O ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, oficializou o nome de Babá Pereira como candidato a vice-governador em sua chapa. A informação é do comentarista político Tacio Cavalcanti e foi confirmada pelo próprio Álvaro Dias nesta quarta-feira (4).
Segundo a apuração, o anúncio ocorreu após a conclusão de articulações políticas realizadas em Brasília, onde Álvaro Dias e Babá Pereira cumpriram agenda conjunta nos últimos dias.
Em publicação nas redes sociais, Álvaro confirmou o ato. “Definimos Babá como pré-candidato a vice-governador, compondo a nossa chapa nas eleições de 2026”, afirmou ele.
Atual presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte, Babá Pereira estava sendo apontado como um nome estratégico para ampliar o diálogo da pré-campanha com prefeitos e lideranças municipais — um dos principais eixos do projeto político liderado por Álvaro Dias.
Nos bastidores, a escolha é interpretada como um movimento para fortalecer a base municipalista da pré-candidatura, ampliando a presença no interior do estado e a interlocução com gestores locais.
A confirmação da chapa era aguardada por aliados como um passo decisivo no redesenho do cenário político estadual, com expectativa de destravar novas alianças e outros anúncios nos próximos dias.
O deputado estadual Gustavo Carvalho sugere a instalação de uma CPI da Assembleia Legislativa para investigar a falta de repasses de recursos de empréstimos consignados a instituições financeiras pelo governo Fátima Bezerra (PT), que são descontados dos salários dos servidores públicos estaduais. “A partir da próxima semana, se não tivermos uma resposta do governo, uma resposta dos órgãos fiscalizadores, nosso mandato vai conversar com a Casa no sentido de buscarmos uma apuração concreta numa Comissão Parlamentar Inquérito”, avisou.
Em pronunciamento na primeira sessão ordinária do ano na Assembleia, Gustavo Carvalho expôs a gravidade do que considera apropriação indébita “por esse governo irresponsável do PT, que envolve diretamente milhares de servidores públicos do Rio Grande do Norte com empréstimos consignados e a inadimplência do governo do Estado nos repasses desses valores às instituições financeiras.
“Isso é coisa de improbidade, é caso de prisão. O governo tem descontado dos seus servidores sem fazer a efetivação do pagamento na instituição bancária”, protestou Carvalho, que continuou: “O que é mais preocupante, desde novembro de 2025, este parlamento, através de nosso mandato, vem tentando obter informações sobre esse assunto e até hoje só encontramos silêncio, sigilo e barreiras institucionais”.
Gustavo Carvalho informou, no plenário, sobre a cronologia dos apelos feitos para obter dados a respeito do volume de recursos financeiros e o número de servidores envolvidos, mas até agora só tem obtido o silêncio como resposta.
Segundo o deputado, já em 5 de novembro de 2025 formalizou pedido de informações ao Executivo, da mesma forma encaminhou em 12 de novembro de 2025 ofício à Superintendência do Banco do Brasil no Rio Grande do Norte, mas a instituição financeira confirmou em 27 de novembro, que os repasses estavam em atraso. “Mas quando solicitamos os valores, os períodos e os montantes, a resposta foi sigilo bancário”, questionou.
Desinformação
Carvalho disse, ainda, que em 26 de novembro recorreu à Lei de Acesso à Informação (LAI), mas o governo do Estado “pediu prorrogação do prazo”, mas no dia 26 de dezembro, informou que havia aberto um processo SEI com acesso restrito.
“O mais grave, o link fornecido não abre com informação, ou seja, o cidadão pede informação pública e recebe como resposta um processo invisível”, denunciou Carvalho, que levou o caso em 5 de dezembro ao representante do MPRN, procurador geral da Justiça, Glaucio Pinto Garcia: “Amanhã (hoje) completamos 60 dias sem nenhuma resposta desse órgão fiscalizador”.
O parlamentar contou que na terça-feira (3), voltou a solicitar informações ao BB, “como última esperança de ver alguma informação chegar até o nosso gabinete e até esta casa, que está sendo desrespeitada”, além de ter protocolado denúncia no Banco Central.
Para Gustavo Carvalho, situações como essa apontam para o fato de que em caso de vacância no governo – “ninguém se dispõe a assumir o nosso Estado em função de não saber quanto é o rombo, o buraco e a falência que esse Estado preservou neste governo”.
