Em um cenário onde muitos negócios não sobrevivem aos primeiros anos, a Loucos por Sorvete se tornou um verdadeiro case de sucesso do empreendedorismo potiguar.
A história começou de forma simples, em Currais Novos, com apenas uma máquina de sorvete instalada na calçada da loja do pai. Sem grandes estruturas, mas com visão, coragem e muita disposição para trabalhar, nascia ali o embrião de uma marca que hoje ultrapassa os limites da cidade.
Em 2018, o projeto começou oficialmente. A aceitação do público foi imediata, e o crescimento natural levou, em 2019, à inauguração da primeira loja física em Currais Novos. Era o início da consolidação de uma empresa que não vendia apenas sorvete , vendia experiência, qualidade e conexão com o cliente.
Com gestão profissional, organização financeira e visão estratégica, a marca estruturou processos, fortaleceu equipe e expandiu sua atuação para o modelo físico e delivery, acompanhando as transformações do mercado.
Mas a trajetória também foi marcada por um grande desafio. Em 2023, um incêndio atingiu a unidade de Currais Novos, colocando à prova a resistência do negócio. O que poderia significar o fim se transformou em um ponto de virada. A empresa foi reconstruída, modernizada e voltou ainda mais forte, mostrando que sua base era sólida: propósito, disciplina e relacionamento com a comunidade.
O amadurecimento do modelo de negócio abriu portas para um novo salto. Em 2024, a Loucos por Sorvete inaugurou sua primeira loja modelo franquia na cidade de Pau dos Ferros, marcando oficialmente sua entrada no formato de expansão estruturada.
Hoje, a marca já possui projetos de expansão para outras cidades do Rio Grande do Norte, reforçando seu posicionamento como uma empresa regional em crescimento, com modelo validado e potencial de escala.
O que começou com uma única máquina na calçada se transformou em uma empresa sólida, resiliente e em plena expansão , um exemplo claro de que visão estratégica, trabalho constante e capacidade de superação constroem negócios duradouros.
A Loucos por Sorvete não é apenas uma sorveteria. É um símbolo de empreendedorismo, persistência e crescimento no interior do Rio Grande do Norte.
O Juizado Especial Cível e Criminal de Currais Novos condenou a Neoenergia Cosern a indenizar uma consumidora por danos morais após corte indevido de energia elétrica em sua residência durante um final de semana. A decisão da juíza Maria Nadja Bezerra considerou ilegal a interrupção do fornecimento de energia em um sábado, deixando a autora sem serviço até a segunda-feira seguinte.
Segundo os autos, em abril do ano passado, a consumidora recebeu funcionários da Cosern que informaram sobre solicitação de desligamento feita pelo antigo titular do contrato. Ela foi orientada de que o corte poderia ser evitado se realizasse a alteração da titularidade da unidade consumidora e apresentou toda a documentação exigida, que foi conferida pelos prepostos da empresa.
Mesmo com o procedimento cadastral aparentemente concluído, em maio de 2025, uma nova equipe realizou o corte de energia sob o mesmo fundamento. O desligamento ocorreu durante uma visita de amigos em festividade local, resultando em constrangimento social e perda de alimentos armazenados em refrigeração, com o restabelecimento só ocorrendo na segunda-feira.
Na análise do caso, a juíza destacou que a responsabilidade da concessionária é objetiva, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, bastando comprovar falha na prestação do serviço e nexo com o dano sofrido. Foi reconhecido que a consumidora agiu com diligência e que o corte decorreu de falha administrativa da própria empresa, não de inadimplência ou motivo técnico.
Diante das circunstâncias, a interrupção indevida de um serviço essencial configurou dano moral, agravado pelo momento e pelos transtornos causados. A Cosern foi condenada ao pagamento de R$ 5 mil, valor considerado proporcional e com função compensatória e pedagógica.
Vorcaro é alvo de uma nova fase Operação Compliance Zero, em que a PF investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master.
O nome da operação é uma referência à falta total de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.
Havia um mandado de prisão preventiva contra Vorcaro, que já foi levado para a Superintendência da PF na capital paulista. Há ainda mais um alvo de prisão em São Paulo, que não teve o nome divulgado por enquanto porque ainda não foi encontrado pelos policiais. A Justiça também determinou o cumprimento de medidas cautelares, como tornozeleiras eletrônicas, contra outros nomes.
