Carlos Bolsonaro publica foto do pai em hospital e diz que situação ‘é muito delicada’

Postado em 17 de março de 2026

O ex-vereador Carlos Bolsonaro publicou uma foto do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no Hospital DF Star, em Brasília, na noite de segunda-feira, 16, e afirmou que o estado de saúde do ex-chefe do Executivo ainda “é muito delicado”.

Em uma publicação no X, Carlos diz que Bolsonaro foi transferido para uma unidade semi-intensiva, mas a pneumonia bacteriana persiste, “mantendo sua respiração muito debilitada”.

“Isso também tem afetado sua voz, equilíbrio e a condição de seus pulmões, que seguem sob observação permanente. Seu estado continua muito delicado e está sendo monitorado constantemente para evitar qualquer nova piora no quadro”, escreveu.

Segundo o filho do ex-presidente, Bolsonaro tem dificuldade para conversar e os soluços permanecem.

“Todo o processo de observação segue sensível e necessário Seguimos preocupados, mas tenho certeza de que as boas energias e orações enviadas por todos ajudam e o fazem se sentir mais forte”, disse.

O último boletim médico do ex-presidente, divulgada na manhã de segunda-feira, 16, informou que Bolsonaro apresentou melhora desde domingo, 15. O ex-presidente permanece internado, mas está demonstrando “recuperação da função renal e melhora parcial dos marcadores inflamatórios”, com o uso de antibióticos.

Ainda segundo o hospital, Bolsonaro “segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora”.

O ex-presidente foi internado na manhã de sexta-feira, 13. Segundo os médicos, os exames confirmaram “broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa”, ou seja, uma infecção bacteriana nos dois pulmões, causada pela entrada de líquido do estômago ou da boca nas vias respiratórias.

Ele foi atendido na prisão pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por volta das 8h. Na ocasião, em nota enviada ao Estadão, o Samu informou que o ex-presidente apresentava “caso clínico sugestivo à pneumonia queixando-se de falta de ar”. Ele chegou ao Hospital DF Star por volta das 9h, em uma operação do Samu em conjunto com o Corpo de Bombeiros e com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Estadão Conteúdo

Mulher é morta a facadas, colocada dentro de uma mala e jogada em um rio em Mossoró

Postado em 17 de março de 2026

O corpo de uma mulher foi encontrado dentro de uma mala na madrugada desta terça-feira (17). A localização ocorreu na Avenida Leste-Oeste, às margens do Rio Mossoró, em Mossoró, no Oeste do estado. O crime teria acontecido no último fim de semana, na região do Alto do Louvor, no bairro Bom Jardim.

A vítima, identificada preliminarmente apenas como Maria Luziania Batista da Costa, vivia em situação de rua. O corpo estava envolvido em um saco plástico no interior da bagagem. As informações iniciais apontam um corte profundo no pescoço provocado por arma branca.

A Polícia Militar iniciou as buscas após receber denúncias de outras pessoas em situação de rua. As testemunhas teriam presenciado o crime e apontaram a possível autora do assassinato. A guarnição localizou a suspeita durante as diligências realizadas na região.

A mulher confessou o homicídio e indicou aos policiais o local onde descartou o corpo. A equipe encontrou a mala na margem do rio e confirmou a presença do cadáver. A suspeita foi conduzida à delegacia de plantão da Polícia Civil para prestar depoimento oficial.

A autora confessou novamente o crime em entrevista concedida à imprensa. A autoridade policial ouviu o relato, mas liberou a mulher em seguida por não haver situação de flagrante. A Polícia Civil investigará o caso, que representa o 26º homicídio registrado neste ano em Mossoró.

NOVO Notícias

PM do RN abre concurso com 146 vagas para áreas de saúde e música; inscrições até abril

Postado em 17 de março de 2026

A Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN) publicou edital de concurso público com 146 vagas para ingresso no Curso de Formação de Praças nas áreas de saúde e música. As inscrições estão abertas e seguem até o dia 13 de abril, exclusivamente pelo site do Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan).

De acordo com o edital, são ofertadas 125 vagas para o Quadro de Praças de Saúde e 21 vagas para o Quadro de Praças Músicos. As oportunidades são destinadas a candidatos com nível superior e habilitação técnica específica na área de atuação. O concurso terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período.

O concurso será composto por diversas etapas, incluindo prova objetiva, exames de habilitação (musical ou profissional), teste físico, inspeção de saúde, avaliação psicológica, heteroidentificação e investigação social. A prova objetiva será aplicada em 14 de junho nas cidades de Caicó, João Câmara, Mossoró, Natal, Nova Cruz e Pau dos Ferros. O resultado final está previsto para 22 de dezembro.