Em aparte, o deputado Luiz Eduardo (PL) lembrou que como presidente da Comissão de Administração e Serviços Públicos da Assembleia em 2023 “teve o cuidado de fazer a oitiva, convocando os secretários de Administração e de Tributação, à época, contratou-se escritório de advocacia especializado no tema, e fizemos a denúncia na Procuradoria-Geral da República por peculato e apropriação em débito”.
Luiz Eduardo esclareceu, ainda, que fez mesma denúncia na PGJ, quanto também apropriação em débito e peculato “pela falta de repasse dos consignados, o governo desconta do servidor e não repassa para a instituição financeira”.
Acordo
Segundo Luiz Eduardo, o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, chegou a dizer na Comissão de Administração, que “tinha um acordo de cavalheiro com a superintendência e a gerência do Banco do Brasil, que iria colocar em dia o pagamento dos consignados em dezembro e até agora nada”.Além disso, disse Luiz Eduardo, “prejudica o comércio local, porque esse pequeno empréstimo que o servidor pega para lhe socorrer num momento de dificuldade, ele também vai para o comércio, para o mercado, e isso aquece também o mercado”.
Em face do silêncio das instituições, “a expectativa é grande em relação a essa resposta. Isso não é só um problema financeiro, isso é um problema institucional, moral, e jurídico. E nós temos, neste momento, que dizemos que chegou ao limite dessa Casa. Estamos falando em tese de retenção individual de recursos públicos, violação aos princípios da lei, da moralidade e da transparência.”.
“E mais, milhares de servidores hoje estão impedidos de acessar crédito consignado, não por inadimplência própria, mas por inadimplência do Estado. O Estado, que recentemente atrasou até salários, ele está descontando os empréstimos do servidor e não está pagando as instituições financeiras que o fizeram”, protestou. E completou: “O servidor está impossibilitado de fazer novos consignados e de abrir qualquer outra linha de crédito”.
Finalmente, Gustavo Carvalho entende que “essa apropriação indébita está sendo feita para ser paga a folha do servidor. Ou seja, olha o mecanismo que estão usando. O servidor está pagando com o desconto dos seus empréstimos consignados e o seu crédito pessoal”.
Currais Novos dá mais um passo importante no fortalecimento da economia local e na geração de emprego e renda. O município passará a contar com sua primeira facção de roupas, empreendimento do empresário cerro-coraense Zeca Medeiros, fundador da empresa Zaja, que atua há mais de 19 anos no setor de confecções.
A nova unidade será a segunda filial do grupo Zaja e tem previsão de iniciar suas atividades em meados do mês de maio, já com a geração inicial de 20 empregos diretos, além de diversos postos de trabalho indiretos, fortalecendo a cadeia produtiva local.
O anúncio da chegada do empreendimento foi feito pelo prefeito Lucas Galvão, durante visita ao imóvel onde funcionará a facção. Também estiveram presentes o empresário Zeca Medeiros e Garibaldinho, assessor parlamentar do deputado estadual Ubaldo Fernandes, que apoiou e articulou o projeto.
Para o prefeito Lucas Galvão, a instalação da facção representa um marco importante para o desenvolvimento econômico de Currais Novos. “A chegada dessa facção simboliza um novo momento para nossa cidade. Estamos trabalhando firmemente para atrair investimentos, gerar empregos e oferecer oportunidades para nossa população. Esse é um empreendimento que fortalece nossa economia e mostra que Currais Novos está preparada para receber novos negócios”, destacou o prefeito.
O empresário Zeca Medeiros ressaltou a confiança no potencial do município e a parceria com o poder público. “Currais Novos nos recebeu de braços abertos. Encontramos aqui apoio, diálogo e um ambiente favorável para investir. A expectativa é crescer, capacitar mão de obra local e, em breve, ampliar ainda mais o número de empregos gerados”, afirmou.
O assessor parlamentar Garibaldinho destacou o apoio do deputado Ubaldo Fernandes à iniciativa. “Esse projeto contou com o empenho do deputado Ubaldo, que acredita no desenvolvimento do Seridó por meio da geração de emprego e renda. É uma conquista para Currais Novos e para toda a região”, disse.