O câncer do cólon e reto, também chamado de câncer colorretal (CCR), segue avançando no Brasil e já ocupa posição de destaque entre os tumores mais incidentes no país. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, são mais de 45 mil novos casos por ano, com tendência de crescimento, inclusive entre pessoas mais jovens. O cenário motiva a mobilização nacional da campanha Março Azul-Marinho, que reforça a importância da informação, da prevenção e do diagnóstico precoce.
No Rio Grande do Norte, a atenção ao tema ganha ainda mais relevância. Pelas estimativas do INCA para 2026, o câncer colorretal será o quarto tipo de câncer mais incidente no estado, com previsão de 580 novos diagnósticos, ficando atrás apenas dos cânceres de pele, mama e próstata.
De acordo com a gastroenterologista Verônica Sousa Vale, presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed/RN), o câncer colorretal está entre os tumores que mais preocupam pela elevada mortalidade. “O CCR é o que tem alta mortalidade, pode acometer pessoas de ambos os sexos na faixa etária acima dos 60 anos, porém cada dia essa tendência está sendo modificada e aumentando em pacientes jovens a partir dos 40 anos”, alerta. No Brasil, segundo ela, a doença já figura como a terceira causa entre todos os tipos de câncer.
Apesar da gravidade, a especialista destaca que se trata de um câncer amplamente prevenível e que as sociedades Americana e Brasileira de Gastroenterologia e de Endoscopia Digestiva preconizam a realização do exame de colonoscopia a partir dos 45 anos. Antes dessa idade, o rastreamento é indicado quando há sinais de alerta. “Sangramento nas fezes, alterações bruscas do hábito intestinal, seja para diarreia ou constipação, dor abdominal, anemia e perda de peso. Há necessidade de procurar um médico para realizar a colonoscopia”, alerta.
A colonoscopia é apontada como o principal exame de prevenção para identificar se existem pólipos, que são pequenos tumores, ou lesões que podem crescer. “Dependendo do tipo, ele pode evoluir para o câncer colorretal”, explica Verônica.
Segundo ela, a grande vantagem do exame é a possibilidade de tratamento imediato. “Se diagnosticado precocemente, a chance de cura é muito grande, porque essas lesões, quando pequenas, podem ser retiradas no momento do exame”, destaca.
Outro ponto de atenção é o crescimento da incidência da doença em pessoas mais jovens. A médica associa esse movimento a mudanças no estilo de vida. “O aumento nesses pacientes decorre de vários fatores, entre eles o consumo de álcool, tabagismo, incluindo cigarros eletrônicos, sedentarismo, ingestão de alimentos processados, obesidade e doenças inflamatórias intestinais”, afirma. Essas condições, segundo ela, impactam diretamente a microbiota intestinal e aumentam o risco de desenvolvimento do câncer.
A prevenção passa, necessariamente, por mudanças de hábitos. “Recomenda-se alimentação saudável, prática regular de atividade física, retirada do cigarro e redução do consumo excessivo de bebidas alcoólicas”, orienta. Pacientes com doenças inflamatórias intestinais, como retocolite ulcerativa, doença de Crohn e doença celíaca, também precisam de acompanhamento médico contínuo. “Esse seguimento regular é fundamental para prevenir o CCR nesses grupos”, acrescenta.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou na segunda-feira 2 uma petição ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passe a ter os mesmos poderes que os outros advogados que representam o ex-presidente. Na prática, isso significa que ele, que é pré-candidato à Presidência, terá livre acesso ao pai, que está preso na “Papudinha”, como é conhecido o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.
O pedido foi apresentado no mesmo dia em que Moraes negou que Bolsonaro cumprisse pena em regime domiciliar. Na decisão, o ministro alegou que a Polícia Federal (PF) realizou uma perícia médica que indicou “boa condição de saúde física e mental” do ex-chefe do Executivo federal.
Como filho, Flávio podia visitar o pai apenas nos dias pré-determinados pelo presídio para as visitas. Os encontros podiam ocorrer duas vezes na semana, em três horários diferentes.
O livre acesso dá mais tempo para que o ex-presidente e o seu herdeiro político tratem da articulação para as eleições de outubro. Desde que está preso, Bolsonaro tem recebido aliados para conversar sobre os palanques estaduais e outras demandas para o pleito.
Para ministros do STF consultados pelo jornal Valor Econômico, em tese, não há nenhuma irregularidade nisso. De acordo com eles, na qualidade de advogado, Flávio pode, sim, visitar o pai sem autorização prévia de Moraes, assim como os demais integrantes da defesa do ex-presidente.
