Posse de 1,6 mil professores do RN é prorrogada após sobrecarga da Junta Médica

Postado em 4 de fevereiro de 2026

O Governo do Rio Grande do Norte prorrogou até 28 de fevereiro de 2026 o prazo para a posse dos candidatos nomeados no concurso da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC). A medida foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (4) e alcança 1.609 professores e especialistas de educação convocados em janeiro. A prorrogação ocorre diante da sobrecarga da Junta Médica do Estado, responsável pelos exames admissionais, que também atende aos recém-convocados do concurso da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

De acordo com a portaria, a extensão do prazo é automática e dispensa requerimento individual por parte dos nomeados. Os candidatos que já realizaram ou agendaram a perícia médica mantêm seus agendamentos sem alteração. A Secretaria de Estado da Educação justificou a decisão com base na alta demanda informada pela Secretaria de Administração (Sead), após a convocação simultânea de grandes contingentes de servidores para a Educação e para a Saúde.

A prorrogação atende a uma série de queixas registradas nas últimas semanas por aprovados dos dois concursos, que relataram dificuldades para conseguir vaga na Junta Médica em Natal, confome publicado pela Tribuna do Norte. Candidatos chegaram a passar noites no local e a enfrentar longas filas e instabilidade no sistema de agendamento online, temendo perder o prazo de posse. Em relatos, aprovados apontaram número reduzido de médicos, atrasos nos atendimentos e falta de informações claras sobre a liberação diária de vagas.

Situação semelhante já havia levado o governo a prorrogar o prazo de posse no concurso da Sesap. No fim de janeiro, uma portaria estendeu por 30 dias o prazo para mais de 1,5 mil profissionais da saúde, fixando novas datas-limite entre 26 de fevereiro e 9 de março, também em razão da alta demanda por perícias médicas. Assim como agora, os candidatos que já haviam realizado ou agendado exames mantiveram seus cronogramas.

TRIBUNA DO NORTE

Seis parlamentares do RN assinam pedidos para abrir CPI sobre fraudes envolvendo banco Master

Postado em 4 de fevereiro de 2026

Seis parlamentares do Rio Grande do Norte assinaram pedidos para a abertura de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional para apurar fraudes envolvendo o banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 e é pivô de uma investigação da Polícia Federal sobre fraudes no sistema financeiro.

Até agora, dois pedidos foram apresentados no Congresso.

O maior deles foi apresentado nesta terça-feira 3. Um requerimento de autoria do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) pede a instalação de uma CPI mista — que, se criada, terá deputados federais e senadores como integrantes. Cinco parlamentares do RN assinam o pedido: os deputados Carla Dickson (União), General Girão (PL) e Sargento Gonçalves (PL) e os senadores Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB).

Esse requerimento tem, ao todo, a assinatura de 239 deputados e 42 senadores, majoritariamente da oposição. Apenas um petista, o senador Fabiano Contarato (ES), é subscritor do requerimento. Eram necessárias as assinaturas de 171 deputados e 27 senadores.

O outro pedido apresentado é para abertura de uma CPI na Câmara dos Deputados. Esse outro requerimento é de autoria do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O pedido tem 201 assinaturas — eram necessários, no mínimo, 171 apoios. Da bancada potiguar, assinam o pedido os deputados Carla Dickson (União), Natália Bonavides (PT) e Sargento Gonçalves (PL).

Diferentemente do caso de Jordy, o PT apoia a CPI de Rollemberg, que se antecipou a Jordy no protocolo. A sigla do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu 42 assinaturas; do lado do PL, 34 deputados apoiaram essa proposta.

Caso Master
O Master está no centro das investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de fraudes bilionárias em operações do banco de Daniel Vorcaro e o BRB, instituição financeira controlada pelo governo do Distrito Federal.

O banco foi liquidado extrajudicialmente em novembro, pelo Banco Central, e deixou para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) o ressarcimento de clientes da ordem de R$ 40 bilhões. No entanto, dada a ampla rede de contatos de Vorcaro em Brasília, o caso tem vários desdobramentos políticos, com desdobramentos até mesmo na cúpula do Judiciário.

São investigadas pela PF fraudes financeiras estimadas em mais de R$ 12,2 bilhões, a constituição de fundos e ativos supostamente inexistentes, a falsificação de contratos e manipulação contábil, bem como a tentativa de transferência de passivos a instituição financeira estatal, caso do BRB, com potenciais danos ao patrimônio público.

AGORA RN

ELEIÇÃO INDIRETA: Fátima quer Cadu Xavier governador; já oposição prefere Serquiz ou Zeca

Postado em 4 de fevereiro de 2026

A possibilidade de a governadora Fátima Bezerra (PT) renunciar ao cargo para disputar uma vaga no Senado Federal, em 2026, coloca a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em alerta na reabertura dos trabalhos legislativos. Na sessão solene de abertura do ano legislativo, nesta terça-feira (03), os deputados estaduais colocaram a possível eleição indireta para governador de um mandato-tampão até dezembro como um dos principais temas deste ano na Casa. A discussão ainda é incerta, mas as articulações já acontecem nos bastidores.

O pano de fundo da discussão é claro. Caso Fátima deixe o cargo, o primeiro da linha sucessória é o vice-governador Walter Alves (MDB). Se ele assumir, a crise política se encerra. No entanto, Walter já sinalizou publicamente que não pretende exercer o mandato, inclusive rompendo com o governo do PT. A partir daí, só haveria eleição indireta se também se configurasse a vacância do vice, caracterizando o que a Constituição define como “dupla vacância”.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), buscou esfriar o debate, lembrando que, juridicamente, nada está definido. “A eleição indireta só existe se houver vacância. Não houve vacância. Nem ninguém tem a certeza que haverá”, afirmou.