A Prefeitura de Currais Novos reforça que continuará incentivando parcerias e criando condições para atrair novos empreendimentos, reafirmando o compromisso com o desenvolvimento econômico sustentável e a melhoria da qualidade de vida da população.
Em publicação feita nas redes sociais, o prefeito Lucas Galvão informou à população que a Rua Luiz Ferreira Sobrinho será contemplada com obra de pavimentação, atendendo a uma demanda antiga dos moradores da localidade.
Segundo o gestor municipal, os recursos que viabilizam a pavimentação foram destinados pelo Deputado Federal Sargento Gonçalves, por meio de articulação do vereador G Charles, que levou a solicitação buscando melhorias estruturais para a região.
Além da pavimentação, o prefeito também anunciou uma importante parceria público-privada que irá garantir a urbanização completa do trecho que liga a Rua Luiz Ferreira Sobrinho até a BR-226. O projeto prevê a implantação de um calçadão moderno e a construção de uma praça linear, transformando o espaço em uma nova área de convivência, mobilidade e lazer para a população.
De acordo com Lucas Galvão, a união entre a parceria público-privada e os recursos viabilizados pelo deputado, através do trabalho do vereador, permite que a intervenção seja ainda mais ampla, promovendo valorização urbana, melhoria no tráfego, mais segurança e qualidade de vida para os moradores.
O Hospital Regional Dr. Mariano Coelho (HRMC), localizado em Currais Novos/RN, retomou nesta semana a realização de cirurgias eletivas, após o período de recesso de final de ano. A unidade, que se consolidou como um polo estratégico para a saúde pública na região do Seridó, volta a operar com capacidade plena para atender à demanda de pacientes que aguardam por procedimentos agendados.
O retorno das atividades cirúrgicas é fundamental para dar continuidade ao ritmo acelerado de atendimentos registrados nos últimos dois anos. Entre 2024 e 2025, o HRMC apresentou um alto volume de cirurgias realizadas, integrando ativamente o programa estadual de redução de filas. O objetivo é manter a celeridade e diminuir o tempo de espera dos pacientes de todo o estado.
Para a diretora geral da unidade, Lígia Daiana, a retomada reforça o compromisso do hospital com a celeridade e a qualidade na assistência aos pacientes da região.
“Estamos reiniciando os trabalhos com foco total em dar vazão à fila de espera, mantendo a segurança e o acolhimento que são marcas da nossa gestão. O Hospital Regional Dr. Mariano Coelho provou, nos últimos anos, que tem capacidade técnica e estrutural para resolver casos complexos aqui mesmo no Seridó, evitando que o paciente precise se deslocar para a capital. Nossa meta é seguir com alta produtividade em 2026,” destaca a diretora.
Referência em Alta Complexidade
O HRMC destaca-se no cenário estadual pela especialização em procedimentos de grande demanda. A unidade é referência em cirurgias ginecológicas – com ênfase em histerectomias e tratamento de endometriose –, além de ser um centro importante para cirurgias gastrointestinais e bariátricas.
A retomada das eletivas reafirma o compromisso da gestão estadual e da direção do hospital em descentralizar a saúde pública, permitindo que moradores do Seridó e de outras regiões do estado tenham acesso a tratamentos complexos sem a necessidade de deslocamento para a capital.
Com o reinício dos trabalhos no centro cirúrgico, a expectativa é que o hospital continue apresentando indicadores positivos de produtividade, garantindo assistência humanizada e de qualidade para a população seridoense.
O prefeito de Currais Novos, Lucas Galvão, visitou na manhã desta quarta-feira o canteiro de obras onde está sendo construído um grande empreendimento de uma das maiores redes de supermercados do estado que chega ao município. Durante a visita, o gestor anunciou uma importante parceria público-privada que garantirá a pavimentação da rua Luiz Ferreira Sobrinho, via estratégica que liga a BR-226 aos bairros Gilberto Pinheiro e Parque das Pedras.
Além da pavimentação asfáltica, a parceria também contemplará a urbanização completa do trecho, com a implantação de um calçadão moderno e uma praça linear. O projeto inclui iluminação especial, bancos, paisagismo e a instalação de uma academia popular, proporcionando mais qualidade de vida, lazer e segurança para os moradores da região.