A estratégia não é nova e já ocorreu anteriormente. Em 2018, quando o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estava preso em Curitiba, ele deu uma procuração ao então candidato à Presidência Fernando Haddad (PT), apesar de a sua defesa ser então liderada por outros advogados, como Cristiano Zanin, hoje ministro do STF. Haddad, hoje ministro da Fazenda, perdeu naquele ano para Bolsonaro.
O presidente do União Brasil no Rio Grande do Norte, ex-senador e ex-governador José Agripino Maia, afirmou que a candidatura do prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (União), ao Governo do Estado está definida e não há qualquer possibilidade de recuo. Allyson oficializou sua pré-candidatura ao governo em 7 de fevereiro, durante um evento em Natal com as presenças de dirigentes de cinco partidos: União Brasil e PP (que formam uma federação), MDB, PSD e Solidariedade (que tem uma federação com o PRD).
“A candidatura de Alysson pela federação União Progressista está posta, irreversível e consolidada”, declarou Agripino, ao comentar especulações sobre uma eventual desistência do prefeito. Ele classificou os rumores como “piada maldosa”, acrescentando que podem refletir apenas o “desejo dos concorrentes”.
Segundo o dirigente partidário, Alysson está “mais animado do que nunca” para a disputa. Agripino afirmou ter se reunido recentemente com o prefeito e aliados e garantiu que o pré-candidato está “absolutamente disposto para a luta”. Para ele, Alysson é hoje “o preferido” e “o ponteiro nessa disputa”, com “grandes chances de ser escolhido pelo povo”.
O ex-governador também saiu em defesa do prefeito diante das investigações relacionadas à Operação Mederi. O prefeito é investigado pela ligação com um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo a compra de medicamentos.
Agripino destacou que Alysson não se escondeu e compareceu para prestar esclarecimentos “de peito aberto”. E lembrou a frase usada pelo próprio prefeito — “quem não deve, não teme” —, completando com a observação: “porque quem deve, teme”.
Agripino ressaltou ainda a origem humilde do gestor mossoroense como um diferencial político. Disse conhecer a trajetória de Alysson desde a juventude, lembrando que ele morava em sítio, estudava em Mossoró e tem forte ligação com a realidade do interior. Para o presidente do União Brasil, essa conexão com a base social foi determinante para a popularidade do prefeito em Mossoró e pode ser um ativo importante na disputa estadual.
Na avaliação de Agripino, Alysson tem consciência do tamanho do desafio que o Estado enfrenta e está preparado para adotar as medidas necessárias. Ele reconheceu que o Rio Grande do Norte exigirá “remédios amargos”, mas afirmou que o prefeito tem coragem e maturidade para enfrentar decisões difíceis.
Prefeito nega desistência Em publicação nas redes sociais no último dia 20, o próprio Allyson Bezerra negou qualquer intenção de desistir da pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte em 2026. A manifestação ocorreu após especulações motivadas por sua ausência em eventos públicos durante o Carnaval.
Diferentemente de outros nomes na disputa, como Álvaro Dias (Republicanos) e Cadu Xavier (PT), o prefeito não participou de agendas públicas no período.
No vídeo publicado nos stories do Instagram, o prefeito de Mossoró apareceu com um chapéu com a bandeira do Rio Grande do Norte e afirmou: “Tem uma turma aí meio afobada, preocupada, agoniada, falando de desistência e tudo mais. Tenham calma. Tá vendo esse chapéu aqui, com as cores da bandeira do RN? É para a gente rodar muito por esse estado todo, pode ter certeza. Vamos trabalhar para entregar hospital aberto, funcionando para atender pacientes”.
Allyson vinculou a pré-candidatura à agenda administrativa. “Vamos trabalhar para entregar hospital aberto, funcionando, para atender pacientes, para entregar grandes obras”, declarou.
A declaração ocorreu após ele apresentar uma ação promocional conversando com uma paciente que passou por cirurgia no Hospital Municipal Francisco Conceição da Silva, inaugurado em janeiro deste ano.
“Quando o Rio Grande do Norte todo conhecer todo esse trabalho que está sendo feito, principalmente na Saúde de Mossoró, de ver hospital entregue de verdade, funcionando de verdade, pode ter certeza que todo mundo vai saber que aqui realmente é trabalho”, complementou Allyson Bezerra.