Segundo ele, caso ocorra, o processo já tem a primeira regra definida: será uma eleição aberta.

Ezequiel explicou que, diante dessa possibilidade, a Assembleia já começou a se preparar do ponto de vista legal. “Durante o mês de janeiro, eu já me debrucei sobre esse assunto com a nossa procuradoria. Isso será feito um projeto de lei que será encaminhado para o governo. O governo sanciona esse projeto e aí tem as diretrizes desta eleição, se isso vier a acontecer”, detalhou, sobre a regulamentação do processo eleitoral indireto.

De acordo com o presidente da Casa, a eleição indireta seria realizada no plenário da Assembleia Legislativa, com voto aberto dos 24 deputados estaduais.

“Poderia ser candidato qualquer cidadão filiado a um partido, com mais de 35 anos de idade e conduta ilibada. Seria uma chapa de governador e vice, já que estaríamos diante de uma vacância dupla”, explicou.

Sobre a possibilidade de ele próprio assumir o governo para conduzir o processo, Ezequiel foi não descartou, mas evitou o assunto: “Ou assumo eu para fazer a eleição, ou assume o presidente do Tribunal de Justiça. Mas tudo isso ainda são conjecturas”.

Enquanto o campo governista trabalha para garantir a continuidade do Partido dos Trabalhadores no comando do Executivo estadual, a oposição articula um discurso completamente distinto. Para líderes da direita, o momento exigiria um nome “técnico”, sem ambições eleitorais, capaz de tomar decisões duras para ajustar as contas do Estado.

O deputado Tomba Farias (PL) defendeu abertamente essa tese. “A unanimidade dentro do partido é que seja uma pessoa de consenso, que seja um técnico, uma pessoa de credibilidade para tomar as mudanças. A política não funciona para tomar medidas amargas, porque quem é político pensa na eleição”, afirmou.

Segundo ele, nomes como o presidente da Federação das Indústrias do RN (Fiern), Roberto Serquiz, e o superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, surgem como referências nesse debate.

“Um pessoal que tenha responsabilidade com as medidas que sejam necessárias”, disse.

Tomba também ressaltou que todo o cenário depende, essencialmente, da decisão da governadora e do vice. “Se a governadora ficar, acaba o problema da eleição. Se ela sair e Walter assumir, também está extinto esse processo. Só haverá eleição indireta se Walter não assumir. A verdade é que tudo vai girar em torno disso”, avaliou, sem descartar qualquer possibilidade.

Do lado do PT, o discurso é de unidade e antecipação. O partido insiste no nome colocado tanto para o eventual mandato-tampão quanto para a disputa de 2026: o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), pré-candidato ao Governo para o pleito regular de outubro.

“Nós temos um nome apresentado, que é o do nosso companheiro Cadu Xavier, tanto para o mandato-tampão, evidentemente se houver eleição, como também para uma candidatura a governador em 2026. A base de tudo isso é o diálogo”, afirmou o deputado Francisco do PT, destacando que o governo tem conversado com deputados da base e também não descarta diálogo com a oposição.

O próprio Cadu Xavier, que esteve na solenidade representando a governadora Fátima Bezerra (PT), reforçou a tese da continuidade política e partidária.

“A posição do governo é muito clara. A gente não abre mão de um nome que seja do nosso partido, do Partido dos Trabalhadores. A governadora foi eleita para quatro anos, junto com o vice. Ela vai sair para disputar a eleição, o vice não vai assumir, ele já colocou isso publicamente. Então seria natural que o nome do Partido dos Trabalhadores encerrasse o mandato que o povo concedeu nas eleições”, concluiu.

Carol Ribeiro Diario do RN

Polícia prende homem com mais de 1 milhão de arquivos de pornografia infantil em Goiânia

Postado em 4 de fevereiro de 2026

Um homem foi preso em flagrante nesta terça-feira 1º, em Goiânia, suspeito de armazenar mais de 1 milhão de arquivos de pornografia infantil. A prisão foi realizada pela Polícia Civil durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do investigado.

No local, os policiais encontraram cerca de 180 pendrives, além de três celulares e diversos chips, todos utilizados para guardar os arquivos, que estariam organizados desde pelo menos 2018. O material foi recolhido e será submetido à perícia técnica para a contabilização exata dos conteúdos.

A ação integra a Operação Hélios, conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos, que há cerca de três meses investiga denúncias relacionadas ao armazenamento de material de exploração sexual infantil. Segundo o delegado-adjunto Guilherme Carneiro, as provas reunidas durante a investigação embasaram o pedido judicial de busca, que foi autorizado pelo Judiciário.

De acordo com o delegado, em um primeiro momento, o suspeito afirmou ser “dependente de pornografia”. Os dispositivos apreendidos estavam em locais de fácil acesso dentro do quarto, como a mesa de cabeceira e gavetas.

As investigações agora avançam para apurar se o conteúdo era utilizado apenas para consumo próprio ou se havia compartilhamento ou comercialização do material ilícito, incluindo a possibilidade de atuação em associação criminosa.

O homem permanece preso e deverá passar por audiência de custódia. Até o momento, a identidade do suspeito não foi divulgada.

agora rn

Sargento Gonçalves revela motivo de votar contra ‘Gás do Povo’: “Compra de votos legalizada”

Postado em 4 de fevereiro de 2026

O deputado federal Sargento Gonçalves (PL) afirmou que votou contra a Medida Provisória 1313/2025, que institui o programa Gás do Povo, por considerar a iniciativa uma forma de “compra de votos legalizada”. Ele foi o único parlamentar do Rio Grande do Norte a se posicionar contra a proposta, aprovada na noite desta segunda-feira (2) pela Câmara dos Deputados.