A obra contará ainda com a parceria da Câmara Municipal de Currais Novos, por meio de emenda parlamentar do vereador G. Charles, que destinou parte dos recursos que serão utilizados na execução da pavimentação da via, reforçando o trabalho conjunto entre os poderes Legislativo e Executivo em benefício da população.
De acordo com o prefeito Lucas Galvão, a chegada do novo empreendimento representa um marco importante para o desenvolvimento econômico de Currais Novos, ao mesmo tempo em que fortalece a infraestrutura urbana da cidade.
“Estamos falando de um grande investimento privado que chega para gerar empregos, aquecer a economia local e fortalecer o comércio de Currais Novos. E, através dessa parceria público-privada, somada ao apoio da Câmara Municipal, conseguimos transformar esse crescimento em benefícios diretos para a população, com mais mobilidade, urbanização e espaços de convivência para os moradores dos bairros Gilberto Pinheiro, Parque das Pedras e também o bairro Dr Silvio Bezerra de Melo”, destacou o prefeito.
Lucas Galvão ressaltou ainda que a obra atende a uma demanda antiga da população e reforça o compromisso da gestão municipal com o planejamento urbano e o desenvolvimento sustentável.
“Essa é será uma via muito utilizada, que conecta bairros populosos à BR-226. A pavimentação e a urbanização desse trecho vão melhorar significativamente o tráfego, valorizar os imóveis da região e oferecer um espaço mais humanizado para as pessoas caminharem, praticarem atividades físicas e conviverem”, completou.
A Prefeitura de Currais Novos segue investindo em parcerias que unem o poder público, o Legislativo e a iniciativa privada, promovendo obras estruturantes que acompanham o crescimento da cidade e melhoram a qualidade de vida da população.
Após um período de expectativa entre os fiéis, a Vigília Ágape está de volta, retomando sua programação e prometendo reunir a comunidade para uma noite intensa de oração, louvor e espiritualidade. O evento é promovido pelo Grupo de Oração Ágape.
Com o tema “Não tenhais medo, eu estou aqui!”, a vigília será realizada no sábado, 07 de fevereiro, com início às 21h30, seguindo durante toda a madrugada até 5h do domingo. A proposta é proporcionar momentos de adoração, música, pregação, intercessão e encontro pessoal com Deus.
Ao longo dos anos, a Vigília Ágape se consolidou como um dos encontros mais aguardados pela comunidade católica, reunindo jovens, famílias e grupos de oração em uma experiência de fé, comunhão e renovação espiritual.
O encontro acontece no Santuário Nossa Senhora de Fátima, no bairro Paizinho Maria, e é aberto ao público, sem necessidade de inscrição ou pagamento, permitindo que todos participem gratuitamente.
A organização convida a comunidade a marcar presença. Mais informações podem ser acompanhadas pelo Instagram @grupodeoracaoagape_.
Senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cresceu na pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 4, e está tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto em um eventual segundo turno das eleições deste ano. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) também empatam com o petista na margem de erro.
Lula tem 45,8% contra 41,1% de Flávio. A margem de erro é de 2,5 pontos porcentuais para mais ou para menos. Com isso, o petista pode ter de 43,3% a 48,3% das intenções de voto, enquanto Flávio pode ter de 38,6% a 43,6%. Na primeira rodada da pesquisa, realizada entre os dias 8 e 12 de janeiro, o placar era de 46,2% a 36%.
No levantamento de fevereiro, o atual presidente vence Tarcísio por 44,7% a 42,2% e Michelle por 45% a 40,7%.
O Meio/Ideia entrevistou 1.500 pessoas por meio de entrevistas por telefone entre os dias 30 de janeiro e 2 de fevereiro. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08425/2026.
No primeiro turno, Lula empata por 38,7% a 35,3% com Flávio no cenário com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, candidato pelo PSD. O presidente também empata no limite da margem com Tarcísio (40% a 35%) se o PSD não tiver candidato a presidente.
Nos demais cenários, o atual chefe do Executivo federal lidera com uma vantagem superior à margem de erro.
Outros candidatos
Fora os candidatos da família Bolsonaro e Tarcísio, quem tem melhor desempenho contra Lula no segundo turno é o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD). Ele perderia para o presidente por 45% a 38%.
