A governadora Fátima Bezerra (PT) atribuiu à frustração de receitas as dificuldades enfrentadas pelo Governo do Rio Grande do Norte nos repasses aos municípios e garantiu que o pagamento dos servidores continuará sendo prioridade até o fim da gestão. Em entrevista ao Dê o Play, da Jovem Pan Natal, nesta quarta-feira (16), Fátima também anunciou a liberação dos primeiros 10 quilômetros da duplicação da BR-304 no próximo dia 30 de setembro.
A declaração sobre os municípios ocorre após a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) anunciar que pretende recorrer ao Ministério Público para cobrar transferências de ICMS e Fundeb. Segundo Fátima, a frustração de receitas tem provocado dificuldades no fluxo financeiro do Estado, mas o governo mantém diálogo com a entidade.
“Infelizmente, esse ano vem acontecendo uma frustração de receitas. Isso tem trazido realmente dificuldades do ponto de vista do fluxo financeiro que o Estado dispõe para fazer face às suas obrigações”, afirmou.
O Governo anunciou o pagamento de R$ 137 milhões aos municípios nesta quarta. Fátima disse que foram transferidos recursos referentes ao ICMS e ao Fundeb e afirmou que as portas permanecem abertas à Femurn. “Diálogo sempre”, declarou.
Ao falar das contas estaduais, a governadora confirmou que as medidas de contenção de despesas foram reforçadas diante de uma frustração de receitas. Apesar do cenário, assegurou que pretende manter a folha do funcionalismo em dia.
“O compromisso com a folha de pagamento dos servidores é sagrado e assim continuará sendo enquanto nós estivermos à frente dos destinos do Estado”, disse.
Fátima também anunciou que um primeiro trecho da duplicação da BR-304 será liberado no fim deste mês. “Vamos entregar dia 30, já 10 quilômetros”, afirmou. A obra é executada pelo governo federal e integra o projeto de duplicação da principal ligação rodoviária entre Natal e Mossoró.
A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) ingressou na Justiça com um pedido de bloqueio de recursos do Governo do Estado para cobrar uma dívida superior a R$ 100 milhões relacionada ao financiamento da Farmácia Básica nas prefeituras.
Segundo o presidente da entidade, José Augusto Rêgo, a cobrança tem origem em uma ação iniciada em 2012 e cuja decisão já transitou em julgado, sem possibilidade de novos recursos. A Femurn apresentou agora o pedido de execução da sentença e quer que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) determine o bloqueio de valores nas contas estaduais.
A entidade pede que o Governo passe a transferir R$ 3 milhões por mês até a quitação integral do débito. O Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Norte (Cosems/RN) está realizando um levantamento para calcular quanto cada município terá direito a receber.
A nova medida amplia a ofensiva da Femurn contra o Governo do Estado por atrasos em diferentes obrigações financeiras. Além da Farmácia Básica, a federação cobra repasses de ICMS, Fundeb, IPVA, royalties do petróleo e recursos do Programa Estadual de Transporte Escolar do Rio Grande do Norte (Petern). José Augusto reiterou que a dívida atual relacionada às transferências constitucionais está em aproximadamente R$ 185 milhões.
O presidente da Femurn acusou o Governo de utilizar receitas municipais para pagar despesas próprias. “Rotineiramente, ele vem usando os recursos dos municípios para cumprir as suas despesas. Isso é uma rotina”, afirmou. Segundo ele, os atrasos podem levar algumas prefeituras a postergar salários e pagamentos a fornecedores. “Se continuar, tem prefeituras que vão começar a atrasar a folha do pessoal”, alertou.
O Governo informou que repassaria nesta quarta-feira cerca de R$ 137 milhões referentes ao ICMS e ao Fundeb. A Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) sustentou que o pagamento encerraria as pendências dessas duas receitas. A Femurn contesta essa interpretação e afirma que o valor corresponde a semanas anteriores, sem incluir todas as obrigações mais recentes.
Na terça-feira 15, a Femurn ameaçou pedir intervenção federal no Estado caso as retenções continuassem após a entrada em vigor da nova legislação.
