compareçam.
Fachin vai inaugurar a exposição “8 de janeiro: mãos da reconstrução”. Em seguida, será exibido o documentário “Democracia inabalada: mãos da reconstrução”. Haverá também uma roda de conversa com profissionais da imprensa e uma mesa redonda sobre o dia que foram invadidas as sedes dos Três Poderes em Brasília.
Os palestrantes será o teólogo e pesquisador Ronilso Pacheco, o historiador Carlos Fico, a advogada e cientista social Juliana Maia Victoriano da Silva e o jornalista e pesquisador Felipe Recondo Freire.
O líder chavista Nicolás Maduro, capturado na madrugada de sábado em uma megaoperação dos EUA em Caracas, se declarou inocente ao se apresentar na segunda-feira (5) a um tribunal federal em Manhattan, em Nova York, na primeira etapa de um processo judicial em território americano, que deve se prolongar por meses. O presidente venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, foram formalmente apresentados às acusações que incluem alegações de “narcoterrorismo” e conspiração para importação de cocaína para os EUA — em um caso jurídico que se apresenta complexo à luz do direito internacional e da justiça americana, e que alguns especialistas consideram inconsistente.
Pouco após se apresentar à corte, o juiz pediu a Maduro que se identificasse. Segundo o New York Times, Maduro o fez, em espanhol, chamando a si mesmo de presidente da República da Venezuela e dizendo que estava ali “sequestrado”. Maduro compareceu vestindo uma camisa azul-marinho de manga curta sobre um uniforme laranja de presidiário e fones de ouvido, provavelmente para tradução, assim como sua esposa, também ré no processo.
“Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente, ainda sou presidente do meu país.”, disse Maduro após ser perguntado sobre sua declaração de culpa ou inocência.
Depois de Maduro, o juiz se dirigiu à esposa do chavista, que também se declarou inocente das acusações: “Inocente, completamente inocente.”, disse ela.
Ainda segundo o NYT, o advogado de Maduro, Barry Pollack, disse que poderá apresentar moções relativas ao papel de Maduro como chefe de um Estado soberano e acrescenta que “existem dúvidas sobre a legalidade do seu sequestro militar”.
Os dois deverão comparecer novamente ao tribunal no dia 17 de março, quando devem prestar depoimento. Ao sair da audiência, Maduro disse em espanhol: “Sou um prisioneiro de guerra”.
Operação e captura
O casal foi capturado durante uma operação militar norte-americana em Caracas no último sábado, 3. Depois disso, eles foram enviados para um presídio na cidade de Nova York. Maduro é acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos.
A acusação também inclui o filho de Maduro, “Nicolasito”; o ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello; e um traficante de drogas foragido.
Como réu no sistema jurídico dos EUA, Maduro terá os mesmos direitos que qualquer outra pessoa acusada de um crime, incluindo o direito a julgamento por um júri composto por cidadãos comuns de Nova York.
A expectativa é que a defesa conteste a legalidade da prisão, argumentando que o ditador goza de imunidade judicial por ser chefe de Estado soberano, apesar de os EUA não reconhecem Maduro como chefe de Estado legítimo da Venezuela.
Antes de ser capturado, Maduro e seus aliados alegaram que a hostilidade dos EUA é motivada pela cobiça dos ricos recursos petrolíferos e minerais venezuelanos. Após a captura, Trump disse que os EUA “governariam” a Venezuela temporariamente, mas o secretário de Estado Marco Rubio afirmou no domingo, 4, que o país não terá poder de governo no dia a dia, além de fazer cumprir a “quarentena do petróleo” já existente.
Vice, Delcy Rodríguez toma posse
Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente de Nicolás Maduro, tomou posse como presidente interina da Venezuela na segunda-feira, 5, no edifício do Parlamento do país. A líder foi empossada por seu irmão, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. A parceria dos dois, que agora encabeçam o poder Executivo e Legislativo venezuelano, deve ditar a transição de poder no país.