Romeu Zema (Novo-MG) vem logo atrás (45% a 34,5%), seguido de Ronaldo Caiado (45% a 34%) e Eduardo Leite (45,4% a 21%). Os três também perdem para Lula.
A pesquisa também testou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), como candidato governista no lugar de Lula. O petista aparece tecnicamente empatado com candidatos de direita nos três cenários testados.
No segundo turno, Haddad tem 41,8% contra 40% de Flávio; 40,5% contra 44,5% de Tarcísio; e 42% contra 39% de Ratinho Jr.
O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta quarta-feira 4 que não será candidato a vice-presidente na eventual chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República em 2026.
Responsável pela coordenação da pré-campanha de Flávio, Marinho disse que o foco do partido, neste momento, é construir uma base mais ampla de apoio político, com a adesão de outras legendas ao projeto eleitoral do PL.
Segundo o senador, a escolha do nome para a vice-presidência deverá levar em conta a capacidade de agregar forças e afinidade com o programa defendido pelo partido. Ele ressaltou, no entanto, que não pretende ocupar esse espaço.
“Eu faço parte do mesmo partido do senador Flávio, a ideia é termos a possibilidade de atrairmos outros partidos para começarmos com o melhor número de integrantes […] O candidato a vice vai ser aquele que mais agregar e que tenha aderência ao nosso projeto, com certeza não serei eu”, disse Marinho.
A declaração foi dada em entrevista coletiva após reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso desde janeiro, na Papuda, em Brasília. De acordo com Marinho, Bolsonaro repassou orientações sobre a condução da estratégia eleitoral da sigla para o próximo pleito.
O parlamentar também adiantou que o PL pretende lançar candidatos ao Senado e aos governos estaduais em todas as unidades da federação. Ainda assim, reforçou que a definição do vice na chapa presidencial não está na pauta imediata e deve ficar para abril.
Para Marinho, o momento é de organização interna, elaboração de propostas e construção do plano de governo, antes do início efetivo da campanha.
A maneira como Luiz Inácio Lula da Silva está lidando com seu trabalho como presidente da República é desaprovada por 51,4% dos brasileiros e aprovada por outros 46,6% dos eleitores. Os dados são da pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 4 e mostram um cenário de estabilidade. Em janeiro, eram 50% os que desaprovavam Lula e 47% os que aprovavam. A mudança se deu dentro da margem de erro do levantamento, que é de 2,5% para mais ou para menos.
De acordo com o levantamento, são 22,3% os eleitores que consideram o governo bom, enquanto 19% acham que é regular, 18 7% acham que é ruim e 26% apontam como péssimo. Os que não sabem são 2,2%.
A pesquisa também mediu a avaliação de Lula por área de atuação (economia, segurança, saúde e educação). Os piores resultados de Lula são na segurança pública, área na qual 32,9% dos brasileiros acham a gestão péssima e outros 19,4% a veem como ruim. De outro lado, 14% apontam o governo como bom na segurança e 23,3% o enxergam como regular.
O melhor resultado se dá na economia, na qual o conceito “bom” foi atribuído por 24% dos eleitores, o regular por 22%, o ruim por 14% e o péssimo por 27%.
O levantamento ainda questionou se Lula merece continuar como presidente, considerando as eleições de 2026. Para 51%, ele não merece, enquanto 47% acham que ele merece a reeleição.
A pesquisa eleitoral, Meio/Ideia, está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08425/2026-BRASIL. Foram ouvidos 1.500, entre 30 de janeiro a 2 de fevereiro de 2026. O nível de confiança é de 95%.
O Ministério Público Militar (MPM) apontou que o ex-presidente Jair Bolsonaro agiu com descaso em relação aos princípios éticos das Forças Armadas ao defender, junto ao Superior Tribunal Militar (STM), a perda de sua patente de capitão reformado do Exército.
Na representação encaminhada ao tribunal na terça-feira 3, o MPM elenca uma série de deveres militares que teriam sido ignorados por Bolsonaro, como a probidade, o respeito à dignidade da pessoa humana, o cumprimento das leis e a observância às ordens das autoridades competentes.