A Lei nº 12.785/2026 começa a produzir efeitos no próximo sábado 19. A norma determina que as parcelas municipais de ICMS, IPVA e Fundeb sejam separadas em contas específicas e transferidas diretamente às prefeituras, sem passar pela Conta Única do Estado. O Banco do Brasil será responsável pela distribuição dos valores.
José Augusto afirmou que, se o Governo movimentar recursos pertencentes aos municípios depois da vigência da lei, a Femurn poderá apresentar uma representação à Assembleia Legislativa por crime de responsabilidade, pedir intervenção federal e buscar a responsabilização do agente arrecadador.
“Caso, a partir do dia 19 de setembro, esses recursos que vão ficar em contas específicas para os municípios forem movimentados pelo Governo do Estado, nós vamos [apresentar] à Assembleia Legislativa uma ação de crime de responsabilidade”, declarou. “Vamos também entrar com pedido de intervenção federal e vamos também penalizar o agente arrecadador, que não poderá repassar esse dinheiro para o Governo do Estado”, acrescentou.
A entidade também reclama de atrasos no Petern. Segundo José Augusto, havia um compromisso de pagamento de R$ 5 milhões mensais, mas os valores têm sido transferidos de forma irregular, obrigando as prefeituras a custear o transporte dos alunos da rede estadual. Para o presidente da Femurn, o problema deixou de ser pontual. “Nós não podemos admitir que o problema virou uma rotina e que os municípios paguem o preço por aquilo que não é responsabilidade deles”, afirmou.
A governadora Fátima Bezerra (PT) reafirmou nesta quarta-feira (16) sua expectativa de que Cadu de Lula (PT) avance para o segundo turno da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Em entrevista ao Dê o Play, da Jovem Pan Natal, a petista afirmou estar “cada dia mais confiante” com o desempenho eleitoral do candidato.
Questionada diretamente se mantinha a avaliação de que Cadu chegará ao segundo turno, Fátima respondeu: “Continuo, continuo”.
A governadora citou pesquisas eleitorais recentes ao comentar o cenário e afirmou que a candidatura tem conseguido ampliar sua presença na disputa. Fátima também aposta no crescimento de Cadu entre os eleitores do presidente Lula (PT) até o dia da votação.
“A migração do voto lulista para Cadu não vai parar, ela só vai crescer”, afirmou.
Segundo Fátima, a estratégia eleitoral também passa pela associação entre as candidaturas estadual e presidencial. A governadora defendeu que a presença de Lula na campanha pode contribuir para ampliar o eleitorado de Cadu e reafirmou sua expectativa sobre o resultado.
“Nós vamos eleger Cadu de Lula governador. Vamos levar ele para o segundo turno”, declarou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma crítica direta ao governo brasileiro em um documento presidencial sobre o combate internacional ao narcotráfico enviado ao Congresso americano na terça-feira (15) e divulgado pelo Departamento de Estado na quarta-feira (16). No documento, Trump afirma que o Brasil falhou no enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital, o PCC, e ao Comando Vermelho e diz que as duas facções transformaram o país em um centro para o fluxo global de cocaína.
O texto faz parte da determinação anual em que a Presidência dos Estados Unidos identifica países considerados importantes rotas de trânsito ou produtores de drogas ilícitas e avalia os esforços de governos estrangeiros no combate ao narcotráfico.
Ao tratar especificamente do Brasil, Trump afirma que vários governos do Hemisfério Ocidental estão adotando medidas para reduzir o fluxo de drogas e combater cartéis, mas faz uma avaliação diferente da atuação brasileira.
Segundo o documento, o governo do Brasil falhou em enfrentar o PCC e o Comando Vermelho. O texto se refere às duas facções como organizações terroristas estrangeiras designadas pelos Estados Unidos e afirma que elas transformaram o Brasil em um centro para o fluxo global de cocaína.
Trump também afirma que as duas organizações brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo.
Na sequência, o presidente americano cobra diretamente uma mudança de postura do governo brasileiro e afirma que Brasília precisa adotar medidas mais agressivas contra as duas facções. Segundo Trump, o governo brasileiro precisa agir com urgência para enfrentar e derrotar essas organizações antes que elas se espalhem e cresçam ainda mais.