Embora tenha declarado que pretende trabalhar com a administração Trump, Delcy criticou em seu discurso os ataques promovidos pelos Estados Unidos no último sábado, 3, em uma ação militar que terminou com a captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
“Venho com tristeza pelo sofrimento infligido ao povo venezuelano após uma agressão militar ilegítima contra a nossa pátria”, disse ela, com a mão direita erguida. Delcy tratou a prisão do casal como um “sequestro” e chamou ainda Maduro e Flores de heróis.
Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina da Venezuela, afirmou que seu principal objetivo seria trazer Maduro de volta ao poder, a quem chamou de “irmão” e presidente, e elogiou os “heróis” mortos no ataque americano de sábado. Ele pediu união e diálogo com a oposição, acrescentando: “Unidos, venceremos”.
Já o filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, prometeu seu apoio incondicional a Delcy Rodríguez. “Conte comigo, conte com a minha família e conte com a nossa firmeza em dar os passos certos nesta responsabilidade que lhe foi confiada hoje.” Com a voz embargada, dirigiu-se ao pai: “A pátria está em boas mãos, pai, e em breve nos abraçaremos aqui na Venezuela.”
Irmãos no poder
O governo venezuelano buscou, nesta segunda-feira, mostrar à população e ao mundo que o país está sendo administrado de forma independente e não controlada pelos Estados Unidos.
Parlamentares alinhados ao partido governista, incluindo o filho de Maduro, reuniram-se na capital, Caracas, para dar continuidade à cerimônia programada de posse da Assembleia Nacional para um mandato que vai até 2031. Eles reelegeram o presidente da Casa — irmão de Delcy Rodríguez — e fizeram discursos focados na condenação da captura de Maduro por forças dos Estados Unidos no sábado.
“Se normalizarmos o sequestro de um chefe de Estado, nenhum país estará seguro. Hoje é a Venezuela. Amanhã, pode ser qualquer nação que se recuse a se submeter”, disse Nicolás Maduro Guerra (o filho de Maduro), no Palácio Legislativo, em sua primeira aparição pública desde sábado. “Este não é um problema regional. É uma ameaça direta à estabilidade política global.”
Maduro Guerra, também conhecido como “Nicolasito”, exigiu que seu pai e sua madrasta, Cilia Flores, sejam devolvidos ao país sul-americano e pediu apoio internacional. Filho único do líder deposto, ele também denunciou ter sido citado como co-conspirador na acusação federal que imputa crimes a seu pai e a Flores.
Gestão
O presidente Donald Trump afirmou que os EUA iriam “administrar” temporariamente a Venezuela, mas o secretário de Estado, Marco Rubio, disse no domingo que o país não governaria o dia a dia venezuelano, limitando-se a aplicar uma “quarentena do petróleo” já existente.
No domingo, Rodríguez afirmou que a Venezuela busca “relações respeitosas” com os Estados Unidos, uma mudança em relação ao tom mais desafiador adotado logo após a captura de Maduro. A mensagem conciliatória veio após Trump ameaçar que ela poderia “pagar um preço muito alto” caso não atendesse às exigências dos Estados Unidos.
Antes da cerimônia de posse, a deputada venezuelana Grecia Colmenares afirmou que daria “todos os passos gigantescos necessários para trazer de volta (à Venezuela) o mais valente dos valentes, Nicolás Maduro Moreno, e nossa primeira-dama, Cilia Flores”. “Juro pelo destino comum que merecemos”, disse.
Um funcionário do Departamento de Estado afirmou, nesta segunda-feira, que a administração Trump está elaborando planos preliminares para reabrir a embaixada dos Estados Unidos, em Caracas, na Venezuela.
QUEM É DELCY RODRIGUEZ
Rodríguez atuou como vice-presidente de Maduro desde 2018, supervisionando grande parte da economia venezuelana — um país dependente do petróleo — e seu temido serviço de inteligência, além de estar na linha de sucessão presidencial.
Ela integra um grupo de altos funcionários da administração de Maduro que agora parece controlar a Venezuela, mesmo enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros integrantes do governo afirmam que pressionarão as autoridades para que se alinhem à visão norte-americana para o país rico em petróleo.