De acordo com o documento, mesmo mantendo a patente militar, Bolsonaro deixou de adotar conduta compatível com os valores da carreira, inclusive fora do serviço ativo ou já na inatividade. O órgão sustenta que o ex-presidente se afastou, durante parte significativa de seu mandato, dos princípios de disciplina, respeito e decoro militar, além de não zelar pelo bom nome das Forças Armadas e de seus integrantes.
O STM recebeu, no mesmo dia, representações do Ministério Público Militar que pedem a perda de patente de cinco militares apontados como integrantes do núcleo central da tentativa de golpe, liderada por Bolsonaro. Além do ex-presidente, que é capitão reformado, também são alvos os generais da reserva Augusto Heleno, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, além do almirante Almir Garnier.
Diferentemente do Supremo Tribunal Federal (STF), que analisou o núcleo principal do caso em uma única ação, no STM cada acusado terá o processo conduzido individualmente. Cada representação será relatada por um ministro diferente, com distribuição automática no momento em que o pedido é inserido no sistema do tribunal.
O entendimento do STM é de que, embora os fatos tenham sido examinados de forma conjunta pelo STF, cabe à Justiça Militar avaliar a conduta individual dos integrantes das Forças Armadas, o que afasta a necessidade de unificação das ações.
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira (PSDB), fez um discurso em defesa da responsabilidade na gestão pública durante a abertura dos trabalhos legislativos nesta terça-feira 3, no Palácio José Augusto. Ao fazer um balanço de sua administração à frente da Assembleia, o parlamentar lembrou ações adotadas e defendeu o que chamou de “medidas impopulares” – segundo ele, as ações foram necessárias para organizar a Casa.
“Tomamos decisões difíceis, é verdade. Muitas vezes impopulares. Mas absolutamente necessárias. Governar é também ter coragem para cortar excessos e preservar aquilo que é essencial ao funcionamento e ao bom funcionamento da instituição”, declarou o deputado estadual.
Ezequiel afirmou que, quando assumiu a Assembleia Legislativa, em 2015, tinha um “desafio claro”. “Reorganizar a casa, modernizar processos, recuperar a confiança da sociedade e projetar o parlamento potiguar para o século XXI. Era preciso coragem para mudar, firmeza para decidir e responsabilidade para conduzir”, destacou.
O presidente da Assembleia destacou uma reforma administrativa realizada na Casa. “Começamos pelo essencial. A reforma administrativa iniciada em 2016 representou um verdadeiro divisor de águas. Redesenhamos estruturas, reduzimos mais de 1.200 cargos e funções, renegociamos contratos e implantamos uma nova lógica de gestão pública na Assembleia Legislativa”, enfatizou.
“O resultado foi a economia anual significativa, além da redução significativa também das despesas de custeio”, resumiu.
Abertura dos trabalhos O discurso de Ezequiel Ferreira aconteceu durante a abertura dos trabalhos da Assembleia para o ano de 2026 — o último da atual legislatura. Compareceram à cerimônia 19 dos 24 deputados estaduais e representantes de outros Poderes.
Entre as autoridades presentes, estiveram na solenidade: o desembargador Ibanez Monteiro, presidente do Tribunal de Justiça (TJRN); o procurador-geral de Justiça, Glaucio Pinto Garcia, chefe do Ministério Público (MPRN); e o conselheiro Carlos Thompson Costa Fernandes, presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN).
A governadora Fátima Bezerra (PT) não compareceu à cerimônia e foi representada pelo secretário de Fazenda, Cadu Xavier. O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União), também não estava presente e foi representado pelo secretário de Governo, José Serafim da Costa Neto.
A tradicional leitura da mensagem anual da governadora Fátima Bezerra também estava prevista para esta terça-feira 3, na abertura dos trabalhos, mas ela alegou conflito de agenda e pediu para ir à Assembleia na próxima terça-feira 10, o que foi atendido pelo presidente Ezequiel Ferreira.
O Governo do Rio Grande do Norte prorrogou até 28 de fevereiro de 2026 o prazo para a posse dos candidatos nomeados no concurso da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC). A medida foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (4) e alcança 1.609 professores e especialistas de educação convocados em janeiro. A prorrogação ocorre diante da sobrecarga da Junta Médica do Estado, responsável pelos exames admissionais, que também atende aos recém-convocados do concurso da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).