Segundo o deputado, o programa do governo federal, que prevê a distribuição gratuita de gás de cozinha para famílias de baixa renda, tem viés eleitoreiro e transfere o custo para a população que trabalha e paga impostos. “É claro que votei contra o programa Gás do Povo. Só se for o povo de Lula. É uma compra de votos legalizada. Não existe almoço grátis. Alguém tem que pagar a conta. Sabe quem vai pagar? Você que acorda 5h da manhã para trabalhar”, declarou.

A medida provisória foi aprovada com 415 votos favoráveis, 29 contrários e duas abstenções. O PL concentrou a maior parte dos votos contra, com 19 deputados. Também se posicionaram contrariamente parlamentares do Novo (5), PP (2), União Brasil (2) e PSDB (1).

Para Gonçalves, o modelo adotado pelo governo cria dependência social e não resolve os problemas estruturais do país. 

A proposta ainda precisa ser analisada pelo Senado até o dia 11 de fevereiro para continuar válida. Mesmo com a possibilidade de manutenção do pagamento em dinheiro, o deputado reforça que a política pública não passa de uma estratégia populista. “Quem paga essa conta é sempre o mesmo: o trabalhador”, concluiu.

96fm

Câmara aprova supersalários que furam o teto constitucional

Postado em 4 de fevereiro de 2026

No primeiro dia de votações após a retomada dos trabalhos legislativos em 2026, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que reestrutura a carreira de seus próprios servidores e permite reajustes capazes de ultrapassar o teto constitucional. Na mesma sessão, os parlamentares também deram aval a outra proposta, que institui um novo plano de carreira para o funcionalismo do Senado. As medidas, aprovadas em sequência, podem elevar significativamente as remunerações, com impacto fiscal estimado em mais de R$ 1 bilhão.

Na prática, os cargos mais altos da carreira podem alcançar remunerações mensais próximas de R$ 77 mil, somando vencimento básico, gratificações e benefícios adicionais — os chamados “penduricalhos”. O texto também permite que servidores em postos de direção de alto escalão na Câmara recebam valores acima do teto, atualmente fixado em R$ 46.366,19. Os projetos vão à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Relator das matérias, o deputado Alberto Fraga (PL-DF) frisou que as propostas são de autoria da Mesa Diretora, e não resultado de iniciativas individuais dos parlamentares. “O projeto não foi feito por deputados, foi feito pela Mesa Diretora. O que pedimos é retirar da lei essa amarra para que as vantagens pecuniárias dos servidores sejam decididas pela Mesa, sem criar dificuldades futuras para aprovação”, afirmou. Segundo Fraga, a iniciativa visa equiparar a carreira da Câmara à de outras instituições, como o Senado e o Tribunal de Contas da União (TCU).

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que as mudanças têm alcance amplo e buscam contemplar todas as categorias da Casa. “Estamos olhando a Câmara como um todo, de forma macro”, disse, ao destacar que a proposta complementa reajustes já previstos para servidores efetivos, ocupantes de cargos comissionados, secretários parlamentares e trabalhadores terceirizados.

Motta acrescentou que a possibilidade de remuneração acima do teto constitucional se aplica a apenas 72 servidores em funções consideradas estratégicas, como ordenadores de despesa, e está alinhada ao debate mais amplo sobre a Reforma Administrativa. A justificativa, contudo, não foi suficiente para conter as críticas feitas no plenário.

Gratificação

Entre as principais mudanças, o projeto extingue a Gratificação de Representação e cria a Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE). A nova bonificação poderá variar entre 40% e 100% do maior vencimento básico dos cargos efetivos de analista legislativo e técnico legislativo, sendo concedida com base em critérios como desempenho, competências, metas e resultados, conforme regulamentação a ser definida pela Mesa Diretora.

O texto também redefine o cálculo da Gratificação de Atividade Legislativa, atualiza o Adicional de Especialização e prevê a revisão das tabelas de vencimentos de toda a carreira legislativa, incluindo o reenquadramento de secretários parlamentares.

Outra novidade é a criação de licença compensatória para servidores que exercem funções comissionadas de maior complexidade, estabelecendo a proporção de um dia de folga para cada três dias de efetivo exercício, com possibilidade de conversão em indenização em condições específicas. Além disso, o projeto reconhece formalmente os cargos efetivos da Câmara como típicos de Estado, reforçando sua relevância institucional.

No pacote de bondades da Câmara, o Executivo também foi beneficiado com aprovação de projetos que asseguram reajustes para servidores, reestruturação de carreiras, criação de vagas em ministérios e agências reguladoras, com potencial de elevar o gasto público em mais de R$ 4 bilhões neste ano.

Críticas

Apesar de aprovada, a medida foi alvo de críticas no plenário à esquerda e à direita. Deputados do PSol e do Novo questionaram o impacto fiscal, a flexibilização do teto salarial e a indenização prevista na licença compensatória. Os destaques apresentados para alterar o texto foram rejeitados após acordo entre líderes partidários, que acelerou a votação, tanto do regime de urgência, quanto do mérito das propostas.

O deputado Chico Alencar (PSol-RJ) se posicionou contrário à votação, afirmando que o Congresso tem priorizado reajustes internos em detrimento das demandas da sociedade. “O Parlamento acaba alimentando a própria impopularidade ao não enfrentar seus próprios interesses”, declarou.

O deputado Kim Kataguiri (União-SP) disse que a Casa deveria priorizar reformas administrativas mais amplas e a redução de privilégios, em vez de avançar com o projeto. “Em vez de discutir corte de gastos e fim dos supersalários, estamos ampliando despesas e criando novos custos”, afirmou.

O deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), relator da proposta de Reforma Administrativa, publicou em sua conta na rede social X que votou contra o projeto, aprovado simbolicamente pela Câmara. “Não sou contra reajustes nem reestruturação de carreiras, desde que haja recursos e responsabilidade fiscal”, escreveu. Para o parlamentar, o problema está na criação de “penduricalhos”, como a licença compensatória, que “abrem caminho para remunerações acima do teto” e contraria os princípios da reforma administrativa.