A linguagem usada pelo presidente americano coloca o combate ao crime organizado brasileiro dentro de uma discussão mais ampla da política externa dos Estados Unidos sobre narcotráfico e segurança internacional. O documento trata de diferentes países e compara a atuação de governos no enfrentamento à produção e ao tráfico de drogas.
No mesmo trecho em que critica o Brasil, a determinação também faz críticas à Nicarágua. Em outras partes do documento, Trump aborda a situação de outros países da América Latina e também cita Afeganistão e Mianmar dentro da avaliação americana sobre o cumprimento de obrigações internacionais de combate às drogas.
Classificação formal A crítica ao governo brasileiro não significa automaticamente que o Brasil tenha sido colocado na categoria específica dos países considerados pelos Estados Unidos como tendo falhado comprovadamente no cumprimento de suas obrigações internacionais de combate ao narcotráfico.
Essa é uma classificação formal prevista na legislação americana e usada dentro do processo anual de avaliação do combate internacional às drogas. O documento determina que a avaliação seja submetida ao Congresso dos Estados Unidos, acompanhada do memorando de justificativa exigido pela legislação americana, e que posteriormente seja publicada no Diário Oficial do governo federal americano.
O presidente dos Estados Unidos afirma que o governo brasileiro não enfrentou adequadamente PCC e Comando Vermelho, associa as duas facções ao fluxo internacional de cocaína e cobra medidas mais duras. A declaração representa uma cobrança explícita da Casa Branca sobre a política brasileira de combate ao crime organizado e leva para um documento oficial enviado ao Congresso americano a atuação de duas das maiores facções criminosas do Brasil.
A Prefeitura de Cerro Corá realizou, nesta quarta-feira (16), um mutirão com mais de 100 exames de ultrassonografia, ampliando o acesso da população aos serviços de diagnóstico no próprio município.
Os atendimentos aconteceram no Hospital Maternidade Clotilde Santina (HMCS) e fazem parte das ações de fortalecimento da assistência especializada ofertada pela rede municipal de saúde.
A iniciativa reduz uma dificuldade enfrentada durante anos por muitos pacientes: a necessidade de sair de Cerro Corá para realizar determinados exames. Além de evitar deslocamentos para outros municípios, a oferta local contribui para dar mais agilidade à investigação clínica, ao diagnóstico e à continuidade do acompanhamento médico.
O mutirão soma-se a outras ações realizadas recentemente pela saúde municipal, como a ampliação da oferta de especialistas e a realização de mutirões de endoscopia e ultrassonografia.
Para o prefeito Maciel de Doca, aproximar esses serviços da população é uma das prioridades da gestão.
“São mais de 100 ultrassonografias acontecendo dentro de Cerro Corá. Isso significa mais comodidade, mais acesso e mais cuidado com a nossa gente. Nosso trabalho é fazer a saúde avançar e chegar cada vez mais perto de quem precisa”, destacou.
A gestão municipal segue trabalhando para ampliar a oferta de exames, especialidades e atendimentos, fortalecendo a capacidade da rede de saúde de resolver as demandas da população dentro do próprio município.
O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira, 16, esperar que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), coloque logo em votação a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso.
“Eu espero que o Alcolumbre coloque em votação logo, para que a gente possa ter certeza de que a gente vai ter mais tempo para descansar, para cuidar da criança, para passear, para ler alguma coisa – e não para jogar nas bets”, afirmou Lula.
Aprovada pela Câmara em maio e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 2 de setembro, a PEC do fim da escala 6×1 ainda depende de votação no plenário da Casa, comandada por Alcolumbre.
A proposta reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial. Sua aprovação é uma das prioridades do governo para apresentar uma entrega aos trabalhadores e reforçar a campanha de Lula à reeleição.
CLT
Durante participação no podcast Desce a Letra, o petista também defendeu mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para adaptá-la ao mundo atual.
Ao abordar a legislação trabalhista, o petista disse que sua defesa da CLT é compatível com mudanças para atualizá-la. “Eu sempre defendi a CLT e, ao mesmo tempo, defendo mudança na CLT. Uma lei que foi criada em 1943 precisa se adaptar ao mundo atual; não pode ficar a mesma coisa. Então, tem que mudar”, declarou.