De acordo com a portaria, a extensão do prazo é automática e dispensa requerimento individual por parte dos nomeados. Os candidatos que já realizaram ou agendaram a perícia médica mantêm seus agendamentos sem alteração. A Secretaria de Estado da Educação justificou a decisão com base na alta demanda informada pela Secretaria de Administração (Sead), após a convocação simultânea de grandes contingentes de servidores para a Educação e para a Saúde.
A prorrogação atende a uma série de queixas registradas nas últimas semanas por aprovados dos dois concursos, que relataram dificuldades para conseguir vaga na Junta Médica em Natal, confome publicado pela Tribuna do Norte. Candidatos chegaram a passar noites no local e a enfrentar longas filas e instabilidade no sistema de agendamento online, temendo perder o prazo de posse. Em relatos, aprovados apontaram número reduzido de médicos, atrasos nos atendimentos e falta de informações claras sobre a liberação diária de vagas.
Situação semelhante já havia levado o governo a prorrogar o prazo de posse no concurso da Sesap. No fim de janeiro, uma portaria estendeu por 30 dias o prazo para mais de 1,5 mil profissionais da saúde, fixando novas datas-limite entre 26 de fevereiro e 9 de março, também em razão da alta demanda por perícias médicas. Assim como agora, os candidatos que já haviam realizado ou agendado exames mantiveram seus cronogramas.
Seis parlamentares do Rio Grande do Norte assinaram pedidos para a abertura de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional para apurar fraudes envolvendo o banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 e é pivô de uma investigação da Polícia Federal sobre fraudes no sistema financeiro.
Até agora, dois pedidos foram apresentados no Congresso.
O maior deles foi apresentado nesta terça-feira 3. Um requerimento de autoria do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) pede a instalação de uma CPI mista — que, se criada, terá deputados federais e senadores como integrantes. Cinco parlamentares do RN assinam o pedido: os deputados Carla Dickson (União), General Girão (PL) e Sargento Gonçalves (PL) e os senadores Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB).
Esse requerimento tem, ao todo, a assinatura de 239 deputados e 42 senadores, majoritariamente da oposição. Apenas um petista, o senador Fabiano Contarato (ES), é subscritor do requerimento. Eram necessárias as assinaturas de 171 deputados e 27 senadores.
O outro pedido apresentado é para abertura de uma CPI na Câmara dos Deputados. Esse outro requerimento é de autoria do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O pedido tem 201 assinaturas — eram necessários, no mínimo, 171 apoios. Da bancada potiguar, assinam o pedido os deputados Carla Dickson (União), Natália Bonavides (PT) e Sargento Gonçalves (PL).
Diferentemente do caso de Jordy, o PT apoia a CPI de Rollemberg, que se antecipou a Jordy no protocolo. A sigla do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu 42 assinaturas; do lado do PL, 34 deputados apoiaram essa proposta.
Caso Master O Master está no centro das investigações da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de fraudes bilionárias em operações do banco de Daniel Vorcaro e o BRB, instituição financeira controlada pelo governo do Distrito Federal.
O banco foi liquidado extrajudicialmente em novembro, pelo Banco Central, e deixou para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) o ressarcimento de clientes da ordem de R$ 40 bilhões. No entanto, dada a ampla rede de contatos de Vorcaro em Brasília, o caso tem vários desdobramentos políticos, com desdobramentos até mesmo na cúpula do Judiciário.
São investigadas pela PF fraudes financeiras estimadas em mais de R$ 12,2 bilhões, a constituição de fundos e ativos supostamente inexistentes, a falsificação de contratos e manipulação contábil, bem como a tentativa de transferência de passivos a instituição financeira estatal, caso do BRB, com potenciais danos ao patrimônio público.
A possibilidade de a governadora Fátima Bezerra (PT) renunciar ao cargo para disputar uma vaga no Senado Federal, em 2026, coloca a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em alerta na reabertura dos trabalhos legislativos. Na sessão solene de abertura do ano legislativo, nesta terça-feira (03), os deputados estaduais colocaram a possível eleição indireta para governador de um mandato-tampão até dezembro como um dos principais temas deste ano na Casa. A discussão ainda é incerta, mas as articulações já acontecem nos bastidores.