A situação estrutural da delegacia do município de Bodó voltou ao centro do debate político local após denúncia feita pelo vereador Vilânio Assunção.
O parlamentar expôs as condições físicas do prédio, apontando problemas que, segundo ele, comprometem o funcionamento adequado do espaço e a dignidade no atendimento à população. De acordo com o vereador , o cenário é preocupante. A estrutura apresenta sinais de desgaste, necessitando de melhorias urgentes para garantir segurança tanto aos profissionais que atuam no local quanto aos cidadãos que dependem do serviço.
O vereador destacou que segurança pública não pode ser tratada com descaso e afirmou que irá cobrar providências junto aos órgãos competentes.
A denúncia fortalece o nome de Vilânio Assunção no cenário político local. O vereador assume postura de fiscalização ativa, característica fundamental do papel legislativo. A reportagem deixa o espaço aberto para manifestação das autoridades competentes, reforçando o compromisso com o contraditório e com a informação equilibrada.
Diretórios do MDB em 17 estados vão entregar um manifesto à presidência nacional do partido nesta terça-feira (3), em Brasília, com posicionamento contrário a uma eventual aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nos cálculos de emedebistas, as assinaturas representam cerca de 70% da convenção do partido. Na prática, o documento sinaliza o desejo por neutralidade, o que pode liberar a ala pro-Lula para seguir no palanque petista nas eleições.
Apesar do posicionamento majoritário, o MDB em estados como Pará e Alagoas é aliado de Lula e tem ministros na Esplanada.
Alguns diretórios já tinham entregue manifestos próprios antes. É o caso do MDB de Goiás. O presidente estadual, o vice-governador Daniel Viela, afirma que é preciso deixar clara a posição da ala antigovernista.
“É um absurdo e inconcebível que um partido com a história e o tamanho do MDB seja alvo de ataques desarrazoados, taxado como golpista até em desfile de Carnaval patrocinado pelo PT e não deixe claro sua absoluta posição interna”, disse à CNN.
Emedebistas sinalizam simpatia a um projeto presidencial do PSD. O partido de Gilberto Kassab (SP) trabalha para escolher nas próximas semanas entre os governadores Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Júnior (PR) e Eduardo Leite (RS). Em vários estados, alianças regionais já estão em andamento.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte procura Miriam Maciel da Silva, foragida da Justiça pelo crime de latrocínio que vitimou o escrivão da instituição Sidney Alves Lucas. O crime ocorreu em 11 de março de 2011, na Zona Norte de Natal.
De acordo com as investigações, a ação criminosa aconteceu por volta das 15h, na Praça Guarulhos, no bairro Lagoa Azul, no conjunto Gramoré. Na ocasião, a vítima havia acabado de sacar a quantia de R$11.500,00 em uma agência bancária instalada em um supermercado, quando foi seguida e abordada em frente à própria residência. Durante a abordagem, o escrivão foi alvejado e não resistiu aos ferimentos.
As apurações indicaram que o crime ocorreu na modalidade conhecida como “saidinha de banco”. A identificação dos envolvidos foi possível após análise de imagens do circuito interno de segurança da agência bancária e do estacionamento do supermercado, que registraram a movimentação suspeita dos integrantes do grupo criminoso.
Conforme as investigações, Miriam Maciel teria atuado como “olheira”, monitorando a movimentação da vítima no momento do saque e repassando informações aos demais envolvidos. À época, três integrantes do grupo criminoso foram presos e posteriormente condenados pela Justiça. Em janeiro de 2013, os réus foram sentenciados pelo assassinato do escrivão. No entanto, Miriam Maciel, apontada como integrante da quadrilha responsável pelo latrocínio, não foi localizada e permanece foragida.
Informações policiais indicam que a foragida teria residido por anos no estado de Pernambuco, possuindo outros registros criminais e mandados de prisão em aberto.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte reforça que qualquer informação sobre o paradeiro da foragida pode ser repassada de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.
Grande surpresa na disputa pela prefeitura de São Paulo 2024, quando chegou perto de ir para o segundo turno, o influenciador Pablo Marçal vai deixar o PRTB e assinar a ficha de filiação do União Brasil em uma cerimônia marcada para sexta-feira (6) na capital.
Fontes próximas ao empresário dizem que ele avalia disputar as eleições deste ano se conseguir reverter sua inelegibilidade no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O TRE-SP tornou Marçal inelegível por 8 anos devido ao campeonato de cortes que ele promoveu durante o processo eleitoral, mas ainda cabem recursos.
