Operação Cavalo de Troia: Polícia Civil cumpre mandados em Florânia, São Vicente e Campina Grande contra golpe de quase R$ 1 milhão

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta sexta-feira, 06/11, a segunda fase da Operação “Cavalo de Troia”. A ação cumpre seis mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão nas cidades de Florânia e São Vicente, no Rio Grande do Norte, e Campina Grande, na Paraíba. A investigação apura estelionato por meio de fraude eletrônica, na modalidade conhecida como “golpe do falso CEO”.
A primeira fase da operação foi realizada em Currais Novos. Nela foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão contra uma mulher de 37 anos, titular da conta bancária que recebeu os valores desviados. A partir da análise do material apreendido e das medidas judiciais de quebra de sigilo, as investigações avançaram e chegaram a uma organização criminosa estruturada. Os integrantes do grupo dividiam funções na execução do golpe e na movimentação dos recursos obtidos.
O caso envolve uma modalidade de estelionato eletrônico conhecida internacionalmente como “Business E-mail Compromise” (BEC) ou “CEO Fraud”. Nesse golpe, criminosos se passam por executivos de empresas para induzir funcionários a fazer transferências bancárias. Neste caso, um criminoso usou um perfil externo no aplicativo Microsoft Teams com o nome do diretor-presidente de uma empresa. Ele entrou em contato com uma funcionária e a induziu a fazer quatro transferências via Pix, que somaram quase R$ 1 milhão.
A fraude foi descoberta em 8 de maio de 2026, quando o golpista voltou a pedir novos pagamentos. Ao verificar a solicitação internamente, a vítima constatou que o perfil pertencia a um usuário externo à organização, e não ao verdadeiro diretor-presidente.
Nesta nova fase, as diligências têm como objetivo prender os investigados, apreender dispositivos eletrônicos, coletar registros digitais ligados à prática criminosa e reunir elementos para identificar a participação de cada integrante do grupo. A Polícia Civil também busca rastrear o destino dos valores desviados.
Os presos serão conduzidos à delegacia para os procedimentos legais e, em seguida, encaminhados ao sistema prisional, onde ficarão à disposição da Justiça.
As investigações continuam para identificar e responsabilizar os demais envolvidos no esquema.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte reforça a orientação para que empresas e cidadãos confirmem, por meio de canais oficiais, qualquer pedido de pagamento recebido por aplicativos de mensagens ou plataformas corporativas. Informações que ajudem nas investigações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.