Contrato coletivo e sindicatos
Lula defendeu o contrato coletivo de trabalho como instrumento para negociar jornada, reajustes salariais e outros direitos.
Ressaltou, porém, a importância de sindicatos fortes para representar os trabalhadores nessas negociações.
O filme cearense “Feito Pipa”, dirigido por Allan Deberton, foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema nesta quarta-feira (16) para representar o país no Oscar 2027, na categoria de “Melhor Filme Internacional”. O longa estreia no dia 5 de novembro.
“O filme Feito Pipa, de Allan Deberton, tem uma narrativa sensível que comunica universalmente e ao mesmo tempo traz uma forte identidade brasileira à partir de uma cidade do interior do Ceará. É sobre família, a cumplicidade entre avó e neto, infância, finitude e já foi premiado em festivais internacionais importantes”, afirmou Clélia Bessa, Presidente da Comissão de Seleção.
A obra estava entre os 15 longas-metragens brasileiros inscritos para a disputa da vaga. “Feito Pipa” foi premiado no Festival Internacional de Cinema de Berlim deste ano.
O filme conta a história de Gugu, um garoto de 12 anos apaixonado por futebol e criado pela avó, Dilma, uma professora aposentada que oferece a ele uma vida livre, afetiva e criativa.
O elenco conta com Lázaro Ramos, Yuri Gomes, Teca Pereira.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta quarta-feira 16, a importação, o armazenamento, a distribuição, a comercialização, a propaganda e o uso do medicamento T36, uma caneta emagrecedora da classe dos agonistas do receptor GLP-1. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União.
Segundo a Anvisa, o T36 não possui registro sanitário no Brasil e não teve segurança e eficácia avaliadas pela agência. O produto é apontado como proveniente do Paraguai.
A decisão ocorre após outra medida adotada pela Anvisa no dia 8, quando a agência proibiu a comercialização de canetas emagrecedoras anunciadas pelo site gopharma.shop.
Anvisa também determina apreensão de outros produtos De acordo com a agência, o site oferecia medicamentos sem registro no Brasil à base de tirzepatida e produtos que alegavam ter retatrutida como princípio ativo. A substância ainda não possui registro em nenhum país do mundo.
Entre os produtos anunciados estavam T.G. 15 mg, Tirzec 15 mg e Lipoless MD 15 mg, que já tinham proibição expressa de ingresso no Brasil. Além da comercialização, a Anvisa determinou a proibição da importação, distribuição, propaganda e uso desses produtos, assim como a apreensão dos itens.
A agência também reforçou que medicamentos só podem ser comercializados no Brasil por farmácias e drogarias regularizadas, incluindo seus canais digitais oficiais. Segundo a Anvisa, produtos adquiridos fora desses ambientes não têm garantia de procedência, composição ou conservação, o que pode comprometer a qualidade, a segurança e a eficácia dos medicamentos.
“2ª fase da Operação Última Chamada”: Polícia Civil, Receita Federal e Sefaz apreendem aparelhos eletrônicos estrangeiros avaliados em R$ 170 mil e prendem homem em flagrante por receptação em Natal
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, em ação conjunta com a Receita Federal e a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/RN), realizou, nesta quarta-feira (16), a segunda fase da Operação Última Chamada, em Natal.
Durante a operação, as equipes atuaram de forma integrada na fiscalização e investigação de diferentes alvos na capital potiguar, com a verificação da origem dos produtos e a adoção das medidas legais cabíveis diante das irregularidades constatadas.
Como resultado da ação, um homem foi preso em flagrante pelo crime de receptação. Ao longo das diligências realizadas no dia 16 de setembro, foram retidos pela Receita Federal 77 smartphones, quatro smartwatches e um tablet, com valor total estimado em R$ 170 mil.
A operação também contempla a apuração de possíveis práticas relacionadas a contrabando, descaminho e demais irregularidades identificadas durante as diligências.
O objetivo da ação integrada é combater a receptação e a comercialização irregular de aparelhos celulares, além de identificar produtos provenientes de roubo ou furto e outras irregularidades.