Rodríguez, advogada e política de 56 anos, tem uma longa trajetória representando a revolução iniciada pelo falecido Hugo Chávez no cenário internacional. Não está claro se a líder buscará aproximação com a administração Trump ou manterá a postura adversária adotada por seu antecessor.
Os irmãos Rodríguez possuem credenciais de esquerda forjadas pela tragédia. O pai deles foi um líder socialista preso por envolvimento no sequestro do empresário norte-americano William Niehous, em 1976, e morreu posteriormente sob custódia policial.
Diferentemente de muitos integrantes do círculo íntimo de Maduro, os irmãos Rodríguez evitaram acusações criminais nos Estados Unidos, embora a presidente interina tenha sido alvo de sanções norte-americanas.
O Rio Grande do Norte acumulou cerca de R$ 1,69 bilhão de prejuízo com cortes de geração de energia renovável entre os meses de janeiro e novembro de 2025, segundo dados da consultoria Volt Robotics, baseados em índices do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O estado repetiu, em novembro, o resultado de outubro, sendo o mais prejudicado do Brasil com os “curtailments”, como são chamados os cortes na geração determinados pelo ONS para evitar sobrecarga no sistema.Play Video
Em novembro passado, o RN perdeu 28,99% da capacidade de gerar energia eólica e solar. O Ceará ficou muito próximo desse índice, com 28,81% de perdas; e Minas Gerais ficou com 25,47%. No mês anterior (novembro de 2025), o RN já havia perdido 45,99% de sua capacidade de geração.
Especialistas destacam que 2025 foi um ano marcante para o setor de energias renováveis, com prejuízos bilionários para os geradores e a discussão de resoluções para o problema. A Volt Robotics aponta um prejuízo nacional de mais de R$ 6 bilhões entre janeiro e dezembro de 2025 – ao longo do ano, o País perdeu 20,6% da capacidade de gerar energia.
Relatório da consultoria aponta que a maioria dos cortes ocorre no setor eólico: em novembro, 72% da energia cortada era produzida nessas usinas, e 28% em usinas solares. “Durante agosto, setembro e outubro, o Brasil viu algo inédito: três recordes consecutivos de cortes de geração renovável. […] Uma combinação de fatores estruturais (crescimento acelerado das renováveis, sobretudo da geração distribuída), operacionais (rede não foi planejada adequadamente) e conjunturais”, explica o documento “Curtailment 2025: retrospectiva e projeção”.
Esse cenário, provocado por descompassos entre a demanda e a transmissão, preocupa especialistas. Os “curtailments” são determinados pelo ONS e ocorrem especialmente em dois cenários: quando a energia produzida é maior do que a consumida em determinado horário e quando as linhas de transmissão não conseguem escoar a energia que seria produzida.
“Luz no fim do túnel”
Para Hugo Fonseca, secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do RN (Sedec), o ano passado evidenciou o problema dos cortes devido à crise do setor eólico. Segundo ele, o cenário é de pausa na venda de novos projetos, problemas de conexão e mais oferta do que demanda no mercado. “E, para agravar a situação, tem o curtailment, que impacta nos custos dos projetos que já estão em operação”, diz.
Ao mesmo tempo, o secretário afirma que 2025 mostrou uma “luz no fim do túnel” para o problema dos cortes, com a realização dos leilões de linhas de transmissão. No ano passado, os certames contemplaram cinco compensadores síncronos para o RN. O Leilão nº 01/2026, previsto para março deste ano, deve incluir a licitação de dois compensadores no RN, nas subestações Ceará-Mirim II e Açu III.
Ampliar as linhas de transmissão é uma alternativa aos problemas na capacidade de escoar energia e estancar essa perda de geração. No entanto, Fonseca observa que a mudança estrutural de que o setor precisa não se dará em breve. “Já vem se apontando a solução, que são os compensadores síncronos e o investimento em novas infraestruturas de transmissão. Mas a parte de infraestrutura é algo que não se resolve de um dia para a noite, porque são estruturas grandes, que demoram em média de dois a três anos [para ser instaladas]. Teremos um cenário de resolução, do ponto de vista estrutural, lá para 2029”, comenta.