Na distribuição por vaga para músicos serão: Flauta transversal em Dó (2), Clarinetes em Si Bemol (3), Saxofone alto em Mi Bemol (2), Saxofone tenor em Si Bemol (2), Euphonium em Si Bemol (1), Trompete em Si Bemol (3), Trombone de vara tenor (1), Trompa em
Fá/Si Bemol (1), Trombone Baixo (1), Tuba Si Bemol/Dó (2), Bateria (2), Percussão erudita (tímpano, caixa clara, glockenspiel) (1). Já na área da sapude, as vagas são: Técnico de Radiologia (16), Técnico de Farmácia (13), Técnico de Enfermagem (70), Técnico de Laboratório de Análises Clínicas (13) e Técnico de Saúde Bucal.

Durante o curso de formação, o aluno-soldado receberá remuneração inicial de R$ 1.621,00, além de auxílio-alimentação. Após a conclusão com aproveitamento, o candidato passa a receber o subsídio correspondente ao cargo de soldado da corporação.

Tribuna do Norte

Boulos sobre 6×1: se houver demora, governo envia projeto com urgência

Postado em 17 de março de 2026

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, disse nesta terça-feira (17) que o governo federal pretende apresentar um projeto de lei com regime de urgência sobre o fim da escala 6×1 caso haja “enrolação” por parte do Congresso Nacional em votar o tema.

“Estamos respeitando o trâmite do Legislativo, como tem que ser. Agora, termina março, passa mais algumas semanas e se percebe que está tendo uma estratégia de enrolação no Congresso, escreva o que estou dizendo: Lula, vai entrar com um projeto de lei com regime de urgência.”

“Estamos respeitando o trâmite do Legislativo, como tem que ser. Agora, termina março, passa mais algumas semanas e se percebe que está tendo uma estratégia de enrolação no Congresso, escreva o que estou dizendo: Lula, vai entrar com um projeto de lei com regime de urgência.”

“Aí, é obrigado a votar em até 45 dias. Essa é a legislação. É a regra”, completou Boulos, ao participar de entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo Boulos, o projeto de lei com regime de urgência a ser apresentado pelo governo federal conta com três pontos: o fim da escala de trabalho 6×1, a instalação de um regime de trabalho máximo de 5×2 e a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas – tudo sem que haja redução de salário.

“Esses são os três pontos. Estamos respeitando o trâmite do Legislativo. Agora, uma coisa é respeitar, outra coisa é permitir a enrolação. Aí, o presidente entra com o projeto de lei com regime de urgência. A Câmara tem 45 dias pra votar, senão tranca a pauta. O Senado tem 45 dias pra votar.”

“A tática do seu Valdemar [Costa Neto, presidente do PL] e dos bolsonaristas, do lobby do andar de cima vai por água abaixo. Se a ideia era não votar, agora vai ter que votar. E quem é contra vai ter que botar sua digital lá e responder à sociedade por que não quer que o trabalhador e a trabalhadora brasileiros tenham mais tempo com suas famílias.”

O fim da escala 6×1 está previsto na Proposta de Emenda Constitucional nº 8/2025, apresentada à Câmara dos Deputados em fevereiro do ano passado e assinada por 226 deputados – sendo a deputada Erika Hilton (PSOL/SP), correligionária de Boulos, a autora da proposta e primeira signatária.

Fonte: Agência Brasil

Com a relatoria do deputado Francisco, projeto que garante reajuste de 5,4% no piso do magistério é aprovado na CCJ

Postado em 17 de março de 2026

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou o projeto de lei que concede um reajuste de 5,4% no piso salarial do magistério. A matéria representa um avanço importante na valorização dos profissionais da educação.

A comissão é presidida pelo deputado Francisco (PT), que também atuou como relator do projeto. Durante a apreciação, ele destacou a relevância da iniciativa e celebrou a aprovação.

Segundo o parlamentar, o reajuste é um reconhecimento justo ao trabalho desempenhado pelos educadores e reforça o compromisso com a educação pública de qualidade. “Valorizar o magistério é investir diretamente no futuro do nosso estado. Essa é uma conquista que merece ser comemorada”, afirmou.

A diretora de Assuntos Jurídicos do SINTE/RN, professora Eliene Bandeira, também ressaltou a importância da atuação do deputado Francisco nas pautas voltadas à educação. Para ela, o parlamentar tem se destacado pelo compromisso e protagonismo nas matérias de valorização do magistério. “O deputado Francisco tem sido uma voz ativa e coerente na defesa dos professores e professoras, sempre assumindo um papel de protagonismo nos projetos de reajuste do piso salarial. Esse empenho faz toda a diferença para a categoria”, destacou.

Com a aprovação na CCJ e dispensa de outras comissões, o projeto deve seguir agora para plenário.

Fátima vai anunciar que fica até o final do mandato

Postado em 17 de março de 2026

A governadora Fátima Bezerra (PT) esteve em Brasília ontem e retorna ao Rio Grande do Norte com a decisão tomada de permanecer no cargo até o final do mandato.

Fátima esteve reunida ontem em Brasília e conversou com a ministra das relações institucionais Gleisi Hoffman. “Em Brasília, reencontrei a querida ministra @gleisihoffmann, companheira de tantas lutas. Sempre bom colocar a conversa em dia e tratar de pautas importantes para o nosso Rio Grande do Norte. Seguimos juntas, somando esforços pelo nosso estado. Sigamos!”, escreveu nas redes sociais.