As atividades seguem em andamento, e novos resultados poderão ser divulgados após a conclusão dos trabalhos.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil do RN – SECOMS.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que terminou nesta terça-feira (15) sem uma definição sobre a eventual abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O senador potiguar também voltou a cobrar uma reação do Senado e pressionou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
“Todos nós certamente estamos constrangidos e indignados, porque uma sessão que foi chamada para se permitir a abertura de um inquérito contra um dos mais altos magistrados da República foi um verdadeiro teatro”, afirmou Marinho.
O senador também voltou a defender uma mudança no Regimento Interno do Senado para reduzir o poder do presidente da Casa sobre a tramitação de pedidos de impeachment contra ministros do STF. A proposta defendida pela oposição prevê que o processo avance caso reúna o apoio de 49 dos 81 senadores.
“Nós já propusemos a mudança do regimento interno para retirar esse excesso de discricionariedade por parte do presidente do Senado da República”, disse.
Outros senadores defendem mudanças
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também reagiu à sessão e defendeu que o Senado avance na discussão de uma reforma do Judiciário. Segundo ela, a proposta é reunir, no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), iniciativas que já tramitam no Congresso.
“Um grupo de trabalho para que apresente, em 60 dias, uma ampla reforma do Poder Judiciário no Brasil”, afirmou.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) também defendeu mudanças e criticou o que considera falta de mecanismos de controle sobre integrantes do Supremo.
“Numa democracia de verdade, você não pode ter nenhuma autoridade que seja imune a investigações”, declarou. Vieira também cobrou uma atuação do Senado e criticou Alcolumbre.
Sessão terminou sem definição
O STF não chegou ao mérito sobre uma eventual investigação contra Moraes. A discussão ficou concentrada em uma questão processual sobre a tramitação de petições relacionadas a Moraes e ao ministro André Mendonça.
O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Até a suspensão, o placar estava em 4 a 3 pela análise separada dos casos.
Durante a sessão, Moraes afirmou que não há pedido formal da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República ou de André Mendonça para abertura de investigação.
Na manhã desta quarta-feira (16), o prefeito de Currais Novos, Lucas Galvão, recebeu o Prêmio Legado Ambiental Cápsula do Tempo 2026, reconhecimento concedido pela Organização Atitude Social e Ambiental (OASA), em parceria com o Museu Câmara Cascudo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (MCC/UFRN).
A premiação tem como propósito reconhecer pessoas e instituições cujas trajetórias, ações e iniciativas contribuem de forma relevante para a proteção do meio ambiente, a sustentabilidade e a construção de um legado positivo para as presentes e futuras gerações.
Currais Novos foi contemplada pelo trabalho desenvolvido por meio do projeto “Mais Verde”, realizado no Parque de Exposições, a partir de uma cooperação entre a Prefeitura Municipal e a OASA. A iniciativa atua na produção e disponibilização de mudas nativas e frutíferas, incentivando o plantio e contribuindo para a ampliação da arborização urbana e a recuperação ambiental no município.
A parceria teve início em 2024 e, desde então, vem trabalhando ações voltadas ao reflorestamento, à arborização de praças, canteiros e ruas, além de apoiar projetos de agroflorestas e iniciativas de educação ambiental.
Para o prefeito Lucas Galvão, o reconhecimento demonstra a importância da união entre poder público, organizações da sociedade civil e comunidade na construção de políticas e ações ambientais.
“ Receber esse prêmio é um reconhecimento ao trabalho que vem sendo desenvolvido em Currais Novos e, principalmente, à parceria com a OASA e ao projeto Mais Verde. Estamos plantando hoje pensando no futuro, contribuindo para uma cidade mais arborizada, mais sustentável e com melhor qualidade de vida para as próximas gerações” , destacou.
O Prêmio Legado Ambiental Cápsula do Tempo 2026, simboliza a importância de iniciativas e parcerias voltadas à sustentabilidade, que deixam contribuições concretas para as futuras gerações. É um reconhecimento a ações de preservação ambiental e, sobretudo, ao compromisso de plantar hoje a consciência e a responsabilidade necessárias para construir um futuro mais sustentável.