Na semana passada, o influenciador aceitou um acordo com o Ministério Público Eleitoral para suspender por dois anos uma ação movida por Guilherme Boulos, atual ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.
O caso envolve a divulgação de um laudo falso durante as eleições municipais de 2024.
Pessoas próximas a Marçal dizem que ele pode disputar o Senado, mas o PP, que está federado com o União, já lançou Guilherme Derrite na chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A chegada de Marçal pressiona ainda mais o governador na montagem de seu palanque, já que o PL pleiteia a vaga de vice e uma cadeira do Senado.
O número de matrículas na educação básica do Rio Grande do Norte registrou queda em 2025. Conforme os resultados da primeira etapa do Censo Escolar 2025, o total de alunos caiu de 783.190 em 2024 para 756.434 em 2025, uma redução de 26.756 matrículas, puxada principalmente pela retração na rede pública.
Com queda de 3,4%, o RN supera a média nacional, que registrou redução de 2,29% nas matrículas em relação a 2024. Em todo o país, o recuo representou 1,082 milhão de alunos a menos. Os dados incluem tanto as redes regulares e privadas, além das modalidades de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e da educação especial.
Com queda de 3,4%, o RN supera a média nacional, que registrou redução de 2,29% nas matrículas em relação a 2024. Em todo o país, o recuo representou 1,082 milhão de alunos a menos. Os dados incluem tanto as redes regulares e privadas, além das modalidades de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e da educação especial.
Nas redes municipais, em 2024, eram 412.035 estudantes matriculados, número que caiu para 392.208 em 2025. A diminuição foi de 19.827 alunos, o que representa uma retração de cerca de 4,8%. A maior parte das matrículas se concentra nos anos iniciais.
Enquanto a educação básica na rede pública do RN registrou queda nas matrículas em 2025, a rede privada apresentou crescimento. O número de alunos aumentou de 157.325 em 2024 para 167.393 em 2025, um acréscimo de 6,4%.
Os estudantes estão distribuídos em 3.368 escolas públicas e privadas no RN. Emmanuelle Araújo, professora de Educação da Universidade Potiguar (UnP), avalia que a redução no número de matrículas na educação básica pode estar associada à transição demográfica e à queda na taxa de natalidade, vivenciada pelo Brasil nos últimos anos.
“Além disso, fatores socioeconômicos também exercem influência significativa. Situações de vulnerabilidade social, desemprego e migração interna de famílias em busca de melhores condições de trabalho podem alterar a dinâmica populacional e refletir nos números da matrícula escolar”, explica.
De acordo com Araújo, para que as matrículas voltem a crescer, não basta ampliar vagas. “É fundamental fortalecer políticas de permanência, investir na formação continuada dos professores, aprimorar a qualidade pedagógica e tornar o currículo mais significativo para os estudantes.”
Segundo ela, é necessário dar suporte à escola, e não apenas oferecer vagas. A articulação entre escola, família e rede de proteção social também é decisiva, principalmente nos contextos de maior vulnerabilidade.
Evasão escolar
Conforme Emmanuelle Araújo, a evasão escolar é um dos fatores que podem contribuir para a redução no número de matrículas, especialmente nas etapas finais da educação básica. “O Ensino Médio é, historicamente, a etapa com maiores índices de abandono, realidade evidenciada em levantamentos nacionais do INEP”, pondera.
Segundo ela, nessa fase, muitos jovens passam a conciliar estudo e trabalho, enfrentam desmotivação com um currículo pouco conectado às suas perspectivas de vida ou acumulam defasagens de aprendizagem que não foram superadas ao longo do percurso escolar.
“Entre os principais motivos que levam estudantes a abandonar a escola estão a necessidade de inserção precoce no mercado de trabalho, dificuldades de aprendizagem não acompanhadas de forma adequada, baixa identificação com o currículo escolar e contextos de vulnerabilidade social”, comenta a educadora.
Araújo revela que o abandono da escola está associado a diversos fatores: “A evasão raramente ocorre por um único fator; ela costuma ser resultado de múltiplas fragilidades que se acumulam ao longo do tempo, incluindo questões socioemocionais e ausência de políticas consistentes de permanência.”