O acordo prevê que Fátima seja ministra da integração nacional em caso de reeleição do presidente Lula.

Agora o PT potiguar procura um nome para compor a vaga de candidato ao Senado. O nome mais bem posicionado é o da deputada federal Natália Bonavides (PT) que já disse que o projeto dela é a reeleição.

A outra vaga do Senado no campo progressista deve ficar com o do ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates (PDT).

BLOG DO BARRETO

Republicanos terá coordenação de Ezequiel e Paulinho Freire

Postado em 17 de março de 2026

O partido Republicanos no Rio Grande do Norte trocará de comando nas próximas semanas. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira, caminha para deixar o PSDB e passar a presidir o partido Republicanos no Estado. O convite partiu do presidente da Câmara dos Deputados, o paraibano Hugo Motta, que foi colega do prefeito de Natal, Paulinho Freire (atualmente no União Brasil), quando este era deputado federal até dezembro de 2024. Paulinho deverá deixar o União Brasil e assinar a ficha do Republicanos.

Atualmente o Republicanos vem sendo conduzido pelo ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, que no próximo sábado (21) passa a compor os quadros do Partido Liberal (PL), em evento que também lançará a chapa da direita para a disputa eleitoral, que acontecerá no Boulevard Hall, em Nova Parnamirim, às 15h, e terá a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.

Este movimento sacramenta o afastamento de Ezequiel com o grupo governista comandado pela governadora Fátima Bezerra (PT). E, por consequência, consolidar o apoio à chapa ao Governo do Estado, formada pelo ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), e o ex-presidente da Federação dos Municípios (FEMURN), Babá Pereira (PL).

E, também, o rompimento do prefeito de Natal, Paulinho Freire, com o presidente do União Brasil, José Agripino Maia. A direção estadual do União Brasil negou a possibilidade de concessão de cartas de anuência para vereadores no Rio Grande do Norte, que pretendem se filiar a outros partidos para concorrerem a cargos proporcionais nas eleições de 2026. A primeira-dama de Natal, vereadora licenciada e Secretária municipal do Trabalho e Assistência Social, Nina Souza admite que a decisão do partido não atrapalha sua pretensão de sair candidata à Câmara dos Deputados, devendo mesmo se filiar ao Partido Liberal (PL), mesmo perdendo o mandato na Câmara Municipal de Natal (CMN).

“O União Brasil aqui no município foi um partido que nós acolhemos, que nós resolvemos ingressar nele e Fizemos o nosso trabalho, o nosso papel, trabalhamos juntos para que ele fosse erguido, então é um partido que criou envergadura, tem vereadores, deputados estaduais e também deputados federal”, disse Nina Souza. Nina Souza afirmou que vai seguir com a missão em outra legenda “e entregar ao povo do Rio Grande do Norte meu destino político com muita tranquilidade, sem brigas e embates ninguém”. Auxiliar do prefeito Paulinho Freire, que também é filiado ao União Brasil, a secretária completou: “Vou seguir a minha vida e o meu trabalho como sempre fiz. Para mim é página virada”.

Nomes

Outros dois pilares fortalecem as articulações para o Republicanos: são o presidente da Câmara Municipal de Natal, Ériko Jácome, que deixará o PP e o ex-vice-governador Fábio Dantas, conhecedor e articulador de várias nominatas, que deixa o Solidariedade.

Para os dois, os últimos dias têm sido de intensas reuniões e contatos, inclusive no final de semana, fazendo contas e convidando pessoas com potencial eleitoral para compor a nominata estadual e federal. Até o fim deste mês, serão apresentados os 25 nomes que integrarão a nominata do Republicanos para a Assembleia Legislativa, além dos nove que já estão sendo articulados para concorrer a deputado federal pela legenda.

São nomes de deputados que concorrerão à reeleição na Assembleia Legislativa, e outros que virão fortalecer representando várias regiões do Estado, onde o Republicanos receberá forças.

Para a Assembleia Legislativa, já tinha sido antecipado pela TRIBUNA DO NORTE os nomes dos deputados Taveira Júnior (União Brasil), Ivanilson Oliveira (PSDB), Ubaldo Fernandes (PV), Cristiane Dantas (Solidariedade), Terezinha Maia (PL) e Eudiane Macedo (PV), além do presidente da Casa, Ezequiel Ferreira (PSDB).

Outros nomes fortes são do médico e ex-prefeito de Assú, Dr. Gustavo Soares, o presidente da Câmara Municipal de Natal, Ériko Jácome, o vereador mais votado da capital, Robson Carvalho (União Brasil).