Pressão fiscal

Embora a verba saia do orçamento do Congresso, o aumento eleva o gasto total com o funcionalismo em um momento de fragilidade das contas públicas, desafiando os esforços do governo para equilibrar o Orçamento da União e conter a dívida. A medida também reacende debates sobre a assimetria entre o rigor fiscal exigido do Executivo e a expansão de benefícios dentro do Legislativo.

Segundo Bruno Perri, economista-chefe, estrategista de investimentos e sócio-fundador da Forum Investimentos, o principal risco está nos efeitos da decisão, que ampliam a pressão sobre o limite de gastos do governo e a inflação. “Este R$ 1 bilhão pode ser absorvido pelos orçamentos próprios das Casas do Legislativo, e o montante, em si, é pouco representativo frente a um Orçamento federal já anabolizado. O problema reside nos desdobramentos dessa decisão”, destacou.

“Sob um suposto arcabouço fiscal deste governo, que raramente é levado a sério pelo Executivo, qualquer gasto acima da inflação gera pressão sobre outros gastos que, em tese, serão ajustados para acomodar esse aumento”, emendou Perri. Ele alertou, ainda, que “há potencial para que esse aumento salarial sirva de referência para outras categorias dentro do governo central”, em um efeito cascata.

O reajuste, segundo especialistas, pode gerar pressões salariais em outras carreiras do serviço público. “Reajustes em carreiras do Legislativo costumam funcionar como referência para outras categorias de elite do serviço público. O risco é um efeito dominó, com pressões por equiparação no Executivo e no Judiciário, ampliando o impacto fiscal muito além do caso original”, avaliou Fernando Benavenuto, especialista em investimentos e sócio da Anvex Capital.

Benavenuto alertou, ainda, que a flexibilização do teto constitucional para funções estratégicas cria um precedente sensível para o conjunto do funcionalismo público. “Quando o teto remuneratório começa a ser flexibilizado por exceções, ele deixa de ser regra e vira negociação. Isso abre um precedente institucional delicado e enfraquece um dos principais instrumentos de controle das despesas com pessoal no Estado brasileiro”, afirmou.

Correio Braziliense

Homem é agredido e tem motocicleta roubada na madrugada entre Currais Novos e Lagoa Nova

Postado em 4 de fevereiro de 2026

Na madrugada desta quarta-feira (04), por volta de 00h30, a Polícia Militar de Currais Novos foi acionada para atender a uma ocorrência de roubo registrada na estrada que liga o município a Lagoa Nova.

De acordo com o relato da vítima aos policiais, quatro homens teriam participado da ação criminosa. O homem informou que foi agredido fisicamente, amarrado pelos suspeitos e, em seguida, teve sua motocicleta levada. Os criminosos fugiram com o veículo em direção a Currais Novos.

A Polícia Militar realizou diligências na região, mas até o momento ninguém foi preso. Ainda segundo a PM, a vítima foi orientada a registrar o boletim de ocorrência no plantão da delegacia, porém optou por não formalizar o registro.

O caso segue sem investigação oficial devido à ausência do boletim de ocorrência, documento necessário para a abertura do procedimento policial.

Repórter Seridó

União Brasil e PP costuram nominata conjunta para deputado federal no RN em 2026

Postado em 4 de fevereiro de 2026

União Brasil e Progressistas (PP) avançaram, nos bastidores, nas tratativas para a construção de uma nominata conjunta na disputa por vagas de deputado federal no Rio Grande do Norte nas eleições de 2026. A articulação integra a estratégia das duas siglas para robustecer a chapa proporcional, ampliar competitividade eleitoral e otimizar a distribuição de votos no estado.

Segundo apuração do comentarista político Tacio Cavalcanti, as conversas já trabalham com nomes considerados pilares iniciais da composição. Estão no radar o ex-governador Robinson Faria, o deputado federal Benes Leocádio, o ex-deputado federal João Maia e o ex-deputado estadual Kelps Lima.

Dentro desse arranjo, já está confirmada a entrada do vereador de Natal, Matheus Faustino, que passa a integrar formalmente o projeto proporcional costurado em conjunto por União Brasil e Progressistas.

No recorte de gênero, há um acordo inicial para a inclusão de Leila Maia na nominata. Paralelamente, o PP atua para ampliar a participação feminina, com a busca ativa por novos nomes que reforcem a chapa e atendam às exigências legais e estratégicas da disputa proporcional.

Apesar do avanço nas conversas, interlocutores ouvidos ressaltam que o desenho ainda está em fase de ajustes. Os nomes citados podem sofrer alterações à medida que as negociações avancem e que o cenário partidário se consolide até o calendário oficial de definições eleitorais de 2026.

98FM

Alta no preço do café reduz consumo em todo o país e muda hábitos no RN

Postado em 4 de fevereiro de 2026

O consumo de café no Brasil registrou queda de -2,31% entre novembro de 2024 e outubro de 2025 em comparação com o mesmo período anterior, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) divulgados na semana passada. A razão para a redução está no alto preço do produto, que registrou aumento de 5,8% entre janeiro e dezembro de 2025. No Nordeste, a queda foi de -1,72%. Os efeitos da redução no consumo da bebida também são sentidos no Rio Grande do Norte, de acordo com a Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn) e consumidores ouvidos pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE.

Mikelyson Góis, presidente da Assurn, afirma que não há dados locais disponíveis, mas aponta uma mudança no comportamento do consumidor. “Nos últimos dois anos o preço do café teve um aumento muito grande, embora nos últimos seis meses tenha havido uma pequena redução e depois uma estabilização. Nesse contexto, com o café moído muito caro, houve uma migração para o solúvel, que passou a contar com um consumo maior”, explicou Mikelyson Góis.