Infraestrutura
Dados do Censo Educacional do Inep mostram que 59% das escolas da rede pública do Rio Grande do Norte possuem acessibilidade, enquanto 41% contam com biblioteca. Em relação à estrutura pedagógica, 26% das unidades dispõem de laboratório de informática, 11% têm laboratório de ciências e 22% contam com quadra de esportes. O acesso à internet está presente em 98% das escolas públicas.
Na rede privada, o levantamento aponta que 74% das escolas possuem acessibilidade e 72% contam com biblioteca. Além disso, 25% dispõem de laboratório de informática, 24% de laboratório de ciências e 44% possuem espaços destinados à prática esportiva. Assim como na rede pública, 98% das instituições privadas têm acesso à internet, segundo o censo.
Mudanças de conjuntura
A Secretaria Municipal de Educação (SME) avalia que a redução de matrículas representa um ajuste pontual da demanda. “Equivalente a aproximadamente 2% do total da rede, não configurando impacto estrutural no sistema”, disse em nota.
Segundo a pasta, os números representam uma reorganização territorial da oferta, a movimentação natural de estudantes entre redes e a readequação da modalidade EJA.
A secretaria informou que tem ampliado vagas na Educação Infantil, além de expandir o tempo integral e reforçar a busca ativa, com o objetivo de recompor a demanda.
A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação do Rio Grande do Norte (Undime/RN) avaliou que o fenômeno “não está relacionado à falta de acesso à escola, mas a mudanças estruturais no perfil demográfico e à transição entre as etapas de ensino”.
Ainda segundo a Undime, queda contínua no número de nascidos vivos e na população em idade escolar, especialmente nas faixas de 0 a 4 anos e de 15 a 17 anos. “Com menos crianças e adolescentes no estado, há naturalmente menos estudantes ingressando e permanecendo na educação básica”, afirmou em nota.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) iniciaram “ataques em larga escala contra alvos do regime terrorista iraniano em Teerã”, informou o Exército em um comunicado na manhã de quarta-feira.
Esta é a décima onda desse tipo de ataques desde o início do conflito mais recente, no sábado, segundo as IDF. Mais cedo nesta quarta-feira, o Exército afirmou que bombardeios realizados durante a madrugada atingiram o que descreveu como centros de comando usados pelas temidas forças de segurança interna do Irã e pela milícia Basij.
“Eles atacaram com bastante força na noite passada, foi uma noite ruim”, disse um morador do norte de Teerã à CNN. “Não sei exatamente onde atingiram, mas parecia que podíamos ouvir explosões ao nosso redor.”
O morador acrescentou que queria sair da cidade e fugir para as montanhas. “Mas também não sabemos onde estão os alvos militares, então é difícil dizer onde seria seguro”, afirmou.
A mídia estatal iraniana informou que explosões foram registradas em várias partes do país na manhã de quarta-feira. Uma foto geolocalizada pela CNN mostra uma grande coluna de fumaça escura perto da cidade de Isfahan.
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte deve analisar nos próximos dias, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a regulamentação da eleição indireta para governador e vice em caso de dupla vacância a partir do terceiro ano de mandato. A minuta, obtida com exclusividade pelo comentarista político Tacio Cavalcanti, estabelece prazos enxutos, voto aberto e exigência de filiação partidária para os candidatos.
O texto ganha relevância diante do cenário que aponta para a desincompatibilização simultânea da governadora Fátima Bezerra e do vice-governador Walter Alves, situação que abriria espaço para eleição indireta no Legislativo.
A proposta determina que a eleição seja realizada em até 30 dias após a última vacância. O calendário será detalhado por edital da Mesa Diretora, que incluirá dia e hora da votação.
Nos bastidores, deputados avaliam que o prazo reduzido favorece grupos já organizados politicamente e limita a construção de candidaturas alternativas.
A minuta exige comprovação de filiação partidária regular pelo menos um dia antes da inscrição da chapa. Candidaturas avulsas estão descartadas.
Cada partido poderá integrar apenas uma chapa, e a irregularidade de um dos integrantes implicará o indeferimento de toda a composição.
O ponto de maior impacto político é a previsão de voto aberto e nominal em plenário. Os deputados deverão declarar publicamente sua escolha.
A regra aumenta o custo político individual e reduz a margem para dissidências silenciosas. Para vencer em primeiro turno, a chapa precisará de maioria absoluta dos deputados. Caso o quórum não seja alcançado, haverá segundo escrutínio entre os dois mais votados, decidindo-se por maioria simples.
Em caso de empate, será eleita a chapa cujo candidato a governador for mais idoso.