O apresentador de TV, Léo Souza, que foi eleito vereador com mais de cinco mil votos. O ex-deputado Getúlio Rego, votado no Alto Oeste Potiguar e o ex-prefeito de Nova Cruz, Flávio de Berói, com forte liderança no Agreste Potiguar. A apresentadora da Band Natal, Juliana Celli, influencer com mais de 60 mil seguidores somente no Instagram, são novidades na composição das nominata.

TRIBUNA DO NORTE

PT aciona TSE contra Flávio e Carlos Bolsonaro por fake news que liga PT ao crime organizado

Postado em 17 de março de 2026

O Partido dos Trabalhadores (PT) acionou, nesta segunda-feira (16), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e o Partido Liberal (PL). A sigla acusa os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de espalhar notícias falsas e fazer propaganda eleitoral antecipada.

A ação, movida pela Federação Brasil da Esperança – Fé Brasil, composta pelo pelo PT, pelo Partido Verde (PV) e pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – , pede a remoção imediata de três vídeos publicados nos perfis dos bolsonaristas no Instagram, no último dia 10 de março, além da aplicação de multa.

As publicações tentam associar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT e lideranças do partido, como a ministra Gleisi Hoffmann, ao crime organizado, alegando que Lula e o PT estariam ligados a facções criminosas e sugerindo que o governo federal atuaria para proteger organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Os valores e objetivos da política externa brasileira são propositalmente distorcidos para, em meio à exposição de imagens cruas de violência física/psicológica, influenciar a opinião do eleitorado e fomentar a falsa percepção de que o Chefe do Executivo e o PT atuam na ‘proteção’ dos interesses de facções criminosas”, afirmam os advogados que representam a federação.

No pedido encaminhado ao TSE, a federação solicita uma decisão liminar para que os três vídeos sejam removidos imediatamente do Instagram no prazo de 24 horas. A ação também pede a aplicação de multa contra os responsáveis pela divulgação das publicações. Pela legislação eleitoral, o valor da penalidade pode chegar de R$ 5 mil a R$ 30 mil.

Procurado pelo SBT News por meio de sua assessoria, Flávio Bolsonaro afirmou que não irá se pronunciar. O espaço segue aberto para manifestação.

Áudio interceptado pela PF

Um dos vídeos mostra um áudio interceptado pela Polícia Federal (PF) em 2019, já analisado pela Justiça Eleitoral. No áudio, Alexsandro Roberto Pereira, conhecido como “Elias”, suposto tesoureiro do PCC, diz: “Ele já começou a atrasar quando foi pra cima do PT”, em referência ao então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

O TSE decidiu anteriormente que o vídeo não comprova qualquer ligação entre o PT e organizações criminosas. Ainda assim, o material voltou a ser usado nas redes sociais anos depois, por aliados de Bolsonaro, para insinuar uma suposta proximidade entre o partido e o PCC.

Flávio Bolsonaro já foi condenado pelo TSE por utilizar esse mesmo áudio para atacar o PT durante as eleições de 2022. Na ocasião, o Tribunal concluiu que não havia base factual para sustentar as acusações divulgadas nas redes sociais e aplicou multa ao senador.

SBT News

Escala 6×1: setor produtivo prevê alta de custos e defende ampla discussão

Postado em 17 de março de 2026

Um estudo apresentado no início de março à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo pelo sociólogo e professor da Universidade de São Paulo (USP), José Pastore, aponta que a redução abrupta da jornada de trabalho prevista na Proposta de Emenda à Constituição 8/2025 pode provocar efeitos econômicos significativos, incluindo redução do Produto Interno Bruto (PIB), aumento de custos trabalhistas e fechamento de empresas. Representantes de diferentes segmentos empresariais do Rio Grande do Norte afirmam que a discussão sobre mudanças na jornada de trabalho é legítima, mas defendem que qualquer alteração seja feita de forma gradual e com amplo diálogo entre trabalhadores, empresas e governo.

A proposta de mudança, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), estabelece jornada semanal de 36 horas, organizada em quatro dias de trabalho e três de descanso, sem redução salarial. De acordo com o estudo do professor Pastore, a mudança representaria uma redução de cerca de 480 horas anuais de trabalho no Brasil, um ritmo muito mais acelerado do que o observado em outros países.

Em economias desenvolvidas, como os Estados Unidos e na média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), reduções de jornada ocorreram gradualmente ao longo de cerca de 15 anos, geralmente por meio de negociação coletiva.

Para as entidades empresariais potiguares que representam setores como comércio, serviços, turismo, construção e pequenos negócios, o fim da escala 6×1 pode até acontecer, mas numa transição gradual. No entanto, essa mudança na jornada de trabalho deve aumentar custos.

As preocupações das entidades vão ao encontro de levantamentos de outras instituições. Estudos do Centro de Liderança Pública (CLP) indicam que mudanças abruptas na jornada podem resultar em queda no emprego formal em setores intensivos em mão de obra, enquanto análises da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) apontam que a redução da jornada sem ajuste salarial pode elevar significativamente o custo da hora trabalhada.

O superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio Grande do Norte, Zeca Melo, afirma que o debate precisa considerar os impactos sobre emprego e produtividade. “Na área de comércio e serviços, mais especificamente hotelaria, restaurantes e bares (onde os pequenos predominam), por exemplo, a repercussão pode ser bastante negativa. Há que se debruçar também sobre a repercussão sobre a baixíssima produtividade da indústria brasileira. O caminho mais sustentável é avançar na melhoria da qualidade de vida sem comprometer a geração de emprego formal e a produtividade da economia”, afirma.

Na construção civil, os impactos também preocupam. O vice-presidente de Mercado Imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon-RN), Francisco Ramos, afirma que a mudança precisa ser amplamente debatida antes de eventual aprovação. “No setor da construção civil, que é intensivo em mão de obra e depende de presença física no canteiro de obras, os impactos potenciais são bastante significativos”, afirma.

Segundo ele, a mudança pode elevar significativamente o custo das obras. “Essa alteração pode elevar até 37,5% o valor da hora trabalhada, com forte aumento no custo final das obras”, explica. Ramos acrescenta que a redução da jornada exigiria a contratação de mais trabalhadores em um mercado que já enfrenta escassez de mão de obra. “Isso pode elevar o prazo de execução das obras e provocar atrasos nas entregas. Como consequência, as empresas deverão fazer o repasse do aumento de custos, onerando tanto o valor dos imóveis quanto o custo na infraestrutura, com impacto direto no bolso dos consumidores.”

Comércio, serviços e turismo

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte, Marcelo Queiroz, também defende cautela na análise da proposta. “A Fecomércio RN diverge de propostas que tratam a eliminação da escala 6×1 como se fosse um ‘benefício mágico’ para o trabalhador, sem enxergar os riscos reais que isso traz à economia. Não se trata de uma discussão ideológica, mas de fatos concretos”, afirma.

Segundo ele, estudos como o apresentado por José Pastore indicam que a mudança pode elevar de forma imediata os custos da mão de obra. “O fim da escala pode resultar em um aumento imediato no custo da mão de obra de, no mínimo, 22%, com destaque para o comércio como um dos setores mais afetados, inclusive com redução de produtividade e queda na produção geral da economia”, diz.

No setor turístico, a preocupação também é evidente. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Rio Grande do Norte (ABIH-RN), Edmar Gadelha, observa que hotéis operam em regime contínuo e dependem diretamente de mão de obra. “Uma eventual redução da jornada, sem ajustes que garantam equilíbrio econômico, tende a elevar os custos operacionais, já que as empresas precisam contratar mais funcionários ou ampliar o pagamento de horas extras para manter o mesmo nível de funcionamento”, afirma.

Impacto semelhante a uma recessão

O levantamento elaborado pelo sociólogo e professor da USP, José Pastore, destaca que a jornada média efetivamente negociada no Brasil já é inferior ao limite legal de 44 horas, ficando em torno de 38,4 horas semanais, o que demonstra que ajustes já vêm ocorrendo gradualmente no mercado.

Outro fator considerado é o nível de produtividade do trabalho no Brasil. Dados da Organização Internacional do Trabalho indicam que cada hora trabalhada no país gera cerca de US$ 17 em produção, valor inferior ao de economias desenvolvidas, como EUA e países europeus.

O estudo conclui que não existe relação automática entre decisões legais e resultados no mercado de trabalho. “Não há nada automático entre uma decisão legal e o comportamento do mercado de trabalho. Redução de jornada ocorre principalmente por negociação”, afirma Pastore.

TRIBUNA DO NORTE

Indústrias planejam reduzir investimentos em 2026, aponta CNI

Postado em 17 de março de 2026

Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta terça-feira (17), aponta que as indústrias brasileiras pretendem reduzir os investimentos em 2026.

De acordo com o estudo, 72% das empresas investiram em 2025, mas a intenção para este ano caiu para 56%. Na prática, isso significa que 44% das indústrias não pretendem investir em 2026.

O levantamento também mostra que muitas empresas enfrentaram dificuldades para executar seus planos em 2025. Apenas 36% conseguiram investir como planejado, enquanto 29% realizaram os projetos parcialmente.

A maior parte dos investimentos foi feita com recursos próprios das empresas, que representaram 62% do total. Outras fontes tiveram participação menor, com destaque para bancos comerciais privados (9%) e bancos de desenvolvimento (5%).

Incertezas econômicas lideram obstáculos

Entre os principais fatores que dificultaram os investimentos em 2025, o destaque é para o cenário econômico incerto, citado por 61% das empresas industriais.

Outros entraves apontados foram queda nas receitas (51%), incertezas setoriais (47%), expectativa de demanda insuficiente (46%) e entraves tributários (45%).

Entre as empresas que chegaram a adiar ou cancelar investimentos, a queda de receitas foi o principal motivo (80%), seguida pelas incertezas econômicas (79%).

Além disso, o aumento das tarifas de importação dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros em 2025 aumentou a percepção de risco entre os empresários.