Durante entrevista ao vivo no RNTN, o senador Styvenson Valentim anunciou que pretende viabilizar em Currais Novos um Hospital Infantil do Seridó semelhante ao que ele já construiu em Mossoró, que funciona como uma unidade de alta complexidade em pediatria com Pronto-Socorro 24 Horas, atendimento de urgência e emergência pediátrica e Estrutura de Leitos para internação.
O Senador direcionou o recado a Milena Galvão, vice prefeita de Currais Novos e escolhida por ele como sua segunda suplente.
O anúncio ganha ainda mais relevância porque o Seridó não dispõe hoje de um hospital exclusivamente infantil.
Quando concretizado, o projeto representará uma estrutura hospitalar dedicada às crianças do Seridó, privilegiando Currais Novos como sede.
Allyson Bezerra foi o grande vencedor do debate promovido pelo Sistema Tribuna de Comunicação. Com firmeza e domínio dos temas, apresentou dados sobre saúde, segurança e finanças públicas, além de propostas para mudar a realidade do Rio Grande do Norte. Na saúde, Allyson afirmou que o Estado investiu apenas 7% da arrecadação própria no primeiro semestre, abaixo dos 12% exigidos pela Constituição. Também destacou que quase 20 mil pessoas aguardam cirurgias eletivas. Como solução, propôs fortalecer os hospitais regionais, implantar cateterismo em Caicó, criar leitos de UTI pediátrica em Pau dos Ferros e garantir uma sala de parto em João Câmara. Na segurança, apresentou dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Segundo Allyson, enquanto o Brasil reduziu os homicídios em 8,2%, o RN registrou aumento de 19,6%. O candidato defendeu mais policiais nas ruas, videomonitoramento, tecnologia e valorização dos profissionais. Allyson também cobrou explicações sobre os quase R$ 400 milhões em consignados que, segundo ele, deixaram de ser repassados pelo Estado ao Banco do Brasil. Outro problema destacado foi a dívida de aproximadamente R$ 185 milhões em repasses obrigatórios aos municípios, conforme números apresentados pela Femurn. Durante o confronto, Cadu evitou responder aos principais dados e direcionou sua participação para ataques. Allyson manteve o foco nas propostas e lembrou os resultados alcançados em Mossoró, como a construção do primeiro hospital municipal, a redução das filas de cirurgias e a conquista da nota A na capacidade de pagamento. “Eu vim aqui para apresentar dados, propostas e soluções. Já mostrei como fazer em Mossoró e vou fazer como governador do Rio Grande do Norte”, afirmou Allyson.
Em uma das manifestações mais contundentes da sessão desta terça-feira (15), a ministra Cármen Lúcia dirigiu-se diretamente ao povo brasileiro, afirmou sentir-se triste e envergonhada com a situação vivida pelo Supremo Tribunal Federal e pediu desculpas por não ter ajudado a evitar o constrangimento provocado pela crise na Corte.
“O Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo, e nós criamos intranquilidade”, declarou.
A fala ocorreu depois de uma sessão marcada por acusações, interrupções e duros confrontos entre os ministros. Alexandre de Moraes acusou André Mendonça de tentar envolvê-lo em uma delação relacionada ao caso Banco Master. Mendonça reagiu chamando a afirmação de “mentira”. Gilmar Mendes também entrou em choque com o colega, enquanto o presidente da Corte, Edson Fachin, precisou suspender temporariamente os trabalhos.
O plenário foi convocado para decidir os caminhos da apuração de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e que envolvem Moraes. Pela primeira vez, o Supremo discute formalmente a possibilidade de investigar um de seus próprios integrantes. Durante a sessão, ganhou força a proposta de reunir os casos que envolvem Moraes e Mendonça e encaminhá-los a um novo relator.
Cármen Lúcia permaneceu em silêncio durante boa parte dos embates. Quando decidiu falar, não se limitou às questões processuais que dividem o tribunal. Reconheceu o dano provocado pela exposição pública das disputas internas e assumiu, como integrante da Corte, uma parcela de responsabilidade pela crise.