Há ainda um “problema econômico”: a compensação por cortes aos geradores prejudicados. Esse desafio, segundo Fonseca, deve ser resolvido em discussões no Congresso Nacional.
O diretor-técnico regulatório da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Francisco Silva, destaca que 2025 foi um ano “difícil para as renováveis”, após níveis recordes de cortes de geração e prejuízos bilionários para o setor. “Mais para o final do ano, a gente percebeu um movimento de muitas das empresas desistindo de alguns projetos e entregando as outorgas desses projetos em função do volume de cortes que perceberam ao longo do ano passado”, afirma.
Consulta Pública
De acordo com ele, o setor está dialogando com o Ministério de Minas e Energia (MME) em torno de resoluções favoráveis aos geradores, que podem ser adotadas no início deste ano. O ministério lançou, pelo período de 15 dias, uma consulta pública sobre a compensação pelos “curtailments”.
Francisco Silva explica que a lei sancionada em 2025, que moderniza o marco regulatório do setor elétrico, trouxe um item relacionado a compensar os cortes do passado. O artigo 1º-B da Lei nº 10.848, incluído em 2025, reconhece a possibilidade de compensação dos custos relativos à indisponibilidade externa e ao atendimento a requisitos de confiabilidade elétrica da operação, desde 1º de setembro de 2023 até a entrada em vigor da Lei nº 15.269 (25 de novembro de 2025).
O deputado federal General Girão (PL-RN) chamou de “desumano e cruel” o tratamento que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está recebendo na prisão. Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira 5, o parlamentar criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por autorizar que os filhos visitem Bolsonaro duas vezes por semana. Para Girão, o ex-presidente é vítima de um “verdadeiro espetáculo de humilhação”.
“O que estão fazendo com Bolsonaro é desumano e cruel. Após quatro procedimentos cirúrgicos, mesmo debilitado, ele é submetido a um verdadeiro espetáculo de humilhação. Negam prisão domiciliar, negam tratamento digno e chegam ao absurdo de dificultar a visita do próprio filho”, escreveu Girão, em postagem no X e no Instagram.
A declaração de Girão ocorreu em resposta a uma publicação anterior feita por Carlos Bolsonaro, um dos filhos do ex-presidente. O ex-vereador do Rio de Janeiro usou as redes sociais para reclamar que só está autorizado a visitar o pai às terças e quintas-feiras.
“Portanto, é importante deixar absolutamente claro: não é verdadeira a informação de que as visitas da família foram liberadas. O que ocorreu, na prática, foi apenas o fim da exigência de que a família tivesse de protocolar pedidos sucessivos e aguardar – muitas vezes em vão – a ‘boa vontade’ do ministro Alexandre de Moraes para autorizar visitas por poucos minutos. Em diversas ocasiões, esses pedidos sequer foram apreciados”, escreveu Carlos.
O que Moraes decidiu
Na última sexta-feira 2, Alexandre de Moraes autorizou visitas a Jair Bolsonaro na prisão dos filhos Carlos, Flávio e Jair Renan e de Laura, filha menor de idade do ex-presidente. Também estão autorizadas visitas da enteada Letícia Firmo. A primeira-dama Michelle Bolsonaro já havia recebido uma autorização desse tipo, que permanece válida, segundo o despacho do ministro do STF.
A autorização para os encontros é permanente. As visitas devem seguir regras e ocorrer às terças e quintas-feiras nos horários estabelecidos pela Polícia Federal.
A autorização para as visitas foi concedida um dia após o ex-presidente receber alta hospitalar e voltar para a prisão, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Bolsonaro foi internado em um hospital privado da capital no dia 24 de dezembro, para ser submetido a uma cirurgia de correção de hérnias. Depois disso, o ex-presidente passou por uma série de procedimentos para tratar de um quadro intenso de soluços.
Para poder realizar as intervenções, o político recebeu uma autorização do ministro Alexandre de Moraes. Nesta quinta-feira 1º, a equipe médica concedeu alta a Bolsonaro, que voltou à prisão na PF, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe.