Entre junho e agosto do ano passado, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu de 50,2 para 45,6 pontos, entrando na chamada zona de desconfiança.

Onde as indústrias vão investir em 2026

Entre as indústrias que ainda pretendem investir em 2026, o foco será na modernização da produção e no aumento da eficiência operacional. A principal finalidade é a melhoria do processo produtivo, citada por 48% das empresas.

Em relação ao destino dos recursos, 30% pretendem investir apenas no mercado interno, enquanto 37% indicam foco no Brasil, mas com atuação também no exterior.

Quanto ao estágio dos projetos, 62% já estavam em andamento, enquanto 31% correspondem a novos investimentos.

Segundo a CNI, o cenário mostra que, mesmo com a redução geral dos aportes, as empresas seguem priorizando ganhos de eficiência e competitividade, mas com maior cautela diante do ambiente econômico.

SBT

Seap encaminha pagamento e nega risco de desligamento de tornozeleiras no RN

Postado em 17 de março de 2026

A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (Seap) informou que não há risco de suspensão do serviço de monitoramento por tornozeleiras eletrônicas no Estado. Segundo a pasta, o serviço segue funcionando normalmente e os pagamentos relacionados ao contrato já foram encaminhados.

De acordo com a secretaria, as notas pendentes foram enviadas para pagamento desde a última sexta-feira 13. Segundo a pasta, o pagamento depende do envio das notas fiscais pelas empresas responsáveis pelo serviço. Após o recebimento do documento, a secretaria realiza auditoria para verificar o uso das tornozeleiras, faz a medição do serviço prestado e, em seguida, efetua o pagamento.

A secretaria também informou que ainda não recebeu notas fiscais referentes aos meses de fevereiro e março. Por isso, segundo a pasta, não é possível haver cobrança desses períodos. “A Secretaria informa que não há risco de suspensão no serviço. O serviço está funcionando normalmente”, informou.

Ainda de acordo com a secretaria, após o envio das notas fiscais pelas empresas, é realizado o processo de verificação para confirmar se todas as tornozeleiras registradas foram utilizadas no período correspondente antes da liberação do pagamento.

A manifestação ocorre após informação divulgada na imprensa de que o Governo do Estado estaria há quase quatro meses sem pagar pelo serviço e que o sistema poderia ser suspenso a qualquer momento.
O monitoramento eletrônico é utilizado no acompanhamento de pessoas privadas de liberdade em regime domiciliar ou em medidas cautelares determinadas pela Justiça.

AGORA RN

‘ECA Digital’: lei que protege crianças e adolescentes na internet entra em vigor hoje

Postado em 17 de março de 2026

Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que amplia a proteção de menores nas redes sociais, entra em vigor nesta terça-feira (17). Essa é a primeira lei brasileira a propor regras e punições aplicáveis às plataformas digitais que infringirem os direitos desse público.

No geral, a legislação estabelece exigências para plataformas digitais, cria mecanismos para reduzir a exposição de crianças a conteúdos inadequados e amplia a responsabilidade das empresas de tecnologia na segurança de usuários menores de idade. Entre os principais pontos estão:

– Verificação real da idade, com a proibição da autodeclaração e a exigência de métodos eficazes para comprovar a faixa etária dos usuários;

– Responsabilização das plataformas, que passam a ter a obrigação de monitorar e remover de forma ativa conteúdos nocivos, como violência, exploração e abuso sexual, cyberbullying, incentivo à automutilação e jogos de azar.

Neste caso, a legislação também determina que as empresas encaminhem relatórios às autoridades com informações sobre conteúdos removidos ou denunciados e mantenham, por no mínimo seis meses, os dados relacionados aos casos, a fim de subsidiar investigações. A solicitação de retirada de conteúdo poderá ser feita pelas próprias vítimas, por seus responsáveis legais, pelo Ministério Público ou por entidades de proteção à infância e adolescência;

– Supervisão parental reforçada, com a obrigatoriedade de vinculação das contas de crianças e adolescentes menores de 16 anos às de um responsável legal. A lei determina que as plataformas disponibilizem ferramentas claras e acessíveis de controle parental, como bloqueio de conteúdos inadequados, definição de limite de tempo de uso, autorização prévia para compras e monitoramento das interações realizadas no ambiente digital;

– Proibição da publicidade direcionada a crianças e adolescentes, incluindo o uso de dados pessoais e perfis emocionais para fins comerciais. Também é proibida a veiculação de conteúdos que exponham crianças e adolescentes de forma erotizada ou inadequada, bem como sua monetização ou impulsionamento nas plataformas;

– Limitação de mecanismos que estimulam o vício, como as chamadas loot boxes, ou caixas-surpresa, presentes em jogos eletrônicos, que exigem pagamento sem que o usuário saiba previamente qual item ou benefício será recebido.

– Ampliação da transparência das plataformas, com fiscalização pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que poderá aplicar advertências, multas e, em casos graves, solicitar a suspensão das atividades das empresas no Brasil por decisão judicial.