A ministra afirmou que os acontecimentos provocaram um “mal-estar cívico” e afetaram o sentimento de justiça da população. Lamentou ainda que, a menos de 20 dias das eleições, os brasileiros estejam acompanhando as turbulências do Supremo quando deveriam estar concentrados na escolha de seus representantes e na definição do futuro do país.
O pedido de desculpas é um gesto incomum em uma instituição que, nas últimas semanas, vinha respondendo às críticas principalmente por meio de decisões, notas e manifestações de defesa. Ao reconhecer que o Supremo produziu insegurança justamente quando deveria transmitir estabilidade, Cármen Lúcia deu dimensão institucional ao que o país assistiu no plenário: mais do que uma divergência jurídica, uma crise de confiança.
O julgamento foi suspenso depois que o ministro Flávio Dino pediu vista, diante de um novo bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça. Cármen Lúcia informou que não apresentaria naquele momento seu voto sobre o mérito, mas disse que não poderia encerrar sua manifestação sem pedir desculpas.
“Eu peço desculpas ao povo brasileiro por talvez ter esperado de mim uma postura diferente”, afirmou. A ministra também se desculpou com os colegas por não ter contribuído para que a Corte superasse a crise de maneira mais rápida.
Em abril, Cármen Lúcia já havia reconhecido que o Judiciário enfrentava uma crise “séria e grave” de credibilidade. Nesta terça-feira, porém, foi além. Não falou apenas sobre a imagem da Justiça. Falou sobre responsabilidade e reconheceu que o Supremo, cuja função seria transmitir serenidade, provocou intranquilidade no país.
Após a manifestação da ministra, o presidente Edson Fachin encerrou a sessão sem uma decisão definitiva. O placar terminou em 4 a 3 contra julgar Moraes e Mendonça juntos. Quando o processo for devolvido por Flávio Dino, o plenário ainda precisará definir se as apurações serão reunidas, se outros magistrados citados nos documentos do caso Master serão incluídos e se haverá o sorteio de um novo relator. O mérito sobre a eventual abertura de investigação contra Moraes não chegou a ser decidido.
Com redução de 0,9%, o volume de vendas do varejo no Rio Grande do Norte registrou, no comparativo entre junho e julho, a quinta queda consecutiva do ano e a segunda maior de 2026. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira (15). No Nordeste, além do RN, as vendas do varejo sofreram variação negativa na Paraíba (-1,2%) e no Ceará (-0,1). No Brasil também houve retração, de 0,8%. O desempenho do RN, portanto, foi pior do que o índice do país e o segundo mais elevado entre os estados nordestinos.
O cenário de redução é observado desde março, quando, de acordo com a PMC, a queda registrada no varejo potiguar foi de 0,1% na comparação com o mês anterior. Em abril, a redução foi de 0,2%, enquanto que em maio houve retração de 1,4% (a maior do ano), e de 0,3% em junho. O movimento de queda preocupa as entidades do comércio, que atribuem os dados aos juros elevados, inadimplência em alta e menor geração de emprego e renda.
“Os dados divulgados pelo IBGE são um motivo de alerta importante, pois mostram uma desaceleração da atividade comercial no RN”, aponta Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio-RN. Matheus Feitosa, presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA), disse ter observado o desempenho do varejo local ao longo do ano com preocupação. Para ele, a carga tributária do país, aliada ao cenário eleitoral de 2026, contribuem com o desempenho, uma vez que a redução de investimentos no setor também impacta os dados sobre vendas.
“São questões que se conectam ao endividamento da população e geram reflexos no mercado varejista. A gente espera que os números melhorem a partir do final de outubro”, afirma.
Os números apontados pela pesquisa corroboram com a realidade observada no comércio da capital. Leonardo Gabriel, gerente de uma loja de eletrodomésticos localizada na Cidade Alta, conta que as vendas em julho caíram 5% em relação ao mês anterior. “Acredito que isso tem a ver com a situação do bairro, uma vez que existem poucos comércios por aqui e as pessoas preferem ir para o Alecrim ou para os shoppings. E também por causa das compras online”, afirma.