Sucessão provisória O texto também disciplina a sucessão interina. Após a vacância, será chamado o substituto previsto na linha sucessória da Constituição Estadual. Caso o presidente da Assembleia opte por não assumir para evitar inelegibilidade, o presidente do Tribunal de Justiça será convocado.
Os casos omissos, ou seja, as possíveis ocorrências que não foram contempladas no texto normativo original, serão resolvidos pela Mesa Diretora, dispositivo que pode gerar debate jurídico e eventual questionamento judicial, a depender da aplicação prática.
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), afirmou nesta terça-feira (3) que dizer que o Brasil quebraria com o fim da escala de trabalho 6×1 demonstra desconhecimento sobre a realidade do país. A declaração foi feita durante o painel de abertura da II Conferência Nacional do Trabalho, realizada em São Paulo.
Segundo a ministra, estudos encomendados pelo governo federal indicam que a mudança no modelo de jornada é possível sem redução salarial e pode representar um avanço na garantia de direitos trabalhistas.
“O estudo que o presidente determinou mostra que é possível, é plausível e garante a dignidade o fim da escala 6×1 sem redução salarial”, afirmou Tebet.
A ministra também criticou os argumentos contrários à proposta e disse que associar a medida a uma crise econômica ignora princípios previstos na Constituição.
“Dizer que o Brasil vai quebrar com o fim da escala 6×1 é não conhecer a realidade do Brasil. É desobedecer à Constituição Federal, que diz que todos são iguais perante a lei”, declarou.
A II Conferência Nacional do Trabalho reúne autoridades do governo federal, representantes de trabalhadores, empresários e especialistas para discutir políticas públicas relacionadas ao emprego e às condições de trabalho no país.
O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de ministros como Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego, e Fernando Haddad, da Fazenda.
O deputado estadual Ubaldo Fernandes (PSDB) comentou, no horário destinado a lideranças partidárias, na sessão desta terça-feira (03), na Assembleia Legislativa, sobre a licitação aberta pelo Governo do Estado, para instalação, pela iniciativa privada, de um café e restaurante, por meio de concessão onerosa, no Complexo Cultural Rampa. O parlamentar citou a Rampa como exemplo ao falar sobre turismo na zona Leste da capital, citando ainda a Pedra do Rosário, a praia urbana que segue com as obras de revitalização paradas e os mercados das Rocas e do Peixe, que funcionam em situações precárias. “Tudo por falta de um planejamento integrado”, alertou Ubaldo, chamando atenção do poder público.
Também no horário de lideranças, a deputada Eudiane Macedo (PV) defendeu o debate sobre a PEC quer cria a Escala 6×1. “É um tema do Congresso Nacional, mas que tem que ser debatido aqui”, disse a parlamentar, lembrando que defende a causa que um dia foi sua. “Minha vida toda foi trabalhando nessa escala”, disse Eudiane, ressaltando as dificuldades em um tempo em que ainda sequer tinha dois filhos. Ela lembra que chegava em uma parada de ônibus da zona Norte às 6h da manhã para começar a trabalhar às 8h no Alecrim. “Defender a Escala 6×1 não significa falar de privilégios”, completou a parlamentar.
De acordo com Eudiane, o tema tem que ser levado em consideração por tratar da dignidade das pessoas, da saúde mental das pessoas. “O lucro não pode valer mais do que a vida e um trabalhador descansado adoece menos”, disse a deputada, chamando atenção, principalmente, da iniciativa privada, para lembrar que as pessoas têm que manter o direito a conviver com a família, ao lazer, a cuidar da casa, dos filhos, da saúde e do culto à fé. “As pessoas precisam de tempo para viver, e não apenas para sobreviver”, encerrou Eudiane.
O deputado Coronel Azevedo (PL) concluiu o horário de lideranças com um discurso de agradecimento aos “milhões” de brasileiros que foram às ruas no domingo para o movimento ‘Acorda Brasil’, ocorrido em todo o país. “Não houve lacração, foi um movimento saudável”, afirmou o deputado, que em Brasília, há poucos dias, foi nomeado pelo PL nacional, como presidente do PL-Defesa no Rio Grande do Norte. “Para defender o direito de se proteger das famílias, dentro dos limites da lei”, afirmou o parlamentar. O deputado também afirmou em seu discurso que acaba de retornar à Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia, na qual já participou, como membro, da reunião desta terça-feira.