Heraldo Paiva Júnior, proprietário de um supermercado no bairro de Nova Descoberta, na zona Sul de Natal, estima uma redução de cerca de 8% na compra do produto na loja nos últimos seis meses.

“A bebida teve um aumento exponencial em meados do ano passado, saindo de cerca de R$ 10 para algo em torno de R$ 18, em média. Hoje, o preço médio é de R$ 16, mas ainda assim a gente observa essa queda na casa dos 7% ou 8%, que eu considero pequena, mas ela existe”, aponta Paiva.

A faxineira Elizângela dos Santos conta que trocou o café em pó pelo solúvel desde o ano passado, diante da disparada dos preços. “Se voltar a ser como antes, quando custava R$ 9, eu volto a comprar café em pó, mas por enquanto não dá”, diz.

Já a cozinheira Raimunda Maria não abre mão do café tradicional. “Não posso ficar sem. Acho até que aumentei o consumo. Pode ser o preço que for, eu compro. Café é sagrado”, contou, rindo.

Conforme os dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), no período contabilizado até outubro passado o consumo no país foi de 21,4 milhões de sacas de 60 quilos, contra 21,9 milhões em igual recorte anterior (novembro de 2023 a outubro de 2024). No Nordeste, o consumo ficou em 5,7 milhões de sacas de novembro de 2024 a outubro do ano passado; no período anterior, foram 5,8 milhões de sacas.

De acordo com a Abic, o total consumido em todo o Brasil no último recorte analisado representa 37,9% da safra de 2025, que foi de 56,54 milhões de sacas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Já a quantidade consumida no Nordeste equivale a 10% da safra total. A Abic informou que o recorde de consumo interno do produto ocorreu em 2017, quando o número atingiu 22 milhões de sacas.

Preços devem seguir em alta

O economista Helder Cavalcanti avalia que a retração no consumo interno da bebida deve se manter em todo o país, uma vez que os preços irão seguir altos. “A Abic prevê uma alta de até 15% no preço do café nos próximos meses, impulsionada pela inflação de 60,85% nos últimos 12 meses e pela queda na produção devido a adversidades climáticas. Essa elevação deverá ocorrer, principalmente, por conta da oferta restrita e demanda crescente. Então, é provável que a tendência de redução de consumo no Brasil permaneça. No entanto, é importante registrar que o consumo mundial de café continua crescendo, especialmente na China e em outros países asiáticos, o que pode ajudar a manter os preços elevados”, analisa Cavalcanti.

O economista afirma que mitigar o impacto da alta do preço do café no consumo é um desafio, mas algumas ações podem amenizar os efeitos. “É importante diversificar produtos, com oferta de opções de café mais acessíveis, como blends, com outras bebidas ou produtos de menor valor agregado. Também é possível incentivar o consumo consciente para aumentar a percepção de valor do café e reduzir o desperdício, além de ajustar a produção para reduzir custos e manter preços competitivos. O apoio governamental, com políticas para ajudar os produtores e incentivar a produção sustentável também é uma medida necessária”, detalha Helder Cavalcanti.

Faturamento cresce

A queda no consumo interno do café não significou perdas para a indústria, cujo faturamento cresceu 25,6% em 2025, somando R$ 46,24 bilhões. Segundo a Abic, esse crescimento no faturamento foi resultado principalmente do aumento do preço nas gôndolas. Ainda de acordo com a Abic, os valores dos cafés tradicionais e extraforte aumentaram 5,8% no ano passado. O preço médio dos cafés especiais sofreu alta de 4,3%. O aumento também foi percebido na categoria de café gourmet, que teve variação de 20,1% em 2025.

Nos últimos cinco anos, a matéria-prima aumentou 201% na espécie conilon e 212% na arábica. No varejo, o café aumentou 116%. No último ano, a variação de preço ao consumidor do café torrado e moído foi de 5,8%. O Brasil continua sendo o maior consumidor dos cafés nacionais. Em 2023, o mercado interno foi responsável por 39,4% do consumo da produção total, enquanto que em 2024 o índice foi de 40,4% e, em 2025, de 37,9%.

TRIBUNA DO NORTE

Allyson Bezerra diz não acreditar em eleição indireta para o Governo do RN

Postado em 4 de fevereiro de 2026

Pré-candidato ao Governo do Estado nas eleições de outubro, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), afirmou que não acredita na realização de uma eleição indireta na Assembleia Legislativa do RN. Segundo ele, Fátima Bezerra deverá ficar até o fim do mandato.

“Eu não acredito que ela irá renunciar ao cargo. Acredito que ela irá cumprir o restante do seu mandato. Eu não acredito que terá essa eleição indireta para um mandato tampão na Assembleia Legislativa”, declarou, em entrevista ao programa Mais Política, da rádio Difusora, nesta terça-feira 3.

Allyson acrescentou que o tema da eleição indireta “não está na pauta” das conversas que ele vem mantendo sobre o pleito eleitoral. “Nós estamos muito preocupados de apresentar um programa de futuro para o Rio Grande do Norte”, enfatizou.

Ele falou, no entanto, que, se as renúncias de Fátima e Walter forem confirmadas, seu grupo político vai discutir um encaminhamento sobre o tema.

Na entrevista, Allyson aproveitou para fazer duras críticas à gestão de Fátima Bezerra.

“Infelizmente, neste ano ainda, o Estado vive o oitavo ano de uma gestão muito dura para o Rio Grande do Norte. Quem diz isso? O povo nas ruas. É a avaliação da população no dia a dia, quando avalia a gestão estadual com praticamente 70% de rejeição. Então, eu acho que é importante a gente escutar o que está vindo das ruas”, acrescentou o prefeito.