Para Bianca Mollicone, advogada do Pessoa & Pessoa Advogados e especialista em proteção de dados, compliance e regulação de novas tecnologias, a implementação da lei traz impactos relevantes para o Brasil. Isso porque o texto deixa de tratar a proteção de crianças e adolescentes como um tema apenas de orientação familiar, passando a cobrar e responsabilizar as plataformas digitais.

“Em outras palavras, a responsabilidade não fica mais só com pais e responsáveis. A lei parte de uma premissa que já aparece em várias jurisdições: plataformas digitais não são apenas intermediárias neutras, elas moldam o ambiente online e, por isso, passam a ter deveres mais claros de proteção quando crianças e adolescentes estão envolvidos. Na prática, isso traz impactos relevantes”, explica.

No caso das crianças, o benefício imediato é um ambiente digital potencialmente mais seguro, com menos publicidade comportamental dirigida a menores, maior restrição a conteúdos inadequados e vedação de mecanismos especialmente sensíveis.

Já para as empresas, Bianca aponta que a mudança é profunda, pois não se trata apenas de adaptar termos de uso. As plataformas deverão redesenhar suas estruturas, o que significa custo de adaptação, investimento em compliance, revisão de governança de dados e, muitas vezes, mudança do próprio modelo de negócio.

“O maior desafio será justamente implementar essas exigências de forma eficaz e proporcional. O ponto mais delicado é a verificação de idade, porque ela precisa funcionar sem estimular vigilância excessiva nem coleta desnecessária de dados pessoais. Há também o risco de moderação defensiva, ou seja, de as empresas passarem a remover mais conteúdo do que o necessário para reduzir risco jurídico”, analisa.

Além disso, existe um desafio concorrencial importante: grandes plataformas conseguem absorver custos regulatórios com muito mais facilidade do que empresas menores, o que exige uma implementação cuidadosa para que a regulação não acabe reforçando barreiras de entrada.

Outro ponto é a ANPD, que foi designada como autoridade responsável pela aplicação e fiscalização da lei. Agora, o grande teste institucional não é mais a aprovação da norma, mas sua regulamentação, já que a entidade terá de transformar comandos legais relativamente abertos em padrões técnicos viáveis, previsíveis e proporcionais, especialmente em temas como aferição de idade, supervisão parental, publicidade digital, jogos eletrônicos e redes sociais.

“O desafio será equilibrar proteção efetiva de crianças e adolescentes com privacidade, segurança jurídica e preservação da inovação. O sucesso da lei vai depender menos da sua retórica protetiva e mais da qualidade da sua implementação regulatória”, avalia a especialista.

Segurança digital

A implementação do ECA Digital ocorre num contexto de movimento global de maior regulação das plataformas digitais. O objetivo é mitigar os danos causados pelas redes sociais, já que muitas crianças e jovens são expostos a “conteúdos prejudiciais” na internet.

Na Austrália, por exemplo, uma lei aprovada em 2025 proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos, exigindo que as empresas implementem mecanismos efetivos de verificação etária para impedir o cadastro de crianças e adolescentes abaixo dessa idade. A legislação atendeu uma petição online, que apontou que crianças “não estão prontas para navegar nas mídias com segurança” até pelo menos 16 anos.

Países como Espanha, França e Dinamarca também seguiram o exemplo, aprovando a proibição das plataformas para menores de 15 e 16 anos. A Flórida, nos Estados Unidos, fez o mesmo, mas restringindo o acesso para menores de 14 anos. Em Portugal, a proibição passa por uma votação no Parlamento, enquanto, no Reino Unido, os deputados estudam novos regulamentos de segurança.

No Brasil, o debate sobre segurança digital também ocorre em meio ao aumento de crimes cibernéticos. Dados da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos indicam que as queixas de crimes on-line cresceram 28,4% em 2025 em comparação com 2024, totalizando mais de 87 mil novas denúncias. A maior parte dos registros está relacionada a imagens de abuso e exploração sexual infantil, além de casos de misoginia, apologia a crimes, racismo e violência.

Para Águeda Barreto, especialista sênior de Advocacy do ChildFund Brasil, a implementação da lei representa um marco na proteção digital. “Ao integrar as dimensões on-line e offline, e estabelecer deveres mais claros para as plataformas, fortalece a atuação do sistema de garantia de direitos e consolida uma cultura de proteção impulsionada pela pressão da sociedade”, afirma.

SBT

Bolsonaro deixa UTI e vai para unidade semi-intensiva

Postado em 17 de março de 2026
Brasília (DF) 14/09/2025 O ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seu filho, Jair Renan, deixa hospital sob forte esquema de segurança, após passar pro procedimentos. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para uma unidade semi-intensiva após apresentar melhora clínica e laboratorial. A informação foi confirmada pelo cardiologista Leandro Echenique, que acompanha o quadro médico do ex-presidente.

Bolsonaro está internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde a última sexta-feira 17devido a uma infecção pulmonar.

