Exército diz que não está com duas das 8 armas de Bolsonaro

Postado em 7 de julho de 2026

Ao menos duas armas registradas no nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não foram entregues à Superintendência da Polícia Federal (PF) por não estarem em posse do Exército, conforme ofício emitido nesta segunda-feira (6). A ordem para a entrega foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao todo, foram identificados 11 armamentos ligados ao ex-presidente. Desses, dois já haviam sido entregues anteriormente por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) e um foi apreendido durante uma blitz em Brasília junto a um militar. Foi justamente este último episódio que levou Moraes a suspender o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) de Bolsonaro e determinar a apreensão das armas.

Outros oito armamentos seguiam pendentes de entrega. A pedido do STF, o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília transferiu nesta segunda à Superintendência da PF quatro pistolas – sendo três de uso restrito –, uma espingarda e um fuzil que estavam em posse do Exército. Porém, informou a Moraes que uma pistola calibre 9×19mm e outra espingarda não se encontravam no local e que não sabe de seus paradeiros.

As armas incluem exemplares das marcas Taurus, Glock, Sig Sauer, Arex e Caracal, além de armamentos como fuzis Springfield e espingardas Maestro e Typhoon.

defesa de Bolsonaro havia dito a Moraes que todos os oito armamentos estavam com o Exército. A intenção era retirar esses artefatos remanescentes da corporação e enviá-los à Superintendência da PF, mas Moraes pediu que a própria Força fizesse a entrega.

Arma apreendida em blitz

Em 15 de junho, uma arma registrada no nome do ex-presidente foi apreendida com um militar do Exército que atua na segurança de Bolsonaro, durante uma blitz no Distrito Federal. Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil e admitiu a propriedade e a posse da pistola durante o cumprimento da prisão domiciliar. Ele afirmou que a arma era para segurança, já que “tinha três mulheres em casa”.

Após pedido de Moraes, Procuradoria-Geral da República e da defesa de Bolsonaro se manifestaram no processo e afirmaram que o episódio da arma não configuraria falha grave. Em sua decisão desta sexta, Moraes decidiu no mesmo sentido.

sbt