Ele acrescentou: “O povo gostaria de ter um Estado que entregasse mais, melhorias. Então, isso aí não está acontecendo.

O prefeito voltou, ainda, a dizer que seu nome está à disposição para concorrer ao governo nas eleições regulares de outubro caso seja o desejo do grupo que ele integra. Ele declarou, porém, que a candidatura deverá ser precedida de um debate sobre o futuro do Estado.

“Vamos discutir um plano de ações, de ideias, de projetos reais para o RN. A população não quer mais discutir aquelas propostas mirabolantes, sabe? Aquelas propostas que são inexequíveis, que são impossíveis de serem feitas”, finalizou.

AGORA RN

TCE suspende aumento de salários do prefeito, vice e secretários em São Gonçalo do Amarante

Postado em 4 de fevereiro de 2026

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) suspendeu, por meio de medida cautelar, os efeitos da Lei Municipal nº 14/2024, do Município de São Gonçalo do Amarante, que fixava novos salários para o prefeito, o vice-prefeito e os secretários municipais para o período de 2025 a 2028. A decisão foi relatada pelo conselheiro Antônio Ed Souza Santana e aprovada nesta terça-feira pela Segunda Câmara do TCE-RN, em sessão ordinária.

O Tribunal identificou que a referida lei foi publicada fora do prazo legal. A Câmara Municipal deveria ter publicado a lei até o dia 3 de julho de 2024, prazo final permitido pela legislação em ano eleitoral. No entanto, a publicação oficial da norma ocorreu apenas em 2 de agosto de 2024, já dentro do período de vedação previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.

De acordo com o relator, a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe a criação ou o aumento de despesa com pessoal nos 180 dias anteriores ao fim do mandato. Para a Corte de Contas, a publicação da lei é parte essencial do processo legislativo e é esse ato que marca juridicamente a criação da despesa. Assim, mesmo que os novos valores só fossem pagos no mandato seguinte, a publicação fora do prazo torna a lei irregular.

Na defesa, os responsáveis alegaram que a lei só produziria efeitos financeiros a partir de 2025, que o projeto teria sido aprovado pela Câmara dentro do prazo e que a revisão da Súmula nº 32 do TCE-RN permitiria a fixação dos subsídios, mesmo com publicação posterior.

O relator rejeitou os argumentos. Segundo ele, a revisão da Súmula nº 32 não afastou a exigência de que a lei seja aprovada e publicada antes do início do período de vedação. O entendimento do Tribunal é de que não basta a aprovação: a publicação dentro do prazo legal é obrigatória para que a norma seja válida.

No voto aprovado pela Segunda Câmara, o relator determinou a suspensão imediata dos efeitos financeiros da Lei Municipal nº 14/2024, impedindo o pagamento dos novos subsídios até o julgamento final do processo; a aplicação de multa aos responsáveis, em razão da irregularidade relacionada à publicação fora do prazo legal.

Com a medida cautelar, ficam suspensos os efeitos da Lei Municipal nº 14/2024 até o julgamento final do mérito pelo Tribunal.

 NOVO Notícias

Entregar governo à oposição este ano seria ‘suicídio político’, diz Cadu Xavier

Postado em 4 de fevereiro de 2026

O secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), afirmou que a governadora Fátima Bezerra (PT) poderá desistir de renunciar antes do fim do mandato se perceber que não conseguirá eleger o sucessor em uma eleição indireta na Assembleia Legislativa. De acordo com Cadu, a governadora poderá permanecer no cargo para evitar que a oposição assuma o controle do governo na reta final da gestão, em meio às eleições gerais de outubro.

“A última cartada é dela. Se a gente tiver segurança — e nós estamos trabalhando para isso —, essa cartada vai ser a renúncia. Mas, se não criarmos esse ambiente de maioria que nos dê tranquilidade para esse processo, o que é inimaginável é a gente passar o governo para a mão da oposição durante o processo eleitoral. Isso seria um suicídio político”, afirmou Cadu, em entrevista na noite desta terça-feira 3 ao Jornal das Seis, da rádio 96 FM.

Nos últimos meses, Fátima Bezerra tem dito que pretende ser candidata ao Senado nas eleições deste ano. Para isso, ela teria de renunciar ao governo até 4 de abril, para cumprir a regra da desincompatibilização. O vice-governador Walter Alves (MDB) seria o sucessor natural até o fim do mandato, mas ele já comunicou que não vai assumir o cargo porque quer concorrer a deputado estadual.

Caso se confirmem as duas renúncias, o Estado poderá ter uma eleição indireta na Assembleia Legislativa. Neste caso, os 24 deputados estaduais teriam de escolher um governador e um vice-governador para encerrarem o mandato até 5 de janeiro de 2027, em um chamado mandato tampão. Para essa disputa, o PT tem defendido o nome de Cadu Xavier, mas o secretário tem encontrado resistência na Assembleia Legislativa.

Na 96 FM, Cadu afirmou que está trabalhando para viabilizar o nome na disputa para o mandato tampão. “A gente tem trabalhado. Hoje mesmo estive na Assembleia Legislativa representando a governadora. A minha relação com os deputados sempre foi muito boa”, afirmou o secretário da Fazenda.

Em meio à resistência dos deputados, o secretário de Fazenda disse, porém, que o PT pode apresentar outro nome para a eleição indireta. Neste cenário, Cadu seria candidato apenas nas eleições gerais de outubro.

“O meu nome, enquanto pré-candidato na eleição de outubro, é um nome natural. E eu não tenho dificuldade nenhuma. Pelo contrário, teria um orgulho imenso de assumir o Governo do Estado a partir de abril. Mas, se não for possível numa composição, numa contagem de votos dentro da Assembleia Legislativa, outro nome nosso pode assumir o governo”, declarou.