No dia 31 de dezembro, a defesa do ex-presidente solicitou ao STF que Bolsonaro pudesse cumprir a pena em prisão domiciliar. O pedido foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes nesta quinta 1º.
A jovem que estava internada em Natal após receber uma medicação errada na UPA Potengi morreu nesta segunda-feira 5 em um leito do Hospital Rio Grande. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a causa do óbito foi “choque decorrente de infecção severa” (sepse).
Gabriely Barbosa de Melo, de 19 anos, estava internada desde 17 de dezembro após receber uma alta dose de um medicamento errado. Naquele dia, ela procurou a UPA Potengi com um quadro de gripe e recebeu na veia um remédio usado para intubação de pacientes, em vez de um corticoide.
Em nota divulgada nesta segunda-feira, a Secretaria Municipal de Saúde destacou que “garante, como ocorreu desde o primeiro dia, apoio integral à família.”
Ainda segundo a pasta, os servidores envolvidos no atendimento da jovem seguem afastados, com sindicância em andamento. “Os Conselhos de Enfermagem e de Farmácia também estão realizando apuração dos fatos e o Processo Administrativo (PAD) será aberto assim que a sindicância for concluída, com acompanhamento dos órgãos competentes”, complementou a SMS.
Relembre o caso Gabriely Barbosa de Melo procurou a UPA Potengi em 17 de dezembro relatando uma gripe persistente. Ela afirmou que estava com os sintomas havia cerca de 30 dias, incluindo uma tosse arrastada.
Ao ser atendida, uma médica de plantão prescreveu um expectorante e um corticoide chamado succinato sódico de hidrocortisona – que de fato é indicado para pacientes com o quadro apresentado pela jovem. A hidrocortisona ajuda a reduzir a inflamação e alivia os sintomas da tosse.
O erro aconteceu após o atendimento médico. Na sala de medicação, a jovem recebeu na veia três ampolas de succinilcolina, um potente relaxante muscular. Essa medicação tem ação ultrarrápida e é utilizada em hospitais para anestesiar pacientes a fim de facilitar o processo de intubação traqueal e outros procedimentos, como cirurgias.
Segundo apurou o AGORA RN, o erro partiu de um profissional da farmácia da UPA, que entregou a medicação errada. A técnica de enfermagem responsável pela administração da injeção também não fez a conferência correta e não percebeu o erro.
Poucos instantes após receber a injeção, a jovem começou a ficar anestesiada e teve a parada cardíaca. Ela foi reanimada ao longo de 20 minutos e recuperou os sinais vitais. Em seguida, ela foi intubada e internada. Horas depois, ela foi transferida para um leito de UTI do Hospital Rio Grande, onde estava internada até esta segunda-feira.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em entrevista à NBC News que considera estar no comando da Venezuela, em um contexto marcado por incertezas sobre quem exerce efetivamente o poder no país.
Segundo Trump, a condução das ações envolve integrantes do alto escalão do governo norte-americano, cada um atuando em áreas distintas. Ele citou o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, e o vice-presidente, JD Vance como participantes desse processo.
Ao ser questionado diretamente pela emissora, nesta segunda-feira (5), sobre quem estaria governando a Venezuela, Trump respondeu de forma objetiva: “Eu”.
A afirmação reforça declarações feitas anteriormente. Na noite de domingo (4), a bordo do Air Force One, o presidente disse que “os Estados Unidos estão no comando”. Já no sábado (3), durante uma coletiva de imprensa, havia afirmado que o país administraria a Venezuela até que ocorresse uma transição considerada “adequada e sensata”.
Enquanto isso, no cenário venezuelano, Delcy Rodríguez, vice-presidente do governo de Nicolás Maduro, assumiu nesta segunda-feira a presidência interina do país. Em entrevista anterior à revista The Atlantic, Trump havia declarado que Delcy Rodríguez poderia enfrentar consequências ainda mais severas do que Maduro caso não coopere com os Estados Unidos.