Na loja em que Dayse Mônica trabalha, também na Cidade Alta, as vendas têm oscilado ao longo dos meses, o que, do mesmo modo, é motivo de preocupação, segundo ela. “O mês de julho foi razoável, mas ficou abaixo do resultado de junho. Em agosto, mesmo com o Dia dos País, as coisas só melhoraram depois da segunda quinzena”, comenta a funcionária de uma loja de roupas.
Cenário heterogêneo O presidente da AEBA cita que iniciativas como a Black Friday, em novembro, e as festas de final de ano podem trazer novo fôlego ao varejo. Esta também é a perspectiva de Marcelo Queiroz, da Fecomércio-RN. “O último trimestre do ano tende a ser mais positivo para o comércio. A Federação acredita que 2026 será mais um ano de crescimento da atividade comercial, ainda que abaixo do observado em 2025, refletindo a importância cada vez maior do comércio para a economia potiguar”, disse o presidente.
O economista Arthur Néo indica que deve se formar, nos próximos meses, um cenário mais heterogêneo no estado. “O segundo semestre tradicionalmente traz datas importantes para o comércio, como o Dia das Crianças, Black Friday e Natal, além do pagamento do 13º salário. Esses fatores podem ajudar a recompor o consumo”, projeta.
Por outro lado, ele alerta que o efeito dos juros elevados e das condições de crédito continuará sendo uma restrição importante. “O sinal amarelo está aceso, mas ainda não é sinal vermelho. Os próximos resultados da PMC serão fundamentais para saber se estamos diante de uma correção temporária ou do início de uma desaceleração mais persistente do consumo no RN”, fala.
A explicação para as retrações, conforme mostram a PMC, está no ambiente macroeconômico, na avaliação do economista. “O comércio é muito sensível às condições de crédito e ao comprometimento da renda das famílias. O ciclo de juros elevados reduz a capacidade de financiamento e tende a postergar principalmente compras de maior valor, como móveis, eletrodomésticos e veículos”, analisa.
“Há também um segundo elemento: a economia potiguar vinha de uma base de crescimento bastante forte. Alguns segmentos vinham sustentando esse desempenho, como farmácias, cosméticos, móveis e eletrodomésticos, além de combustíveis e supermercados. Portanto, parte da queda atual pode ser entendida como uma normalização depois de um período de expansão mais forte”, aponta Arthur Néo. Alta no acumulado do ano
Apesar da variação negativa desde março, no acumulado de 2026 os dados do IBGE indicam que as vendas do varejo potiguar apresentaram alta de 4,2% entre janeiro e julho deste ano em relação ao mesmo período de 2025. Já o crescimento acumulado em 12 meses foi de 5,7%, em relação ao período anterior de 12 meses, terceira maior variação do país, atrás de Pernambuco (6,7%) e do Distrito Federal (6,0%).
As vendas do comércio varejista ampliado do estado, por sua vez, cresceram 1,3% em julho, na comparação com junho. Esse foi o sexto maior crescimento observado no País. O segmento inclui comércio de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo. Em relação a julho de 2025, a variação foi de 0,7%. Com isso, o setor acumulou aumento de 2,7% em 2026, em relação ao mesmo período do ano passado, e de 3,2% no acumulado em 12 meses, em relação a igual período anterior.
No Brasil, o volume de vendas no comércio varejista caiu 0,8% frente a junho, na série com ajuste sazonal. A média móvel trimestral para o varejo variou -0,1% no trimestre encerrado em julho de 2026, após registrar -0,2% no trimestre encerrado em junho. Frente a julho de 2025, o volume de vendas do varejo cresceu 1,2%, após alta de 2,8% em junho. No ano, o mercado varejista acumula alta de 1,8% e, nos últimos 12 meses, de 1,6%.
Já no comércio varejista ampliado, o volume de vendas em julho mostrou variação de 0,4% frente ao mês imediatamente anterior, após queda de 1,1% em junho de 2026. Com isso, a média móvel trimestral para o varejo ampliado variou -0,3% no trimestre encerrado em julho, depois do recuo de 0,8% no trimestre encerrado em junho de 2026. Frente ao mesmo mês de 2025, o varejo ampliado cresceu 1,8% após crescer 4,9% em junho de 2026. No ano, o setor avançou 1,9% e, nos últimos 12 meses, 1,2%.