“O que a gente tem colocado é que a gente não abre mão de que seja uma pessoa do PT”, afirmou Cadu, enfatizando que esse entendimento será levado até as últimas circunstâncias, o que pode significar a permanência de Fátima Bezerra no cargo.

Secretário defende mulher como vice
Em outra entrevista dada nesta terça-feira, Cadu Xavier afirmou que defende uma mulher como vice na chapa governista. Ele destacou a importância da participação feminina nos espaços de poder e citou nomes que, segundo ele, têm trajetória política e capacidade de compor o projeto liderado pela governadora Fátima Bezerra (PT).

“A nossa grande liderança aqui no Estado da esquerda do Rio Grande do Norte é uma mulher. Eu acho que a participação feminina junto com ela e comigo nessa chapa é muito importante”, afirmou Cadu em entrevista ao Jornal da Cidade, da rádio Cidade.

Questionado diretamente sobre nomes, Cadu mencionou as ex-deputadas estaduais Larissa Rosado (PSB) e Márcia Maia (PDT) como possibilidades reais. Ao ser indagado se teria preferência por alguma delas, respondeu de forma direta: “Pode ser uma das duas, eu acho dois grandes nomes. Eu acho que uma mulher é muito importante”.

Na avaliação do secretário, além da representação feminina, a escolha da vice precisa dialogar com o eleitorado e com a história política do Estado. Ao citar Márcia Maia, ele ressaltou o peso simbólico do nome. “Ela traz a memória da mãe dela, que ainda é muito presente no imaginário, na cabeça do eleitor”, disse, referindo-se à ex-governadora Wilma de Faria.

Cadu ressaltou que a definição da chapa ainda está em discussão e envolve não apenas o PT, mas também partidos aliados. Segundo ele, o diálogo inclui siglas como PV, PCdoB, PSB, PDT e outros partidos do campo progressista. “A gente tem excelentes quadros na esquerda, no centro-esquerda do Rio Grande do Norte”, afirmou, reforçando que a preferência pessoal é por uma mulher, mas que a decisão será coletiva.

Confirmação da pré-candidatura
Ao longo da entrevista, Cadu Xavier confirmou que seu nome está colocado como pré-candidato ao Governo do Estado, tanto no cenário de eleição direta em outubro quanto na hipótese de um mandato tampão. Ele deixou claro que a pré-candidatura não surgiu de forma improvisada, mas como parte de uma construção política ligada ao contexto sucessório do governo Fátima Bezerra.

Segundo ele, a experiência acumulada na administração estadual é um dos fatores que sustentam sua decisão. “Eu sei que a gente já esteve numa situação muito mais difícil e conseguimos enfrentar com muita tranquilidade”, disse.

Cadu também enfatizou sua trajetória como servidor público – ele é auditor fiscal de carreira – para justificar a disposição de assumir novos desafios. “Eu tenho um espírito público. Eu sou servidor de carreira há 20 anos”, afirmou. Ele reforçou que sua atuação não é motivada por interesses pessoais. “O meu salário é o mesmo, se eu estivesse atuando como auditor ou como secretário. Então não é algo de projeção de carreira”, declarou.

Sobre a hipótese de eleição indireta, ele lembrou que Fátima Bezerra e Walter Alves foram eleitos para um mandato completo. “Fátima e Walter foram eleitos para governarem o Rio Grande do Norte de 1º de janeiro de 2023 a 5 de janeiro de 2027”, disse. Para Cadu, caso ambos deixem o cargo antes do fim do mandato, é legítimo que o PT conclua esse ciclo. “É justo que alguém do PT, que é a tese que nós defendemos, cumpra esses nove meses de governo interino”, declarou.

Cenário político e polarização nacional
Na rádio Cidade, Cadu Xavier também fez uma leitura mais ampla do cenário eleitoral de 2026 no Rio Grande do Norte. Para ele, a disputa tende a se alinhar à polarização nacional entre campos políticos opostos.

Nesse contexto, ele se colocou claramente no campo político alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Cadu afirmou que não pretende esconder suas posições por conveniência eleitoral. “Agora, dizer que eu não tenho as ideias na minha cabeça, por cálculo, eu não vou fazer isso. Não é da minha pessoa”, disse.

Ele também comentou críticas e questionamentos sobre a viabilidade da polarização no Estado, diante de discursos considerados ambíguos por parte de adversários. Para Cadu, esse tipo de postura faz parte de estratégias eleitorais. “Esse posicionamento aí, deixando em dúvida, eu não sou bolsonarista, eu tiro uma foto com Lula, é cálculo eleitoral”, afirmou.

AGORA RN

Novo desconto na conta de energia amplia atendimento a famílias de baixa renda no RN

Postado em 4 de fevereiro de 2026

Desde o início deste ano, passou a valer em todo o Brasil o Desconto Social de Energia Elétrica (DSEE). A medida amplia o alcance dos programas tarifários e passa a contemplar, além da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) para Programas Sociais do Governo Federal com renda acima de meio salário-mínimo e até um salário-mínimo por pessoa, no consumo mensal de até 120 kWh.

No Rio Grande do Norte, a redução aplicada é de 10,27% para os primeiros 120kWh. Quem consumir a mais, vai pagar a diferença com o valor cheio, sem desconto. A concessão ocorre automaticamente para quem está com os dados atualizados. Em pouco mais de um mês, de maneira proativa, a Neoenergia Cosern identificou e inseriu no DSEE mais de 31 mil famílias.

A Tarifa Social permanece garantindo gratuidade nos primeiros 80 kWh consumidos no mês para núcleos familiares com renda de até meio salário-mínimo por pessoa, além de idosos e pessoas com deficiência atendidos pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC), indígenas e quilombolas inscritos no CadÚnico.