De acordo com o médico, nas últimas 24 horas houve recuperação da função renal e melhora parcial dos marcadores inflamatórios. Esse quadro permitiu a transferência para a unidade semi-intensiva.

As unidades hospitalares possuem níveis diferentes de monitoramento e acompanhamento dos pacientes. A UTI atende casos considerados críticos e com risco de morte, que exigem suporte contínuo.

Já a unidade semi-intensiva recebe pacientes que apresentam quadro estável ou em recuperação, mas que ainda necessitam de vigilância frequente.

Durante a internação, Jair Bolsonaro permanece em tratamento com antibióticos.

Ele também realiza sessões de fisioterapia respiratória e motora como parte do acompanhamento médico.

Até o momento, não há previsão de alta hospitalar.

Na sexta-feira 13, médicos que acompanham o ex-presidente estimaram que o período de internação seria de pelo menos sete dias, dependendo da evolução do quadro de saúde.

AGORA RN

Defesa explica progressão de regime de Pedro Inácio e detalha decisão da Justiça

Postado em 17 de março de 2026

A defesa de Pedro Inácio afirmou que a progressão de regime concedida pela Justiça ocorreu após o condenado cumprir todos os requisitos legais exigidos. Representado pelo escritório Maldino Advogados, o réu, condenado a 20 anos de prisão inicialmente em regime fechado, passou agora ao regime semiaberto.

Segundo os advogados, a legislação prevê que o cumprimento da pena ocorre em etapas: fechado, semiaberto e aberto. No caso de Pedro Inácio, a defesa sustenta que ele atingiu o chamado “requisito objetivo”, que é o tempo mínimo de pena necessário para a progressão. Ao todo, foram cerca de sete anos de reclusão, considerando também o período de remição de pena.

A remição ocorre quando o preso reduz o tempo de condenação por meio de trabalho ou estudo. De acordo com a defesa, Pedro trabalhou durante todo o período em que esteve preso, o que resultou na diminuição de 560 dias de sua pena.

Além disso, foi apontado o cumprimento do “requisito subjetivo”, que diz respeito ao comportamento do detento. A defesa afirma que Pedro manteve boa conduta carcerária, sem registros de faltas disciplinares ao longo dos sete anos.

Mesmo com parecer contrário do Ministério Público, que solicitou a realização de exame psicológico para avaliar a possibilidade de progressão, o juiz responsável pelo caso entendeu que a própria execução da pena já demonstrava o preenchimento dos critérios necessários, dispensando a avaliação.

Com a decisão, Pedro Inácio passa a cumprir o restante da pena em regime semiaberto, sob monitoramento eletrônico e seguindo regras impostas pela Justiça. Posteriormente, ele ainda poderá progredir ao regime aberto.

A defesa também destacou que discorda da condenação imposta pelo Tribunal do Júri, alegando que a decisão foi contrária às provas apresentadas no processo e, por isso, considera o julgamento nulo.

TV PONTA NEGRA

Caso Zaira: condenado pela morte de jovem em Caicó obtém progressão para regime semiaberto

Postado em 16 de março de 2026

O policial militar Pedro Inácio, condenado pela morte da jovem Zaira Cruz, obteve progressão de regime para o semiaberto na tarde desta segunda-feira (16). A decisão foi tomada pela Justiça e o réu já deixou o sistema prisional.

Mesmo com parecer contrário do Ministério Público do Rio Grande do Norte, que pediu a realização de um exame criminológico para avaliar se o condenado estava apto a progredir de regime, o juiz de primeira instância decidiu conceder o benefício.

Defesa argumentou cumprimento dos requisitos

A defesa de Pedro Inácio sustentou que ele já havia cumprido os requisitos legais necessários para a progressão ao regime semiaberto.

Entre os argumentos apresentados estão:

  • cumprimento da porcentagem mínima da pena exigida por lei;
  • 560 dias de remissão de pena;
  • bom comportamento durante o período de prisão;
  • ausência de faltas disciplinares no sistema prisional.

Com base nesses pontos, o magistrado considerou que o condenado já atendia aos requisitos objetivos e subjetivos previstos na legislação para a mudança de regime.

Ministério Público pediu exame criminológico

O Ministério Público do Rio Grande do Norte se posicionou de forma contrária à progressão imediata e solicitou a realização de um exame criminológico, avaliação usada para analisar a possibilidade de reintegração social do detento.

Apesar da manifestação do órgão, o juiz entendeu que os elementos apresentados pela defesa eram suficientes para conceder o benefício.

Crime aconteceu no carnaval de Caicó

O caso ocorreu em 2019, durante o carnaval de Caicó, no interior do Rio Grande do Norte.

A jovem Zaira Cruz, de 22 anos, foi encontrada morta após desaparecer durante a festa.

Após quase sete anos de tramitação judicial, Pedro Inácio foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado e estupro.

A decisão do júri foi considerada um momento marcante para a família da vítima, que aguardava a conclusão do julgamento desde o crime.

TV PONTA NEGRA