O pano de fundo da discussão é claro. Caso Fátima deixe o cargo, o primeiro da linha sucessória é o vice-governador Walter Alves (MDB). Se ele assumir, a crise política se encerra. No entanto, Walter já sinalizou publicamente que não pretende exercer o mandato, inclusive rompendo com o governo do PT. A partir daí, só haveria eleição indireta se também se configurasse a vacância do vice, caracterizando o que a Constituição define como “dupla vacância”.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), buscou esfriar o debate, lembrando que, juridicamente, nada está definido. “A eleição indireta só existe se houver vacância. Não houve vacância. Nem ninguém tem a certeza que haverá”, afirmou.
Segundo ele, caso ocorra, o processo já tem a primeira regra definida: será uma eleição aberta.
Ezequiel explicou que, diante dessa possibilidade, a Assembleia já começou a se preparar do ponto de vista legal. “Durante o mês de janeiro, eu já me debrucei sobre esse assunto com a nossa procuradoria. Isso será feito um projeto de lei que será encaminhado para o governo. O governo sanciona esse projeto e aí tem as diretrizes desta eleição, se isso vier a acontecer”, detalhou, sobre a regulamentação do processo eleitoral indireto.
De acordo com o presidente da Casa, a eleição indireta seria realizada no plenário da Assembleia Legislativa, com voto aberto dos 24 deputados estaduais.
“Poderia ser candidato qualquer cidadão filiado a um partido, com mais de 35 anos de idade e conduta ilibada. Seria uma chapa de governador e vice, já que estaríamos diante de uma vacância dupla”, explicou.
Sobre a possibilidade de ele próprio assumir o governo para conduzir o processo, Ezequiel foi não descartou, mas evitou o assunto: “Ou assumo eu para fazer a eleição, ou assume o presidente do Tribunal de Justiça. Mas tudo isso ainda são conjecturas”.
Enquanto o campo governista trabalha para garantir a continuidade do Partido dos Trabalhadores no comando do Executivo estadual, a oposição articula um discurso completamente distinto. Para líderes da direita, o momento exigiria um nome “técnico”, sem ambições eleitorais, capaz de tomar decisões duras para ajustar as contas do Estado.
O deputado Tomba Farias (PL) defendeu abertamente essa tese. “A unanimidade dentro do partido é que seja uma pessoa de consenso, que seja um técnico, uma pessoa de credibilidade para tomar as mudanças. A política não funciona para tomar medidas amargas, porque quem é político pensa na eleição”, afirmou.
Segundo ele, nomes como o presidente da Federação das Indústrias do RN (Fiern), Roberto Serquiz, e o superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, surgem como referências nesse debate.
“Um pessoal que tenha responsabilidade com as medidas que sejam necessárias”, disse.
Tomba também ressaltou que todo o cenário depende, essencialmente, da decisão da governadora e do vice. “Se a governadora ficar, acaba o problema da eleição. Se ela sair e Walter assumir, também está extinto esse processo. Só haverá eleição indireta se Walter não assumir. A verdade é que tudo vai girar em torno disso”, avaliou, sem descartar qualquer possibilidade.
Do lado do PT, o discurso é de unidade e antecipação. O partido insiste no nome colocado tanto para o eventual mandato-tampão quanto para a disputa de 2026: o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), pré-candidato ao Governo para o pleito regular de outubro.
“Nós temos um nome apresentado, que é o do nosso companheiro Cadu Xavier, tanto para o mandato-tampão, evidentemente se houver eleição, como também para uma candidatura a governador em 2026. A base de tudo isso é o diálogo”, afirmou o deputado Francisco do PT, destacando que o governo tem conversado com deputados da base e também não descarta diálogo com a oposição.
O próprio Cadu Xavier, que esteve na solenidade representando a governadora Fátima Bezerra (PT), reforçou a tese da continuidade política e partidária.
“A posição do governo é muito clara. A gente não abre mão de um nome que seja do nosso partido, do Partido dos Trabalhadores. A governadora foi eleita para quatro anos, junto com o vice. Ela vai sair para disputar a eleição, o vice não vai assumir, ele já colocou isso publicamente. Então seria natural que o nome do Partido dos Trabalhadores encerrasse o mandato que o povo concedeu nas eleições”, concluiu.