A inclusão no novo benefício depende de a titularidade da fatura estar no nome de um integrante do grupo familiar cadastrado. A mesma regra passou a valer também para quem já recebe a Tarifa Social. Antes, era possível manter o benefício mesmo quando o titular não coincidia com o beneficiário cadastrado.

Outra exigência é a compatibilidade do endereço informado no cadastro social com o registro da distribuidora, medida adotada para reduzir inconsistências e evitar pagamentos indevidos. Atualmente, cerca de 383 mil unidades consumidoras estão vinculadas à Tarifa Social (TSEE) no Rio Grande do Norte.

Critérios para obter o desconto
Tarifa Social
Famílias do CadÚnico com renda mensal de até meio salário-mínimo por pessoa, inclusive indígenas ou quilombolas. Idosos e pessoas com deficiência que recebem o BPC; Famílias cadastradas no CadÚnico que vivem em sistemas isolados, sem ligação ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Desconto Social
Famílias do CadÚnico com renda mensal acima de meio salário-mínimo e até um salário-mínimo por pessoa, inclusive famílias indígenas ou quilombolas. Famílias cadastradas no CadÚnico que vivem em sistemas isolados, sem ligação ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

É importante ressaltar que, para a concessão do benefício, o titular da Unidade Consumidora (UC) deve, obrigatoriamente, fazer parte do grupo familiar cadastrado no CRAS. Além disso, o endereço da unidade consumidora deve coincidir com aquele informado no cadastro do CRAS ou, no caso de beneficiários do BPC/LOAS, com o endereço registrado na agência do INSS. É fundamental, ainda, que o cadastro no CRAS esteja atualizado, com a última atualização realizada nos últimos dois anos.

Benefícios
Tarifa Social – gratuidade nos primeiros 80kWh consumidos no mês;
Desconto Social – desconto 10,27% nos primeiros 120kWh consumidos por mês.

Neoenergia Cosern

Projeto que acaba com escala 6×1 será enviado ao Congresso após o Carnaval, diz Lindbergh

Postado em 4 de fevereiro de 2026

governo federal irá enviar ao Congresso um projeto de lei para acabar com a escala de trabalho 6x1. Segundo o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), a proposta será encaminhada após o Carnaval, com pedido de urgência, o que obriga o plenário da Casa a votar o texto em até 45 dias.

“Nesta semana, está entrando a isenção do Imposto de Renda e o salário que aumentou, além do projeto Gás do Povo. E a próxima bandeira do governo é o fim da escala 6×1, que, com a urgência constitucional, vira o centro da discussão política no país. Você pauta a Câmara e pauta o país”, disse Lindbergh.

A redução da carga horária de trabalho vem sendo debatida pelo governo e pelo Congresso desde o ano passado. Em novembro, a Comissão de Justiça (CCJ) do Senado chegou a aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 — que consiste em seis dias de trabalho por um de descanso.

De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), o texto altera o artigo 7º da Constituição Federal para limitar em 36 horas a jornada máxima de trabalho semanal, garantindo dois dias de descanso remunerado ao trabalhador, preferencialmente aos sábados e domingos. Para a mudança, o texto determina um período de transição de quatro anos:

  • no primeiro ano após a aprovação do texto, haverá redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
  • nos quatro anos seguintes, a jornada de trabalho é reduzida em uma hora por ano — até chegar às 36 horas semanais.

Segundo a proposta, a jornada diária seguirá limitada a oito horas, com a preservação de acordos de compensação quando definidos por negociação coletiva. Em ambos os casos — redução da jornada (horários alterados) e fim da escala 6×1 — não será permitida a diminuição salarial.

Inicialmente, a PEC estava pautada para ser analisada pelo plenário do Senado no início deste ano, onde deveria receber apoio de ao menos 49 senadores para seguir para votação na Câmara dos Deputados. Agora, com o novo projeto que será apresentado pelo governo federal, ainda não foi definido se a proposta seguirá para análise.

SBT

PL trabalha para lançar Michelle Bolsonaro e Bia Kicis ao Senado em 2026, diz Rogério Marinho

Postado em 4 de fevereiro de 2026

O senador Rogério Marinho afirmou que o Partido Liberal (PL) trabalha, neste momento, com a possibilidade de lançar as candidaturas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da deputada federal Bia Kicis ao Senado nas eleições de 2026. A declaração foi dada durante entrevista à CNN Brasil, ao comentar o cenário político no Distrito Federal.

Segundo Marinho, que é secretário-geral nacional do PL, as tratativas internas do partido indicam que os dois nomes são, hoje, os mais consolidados dentro do campo bolsonarista para a disputa ao Senado. “Hoje, dentro do PL, as tratativas são de apresentarmos a candidatura de Michelle Bolsonaro e de Bia Kicis. É o que está mais maduro dentro do nosso campo de negociação”, afirmou.

O senador destacou que a definição das candidaturas ao Senado tem impacto direto sobre as alianças partidárias no Distrito Federal, especialmente em relação ao apoio ao governo local. Marinho afirmou que há intenção do PL de apoiar a governadora Celina Leão, mas ponderou que a formação de uma coligação pode impor limites à estratégia do partido.

“Se a composição partidária acontecer com MDB, PP e União Brasil, talvez haja a necessidade de caminharmos sós no primeiro turno”, disse. Segundo ele, a legislação eleitoral impede que uma coligação apresente mais de duas candidaturas ao Senado, o que exigiria ajustes no arranjo político.

Questionado sobre a eventual candidatura do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, ao Senado, Marinho afirmou que o chefe do Executivo local tem legitimidade para disputar o cargo, mas reforçou que, no momento, a prioridade do PL é a construção das candidaturas de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis. “Tudo isso ainda está sendo deliberado internamente. A disposição do partido hoje é apresentarmos a candidatura ao Senado de Michelle e de Bia”, concluiu.

98FM